❌

Normal view

Como um alerta do Apple Watch me ajudou a agir durante um infarto, aos 35 anos

8 August 2026 at 14:30
Wendell Erllen
Autor(a) convidado(a)

Wendell Erllen

Ex-aluno de biomedicina e atualmente no 6º período de medicina na FPS (Faculdade Pernambucana de Saúde). É usuário do ecossistema Apple desde o iPhone 4. Atualmente tem iPhone, Apple Watch, MacBook Air, iPad e Apple TV 4K.

Instagram

Após uma história de saúde envolvendo o Apple Watch publicada recentemente aqui no MacMagazine — e um comentário meu na matéria que despertou o interesse do site —, resolvi compartilhar a minha experiência com o Apple Watch Ultra 2.

Antes de tudo, quero contextualizar: sou aluno de medicina e estou na metade do curso, o que me dá mais capacidade de interpretar alguns sinais dos alertas do relógio.

Eu tenho doença autoimune (alopécia areata) e, devido a isso, já fiz uso de muito corticoide em tempo prolongado, o que é um fator de risco. Mas já faz alguns anos que não há mais necessidade de tomar.

Enquanto eu tomava, estava sempre em acompanhamento médico (fazendo exames), mas quando parei, relaxei e fiquei um bom tempo sem avaliar meu colesterol (corticoide aumenta o LDL, conhecido como colesterol ruim). Entretanto, jamais imaginei que infartaria aos 35 anos — e sobreviveria!

Aconteceu em 6 de março deste ano — ainda está recente. Eu cheguei da faculdade no dia anterior (uma quinta-feira) muito cansado e dormi por volta das 18h30, acordando às 22h. Recebi o feedback dos Sinais Vitais do Apple Watch Ultra 2, como toda vez que eu durmo, independentemente da hora do dia. Só que, dessa vez, com um alerta.

Durante o meu sono, minha frequência cardíaca aumentou acima do meu padrão — o Apple Watch monitora de forma individualizada, para cada usuário. Como eu não havia jantado, ignorei o alerta. Comi algo e me organizei para voltar a dormir.

Só que, quando eu deitei, comecei a sentir dor epigástrica (como se subisse do estômago para o meio do peito, região esternal), e a dor passava quando eu sentava ou ficava em pé. Depois desse episódio, consegui dormir normalmente.

Frequência cardíaca alta nos Sinais Vitais da Apple

No dia seguinte, foi feriado (Data Magna) no meu estado, Pernambuco. Acordei por volta das 9h da manhã perfeitamente bem, como se nada tivesse acontecido, e fui tomar café da manhã. Quando acabei, fui deitar e procurar algo para assistir, pois queria aproveitar o feriado para descansar e relaxar.

Ao me alimentar e deitar, a dor da noite anterior voltou com a mesma intensidade. Deitado, com dor; sentado ou em pé, sem dor.

O que eu fiz? Eu tomei um remédio para dor de estômago, um antiácido e esperei fazer efeito. Esse tipo de dor torácica é muito sugestiva de Doença do Refluxo Gastroesofágico.

Um tempo depois, a medicação não fez efeito e a dor que eu sentia (apenas sentado) começou a não passar quando eu levantava. Nesse momento, eu lembrei do alerta que havia recebido do Apple Watch e pensei: Será? E foi!

A minha conclusão: sim, o alerta fez diferença — principalmente por eu não ter o perfil para infartar tão jovem.

Sempre pratiquei atividade física, durante toda a minha vida. Fui atleta de natação pelo colégio, jogo vôlei com amigos, faço musculação, corro… inclusive, ganhei o GymRats entre meus amigos ano passado com mais de 250 treinos (fora os check-ins que esqueci de fazer) — até o infarto, eu liderava o de 2026. Não sou hipertenso, diabético, obeso… enfim, a intenção é dizer que eu não tenho nenhuma comorbidade que me levasse a crer que isso aconteceria.

O fato é que eu poderia ter tomado mais remédios para o estômago, poderia ter aguardado mais ou qualquer outra coisa. Eu moro sozinho, poderia não conseguir ajuda e morrer trancado em casa. Mas eu fui capaz de agir rápido. Tive tempo e condições físicas de, mesmo com dor, tomar um banho, pegar o carro e me dirigir até o hospital sozinho.

Chegando lá, eu passei mal de verdade. Comecei a ter sudorese, dor mais forte e fui atendido rapidamente. Os exames estavam alterados: eletrocardiograma sugestivo de infarto agudo do miocárdio com supra de ST, pressão alta e eu estava bastante ansioso. Eu poderia ter começado a passar mal desse jeito em casa, mas consegui chegar ao hospital.

Fiz duas angioplastias para desobstruir duas artérias. Por que não fiz tudo de uma vez? Porque tive taquicardia ventricular (parada cardiorrespiratória), então preferiram fazer a outra artéria dias depois. Passei uma semana na UTI, tive alta e hoje estou bem.

Ter agido rápido não apenas salvou minha vida — já que em pessoas jovens o infarto costuma ser mais grave —, como também evitou um dano maior. No meio médico dizem que “tempo é músculo (cardíaco)”. Minha lesão acabou sendo muito discreta para o tipo de infarto que eu tive. Hoje eu estou apto a praticar qualquer atividade física e levo uma vida normal, só que com mais atenção aos riscos de agora em diante.

Vale ressaltar que o alerta de frequência cardíaca elevada, por si só, não caracteriza infarto. A frequência cardíaca pode subir por diversas causas: ansiedade, esforço físico, dor, febre, problemas hormonais, consumo de energéticos… e por aí vai.

O alerta não é motivo para ninguém ficar assustado e correr pro hospital toda vez que, esporadicamente, surgir um alerta do Apple Watch — que, lembrando, não é capaz de fazer diagnóstico. No meu caso, houve um conjunto de fatores que me levaram a crer numa hipótese bem atípica para a minha idade e acabou sendo real.

Sem o alerta, talvez eu continuasse pensando, por muito mais tempo, que o problema era no estômago. Mas eu tive algo no meu pulso me dizendo: “Olha, pode ser que o problema esteja aqui, e não ali.” ⌚️

Apple Watch Ultra 3

Cores: natural ou preto
Pulseiras: loop Alpina, loop Trail, Oceano ou estilo milanês de titânio
R$ 7.850,50
R$ 10.499,00

Apple Watch Series 11

Material: alumínio ou titânio
Cores: cinza-espacial, prateado, ouro rosa, preto brilhante, natural, dourado ou ardósia
Tamanho: 42mm ou 46mm
Conectividade: GPS ou GPS + Cellular
Pulseiras: esportiva ou estilo milanês
R$ 4.198,00
R$ 5.499,00

Apple Watch SE 3

Cores: meia-noite ou estelar
Tamanhos: 40mm ou 44mm
Conectividade: GPS ou GPS + Cellular
Pulseira: esportiva
R$ 2.466,78
R$ 3.299,00

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.

Agora é possível transferir dados do Google Health para o app Saúde da Apple

3 August 2026 at 20:28

O Google atualizou recentemente seu aplicativo Health no iOS para incluir suporte à sincronização completa de dados com o aplicativo Saúde (Health) da Apple, conforme notado pelo 9to5Google.

A novidade pode ser considerada uma expansão da sincronização limitada que já existia entre os dois aplicativos, e que permitia enviar dados já consolidados do aplicativo da Apple para o do Google — mas não o contrário.

Segundo o site, agora é possível compartilhar dados gravados com o Fitbit Air — como registros de exercícios, de sono e de passos — diretamente para o app da Maçã, sem usar qualquer gambiarra ou apelar para o registro manual.

Sincronização entre Google Health e Apple Health
Imagem: Droid Life

Para isso, basta tocar no ícone de perfil dentro do app do Google, selecionar “Apps parceiros” e depois escolher o Apple Health entre as opções. Aí, é só conceder as permissões para a sincronização ser completada.

De acordo com o site Droid Life, no entanto, a sincronização ainda não funciona para a variabilidade da frequência cardíaca (HRV), uma vez que as duas empresas calculam essa métrica usando fórmulas diferentes.

SmartGym é atualizado com nova tela de registro, teclado proprietário e mais

23 July 2026 at 14:00

O popular aplicativo de exercícios SmartGym recebeu hoje mais uma grande atualização, que foca tanto no lançamento de novos recursos quanto em melhorias na experiência dos muitos recursos que já existem em seu aplicativo para iOS.

Uma das novidades é o lançamento de uma nova experiência de registro de exercícios que já está presente no Apple Watch desde o watchOS 10. Basicamente, ela permite alterar os dados de cada série sem sair da tela principal do treino.

Na interface tradicional, o usuário visualiza todas as séries do exercício e, caso queira alterar peso, repetições ou outros valores, precisa entrar no modo de edição antes de registrar a série — um processo que exige mais etapas.

O novo modo, por sua vez, exibe uma série por vez, permitindo fazer alterações e registrá-las em um fluxo contínuo. Após concluir uma série, a próxima é exibida automaticamente e o cronômetro de descanso é iniciado.

Cabe destacar que essa interface de edição tradicional não está sendo substituída por completo, já que os usuários podem escolher a qualquer momento entre a interface clássica e o registro “inline” — o que fizer mais sentido para cada um.

A interface de edição das séries agora também passa a mostrar um indicador de qual era o plano original — o que ajuda o usuário a saber se ele está acima ou abaixo de sua meta e a acompanhar sua progressão ao longo dos meses.

Outra novidade bem interessante é o lançamento de um teclado proprietário que substitui o padrão do iOS. Além dos números tradicionais, ele conta com botões que facilitam edições feitas no app (como + e -).

Por fim, o Smart Action Button ficou ainda mais inteligente e agora reconhece melhor situações (como o fim de uma série, mudanças de exercícios e retornos após pausas) para tentar prever o próximo passo do usuário com mais precisão.

Inclusive, donos de iPhones com o botão de Ação (Action Button) agora podem configurá-lo para usar o Smart Action Button — o que significa que ele ativará a ação principal recomendada pelo app por meio do recurso.


Trazendo outras pequenas melhorias e uma série de novos exercícios, a nova versão do SmartGym já está disponível na App Store.

Embora ele possa ser baixado gratuitamente, é necessário realizar uma assinatura para a liberação de certos recursos. O SmartGym Premium+ sai por R$25 mensais ou R$150 anuais.

Como ocultar os dados de exercícios enquanto o iPhone estiver bloqueado

23 July 2026 at 11:30

Para evitar que as suas informações acabem sendo visualizadas por outras pessoas, a Apple permite escolher o que pode ou não ser mostrado no seu iPhone enquanto ele estiver bloqueado.

Dentre as opções, é possível ocultar os dados de saúde de exercícios físicos iniciados usando o seu iPhone ou Apple Watch. Assim, somente após você ter feito a autenticação via Face ID, Touch ID ou código, eles serão mostrados.

Veja como limitar isso! 🏃‍♂️

  1. No seu iPhone, abra os Ajustes (Settings) e toque em “Face ID e Código” ou “Touch ID e Código”, dependendo do seu aparelho.
  2. Autentique-se digitando a senha usada para desbloquear o iPhone.
  1. Na seção “Permitir Acesso Quando Bloqueado”, desmarque a opção “Dados de Saúde do Exercício”.

❌