A Copa do Mundo pode até ter acabado, mas o app Apple Sports segue ganhando novos recursos focados no esporte mais popular do planeta. A sua mais recente atualização (4.2), por exemplo, adiciona suporte a uma série de novas ligas de futebol, incluindo a tradicional Eredivisie, da Holanda.
Liberado hoje pela Maçã, o update torna possível acompanhar a temporada de equipes clássicas como AFC Ajax, PSV Eindhoven e Feyenoord Rotterdam, incluindo suas formações iniciais — algo que, de acordo com a companhia, também vale para “a maioria das ligas de futebol” presentes na ferramenta.
Além do “holandesão”, também chegaram ao Apple Sports a Primeira Liga da Bélgica, a Superliga da Dinamarca, a J1 League (do Japão), a Ekstraklasa (da Polônia), a Premiership (da Escócia) e a Superliga da Suíça.
Disponível no Brasil desde o início do ano, o Apple Sports é gratuito e pode ser instalado em iPhones com o iOS 18.0 ou mais recente. Além das principais ligas do futebol internacional (bem como outros esportes), ele também suporta a Série A do Campeonato Brasileiro.
A nova versão, 26.27.73, além de contar com Liquid Glass, inclui uma nova barra lateral com textos que descrevem os ícones, abandonando a abordagem minimalista encontrada até então na versão de computador do mensageiro da Meta, e uma seção dedicada às Comunidades, que antes ficavam espalhadas pelo histórico de conversas do aplicativo.
Outra novidade é a adição do suporte às conversas trancadas, atualmente restritas aos iPhones e iPads. O acesso ao recurso no macOS, aos moldes da exigência do Face ID nos dispositivos móveis, também solicitará algum meio de autenticação para garantir a camada adicional de proteção, carro-chefe da funcionalidade.
Com essa atualização chegando para os usuários finais de maneira gradual nas próximas semanas, a disponibilização ampla da versão de Mac do WhatsApp (incluindo a versão da Mac App Store) conclui um trabalho de quase um ano unificando a linguagem visual do app no iOS, iPadOS e macOS.
Grande parte dos vídeos que consumimos hoje vai muito além do entretenimento. Tutoriais técnicos, palestras públicas, demonstrações de produtos, treinamentos corporativos, webinars, apresentações de eventos e materiais educativos fazem parte da rotina de estudantes, profissionais e empreendedores.
Em muitos momentos, ter acesso a esse conteúdo mesmo sem conexão com a internet pode fazer toda a diferença. Mas surge uma dúvida comum: vale mais a pena utilizar uma ferramenta que funciona diretamente no navegador ou um aplicativo dedicado?
A resposta depende principalmente da forma como cada pessoa utiliza seus dispositivos e organiza seu fluxo de trabalho.
Quando uma ferramenta baseada no navegador faz mais sentido
As soluções que funcionam diretamente no navegador conquistaram muitos usuários por eliminarem uma etapa importante: a instalação.
Em poucos segundos, é possível abrir a ferramenta, utilizar seus recursos e continuar trabalhando, independentemente do computador ou do dispositivo utilizado.
Essa praticidade costuma ser especialmente útil para quem precisa acessar conteúdos em diferentes dispositivos sem depender da instalação de programas.
Acompanhar palestras e conferências online;
Consultar tutoriais técnicos durante o trabalho;
Revisar treinamentos profissionais;
Utilizar computadores compartilhados;
Alternar frequentemente entre computador, tablet e smartphone.
Nesses casos, um baixador de vídeos do YouTube baseado no navegador permite abrir a ferramenta rapidamente e acessar conteúdos públicos de forma simples, independentemente do sistema operacional utilizado.
Outro benefício importante é a compatibilidade. Como o acesso acontece pelo navegador, a experiência permanece semelhante em diferentes sistemas operacionais, facilitando o uso em qualquer dispositivo.
Quando um aplicativo pode ser a melhor escolha
Embora as ferramentas baseadas no navegador sejam extremamente práticas, existem situações em que um aplicativo dedicado oferece uma experiência diferente.
Usuários que acessam frequentemente os mesmos materiais, organizam conteúdos por categorias ou preferem manter tudo disponível em um único ambiente costumam valorizar recursos adicionais de organização e gerenciamento.
Nesse contexto, soluções como a Muka representam uma alternativa interessante para quem prefere utilizar um aplicativo em vez do navegador. Dependendo da rotina de cada pessoa, esse tipo de abordagem pode tornar o acesso aos conteúdos mais conveniente.
Além disso, aplicativos costumam facilitar a organização de arquivos locais e oferecer acesso rápido aos materiais utilizados com maior frequência.
Não existe uma solução única
Na prática, o navegador e o aplicativo resolvem necessidades diferentes.
Imagine alguns exemplos:
Um estudante universitário utiliza o computador da biblioteca para revisar uma palestra antes de uma prova.
Um empresário salva uma apresentação sobre marketing digital para consultar durante uma viagem.
Um técnico acompanha demonstrações de equipamentos enquanto trabalha em locais onde a conexão nem sempre é estável.
Outro profissional prefere manter seus materiais organizados em um aplicativo para encontrá-los rapidamente sempre que necessário.
Todos possuem objetivos semelhantes, mas desenvolvem hábitos diferentes para acessar seus conteúdos de referência.
O fator mais importante é a praticidade
Ao escolher uma solução, muitas pessoas concentram a atenção apenas nas funcionalidades. Entretanto, a facilidade de acesso costuma ser igualmente importante.
Se o objetivo é consultar rapidamente um material de referência, quanto menos etapas existirem entre o usuário e o conteúdo, melhor será a experiência.
Por isso, ferramentas baseadas no navegador continuam sendo uma excelente opção para quem valoriza simplicidade e acesso imediato, enquanto aplicativos podem oferecer uma experiência mais organizada para quem consulta os mesmos conteúdos com frequência.
Conclusão
O crescimento dos conteúdos digitais mudou a forma como aprendemos, trabalhamos e compartilhamos conhecimento. Palestras, treinamentos, demonstrações técnicas, apresentações profissionais e outros materiais de referência tornaram-se recursos importantes para milhões de pessoas.
Escolher entre uma ferramenta baseada no navegador ou um aplicativo dedicado não significa decidir qual tecnologia é superior, mas identificar qual delas se adapta melhor ao seu dia a dia.
Quando a solução acompanha a maneira como utilizamos nossos dispositivos, acessar conteúdos importantes offline torna-se um processo mais simples, eficiente e conveniente.
O iPhone 17 recebeu várias melhorias em relação ao seu antecessor, o que fez dele o smartphone perfeito para a grande maioria dos usuários que procura um telefone da Apple.
Entre as suas especificações técnicas, podemos destacar a tela Super Retina XDR de 6,3 polegadas com ProMotion (até 120Hz), o conjunto de duas câmeras (com um sistema Fusion de 48 megapixels nas duas lentes) e o processador A19, além da presença do Controle da Câmera (Camera Control) e do botão de Ação (Action Button).
Se levarmos em conta que o preço tabelado desse modelo aqui no Brasil é de R$9.499 nessa mesma modalidade de pagamento, estamos diante de um desconto de 25%.
Todos os descontos de promoções divulgadas pelo MacMagazine são calculados com base nos preços sugeridos pela Apple ou por outras fabricantes. Pode ser que um determinado produto seja comumente encontrado por valores inferiores em redes varejistas, mas a nossa base de comparação é sempre em cima das tabelas oficiais.
Se você não é louco, é claro que gosta de economizar. E, para isso, o MacMagazine tem diversas opções para ajudar você a conseguir comprar o seu produto Apple pagando menos!
NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.
Segundo o Gurman, a Apple desenvolveu pelo menos dois modelos do Mac Pro que nunca viram a luz do dia: um com processador da Intel — mesmo depois do lançamento da linha M1, curiosamente —, de codinome J170, para atender casos específicos; e outro equipado com o M3 Ultra, chamado internamente de J190 e previsto para ser lançado junto da última leva do Mac Studio, que chegou ao mercado no começo do ano passado.
Um caminho possível para a linha seria um suposto chip superior aos do sufixo Ultra; citado pelo jornalista como a variante “Extreme”, ele teria como objetivo oferecer o dobro de núcleos de CPU 1Central processing unit, ou unidade central de processamento. e GPU 2Graphics processing unit, ou unidade de processamento gráfico. em relação aos do Ultra, e o desenvolvimento do projeto chegou até o M3 antes de ser encerrado devido à preocupação com custos e demanda.
Genius Bar com IA?
Na mesma edição, o jornalista comentou que a Apple passou a testar a implementação de um sistema que utiliza IA para registrar conversas entre clientes e funcionários do Genius Bar.
Divulgação/Apple
Intitulado Live Notes, o recurso opcional testado em algumas Apple Stores permitiria que os funcionários do Genius Bar registrassem transcrições dos seus atendimentos com uma ferramenta capaz ainda de resumir as interações com os clientes. Ambas as partes deverão consentir com a gravação e o resultado final é passível de ajustes, sendo adicionado ao iPad do funcionário como parte do registro do atendimento ou reparo.
Ainda assim, o teste gerou preocupações entre os empregados, os quais temem que esses registros poderão ser usados para metrificar avaliações de desempenho e o trabalho dos colegas. A Apple teria descartado essa possibilidade, afirmando que as gravações não serão armazenadas e que nem mesmo os gerentes possuirão acesso às transcrições.
Notas de rodapé
1
Central processing unit, ou unidade central de processamento.
2
Graphics processing unit, ou unidade de processamento gráfico.
Desde que a Apple levou a OpenAI aos tribunais por uma suposta violação de segredos industriais e propriedade intelectual, a ausência do nome de Jony Ive no processo tem sido motivo de especulações, considerando que o ex-executivo da Maçã e braço direito de Steve Jobs é uma peça relevante para o desenvolvimento de hardwares da dona do ChatGPT.
No ano passado, a startup de Ive, a io Products, foi adquirida pela OpenAI por US$6,5 bilhões. Desde então, o estúdio de design independente LoveFrom (também comandado pelo ex-Apple) passou a ser o espaço da gigante de inteligência artificial (IA) para a supervisão do design da sua linha de hardware. Nesse processo, mais de 400 funcionários trocaram a Maçã pela empresa de Sam Altman — entre eles, Tang Tan e Chang Liu, acusados de instruírem a revelação de protótipos da Maçã para quem estivesse em entrevista com a empresa de IA.
Para Mark Gurman, jornalista da Bloomberg, existem duas explicações lógicas para Ive ter ficado de fora das acusações: a ausência de provas que comprovem seu vínculo com o esquema e a sua relação de proximidade com a viúva de Jobs, Laurene Powell Jobs.
Próxima de Tim Cook e de outros executivos da empresa — além de manter uma relação de longa data com Ive —, ela continua circulando com naturalidade entre ambos os lados, tendo inclusive participado da última WWDC como convidada.
Laurene também é uma das principais investidoras dos projetos de Ive e esteve ao lado dele e de Altman quando os dois revelaram que o primeiro dispositivo de IA da OpenAI já estava em desenvolvimento. Para Gurman, esse conjunto de relações pode ter contribuído para evitar que o nome do ex-chefe de design da Apple fosse envolvido diretamente na disputa judicial, especialmente na ausência de evidências que o ligassem ao suposto vazamento de informações.
Taiwanese prosecutors on Monday indicted a former deputy manager at Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) for allegedly stealing trade secrets involving technologies designated as national core technologies, with the intent to use them in China.
The defendant, identified by the surname Chen, faces charges under Taiwan’s National Security Act and the Trade Secrets Act. Prosecutors are seeking a seven-year prison sentence.
According to the indictment, Chen conspired with a Hong Kong national between 2023 and 2024 to establish CSMAC, a semiconductor materials analysis company in China. He is accused of copying 21 TSMC documents containing national core technologies and other proprietary trade secrets for use in the new venture.
TSMC, the world’s largest contract chipmaker and a key supplier to companies such as Nvidia and Apple, detected the unauthorized copying through an internal investigation and successfully recovered all duplicated documents. The Hong Kong co-conspirator was not prosecuted because he had died. Chen remains in custody, and Reuters was unable to reach him for comment. TSMC declined to comment on the case.
Prosecutors described this as Taiwan’s first indictment involving the alleged theft of trade secrets related to technologies officially designated as national core technologies for intended use in China.
The case underscores heightened concerns in Taiwan over China’s efforts to recruit Taiwanese semiconductor talent and acquire advanced chip know-how. In response, Taiwan has significantly tightened protections for technologies deemed critical to its economic and national security.
MacDailyNews Take: TSMC clearly plays a central role in the global semiconductor supply chain, making the protection of its intellectual property a matter of strategic importance far beyond Taiwan’s borders.
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Apple is quietly shopping for AI chip companies. According to a new report from The Information, the company has been approaching chip startups and consulting with bankers about potential acquisitions — a notable shift for a firm long known for its reluctance to make big hardware buys.
The move comes as Apple grapples with limitations in its current AI infrastructure. Its Private Cloud Compute servers, which power parts of Apple Intelligence, currently rely on internally designed M2 Ultra chips. These have proven insufficient for handling larger, more demanding AI models.
The Siri Overhaul Problem
One concrete example stands out: Apple has been working on a major Siri overhaul powered in part by Google’s Gemini models through a partnership. When engineers tried running these advanced models on Apple’s own servers, the M-series hardware fell short. As a result, more complex Siri tasks are now routing through Nvidia GPUs hosted in Google’s cloud infrastructure.
This dependency clashes with Apple’s long-standing preference for controlling its own silicon and protecting user privacy through on-device and Private Cloud Compute processing.
Baltra Delayed
Internally, Apple has been developing its first dedicated AI server chip, codenamed Baltra. The company had originally targeted a 2026 launch, but the timeline has slipped. Baltra is designed as a purpose-built server ASIC (with Broadcom contributing key networking and interconnect technology) to reduce reliance on third-party GPUs for cloud AI workloads.
The reported pursuit of acquisitions suggests Apple wants to accelerate progress on its next-generation server silicon — either by bringing in specialized talent and IP or by acquiring teams that have already solved similar challenges.
A Rare Shift in M&A Approach
Apple has historically avoided large acquisitions, preferring to build technology in-house. Its most recent notable deal was the January 2026 acquisition of Israeli audio AI startup Q.ai (reportedly valued around $2 billion). With roughly $45.6 billion in cash and cash equivalents as of late March 2026, Apple certainly has the financial firepower if it chooses to move.
This new interest in chip startups marks a pragmatic acknowledgment that the AI hardware race — particularly in data center-scale inference and training — moves extremely fast. While Apple excels at designing efficient mobile and laptop chips, scaling specialized AI accelerators for servers is a different challenge that hyperscalers like Google, Amazon, and Meta have been tackling for years.
Broader Context
This development comes just days after Apple announced a major multi-year expansion of its partnership with Broadcom, worth more than $30 billion. The deal includes custom silicon components and supports U.S. manufacturing expansion in Colorado. It underscores Apple’s broader push to strengthen its custom silicon capabilities while also highlighting how much it still relies on external partners for certain advanced technologies.
What It Means
If Apple follows through on acquisitions, it could help close the gap in its cloud AI infrastructure faster than organic development alone would allow. Success here would support more ambitious on-device and private-cloud AI features without heavy dependence on external clouds and GPUs.
It would also represent a meaningful evolution in Apple’s strategy: from a company that largely designs its own chips from scratch to one willing to acquire specialized expertise to stay competitive in the AI era.
The coming months will reveal whether these discussions lead to actual deals — and whether they can meaningfully accelerate Apple’s ability to run sophisticated AI models on its own terms.
MacDailyNews Take: The mad scramble to catch up continues. Hopefully, new Apple CEO John Ternus can quickly kick things back into high gear after far too many years of coasting along in neutral.
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OpenAI has replaced its Mac apps with a confusing 1.45 GB amalgamation, killed its ChatGPT Atlas Web browser after less than a year, and boosted ChatGPT Voice by backing it with more capable models.
Audiofile Engineering’s Fidelia plays your music collection with bit-perfect accuracy and lets you shape the sound through Audio Units, equalization, and headphone virtualization. It’s not for everyone—but audiophiles will appreciate its depth.
Com uma assinatura ativa do Apple Creator Studio, usuários do aplicativo Keynote podem usufruir de benefícios especiais.
Um deles, por exemplo, é o Gerar Apresentação (Generate a Presentation). Como o nome sugere, é possível usar um esboço de texto para criar uma apresentação completa, com títulos, tópicos e um tema consistente.
Como gerar uma apresentação no Keynote pelo iPhone/iPad
Na tela inicial, selecione “Gerar Apresentação”.
Escolha um tema para os slides.
Adicione as informações desejadas no campo “Visão geral” e, no campo “Pontos principais”, insira uma lista ou parágrafos com os detalhes que você quer que apareçam na apresentação.
Toque na setinha do canto superior direito para gerar a apresentação.
Como gerar uma apresentação no Keynote pelo Mac
Com o app aberto, clique em “Novo Documento” e, no canto inferior direito, em “Gerar”.
Adicione as informações e selecione “Gerar” para que os slides sejam gerados com base nos dados fornecidos.
Além de alterar a cor do fundo da janela do aplicativo Pixelmator Pro dos Macs, a Apple também permite realizar outra forma de personalização visual.
Trata-se da possibilidade de alterar a aparência do app — que pode ou não corresponder à aparência que você já usa no macOS em geral: escura, clara ou automática, esta última variando de acordo com a hora do dia.
Depois de já termos publicado vários vídeos sobre as novidades do iOS 27, chegou a vez de começarmos a cobertura em vídeo do macOS Golden Gate 27 em nosso canal. E não tem jeito melhor de abrir essa série do que falando sobre a mudança mais aguardada do sistema: a Siri AI.
Neste primeiro vídeo, mostramos como funciona o novo app da Siri, os ajustes de voz disponíveis, as melhorias na busca do Spotlight, os recursos da Inteligência Visual a partir de screenshots e as ferramentas de escrita e revisão de texto integradas ao sistema.
“O armazenamento do iCloud está quase cheio”. Se você usa iPhone, aposto que leu essa frase nesta semana. Talvez hoje. Ela aparece nos Ajustes, aparece por notificação, aparece quando o backup falha de madrugada… e não desiste nunca. Não é um bug. É, possivelmente, o vendedor mais eficiente que a Apple já contratou.
Nas últimas semanas, escrevi aqui duas matérias medindo produtos da Apple numa moeda que todo mundo entende na pele: horas de trabalho. Vimos quanto custa um Mac depois dos aumentos e quanto custou cada geração de iPhone desde 2007. Mas hardware você paga uma vez e o assunto morre; assinatura, não. Assinatura é um pedágio silencioso: poucos reais por mês, para sempre. E ninguém de fato se dá ao trabalho de fazer essa conta — então eu resolvi fazer.
Os mesmos 5GB desde 2011
Antes dos números, um pouco de contexto. Quando o iCloud nasceu, em outubro de 2011, a Apple deu 5GB gratuitos para cada conta. Era a época do iPhone 4s, de câmera de 8 megapixels e fotos de uns 2,5MB cada. Dava para viver um bom tempo dentro daquele limite.
Quase 15 anos depois, os 5GB continuam exatamente os mesmos. Só que o mundo ao redor deles mudou de tamanho: o iPhone 17 tira fotos de 48MP, grava 4K a 60 quadros — cerca de 400MB por minuto — e sai de fábrica com 256GB. Ou seja, a Apple vende um aparelho com 256GB e dá uma nuvem que corresponde a 2% disso. Um backup básico, sozinho, já não cabe. A caixa ficou pequena de propósito ou só ficou pequena? Guarde essa pergunta.
Quem não aguenta o aviso assina o iCloud+. No Brasil, depois do reajuste de até 33% em 2025, as mensalidades saem por R$5,90 (50GB), R$19,90 (200GB), R$66,90 (2TB) e vão até R$399,90 (12TB).
A conta em horas, plano a plano
A régua é a mesma das matérias anteriores: salário mínimo por hora no Brasil (R$8,50), nos Estados Unidos (piso federal de US$7,25), no Canadá (C$17,60, em Ontário) e em Portugal (5,31€). Cada célula mostra quanto tempo de trabalho um mês de assinatura consome.
Plano
Brasil
EUA
Canadá
Portugal
iCloud+ de 50GB
42min
8min
4min
11min
iCloud+ de 200GB
2h20min
25min
14min
34min
iCloud+ de 2TB
7h52min
1h23min
44min
1h53min
iCloud+ de 12TB
47h
8h16min
4h33min
11h18min
Preços oficiais da Apple em julho de 2026, sempre no plano mensal.
À primeira vista, parece barato — e é justamente assim que uma assinatura funciona. O plano de 50GB custa 42 minutos de trabalho por mês. Quem reclamaria? Mas suba na tabela: o plano de 2TB, o mais comum para quem tem família ou anos de fotos acumuladas, consome quase um dia inteiro de trabalho por mês de um brasileiro de salário mínimo. O mesmo plano custa 44 minutos para um canadense. E o de 12TB beira o surreal: 47 horas mensais — mais de uma semana de expediente, todo mês, só para guardar arquivos.
Vale a comparação com o hardware: nas matérias anteriores, o brasileiro trabalhava de 8 a 12 vezes mais que o americano pelo mesmo iPhone ou iPad. Nos serviços, a distância é menor — cerca de 6 vezes no plano de 2TB —, mas segue aí, firme e forte. Contra o Canadá, a proporção volta às mesmas 10 vezes de sempre. E Portugal repete o papel de meio-termo que já apareceu na conta do hardware: 1h53min pelos mesmos 2TB, 4x menos esforço que o brasileiro — confortável perto de nós, longe do sossego canadense.
O pedágio que nunca acaba
Agora, o detalhe que muda tudo: essa conta não fecha nunca. O iPad de 706 horas dói uma vez; o iCloud cobra todo mês, até o fim dos tempos — ou das suas fotos, o que vier primeiro.
Um ano de iCloud+ de 2TB custa R$802,80 — 94 horas de trabalho, meio mês de expediente por ano. Em 10 anos, são mais de 900 horas: território de iPhone 17, que calculei em 1.006 horas na matéria anterior. Ou seja, guardar as fotos por uma década custa quase o mesmo esforço que comprar o telefone que as tirou.
E tem o degrau seguinte, claro. O Apple One Individual (R$42,90) leva 5 horas mensais de trabalho; o Premium (R$99,90), quase 12 horas — cerca de 140 horas por ano, ¾ de um mês de trabalho anual em assinatura. No fim das contas, o brasileiro de salário mínimo que assina o pacote completo da Apple dedica praticamente um mês do ano só para manter os serviços da Maçã rodando.
Por que a caixa não cresce
Aqui entra o olhar de produto, área em que trabalho há mais de 20 anos. Aquele aviso de armazenamento não é um acidente de percurso: é um funil de conversão dos bons! Ele aparece no momento de maior dor (backup falhou, foto não salvou), oferece a solução a um toque de distância e custa “só” R$5,90. Nenhum vendedor de loja chega perto dessa taxa de conversão.
E o incentivo para manter os 5GB congelados é gigante. Os serviços renderam à Apple US$109,2 bilhões no ano fiscal de 2025, com margem bruta de 75% — o dobro da margem do hardware. Cada pessoa que cede ao aviso vira receita recorrente, previsível e baratíssima de servir. Se os 5GB gratuitos virassem 50GB amanhã, quantos milhões de assinaturas de entrada evaporariam? A Apple sabe a resposta melhor do que ninguém. Tanto que Google (15GB) e Microsoft (5GB, mas com Office no pacote) jogam jogos parecidos — a Apple só joga com a caixa mais apertada do mercado.
Sejamos justos num ponto: nuvem custa dinheiro de verdade (data center, energia, redundância) e o iCloud+ entrega junto recursos como o Retransmissão Privada (Private Relay) e o Ocultar Meu E-mail (Hide My Email). Não é um produto ruim; eu mesmo assino e não pretendo cancelar. O problema não é o plano pago existir, é a versão gratuita ter sido desenhada para não ser suficiente — em 2011, ela era.
No fim, é uma escolha de modelo de negócio — e das mais bem executadas. Só acho saudável que a gente a chame pelo nome. Quando o aviso aparecer de novo aí no seu iPhone — e ele vai aparecer —, lembre que aqueles 42 minutos de trabalho por mês não foram um acaso: foram desenhados, testados e otimizados para esse exato momento. A Apple não vende mais só o telefone. Vende o lugar onde a sua vida digital mora — e cobra o aluguel em dia.
Após atingir três valores recordes só nesta semana, as ações da Apple [$AAPL] mantiveram a ascensão nesta sexta-feira e, graças a uma alta de 0,14%, elas valem agora US$333,74 — US$0,48 a mais do que o valor registrado ontem e um novo recorde histórico.
Já o pico do pregão foi de US$334,98, o que também representa um recorde em relação ao penúltimo valor máximo registrado (US$334,68).
Com relação ao ranking das empresas de capital aberto mais valiosas do mundo, a Apple segue na segunda posição, agora com um market cap de US$4,902 trilhões. Porém, algo interessante aconteceu hoje: ela ultrapassou brevemente a NVIDIA [$NVDA] durante o pregão, assumindo a posição de empresa mais valiosa do mundo por algum tempo; no fechamento da Nasdaq, porém, ela acabou voltando ao segundo lugar.
Isso foi facilitado após mais um dia de queda nas ações da fabricante de GPUs (o segundo seguido), desta vez de -2,21%, o que fez com que os papéis da empresa fechassem valendo US$202,81. Já o market cap está agora em US$4,912 trilhões — ou seja, apenas US$10 bilhões a mais do que o da Apple.
A Alphabet [$GOOG], empresa-mãe do Google, segue na terceira posição desse ranking, agora um market cap de US$4,224 trilhões. Assim como a NVIDIA, as ações da gigante de Mountain View também recuaram hoje, fechando o dia valendo US$346,12 (-2,17%).
Pesquisadores da Group-IBapontaram a existência de um novo malware para macOS chamado ClickLock Stealer, que usa uma falsa verificação da Cloudflare para enganar os usuários, roubando dados sensíveis.
Mirando usuários na Itália, nos Estados Unidos, na Jordânia e no Reino Unido, os criminosos iniciam o ataque simulando uma verificação de CAPTCHA da Cloudflare e, na sequência, convencem a vítima a copiar e colar um comando no Terminal do Mac.
Após a execução, o malware é instalado enquanto exibe uma falsa tela de progresso. Se o usuário optar por tentar interromper a instalação ou não seguir de alguma forma com o processo, ele fecha todos os aplicativos visíveis, deixando apenas uma janela para inserir a senha do macOS. O ciclo de insistência do software pode passar dos 3 dias (algo em torno de 83 horas, segundo o estudo).
Depois de instalado, o malware começa a coletar senhas de navegadores, extensões de carteiras de criptomoedas, arquivos de carteiras digitais, dados de gerenciadores de senhas e outras informações comprometedoras.
Segundo os especialistas, o ClickLock Stealer começou a ser distribuído em maio passado, passando despercebido por todos os mecanismos de pesquisa até recentemente. Ele foi identificado em 33 países, em sua maioria europeus, sem veiculação a algum grupo de crime cibernético, distribuído muito possivelmente por uma campanha de engenharia social do tipo ClickFix.
O estudo recomenda aos usuários que nunca colem comandos de websites no Terminal, independentemente de como a página se parece ou do que ela alega fazer, e a nunca entregar a sua senha a espaços extraoficiais (como comandos) — caso você perceba que a execução de outros aplicativos está sendo encerrada. Se você desconfiar que a sua máquina foi infectada com o malware, revogue as sessões dos seus navegadores e altere todas as credenciais potencialmente comprometidas.
A Apple e o Google foram intimados por um procurador de San Francisco a remover aplicativos que gerem imagens de nudez não consensuais.
As notificações extrajudiciais foram enviadas pelo procurador David Chiu, que exigiu a remoção de 13 aplicativos de troca de rostos (face swap) os quais permitem que usuários criem imagens de nudez sem o consentimento das pessoas envolvidas, com o auxílio da inteligência artificial (IA). Ele solicitou ainda o rompimento das relações comerciais com os desenvolvedores desses apps.
Chiu comentou o conflito com esse segmento de apps e a problemática da relação desses aplicativos com grandes empresas de tecnologia:
Gerar imagens íntimas não consensuais é ilegal, prejudicial e completamente inaceitável. […] Essas empresas têm a responsabilidade de garantir que os aplicativos em suas plataformas não facilitem abuso sexual. […] O fato de algumas das maiores e mais consolidadas empresas de tecnologia do mundo estarem facilitando isso precisa acabar.
Pesquisadores das universidades de Cornell e Georgetown descobriram que, de 155 apps de criação de deepfakes, 70% deles permitiam gerar conteúdos com nudez sem quaisquer restrições — demonstrando que mesmo os apps que não são promovidos como tal não impedem práticas criminosas. Uma investigação da Tech Transparency Project (TTP) revelou números parecidos.
A Apple possui um histórico delicado com o tema: embora esses estudos apontem leniência com a existência desse tipo de ferramenta na App Store, a Maçã possui um rastro de combate a esse tipo de prática — ainda que sob pressão governamental —, a exemplo da ameaça de remoção do X em meio à polêmica com a geração de imagens de nudez com o auxílio do Grok.
Representando o Google, Dan Jackson afirmou que centenas desses aplicativos foram excluídos da loja do Android:
O Google Play não permite aplicativos que contenham conteúdo sexual, e tomamos continuamente medidas proativas para detectar e remover apps com conteúdo prejudicial. […] Quando recebemos denúncias, investigamos e agimos rapidamente, o que, nesses casos, incluiu suspender centenas de aplicativos que violavam nossas políticas e restringir termos de busca relacionados, como “nudify”, em nossa loja.
A Apple, por sua vez, optou por não comentar o caso.
Nesta semana, inclusive, a Maçã obteve uma pequena vitória ao conseguir a aprovação para solicitar arquivos de órgãos federais que poderiam ajudá-la nessa batalha — mas, conforme novas informações do jornalista Mark Gurman (da Bloomberg), pode ser que ambas as partes cheguem a um acordo antes mesmo de um julgamento acontecer.
Ele afirma que as discussões “estão em andamento”, mas que não há garantia de que as duas partes chegarão a um acordo. Segundo a reportagem, a Apple fez várias ofertas ao DOJ neste ano para encerrar o processo.
Vale lembrar que o órgão moveu a ação em conjunto com um grupo bipartidário de 19 estados e o Distrito de Columbia. Ainda não se sabe, porém, se os procuradores-gerais estaduais estão participando das negociações de acordo — fato é que as negociações entre a Apple e o DOJ podem terminar sem que um entendimento seja alcançado.
Isso porque, sob a gestão de Donald Trump, o DOJ tem buscado acordos em diversos processos antitruste iniciados pela administração anterior. O procurador-geral adjunto dos EUA, Stanley Woodward, responsável pela supervisão das atividades antitruste do órgão, tem defendido acordos, considerando-os uma “forma de economizar o dinheiro dos contribuintes e proporcionar benefícios mais imediatos aos consumidores do que litígios que podem durar anos”.
O que a Apple já fez
As principais alegações do DOJ giram em torno do bloqueio, pela Apple, de “superaplicativos” (apps que incluem miniaplicativos, como o WeChat na China), além de desfavorecer apps de mensagens, de streaming na nuvem e carteiras digitais rivais, bem como dificultar a concorrência no mercado de smartwatches.
Dos usuários que adquiriram um novo modelo da Apple, 12% eram donos de um smartphone com Android no momento da compra, enquanto 1% possuía um telefone convencional e 87% (a famosa taxa de lealdade) já tinham um iPhone.
No mesmo trimestre do ano passado, 14% dos donos de novos iPhones saíram do Android, 2% dos aparelhos convencionais e 84% já eram usuários da Maçã — o que significa que a taxa de migração do Android para o iPhone caiu em relação ao ano anterior.
A CIRP destaca que, nos últimos anos, a taxa de mudança do Android para o iPhone tem oscilado entre 11% e 15%. Ela já foi bem maior no passado, quando a Apple passou a suportar outras operadoras de telefonia americanas para além da AT&T.
iPhone 17 Pro Max
Cores: prateado, laranja-cósmico ou azul-intenso Armazenamento: 256GB, 512GB, 1TB ou 2TB
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