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Review: usando o app Notability no iPad com o Apple Pencil

Existem diversos aplicativos de notas, dos mais variados estilos e para todos os gostos: desde aqueles baseados em bancos de dados ou mapas mentais, até simples processadores de texto. Entre eles, há os apps de notas livres, que procuram simular um caderno ou fichário não só para tornar a interface familiar, como também para alcançar usuários que desejam usufruir de uma ferramenta de escrita à mão.

Esse é o caso de um dos apps mais populares nesse meio: o Notability, sobre o qual trataremos neste artigo. Mais especificamente, exporei minhas experiências utilizando-o com o Apple Pencil (de primeira geração) e um iPad (9ª geração).

Interface e personalização

Um dos aspectos que mais me agradou no aplicativo foi sua interface simples e intuitiva. Ele oferece diversos temas e combinações de cores que agradarão aos cromófilos, mas gostei bastante do visual padrão/básico, tanto no modo claro quanto no escuro.

A página inicial é bem organizada e, após a versão 16, ficou ainda melhor. Antes, a organização era feita por Subjetos (uma tradução bastante infeliz para Subjects) e Divisores. Agora, tudo foi simplificado para pastas e subpastas. A funcionalidade continua exatamente a mesma, mas a nova organização é muito mais intuitiva e fácil de compreender. Além disso, cada pasta recebe uma cor diferente, o que deixa tudo mais organizado e agradável visualmente.

Na barra lateral esquerda ficam as configurações, a busca, todas as suas notas e a Galeria, onde é possível encontrar templates disponibilizados tanto pela comunidade quanto pela própria equipe do Notability.

Na seção Notas, todas ficam reunidas e podem ser filtradas por Recentes, Favoritos e Não arquivados. Tanto ali quanto dentro das pastas, é possível ordenar as notas por data de modificação, data de criação ou nome. Apenas senti falta da possibilidade de reorganizá-las manualmente.

Partindo para o que realmente importa: a nota. Nela, a personalização é ainda maior. Ao criar uma nova nota, você pode começar com a folha em branco ou optar por diferentes cores e layouts. O app sugere alguns: linha, grelha e ponto (isto é, pautado, quadriculado ou pontilhado), mas também é possível escolher alguns dos modelos disponíveis na Galeria ou enviar o seu próprio em Meus Modelos » Importar.

O aplicativo ainda permite definir um modelo padrão para todas as novas notas. Como essa opção não é muito fácil de encontrar, seguem as instruções: na página inicial, vá em configurações (engrenagem no topo) e depois em Editor de Notas » Modelo. Escolha então uma das opções do app — ou crie o seu próprio em Meus Modelos.

O único detalhe é que não existe uma opção para transformar uma nota já existente em modelo. Se quiser, será preciso exportá-la e importá-la como PDF ou imagem — um processo que poderia ser muito mais simples se tivesse uma opção como “Adicionar aos Modelos” (sigo esperançosa de que a equipe implemente isso a qualquer momento).

A barra de ferramentas — que, inicialmente, aparece no topo da nota — também é bastante personalizável. Os itens nela podem ser reorganizados, duplicados ou ocultados, e a própria barra pode ser movida para qualquer canto da tela: esquerda, direita ou parte inferior. Dependendo da forma como você segura o iPad ou escreve, basta arrastá-la para que ela deixe de atrapalhar a visualização da página.

Por fim, há uma pequena barra discreta com comandos para desfazer, refazer e compartilhar, além de acesso às configurações, à visualização das páginas e ao recurso Learn, sobre o qual falarei mais adiante.

No dia a dia, a simplicidade da interface ajuda a manter o foco no conteúdo, sem distrações. Ao mesmo tempo, usuários novos talvez levem algum tempo para descobrir alguns recursos mais avançados, já que certas opções ficam escondidas em menus pouco intuitivos.

Principais recursos

Para quem não é fã do modelo de assinaturas, é fácil torcer o nariz inicialmente. No entanto, desde que comecei a usá-lo, em 2023, o aplicativo evoluiu bastante.

Além de aprimorar ferramentas já existentes, a equipe passou a lançar atualizações frequentes — principalmente na área de inteligência artificial, sinal de que os desenvolvedores se esforçam para entregar uma experiência cada vez melhor. Antes de falar da IA, porém, vale conhecer os recursos que fazem parte da experiência básica.

Ferramentas fundamentais

No básico, o Notability faz muito bem o que se propõe. A escrita é feita por meio de três ferramentas principais: lápis, caneta e marcador. Todas permitem modificar cor e espessura, enquanto as duas últimas também oferecem estilos como linha contínua, tracejada ou pontilhada, além de diferenciação de pressão.

A princípio, o app sugere algumas cores, mas é possível escolher qualquer uma no seletor de cor (com suporte a códigos hexadecimais) e salvá-la para que permaneça na sua paleta.

Naturalmente, você também encontra uma borracha, que pode apagar apenas uma área específica ou remover automaticamente um traço inteiro.

Além da escrita manual, o Notability permite inserir textos digitados em qualquer ponto da página, com opções básicas de formatação, como títulos, negrito, itálico, hiperlinks e listas.

Nos meus testes, copiar e colar textos funcionou bem na maior parte do tempo. Encontrei apenas um comportamento curioso ao importar conteúdos do Canva: a ordem dos elementos foi alterada, o título acabou sendo enviado para o final do texto e as listas perderam seus marcadores; fora isso, funcionou corretamente.

Entre todos os recursos tradicionais do aplicativo, talvez o Zoom seja um dos mais engenhosos. Ao ativá-lo, uma pequena janela delimita a região da página em que você está escrevendo, enquanto uma área ampliada aparece na parte inferior da tela. Isso permite escrever em tamanho reduzido sem perder precisão nem precisar aumentar constantemente o zoom da página.

O bacana é que o recurso acompanha automaticamente a escrita. Conforme você avança, a janela também avança; ao chegar ao final da linha, ela passa para a seguinte sem que seja necessário mover a página manualmente. Para quem precisa de agilidade nas anotações (como em uma aula, por exemplo), isso torna a escrita surpreendentemente fluida.

Além dessas funções, o aplicativo oferece régua, ponteiro laser, fita adesiva, multimídia e gravação de áudio.

A régua funciona exatamente como esperado: basta posicioná-la sobre a página e desenhar próximo dela para que o traço seja automaticamente alinhado. Vale chamar atenção para apenas um detalhe importante: ela serve para criar linhas e formas retas, não como apoio para melhorar a caligrafia.

Já o ponteiro laser foi pensado para apresentações. É possível escolher diferentes cores e decidir se o ponteiro deixa ou não um rastro durante o movimento.

A fita adesiva é outro recurso simples, mas extremamente útil. Ela funciona como um marca-texto que esconde o conteúdo abaixo dele até ser tocado. Na prática, isso pode ser interessante para estudantes testarem seus conhecimentos: ao esconder informações, podem forçar o cérebro a lembrar o que está embaixo da fita e depois verificar se acertaram.

Na ferramenta Multimídia, o Notability permite inserir fotos na hora, imagens da galeria, GIFs, adesivos personalizados (que você pode criar e salvar, ou escolher em uma vasta galeria) e notas adesivas (Post-its). Gostei especialmente da implementação do último: quando você escreve sobre eles, o texto passa a fazer parte da nota adesiva, permitindo redimensioná-la ou movê-la sem deformar o conteúdo.

Embora o aplicativo aceite GIFs animados, ainda não é possível inserir vídeos diretamente nas notas. Como alternativa, ao adicionar uma URL, o Notability oferece o recurso “Criar recorte da Web” (“web clip”), que cria rapidamente uma captura da página vinculada. Assim, uma miniatura da página é adicionada como referência dentro da nota.

Por fim, uma funcionalidade bastante prática é a possibilidade de duplicar (ou remover) ferramentas. Em vez de trocar de cor ou espessura sempre que precisar, manter várias canetas já configuradas na barra de ferramentas traz mais praticidade, então você apenas alterna com um toque. Toda essa barra também pode ser reorganizada conforme sua preferência, escondendo recursos que você utiliza menos.

Gravação e recursos de IA

Desde que comecei a usar o Notability, nenhum aspecto evoluiu tanto quanto seus recursos de inteligência artificial. A gravação de áudio, que já era uma ferramenta excelente, se tornou um conjunto bastante completo de funcionalidades graças à IA.

Inicialmente, o recurso captava o áudio juntamente com a sua escrita. Depois, ao reproduzir a gravação, os manuscritos vão “ganhando cor” conforme aquele trecho do áudio é reproduzido. Na prática, isso facilita muito revisões de aulas ou reuniões, porque fica fácil localizar exatamente o contexto em que determinada anotação foi feita.

Depois, o recurso passou a oferecer também transcrição automática dos áudios. Nos meus testes, ela funcionou bem na maior parte do tempo, embora ainda apresente algumas dificuldades com nomes próprios ou trechos extraídos de vídeos e outras fontes externas.

Com a chegada do Notability Learn, conjunto de recursos de IA do app, as gravações foram levadas a um outro nível. No plano Pro, a transcrição pode acontecer em tempo real (Live Transcript), o que funcionou bem até com mais de um idioma sendo falado. Curiosamente, quando a gravação termina, o aplicativo escolhe apenas um idioma principal para gerar a transcrição final, ignorando os demais. É um detalhe pequeno, mas que pode fazer diferença para quem participa de reuniões ou aulas bilíngues.

Mas a IA vai muito além da transcrição. Com o Learn, o app analisa o conteúdo completo da nota (incluindo áudio, escrita à mão, textos digitados e PDFs importados) para gerar automaticamente resumos, flashcards, questionários, exercícios de preencher lacunas e atividades de associação (Mix & Match). Para quem estuda, isso é extremamente prático; mesmo que dê para fazer algo similar utilizando um chatbot de IA externo, estar tudo integrado nele é um grande diferencial.

Outro recurso interessante são as Smart Notes. Diferentemente dos resumos tradicionais, que são gerados depois da gravação, elas podem ser produzidas em tempo real a partir da transcrição, organizando automaticamente os principais tópicos da conversa. Gostei também da possibilidade de escolher em qual idioma essas notas serão exibidas — algo que pode ser bastante útil para quem estuda outras línguas.

O pacote inclui ainda o recurso Chat with your note (Converse com sua nota), que permite fazer perguntas sobre qualquer conteúdo presente naquela nota. A IA responde utilizando apenas as informações contidas ali, sem recorrer à internet ou a fontes externas.

Nos meus testes, o recurso funcionou muito bem para revisar conteúdos, embora ainda tenha algumas limitações importantes: o histórico das conversas não é sincronizado entre dispositivos e cada conversa fica restrita a uma única nota.

Outro recurso bastante útil são os Action Items. A IA consegue identificar tarefas automaticamente tanto a partir das gravações quanto do conteúdo escrito na nota, reunindo tudo em uma lista organizada. Testei o recurso em português e em inglês, e ele funcionou bem em ambos os idiomas.

Minha principal crítica ao conjunto de ferramentas de IA é a falta de edição. Se a transcrição estiver errada ou se um item de ação não fizer sentido, não há como corrigir. O mesmo vale para resumos, flashcards e questionários gerados automaticamente. Atualmente, a única alternativa é copiar o conteúdo para dentro da nota e editá-lo manualmente.

Por fim, vale mencionar que as gravações podem ser exportadas tanto junto com a nota (em PDF, incluindo os arquivos de áudio) quanto separadamente, no formato M4A.

Menções honrosas (e muito boas)

Há recursos do Notability que raramente aparecem nos reviews, mas que, no dia a dia, acabaram fazendo uma diferença enorme para mim! O primeiro deles foi uma surpresa bastante agradável: a barra lateral “escondida”.

Enquanto você está em uma nota, um gesto simples de arrastar do canto esquerdo para o centro revela uma barra lateral com toda a sua biblioteca de notas — você navega entre elas sem sair da página atual. Mais interessante ainda é que, ao arrastar uma dessas notas para a área principal, o Notability abre automaticamente uma visualização em tela dividida (split view) dentro do próprio aplicativo, sem depender do multitarefa do iPadOS. Isso facilita bastante consultar uma anotação enquanto escreve em outra ou copiar informações entre documentos.

Outro recurso que merece destaque é a busca inteligente. Ela localiza textos digitados, manuscritos e até conteúdo presente em PDFs importados. Os resultados aparecem organizados por nota e, ao abrir qualquer um deles, o aplicativo já destaca automaticamente o trecho encontrado. Mesmo com uma biblioteca grande de documentos, a busca permaneceu rápida durante meus testes.

Para quem deseja utilizar o Notability no iPad como ferramenta de estudos, duas novidades recentes também são maravilhosas. A primeira é o suporte aos sumários de PDFs. Sempre que um documento possui um índice incorporado, o aplicativo passa a exibi-lo automaticamente, facilitando bastante a navegação por materiais mais longos.

A segunda são as Sessões de Estudo, um temporizador inspirado na técnica Pomodoro integrado diretamente ao aplicativo. É um recurso simples, mas que gostei muito de ver incorporado ao fluxo de estudos, já que evita a necessidade de recorrer a aplicativos externos para controlar o tempo de foco.

Por fim, dois pequenos detalhes que talvez passem despercebidos, mas fazem diferença depois de algum tempo de uso. O primeiro é o gesto de desfazer e refazer utilizando dois e três dedos, respectivamente — algo familiar para quem usa aplicativos como o Procreate e do qual sempre sinto falta quando uso o Pencil com o Notas (Notes).

O segundo é a possibilidade de ocultar completamente a barra de status do iPad, removendo relógio, bateria e outros indicadores da tela. Pode parecer um detalhe bobo, mas ajuda a criar uma sensação maior de imersão durante a escrita (e eliminar distrações).

Apple Pencil: experiência real

Utilizei o Notability com um Apple Pencil de primeira geração em um iPad de 9ª geração, então toda a minha experiência parte dessa combinação. Porém, se você tiver um dos modelos mais recentes, como o Pencil de segunda geração ou o modelo Pro, certamente aproveitará ainda mais o app com recursos como o toque duplo, o gesto de apertar, feedback tátil e o Cursor (hover), todos compatíveis com o app. Infelizmente, não tive como testá-los.

No que eu pude testar, o desempenho foi excelente com o lápis da Apple. A resposta é fluida e precisa, com latência baixa o suficiente para a escrita parecer natural. A rejeição de palma funciona muito bem, possibilitando apoiar a mão na tela tranquilamente sem se preocupar com toques acidentais ou interrupções durante a escrita.

A sensibilidade à pressão também merece elogios. Além de funcionar com o modo caneta e marcador, no modo lápis o app reconhece a inclinação do Apple Pencil, simulando o efeito esfumaçado e produzindo sombreados com pressões variadas.

Com isso, mesmo que o foco do aplicativo não seja ilustrações, ele atende muito bem quem precisa fazer pequenos desenhos para complementar as anotações.

“Pencil sobre tela”, uma contribuição do meu marido

Outro recurso bacana é a conversão de escrita à mão. Por padrão, o aplicativo utiliza o idioma definido no dispositivo para reconhecer o texto, mas permite baixar pacotes de outros idiomas e escolhê-los manualmente durante a conversão — o que abre possibilidades interessantes para quem estuda línguas.

Gostei especialmente da forma como o processo foi implementado: antes de substituir a escrita manuscrita, o Notability mostra uma prévia com o texto reconhecido, permitindo revisar o resultado antes de confirmar a alteração. Testei convertendo textos em coreano e reconheceu bem. A única questão que encontrei foi o tamanho da fonte gerada; o app não preservou a escala original e a conversão ficou com um texto pequeno demais, mas é possível aumentar o tamanho depois, se você quiser.

Com as fórmulas matemáticas, o desempenho permaneceu o mesmo, bastante satisfatório. Pode ser uma verdadeira mão na roda para estudantes de exatas.

As funções e recursos do app são notáveis por si só (tanto que a empresa está disponibilizando vários desses gratuitamente na web). Entretanto, não há dúvidas de que a maior parte da experiência positiva vem do uso juntamente com o iPad e um lápis (ou caneta), seja o da Apple ou qualquer outra disponível no mercado.

Importação, exportação e compartilhamento

Embora o Notability seja voltado principalmente para anotações manuscritas, ele também faz um bom trabalho na importação e exportação de arquivos, oferecendo compatibilidade com diversos formatos.

Existem várias maneiras de importar documentos. É possível utilizar o menu de compartilhamento do iPadOS, arrastar arquivos diretamente para o aplicativo ou, em sua tela inicial, pressionar e segurar o botão “+ Nova” para acessar a opção de importação e escolher a origem do arquivo.

O aplicativo aceita imagens, PDFs, apresentações do PowerPoint e Keynote, além de planilhas do Excel. No caso das apresentações e planilhas, o conteúdo é convertido automaticamente em PDF, e funciona como uma espécie de template, permitindo que você faça anotações diretamente sobre ele.

Com imagens, porém, a experiência é um pouco diferente. Quando importadas para servir como modelo de página, elas aparecem pequenas e posicionadas no canto superior esquerdo da nota. Para utilizá-las como fundo, é preciso ajustar manualmente o tamanho usando a opção “Ajustar à página”. Se a intenção for usá-las como plano de fundo da nota, vale usar a opção de bloquear elemento para evitar que ela seja movida acidentalmente durante a escrita.

Quando a imagem é inserida como um elemento dentro de uma nota já existente, o comportamento é melhor: ela pode ser posicionada livremente e redimensionada normalmente, como seria esperado.

Na exportação, o Notability oferece praticamente todas as opções que se espera de um aplicativo desse tipo. As notas podem ser exportadas no formato nativo do aplicativo (NTB), em PDF, PNG ou JPEG. Também é possível incluir as gravações de áudio durante a exportação, que são salvas em arquivos M4A.

Outro recurso proveitoso é o compartilhamento por meio de links públicos — traduzido de maneira esquisita pelo aplicativo como Hiperligação. Ao gerar esse link, qualquer pessoa pode visualizar a nota diretamente pelo navegador, sem precisar ter uma conta no Notability. Expandindo ainda mais esse recurso, o app recentemente também passou a oferecer edição colaborativa em tempo real, ótima notícia para quem gostaria de utilizá-lo em grupo.

Naturalmente, continuam disponíveis as opções tradicionais de compartilhamento do iPadOS, permitindo enviar notas por email ou salvá-las em serviços como iCloud, Google Drive, Dropbox e praticamente qualquer outro aplicativo compatível com a folha de compartilhamento do sistema.

Screenshot

Sincronização e backup

A sincronização entre dispositivos da Apple acontece por meio do iCloud, que é o método recomendado pelo próprio Notability para manter todas as notas atualizadas entre os aparelhos. Vale lembrar que, ao apagar uma nota pelo iCloud, ela também será removida do aplicativo e vice-versa. Por isso, o ideal é sempre gerenciar suas notas diretamente pelo app, para evitar excluir algo acidentalmente.

Falando em iCloud, uma vantagem pouco conhecida é o histórico de versões. Conforme você edita uma nota, versões são salvas periodicamente no iCloud e podem ser restauradas caso algo dê errado.

Para acessá-las, basta tocar nos três pontos para abrir as configurações, pressionar onde aparece o nome da nota e escolher “Histórico de Versões na iCloud”. Obviamente, para tal é preciso que a nota já esteja sincronizada e tenha pelo menos uma versão anterior já salva. Um detalhe importante é que a versão restaurada é salva como uma nota separada, não substituindo a versão mais recente.

Além da sincronização pelo iCloud, o Notability oferece um sistema independente de backup em serviços de terceiros como Google Drive, Dropbox, Box, OneDrive e servidores WebDAV. A diferença é que, enquanto o serviço da Apple mantém todas as alterações sincronizadas entre seus dispositivos, o backup serve apenas como uma cópia de segurança. Ou seja, apagar uma nota no aplicativo não remove automaticamente sua cópia armazenada no Google Drive, Dropbox ou outro serviço — e vice-versa.

Quanto ao formato do backup, também há certa flexibilidade. É possível salvar as notas no formato nativo do Notability, preservando todos os elementos editáveis, incluindo as gravações de áudio, ou optar por PDFs simples ou PDFs acompanhados dos arquivos de áudio em formato M4A, compactados em um arquivo ZIP.

Compatibilidade e preços

Embora o foco deste review tenha sido a experiência no iPad com o Apple Pencil, o Notability também está disponível para iOS, macOS e até visionOS. Há ainda uma versão web (ainda em beta), disponível em notability.com/app, que permite visualizar e editar notas, embora com algumas limitações.

O Notability é um aplicativo universal e pode ser baixado gratuitamente na App Store e na Mac App Store. Atualmente, ele oferece quatro planos:

  • Starter (gratuito): notas ilimitadas, acesso às ferramentas de edição, mas com um limite mensal de alterações (a empresa não divulga exatamente qual é esse limite). Após atingi-lo, ainda é possível visualizar as notas normalmente, e o contador é renovado no mês seguinte. Segundo a empresa, as edições na versão web permanecem ilimitadas.
  • Lite (R$30/mês ou R$40/ano): inclui edições ilimitadas, backup em serviços de terceiros e acesso a mais de 20 mil templates.
  • Plus (R$40/mês ou R$80/ano): adiciona recursos de IA, como resumos automáticos, até 400 questionários e flashcards por mês, gravação e transcrição de áudio, além da busca em anotações manuscritas.
  • Pro (R$100/mês ou R$500/ano): reúne todos os recursos anteriores, e inclui Smart Notes em tempo real, transcrições ilimitadas, geração ilimitada de flashcards e questionários, além do recurso de conversar com suas notas.

Vale a pena?

Mesmo sendo possível utilizar o Notability no iPhone ou navegador, ele brilha mesmo é no iPad, especialmente quando combinado com um Apple Pencil (ou qualquer outra ferramenta de escrita que preferir).

Ao longo dos últimos anos, foram poucas as limitações que encontrei usando o app. Em mais de uma ocasião, inclusive, quando voltava para revisar este próprio review — ele foi criado ao longo de muitos meses —, percebia que alguns dos pontos que eu havia criticado já tinham sido corrigidos. Essa evolução constante transmite a sensação de que vale a pena investir em um app cujos desenvolvedores estão atentos ao feedback dos usuários e buscam sempre lançar melhorias.

Seja para estudos, trabalho ou organização pessoal, o aplicativo com certeza pode atender aqueles que buscam um lar para suas notas, principalmente quem usa o tablet da Maçã como ferramenta de anotações manuscritas. A interface é agradável, a escrita é excelente, os recursos evoluem constantemente e as funcionalidades de IA, embora ainda possam amadurecer, já agregam bastante valor ao aplicativo.

Como existe um plano gratuito (e edições ilimitadas pela web), minha recomendação é simples: experimente. Depois de algum tempo de uso, fica muito mais fácil entender se os recursos adicionais justificam a assinatura para o seu fluxo de trabalho. Então, “se jogue” na versão gratuita e seja feliz; se utilizar com frequência e achar valor, com certeza não se arrependerá do investimento!

iPad Pro de 13″

Cores: preto-espacial ou prateado
Armazenamento: 256GB, 512GB, 1TB ou 2TB
Vidro: convencional ou nano-texture
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 16.499,00

iPad Pro de 11″

Cores: preto-espacial ou prateado
Armazenamento: 256GB, 512GB, 1TB ou 2TB
Vidro: convencional ou nano-texture
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 12.999,00

iPad Air de 13″

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB, 512GB ou 1TB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 7.896,54
R$ 9.999,00

iPad Air de 11″

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB, 512GB ou 1TB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 9.577,77

iPad mini

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB ou 512GB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 8.299,00

iPad (A16)

Cores: azul, rosa, amarelo ou prateado
Armazenamento: 128GB, 256GB ou 512GB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 3.798,00
R$ 4.499,00

Apple Pencil Pro

R$ 1.429,00

Apple Pencil (USB-C)

R$ 749,00
R$ 899,00

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.

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Promoções na App Store: Boxville, Sentinels of Earth-Prime, Retro Keys: Piano, Wurl, Rhds e mais!

Fechando a semana com a nossa seleção de promoções na App Store!

Boxville, criado pela Triomatica Games, é um jogo que mistura aventura e quebra-cabeça — e nosso destaque do dia.

Visite e explore um mundo desenhado à mão e mergulhe em uma experiência nova e desafiadora em Boxville, uma cidade de caixas cheias de latas velhas. Sua tranquilidade e seu cotidiano são modificados por inexplicáveis terremotos.

Torne-se o personagem Blue Can, que, em uma missão de busca por seu melhor amigo desaparecido, deverá encarar aventuras, conhecer novos amigos e enfrentar diversos perigos.

Boxville é um premiado jogo de quebra-cabeça de aventura sobre latas que não falam, vivendo na cidade das caixas e desenhando rabiscos em papelão para contar as histórias.

Confira o trailer:

Como você pode ver, não há palavras no jogo; todos os personagens se comunicam por balões de desenho animado, e a missão do jogador envolve a resolução de dezenas de quebra-cabeças e minijogos.

A propósito, a sequência do jogo também está em oferta:


Abaixo outros jogos/apps que, juntos, somam mais de R$220 em descontos:

Jogos

Jogo de cartas.

Torne-se o rei dos mares.

Jogo de tabuleiro.

Aplicativos

Criação musical.

Medidor de ruídos.


Aproveite as ofertas e tenha um excelente final de semana! Vale lembrar que as ofertas são sempre por tempo limitado, então é bom correr. 🏃

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Dark Hours Rejected From the App Store

[Update: See the retraction below.]

Terry Godier:

On the web, if I build something that works within the standards, it works. Whether people use it is up to them. On iOS, there is another question entirely: whether Apple decides it should exist.

[…]

In the past couple of years I’ve built three apps that were rejected from the App Store on various grounds.

[…]

A while ago I tried to submit an iOS app for Dark Hours, my astronomy website for normal people. It was rejected on the grounds that it was astrology.

[…]

I see countless ChatGPT wrappers with nearly identical icons and eye-watering subscriptions. I see astronomy apps requesting permissions that have nothing to do with looking at the night sky. My kids download games that interrupt play every few minutes to advertise the developer’s other subscription apps, each with their own $20–50 yearly plans.

Via John Gruber (Mastodon, Hacker News):

But if you actually look at Godier’s Dark Hours, for even just a few seconds, it is instantly obvious that it pertains to the science of astronomy and has absolutely nothing — zero, zilch, nada — to do with astrology.

[…]

Godier proceeded through a series of escalations up to the App Review Board and the Review Board responded that they determined the original rejection was valid because, I shit you not, “We understand that the app includes a live tarot reading feature.” Which isn’t even about astrology. It’s straight out of Kafka.

[…]

This isn’t just contrary to the benefit of developers, like Godier. It’s obviously contrary to the benefit of Apple itself, which should not just accept an app like Dark Hours, but celebrate it as an exemplar of the platform.

Mistakes happen. But in a functioning system mistakes get corrected, and mistakes as obvious as this one get corrected almost instantly and include a quick apology for the conflation. The App Store is not a functioning system.

Previously:

Update (2026-08-10): John Gruber:

To the best of my recollection, this is the first post I’ve retracted in the 24 years I’ve been writing Daring Fireball. I hope it’s the last. I was misled, both overtly and through omissions[…]

[…]

The truth is, the app, as originally submitted by Godier to the App Store (under the name “Asterly”, not “Dark Hours”), was entirely dedicated to astrology, not astronomy, and did in fact include a “Tarot card of the day” feature amongst other occultist horseshit.

[…]

I wrongly took Godier at his word, both in his public blog post and in private iMessage correspondence yesterday, that the rejection wasn’t just merely debatable, but completely and rather preposterously ungrounded. Whether Godier ever submitted a build of “Asterly” to the App Store that contained no occult horseshit and only the hard-science astronomy features that were present in his “Dark Hours” website that was available for the last week, I don’t know. But I have no reason to believe that he did.

[…]

In an uncomfortable exchange between Beher and Godier on Bluesky, Beher pointed out that Godier’s Dark Hours had the same bug as Beher’s that routed people to “random fields in Mexico”. Earlier today, Godier took his web app down and redirected his darkhours.io domain to Beher’s darkhours.app.

I’m really unhappy about this, both for my role in spreading a false story and because I think it will hurt the cause of reforming App Review. I know there are many crazy rejections and have experienced some first-hand. This story was believable because of that well-known history and because Godier didn’t seem like a nobody trying to get attention—he was the developer of another highly regarded app. But now people are going to point to true developer stories and accuse them of being fakes, too.

Jeff Johnson:

Terry Godier has just published a so-called “Mea Culpa” blaming Claude for cloning an open source app and denying foreknowledge.

There’s no mention of or apology for how Godier deceived Gruber and the world about the astronomy/astrology App Store submission/rejection.

The blog post essentially confirms that this person cannot be trusted.

Update (2026-08-11): Colin Cornaby:

BOTH projects were generated using Claude. So you have two people - both generating the same app from the same training data - having a public throw down over who copied who.

[…]

The “original” developer does claim to know how to code - which wasn’t clear from my research. That still doesn’t necessarily mean the original app was the source of the training data. They both may be a result of the same training data.

Nick Lockwood:

Holy shit, so the “Claude plagiarised an app” story is actually “Claude produced the same app twice when prompted to do so by two separate developers” 😅

It’s not clear to me exactly how much each developer relied on Claude or which training data was used, but I wanted to note this angle of the story.

Update (2026-08-14): Rosyna Keller:

With all this talk of an astrology app being rejected by App Store review I’m reminded there’s still a flat Earth/astrology app on the App Store that actively leaks the location of all of its users.

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Converta fotos e vídeos para HDR com esses novos apps da Inphovid

Lançado no ano passado exclusivamente para macOS, o aplicativo Gain Map HDR — que usa a tecnologia Gain Map para converter imagens com faixa dinâmica expandida e controle preciso de luminância — ganhou uma versão para dispositivos móveis.

Agora, usuários que não têm um Mac podem usar o iPhone e/ou o iPad para melhorar a exibição de imagens HDR 1High dynamic range, ou ampla faixa dinâmica. em dispositivos compatíveis (como os da Apple) expandindo brilhos para além do que uma foto costuma exibir tradicionalmente depois de processada.

Todas as fotos no seu iPhone foram capturadas com uma faixa de brilho que as telas padrão simplesmente cortam. O Gain Map HDR reconstrói esse intervalo e o constrói como um verdadeiro mapa de ganho HDR, para que os destaques brilhem no seu iPhone, iPad e Mac.

Gain Map HDR
Gain Map HDR
Gain Map HDR

Assim como sua versão para Mac, o Gain Map HDR Converter para iOS pode ser adquirido por meio de uma compra única na App Store — ele custa apenas R$25, menos da metade do aplicativo que o originou.

WowHDR

Outra novidade da Inphovid, empresa responsável pelo Gain Map HDR, é o WowHDR, que foi lançado na Mac App Store em maio e tem uma proposta bem parecida com a do aplicativo supracitado, só que com foco na conversão de vídeos (e não de fotos).

Basicamente, ele pega um vídeo comum gravado em SDR 2High dynamic range, ou ampla faixa dinâmica. e o transforma em um vídeo HDR compatível com iPhones, iPads, Apple TVs e outras telas compatíveis, usando técnicas de mapeamento para reconstruir parte da faixa dinâmica perdida por esses vídeos.

WowHDR

Com essa técnica, o app consegue aumentar o brilho máximo, expandir a faixa de contraste, preservar melhor as áreas claras e gerar um arquivo HDR HLG, um dos formatos mais populares que fazem uso da tecnologia.

O app pode ser adquirido exclusivamente para macOS por uma compra única de R$100.

Notas de rodapé

  • 1
    High dynamic range, ou ampla faixa dinâmica.
  • 2
    High dynamic range, ou ampla faixa dinâmica.

  •  

Telegram Temporarily Removed for CSAM

Hartley Charlton (The Verge):

Apple briefly removed Telegram from the App Store on Monday night after a review found content that violated its guidelines against child sexual abuse material (CSAM), but restored the app a short while later, according to Reuters.

It seems like this was a symbolic gesture. Removing the app didn’t affect any of the customers who had already downloaded it. Probably none of them saw the image. And restoring the app doesn’t mean that it’s completely free from CSAM—probably none of the major platforms is. It just means that Telegram did the obvious thing after the violation was reported, which presumably they would have done, anyway.

Jeff Johnson:

They removed an entire app for ONE app user???

And before even contacting the developer? Telegram banning the account is what actually prevented users from potentially seeing the CSAM. Apple’s action seems like either a mistake or trying to send them a message.

I would note, by the way, that the Telegram app was apparently never removed from the Mac App Store. Which goes to show how little Apple cares about the Mac App Store.

Telegram:

I’m sure this stance will be applied equally to all other apps in the store, in the future right? @Apple

Pavel Durov (Telegram, MacRumors):

Because Telegram quickly removes illegal content from public groups using all kinds of moderation tools, the attacker had to resort to a technical trick. He inserted AI-modified illegal content by editing an old message in an active group chat. As a result the content was effectively hidden from the group’s members, preventing them from seeing/reporting it.

The attacker was a takedown extortionist: someone who demands ransom from group owners in exchange for not targeting their communities. These extortionists use automated accounts to plant illegal content in public groups and then report it directly to Apple, attempting to trigger the removal of legitimate communities whose owners refused to pay them.

[…]

Extortionists have found a way to manipulate Apple into overreacting. Apple removed Telegram from the App Store before contacting us. This creates a potential systemic risk for every mobile app that hosts user-generated content. If an app used by more than a billion people can be removed from the App Store without prior warning, any app can be.

Marcus Mendes:

During the time the app was unavailable, many speculated that the move was politically motivated, or perhaps in response to the recent discovery that Telegram has allegedly been using an obfuscated private UIKit API to animate its emoji picker.

It’s sad but kind of hilarious that both of these so disparate theories were considered possible. Durov really does have political enemies, and Apple really does seem to have it out for Telegram. But, also, using private API to animate emojis totally seems like something that Telegram would do and that Apple would overreact to.

Previously:

Update (2026-08-06): Matt Burgess (Hacker News):

Over the last nine months, Mark Zuckerberg’s Meta has run dozens of paid ads that include explicit AI-generated child sexual abuse material (CSAM) and images of minors alongside sexually suggestive statements, according to details of the ads shared with WIRED. The ads, which in some cases reached several thousand accounts, were targeted at people living in the United States, United Kingdom, and more than a dozen European countries.

This is much worse than what happened with Telegram, yet Apple didn’t overreact.

There’s also the Twitter/Grok case.

Previously:

  •  

Telegram CEO accuses ‘takedown extortionist’ of manipulating Apple into brief App Store removal

Apple App Store

Apple briefly removed Telegram from its App Store late on Monday after detecting child sexual abuse material (CSAM) in a public group. The messaging app was restored within about 40 minutes once Telegram deleted the content and banned the responsible user. Telegram CEO Pavel Durov later described the incident as the work of a “takedown extortionist” who deliberately planted AI-modified illegal content to trigger the removal and pressure online communities.

According to Durov’s statement on X (see below), the attacker edited an old message in an active public group chat to insert the prohibited material. Because the edit was backdated, the content remained effectively invisible to ordinary group members, limiting their ability to report it through normal channels and helping it evade some of Telegram’s automated moderation tools. The perpetrator then reportedly flagged the material directly to Apple.

Durov characterized the actor as a takedown extortionist—someone who demands payment from group owners in exchange for not targeting their communities. These operators, he said, rely on automated accounts to seed illegal material in public groups and then report it to platform gatekeepers such as Apple in an effort to force the removal of legitimate communities whose administrators refuse to pay.

“From a practical standpoint, illegal pornographic content in Telegram’s public groups is not a systemic problem,” Durov wrote. “Our moderation is effective. The fact that attackers must resort to backdated, effectively invisible content and other technical tricks proves this.” He emphasized that Telegram routinely removes illegal material from public groups using a range of moderation tools.

Apple confirmed that a content review had identified CSAM that violated App Store guidelines. The company stated that Telegram “promptly removed the content and banned the user,” after which the app was returned to the store. Apple has not publicly addressed Durov’s claim that an extortionist manipulated the process. Durov noted that Apple pulled Telegram before contacting the company.

Durov framed the episode as a warning for other developers. “Extortionists have found a way to manipulate Apple into overreacting,” he said. “This creates a potential systemic risk for every mobile app that hosts user-generated content. If an app used by more than a billion people can be removed from the App Store without prior warning, any app can be.” He also cautioned that the tactics used by such coordinated reporting groups are evolving and that other platforms may be less prepared to identify and counter them.

The incident underscores ongoing tensions between large platforms that host user-generated content, the moderation challenges they face, and the policies of mobile app marketplaces that can unilaterally restrict distribution. Telegram continues to operate normally on iOS following the short-lived removal.

Pavel Durov via X:
‎

Last night Apple briefly removed Telegram from the AppStore because a user had planted illegal porn in a public chat.

Telegram was restored within hours. But I want to explain what happened — to warn other app developers and help protect online communities from similar attacks.

Because Telegram quickly removes illegal content from public groups using all kinds of moderation tools, the attacker had to resort to a technical trick. He inserted AI-modified illegal content by editing an old message in an active group chat. As a result the content was effectively hidden from the group’s members, preventing them from seeing/reporting it.

The attacker was a takedown extortionist: someone who demands ransom from group owners in exchange for not targeting their communities. These extortionists use automated accounts to plant illegal content in public groups and then report it directly to Apple, attempting to trigger the removal of legitimate communities whose owners refused to pay them.

From a practical standpoint, illegal pornographic content in Telegram’s public groups is not a systemic problem. Our moderation is effective. The fact that attackers must resort to backdated, effectively invisible content and other technical tricks proves this.

⚠ However, there are two important lessons here for app developers and online communities:

— Extortionists have found a way to manipulate Apple into overreacting. Apple removed Telegram from the App Store before contacting us. This creates a potential systemic risk for every mobile app that hosts user-generated content. If an app used by more than a billion people can be removed from the App Store without prior warning, any app can be.

— The tactics used by takedown extortionists are evolving, putting communities across social platforms at risk. Telegram has extensive experience identifying the tricks used by coordinated reporting gangs and protecting legitimate communities (even when doing so risks our own app being temporarily removed from the App Store). Other platforms may not be equally prepared.

Stay vigilant! ☝

‎
MacDailyNews Take: Apple’s App Store really is one of history’s most profitable cans of worms.

It’s an astonishing money machine: the broader App Store ecosystem facilitated over $1.4 trillion in developer billings and sales in 2025 alone. Physical goods and services (retail, food delivery, travel, etc.) made up the bulk (~$1.1 trillion), where Apple takes no commission. Digital goods and services accounted for about $149 billion, and in-app advertising another $151 billion. On the digital slice Apple typically charges 15–30%, generating many billions in high-margin revenue that helps power its Services business.

Yet the same walld garden that produces those results is a perpetual source of headaches. Apple’s near-total control over iOS distribution and payments has fueled years of antitrust battles — Epic Games, the U.S. DOJ, EU Digital Markets Act enforcement, court findings of non-compliance, and ongoing developer lawsuits. Critics call the commission the “Apple Tax,” complain about arbitrary review decisions, limited sideloading or alternative stores (outside certain regulated markets), and the risk that a single content flag can yank a major app offline without warning.

The recent Telegram episode fits the pattern perfectly. A brief App Store removal triggered by planted illegal content (which Telegram says was the work of a takedown extortionist) showed how Apple’s gatekeeper power can be gamed or lead to rapid, high-stakes reactions.


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The Utility App Flood Won’t Last

The App Store is evolving at a breakneck pace not seen since its earliest days. We saw the first glimmers of what was to come early in 2025, but it wasn’t until late last year that the tsunami of apps developed with the help of AI agents really took hold.

Since then, veteran developers are releasing new apps and updating existing ones faster than ever, and new developers are releasing their first apps in droves. Today, supply is dramatically up, demand is flat, and quality is seemingly simultaneously up and down, depending on where you look.

How these forces play out long-term is anyone’s guess, but it’s worth examining because, just as Federico’s link to Bryan Irace’s post about agentic coding tools foreshadowed the rise of tools like Codex and Claude Code, today’s trends are sparks that have the potential to become tomorrow’s App Store wildfires or simply fizzle out.

Utility apps are on the front lines of this change. The TechCrunch story I linked in April picked up on this trend:

Another interesting tidbit from Appfigures is that the Utilities app category moved up the top five chart.

If anything, the trend has accelerated in the months since.

It’s not surprising at all that utility apps have taken off. They’ve been a staple of new developers since long before agents came along. That’s because many are UI wrappers around command line tools. That isn’t a knock against the developers of those apps; most users don’t want to open Terminal to convert a video or audio file to another format using ffmpeg, for example. By building a great UI around command line tools, developers have made them far easier to use.

However, the relative simplicity and narrow scope of many utility apps have made them a natural fit for AI agents, too. That’s why the App Store (and my inbox) is deluged with Mac menu bar and single-screen iPhone and iPad utility apps.

On the one hand, the abundance of utilities has been great for users. More choice means you’re more likely to find the app that perfectly fits your needs.

On the other hand, though, I don’t think what’s happening in the category is sustainable and expect to see it dramatically shift again in the coming months. As we’ve seen from reporting by The New York Times, app supply is outstripping demand by orders of magnitude, which will drive down prices. That alone is likely to cause the utility app market to shrink. But there’s more to it than that.

Remember, the demand shifts that The New York Times reported, based on Sensor Tower numbers, are for the entire App Store, where download numbers have grown 2-3% this year and last. I expect utility downloads to actually shrink in the coming months – again, because of agents. Utilities, especially simple ones, are exactly the sorts of apps that are becoming trivially easy for power users – the very users these utilities are made for – to create themselves. From frontier labs‘ model improvements to a growing number of app-building tools from those same labs and third parties, it’s never been easier to build a web or native app yourself.

And although I agree with people, like Nilay Patel, who say the notion that everyone will build their own software is overblown, the utility market is different. Your average person is not downloading apps to adjust the frame rate and file format of a video or downloading YouTube videos to watch later. But those are exactly the sort of things that people who are using agents are doing with them, whether they’re having an agent do those things directly via a command line tool in an app like Codex or Claude Code or building an app to do the same thing. That’s going to put even more pressure on the category.

That said, I think there will always be a cohort of users who would rather pay for an app than build it themselves, so I’m not predicting the demise of utilities in general – just the end of today’s frothy market. I also think there remains a place for simple utilities that solve hard problems with clever solutions. Not every utility is a UI wrapper for a terminal command. Plenty of apps feature original solutions or thoughtful and unconventional remixes of disparate tools.

Utilities aren’t going away, but just like other App Store deluges, the trend will recede. It’s just that this time, it’s likely to flip faster than usual.

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Telegram briefly pulled from Apple’s App Store over single user’s prohibited content, then quickly restored

App Store

Telegram was temporarily removed from Apple’s App Store worldwide after the iPhone maker identified content from one user that violated its rules against child sexual abuse material, the messaging service said on Tuesday.

According to a report from Reuters, the episode mirrors a similar brief suspension in 2018, when Apple pulled the app over what Telegram founder Pavel Durov at the time described as “inappropriate content.” The app was restored then after Telegram strengthened its safeguards.

An Apple spokesperson confirmed the recent short-lived removal, stating that its review found content violating guidelines that prohibit child sexual abuse material. “The app was subsequently restored after the developer promptly removed the content and banned the user who posted it,” the spokesperson added. The removal and restoration occurred on the same day once Telegram acted.

Telegram, which counts more than a billion monthly active users, maintains a zero-tolerance policy on such material. It said it has blocked nearly 338,000 groups and channels for related content this year.

Epic Games CEO Tim Sweeney, whose company has long clashed with Apple, also weighed in on X. “Apple has stated they removed the app from availability to a billion users because a Telegram user posted something horrible and illegal,” Sweeney wrote, according to Reuters. He continued: “They did not elaborate on how, if that is the standard for app removal, any communications app could operate at scale, including iMessage.”

An Apple spokesperson did not respond to further questions about the guideline violation, Reuters reported.

MacDailyNews Note: The incident comes amid ongoing regulatory attention on Telegram’s handling of illegal content. Britain’s Ofcom opened an investigation in April over concerns about the sharing of child sex abuse material; Telegram has categorically denied the accusations and said it has virtually eliminated the public spread of such material since 2018 through detection algorithms. In February, Australia’s online safety regulator also fined the company for delays in responding to queries about measures against child abuse material and violent extremism.


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Russia opens antitrust case against Apple over failure to pre-install domestic apps

Russia in July orders state-backed MAX messenger app to be pre-installed on all smartphones and tablets

Russia’s anti-monopoly watchdog has opened a formal case against Apple after the U.S. technology company failed to comply with an earlier warning requiring the pre-installation of Russian applications on its devices, state news agency RIA reported on Monday.

All mobile phones and tablets in Russia must have the state-backed MAX messenger app pre-installed, the Russian government announced in August 2025.

The case centers on Apple’s alleged non-compliance regarding the mandatory pre-installation of Russia’s MAX messaging app and a domestic Russian app store. The move follows a warning issued by the regulator that the company did not fully address.

The development marks the latest escalation in Moscow’s efforts to enforce rules aimed at promoting local digital services on foreign devices sold in the country. No further details on potential penalties or next steps were immediately available.

Reuters
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MacDailyNews Take: MAX is criticized for potentially enabling user tracking which aligns with Moscow’s push for tighter internet control amid tensions with the West over Ukraine.

As Glenn Greenwald said, “The way things are supposed to work is that we’re supposed to know virtually everything about what [government officials] do: that’s why they’re called public servants. They’re supposed to know virtually nothing about what we do: that’s why we’re called private individuals.”

But, the Russian government obviously fears its population, hence its diktats.


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Promoções na App Store: Recent Contacts Timeline, Black Border 2, Business Card Maker· e mais!

Nesta quarta-feira, aproveite a nossa seleção de promoções na App Store!

O destaque do dia fica para o utilitário Recent Contacts Timeline. Desenvolvido por Adam Bardon, ele organiza suas interações recentes em uma linha do tempo visual simples.

A proposta é facilitar a identificação de novos números incluídos na sua agenda — agrupados por data e com acesso rápido. Em vez de listas tradicionais, ele apresenta uma visão cronológica, que pode ser muito mais prático, dependendo da sua necessidade.

Aproveite a oferta e baixe agora! 📇


Abaixo outros jogos/apps que, juntos, somam quase R$70 em descontos:

Jogos

Controle de fronteira.

Acabe com as peças.

Jogo de aventura.

Aplicativos

Utilitário para cartões virtuais.

Utilitário para desenho.


Aproveite as ofertas e até amanhã! Vale lembrar que as ofertas são sempre por tempo limitado, então é bom correr. 🛸

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Abra sua conta na Nomad e ganhe até 15.000 pontos no Clube Azul!

A Nomad liberou uma nova oferta feita para você que quer acumular pontos no Clube Azul (programa de fidelidade que permite juntar pontos e trocá-los por passagens aéreas), na qual você pode ganhar até 15.000 pontos abrindo a sua conta e efetuando sua primeira operação de câmbio.

Funciona assim: você pode ganhar 10.000 pontos (caso não participe do programa Clube Azul) na sua primeira conversão ou 15.000 pontos (se for assinante Clube Azul). Portanto, certifique-se de que você possui um cadastro no Clube Azul — para realizar a adesão, é necessário ter uma conta Azul e estar logado nela.

Feito isso, basta baixar o app da Nomad, cadastrar-se usando o código MAC15AZUL (insira-o no campo de convidado) e efetuar uma operação de câmbio (seja uma conversão para dólar ou euro) de, no mínimo, R$2.000, até o dia 31 de agosto.

Cupom de convidado na Nomad
Nesta tela, digite o cupom MAC15AZUL para ganhar até 15.000 pontos no Clube Azul!

Pronto! Você receberá 10.000 pontos para usar como quiser. Como dito, assinantes do Clube Azul receberão 15.000 pontos.

Os pontos serão disponibilizados em até 30 dias úteis, mas é necessário que você se atente ao prazo de até 15 dias após a aprovação da sua conta (e a operação de câmbio mínima) para garantir o seu benefício.

Sobre a Nomad

A Nomad foi a primeira a oferecer uma conta em dólar sediada nos Estados Unidos, sem nenhuma taxa de abertura, anuidade ou manutenção. O cartão da empresa é aceito em mais de 180 países, oferecendo taxas bastante menores que as dos cartões de crédito internacionais.

Além de poder fazer compras, com ela você pode investir nas bolsas de valores americanas (NYSE e Nasdaq), comprar ações, ETFs, ETFs de renda fixa e REITs… tudo a partir de US$1 e sem taxa de corretagem. A conta de banking da Nomad é assegurada em até US$250 mil pelo Community Federal Savings Bank, membro do fundo garantidor dos EUA (FDIC), para cada tipo de conta por titular. Já a conta de investimentos, aberta em parceria com a Drive Wealth — membro do FINRA —, é assegurada pelo SIPC em até US$500 mil, sendo US$250 mil em solicitações em dinheiro.

A conta Nomad também permite que você faça/receba transferências de outras contas da Nomad sem nenhum custo, e que faça/receba transferências para contas americanas (via Wire Transfer) e outras pagando bem menos do que as taxas cobradas nos EUA.

E não para por aí: com a sua conta Nomad você tem acesso a descontos em lojas parceiras e ainda pode aproveitar o Nomad Lounge, que concede acesso a uma das melhores salas VIP do Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).

Só na Nomad você tem uma conta internacional sem taxas mensais de manutenção, até 10% de economia em compras e IOF de 1,1% para a conta de banking e de apenas 0,38% para a conta de investimentos.

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.

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Promoções na App Store: Pencil Notes: Handwriting, Thumper: Edição de Bolso, Pixelcos : Pixel Art Maker e mais!

Confira e aproveite a nossa seleção de promoções na App Store nesta terça-feira!

O nosso destaque do dia é Pencil Notes: Handwriting, um aplicativo voltado a quem busca uma experiência de escrita manual, simples e direta — tanto no iPhone quanto no iPad.

Sem necessidade de uma configuração avançada, o aplicativo aplicativo abre rápido, em um ambiente minimalista, para você anotar suas ideias, registrar informações rápidas e tentar substituir o papel no seu cotidiano. A compatibilidade com o Apple Pencil funciona bem e a ausência de menus complexos torna o app acessível para qualquer usuário que queira apenas escrever sem distrações.

Com uma proposta enxuta, o aplicativo fica atrás dos principais concorrentes quando o assunto é produtividade e organização — diferente de apps como GoodNotes, Notability ou até o próprio Notas (Notes), da Apple, o Pencil Notes não oferece recursos avançados como reconhecimento óptico de caracteres (OCR), busca em manuscritos, organização por pastas, templates, camadas ou integração robusta com serviços de nuvem. Isso limita bastante o uso se você precisa estudar, trabalhar com PDFs ou manter um sistema de notas mais estruturado e pesquisável.

Se você ainda não encontrou o app ideal para suas anotações, aproveite a oferta e compre hoje mesmo! 📝


Abaixo outros jogos/apps que, juntos, somam mais de R$90 em descontos:

Jogos

Jogo musical.

Puzzles.

Aplicativos

Arte em pixels.

Tabuada de forma divertida.


Aproveite as ofertas e até amanhã! Vale lembrar que elas são sempre por tempo limitado, então é bom correr. 🏎️

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Bingers: app para acompanhar séries e filmes está agora disponível no iOS

Com um pouco de atraso em relação ao esperado, o Bingers finalmente foi disponibilizado para iOS e Android. Trata-se, como já abordamos por aqui, de um novo aplicativo para acompanhar séries e filmes — o qual chega para preencher a lacuna deixada pelo encerramento do TV Time.

Ele, inclusive, foi desenvolvido por um dos cofundadores do TV Time, Antonio Pinto, que afirmou ter tentado recriar os melhores recursos do finado aplicativo (o qual foi adquirido pela Whip Media, que decidiu encerrar o serviço para focar em iniciativas de IA).

Finally, Bingers is out 🎉

Took us longer than we wanted, but we didn't want to ship something ugly or clunky.

It's a first version so there’s probably tones of things to improve, but we'll be reading every piece of feedback.
Let's make it perfect together.

App Store / Play…

— Bingers (@bingersapp) August 4, 2026
Finalmente, o Bingers foi lançado 🎉

Levamos mais tempo do que gostaríamos, mas não queríamos lançar algo com visual ruim ou difícil de usar.

É uma primeira versão, então provavelmente há muita coisa para melhorar, mas vamos ler todos os comentários e sugestões.

Vamos deixá-lo perfeito juntos.

App Store / Play Store 👇

O Bingers conta com três componentes principais: uma ferramenta para acompanhar as séries e os filmes que você assiste ou deseja assistir, uma forma de descobrir novos conteúdos e uma espécie de rede social. Ademais, o app exibe suas estatísticas com detalhes da sua vida de espectador.

Assim como no TV Time, os fãs podem criar perfis e realizar comentários sobre séries e filmes, inclusive adicionando mídias como fotos e GIFs. Eles também podem avaliar episódios, expressar opiniões com emojis e votar em seus personagens favoritos.

App Bingers
Divulgação/Bingers

O app foi projetado para carregar as bibliotecas dos usuários diretamente de seus dispositivos, permitindo que ele realize o processamento pesado — como o calendário de exibição e a lista de desejos — localmente, em vez de depender dos servidores da empresa. Por fim, ele oferece uma maneira de importar dados dos arquivos do TV Time.

O Bingers pode ser baixado gratuitamente na App Store e requer minimamente o iOS 16.4.

via TechCrunch

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Telegram é removido temporariamente da App Store por conteúdo ilegal [atualizado]

Usuários do Telegram notaram ontem que o aplicativo do mensageiro para iOS ficou indisponível na App Store por um breve período, o que deixou muita gente confusa.

Contatada pela Reuters, a Apple explicou que tirou o mensageiro do ar após um usuário ter reportado a presença de “material de abuso sexual infantil” na plataforma, o que obviamente vai contra as regras da sua loja.

Ainda segundo a gigante de Cupertino, a página do Telegram foi restaurada depois que a equipe do mensageiro removeu o conteúdo supracitado e baniu o usuário responsável pela publicação.

Em resposta, o mensageiro disse que possui uma política de “tolerância zero” contra esse tipo de conteúdo, além de ter bloqueado mais de 338.000 grupos e canais com material ilegal ao longo do último ano.

Ainda assim, a equipe do app ironizou a decisão da Apple nas redes sociais, dando a entender que a companhia não aplica o mesmo tratamento a outros apps. Ela também aproveitou a situação para divulgar uma página com dados sobre a moderação de conteúdo na plataforma:

I'm sure this stance will be applied equally to all other apps in the store, in the future right? @Apple

(btw: https://t.co/ZRYqIGaxVH)

— Telegram Messenger (@telegram) August 4, 2026
Tenho certeza de que essa postura será aplicada igualmente a todos os outros aplicativos da loja no futuro, certo? @Apple

(Aliás: telegram.org/safety#csam-gr…)

Outra pessoa a ir às redes sociais para comentar esse pequeno imbróglio foi o CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. da Epic Games, Tim Sweeney, que criticou a falta de transparência na tomada de decisão da Apple, além de classificá-la como “arbitrária”. Em guerra com a fabricante do iPhone há alguns anos por conta das regras da App Store, ele aproveitou a situação para dizer que a loja da Maçã “precisa desesperadamente de concorrência”:

Such arbitrary policy enforcement, by a monopoly gatekeeper, creates a perfect storm of fear and acquiescence by developers who are victims of Apple’s monopoly. Speak up and criticize their gatekeeping and maybe they’ll enforce the rules one way rather than the other way.

— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) August 4, 2026
A App Store da Apple precisa desesperadamente de concorrência global. A Apple remove arbitrariamente uma ferramenta vital de comunicação e privacidade, tornando-a inacessível a bilhões de usuários, e infelizmente isso é considerado normal.

A Apple declarou que removeu o aplicativo para um bilhão de pessoas porque um usuário do Telegram publicou algo horrível e ilegal. A empresa não explicou como, se esse é o padrão para remoção de aplicativos, qualquer aplicativo de comunicação, incluindo o iMessage, poderia operar em larga escala.

Essa aplicação arbitrária de políticas, por parte de um monopólio, cria a tempestade perfeita de medo e aquiescência por parte dos desenvolvedores, que são vítimas do monopólio da Apple. Manifeste-se e critique essa postura de controle, e talvez eles passem a aplicar as regras de uma forma, em vez de outra.

Questionada sobre os comentários de Sweeney, a Apple preferiu não emitir uma resposta.

Atualização 04/08/2026 às 13:10

O chefão do Telegram, Pavel Durov, finalmente se pronunciou sobre a remoção do seu app da App Store por meio de uma mensagem no seu canal pessoal.

Segundo ele, todo esse imbróglio foi provocado por um único usuário mal intencionado, que plantou conteúdo impróprio modificado por inteligência artificial (IA) em um grupo público na plataforma. Para tal, essa pessoa editou uma mensagem antiga na conversa, o que acabou fazendo com que ela passasse despercebida pelos administradores do grupo.

Ainda de acordo com Durov, esse usuário era um extorsionista — ou seja, uma pessoa que usa “contas automatizadas para plantar conteúdo ilegal em grupos públicos e depois denunciá-lo diretamente à Apple, tentando provocar a remoção de comunidades legítimas” cujos donos se recusaram a pagar o resgate.

O executivo também garantiu que a presença de conteúdo desse tipo na plataforma não representa um problema sistêmico e que sua equipe de moderação é efetiva, além de ter criticado a Apple por ter removido o app de sua loja sem contatar o Telegram primeiro. “Se um aplicativo usado por mais de 1 bilhão de pessoas pode ser removido da App Store sem aviso prévio, qualquer aplicativo pode ser”, comentou.

Notas de rodapé

  • 1
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

  •  

Rússia abre investigação antitruste contra a Apple por não pré-instalar apps nacionais

Após anos de ameaças, a Rússia iniciou oficialmente uma investigação contra a Apple por não ter pré-instalado aplicativos apoiados pelo governo em dispositivos no país. Os aplicativos em questão são o MAX, serviço de mensagens apoiado pelo Kremlin, e a RuStore, loja de aplicativos nacional.

O caso representa o mais recente embate entre a Apple e as autoridades russas, que buscam ampliar o controle estatal sobre o mercado digital do país e exigir que empresas de tecnologia estrangeiras concedam aos serviços nacionais maior acesso às suas plataformas.

O Serviço Federal Antimonopólio (FAS, na sigla em inglês) afirmou ter alertado anteriormente a Apple para que removesse o que descreveu como “condições discriminatórias que afetavam mecanismos de busca russos” e para que cumprisse as exigências de pré-instalação de softwares nacionais em seus dispositivos.

A Apple atendeu parcialmente à advertência ao permitir a pré-instalação de um mecanismo de busca russo; no entanto, o FAS alega que a empresa ignorou a exigência referente ao mensageiro nacional e à loja de aplicativos doméstica — referindo-se ao MAX e à RuStore.

A Apple poderá ser alvo de uma multa de até 4 bilhões de rublos (cerca de US$50 milhões) caso seja constatada a violação da legislação russa de concorrência.

via AppleInsider

  •  

Promoções na App Store: Cardinal Land, One Hand Clapping – OHC, Relaxante Emaranhado Premium e mais!

Abrindo o mês de agosto com a nossa seleção de promoções na App Store para esta segunda-feira!

Cardinal Land, criado pela DogoTogo, é um quebra-cabeças com o adicional de também ser um aplicativo educacional — e, por isso, o nosso destaque do dia.

Combine as peças coloridas de diferentes formatos e crie imagens de animais. Uma vez completada a figura, fatos interessantes do animal são apresentados e podem ser compartilhados facilmente com quem você quiser.

Explore sete continentes em dezenas de fases e desafie as suas habilidades em diferentes modos de jogo. Complete rapidamente as tarefas e ganhe estrelas. Compartilhe as imagens dos animais com seu Apple Watch e transforme-as em mostradores!

Confira um vídeo:

Aproveite a oferta e boa diversão! 🦁


Abaixo outros jogos/apps que, juntos, somam quase R$170 em descontos:

Jogos

Jogo musical.

Jogo de estratégia.

Aplicativos

Para relaxar.

Utilitário para hábitos.


Aproveite as ofertas e até amanhã! Vale lembrar que elas são sempre por tempo limitado, então é bom correr. 🚀

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Apple Brasil é processada em R$300 milhões por não verificar a idade em jogos de azar

Recentemente, temos comentado a situação dos jogos de azar/apostas na App Store no Brasil, algo que tem sido alvo até mesmo de uma análise por parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Na esteira dessas manchetes, quatro organizações não governamentais entraram com uma ação judicial contra a Apple Brasil por não realizar a verificação de idade em apps de apostas, com menção ao jogo Casino Roulette: Roulettist, disponível na App Store. O processo foi protocolado na Justiça de São Paulo e cobra indenização de R$300 milhões por danos morais.

A ação, conforme divulgado pelo Estadão, reúne a Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (Anced), a Educafro, o Centro Santo Dias de Direitos Humanos (CSDDH) e a Visão Mundial.

Além do jogo supracitado, o advogado da Anced, Márlon Reis (um dos autores da ação), menciona que há pelo menos seis títulos de jogos que simulam cassino e estão disponíveis para download por menores, mesmo que a classificação seja para 18 anos ou mais.

Segundo o processo, a ausência de controle etário permite que crianças baixem o app, adquiram créditos e apostem sem qualquer restrição. Nesse cenário, as ONGs argumentam que a Apple tem responsabilidade direta no caso por intermediar a compra de créditos dentro do jogo, sem verificar quem realiza os pagamentos.

Não se trata de entretenimento gratuito ou meramente simbólico. O usuário emprega recursos financeiros reais para adquirir fichas, arrisca-as nas partidas e, depois de perdê-las, é estimulado a realizar novos pagamentos para continuar jogando.

Além da indenização, as entidades pedem que a Apple suspenda todos os aplicativos de cassino disponíveis em sua loja até comprovar a adoção de um sistema efetivo de verificação de idade. A ação solicita que a Justiça fixe multa diária de R$500 mil caso a Apple não cumpra as medidas em dez dias.

A Apple disse ao Estadão que a verificação de idade para apps destinados a maiores de 18 anos “está em fase de testes e deverá ser lançada nos próximos meses”. Ela também destacou que já oferece ferramentas de controle parental.

via Tilt

  •  

Agora é possível transferir dados do Google Health para o app Saúde da Apple

O Google atualizou recentemente seu aplicativo Health no iOS para incluir suporte à sincronização completa de dados com o aplicativo Saúde (Health) da Apple, conforme notado pelo 9to5Google.

A novidade pode ser considerada uma expansão da sincronização limitada que já existia entre os dois aplicativos, e que permitia enviar dados já consolidados do aplicativo da Apple para o do Google — mas não o contrário.

Segundo o site, agora é possível compartilhar dados gravados com o Fitbit Air — como registros de exercícios, de sono e de passos — diretamente para o app da Maçã, sem usar qualquer gambiarra ou apelar para o registro manual.

Sincronização entre Google Health e Apple Health
Imagem: Droid Life

Para isso, basta tocar no ícone de perfil dentro do app do Google, selecionar “Apps parceiros” e depois escolher o Apple Health entre as opções. Aí, é só conceder as permissões para a sincronização ser completada.

De acordo com o site Droid Life, no entanto, a sincronização ainda não funciona para a variabilidade da frequência cardíaca (HRV), uma vez que as duas empresas calculam essa métrica usando fórmulas diferentes.

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Apple fecha o melhor trimestre abril-junho da sua história no último balanço de Tim Cook

Todas as empresas de capital aberto (que possuem ações à venda na bolsa de valores) são obrigadas, por lei — na maioria dos países (inclusive Brasil) —, a disponibilizar publicamente suas demonstrações financeiras periodicamente. Esse costuma ser um momento bastante esperado por acionistas (analisando se a empresa na qual estão investindo está sendo bem administrada e gerando lucros), investidores (para captar novas oportunidades de alocar seus recursos), além da imprensa e de curiosos em geral. Na última quinta-feira (30/7), foi a vez da Apple de divulgar seus resultados financeiros referentes ao trimestre abril-junho de 2026.

Para alegria de todos, o CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. Tim Cook se despede da sua posição com o melhor terceiro trimestre fiscal que a empresa já registrou — um recorde absoluto! Como já informado aqui no MacMagazine, no período de abril a junho (encerrado no dia 27/6), a companhia relatou uma receita de US$109,4 bilhões (alta de 16,4%) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, e lucro líquido de US$29,8 bilhões (um avanço de 27%). A margem bruta chegou a incríveis 50,1%, a maior já apurada em períodos semelhantes da história da empresa!

Hoje, a Apple tem orgulho de relatar o nosso melhor trimestre de abril-junho de todos os tempos, com crescimento de receita de dois dígitos em iPhone, Mac e Serviços, e em todos os segmentos geográficos.

A fala acima é de Cook. Ele deixará o cargo em 1º de setembro, quando John Ternus assumirá, e passará a presidir o conselho de administração.

O fenômeno Mac

Uma das grandes surpresas do relatório foi o crescimento no faturamento de Macs. Pela primeira vez, a categoria ultrapassou a casa dos US$10 bilhões em um trimestre abril-junho, e o crescimento de 29% superou o do iPhone.

A explicação está em parte na procura alucinada por Macs mini para rodar agentes de inteligência artificial e na leva de lançamentos de março: MacBook Air com M5, MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max, e principalmente o MacBook Neo, o modelo de entrada que estreou a US$600 — preço que subiu para US$700 em junho, no reajuste geral motivado pelo custo de memória. A Apple parece ter encontrado um mercado relevante abaixo do Air, e vale acompanhar o que isso faz com a margem da linha nos próximos trimestres.

O iPad foi a única categoria no vermelho, com queda anual de 6%. Não é surpresa: a própria Apple havia avisado que a comparação seria difícil, pois no ano anterior houve o lançamento do iPad com chip A16. O iPad Air com M4, que chegou em março, não foi suficiente para compensar. Cabe ainda analisar se o bem-sucedido MacBook Neo não acabou levando um pouco do mercado dos tablets, também.

O asterisco que quase ninguém vai mencionar

A margem bruta de 50,1% e o lucro por ação de US$2,02 não são resultado apenas da operação, e esse detalhe se perde facilmente na comemoração dos recordes.

À primeira vista, no press release — e nos comentários que fizemos no último podcast —, esse ponto não ficou bem claro, mas merece atenção. A Apple informou, no comunicado, que a margem incluiu cerca de dois pontos percentuais e o lucro por ação incluiu US$0,11 vindos de reembolso de tarifas, dinheiro que a empresa havia pago ao governo americano e recebeu de volta depois que a Suprema Corte derrubou, em fevereiro, as tarifas impostas sob a IEEPA (a lei de poderes econômicos internacionais de emergência). A empresa não detalhou a origem exata dos valores devolvidos, mas a decisão da Corte é o evento que abriu caminho para os reembolsos.

É dinheiro real, entra legitimamente no resultado, mas não é recorrente e não diz nada sobre a capacidade da Apple de vender aparelhos. Descontando o efeito, a fotografia muda um pouco: a margem bruta cai para aproximadamente 48%, exatamente o que o consenso projetava, e o lucro por ação vai para cerca de US$1,91, contra os US$1,89 esperados. De uma superação de 6,9% no lucro, sobra uma de pouco mais de 1%.

Ou seja: o trimestre continua bom em receita e em volume, que são genuinamente fortes. Mas o brilho extraordinário no lucro é, em boa parte, contábil, e não se repete.

A Apple abre a margem bruta em dois blocos apenas: produtos e serviços. Ela nunca divulga margem por categoria individual (não existe margem oficial de iPhone, Mac ou iPad em documento nenhum da empresa, e todo número desse tipo que circula é estimativa de analista), mas os dois blocos que ela abre já contam a história.

Linha de negócioMargem do FQ3 2026Margem do FQ3 2025Variação
Produtos40,07%34,52%+5,55pp
Serviços75,62%75,58%+0,04pp
Consolidado50,06%46,49%+3,57pp

A margem de hardware subiu 5,55 pontos percentuais em 12 meses. A margem de hardware não sobe 5 pontos por ganho de eficiência: é ali que o reembolso de tarifas desembarcou, porque tarifa incide sobre produto físico. A prova está na linha seguinte: serviços, que não pagam tarifa nenhuma, ficou praticamente parado. A melhora não foi operacional.

Vale registrar um desequilíbrio que explica boa parte do valuation da Apple. Serviços representam 28,1% da receita, mas respondem por 42,4% do lucro bruto do trimestre. Produtos são 71,9% da receita e apenas 57,6% do lucro. Cada dólar de serviço vale quase o dobro de um dólar de hardware, e é por isso que o mercado aceita pagar perto de 40x o lucro por uma empresa que, no fim das contas, vende telefone.

Serviços: um pequeno sinal de alerta

Os relatórios revelaram um problema silencioso do trimestre. Serviços cresceram 12,1%, um bom número isolado, mas bem abaixo dos 16,2% do trimestre encerrado em março e, mais grave, abaixo do que a própria Apple havia sinalizado. Na teleconferência de abril, o diretor financeiro Kevan Parekh disse que os serviços cresceriam em ritmo “similar ao reportado em março” (ou seja, algo perto de 16%, ressalvando o efeito cambial). Ficaram cerca de 4 pontos percentuais aquém.

A linha chegou a recuar 0,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Foi o único item da projeção que a Apple não cumpriu, e não é um item qualquer: é o que sustenta o múltiplo da ação. Parte da imprensa de mercado atribuiu a reação negativa à combinação de serviços com a Grande China, embora as estimativas para a região divergissem bastante entre as casas: havia projeções de US$18,8 bilhões, que o resultado cumpriu, e de US$19,5 bilhões, que não.

Some-se a isso um risco que não tem data marcada. Boa parte da receita dos serviços vem do acordo pelo qual o Google paga à Apple para ser o buscador padrão do Safari — cerca de 36% da receita de anúncios de busca, algo próximo de US$20 bilhões por ano. Existe um processo em andamento que questiona a legitimidade desta taxa. A sentença de setembro de 2025 permitiu que o acordo continuasse, mas o Departamento de Justiça dos Estados Unidos recorreu em fevereiro de 2026 e o Google entrou com recurso próprio em maio. Se a decisão cair, o buraco nessa linha é de dois dígitos de bilhão!

Três números que o comunicado não destaca

Fora das manchetes do balanço, três indicadores das demonstrações merecem atenção, e nenhum deles apareceu no material de divulgação.

  1. O estoque quase dobrou, de US$5,7 bilhões em setembro de 2025 para US$11,1 bilhões, alta de 94%. Uma empresa que é referência mundial em operar com estoque enxuto dobrou o estoque em 9 meses. A leitura mais provável é compra antecipada de memória, antes que os preços subam ainda mais. É a confirmação contábil do que Cook disse em junho, quando afirmou que aumentos de preços eram inevitáveis.
  2. Pesquisa e desenvolvimento saltou para US$11,7 bilhões, o dobro do ritmo da receita, e passou de 9,4% para 10,7% do faturamento. Ao mesmo tempo, o investimento em ativo fixo (equipamentos, imóveis, veículos etc.) caiu 28% no acumulado de 9 meses. É a tese da IA “capital-light” traduzida em números: a Apple gasta mais em gente e software, e menos em concreto e servidor, apostando em rodar inteligência nos mais de 2 bilhões de aparelhos que já estão nas mãos dos usuários. O oposto de Microsoft, Google e Amazon.
  3. O caixa operacional de 9 meses foi de US$117 bilhões, contra US$81,8 bilhões. Mesmo assim, a recompra de ações caiu de US$70,6 para US$62,1 bilhões. A Apple está segurando dinheiro, o que é coerente com o estoque dobrado e com uma troca de comando marcada para 1º de setembro.

Há ainda um detalhe na linha de outras receitas, que agrupa o que a Apple ganha fora da operação: juros do caixa aplicado, juros pagos sobre dívida, variação cambial e valorização de participações minoritárias. O resultado foi de US$572 milhões positivos, contra US$171 milhões negativos há um ano — um giro de US$743 milhões. A carteira de caixa e aplicações subiu para US$146,5 bilhões, enquanto a dívida caiu para US$82,3 bilhões. Mais dinheiro rendendo, menos juros a pagar. É lucro financeiro, não operacional.

A projeção para setembro veio bem abaixo

O trimestre relatado é recorde. A projeção que o acompanha, não. E como o mercado precifica futuro e não passado, foi ela que dominou a reação. A ação, que havia fechado o pregão a US$333,43, caiu cerca de 6,5% na negociação estendida ao longo da teleconferência, o que equivale a aproximadamente US$317 bilhões de valor de mercado. No dia seguinte, a queda se confirmou: -7,35%. A projeção da Apple para o trimestre de setembro, o último do ano fiscal, veio com dois números desconfortáveis.

IndicadorFQ3 2026 (real)FQ4 2026 (projetado)
Crescimento de receita16,4%de 9% a 11%
Margem bruta50,1%de 47% a 48%
Margem bruta sem reembolso de tarifas48,1%de 47% a 48%
Receita implícitaUS$109,4 bilhõesde US$111,7 a US$113,7 bilhões

A desaceleração de 16,4% para algo entre 9% e 11% já seria suficiente para incomodar. O que agravou foi a justificativa: Parekh afirmou que o impacto das restrições de oferta deve “aumentar significativamente” em relação ao trimestre anterior — citando explicitamente iPhone, Mac e iPad —, e mencionou ainda ventos contrários de câmbio sobre a receita de iPhone.

A margem projetada de 47% a 48% é o número mais revelador de todo o balanço. Ela fica abaixo do resultado limpo deste trimestre sem o reembolso de tarifas. Ou seja: a Apple está dizendo que a margem vai cair de verdade, em bases comparáveis. O colchão de estoque de memória comprado a preço favorável, que segurou os custos nos últimos trimestres, está acabando, e o trimestre de setembro é justamente o que carrega o lançamento dos “iPhones 18 Pro/18 Pro Max” — e provavelmente do “iPhone Ultra”, o primeiro dobrável da empresa.

O que Ternus herda

Ternus assumirá como diretor executivo em 1º de setembro, com Cook passando a presidente executivo do conselho. A julgar pelo balanço, ele recebe uma casa em ordem: receita recorde, base instalada de aparelhos ativos em máxima histórica em todas as categorias principais, patrimônio líquido de US$107,5 bilhões e — possivelmente — a companhia mais valiosa do mundo.

Recebe também três problemas bem definidos. O primeiro é o custo de memória, que já forçou aumentos de preço no MacBook Air, no Mac mini e no Mac Studio, e que agora vai comprimir margem sem o amortecedor do estoque barato.

O segundo é a desaceleração dos serviços, com os recursos judiciais contra o acordo de busca com o Google ainda pendentes.

O terceiro é entregar a Siri reformulada, anunciada na WWDC26, movida pelo Gemini do Google, prevista para o ciclo do iOS 27 e adiada por tempo indeterminado na União Europeia — decisão que a Apple atribui às exigências da Lei dos Mercados Digitais (Digital Markets Act, ou DMA).

A leitura mais honesta deste balanço talvez seja esta: Cook encerra sua gestão entregando o melhor trimestre abril-junho da história da Apple, a maior capitalização de mercado do mundo e uma operação que cresce dois dígitos em todos os continentes em que atua. O que ele não entrega pronto é a próxima curva: provar que a aposta de rodar inteligência artificial dentro do aparelho, e não na nuvem, vale o múltiplo de 40x que a ação vinha cobrando. Essa parte, agora, é com Ternus.

Metodologia

Os números do trimestre e do comparativo anual foram extraídos das demonstrações consolidadas condensadas não auditadas da Apple referentes ao terceiro trimestre fiscal de 2026 e ao terceiro trimestre fiscal de 2025, conferidas linha a linha. As margens por linha de negócio, os indicadores de balanço patrimonial e de fluxo de caixa e todos os percentuais foram calculados a partir desses documentos.

As estimativas de consenso de Wall Street citadas foram compiladas antes da divulgação junto a Yahoo Finance, TipRanks, Zacks, Visible Alpha, Hudson Labs e Goldman Sachs.

A projeção para o trimestre de setembro e as declarações do diretor financeiro vêm da teleconferência de 30 de julho de 2026, com apuração de 9to5Mac, CNBC e AppleInsider.

Os dados de mercado chinês são da IDC e da CAICT. A série de fechamentos mensais da ação tem origem em StatMuse, StockAnalysis.com, FinancialContent e Macrotrends, via S&P Global Market Intelligence.

O ajuste identificado como “sem reembolso de tarifas” não é uma linha contábil: é cálculo próprio a partir do efeito que a Apple declarou no comunicado de resultados.

Observação

Este texto não constitui recomendação de investimento.

Notas de rodapé

  • 1
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

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