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Apple tem pedido para suspender caso contra a Epic nos EUA negado

11 August 2026 at 22:18

A Apple novamente não conseguiu obter a suspensão do processo de cálculo de taxas para compras a partir de links externos em sua disputa judicial contra a Epic Games. O caso, como já informamos, será analisado pela Suprema Corte dos Estados Unidos em algum momento a partir de outubro — e a Maçã havia solicitado ao Tribunal Distrital Norte da Califórnia que suspendesse os trâmites até lá, mas o tribunal negou o pedido.

As informações foram divulgadas no X por Tim Sweeney, fundador e CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. da Epic.

Apple's stay was denied! Now they have 24 hours to file their proposed menu of junk fees with The Court, and Epic will have 60 days to file our legal analysis in advance of a court hearing on the topic.

— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) August 11, 2026
O pedido de suspensão da Apple foi negado! Agora, a empresa tem 24 horas para apresentar ao tribunal sua proposta de lista de taxas abusivas, e a Epic terá 60 dias para protocolar sua análise jurídica antes da audiência sobre o assunto.

Como também apontado por Sweeney, a Apple tem agora 24 horas para apresentar ao tribunal um esboço das taxas que pretende cobrar dos desenvolvedores pelo uso de opções de pagamento alternativas e por links externos para compras realizadas na web. A Epic poderá, dentro de 60 dias, apresentar uma análise da proposta de taxas da Maçã — e o tribunal decidirá o que deverá valer.

Sweeney fez uma segunda publicação sobre o imbróglio, questionando se a Apple vai “documentar honestamente seus custos com o tempo de revisores humanos e tentar recuperá-los?”. Alternativamente, ele sugere que a Apple pode “inventar noções novas e absurdas de custo, até então desconhecidas pela humanidade”.

Will Apple honestly document their costs for human reviewer time and seek to recoup them? Or fabricate outlandish new notions of cost previously unknown to mankind? Tune in 24 hours from now to find out.

— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) August 11, 2026

Será que a Apple documentará honestamente os custos com o tempo de revisores humanos e tentará recuperá-los? Ou inventará noções de custo absurdas e inéditas para a humanidade? Fique ligado: a resposta virá daqui a 24 horas.

O desenrolar mais recente, cabe lembrar, faz parte de uma decisão na qual a Apple foi considerada em desacato por impor uma comissão de 27% sobre compras realizadas por meio de links externos, depois que a juíza Yvonne Gonzalez Rogers determinou que a empresa permitisse aos desenvolvedores direcionar os usuários para métodos de pagamento alternativos.

A Apple recorreu à Suprema Corte contra a referida decisão, que concordou em analisar o caso. A Maçã, em seguida, solicitou à magistrada a suspensão do processo na instância inferior, argumentando que a (futura) decisão da Suprema Corte poderá afetar qualquer trabalho realizado nesse meio-tempo.

A Apple (ainda) não comentou a decisão de hoje.

via AppleInsider

Notas de rodapé

  • 1
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

Apple é a segunda Big Tech com mais vagas de emprego de nível inicial nos EUA

11 August 2026 at 17:03

Uma novo estudo da CashNetUSA revelou que a Apple é a segunda Big Tech estadunidense com mais vagas de emprego de nível inicial abertas no LinkedIn, ficando atrás apenas da Tesla.

Mais precisamente, 57,4% das vagas publicadas pela gigante de Cupertino são de baixa senioridade — um ponto percentual a menos que a montadora do bilionário Elon Musk. Fecham o Top 5 a IBM (32,4%), a Intel (20,9%) e a NVIDIA, que aparece com 5,3% — o mesmo número da Uber, com a qual divide a quinta posição.

BIG TECH COMPANIES WITH THE MOST ENTRY-LEVEL VACANCIES
Divulgação/CashNetUSA

Isso, no entanto, não quer dizer que entrar para o quadro de funcionários da Apple é fácil — já que, apesar da abundância de vagas de nível inicial (54, para ser mais preciso), ela ainda tem uma relação candidato-vaga de 55:1. Em primeiro lugar no ranking supracitado, a Tesla conta com uma proporção de “apenas” 23,5:1 — a menor entre as Big Techs analisadas no estudo.

Quando consideramos todo o mercado (e não apenas empresas de tecnologia), a Maçã fica na quinta posição entre as empresas mais competitivas dos EUA. Na frente dela, temos a NVIDIA (68,4:1), a IBM (88,4:1), a The Walt Disney Company (164,8:1) e o Morgan Stanley (180,9:1).

THE MOST COMPETITIVE COMPANIES FOR ENTRY-LEVEL APPLICANTS
Divulgação/CashNetUSA

Para montar seu estudo, a CashNetUSA analisou, como dito, dados de vagas do LinkedIn referentes a “13 grandes empresas de tecnologia dos EUA reconhecidas mundialmente”. A firma de pesquisa também classificou cada empresa com base no número de candidatos que se inscreveram para cada vaga disponível.

O estudo completo pode ser conferido nessa página.

Usuários de iPhones gastam mais que os de Android com microdramas, revela pesquisa

11 August 2026 at 15:58

Uma pesquisa da Omdia revelou que donos de iPhones costumam gastar mais por aplicativos de microdramas (as novelas verticais) que donos de smartphones com Android — inclusive em países como o Brasil.

Por aqui, 48% dos usuários do iPhone pagam por esse tipo de conteúdo, contra 39% do Android. Na Alemanha, as porcentagens são de 49% contra 44%, enquanto na Coreia do Sul elas são de 59% contra 45%.

Nos Estados Unidos, a situação é um pouco mais equilibrada. Por lá, 69% dos usuários do iPhone disseram pagar por conteúdos, enquanto no Android o número caiu apenas um ponto percentual, mais especificamente para 68%.

O relatório também concluiu que usuários do iPhone gastam aproximadamente US$14 por semana nesses apps, enquanto no caso de donos de smartphones com Android o gasto é de cerca de US$10 por semana.

microdrama
Divulgação/Omdia

A Omdia destaca que esse resultado vai de encontro a suposições que geralmente relacionam o consumo de novelas verticais a um público com menos poder aquisitivo, que geralmente é mais associado ao Android.

No entanto, é importante ressaltar que ela leva em consideração não apenas o consumo, e sim a compra de conteúdos — que costuma ser mais frequente no iOS em praticamente qualquer tipo de aplicativo.

Apple firma acordo para encerrar caso de discriminação religiosa nos EUA

11 August 2026 at 13:22

Depois de ser processada pela Equal Employment Opportunity Commission (EEOC) — agência do governo americano responsável por fiscalizar o cumprimento das leis federais sobre discriminação trabalhista — sob a alegação de prática de discriminação religiosa, a Apple firmou um acordo judicial e concordou em pagar cerca de US$150 mil para encerrar o caso na Justiça.

A ação envolvia um funcionário Genius da Apple Reston, localizada no estado da Virgínia (Estados Unidos), com 16 anos de casa e boas avaliações de desempenho. Em agosto de 2023, ele se converteu ao judaísmo e solicitou adequações de escala à rotina da sua religião, não trabalhando durante as sextas-feiras e os sábados (período do Shabat). Depois de alguns meses solicitando esses ajustes de maneira contínua, ele foi demitido.

Do montante total, US$80 mil correspondem a salários retroativos (sujeitos, portanto, aos devidos descontos tributários) e os US$70 mil restantes são relativos a juros e indenizações. A Apple tem até 30 dias para realizar o pagamento.

Essa mesma Apple Store, vale lembrar, foi palco de outra polêmica, na ocasião envolvendo questões sindicais: em 2022, a gerência da loja foi acusada de dissuadir e “constranger” funcionários que se mobilizavam pela sindicalização. Líderes da Maçã teriam usado ainda o exemplo do fechamento das lojas sindicalizadas no Starbucks como um incentivo para a desarticulação dos trabalhadores.

via 9to5Mac

Apple Upgrade: empresa cogitou enviar aparelhos já configurados de fábrica

10 August 2026 at 16:21

De acordo com o jornalista da Bloomberg, Mark Gurman, a Apple teria cogitado (e posteriormente descartado) um recurso bastante interessante para o Apple Upgrade: a transferência dos dados do iCloud do usuário para o novo aparelho antes mesmo de ele ser enviado para o assinante.

Revelada na última edição da sua newsletter “Power On”, a ideia — descrita como um recurso premium — seria especialmente bem-vinda para as trocas anuais de iPhones realizadas durante o período do serviço adquirido, livrando o usuário de ter que configurar seu aparelho ao ligá-lo pela primeira vez.

The Apple Upgrade feature that never made it past the drawing board: a so-called white-glove component, where your new device each year would arrive at home ready to go, preloaded with all of your data via your iCloud backup. Here’s what happened. https://t.co/PZ4r8jEgvG

— Mark Gurman (@markgurman) August 9, 2026
O recurso de atualização da Apple que nunca saiu do papel: um componente supostamente premium, em que seu novo dispositivo chegaria à sua casa a cada ano, pronto para uso, com todos os seus dados pré-carregados por meio do backup do iCloud. Veja o que aconteceu.

Essa ideia, no entanto, esbarrou em um obstáculo importantíssimo: a privacidade do usuário, já que dados do iCloud só poderiam ser acessados pela Apple nos casos em que a Proteção Avançada de Dados (Advanced Data Protection) com criptografia de ponta a ponta não foi ativada. Isso, é claro, não inclui o Reino Unido, onde o recurso não pode ser mais acessado.

Como lembrou o 9to5Mac, o acesso remoto às definições de sistema de um iPhone obtido por meio do Apple Upgrade poderia ser associado ao Presto, um sistema proprietário de gerenciamento de atualizações baseado em hardware (empurrado especificamente por um Mac mini com um sistema customizado) para realizar o update de iPhones lacrados.

Anunciado no mês passado, o Apple Upgrade oferece o leasing de Apple Watches, iPhones, iPads e Macs para clientes dos Estados Unidos, com planos de até 36 meses dependendo do dispositivo escolhido.

La FDA aprueba mFLUSIVA, la primera vacuna de ARN mensajero contra la gripe

8 August 2026 at 06:07
La FDA aprueba mFLUSIVA, la primera vacuna de gripe basada en ARN mensajero, pensada para adultos de 50 años o más y lista para la temporada 2026-2027 en Estados Unidos.

Fabricante chinesa rejeitou vender RAM a preços menores para a Apple

6 August 2026 at 15:28

Parece que a tentativa da Apple de colaborar com a fabricante chinesa de memória CXMT encontrou mais um empecilho no caminho: supostamente, a possível fornecedora demandou os mesmos valores (ou até maiores) pagos pela Maçã à Samsung Electronics e à SK Hynix. A informação veio do site sul-coreano Digital Daily.

O desgaste ocorreu após a Maçã tentar negociar os preços das memórias, tendo seu pedido de redução de preço rejeitado pela CXMT, que manteve preços semelhantes ou até mesmo superiores aos das demais fornecedoras da Apple.

Do lado da chinesa, há alguns motivos para essa postura: a barganha de uma empresa americana com uma série de exigências quanto aos processos de certificação de qualidade contrasta com o conforto do seu domínio do mercado doméstico, já que a fabricante possui contratos de longo prazo sob preços elevados com empresas como a HUAWEI e a Xiaomi.

Os desafios

Mesmo sob forte pressão da Micron e do Senado americano, a negociação com a CXMT (presente na lista de restrições comerciais do Pentágono como uma empresa militar da China, vale lembrar) foi uma alternativa encontrada por Tim Cook para mitigar os efeitos da crise de memória.

De acordo com um executivo da indústria de semicondutores consultado pelo veículo sul-coreano, a postura da CXMT ajudou a estabelecer um piso para os preços praticados com a DRAM 1Dynamic random access memory, ou memória dinâmica de acesso aleatório. convencional, suficiente para que a Samsung e a SK Hynix cobrassem um valor consideravelmente mais alto. Esse conforto mercadológico quanto às fornecedoras ocidentais também diz respeito ao foco de produção para memórias de alto desempenho destinadas a data centers de inteligência artificial (IA), deixando a produção para eletrônicos de consumo em segundo plano — o que naturalmente provoca escassez.

Segundo o analista Tim Culpan, a Apple e seus fornecedores estão correndo contra o relógio para obter chips de memória a tempo do lançamento da próxima geração de iPhones, prevista para ser anunciada no mês que vem. Esse cenário fez com que a Maçã recorresse especialmente à Micron, à Samsung e à SK Hynix. A escassez poderá afetar a disponibilidade do “iPhone 18 Pro” e do “iPhone 18 Pro Max”, embora ainda exista alguma confiança de que a demanda inicial poderá ser suprida.

Resta a dúvida se a Apple seguirá em suas tratativas com a CXMT ou se dará o braço a torcer aos interlocutores estadunidenses dessa história. Em ambos os cenários, infelizmente, parece que a conta irá chegar mais alta ao consumidor final.

via Wccftech, MacRumors

Notas de rodapé

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    Dynamic random access memory, ou memória dinâmica de acesso aleatório.

OpenAI classifica processo da Apple como “podre desde a raiz” e pede arquivamento

6 August 2026 at 12:45

A briga entre a OpenAI e a Apple teve um novo capítulo na Justiça. Depois de rebater as acusações publicamente em carta aberta no início da semana, a dona do ChatGPT protocolou ontem (5/8) uma petição pedindo a um juiz federal americano que arquive o processo movido pela Apple, classificando as alegações da fabricante como sem fundamento.

Segundo a Bloomberg, os advogados da OpenAI argumentam que o processo distorce a conduta de seus funcionários e que um dos acusados de furto de dados, na verdade, tentava ajudar um ex-colega que continuava na Apple. Na petição, a empresa chega a dizer que a ação da Apple é “sem fundamento e forjada”, usada para compensar suas dificuldades em reter talentos e sua demora em integrar IA aos produtos.

Redigido sem investigação adequada e construído sobre comunicações seletivamente recortadas e condutas comuns tiradas de contexto, a reclamação da Apple é — tomando emprestada sua própria expressão — “podre desde a raiz”.

A defesa se concentra em dois nomes já conhecidos do processo. Tang Tan, chefe de hardware da OpenAI e ex-vice-presidente de design de produto da Apple por 24 anos, teria seguido práticas normais de recrutamento do setor ao entrevistar funcionários da Maçã. Já Chang Liu, engenheiro acusado de acessar arquivos confidenciais de hardware por semanas após identificar uma falha de autenticação, estaria apenas atendendo a um pedido de ex-colegas da Apple que precisavam localizar informações para o próprio trabalho — a OpenAI publicou trechos de mensagens de texto que, segundo ela, comprovam a versão.

A petição também questiona a base jurídica do processo: para a OpenAI, a Apple nunca chegou a identificar de forma específica quais informações configurariam, de fato, segredos industriais protegidos, nem demonstrou uso indevido por parte de qualquer um dos réus. Como reforço, a empresa de Sam Altman afirma não ter qualquer interesse nos segredos da rival, já que estaria “construindo algo inteiramente novo e diferente de tudo o que existe na Apple”.

OpenAI is asking a federal judge to dismiss a lawsuit filed by Apple accusing the artificial intelligence company of stealing trade secrets, saying that the iPhone maker’s allegations are meritless. https://t.co/9u2OTVWMlw https://t.co/ZmugpwLCWy

— Mark Gurman (@markgurman) August 6, 2026

Outro ponto de defesa recai sobre as próprias práticas internas da Apple: segundo a OpenAI, a fabricante permitia que funcionários usassem contas pessoais do iCloud para trabalho e, posteriormente, revisou mensagens pessoais deixadas em dispositivos corporativos — o que teria gerado o acesso residual alegado no processo, e não um esquema coordenado de furto.

Chama atenção também a defesa específica de Tan quanto à posse de um documento interno sobre desligamento de funcionários: enquanto a Apple alega que o material serviria para burlar verificações de segurança, a OpenAI sustenta o oposto — que Tan teria guardado a informação justamente para garantir que novos contratados vindos da Apple seguissem à risca os procedimentos de desligamento da própria Apple, sem reter dados confidenciais.

Segundo o Axios, a petição tem 31 páginas e variações da palavra “fail” (“falhar”/”fracassar”, em referência às falhas da Apple) aparecem quase 50 vezes ao longo do texto — um indicativo do tom escolhido pelos advogados da OpenAI.

Injunção e próximos passos

O caso corre como Apple vs. Liu (processo 5:26-cv-07078) na Justiça Federal do Distrito Norte da Califórnia, sob o juiz Edward Davila — o mesmo que presidiu o julgamento criminal de Elizabeth Holmes, ex-CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. da Theranos.

Paralelamente ao pedido de arquivamento, a OpenAI ainda precisa responder, até 17 de agosto, ao pedido de liminar feito pela Apple para suspender o uso de qualquer suposto segredo industrial enquanto o processo tramita. A audiência sobre essa liminar está marcada para 1º de outubro.

Até a publicação desta matéria, a Apple não havia se pronunciado sobre a nova petição da OpenAI.

Notas de rodapé

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    Chief executive officer, ou diretor executivo.

DJI lança Mic Mini 2S, com gravação interna em 32-bit float

4 August 2026 at 15:44

Conforme antecipado durante o anúncio do Mic Mini 2, a DJI enfim lançou o Mic Mini 2S, permitindo que cada transmissor realize uma gravação interna de áudios em 32-bit float — ou seja, sem a necessidade de ajustar níveis e sem risco de estourar (clipping) nada na captação.

O recurso é possível graças aos 14,5GB de armazenamento interno do transmissor, que permite um acúmulo de até 28 horas de gravação diretamente no dispositivo. Como já havia sido mencionado pela DJI, cada receptor possui suporte a conexão com até quatro transmissores — sendo compatível, para além dos transmissores do próprio Mic Mini 2S, com os do Mic Mini e do Mic Mini 2, além do DJI Mic Series Mobile Receiver.

Meet DJI Mic Mini 2S – Capture Every Detail

DJI Mic Mini 2S wireless mic ensures secure backups with 32-bit float internal recording and up to 28 hours of storage , while AI-upgraded noise canceling precisely isolates vocals . Expand to a full wireless mic system with 4TX + 1RX… pic.twitter.com/PqpQs3QeE0

— DJI (@DJIGlobal) August 4, 2026
Conheça o DJI Mic Mini 2S – Capture Cada Detalhe

O microfone sem fio DJI Mic Mini 2S garante backups seguros com gravação interna em 32-bit float e até 28 horas de armazenamento, enquanto o cancelamento de ruído aprimorado por IA isola precisamente as vozes. Expanda para um sistema completo de microfone sem fio com conectividade 4TX + 1RX cross-gen, conexão direta OsmoAudio e um estojo de carregamento redesenhado.

✅ Armazenamento Interno de 28 Horas, Gravação Interna em 32-bit float
✅ Conectividade 4TX + 1RX Cross-Gen
✅ Cancelamento de Ruído por IA em Dois Níveis, Três Predefinições de Tom de Voz
✅ Leve & Versátil, Armazenamento Compacto
✅ Conexão Direta DJI OsmoAudio
✅ Tempo de Operação Longo & Carregamento Rápido

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Ele conta com dois modos de cancelamento de ruído — ambos empurrados por inteligência artificial (IA), um mais básico para pequenos ruídos internos, e um modo mais forte desenvolvido para captações em ambientes externos —, os recursos Clipping Control e Loudness Balance, que impedem a distorção em picos de áudio e auxiliam no ajuste dos níveis do áudio em ambientes com grandes variações de volume, respectivamente. Sobre os perfis de voz, o Mic Mini 2S também conta com as predefinições Regular, Rico ou Brilhante.

Imagem promocional do DJI Mic Mini 2S - 2
Divulgação/DJI

Os transmissores do Mic Mini 2S também são compatíveis com as câmeras da DJI, como a Osmo Pocket 4P, Osmo Pocket 4, Osmo 360, Osmo Nano e Osmo Action 6, em conexão direta (sem receptor).

Preço e disponibilidade

Imagem promocional do DJI Mic Mini 2S - 3
Divulgação/DJI

Ainda não temos detalhes sobre o preço e a data de lançamento no Brasil, mas lá fora o DJI Mic Mini 2S chegará em cinco versões: somente com o transmissor, por 70€; com dois transmissores e um receptor, por 190€; com um receptor e um transmissor, por 100€; com um receptor, uma case de carregamento e um receptor móvel, pelos mesmos 100€; além da versão com dois transmissores, um receptor, uma case de carregamento e o DJI Mic Series Mobile Receiver por 205€.

O embargo contra a DJI segue em vigor nos Estados Unidos, indisponibilizando o Mic Mini 2S no país.

Apple rejeita (de novo) exigência de backdoor do iCloud no Reino Unido

3 August 2026 at 18:03

Em mais um capítulo da batalha travada entre a Apple e o governo do Reino Unido sobre a exigência de um ponto de acesso (ou backdoor) à criptografia do iCloud, a empresa apresentou uma contestação judicial contra a tentativa, por parte do governo britânico, de acessar os dados criptografados de usuários, segundo o Financial Times.

Na ação protocolada junto ao Investigatory Powers Tribunal (IPT), no mês passado, a Apple afirmou que não criou e não pretende criar uma backdoor para os dados dos seus usuários, argumentando que a ferramenta enfraqueceria a segurança do iPhone.

A exigência iniciada com base na Technical Capability Notice (ou Notificação de Capacidade Técnica, uma ordem governamental que prevê a interceptação, por parte do governo do Reino Unido, de dados de usuários mantidos pelas grandes empresas de tecnologia) ordenava que a Apple fornecesse informações dos usuários do iCloud protegidas pela Proteção Avançada de Dados (Advanced Data Protection), obrigando a empresa a redesenhar seu serviço caso optasse por acatar as demandas estatais britânicas.

O recurso, vale lembrar, acabou sendo removido do iOS no país para evitar fornecer aquilo que foi determinado pelo governo do Reino Unido.

A abrangência dos usuários impactados também foi motivo de disputa: como a determinação inicialmente impactava integralmente a base instalada do iCloud, o governo dos Estados Unidos optou por pressionar o Reino Unido a desistir de aplicá-la a todos os usuários americanos, o que de fato ocorreu posteriormente. O recuo, porém, não durou muito, e uma segunda ação — muito semelhante à primeira — foi protocolada em outubro de 2025.

Apple fecha o melhor trimestre abril-junho da sua história no último balanço de Tim Cook

2 August 2026 at 14:30

Todas as empresas de capital aberto (que possuem ações à venda na bolsa de valores) são obrigadas, por lei — na maioria dos países (inclusive Brasil) —, a disponibilizar publicamente suas demonstrações financeiras periodicamente. Esse costuma ser um momento bastante esperado por acionistas (analisando se a empresa na qual estão investindo está sendo bem administrada e gerando lucros), investidores (para captar novas oportunidades de alocar seus recursos), além da imprensa e de curiosos em geral. Na última quinta-feira (30/7), foi a vez da Apple de divulgar seus resultados financeiros referentes ao trimestre abril-junho de 2026.

Para alegria de todos, o CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. Tim Cook se despede da sua posição com o melhor terceiro trimestre fiscal que a empresa já registrou — um recorde absoluto! Como já informado aqui no MacMagazine, no período de abril a junho (encerrado no dia 27/6), a companhia relatou uma receita de US$109,4 bilhões (alta de 16,4%) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, e lucro líquido de US$29,8 bilhões (um avanço de 27%). A margem bruta chegou a incríveis 50,1%, a maior já apurada em períodos semelhantes da história da empresa!

Hoje, a Apple tem orgulho de relatar o nosso melhor trimestre de abril-junho de todos os tempos, com crescimento de receita de dois dígitos em iPhone, Mac e Serviços, e em todos os segmentos geográficos.

A fala acima é de Cook. Ele deixará o cargo em 1º de setembro, quando John Ternus assumirá, e passará a presidir o conselho de administração.

O fenômeno Mac

Uma das grandes surpresas do relatório foi o crescimento no faturamento de Macs. Pela primeira vez, a categoria ultrapassou a casa dos US$10 bilhões em um trimestre abril-junho, e o crescimento de 29% superou o do iPhone.

A explicação está em parte na procura alucinada por Macs mini para rodar agentes de inteligência artificial e na leva de lançamentos de março: MacBook Air com M5, MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max, e principalmente o MacBook Neo, o modelo de entrada que estreou a US$600 — preço que subiu para US$700 em junho, no reajuste geral motivado pelo custo de memória. A Apple parece ter encontrado um mercado relevante abaixo do Air, e vale acompanhar o que isso faz com a margem da linha nos próximos trimestres.

O iPad foi a única categoria no vermelho, com queda anual de 6%. Não é surpresa: a própria Apple havia avisado que a comparação seria difícil, pois no ano anterior houve o lançamento do iPad com chip A16. O iPad Air com M4, que chegou em março, não foi suficiente para compensar. Cabe ainda analisar se o bem-sucedido MacBook Neo não acabou levando um pouco do mercado dos tablets, também.

O asterisco que quase ninguém vai mencionar

A margem bruta de 50,1% e o lucro por ação de US$2,02 não são resultado apenas da operação, e esse detalhe se perde facilmente na comemoração dos recordes.

À primeira vista, no press release — e nos comentários que fizemos no último podcast —, esse ponto não ficou bem claro, mas merece atenção. A Apple informou, no comunicado, que a margem incluiu cerca de dois pontos percentuais e o lucro por ação incluiu US$0,11 vindos de reembolso de tarifas, dinheiro que a empresa havia pago ao governo americano e recebeu de volta depois que a Suprema Corte derrubou, em fevereiro, as tarifas impostas sob a IEEPA (a lei de poderes econômicos internacionais de emergência). A empresa não detalhou a origem exata dos valores devolvidos, mas a decisão da Corte é o evento que abriu caminho para os reembolsos.

É dinheiro real, entra legitimamente no resultado, mas não é recorrente e não diz nada sobre a capacidade da Apple de vender aparelhos. Descontando o efeito, a fotografia muda um pouco: a margem bruta cai para aproximadamente 48%, exatamente o que o consenso projetava, e o lucro por ação vai para cerca de US$1,91, contra os US$1,89 esperados. De uma superação de 6,9% no lucro, sobra uma de pouco mais de 1%.

Ou seja: o trimestre continua bom em receita e em volume, que são genuinamente fortes. Mas o brilho extraordinário no lucro é, em boa parte, contábil, e não se repete.

A Apple abre a margem bruta em dois blocos apenas: produtos e serviços. Ela nunca divulga margem por categoria individual (não existe margem oficial de iPhone, Mac ou iPad em documento nenhum da empresa, e todo número desse tipo que circula é estimativa de analista), mas os dois blocos que ela abre já contam a história.

Linha de negócioMargem do FQ3 2026Margem do FQ3 2025Variação
Produtos40,07%34,52%+5,55pp
Serviços75,62%75,58%+0,04pp
Consolidado50,06%46,49%+3,57pp

A margem de hardware subiu 5,55 pontos percentuais em 12 meses. A margem de hardware não sobe 5 pontos por ganho de eficiência: é ali que o reembolso de tarifas desembarcou, porque tarifa incide sobre produto físico. A prova está na linha seguinte: serviços, que não pagam tarifa nenhuma, ficou praticamente parado. A melhora não foi operacional.

Vale registrar um desequilíbrio que explica boa parte do valuation da Apple. Serviços representam 28,1% da receita, mas respondem por 42,4% do lucro bruto do trimestre. Produtos são 71,9% da receita e apenas 57,6% do lucro. Cada dólar de serviço vale quase o dobro de um dólar de hardware, e é por isso que o mercado aceita pagar perto de 40x o lucro por uma empresa que, no fim das contas, vende telefone.

Serviços: um pequeno sinal de alerta

Os relatórios revelaram um problema silencioso do trimestre. Serviços cresceram 12,1%, um bom número isolado, mas bem abaixo dos 16,2% do trimestre encerrado em março e, mais grave, abaixo do que a própria Apple havia sinalizado. Na teleconferência de abril, o diretor financeiro Kevan Parekh disse que os serviços cresceriam em ritmo “similar ao reportado em março” (ou seja, algo perto de 16%, ressalvando o efeito cambial). Ficaram cerca de 4 pontos percentuais aquém.

A linha chegou a recuar 0,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Foi o único item da projeção que a Apple não cumpriu, e não é um item qualquer: é o que sustenta o múltiplo da ação. Parte da imprensa de mercado atribuiu a reação negativa à combinação de serviços com a Grande China, embora as estimativas para a região divergissem bastante entre as casas: havia projeções de US$18,8 bilhões, que o resultado cumpriu, e de US$19,5 bilhões, que não.

Some-se a isso um risco que não tem data marcada. Boa parte da receita dos serviços vem do acordo pelo qual o Google paga à Apple para ser o buscador padrão do Safari — cerca de 36% da receita de anúncios de busca, algo próximo de US$20 bilhões por ano. Existe um processo em andamento que questiona a legitimidade desta taxa. A sentença de setembro de 2025 permitiu que o acordo continuasse, mas o Departamento de Justiça dos Estados Unidos recorreu em fevereiro de 2026 e o Google entrou com recurso próprio em maio. Se a decisão cair, o buraco nessa linha é de dois dígitos de bilhão!

Três números que o comunicado não destaca

Fora das manchetes do balanço, três indicadores das demonstrações merecem atenção, e nenhum deles apareceu no material de divulgação.

  1. O estoque quase dobrou, de US$5,7 bilhões em setembro de 2025 para US$11,1 bilhões, alta de 94%. Uma empresa que é referência mundial em operar com estoque enxuto dobrou o estoque em 9 meses. A leitura mais provável é compra antecipada de memória, antes que os preços subam ainda mais. É a confirmação contábil do que Cook disse em junho, quando afirmou que aumentos de preços eram inevitáveis.
  2. Pesquisa e desenvolvimento saltou para US$11,7 bilhões, o dobro do ritmo da receita, e passou de 9,4% para 10,7% do faturamento. Ao mesmo tempo, o investimento em ativo fixo (equipamentos, imóveis, veículos etc.) caiu 28% no acumulado de 9 meses. É a tese da IA “capital-light” traduzida em números: a Apple gasta mais em gente e software, e menos em concreto e servidor, apostando em rodar inteligência nos mais de 2 bilhões de aparelhos que já estão nas mãos dos usuários. O oposto de Microsoft, Google e Amazon.
  3. O caixa operacional de 9 meses foi de US$117 bilhões, contra US$81,8 bilhões. Mesmo assim, a recompra de ações caiu de US$70,6 para US$62,1 bilhões. A Apple está segurando dinheiro, o que é coerente com o estoque dobrado e com uma troca de comando marcada para 1º de setembro.

Há ainda um detalhe na linha de outras receitas, que agrupa o que a Apple ganha fora da operação: juros do caixa aplicado, juros pagos sobre dívida, variação cambial e valorização de participações minoritárias. O resultado foi de US$572 milhões positivos, contra US$171 milhões negativos há um ano — um giro de US$743 milhões. A carteira de caixa e aplicações subiu para US$146,5 bilhões, enquanto a dívida caiu para US$82,3 bilhões. Mais dinheiro rendendo, menos juros a pagar. É lucro financeiro, não operacional.

A projeção para setembro veio bem abaixo

O trimestre relatado é recorde. A projeção que o acompanha, não. E como o mercado precifica futuro e não passado, foi ela que dominou a reação. A ação, que havia fechado o pregão a US$333,43, caiu cerca de 6,5% na negociação estendida ao longo da teleconferência, o que equivale a aproximadamente US$317 bilhões de valor de mercado. No dia seguinte, a queda se confirmou: -7,35%. A projeção da Apple para o trimestre de setembro, o último do ano fiscal, veio com dois números desconfortáveis.

IndicadorFQ3 2026 (real)FQ4 2026 (projetado)
Crescimento de receita16,4%de 9% a 11%
Margem bruta50,1%de 47% a 48%
Margem bruta sem reembolso de tarifas48,1%de 47% a 48%
Receita implícitaUS$109,4 bilhõesde US$111,7 a US$113,7 bilhões

A desaceleração de 16,4% para algo entre 9% e 11% já seria suficiente para incomodar. O que agravou foi a justificativa: Parekh afirmou que o impacto das restrições de oferta deve “aumentar significativamente” em relação ao trimestre anterior — citando explicitamente iPhone, Mac e iPad —, e mencionou ainda ventos contrários de câmbio sobre a receita de iPhone.

A margem projetada de 47% a 48% é o número mais revelador de todo o balanço. Ela fica abaixo do resultado limpo deste trimestre sem o reembolso de tarifas. Ou seja: a Apple está dizendo que a margem vai cair de verdade, em bases comparáveis. O colchão de estoque de memória comprado a preço favorável, que segurou os custos nos últimos trimestres, está acabando, e o trimestre de setembro é justamente o que carrega o lançamento dos “iPhones 18 Pro/18 Pro Max” — e provavelmente do “iPhone Ultra”, o primeiro dobrável da empresa.

O que Ternus herda

Ternus assumirá como diretor executivo em 1º de setembro, com Cook passando a presidente executivo do conselho. A julgar pelo balanço, ele recebe uma casa em ordem: receita recorde, base instalada de aparelhos ativos em máxima histórica em todas as categorias principais, patrimônio líquido de US$107,5 bilhões e — possivelmente — a companhia mais valiosa do mundo.

Recebe também três problemas bem definidos. O primeiro é o custo de memória, que já forçou aumentos de preço no MacBook Air, no Mac mini e no Mac Studio, e que agora vai comprimir margem sem o amortecedor do estoque barato.

O segundo é a desaceleração dos serviços, com os recursos judiciais contra o acordo de busca com o Google ainda pendentes.

O terceiro é entregar a Siri reformulada, anunciada na WWDC26, movida pelo Gemini do Google, prevista para o ciclo do iOS 27 e adiada por tempo indeterminado na União Europeia — decisão que a Apple atribui às exigências da Lei dos Mercados Digitais (Digital Markets Act, ou DMA).

A leitura mais honesta deste balanço talvez seja esta: Cook encerra sua gestão entregando o melhor trimestre abril-junho da história da Apple, a maior capitalização de mercado do mundo e uma operação que cresce dois dígitos em todos os continentes em que atua. O que ele não entrega pronto é a próxima curva: provar que a aposta de rodar inteligência artificial dentro do aparelho, e não na nuvem, vale o múltiplo de 40x que a ação vinha cobrando. Essa parte, agora, é com Ternus.

Metodologia

Os números do trimestre e do comparativo anual foram extraídos das demonstrações consolidadas condensadas não auditadas da Apple referentes ao terceiro trimestre fiscal de 2026 e ao terceiro trimestre fiscal de 2025, conferidas linha a linha. As margens por linha de negócio, os indicadores de balanço patrimonial e de fluxo de caixa e todos os percentuais foram calculados a partir desses documentos.

As estimativas de consenso de Wall Street citadas foram compiladas antes da divulgação junto a Yahoo Finance, TipRanks, Zacks, Visible Alpha, Hudson Labs e Goldman Sachs.

A projeção para o trimestre de setembro e as declarações do diretor financeiro vêm da teleconferência de 30 de julho de 2026, com apuração de 9to5Mac, CNBC e AppleInsider.

Os dados de mercado chinês são da IDC e da CAICT. A série de fechamentos mensais da ação tem origem em StatMuse, StockAnalysis.com, FinancialContent e Macrotrends, via S&P Global Market Intelligence.

O ajuste identificado como “sem reembolso de tarifas” não é uma linha contábil: é cálculo próprio a partir do efeito que a Apple declarou no comunicado de resultados.

Observação

Este texto não constitui recomendação de investimento.

Notas de rodapé

  • 1
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

Apple Upgrade: programa de leasing é lançado com iPhones, iPads, Macs e Apple Watches

28 July 2026 at 13:30

Confirmando rumores, a Apple anunciou hoje, nos Estados Unidos, a chegada do Apple Upgrade, seu programa de leasing de iPhones, iPads, Macs e Apple Watches feito em parceria com a Klarna.

Exclusivo das Apple Stores (inclusive a Online), ele permite alugar iPhones e Apple Watches por 12 ou 24 meses. iPads e Macs, por sua vez, podem ser utilizados por 24 ou 36 meses.

Na Apple, colocamos o cliente no centro de tudo o que fazemos e estamos muito satisfeitos que o Apple Upgrade ofereça aos nossos clientes — tanto online quanto nas lojas — uma maneira mais flexível de pagar pelos produtos que eles adoram.

—Karen Rasmussen, vice-presidente da Apple Store online

Antes de completar o seu pedido, o usuário passa por uma rápida avaliação de crédito conduzida pela Klarna, que também mantém um app com todas as informações do Apple Upgrade. Caso aprovado, ele está liberado para escolher o dispositivo desejado.

Segundo a Maçã, o programa avisará o usuário quando ele estiver apto a fazer um upgrade sem pagar qualquer tipo de taxa. A Apple também permite acelerar a troca mediante um pagamento adicional e oferece instruções sobre como devolver o aparelho antigo.

Alerta de upgrade do Apple Upgrade
Divulgação/Apple

Também é possível continuar com o dispositivo que o usuário já está utilizando ao final do período de leasing ou simplesmente devolvê-lo para a Apple. Caso ele escolha a primeira opção, no entanto, será necessário realizar um pagamento único para mantê-lo.

A Apple alerta que, caso o contrato de leasing seja encerrado antes do fim do prazo estipulado, “taxas substanciais” poderão ser cobradas. Além disso, se o usuário não tomar nenhuma ação após o fim do contrato, sua assinatura será convertida em um contrato de leasing mensal que durará até seis meses. Se o usuário continuar sem tomar uma decisão após o fim desse período extra, ele terá que pagar a taxa de compra integral.

O Apple Upgrade também permite adicionar as coberturas do AppleCare aos dispositivos no momento da assinatura do serviço, dando aos usuários um pouco mais de tranquilidade na hora de investir em um novo iPhone/iPad/Mac/Apple Watch.

Eis os dispositivos oferecidos pelo Apple Upgrade, começando pelos iPhones:

  • iPhone 17e: a partir de US$25/mês por 12 meses ou US$18/mês por 24 meses;
  • iPhone 17: a partir de US$33/mês por 12 meses ou US$23/mês por 24 meses;
  • iPhone Air: a partir de US$42/mês por 12 meses ou US$29/mês por 24 meses;
  • iPhone 17 Pro: a partir de US$46/mês por 12 meses ou US$32/mês por 24 meses;
  • iPhone 17 Pro Max: a partir de US$49/mês por 12 meses ou US$35/mês por 24 meses.

Vale notar que, embora o iPhone venha desbloqueado, é preciso selecionar uma das operadoras cobertas pelo Apple Upgrade (AT&T, T-Mobile ou Verizon). Também não é possível utilizar um plano pré-pago.

Agora, os iPads:

  • iPad mini (A17 Pro): a partir de US$16/mês por 24 meses ou US$12/mês por 36 meses;
  • iPad Air (M4) de 11 polegadas: a partir de US$20/mês por 24 meses ou US$16/mês por 36 meses;
  • iPad Air (M4) de 13″: a partir de US$26/mês por 24 meses ou US$20/mês por 36 meses;
  • iPad Pro (M5) de 11″: a partir de US$32/mês por 24 meses ou US$25/mês por 36 meses;
  • iPad Pro (M5) de 13″: a partir de US$41/mês por 24 meses ou US$31/mês por 36 meses.

Os Macs:

  • MacBook Air (M5) de 13″: a partir de US$35/mês por 24 meses ou US$25/mês por 36 meses;
  • MacBook Air (M5) de 15″: a partir de US$41/mês por 24 meses ou US$29/mês por 36 meses;
  • MacBook Pro de 14″ (linha M5): a partir de US$54/mês por 24 meses ou US$39/mês por 36 meses;
  • MacBook Pro de 16″ (linha M5): a partir de US$81/mês por 24 meses ou US$58/mês por 36 meses;
  • iMac (M4): a partir de US$41/mês por 24 meses ou US$29/mês por 36 meses;
  • Mac Studio (M4 Max /M3 Ultra): a partir de US$68/mês por 24 meses ou US$49/mês por 36 meses.

Por fim, os Apple Watches:

  • Apple Watch Series 11: a partir de US$22/mês por 12 meses ou US$12/mês por 24 meses;
  • Apple Watch Hermès Series 11: a partir de US$76,04/mês por 12 meses ou US$40,78/mês por 24 meses;
  • Apple Watch Ultra 3: a partir de US$45/mês por 12 meses ou US$25/mês por 24 meses;
  • Apple Watch Hermès Ultra 3: a partir de US$87,28/mês por 12 meses ou US$47,03/mês por 24 meses.

Clientes têm ainda a opção de entregar o seu dispositivo antigo para receber um desconto no pagamento do novo, assim como já acontecia em compras tradicionais.

Além disso, como era esperado, a Apple aproveitou o lançamento do seu novo serviço para descontinuar o antigo iPhone Upgrade Program, que estava no ar há mais de uma década.

Trump ameaça tarifaço contra a UE por multas à Apple e Big Techs americanas

24 July 2026 at 23:23

Em sua rede social (a Truth Social), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que investigará as multas cobradas pela União Europeia contra empresas de tecnologia americanas (como a Apple, a Amazon, o Google e a Meta) acusadas pelo bloco de terem violado a Lei dos Mercados Digitais (Digital Markets Act, ou DMA).

Na declaração, Trump prometeu reverter as penalidades financeiras aplicadas às empresas estadunidenses sancionando tarifas contra a UE. Ele também aproveitou a oportunidade para alfinetar o ex-presidente do país, Joe Biden:

A União Europeia atacou de novo e, como de costume, mirou diretamente nas GRANDES empresas americanas! Depois de multar a Apple, sem motivo aparente, em US$15 bilhões, a Meta em US$3 bilhões, a Amazon em US$2,5 bilhões, e muitas outras, nós acabamos de ser informados que o Google, um grupo fantástico e realmente avançado, acabou de receber outra multa de US$1 bilhão, sem explicação. Isso leva o total do Google para mais de US$18 bilhões!

Essa prática ilegal e altamente discriminatória começou nesses níveis elevados durante o primeiro ano da administração do dorminhoco Joe Biden, mas não continuará durante a administração Trump.

Os Estados Unidos da América não são um “COFRINHO” da Europa, e nós não vamos permitir que sejam!

Que esta VERDADE sirva para representar que vamos iniciar imediatamente uma investigação da Seção 301 1Lei americana de comércio que investiga práticas tributárias ou sanções injustas de outros países contra os EUA. sobre essa prática de “ROUBAR” empresas americanas e, por consequência, o contribuinte americano.

A União Europeia vai pagar caro por essa conduta ilegal e altamente antiética, sobre a qual venho alertando-os de maneira consistente. As penalidades serão inteiramente revertidas e, como esperamos, TARIFAS substanciais serão aplicadas contra eles assim que possível. Fiquem ligados!

Presidente DONALD J. TRUMP

Não é a primeira vez que o mandatário dos EUA critica a maneira como a UE penaliza as empresas americanas: em 2025, ainda recém-empossado, ele não apenas criticou essas práticas, como alegou que as multas eram, na verdade, pretextos para uma retaliação tributária e “injusta”.

Vale lembrar que o segundo mandato de Trump foi endossado de maneira reputacional e monetária por praticamente todas as empresas citadas na declaração — especialmente o CEO 2Chief executive officer, ou diretor executivo. da Apple, Tim Cook, que ajudou a financiar a cerimônia de inauguração do seu governo.

via MacRumors

Notas de rodapé

  • 1
    Lei americana de comércio que investiga práticas tributárias ou sanções injustas de outros países contra os EUA.
  • 2
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

Novas tarifas sobre importações nos EUA poderão afetar produção de iPhones

24 July 2026 at 18:25

O governo dos Estados Unidos aplicou uma tarifa de 10% para importações de cerca de 60 países, incluindo alguns dos territórios onde os produtos da Apple são montados.

Resultado de uma investigação conduzida pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (United States Trade Representative, ou USTR) sobre o possível uso de trabalho forçado na produção de bens, as novas medidas tributárias entram em vigor hoje, substituindo a tarifa geral de 10% sobre importações imposta pela administração de Donald Trump, que deixou de valer após decisão da Suprema Corte americana.

O memorando publicado pela Casa Branca prevê algumas exceções à aplicabilidade do imposto, isentando itens que causam impactos econômicos generalizados caso sejam tarifados, além de produtos que não possam ser produzidos em quantidade suficiente ou a preços competitivos nos EUA — o que hipoteticamente poderia ser uma brecha para a Apple, que poderia argumentar não ter capacidade de realocar a sua cadeia de suprimentos para o território americano sem comprometer os preços praticados.

O documento ainda prevê isenção das tarifas para produtos em que a medida não contribui de forma significativa para eliminar as práticas que motivaram sua elaboração.

É difícil afirmar com precisão como isso impactará os produtos da Apple, mas no âmbito das empresas impactadas pela medida, estão as operações da Foxconn, uma das principais parceiras da Maçã na montagem dos seus produtos. A empresa, vale lembrar, foi denunciada em 2025 por apresentar más condições de trabalho aos seus empregados durante a produção do iPhone 17, acarretando investigações das denúncias por parte da própria Apple.

Por tudo isso, é razoável afirmar que as isenções não deverão se aplicar aos produtos da Apple de imediato — e o CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. da empresa, Tim Cook, poderá ter que entrar em campo novamente para negociar novos termos com o presidente Trump, antes mesmo de deixar o cargo para John Ternus.

via AppleInsider

Notas de rodapé

  • 1
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

Apple Watch ajuda a salvar homem diagnosticado com embolia pulmonar

23 July 2026 at 23:40

Após um relato da própria Apple envolvendo um salvamento de um acidente graças ao Watch, veio à tona mais um caso em que o relógio ajudou a detectar uma doença antes que algo de mais grave pudesse acontecer.

O relato da vez vem de Mohammad Islam, morador de Ohio (nos Estados Unidos). Ele afirmou à imprensa local que tudo começou num dia qualquer, quando ele sentiu dores, problemas estomacais, falta de ar e dificuldade para caminhar.

Sozinho, ele quase morreu enquanto levava o lixo para fora.

Assim que me virei, simplesmente desmaiei. Perdi a consciência e não lembro de mais nada depois disso.

Islam, que conseguiu se apoiar em uma cadeira e se sentar, logo ouviu barulhos de sirenes. Eram socorristas, que haviam sido chamados automaticamente pelo Apple Watch assim que o relógio detectou a queda resultante do desmaio.

Durante atendimento médico, ele foi diagnosticado com coágulos sanguíneos nos pulmões, condição também conhecida como embolia pulmonar. Ele poderia não ter sobrevivido caso o socorro não tivesse chegado a tempo.

O homem ainda não sabe ao certo o que causou a complicação médica, mas agradece às filhas por terem lhe dado de presente o Apple Watch que ajudou a salvar sua vida.

Apple Watch Ultra 3

Cores: natural ou preto
Pulseiras: loop Alpina, loop Trail, Oceano ou estilo milanês de titânio
R$ 7.850,50
R$ 10.499,00

Apple Watch Series 11

Material: alumínio ou titânio
Cores: cinza-espacial, prateado, ouro rosa, preto brilhante, natural, dourado ou ardósia
Tamanho: 42mm ou 46mm
Conectividade: GPS ou GPS + Cellular
Pulseiras: esportiva ou estilo milanês
R$ 4.599,00
R$ 5.499,00

Apple Watch SE 3

Cores: meia-noite ou estelar
Tamanhos: 40mm ou 44mm
Conectividade: GPS ou GPS + Cellular
Pulseira: esportiva
R$ 2.444,43
R$ 3.299,00

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Apple não consegue anular indenização e pagará US$634 milhões à Masimo

22 July 2026 at 02:30

Ao que tudo indica, a disputa judicial entre a Apple e a Masimo nos Estados Unidos está prestes a ter um desfecho — e ele será bem menos amargo para a Maçã do que a fabricante de tecnologias médicas pretendia inicialmente com o processo.

Segundo uma reportagem do Law360, o juiz federal James V. Selna negou um recurso da Apple que pretendia anular a decisão anterior do júri sobre o caso ou, alternativamente, realizar um novo julgamento.

Para conseguir a anulação, a Apple argumentava que o júri interpretou errado o termo “patient monitor”, presente na patente da Masimo, e que o Apple Watch não deveria ser enquadrado nessa definição protegida pela patente.

O juiz, porém, entendeu que não havia motivo para derrubar a conclusão do júri e manteve a decisão que obrigará a Apple a pagar US$634 milhões em indenização à Danaher, atual proprietária da Masimo.

O desfecho mais recente representa uma derrota para a Apple, uma vez que, teoricamente, a empresa não pode mais recorrer da decisão — veremos, porém, se a companhia conseguirá encontrar uma brecha para contornar isso.

A Maçã, vale recordar, conseguiu contornar a proibição de vender Apple Watches com oxímetro nos EUA modificando o recurso via software, bem como venceu outras tentativas da Masimo de gerar uma nova proibição.

via AppleInsider

Apple poderá lançar programa de assinatura de iPhones, iPads, Macs e Apple Watches em breve

21 July 2026 at 17:12

De acordo com informações da Bloomberg, a Apple lançará na próxima semana o “Apple Upgrade”, um serviço de assinatura que incluirá iPhones, iPads, Macs e até mesmo Apple Watches.

Desenvolvida em parceria com a empresa financeira Klarna Group Plc, a iniciativa será disponibilizada primeiro apenas nos Estados Unidos — tanto em lojas físicas da Maçã quanto na Apple Store Online.

Assim como outros programas do tipo, o “Apple Upgrade” permitirá que os usuários quitem o dispositivo antecipadamente durante o contrato, façam um upgrade para um modelo mais recente antes do fim da assinatura ou fiquem com o aparelho ao final do período de locação. Ainda segundo as informações, é possível que taxas adicionais sejam cobradas em casos específicos.

Mais precisamente, aluguéis de iPhones e Apple Watches terão uma duração de 24 meses, enquanto Macs e iPads poderão ser usados por 36 meses. Sujeito a uma análise de crédito antes da contratação do serviço, o usuário sempre poderá devolver o seu aparelho ao final do período de locação.

A Bloomberg disse ainda que o plano da Maçã é divulgar o “Apple Upgrade” como uma forma de realizar pagamentos menores do que os oferecidos por programas de financiamento tradicionais. Além disso, ela estaria se preparando para descontinuar o iPhone Upgrade Program e a modalidade de financiamento tradicional para abrir espaço para a nova oferta.

Ao contrário do iPhone Upgrade Program, no entanto, o “Apple Upgrade” não incluirá o AppleCare; dispositivos de entrada — como o Apple Watch SE 3, o iPad (A16 Bionic), o iPhone 16 e o MacBook Neo — não estarão disponíveis no novo programa; por fim, usuários corporativos e estudantes também ficarão de fora da brincadeira.

Rumorado há alguns anos — e supostamente cancelado internamente pela companhia no final de 2024 — o “Apple Upgrade” chegará pouco tempo depois de a Apple aumentar os preços de vários de seus produtos em decorrência da crise de DRAM 1Dynamic random access memory, ou memória dinâmica de acesso aleatório., provocada pela alta demanda por chips de memória no mercado de inteligência artificial.

Notas de rodapé

  • 1
    Dynamic random access memory, ou memória dinâmica de acesso aleatório.

O aviso de “armazenamento quase cheio” é o melhor vendedor da Apple — e a conta chega todo mês

18 July 2026 at 14:30

“O armazenamento do iCloud está quase cheio”. Se você usa iPhone, aposto que leu essa frase nesta semana. Talvez hoje. Ela aparece nos Ajustes, aparece por notificação, aparece quando o backup falha de madrugada… e não desiste nunca. Não é um bug. É, possivelmente, o vendedor mais eficiente que a Apple já contratou.

Nas últimas semanas, escrevi aqui duas matérias medindo produtos da Apple numa moeda que todo mundo entende na pele: horas de trabalho. Vimos quanto custa um Mac depois dos aumentos e quanto custou cada geração de iPhone desde 2007. Mas hardware você paga uma vez e o assunto morre; assinatura, não. Assinatura é um pedágio silencioso: poucos reais por mês, para sempre. E ninguém de fato se dá ao trabalho de fazer essa conta — então eu resolvi fazer.

Os mesmos 5GB desde 2011

Antes dos números, um pouco de contexto. Quando o iCloud nasceu, em outubro de 2011, a Apple deu 5GB gratuitos para cada conta. Era a época do iPhone 4s, de câmera de 8 megapixels e fotos de uns 2,5MB cada. Dava para viver um bom tempo dentro daquele limite.

Quase 15 anos depois, os 5GB continuam exatamente os mesmos. Só que o mundo ao redor deles mudou de tamanho: o iPhone 17 tira fotos de 48MP, grava 4K a 60 quadros — cerca de 400MB por minuto — e sai de fábrica com 256GB. Ou seja, a Apple vende um aparelho com 256GB e dá uma nuvem que corresponde a 2% disso. Um backup básico, sozinho, já não cabe. A caixa ficou pequena de propósito ou só ficou pequena? Guarde essa pergunta.

Quem não aguenta o aviso assina o iCloud+. No Brasil, depois do reajuste de até 33% em 2025, as mensalidades saem por R$5,90 (50GB), R$19,90 (200GB), R$66,90 (2TB) e vão até R$399,90 (12TB).

A conta em horas, plano a plano

A régua é a mesma das matérias anteriores: salário mínimo por hora no Brasil (R$8,50), nos Estados Unidos (piso federal de US$7,25), no Canadá (C$17,60, em Ontário) e em Portugal (5,31€). Cada célula mostra quanto tempo de trabalho um mês de assinatura consome.

PlanoBrasilEUACanadáPortugal
iCloud+ de 50GB42min8min4min11min
iCloud+ de 200GB2h20min25min14min34min
iCloud+ de 2TB7h52min1h23min44min1h53min
iCloud+ de 12TB47h8h16min4h33min11h18min
Preços oficiais da Apple em julho de 2026, sempre no plano mensal.

À primeira vista, parece barato — e é justamente assim que uma assinatura funciona. O plano de 50GB custa 42 minutos de trabalho por mês. Quem reclamaria? Mas suba na tabela: o plano de 2TB, o mais comum para quem tem família ou anos de fotos acumuladas, consome quase um dia inteiro de trabalho por mês de um brasileiro de salário mínimo. O mesmo plano custa 44 minutos para um canadense. E o de 12TB beira o surreal: 47 horas mensais — mais de uma semana de expediente, todo mês, só para guardar arquivos.

Vale a comparação com o hardware: nas matérias anteriores, o brasileiro trabalhava de 8 a 12 vezes mais que o americano pelo mesmo iPhone ou iPad. Nos serviços, a distância é menor — cerca de 6 vezes no plano de 2TB —, mas segue aí, firme e forte. Contra o Canadá, a proporção volta às mesmas 10 vezes de sempre. E Portugal repete o papel de meio-termo que já apareceu na conta do hardware: 1h53min pelos mesmos 2TB, 4x menos esforço que o brasileiro — confortável perto de nós, longe do sossego canadense.

O pedágio que nunca acaba

Agora, o detalhe que muda tudo: essa conta não fecha nunca. O iPad de 706 horas dói uma vez; o iCloud cobra todo mês, até o fim dos tempos — ou das suas fotos, o que vier primeiro.

Um ano de iCloud+ de 2TB custa R$802,80 — 94 horas de trabalho, meio mês de expediente por ano. Em 10 anos, são mais de 900 horas: território de iPhone 17, que calculei em 1.006 horas na matéria anterior. Ou seja, guardar as fotos por uma década custa quase o mesmo esforço que comprar o telefone que as tirou.

E tem o degrau seguinte, claro. O Apple One Individual (R$42,90) leva 5 horas mensais de trabalho; o Premium (R$99,90), quase 12 horas — cerca de 140 horas por ano, ¾ de um mês de trabalho anual em assinatura. No fim das contas, o brasileiro de salário mínimo que assina o pacote completo da Apple dedica praticamente um mês do ano só para manter os serviços da Maçã rodando.

Por que a caixa não cresce

Aqui entra o olhar de produto, área em que trabalho há mais de 20 anos. Aquele aviso de armazenamento não é um acidente de percurso: é um funil de conversão dos bons! Ele aparece no momento de maior dor (backup falhou, foto não salvou), oferece a solução a um toque de distância e custa “só” R$5,90. Nenhum vendedor de loja chega perto dessa taxa de conversão.

E o incentivo para manter os 5GB congelados é gigante. Os serviços renderam à Apple US$109,2 bilhões no ano fiscal de 2025, com margem bruta de 75% — o dobro da margem do hardware. Cada pessoa que cede ao aviso vira receita recorrente, previsível e baratíssima de servir. Se os 5GB gratuitos virassem 50GB amanhã, quantos milhões de assinaturas de entrada evaporariam? A Apple sabe a resposta melhor do que ninguém. Tanto que Google (15GB) e Microsoft (5GB, mas com Office no pacote) jogam jogos parecidos — a Apple só joga com a caixa mais apertada do mercado.

Sejamos justos num ponto: nuvem custa dinheiro de verdade (data center, energia, redundância) e o iCloud+ entrega junto recursos como o Retransmissão Privada (Private Relay) e o Ocultar Meu E-mail (Hide My Email). Não é um produto ruim; eu mesmo assino e não pretendo cancelar. O problema não é o plano pago existir, é a versão gratuita ter sido desenhada para não ser suficiente — em 2011, ela era.

No fim, é uma escolha de modelo de negócio — e das mais bem executadas. Só acho saudável que a gente a chame pelo nome. Quando o aviso aparecer de novo aí no seu iPhone — e ele vai aparecer —, lembre que aqueles 42 minutos de trabalho por mês não foram um acaso: foram desenhados, testados e otimizados para esse exato momento. A Apple não vende mais só o telefone. Vende o lugar onde a sua vida digital mora — e cobra o aluguel em dia.

Apple e DOJ estariam avaliando acordo para encerrar caso antitruste nos EUA

17 July 2026 at 19:14

Já há pouco mais de dois anos, a Apple e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (Department of Justice, ou DOJ) estão brigando na Justiça devido à suposta conduta anticompetitiva da empresa no país.

Nesta semana, inclusive, a Maçã obteve uma pequena vitória ao conseguir a aprovação para solicitar arquivos de órgãos federais que poderiam ajudá-la nessa batalha — mas, conforme novas informações do jornalista Mark Gurman (da Bloomberg), pode ser que ambas as partes cheguem a um acordo antes mesmo de um julgamento acontecer.

Ele afirma que as discussões “estão em andamento”, mas que não há garantia de que as duas partes chegarão a um acordo. Segundo a reportagem, a Apple fez várias ofertas ao DOJ neste ano para encerrar o processo.

Vale lembrar que o órgão moveu a ação em conjunto com um grupo bipartidário de 19 estados e o Distrito de Columbia. Ainda não se sabe, porém, se os procuradores-gerais estaduais estão participando das negociações de acordo — fato é que as negociações entre a Apple e o DOJ podem terminar sem que um entendimento seja alcançado.

Isso porque, sob a gestão de Donald Trump, o DOJ tem buscado acordos em diversos processos antitruste iniciados pela administração anterior. O procurador-geral adjunto dos EUA, Stanley Woodward, responsável pela supervisão das atividades antitruste do órgão, tem defendido acordos, considerando-os uma “forma de economizar o dinheiro dos contribuintes e proporcionar benefícios mais imediatos aos consumidores do que litígios que podem durar anos”.

O que a Apple já fez

As principais alegações do DOJ giram em torno do bloqueio, pela Apple, de “superaplicativos” (apps que incluem miniaplicativos, como o WeChat na China), além de desfavorecer apps de mensagens, de streaming na nuvem e carteiras digitais rivais, bem como dificultar a concorrência no mercado de smartwatches.

A Apple já abordou grande parte das queixas, passando a oferecer um programa de miniaplicativos para desenvolvedores, abrindo seu aplicativo Mensagens (Messages) para o sistema RCS 1Rich communications service, ou serviço de comunicação rico., bem como permitindo aplicativos de streaming na nuvem e liberando o chip NFC 2Near field communication, ou comunicação por campo de proximidade. de pagamento do iPhone para aplicativos de terceiros.

Resta-nos, agora, continuar acompanhando os próximos capítulos dessa saga.

Notas de rodapé

  • 1
    Rich communications service, ou serviço de comunicação rico.
  • 2
    Near field communication, ou comunicação por campo de proximidade.

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