Anunciado na semana passada, o HomePod mini 2 traz algumas novidades bastante interessantes, como o suporte à Siri AI e um processador atualizado. Ainda assim, como ele se parece bastante com o seu antecessor (principalmente em termos de design), é possível que algumas pessoas ainda estejam confusas quanto às melhorias promovidas pela Apple.
Se você é uma delas, saiba que está no artigo certo! A seguir, vamos passar por todas as diferenças entre o HomePod mini de primeira geração e o HomePod mini 2 — assim, você poderá decidir qual dos dois modelos comprar ou se vale a pena trocar o seu.
Design e dimensões
Aqui você vai encontrar mais semelhanças do que diferenças entre as duas gerações da caixa de som inteligente, que contam com o mesmo visual geral, introduzido em 2020, com novas cores adicionadas em 2021 e posteriormente em 2024.
Divulgação/Apple
Com um corpo esférico envolto por uma malha colorida, ambos os modelos têm 84,33mm de altura e 97,9mm de largura, com diferença apenas no peso, menor no HomePod mini 2: 335g (ante os 345g do modelo de primeira geração).
Como dito, as cores do HomePod mini de primeira geração já foram atualizadas algumas vezes, e o modelo chegou a ser vendido nas opções branca, amarela, laranja, azul e meia-noite. O HomePod mini 2, por sua vez, pode ser adquirido nas cores branca, rosa, verde, azul e meia-noite.
Ambos os modelos seguem vindo com uma superfície circular retroiluminada com botões de “+” e “-” para ajuste rápido de volume.
A Apple disponibilizará o recurso Brilho do Som (Sound Glow), que faz essa superfície pulsar e brilhar em tempo real de acordo com a música que está tocando, para todos os modelos do HomePod mini e para o HomePod de segunda geração.
Divulgação/Apple
Tecnologia de áudio
Nesse quesito temos algumas mudanças bem curiosas de uma geração para a outra, embora pouco tenha mudado do ponto de vista de hardware.
O que ambos os modelos têm:
Driver de alcance completo e dois radiadores passivos para graves profundos e frequências altas nítidas;
Guia de onda acústica personalizada para um campo sonoro de 360º;
Tecido acusticamente transparente;
Áudio computacional para ajustes em tempo real;
Reconhecimento de Som para alarmes de fumaça e monóxido de carbono;
Áudio multiambiente com AirPlay;
Compatibilidade com setups de áudio estéreo.
O que apenas o HomePod mini 2 tem:
Compatibilidade com som surround quando emparelhado a uma Apple TV 4K;
Pode ser usado como caixa de som para Macs;
Chip S10.
Divulgação/Apple
Em termos de hardware de áudio, o HomePod mini de primeira geração leva vantagem em apenas um item: o número de microfones. Enquanto o modelo mais antigo vem com quatro microfones embutidos “para Siri em distâncias grandes”, o HomePod mini 2 vem com “apenas” três.
É possível, no entanto, que a Apple esteja compensando a ausência de um microfone no novo modelo com as novas capacidades de software viabilizadas pelo chip S10, bem mais moderno do que o S5 do HomePod mini de primeira geração.
Fontes e controles de áudio
Aqui, nada mudou. Ambos os modelos podem reproduzir áudio das seguintes fontes:
Apple Music;
Compras do iTunes;
Biblioteca de Música do iCloud com uma assinatura do Apple Music ou do iTunes Match;
Serviços de música de terceiros;
Estações do Apple Music Radio ou episódios sob demanda;
Estações de rádio do TuneIn, do iHeartRadio ou do Audacy;
Apple Podcasts;
Resumos de notícias;
AirPlay (iPhone, iPad, iPod touch, Apple TV 4K ou Mac).
Também é possível controlar a reprodução ao:
Tocar uma vez na parte superior para reproduzir/pausar;
Tocar duas vezes seguidas para pular;
Tocar três vezes seguidas para voltar;
Tocar e segurar para invocar a Siri;
Tocar nos botões de “+” e “-” para aumentar ou diminuir o volume.
O HomePod mini 2 vence com facilidade nesse quesito: é o único compatível com a versão “turbinada” da assistente virtual da Apple, a Siri AI.
De acordo com a Apple, além de ajudar em tarefas mais simples como enviar mensagens, controlar a reprodução e configurar lembretes, a Siri AI também pode conversar mais naturalmente, responder dúvidas sobre o mundo real com base em buscas na web e recomendar músicas de maneira mais precisa. Ela ainda leva mais o contexto em conta e processa a maioria das solicitações no próprio dispositivo.
O HomePod mini de primeira geração segue com a versão antiga da Siri, capaz de lidar com comandos mais básicos.
Conectividade e sensores
Tanto o HomePod mini de primeira geração quanto o HomePod mini 2 são compatíveis com descoberta ponto a ponto, para acesso fácil de convidados, e com redes Thread, além de contarem com um chip de banda ultralarga para recursos que dependem da proximidade de outros aparelhos, como iPhones.
Divulgação/Apple
Já o modelo mais antigo tem Wi-Fi 4 (802.11n) e Bluetooth 5, enquanto a nova versão conta com Wi-Fi 6E (802.11ax) e Bluetooth 6. Ambos os modelos vêm com sensores de temperatura e umidade.
Preço e disponibilidade
Já disponível em pré-venda, o HomePod mini 2 será lançado em 30 de outubro por US$150 (US$20 a mais do que o modelo anterior) nos Estados Unidos e em outros países selecionados.
Assim como seu antecessor, o novo HomePod mini também segue sem uma previsão de lançamento no Brasil ou em Portugal — quem sabe isso mude com o lançamento dos sistemas 27.2 e com a chegada da Siri AI em português.
Divulgação/Apple
Ambos os HomePods mini vêm com um cabo USB-C e um adaptador bivolt de 20W na caixa, além da documentação regulamentar, é claro.
NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada a mais pelos produtos/serviços ao usar os nossos links de afiliado.
A Amazon lançou no Brasil uma oferta de quatro meses grátis para novos usuários do Amazon Music Unlimited, seu serviço de streaming musical completo que oferece acesso a mais de 100 milhões de músicas em alta qualidade, offline e sem anúncios.
Com o Music Unlimited, você tem acesso a milhões de faixas em qualidade Ultra HD e em Áudio Espacial com Dolby Atmos, além de poder desfrutar de uma integração perfeita com dispositivos e plataformas da Amazon (como a Alexa, os alto-falantes Echo e o Fire TV).
Mas ele também se integra a dispositivos e plataformas de terceiros (inclusive com os da Apple), como tablets, computadores, smart TVs e alto-falantes inteligentes (para além dos da Amazon), com direito a sincronização entre dispositivos e opção para ouvir offline.
Com algoritmos avançados que aprendem o gosto musical do usuário para sugerir playlists, artistas, músicas e estações de rádio temáticas, o serviço conta ainda com um catálogo enorme de podcasts sem custo adicional — ideal para quem não quer usar dois apps!
O Unlimited também tem letras sincronizadas em tempo real, além de conteúdos e experiências especiais para assinantes (como acesso a lançamentos antecipados, conteúdos exclusivos de artistas parceiros e shows/eventos transmitidos ao vivo pela plataforma).
O Amazon Music Unlimited não requer uma assinatura Prime (embora assinantes tenham desconto) e pode ser contratado com opções de assinaturas Individual (R$25,90/mês), Familiar (até seis contas, por R$44,90/mês) e para um dispositivo Echo ou Fire TV (R$13,90/mês).
NOTA DE TRANSPARÊNCIA: Este é um artigo fruto de um acordo comercial com um anunciante, que não influenciou a nossa opinião. O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos comprando pelos nossos links de afiliado.
Aplicativos que utilizam uma premissa simples e a transformam em uma experiência interessante são, particularmente, meus favoritos. Exemplo disso é o Farwave, um app para iPhone e iPad desenvolvido pelo brasileiro Fernando Bunn que permite encontrar estações de rádio de todo o mundo girando um globo 3D até uma determinada região e tocando em uma estação.
A interação baseia-se na localização geográfica, e não em pesquisas por texto. Ou seja, os usuários giram o globo, selecionam uma região e tocam em uma estação, tudo pela mesma interface.
Divulgação/Farwave
Há, ainda, um botão chamado “Take me anywhere” (“Leve-me a qualquer lugar”, em tradução direta) que seleciona uma opção aleatória para ouvintes que não querem procurar um local específico; além disso, o aplicativo salva o histórico de reprodução para que as pessoas possam retornar a uma estação mais tarde.
Além do rádio, o app também organiza podcasts e músicas utilizando a mesma metáfora do globo. Diferentemente das estações de rádio, assinantes Pro podem pesquisar programas ou adicionar manualmente um feed RSS. O aplicativo também oferece suporte a filas de reprodução, velocidade de reprodução ajustável e downloads para ouvir offline.
Assinantes do plano Pro também podem importar seus próprios arquivos de áudio de um computador ou do aplicativo Arquivos. Cada artista aparece como um “sinal” próprio, e as faixas importadas permanecem no dispositivo para reprodução offline.
O fim de ano já está batendo à porta, o que significa que logo veremos nossas redes sociais serem inundadas por retrospectivas de serviços de streaming como o Spotify, que anunciou hoje uma novidade que deverá agradar pais e responsáveis com crianças pequenas em casa.
Mais precisamente, a plataforma sueca começou a liberar uma nova opção nos seus ajustes que, quando ativada, impede que músicas infantis, cantigas de ninar e outras canções tradicionalmente associadas aos pequenos apareçam no Wrapped, a famosa retrospectiva de final de ano do Spotify.
Disponível tanto para usuários gratuitos quanto para assinantes do Premium, a novidade afeta o algoritmo de recomendação do serviço como um todo, o que significa que essas músicas também deixarão de aparecer em playlists como “Descobertas da Semana” e “Daily Mix”, só para citar alguns exemplos.
Ainda segundo as informações, esse ajuste também funciona retroativamente, o que significa que músicas infantis reproduzidas antes da sua ativação também serão ignoradas pelo serviço de streaming.
Fazendo isso, você elimina rapidamente a influência de músicas infantis e familiares nas suas recomendações, mantendo o foco no seu gosto musical. Assim, você pode tocar músicas infantis quando seus filhos estiverem por perto, como em uma viagem de carro ou na hora de dormir, sem deixar que essas músicas influenciem o que você ouvirá em seguida.
Para crianças e adolescentes que desejam conferir suas próprias retrospectivas, o Spotify oferece as chamadas Managed accounts, as quais foram expandidas recentemente e dão aos pais/responsáveis controle sobre a experiência de seus filhos na plataforma. Disponíveis em 16 países (incluindo Brasil e Portugal), essas contas podem ser configuradas por usuários com qualquer tipo de assinatura.
Para ativar o ajuste supracitado, basta abrir o app do Spotify, tocar na sua foto de perfil e selecionar “Configurações e Privacidade”. Feito isso, vá até “Conteúdo e tela” e, depois, desative o ajuste “Include kids and family music in taste profile” (algo como “Inclua músicas infantis e familiares no perfil de gosto”).
Divulgação/Spotify
De acordo com o Spotify, as alterações podem levar até 48 horas para serem refletidas em suas recomendações. Também é possível que a novidade demore um pouco para aparecer para todos.
En lo alto de un antiguo almacén de granos, en un asentamiento de la élite local yampara, los arqueólogos Sonia Alconini y Walter Sánchez-Canedo han sacado a la luz un hallazgo excepcional: un conjunto de seis campanas de cobre dobladas en forma piramidal, depositadas como ofrenda ritual hace más de cinco siglos, durante la expansión […]
Embora tenham perdido muito espaço com os CDs e posteriormente com as músicas digitais e o streaming, os vinis ainda são bastante apreciados por colecionadores mundo afora — e eu diria até mesmo que se tornaram a mídia física mais relevante culturalmente falando.
O Record Picker é um app projetado justamente pra quem ainda curte manter sua coleção de discos físicos. Ele conta com recursos alimentados por inteligência artificial para ajudar os usuários a decidir o que e quando ouvir, com base em métricas como humor, data, etc.
Entre os modos mais interessantes de escolha de um álbum estão o Random (que sorteia um disco aleatoriamente, mas pode dar mais peso para os menos ouvidos) e o Mood (que permite descrever seu estado no momento para que o app escolha um entre a coleção do usuário).
Também há um recurso chamado “Disco do dia”, que permite relacionar a coleção do usuário a notícias musicais, aniversários de lançamento, shows próximos e a discos relançados em determinada data — o que permite ao app sugerir um disco por dia com um contexto especial.
Apesar do foco em vinis, o app também permite cadastrar CDs (inclusive por código de barras, com dados do MusicBrainz e do Discogs), bem como cria gráficos detalhados que relacionam obras, gravações, artistas e edições para facilitar (e muito) a descoberta de informações.
Com versões para iPhone, iPad, Apple Watch e Mac (que funciona como uma central para a coleção), o app usa os modelos da Apple Intelligence para fornecer seus recursos inteligentes, tudo no próprio dispositivo — sem conta ou qualquer anúncio/rastreamento.
O Record Picker permite armazenar até 100 discos gratuitamente. Para uma biblioteca maior, é necessário adquirir o app por uma compra única de R$60. Até o dia 22 de agosto, está rolando um desafio para quem quiser adquirir o software gratuitamente.
A JBLlançou hoje no Brasil os Endurance Pace. Apresentados no início deste ano, eles são uma opção interessante para quem pratica algum esporte ou exercícios físicos, e contam com recursos projetados especialmente para esse tipo de atividade.
Um dos maiores diferenciais desse produto é a tecnologia OpenSound, capaz de entregar áudio de grande qualidade sem bloquear o canal auditivo — num formato que é indicado para quem não curte fones de ouvido do tipo intra-auricular.
O driver dinâmico sensível de 18x11mm oferece agudos nítidos e cristalinos, médios encorpados e ricos, com um algoritmo de reforço de graves adaptativo. Devido ao formato e à tecnologia, o som direcional é reproduzido com o mínimo de vazamento, mantendo os fones encaixados por fora e confortáveis durante o uso.
Com uma armação leve (de metal com memória de titânio), que mantém os fones confortáveis durante o dia, o produto também conta com classificação IP68 e pode ser submerso em água doce por até 30 minutos, a mais de um metro de profundidade.
Os fones também possuem captação sonora avançada (graças aos seus dois microfones com tecnologia beamforming), bem como uma bateria com autonomia de até 10 horas e capaz de prover até 4 horas de uso com uma carga de 10 minutos.
A cada atualização anual do macOS, uma escolha da Apple em particular gera quase tanta curiosidade quanto as mudanças e os novos recursos do seu sistema operacional: o nome que acompanhará o update.
Hoje, faremos uma breve recapitulação das principais escolhas da Maçã sobre os nomes de cada versão do sistema operacional dos seus computadores, passando por décadas de codinomes felinos e, mais recentemente, paisagens californianas.
As (várias) mudanças do passado
Antes disso — no período do Mac OS Classic, que abrange os sistemas dos Macintoshes lançados entre 1984 e 2001 —, os nomes dos sistemas da Apple eram usados quase exclusivamente de forma interna. Publicamente, as versões recebiam denominações bastante protocolares, mas, nos bastidores, praticamente todas carregavam codinomes.
O System 6, por exemplo, teve versões conhecidas internamente como Antares (6.04), Big Deal (6.05), SixPack (6.06) e Terminator (6.08). Já o System 7 passou por uma verdadeira coleção de nomes, incluindo Blue, Beta Cheese, Cube-E, I Tripoli, Jirocho, Mozart, Capone, Danook, Thag e Marconi, entre outros. Também houve casos específicos, como Road Warrior, utilizado nos primeiros PowerBooks, além de Unity, Buster, Son of Buster, Harmony e Ides of Buster, empregados em versões posteriores do sistema.
A partir do Mac OS 8, os nomes foram predominantemente relacionados à teoria musical — é o caso do codinome Tempo no Mac OS 8, Allegro no Mac OS 8.5 e Sonata no Mac OS 8.7 (versão de desenvolvimento do que viria a ser o Mac OS 9). As exceções são o Mac OS 8.1 (intitulado Bride of Buster) e o Mac OS 8.6 (Veronica).
Essa só se tornou uma tradição marqueteira a partir do Mac OS X 10.2, quando Steve Jobs apresentou a nova versão do sistema operacional como Mac OS X Jaguar, levando um codinome ao público pela primeira vez — antes do Jaguar, a Apple utilizou os codinomes Kodiak para a versão beta, Cheetah para a 10.0 e Puma para a 10.1 —, inaugurando a era de nomes de grandes felinos.
Os animais ditaram os sistemas dos Macs por cerca de dez anos (de 2002 até 2012): foi o caso do Mac OS X 10.3 Panther, Mac OS X 10.4 Tiger, Mac OS X 10.5 Leopard, Mac OS X 10.6 Snow Leopard, Mac OS X 10.7 Lion e, por fim, OS X Mountain Lion 10.8 — que abandonou (temporariamente) o prefixo “Mac”.
OS X Mavericks 10.9: a alteração de rota rumo à Califórnia
A partir da décima versão do macOS (então OS X), a Apple adotou publicamente nomes com as regiões da Califórnia, tendência que segue em vigor até os dias de hoje.
A troca, aliás, andou em paralelo a uma mudança paradigmática do sistema: foi somente com o OS X Mavericks 10.9 que a Maçã deixou de cobrar pela atualização dos seus sistemas operacionais, permitindo que os seus usuários, a partir do Snow Leopard (na compilação 10.6.8), atualizassem as suas máquinas sem custos adicionais — uma realidade que permanece até os dias de hoje.
O primeiro destino geográfico escolhido pela Apple remete a uma região litorânea conhecida pelas altas ondas, propícias para a cena local do surfe. O papel de parede do OS X 10.9 dava destaque à curvatura de uma grande onda em tons de azul e turquesa, com clara inspiração na localização que deu nome ao update.
Em matéria de software, o OS X Mavericks ficou marcado pelo aprimoramento na gestão de performance, bateria e memória, aproveitando melhor o hardware dos computadores da Apple. Quanto aos recursos, o sistema trouxe os links compartilhados no Safari, respostas embutidas em notificações, abas e tags no Finder, melhor suporte ao uso de múltiplos monitores, além da introdução de novos aplicativos, como o Mapas e iBooks.
OS X Yosemite 10.10
Pouco mais de quatro horas adiante (ou 314km, para ser mais exato), encontramos o Parque Nacional de Yosemite. A área já era considerada tão importante para a preservação ambiental que Abraham Lincoln autorizou sua proteção e uso público em 1864, anos antes da criação de Yellowstone, reconhecido como o primeiro parque nacional do mundo. Outro grande entusiasta de Yosemite foi Theodore Roosevelt, que ajudou a consolidar a sua importância dentro do sistema de parques americanos.
Um dos maiores símbolos do parque — e também o destaque do wallpaper oficial do sistema — é o Half Dome, um monólito de granito com impressionantes 2.696 metros de altitude. Localizada no coração de Yosemite, a formação foi considerada inescalável por alguns geólogos do século XIX, até que George G. Anderson realizou a façanha em 1875, escalando-a descalço. Muito possivelmente, a foto usada pela Apple foi registrada com uma lente teleobjetiva nas proximidades da Ahwahnee Meadow.
O OS X Yosemite 10.10 foi um marco importante na trajetória do macOS. Muito lembrado pelas mudanças de design na interface — com elementos translúcidos e ícones de formas planas que definiriam a identidade visual do sistema por várias gerações —, ele também deixou como legado a introdução dos recursos de Continuidade (Continuity) entre o OS X e o iOS.
Inicialmente, a novidade englobava apenas o AirDrop, as chamadas telefônicas, o app Mensagens, o Handoff e o Instant Hotspot. Ainda assim, ela inaugurou um nível de interoperabilidade que ajudou a redefinir a forma como o mercado de tecnologia passou a enxergar ecossistemas compostos por diferentes produtos de uma mesma marca.
OS X El Capitan 10.11
A apenas 20 minutos de distância do Ahwahnee Meadow, a próxima parada do Mac é outra atração turística presente dentro do Parque Nacional de Yosemite: o El Capitan é um monólito de granito de quase 900 metros que se ergue acima do vale do parque.
O papel de parede provavelmente foi fotografado a partir do mirante Tunnel View, de onde é possível avistar o El Capitan à esquerda do vale. Ao fundo, surge o Half Dome — um enquadramento que parece refletir o espírito da atualização. Diferentemente de Yosemite, o OS X El Capitan 10.11 deu menos ênfase à introdução de novos recursos e concentrou seus esforços em correções de bugs, otimizações de desempenho e refinamentos da experiência de uso. Entre as principais novidades, estavam um Spotlight aprimorado, a adição do Split View e diversas melhorias nos aplicativos nativos da Apple.
macOS Sierra 10.12
Cerca de 338km depois (aproximadamente quatro horas e meia) de Yosemite, passando pela cordilheira de Sierra Nevada (situada no leste da Califórnia, a oeste do Mount Whitney), temos o Lone Pine Peak, cenário da montanha que aparece no wallpaper do sistema.
Além da mudança de nomenclatura de OS X para macOS (colado e com o “m” minúsculo, como segue até os dias de hoje), a atualização é particularmente lembrada pela inclusão da Siri no Mac, o Desbloqueio Automático (Auto Unlock) com o Apple Watch e a Área de Transferência Universal (Universal Clipboard) entre Macs, iPhones e iPads.
macOS High Sierra 10.13
Uma rápida viagem de 80 minutos (129km) é capaz de nos levar ao próximo destino fotografado pela Apple: North Lake, localizada na pequena cidade de Bishop, entre as montanhas da cordilheira de Sierra Nevada. Ali, muito possivelmente em meio ao outono, o registro eternizado no papel de parede do sistema foi feito.
Quando falamos do sistema, aos moldes do próprio El Capitan e do Snow Leopard, o macOS High Sierra 10.13 focou muito mais no aprimoramento interno do macOS do que em novos recursos, mas vale mencionar a inclusão do novo sistema de arquivos da Maçã (o Apple File System, ou APFS), do suporte aos formatos audiovisuais HEVC e HEIF, bem como a chegada da segunda geração da tecnologia de desempenho gráfico Metal.
macOS Mojave 10.14
Depois das montanhas, que peculiarmente ficam na margem do wallpaper, vieram as dunas. Com uma distância de 253km (ou três horas de carro), o próximo destino é o Parque Nacional do Vale da Morte, o ponto mais quente do continente americano — onde se registrou a maior temperatura da história (56,7°C) em julho de 1913, e onde a foto do papel de parede do macOS Mojave 10.14 foi feita.
Já sobre as novidades do sistema, essa versão do macOS é particularmente conhecida pela introdução do Modo Escuro, a inclusão dos Conjuntos (Stacks) na Mesa (Desktop), além da estreia de apps já conhecidos dos usuários de iOS, como o Apple News, o Bolsa (Stocks), o Gravador de Voz (Voice Memo) e o Casa (Home).
macOS Catalina 10.15
A 428km adiante do Deserto de Mojave (cerca de cinco horas e meia de carro), nós temos a Ilha de Santa Catalina, destino paradisíaco — e remoto — da costa sul da Califórnia que deu nome à versão do macOS lançada em 2019. Pela posição da foto, o que se especula é que o registro oficial da Apple tenha sido feito com o auxílio de um drone ou helicóptero, sobrevoando as águas para capturar Catalina sob diferentes períodos e iluminações para fornecer o tema dinâmico disponível no sistema.
Essa atualização marcou o fim do iTunes, que foi segmentado em um catálogo de aplicativos separados (Apple TV, Música, Apple Podcasts), mas sua adição mais relevante muito possivelmente foi o recurso Sidecar, que possibilita o uso do iPad como um monitor externo do Mac.
macOS Big Sur 11
Com uma distância de 524km da Ilha de Catalina, a próxima parada é na Ponte Bixby Creek (inaugurada em 1932 e particularmente conhecida por suas estradas com curvas), localizada na costa central de Big Sur, que dá nome a essa versão do macOS — o papel de parede retrata também a parte litorânea do local.
Sobre o sistema, a versão marcou a transição dos processadores da Intel para o Apple Silicon com o lançamento do M1, trazendo novos ícones, materiais translúcidos, um novo Dock, Central de Controle e de Notificações.
Esta versão também foi um marco para o sistema operacional, pois, pela primeira vez em muitos anos, a Apple abandonou as sub-versões 10.x e passou para o número 11 — o que se manteve nos anos subsequentes.
macOS Monterey 12
Ainda na costa de Big Sur, o macOS Monterey 12 marcou a quebra de uma tradição: pela primeira vez em anos, a Apple optou por não incluir um registro fotográfico como possível papel de parede ou tela de descanso, mantendo apenas temas dinâmicos para ilustrar o sistema dos Macs naquela ocasião.
O Condado de Monterey, que inspirou o nome do sistema, é particularmente lembrado por ter abrigado a primeira capital da Califórnia, quando a região ainda era de domínio dos governos da Espanha e do México.
Em relação ao sistema, o grande destaque foi a introdução do Controle Universal (Universal Control), permitindo que um único conjunto de periféricos (como teclados e mouses) seja utilizado simultaneamente no Mac e no iPad.
macOS Ventura 13
Por volta de 450km de distância (quatro horas e meia de trajeto) depois, temos o Condado de Ventura, que inspirou essa versão do macOS. Emancipado do Condado de Santa Bárbara em 1873, ele abriga o píer mais antigo do estado da Califórnia. Mais uma vez, a Apple optou por não incluir um papel de parede fotográfico.
Quanto aos seus recursos, o macOS Ventura 13 se destacou pela adição do recurso Organizador Visual (Stage Manager) e melhorias no Spotlight, Safari, entre outros aplicativos nativos do sistema que ganharam reformulações.
macOS Sonoma 14
Do Condado de Ventura até Sonoma, são 748km (pouco mais de sete horas de trajeto) até a região norte de San Francisco, conhecida por abrigar centenas de vinícolas. O registro da Apple foi feito na vinícola Mazzocco Sonoma, no rancho de Warm Springs.
Depois de dois anos, a Apple enfim retornou com os papéis de parede fotográficos no macOS, funcionando também como protetores de tela (screensavers) dinâmicos que lentamente se tornam um wallpaper estático após o login.
A maior novidade do sistema foi a implementação dos widgets interativos na Mesa (Desktop), além de reformulações no modo Jogo, na relação do sistema com acessos remotos e no compartilhamento de conteúdos em videochamadas, com novidades também no Safari, na Siri e nos recursos de acessibilidade.
macOS Sequoia 15
Saindo de Sonoma, nosso próximo destino está localizado a quase sete horas de distância (mais ao sul da Califórnia, a exatos 547km de distância); trata-se do Parque Nacional da Sequoia, que abriga algumas das maiores árvores do planeta em termos de volume.
O registro do papel de parede é remoto o suficiente para não termos uma dimensão exata da sua localização geográfica (até porque a Apple nunca divulgou essa informação), mas é seguro afirmar que as imagens foram capturadas em algum dos bosques de sequoias da Sierra Nevada.
Além da estreia controversa dos recursos da Apple Intelligence devido à discrepância entre o que foi apresentado e as funcionalidades entregues, o macOS Sequoia 15 introduziu o Espelhamento do iPhone (iPhone Mirroring), a organização de janelas em mosaico e o aplicativo Senhas (Passwords).
macOS Tahoe 26
Do Parque Nacional de Sequoia, partimos rumo ao norte, até a fronteira entre a Califórnia e o estado do Nevada (uma distância de 330km, ou três horas e meia de trajeto). O próximo destino é o Lago Tahoe, também presente na cordilheira de Sierra Nevada. Ele é particularmente conhecido por ser o maior lago alpino da América do Norte em termos de altitude.
Conhecido por suas águas cristalinas, o lago é um destino frequente para esqui. O papel de parede do macOS Tahoe 26 exibe um ângulo baixo sobre o lago, com as rochas em primeiro plano, enquanto os pinheiros e as montanhas de Sierra Nevada aparecem ao fundo.
Quanto ao sistema, além da unificação da numeração com todo o ecossistema (iOS, iPadOS, watchOS, tvOS e visionOS) da Apple, essa versão foi especialmente marcada pelo redesign de interface com a estreia do Liquid Glass. Outras novidades incluem a adição das Atividades Ao Vivo (Live Activities) ao recurso Continuidade, além de revisões do Spotlight, Central de Controle e os recursos da Apple Intelligence.
macOS Golden Gate 27
E, enfim, chegamos à versão mais recente do macOS! Com uma distância de 330km (trajeto com cerca de três horas e meia), nosso próximo destino é o cartão postal da cidade de San Francisco: a Ponte Golden Gate.
Ela foi, até 1964, a maior ponte suspensa do mundo — caso seus cabos de sustentação fossem esticados, teriam tamanho o suficiente para dar três voltas no planeta.
Enquanto sistema, assim como o Snow Leopard ou o High Sierra, o macOS Golden Gate 27 é marcado por sua abordagem de priorização dos refinamentos, tanto relacionados ao visual Liquid Glass quanto aos recursos da Apple Intelligence e da Siri, que agora se torna Siri AI.
E você aí, usa o macOS desde que versão? Alguma, em especial, lhe marcou? Ou você (ainda) não é usuário de Mac, mas gostou de todas essas curiosidades? 😊
O aplicativo oficial do Shazam, de propriedade da Apple, foi atualizado hoje com uma novidade bem interessante para aplicativos de mensagens e afins: o suporte a figurinhas (stickers).
A novidade estreia na forma de uma parceria da plataforma com a cantora Ariana Grande, especialmente para divulgar seu novo álbum, “petal”.
Inspiradas na estética do álbum, as figurinhas podem ser adicionadas a partir do botão de adição do app Mensagens (Messages), escolhendo a opção “Adesivos” e depois tocando no ícone do Shazam.
Além disso, elas podem ser usadas tanto no app de mensagens oficial da Apple quanto em qualquer aplicativo com o teclado de emojis disponível.
Se colocou uma música menos conseguida num post antigo do Instagram ou se o áudio foi removido por direitos de autor, já não precisa de apagar a publicação. Saiba como trocar a banda sonora mantendo os gostos e os comentários.
A Volvo anunciou que o Apple Music passará a integrar mais de 2 milhões de seus carros por meio de uma atualização remota (over-the-air, ou OTA), oferecendo até três meses grátis do serviço para os veículos compatíveis.
Para resgatar o teste gratuito, é necessário entrar com sua Conta Apple no app Volvo Cars. Tanto para antigos quanto novos assinantes, a oferta de resgate é válida até 6 de julho de 2027.
Alwin Bakkenes, diretor global de engenharia de software da Volvo, comentou a novidade:
Muitos dos nossos clientes já utilizam o Apple Music em seus smartphones ou em casa. Ao levarmos o Apple Music diretamente para nossos carros, transformamos nossos veículos em um lugar extraordinário para vivenciar a música. […] Você sentirá como se estivesse em meio a uma sala de concertos ou a uma arena durante a sua apresentação ao vivo favorita, ou imerso nas músicas mais recentes em Áudio Espacial, exatamente como os artistas pretenderam — uma experiência sonora verdadeiramente emocionante.
Embora o streaming seja compatível com os modelos XC90, S90, V90, XC60, S60, V60, XC40, EX40 e EC40 fabricados a partir de 2020, o Áudio Espacial do Apple Music será exclusivo do EX90, do ES90 e do EX60 (este último chegará ao mercado brasileiro em outubro).
O Apple Music conta com um catálogo de mais de 100 milhões de músicas e 30 mil playlists — muitas delas com suporte a Áudio Espacial (Dolby Atmos) e em altíssima definição, com áudio Lossless. Para quem ama música clássica, há um app dedicado com mais de 5 milhões de faixas, tudo em uma interface simplificada! No Brasil, são três tipos de assinatura: Universitária (R$12,90/mês), Individual (R$23,90/mês) e Familiar (R$40,90/mês). Caso você não seja um assinante, pode testar o serviço de forma gratuita por um mês. Ele também faz parte do pacote de assinaturas da empresa, o Apple One.
NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.
Tres investigaciones recientes invitan a revisar una creencia muy arraigada sobre escuchar música mientras se estudia o se trabaja, y quizá la cuestión decisiva no sea la que llevamos décadas intentando responder.
Un estudio con más de 15 000 personas revela que cerca del 30 % de la variación en las llamadas “tintineos estéticos” está vinculada a factores familiares y que una parte significativa se explica por variantes genéticas comunes.
Hay quienes sienten un estremecimiento recorrer la espalda cuando suena una melodía determinada o notan cómo se les eriza la piel ante un verso especialmente poderoso. Otros, en cambio, permanecen casi imperturbables frente a las mismas obras. Esa diferencia, que durante siglos se atribuyó al temperamento o a la sensibilidad individual, empieza ahora a encontrar una explicación en la biología.
Una nueva investigación internacional aporta evidencias de que los genes desempeñan un papel relevante en la intensidad con la que experimentamos esas reacciones conocidas como “escalofríos estéticos”. Los resultados, publicados en la revista PLOS Genetics, sugieren que aproximadamente una cuarta parte de la influencia familiar en este rasgo puede atribuirse a variantes genéticas frecuentes en la población.
Un fenómeno descrito desde Darwin
La experiencia no es nueva. El naturalista Charles Darwin dejó constancia de cómo la música podía provocarle una sensación tan intensa que le recorría la columna vertebral. Décadas más tarde, el escritor Vladimir Nabokov se refirió a ese hormigueo corporal como “the telltale tingle”, la señal física que, según él, distinguía la auténtica genialidad literaria.
Hoy, la ciencia denomina a ese fenómeno “escalofríos estéticos” o “tintineos estéticos”. Se trata de respuestas emocionales intensas que suelen ir acompañadas de reacciones fisiológicas observables: piel erizada, un estremecimiento súbito, cambios en la frecuencia cardíaca o incluso lágrimas. Lo singular es que combinan una vivencia subjetiva profunda con manifestaciones corporales medibles.
Investigaciones previas ya habían mostrado que, cuando alguien experimenta estos escalofríos ante música o poesía, se activan circuitos cerebrales implicados en la recompensa, la motivación y el procesamiento de estímulos biológicamente relevantes. Sin embargo, hasta ahora no estaba claro en qué medida la predisposición a sentirlos dependía de la herencia genética.
Más de 15 500 participantes y un enfoque genómico
Para responder a esa pregunta, el equipo recurrió a una base de datos poblacional de gran escala que incluía información genética y cuestionarios detallados sobre reacciones emocionales ante distintas formas de arte. En total, se analizaron datos de más de 15 500 personas, lo que permitió aplicar modelos estadísticos robustos y técnicas de genética cuantitativa.
El estudio, disponible en PLOS Genetics, evaluó hasta qué punto las diferencias en el ADN podían explicar la variación individual en la frecuencia o intensidad de los escalofríos estéticos. Los resultados muestran que cerca del 30 % de la variación observada está asociada a factores familiares. De ese porcentaje, alrededor de una cuarta parte puede atribuirse específicamente a variantes genéticas comunes.
En otras palabras, los genes no determinan por completo si alguien se emocionará hasta la médula al escuchar una sinfonía o leer un poema, pero sí aportan una contribución significativa. El resto de la variación responde a factores ambientales y experiencias individuales que moldean la sensibilidad artística a lo largo de la vida.
Genes compartidos entre música, poesía y arte visual
Uno de los hallazgos más llamativos es que ciertas influencias genéticas parecen ser comunes a distintas formas de arte. Las variantes asociadas a una mayor probabilidad de experimentar escalofríos con la música también se relacionan con reacciones intensas ante la poesía o las artes visuales.
Esa coincidencia apunta a la existencia de mecanismos biológicos generales vinculados a la apertura a la experiencia y a la implicación artística. Rasgos de personalidad como la curiosidad intelectual o la sensibilidad estética podrían compartir una base genética parcial con la propensión a sentir escalofríos estéticos.
Según explicó el investigador principal del estudio, que firma el artículo en PLOS Genetics, “la genética puede ofrecer una vía adicional para entender por qué las personas viven experiencias subjetivas tan diferentes ante los mismos estímulos”. La afirmación subraya que el ADN no actúa de forma aislada, sino en interacción con factores culturales y biográficos.
Este componente compartido ayuda a comprender por qué algunas personas tienden a emocionarse con múltiples disciplinas artísticas, mientras que otras muestran una respuesta más moderada en general. No obstante, los autores advierten que hablar de un “gen del arte” sería una simplificación excesiva.
Mecanismos distintos según la forma artística
Más allá de las influencias comunes, el análisis también detectó efectos genéticos específicos para determinadas modalidades artísticas. Es decir, algunas variantes parecían asociarse con escalofríos provocados por la música, pero no necesariamente con los generados por la literatura o las artes visuales.
Este patrón sugiere que, junto a mecanismos biológicos compartidos, existen procesos más especializados. La música, por ejemplo, involucra sistemas cerebrales relacionados con el ritmo, la anticipación y la armonía, mientras que la poesía puede activar con mayor intensidad redes vinculadas al lenguaje y la semántica. Las artes visuales, por su parte, apelan a circuitos de procesamiento espacial y perceptivo.
La combinación de influencias generales y específicas dibuja un panorama complejo. Una persona podría estar genéticamente predispuesta a experimentar fuertes reacciones emocionales ante piezas musicales, pero no mostrar la misma intensidad frente a un cuadro o un texto literario. Y viceversa.
Los autores sostienen que este hallazgo abre la puerta a investigaciones futuras que examinen con mayor detalle los mecanismos neurobiológicos implicados en cada tipo de experiencia estética. Comprender esas diferencias podría ayudar a desentrañar cómo se construye la sensibilidad artística en el cerebro humano.
Más allá del ADN
Aunque el estudio aporta pruebas sólidas de una contribución genética, los investigadores subrayan que los genes son solo una parte de la historia. El entorno, la educación, la exposición temprana a distintas formas de arte y las vivencias personales desempeñan un papel fundamental en el desarrollo de la respuesta emocional.
Alguien que creció rodeado de música o literatura puede haber reforzado ciertos circuitos neuronales a través de la práctica y la familiaridad. Del mismo modo, contextos culturales distintos pueden moldear qué estímulos se consideran emocionalmente significativos y cómo se expresan las reacciones corporales.
La interacción entre predisposición biológica y experiencia acumulada resulta clave. La genética puede inclinar la balanza hacia una mayor o menor sensibilidad, pero es el entorno el que activa, modula o incluso amortigua esas tendencias.
En conjunto, los hallazgos publicados en PLOS Genetics ofrecen una nueva perspectiva sobre una pregunta tan antigua como el arte mismo: por qué algunas personas sienten que una melodía les atraviesa el cuerpo mientras otras la escuchan con distancia. Parte de la respuesta parece estar escrita en nuestro ADN. El resto se teje a lo largo de la vida, en el cruce entre biología, cultura y experiencia personal.
Entre a animação dos Santos Populares e a “febre” do Mundial de Futebol, ainda há tempo para trazer mais energia à coleção de apps no smartphone ou tablet. Veja as propostas que a equipa do TEK Notícias escolheu esta semana, todas com opções grátis para Android e iOS.
A proposta da Record Club é semelhante à de plataformas como a Letterboxd, mas aplicada ao mundo da música, permitindo acompanhar os mais recentes lançamentos e avaliar álbuns, assim como organizar e partilhar descobertas.
A mudança surge numa altura em que as ferramentas de geração de imagem e vídeo estão a tornar-se cada vez mais realistas, dificultando a distinção entre o que é verdadeiro e o que foi produzido por algoritmos.