É, meus amigos… A crise causada pelo aumento dos custos de chips de memória e armazenamento atingiu o produto mais consolidado da Apple, o iPhone.
A empresa atualizou, há pouco, a Apple Store Online com os novos valores praticados para os smartphones que já estavam em linha antes da chegada dos iPhones 18 Pro/18 Pro Max e Duo. E sim, nem o 17e escapou!
Como já era de se esperar, esses aumentos se refletiram em vários outros países onde a Apple atua, como o Brasil.
Confira as tabelas com os preços antigos e os novos! 🤑
Nos EUA
iPhone 16 e 16 Plus
Modelo
Preço anterior
Preço novo
Variação
16 de 128GB
US$700
US$800
+14,3%
16 Plus de 128GB
US$800
—
—
16 Plus de 256GB
US$900
—
—
Como podemos observar, apenas uma configuração do iPhone 16 está disponível. O 16 Plus foi descontinuado.
iPhone 17e
Modelo
Preço anterior
Preço novo
Variação
256GB
US$600
US$700
+16,7%
512GB
US$800
US$900
+12,5%
iPhone 17
Modelo
Preço anterior
Preço novo
Variação
256GB
US$800
US$900
+12,5%
512GB
US$1.000
US$1.100
+10%
iPhone Air
Modelo
Preço anterior
Preço novo
Variação
256GB
US$1.000
US$1.100
+10%
512GB
US$1.200
US$1.300
+8,3%
1TB
US$1.400
US$1.700
+21,4%
iPhones 17 Pro/17 Pro Max vs. iPhones 18 Pro/18 Pro Max
Modelo
Preço
Modelo
Preço
Variação
17 Pro de 256GB
US$1.100
18 Pro de 256GB
US$1.200
+9%
17 Pro de 512GB
US$1.300
18 Pro de 512GB
US$1.400
+7,6%
17 Pro de 1TB
US$1.500
18 Pro de 1TB
US$1.800
+20%
—
—
18 Pro de 2TB
US$2.400
—
17 Pro Max de 256GB
US$1.200
18 Pro Max de 256GB
US$1.300
+8,3%
17 Pro Max de 512GB
US$1.400
18 Pro Max de 512GB
US$1.500
+7,1%
17 Pro Max de 1TB
US$1.600
18 Pro Max de 1TB
US$1.900
+18,8%
17 Pro Max de 2TB
US$2.000
18 Pro Max de 2TB
US$2.500
+25%
Apple Watches
Curiosamente, a Apple mexeu apenas nas versões com as caixas maiores do Apple Watch Series 12 — ou seja, os modelos de 42mm seguem os mesmos preços. O SE 3 e o Ultra 4 seguem intactos.
Modelo
Preço
Modelo
Preço
Variação
Series 11 (GPS, alumínio de 46mm)
US$430
Series 12 (alumínio de 46mm)
US$450
+4,6%
Series 11 (GPS + Cellular, alumínio de 46mm)
US$530
Series 12 (GPS + Cellular, alumínio de 46mm)
US$550
+3,8%
No Brasil
iPhone 16 e 16 Plus
Modelo
Preço anterior
Preço novo
Variação
16 de 128GB
R$6.800
R$7.000
+2,9%
16 Plus de 128GB
R$8.500
—
—
16 Plus de 256GB
R$9.300
—
—
iPhone 17e
Modelo
Preço anterior
Preço novo
Variação
256GB
R$5.800
R$6.000
+3,4%
512GB
R$7.300
R$7.500
+2,7%
iPhone 17
Modelo
Preço anterior
Preço novo
Variação
256GB
R$8.000
R$8.300
+3,7%
512GB
R$9.500
R$9.800
+3,1%
iPhone Air
Modelo
Preço anterior
Preço novo
Variação
256GB
R$10.500
R$11.000
+4,7%
512GB
R$12.000
R$12.500
+4,1%
1TB
R$13.500
R$15.500
+14,8%
iPhones 17 Pro/17 Pro Max vs. iPhones 18 Pro/18 Pro Max
Modelo
Preço
Modelo
Preço
Variação
17 Pro de 256GB
R$11.500
18 Pro de 256GB
R$12.000
+4,3%
17 Pro de 512GB
R$13.000
18 Pro de 512GB
R$13.500
+3,8%
17 Pro de 1TB
R$14.500
18 Pro de 1TB
R$16.500
+13,7%
—
—
18 Pro de 2TB
R$21.000
—
17 Pro Max de 256GB
R$12.500
18 Pro Max de 256GB
R$13.000
+4%
17 Pro Max de 512GB
R$14.000
18 Pro Max de 512GB
R$14.500
+3,5%
17 Pro Max de 1TB
R$15.500
18 Pro Max de 1TB
R$17.500
+12,9%
17 Pro Max de 2TB
R$18.500
18 Pro Max de 2TB
R$22.000
+18,9%
Apple Watches
Modelo
Preço
Modelo
Preço
Variação
Series 11 (GPS, alumínio de 46mm)
R$5.899
Series 12 (GPS, alumínio de 46mm)
R$6.099
+3,4%
Series 11 (GPS + Cellular, alumínio de 46mm)
R$6.799
Series 12 (GPS + Cellular, alumínio de 46mm)
R$7.399
+8,8%
Não está nada fácil, infelizmente… 😭
iPhone 17 Pro Max
Cores: prateado, laranja-cósmico ou azul-intenso Armazenamento: 256GB, 512GB, 1TB ou 2TB
Material: alumínio ou titânio Cores: cinza-espacial, prateado, ouro rosa, preto brilhante, natural, dourado ou ardósia Tamanho: 42mm ou 46mm Conectividade: GPS ou GPS + Cellular Pulseiras: esportiva ou estilo milanês
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Na esteira dessas manchetes, quatro organizações não governamentais entraram com uma ação judicial contra a Apple Brasil por não realizar a verificação de idade em apps de apostas, com menção ao jogo Casino Roulette: Roulettist, disponível na App Store. O processo foi protocolado na Justiça de São Paulo e cobra indenização de R$300 milhões por danos morais.
Além do jogo supracitado, o advogado da Anced, Márlon Reis (um dos autores da ação), menciona que há pelo menos seis títulos de jogos que simulam cassino e estão disponíveis para download por menores, mesmo que a classificação seja para 18 anos ou mais.
Segundo o processo, a ausência de controle etário permite que crianças baixem o app, adquiram créditos e apostem sem qualquer restrição. Nesse cenário, as ONGs argumentam que a Apple tem responsabilidade direta no caso por intermediar a compra de créditos dentro do jogo, sem verificar quem realiza os pagamentos.
Não se trata de entretenimento gratuito ou meramente simbólico. O usuário emprega recursos financeiros reais para adquirir fichas, arrisca-as nas partidas e, depois de perdê-las, é estimulado a realizar novos pagamentos para continuar jogando.
Além da indenização, as entidades pedem que a Apple suspenda todos os aplicativos de cassino disponíveis em sua loja até comprovar a adoção de um sistema efetivo de verificação de idade. A ação solicita que a Justiça fixe multa diária de R$500 mil caso a Apple não cumpra as medidas em dez dias.
A Apple disse ao Estadão que a verificação de idade para apps destinados a maiores de 18 anos “está em fase de testes e deverá ser lançada nos próximos meses”. Ela também destacou que já oferece ferramentas de controle parental.
“Fim do monopólio da Apple.” “iPhone liberado no Brasil.” “Mudança histórica.” As manchetes das últimas semanas não economizaram no tamanho. Do outro lado, o que o usuário recebeu de fato foi uma opção nova e discreta nos Ajustes do iPhone — e, se você não for atrás dela, sua vida com o aparelho seguirá exatamente igual. Aposto que vai seguir…
Recapitulando rapidamente: em 18 de junho, com o iOS 26.5, a Apple oficializou a abertura do iOS no Brasil, cumprindo o acordo assinado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em dezembro de 2025 — desfecho de uma investigação que começou lá em 2022, com uma denúncia do Mercado Livre. Lojas alternativas de apps agora são permitidas — a AltStore PAL chegou no mesmo dia —, desenvolvedores podem usar meios de pagamento próprios e incluir links para compras fora do app. O acordo vale por três anos, sob supervisão do Cade, com multas de até R$150 milhões se a Apple descumprir. Nós mostramos como tudo funciona em um vídeo.
Até aqui, a notícia. Agora, a leitura que ninguém fez direito. Passei mais de 20 anos construindo aplicativos que viveram sob as regras da App Store (apps de banco, varejo, montadora, etc.) e, quando li os termos do acordo com olhos de gerente de produto, a conclusão foi rápida: a Apple não abriu a porta. Ela redesenhou o funil.
Siga o dinheiro: ele continua indo para Cupertino
O detalhe que as manchetes de “fim do monopólio” esquecem de contar: a Apple criou uma estrutura de taxas em que ela recebe em praticamente qualquer caminho que o desenvolvedor escolher. Vale comparar os cenários:
Onde o app vive e como cobra
Como cobra
Quanto a Apple leva
App Store
Pagamento pelo sistema da Apple
De 10% a 21% + 5% de processamento
App Store
Pagamento por sistema próprio dentro do app
De 10% a 21%
App Store
Link para compra externa
15% (10% para quem se qualifica)
Loja alternativa
Pagamento próprio
5% sobre bens digitais
Olhe a última linha com calma. Um app que sair da App Store, for distribuído por uma loja concorrente e processar o pagamento por conta própria (ou seja, um cenário em que nenhuma infraestrutura de venda da Apple aparece) ainda deve 5% de cada transação de bens digitais para a Apple. É a chamada “comissão de tecnologia essencial”, e ela viaja junto com o app para onde ele for.
Agora, pense com a cabeça de um desenvolvedor. Os apps gratuitos (WhatsApp, Nubank, iFood e a imensa maioria dos que você usa) não pagam nada de comissão hoje. Se migrarem para uma loja alternativa, passam a pagar 5% sobre qualquer venda digital que façam. Migrar significa criar um custo que não existia. E são justamente esses apps gigantes que dariam tração a uma loja concorrente. Ou seja: o desenho das taxas torna a mudança irracional exatamente para quem faria a diferença. Isso não é acaso; é arquitetura de incentivos, e das bem-feitas.
A porta existe, mas tem um cadeado de US$1 milhão
Tem mais um filtro, ainda menos comentado. Para operar uma loja alternativa no Brasil, a empresa precisa apresentar uma carta de crédito de US$1 milhão emitida por uma instituição financeira com nota BBB ou superior — ou, alternativamente, ter dois anos contínuos no programa de desenvolvedores da Apple com mais de 1 milhão de instalações anuais no mundo. Na prática, isso deixa de fora todo mundo, menos gigantes bem capitalizadas: a Epic Games (que já prometeu trazer sua loja “nos próximos meses”), talvez o próprio Mercado Livre (que, ironicamente, foi quem começou essa briga) e pouquíssimos outros.
Sem várias lojas competindo de verdade, não há pressão de preço. E sem pressão de preço, o usuário não tem motivo para mudar de comportamento. O ciclo se fecha sozinho.
A Europa já fez esse filme, e o final não anima
Nada disso é especulação minha; é o roteiro que a União Europeia vem rodando desde março de 2024, quando a Lei dos Mercados Digitais (Digital Markets Act, ou DMA), obrigou a Apple a uma abertura muito parecida — e que serviu de modelo para o acordo brasileiro. Dois anos depois, o balanço europeu é magro: as lojas alternativas seguem como nicho, a Setapp Mobile (da MacPaw, empresa séria, com catálogo bom) fechou as portas em fevereiro citando “a complexidade excessiva dos termos comerciais da Apple” e a Comissão Europeia precisou multar a Apple em 500€ milhões por continuar dificultando que desenvolvedores direcionassem usuários para compras mais baratas. A Apple recorre da multa até hoje.
O Cade, vale dizer, aprendeu algo com isso: o acordo brasileiro exige que os avisos da Apple sobre lojas e pagamentos de terceiros sejam “neutros e objetivos”, sem telas de fricção empurrando o usuário de volta para o caminho de Cupertino. É um detalhe regulatório esperto. Mas o incentivo econômico de fundo (a taxa que persegue o desenvolvedor aonde quer que ele vá) é o mesmo da Europa. E foi ele que esvaziou a festa por lá.
Onde as coisas podem mudar de verdade
Para ser justo, nem tudo é fumaça. Duas frentes me parecem promissoras — e nenhuma delas envolve você trocar de loja.
A primeira são as assinaturas. Um serviço que lhe leva para pagar no site, na faixa de 10% a 15% de comissão em vez dos até 26% de antes, tem margem real para repassar desconto — se quiser.
A segunda é o pagamento dentro do próprio app: agora, nada impede um jogo ou serviço de oferecer checkout com Pix, com taxas de processamento muito menores que as do cartão internacional embutido no sistema da Apple.
Repare, porém, no que essas duas frentes têm em comum: dependem de o desenvolvedor escolher repassar a economia. A Apple, aliás, avisou que não cuida de reembolso nem de gestão de assinatura de nada comprado fora do sistema dela — mais um empurrãozinho para que tudo fique como está.
O jardim ganhou um portão; o pedágio continua o mesmo
No fim das contas, o acordo com o Cade é real, tem dentes (R$150 milhões deles) e coloca o Brasil num clube seleto — só União Europeia, Japão e Coreia do Sul forçaram abertura parecida. Como precedente regulatório, é enorme. Como mudança no seu dia a dia, é quase nada: o botão novo nos Ajustes vai continuar intocado na imensa maioria dos iPhones brasileiros, os apps vão continuar vindo da App Store e os preços vão continuar os mesmos.
A Apple declarou que, com as novas regras, desenvolvedores pagarão “o mesmo ou menos” do que antes. Curiosamente, é a frase mais honesta de toda essa história — porque o objetivo do desenho inteiro é exatamente esse: que tudo mude o suficiente para satisfazer o regulador, e pouco o bastante para não mudar nada.