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Adobe anuncia plugin com mais de 70 recursos para o ChatGPT

6 August 2026 at 17:17

A Adobe anunciou hoje o lançamento de um plugin unificado para o ChatGPT, reunindo mais de 70 ferramentas criativas da seu suíte diretamente na interface do chatbot por inteligência artificial (IA) da OpenAI.

O plugin conta com ferramentas de aplicativos da Adobe que já possuíam integração com o ChatGPT, além de novos recursos do Adobe Express, Photoshop, Firefly, Premiere, Acrobat, Lightroom, Illustrator, InDesign e Adobe Stock, permitindo que os usuários possam criar peças publicitárias ou adaptar um vídeo para diferentes redes sociais sem precisar alternar entre aplicativos.

A novidade faz parte da estratégia da Adobe de expandir a compatibilidade dos seus recursos com as ferramentas de IA generativa; em junho, a empresa já havia mencionado que levaria esses recursos inclusive para rivais do ChatGPT, como o Claude. No Copilot, no Gemini e no Slack eles chegarão “em breve”, segundo a empresa.

Big news: a new Adobe plugin is now available in @OpenAI's @ChatGPT! 70+ tools, including @Photoshop, @AdobeFirefly, @Lightroom, and @Acrobat, all in one chat.

Mock up your photos. Repurpose a video for any platform. Turn a template into a polished PDF. Learn more:… pic.twitter.com/I1qrBctKyr

— Adobe (@Adobe) August 6, 2026
Grande novidade: um novo plugin da Adobe já está disponível no @ChatGPT da @OpenAI! Mais de 70 ferramentas — incluindo @Photoshop, @AdobeFirefly, @Lightroom e @Acrobat — reunidas em um único chat.
Crie mockups com suas fotos. Adapte vídeos para qualquer plataforma. Transforme um modelo em um PDF com acabamento profissional. Saiba mais: adobe.ly/3TDrxff

Ainda conforme a desenvolvedora, a novidade foi pensada para “facilitar e agilizar a transformação de ideias em conteúdo de alta qualidade dentro do ChatGPT”, mas a empresa destaca que, para necessidades criativas “mais profundas”, os seus aplicativos nativos seguem sendo a primeira opção.

Questionada pela AI Magazine se o uso dos recursos incorporados ao ChatGPT poderia rivalizar com o uso dos aplicativos nativos, a líder de produtos de IA agêntica da Adobe, Deepti Pradeep, respondeu o seguinte:

Dentro do ChatGPT, a experiência é transformadora: em vez de escolher plugins da Adobe separadamente, os usuários podem experimentar uma única experiência da Adobe que traz o Photoshop, Acrobat, Express e mais juntos.

Nós acreditamos que a consolidação adiciona mais valor aos usuários do ChatGPT. Fora dele, nossos aplicativos nativos permanecem essenciais para um controle mais profundo, preciso e avançado dos fluxos de trabalho.

Para iniciar, é possível utilizar algumas funcionalidades do plugin como convidado, embora a Adobe recomende fazer login com a sua conta para “desbloquear recursos adicionais”.

O plugin da Adobe já está disponível tanto no app quanto na versão web do ChatGPT.

Fabricante chinesa rejeitou vender RAM a preços menores para a Apple

6 August 2026 at 15:28

Parece que a tentativa da Apple de colaborar com a fabricante chinesa de memória CXMT encontrou mais um empecilho no caminho: supostamente, a possível fornecedora demandou os mesmos valores (ou até maiores) pagos pela Maçã à Samsung Electronics e à SK Hynix. A informação veio do site sul-coreano Digital Daily.

O desgaste ocorreu após a Maçã tentar negociar os preços das memórias, tendo seu pedido de redução de preço rejeitado pela CXMT, que manteve preços semelhantes ou até mesmo superiores aos das demais fornecedoras da Apple.

Do lado da chinesa, há alguns motivos para essa postura: a barganha de uma empresa americana com uma série de exigências quanto aos processos de certificação de qualidade contrasta com o conforto do seu domínio do mercado doméstico, já que a fabricante possui contratos de longo prazo sob preços elevados com empresas como a HUAWEI e a Xiaomi.

Os desafios

Mesmo sob forte pressão da Micron e do Senado americano, a negociação com a CXMT (presente na lista de restrições comerciais do Pentágono como uma empresa militar da China, vale lembrar) foi uma alternativa encontrada por Tim Cook para mitigar os efeitos da crise de memória.

De acordo com um executivo da indústria de semicondutores consultado pelo veículo sul-coreano, a postura da CXMT ajudou a estabelecer um piso para os preços praticados com a DRAM 1Dynamic random access memory, ou memória dinâmica de acesso aleatório. convencional, suficiente para que a Samsung e a SK Hynix cobrassem um valor consideravelmente mais alto. Esse conforto mercadológico quanto às fornecedoras ocidentais também diz respeito ao foco de produção para memórias de alto desempenho destinadas a data centers de inteligência artificial (IA), deixando a produção para eletrônicos de consumo em segundo plano — o que naturalmente provoca escassez.

Segundo o analista Tim Culpan, a Apple e seus fornecedores estão correndo contra o relógio para obter chips de memória a tempo do lançamento da próxima geração de iPhones, prevista para ser anunciada no mês que vem. Esse cenário fez com que a Maçã recorresse especialmente à Micron, à Samsung e à SK Hynix. A escassez poderá afetar a disponibilidade do “iPhone 18 Pro” e do “iPhone 18 Pro Max”, embora ainda exista alguma confiança de que a demanda inicial poderá ser suprida.

Resta a dúvida se a Apple seguirá em suas tratativas com a CXMT ou se dará o braço a torcer aos interlocutores estadunidenses dessa história. Em ambos os cenários, infelizmente, parece que a conta irá chegar mais alta ao consumidor final.

via Wccftech, MacRumors

Notas de rodapé

  • 1
    Dynamic random access memory, ou memória dinâmica de acesso aleatório.

OpenAI classifica processo da Apple como “podre desde a raiz” e pede arquivamento

6 August 2026 at 12:45

A briga entre a OpenAI e a Apple teve um novo capítulo na Justiça. Depois de rebater as acusações publicamente em carta aberta no início da semana, a dona do ChatGPT protocolou ontem (5/8) uma petição pedindo a um juiz federal americano que arquive o processo movido pela Apple, classificando as alegações da fabricante como sem fundamento.

Segundo a Bloomberg, os advogados da OpenAI argumentam que o processo distorce a conduta de seus funcionários e que um dos acusados de furto de dados, na verdade, tentava ajudar um ex-colega que continuava na Apple. Na petição, a empresa chega a dizer que a ação da Apple é “sem fundamento e forjada”, usada para compensar suas dificuldades em reter talentos e sua demora em integrar IA aos produtos.

Redigido sem investigação adequada e construído sobre comunicações seletivamente recortadas e condutas comuns tiradas de contexto, a reclamação da Apple é — tomando emprestada sua própria expressão — “podre desde a raiz”.

A defesa se concentra em dois nomes já conhecidos do processo. Tang Tan, chefe de hardware da OpenAI e ex-vice-presidente de design de produto da Apple por 24 anos, teria seguido práticas normais de recrutamento do setor ao entrevistar funcionários da Maçã. Já Chang Liu, engenheiro acusado de acessar arquivos confidenciais de hardware por semanas após identificar uma falha de autenticação, estaria apenas atendendo a um pedido de ex-colegas da Apple que precisavam localizar informações para o próprio trabalho — a OpenAI publicou trechos de mensagens de texto que, segundo ela, comprovam a versão.

A petição também questiona a base jurídica do processo: para a OpenAI, a Apple nunca chegou a identificar de forma específica quais informações configurariam, de fato, segredos industriais protegidos, nem demonstrou uso indevido por parte de qualquer um dos réus. Como reforço, a empresa de Sam Altman afirma não ter qualquer interesse nos segredos da rival, já que estaria “construindo algo inteiramente novo e diferente de tudo o que existe na Apple”.

OpenAI is asking a federal judge to dismiss a lawsuit filed by Apple accusing the artificial intelligence company of stealing trade secrets, saying that the iPhone maker’s allegations are meritless. https://t.co/9u2OTVWMlw https://t.co/ZmugpwLCWy

— Mark Gurman (@markgurman) August 6, 2026

Outro ponto de defesa recai sobre as próprias práticas internas da Apple: segundo a OpenAI, a fabricante permitia que funcionários usassem contas pessoais do iCloud para trabalho e, posteriormente, revisou mensagens pessoais deixadas em dispositivos corporativos — o que teria gerado o acesso residual alegado no processo, e não um esquema coordenado de furto.

Chama atenção também a defesa específica de Tan quanto à posse de um documento interno sobre desligamento de funcionários: enquanto a Apple alega que o material serviria para burlar verificações de segurança, a OpenAI sustenta o oposto — que Tan teria guardado a informação justamente para garantir que novos contratados vindos da Apple seguissem à risca os procedimentos de desligamento da própria Apple, sem reter dados confidenciais.

Segundo o Axios, a petição tem 31 páginas e variações da palavra “fail” (“falhar”/”fracassar”, em referência às falhas da Apple) aparecem quase 50 vezes ao longo do texto — um indicativo do tom escolhido pelos advogados da OpenAI.

Injunção e próximos passos

O caso corre como Apple vs. Liu (processo 5:26-cv-07078) na Justiça Federal do Distrito Norte da Califórnia, sob o juiz Edward Davila — o mesmo que presidiu o julgamento criminal de Elizabeth Holmes, ex-CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. da Theranos.

Paralelamente ao pedido de arquivamento, a OpenAI ainda precisa responder, até 17 de agosto, ao pedido de liminar feito pela Apple para suspender o uso de qualquer suposto segredo industrial enquanto o processo tramita. A audiência sobre essa liminar está marcada para 1º de outubro.

Até a publicação desta matéria, a Apple não havia se pronunciado sobre a nova petição da OpenAI.

Notas de rodapé

  • 1
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

Meta lança Muse Code, agente de programação alimentado pelo novo modelo Muse Spark 1.2

5 August 2026 at 22:16

A Meta lançou hoje o Muse Code, seu primeiro agente de programação — o qual rivalizará com soluções como o Claude Code (da Anthropic) e o Codex (da OpenAI).

A nova ferramenta, assim como os assistentes supracitados, facilita a criação de aplicativos em uma única interface, permitindo gerenciar conjuntos de agentes digitais impulsionados por IA que auxiliam no processo de desenvolvimento de software.

Releasing Muse Code in beta today. It's a terminal coding agent that takes on complete software engineering tasks across large repos: planning changes, writing code, validating the results. Powered by Muse Spark 1.2, a coding-focused model update. pic.twitter.com/xqavk41w6v

— Mark Zuckerberg (@finkd) August 5, 2026
Estamos lançando o Muse Code em versão beta hoje. Trata-se de um agente de programação via Terminal capaz de executar tarefas completas de engenharia de software em grandes repositórios: planejar alterações, escrever código e validar resultados. Ele conta com a tecnologia do Muse Spark 1.2, uma atualização de modelo focada em programação.

Ainda que disponível inicialmente em beta, o Muse Code pode ser usado para realizar uma ampla variedade de tarefas, planejando alterações, escrevendo código e validando os resultados. Desenvolvedores podem utilizá-lo por meio de uma modalidade de pagamento conforme o uso (pay-as-you-go).

Ao contrário do Codex e do Claude Code, atualmente não existe um aplicativo dedicado para o Muse Code. Desse modo, ele pode ser instalado no macOS e no Linux a partir de um comando de uma única linha:

curl -fsSL https://dev.meta.ai/install.sh | bash

Ele também opera em conjunto com o mais novo modelo de IA da empresa, o Muse Spark 1.2 — o qual foi desenvolvido e treinado juntamente com o novo agente de programação, o que melhora o desempenho geral.

O Muse Spark 1.2 é uma atualização do Muse Spark 1.1, lançado no mês passado, trazendo melhorias na geração de código, depuração de cenários complexos, compreensão da base de código e fluxos de trabalho de ponta a ponta para desenvolvedores. O novo modelo também amplia significativamente o poder computacional de treinamento para tarefas de programação.

Muse Spark 1.2 has improved coding capabilities compared to its predecessor. We significantly scaled up training compute on coding tasks while expanding training environment diversity, delivering improvements in code generation, complex debugging, and end-to-end developer… pic.twitter.com/0cTSBe4paj

— AI at Meta (@AIatMeta) August 5, 2026

O Muse Spark 1.2 apresenta recursos de programação aprimorados em comparação com sua versão anterior. Aumentamos significativamente a capacidade computacional de treinamento em tarefas de programação, ao mesmo tempo que expandimos a diversidade de ambientes de treinamento, proporcionando melhorias na geração de código, depuração complexa e fluxos de trabalho de desenvolvimento de ponta a ponta.

O modelo foi treinado com o Muse Code para otimizar o desempenho quando utilizados em conjunto, com foco em tarefas como geração de repositórios completos, projetos de grande porte e pesquisa automatizada.

O Muse Spark 1.2 já está disponível no Muse Code e na Meta Model API.

Crise de memórias: fornecedoras já teriam vendido toda a sua produção para 2027

5 August 2026 at 17:52

A crise no mercado de DRAMs 1Dynamic random access memories, ou memórias dinâmicas de acesso aleatório. e HBMs 2High bandwidth memories, ou memórias de alta largura de banda., causada pelo boom das empresas de inteligência artificial (IA), pode ter alcançado seu ponto mais dramático até agora, com as produções de todas as três principais fabricantes desses tipos de componentes (Samsung Electronics, SK Hynix e Micron) já tendo sido reservadas para o ano de 2027 inteiro, segundo informações do DIGITIMES.

Além das memórias, outra categoria de componentes que tem sofrido bastante com a demanda causada por data centers de IA é a de chips NAND, muito utilizados em dispositivos de armazenamento flash (como SSDs 3Solid-state drives, ou unidades de estado sólido.). Embora a situação desses chips ainda não esteja tão apertada quanto a das memórias, fontes ouvidas pelo veículo dão conta de que a Samsung Electronics, a Micron e a SanDisk já venderam toda a sua produção para 2026 por preços altíssimos. A Kioxia e a SK Hynix, por sua vez, deverão firmar contratos parecidos com seus clientes até o fim deste mês.

Voltando para o caso das memórias, dados da Counterpoint Research dão conta de que a Samsung Electronics ficou responsável por 39% do mercado de DRAM (por receita) durante o segundo trimestre, seguida pela SK Hynix (com 26%) e pela Micron (25%). Apesar de todo o investimento nessas empresas, os rumores são de que os compradores de componentes estão recebendo apenas 60-70% dos volumes que solicitaram inicialmente, devido à capacidade de produção limitada.

Algumas dessas fornecedoras, é claro, são parceiras de longa data da Apple — que também tem sofrido com essa escassez de componentes, embora tenha conseguido absorver parte do impacto. Enquanto os iPhones têm passado ilesos por essa crise, produtos como os Macs e os iPads viraram alvo de aumentos expressivos de preços — algo que foi classificado por Tim Cook, o atual CEO 4Chief executive officer, ou diretor executivo. da empresa, como “enchente que ocorre uma vez a cada 100 anos”.

Ainda de acordo com o DIGITIMES, todos os compradores concordaram em realizar pagamentos adiantados por esses componentes, tenham eles estabelecido acordos de fornecimento multianuais anteriormente ou não. Ao que tudo indica, isso é uma resposta ao medo que muitas dessas empresas têm de que seus competidores tentem garantir o máximo de capacidade de produção possível — especialmente durante o período entre julho e agosto, que é quando a maior parte dos pedidos é feita.

Por ser uma das principais compradoras de memórias e chips NAND do mercado, é quase certo que a Apple também tenha desembolsado uma boa grana para garantir sua parcela de componentes para 2027, que é quando deveremos ver o “iPhone 20” chegar ao mercado. Não está claro, no entanto, por quanto mais tempo ela absorverá o impacto dos preços inflados — algumas pessoas, inclusive, acreditam que os próximos iPhones poderão ficar até US$300 mais caros por conta dessa crise.

Em uma clara manobra para tornar a sua lista de fornecedoras mais diversa, a Apple estaria testando memórias de marcas como a chinesa ChangXin Memory Technologies (CXMT), que passou a receber aportes de investidores recentemente. Isso, no entanto, não tem sido bem visto por políticos dos Estados Unidos (país natal da Maçã), que acusam a fornecedora de ter ligações com as forças armadas da China — país com o qual os americanos travam uma guerra comercial há alguns anos.

via AppleInsider, Seeking Alpha

Notas de rodapé

  • 1
    Dynamic random access memories, ou memórias dinâmicas de acesso aleatório.
  • 2
    High bandwidth memories, ou memórias de alta largura de banda.
  • 3
    Solid-state drives, ou unidades de estado sólido.
  • 4
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

Wispr Flow lança assistente de reuniões para rivalizar com o Granola

5 August 2026 at 15:17

Já tratamos aqui do Wispr Flow, um aplicativo que ganhou popularidade por aprimorar a experiência de ditado nos sistemas da Apple. Agora, quem utiliza o app no macOS poderá acessar o Notetaker, um assistente de reuniões empurrado por inteligência artificial (IA).

O Notetaker fornece contexto adicional a transcrições, resumos e anotações com base em calendários, aplicativos conectados (como o Slack) e dicionários personalizados. Seu funcionamento é semelhante ao do Granola, aplicativo sobre o qual já falamos por aqui — usuários da plataforma, inclusive, podem importar todo o seu histórico para o Notetaker com apenas um clique.

Além de organizar transcrições, a ferramenta é capaz de deixar o usuário ciente de informações relevantes antes de reuniões, obtendo contexto a partir dos apps de terceiros em que o Notetaker foi integrado.

Após o encerramento de uma reunião, o usuário ainda pode retomar o histórico fazendo perguntas, as quais são respondidas com a indicação da minutagem e o link para o momento exato em que a resposta do assistente se baseou. 

O Notetaker é compatível com basicamente todo aplicativo executado no macOS, incluindo apps de reunião como Zoom, Google Meet, Microsoft Teams e Slack. Ele conta ainda com suporte à tecnologia MCP, permitindo levar todos os seus resumos e anotações para outros aplicativos de IA.

A novidade já está disponível no macOS e, segundo a Wispr, deverá chegar “em breve” ao Windows.

via TechCrunch

Falhas no WebKit podem revelar IP e DNS de usuários de navegadores proxy e da Retransmissão Privada do iCloud+

5 August 2026 at 14:32

Três brechas na configuração de proxy do WebKit, que também afetam a Retransmissão Privada (Private Relay) do iCloud+, foram descobertas, permitindo que o endereço IP de usuários da Apple seja exposto a terceiros. O comportamento afeta todos os navegadores para iOS que dependem de conexões proxy para ocultar o IP do iPhone.

A falha foi localizada pelos desenvolvedores Talal Haj Bakry e Tommy Mysk, fundadores do navegador com foco em privacidade Psylo. Eles explicaram como a exposição da informação do usuário ocorre em uma postagem no blog oficial de Mysk:

Navegadores baseados em WebKit no iOS e no macOS podem ser configurados para encaminhar todo o tráfego web por servidores proxy. […] Em teoria, toda conexão de rede iniciada por uma página deveria passar pelo proxy configurado, de modo que os sites enxergassem apenas o endereço IP do proxy. No entanto, descobrimos que três recursos do WebKit ignoram essa configuração e enviam tráfego diretamente do dispositivo.

As três ferramentas mencionadas ao longo do boletim incluem a pré-busca (prefetching) de DNS, que resolve o endereço pelo caminho normal de DNS do dispositivo em vez de pelo proxy, expondo os servidores DNS reais do usuário; o Related Origin Requests (ROR) do WebAuthn, que faz com que o serviço de credenciais do sistema busque, diretamente do dispositivo, um arquivo de validação hospedado no domínio de origem, expondo o endereço real do usuário; e o WebTransport, que ignora o proxy ao estabelecer uma conexão HTTP/3 direta.

No caso do Safari, o recurso Retransmissão Privada do iCloud+ também é afetado pela falha; embora projetado para ter dois servidores intermediários para o tráfego e as consultas de DNS, os recursos listados ocorrem fora desse mecanismo de proteção, expondo o usuário de qualquer maneira.

Isso afeta também navegadores que utilizam a API 1Application programming interface, ou interface de programação de aplicações. de proxy para privacidade, como o Onion, que foi alertado sobre o problema junto do Tor Project. O relatório pontua, no entanto, que a única exceção quanto à exposição desses dados com algum desses recursos é o nível de segurança “Silver” do Onion Browser, que desativa o WebTransport por meio do Modo de Isolamento (Lockdown Mode).

As conexões por VPN 2Virtual private network, ou rede privada virtual. não são afetadas pela falha de segurança, visto que o tráfego do dispositivo passa pelo túnel do provedor da rede privada virtual.

O relatório conclui informando que o problema foi resolvido na versão mais recente do Psylo, que desabilitou por ora o funcionamento do WebTransport e do WebAuthn, além de bloquear a dica de pré-busca de DNS.

via AppleInsider

Notas de rodapé

  • 1
    Application programming interface, ou interface de programação de aplicações.
  • 2
    Virtual private network, ou rede privada virtual.

CarPlay chegará aos barcos pontão da MasterCraft Boat Holdings

5 August 2026 at 13:54

A fabricante de barcos de lazer MasterCraft Boat Holdings anunciou ontem que está levando a compatibilidade com o CarPlay a alguns de seus barcos pontão (pontoon boats) em parceria com o app Savvy Navvy.

Um pedido antigo de clientes da fabricante, o sistema de infoentretenimento da Apple, bem como o Android Auto, serão implementados por padrão em modelos 2027 (ou mais recentes) das marcas Crest e Balise, que contarão com vários dos mesmos recursos disponíveis em carros.

A parceria com o Savvy Navvy, no entanto, permitirá que usuários confiram também informações como cartas náuticas, rastreamento por GPS 1Global positioning system, ou sistema de posicionamento global., rotas inteligentes, previsões meteorológicas em tempo real e dados de marés, muitas das quais ainda não estão disponíveis no app Mapas (Maps), da Apple.

Quem adquirir um barco elegível das linhas Balise, Crest Conquest ou Caribbean ganhará ainda acesso a todos os recursos do Savvy Navvy Premium, versão mais completa do serviço de navegação, sem custo extra.

Ainda segundo a MasterCraft Boat Holdings, os primeiros modelos compatíveis com o CarPlay serão lançados já no próximo mês. O Savvy Navvy, por sua vez, está disponível para download na App Store.

via MacRumors

Notas de rodapé

  • 1
    Global positioning system, ou sistema de posicionamento global.

Estudo avalia uso do Apple Vision Pro como monitor principal em cirurgia

4 August 2026 at 22:41

Na medicina, a computação espacial e os headsets de realidade aumentada/virtual — incluindo o Apple Vision Pro — têm sido aplicados em uma gama crescente de ambientes clínicos e cirúrgicos.

Inclusive, um novo estudo divulgado pelo Asymco, realizado por pesquisadores do Shiley Eye Institute (vinculado à Universidade da Califórnia em San Diego), está entre os primeiros a avaliar o uso do Apple Vision Pro como a tela principal de visualização intraoperatória para cirurgia lacrimal endoscópica.

Intitulado “Apple Vision Pro as a Wearable Display for Endoscopic Dacryocystorhinostomy: Surgical Experience, Efficiency, and Cost” (“Apple Vision Pro como display vestível para dacriocistorrinostomia endoscópica: experiência cirúrgica, eficiência e custo”, na tradução direta), o estudo compara o uso do headset com a abordagem tradicional baseada em monitores, concentrando-se na eficiência cirúrgica, na carga de trabalho do cirurgião, na ergonomia e no custo.

Entre os achados do estudo, o uso do Vision Pro foi associado a tempos operatórios mais curtos e a uma menor carga de trabalho relatada pelo cirurgião — ocupando, ao mesmo tempo, um espaço mínimo. Por ser uma das primeiras avaliações do dispositivo para a cirurgia em questão, esses resultados sugerem vantagens ergonômicas e de fluxo de trabalho, mas requerem confirmação em estudos maiores e controlados.

Por outro lado, o Vision Pro é criticado por dois aspectos: ser grande/pesado demais e ser muito caro. Segundo o estudo, mesmo para um hospital, o custo do Vision Pro não é “insignificante” — ainda assim, ele levou em conta o que o dispositivo é capaz de fazer e, sob essa ótica, aponta-se que o headset representa um excelente custo-benefício.

A quem interessar possa, os detalhes do estudo estão disponíveis aqui.


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RecapMed é um app que reúne dados sobre dor, sintomas e medicamentos

4 August 2026 at 19:10

Quando a nossa saúde exige mudanças repentinas de rotina, organizar a frequência e a quantidade de medicações e horários para consultas/exames pode se tornar um desafio. Foi a partir dessa necessidade que o desenvolvedor brasileiro Wilton Fernandes criou o RecapMed, uma espécie de diário sobre dores, sintomas e medicamentos.

Entre os seus recursos, destacam-se o registro de dor — que possui indicadores de região e uma escala visual para intensidade, além do tipo (pontada, queimação, choque, peso, formigamento, pressão, rigidez ou latejante) —, notificações e acompanhamento de adesão a medicamentos (permitindo registrar as doses tomadas para alimentar automaticamente o cálculo do percentual de adesão) e o Health Vault, que permite anexar exames, receitas e laudos em um espaço com acesso protegido por autenticação biométrica. Todos os registros são armazenados localmente, sem processamento em nuvem.

App RecapMed

Outra funcionalidade bem interessante é o Doctor Brief, que consolida todos os seus registros em um documento PDF resumido que pode ser compartilhado com o médico na hora da consulta, para que ele compreenda seu quadro clínico rapidamente.

O app também é compatível com o Apple Watch, permitindo registrar dores, confirmar doses de medicamento e acompanhar a sua porcentagem de hidratação, sincronizando automaticamente as informações registradas no iPhone.

O RecapMed pode ser adquirido na App Store por R$10 — não contando com nenhum tipo de assinatura ou compra interna.

Apple pretende liberar interoperabilidade entre iPhones e PCs com Windows no iOS 28

4 August 2026 at 19:02

Nos últimos anos, a Apple abriu o iOS para atender aos requisitos de interoperabilidade da União Europeia estabelecidos pela Lei dos Mercados Digitais (Digital Markets Act, ou DMA) — incluindo até mesmo a abertura de um sistema para pedidos por parte de rivais da companhia que quisessem solicitar a abertura de algum recurso específico.

Além da Meta, a Microsoft utilizou esse sistema de solicitações de interoperabilidade da UE para pedir à Apple suporte à função de copiar e colar entre dispositivos, abrangendo iPhones e PCs com Windows.

Conforme detalhado na página do pedido, disponível no portal Apple Developer, a empresa descreveu o recurso da seguinte forma:

  • Copiar texto ou outro conteúdo compatível no iPhone e colá-lo diretamente no PC com Windows, e vice-versa.
  • Executar fluxos de trabalho comuns de produtividade sem precisar colocar um aplicativo em primeiro plano ou realizar ações repetidas e explícitas para iniciar uma transferência.
  • Acessar a sincronização da área de transferência como um recurso contínuo e leve, em vez de uma operação manual dependente de aplicativos.

À época em que comentamos o pedido da Meta, as informações eram de que a Apple havia colocado o pedido da Microsoft na fase II — o que significa que seus engenheiros estavam avaliando a possibilidade, sem um comprometimento de implementação. Mais recentemente, a Maçã moveu o pedido para a fase III — indicando que a companhia começará a desenvolver um recurso que atenda ao pedido da Microsoft.

Estranhamente, o cronograma exibido na página do pedido indica que essa mudança para a fase III aconteceu em junho — ou seja, antes mesmo da divulgação das informações sobre a fase II. Pode ser, porém, que a Apple tenha atualizado sua página retroativamente com o progresso do pedido, já que em meados de julho a página não indicava a mudança para a fase III ainda.

Não obstante, o fato é que a solução proposta pela Apple exige a adoção do framework AccessorySetupKit para sincronizar os dados da área de transferência entre as duas plataformas — de modo que, após emparelhar um PC com Windows a um iPhone, será necessário conceder permissão uma única vez para que os dois dispositivos possam compartilhar conteúdos.

Ademais, a Apple observou que, dada a complexidade de engenharia envolvida, a conclusão do desenvolvimento do recurso deverá acontecer só no outono (do hemisfério norte) de 2027. Além disso, ele será disponibilizado inicialmente em uma versão beta para desenvolvedores, visando testes antes do lançamento oficial. Caso a funcionalidade comece a ser testada próximo ao fim de 2027, o acesso pelos usuários em geral poderá ocorrer apenas no início de 2028 (em futuras atualizações do iOS 28, portanto).

Vale notar, por fim, que assim como muitas das mudanças motivadas pela DMA, a Apple poderá lançar a sincronização da área de transferência entre iPhones e PCs com Windows (inicialmente?) apenas na UE.

via MacRumors

Fones de ouvido esportivos JBL Endurance Pace são lançados oficialmente no Brasil

4 August 2026 at 18:19

A JBL lançou hoje no Brasil os Endurance Pace. Apresentados no início deste ano, eles são uma opção interessante para quem pratica algum esporte ou exercícios físicos, e contam com recursos projetados especialmente para esse tipo de atividade.

Um dos maiores diferenciais desse produto é a tecnologia OpenSound, capaz de entregar áudio de grande qualidade sem bloquear o canal auditivo — num formato que é indicado para quem não curte fones de ouvido do tipo intra-auricular.

O driver dinâmico sensível de 18x11mm oferece agudos nítidos e cristalinos, médios encorpados e ricos, com um algoritmo de reforço de graves adaptativo. Devido ao formato e à tecnologia, o som direcional é reproduzido com o mínimo de vazamento, mantendo os fones encaixados por fora e confortáveis durante o uso.

JBL Endurance Pace
JBL Endurance Pace
JBL Endurance Pace

Com uma armação leve (de metal com memória de titânio), que mantém os fones confortáveis durante o dia, o produto também conta com classificação IP68 e pode ser submerso em água doce por até 30 minutos, a mais de um metro de profundidade.

Os fones também possuem captação sonora avançada (graças aos seus dois microfones com tecnologia beamforming), bem como uma bateria com autonomia de até 10 horas e capaz de prover até 4 horas de uso com uma carga de 10 minutos.

Com um preço sugerido de R$400, os JBL Endurance Pace já podem ser adquiridos na loja online brasileira da JBL.

via TudoCelular.com

DJI lança Mic Mini 2S, com gravação interna em 32-bit float

4 August 2026 at 15:44

Conforme antecipado durante o anúncio do Mic Mini 2, a DJI enfim lançou o Mic Mini 2S, permitindo que cada transmissor realize uma gravação interna de áudios em 32-bit float — ou seja, sem a necessidade de ajustar níveis e sem risco de estourar (clipping) nada na captação.

O recurso é possível graças aos 14,5GB de armazenamento interno do transmissor, que permite um acúmulo de até 28 horas de gravação diretamente no dispositivo. Como já havia sido mencionado pela DJI, cada receptor possui suporte a conexão com até quatro transmissores — sendo compatível, para além dos transmissores do próprio Mic Mini 2S, com os do Mic Mini e do Mic Mini 2, além do DJI Mic Series Mobile Receiver.

Meet DJI Mic Mini 2S – Capture Every Detail

DJI Mic Mini 2S wireless mic ensures secure backups with 32-bit float internal recording and up to 28 hours of storage , while AI-upgraded noise canceling precisely isolates vocals . Expand to a full wireless mic system with 4TX + 1RX… pic.twitter.com/PqpQs3QeE0

— DJI (@DJIGlobal) August 4, 2026
Conheça o DJI Mic Mini 2S – Capture Cada Detalhe

O microfone sem fio DJI Mic Mini 2S garante backups seguros com gravação interna em 32-bit float e até 28 horas de armazenamento, enquanto o cancelamento de ruído aprimorado por IA isola precisamente as vozes. Expanda para um sistema completo de microfone sem fio com conectividade 4TX + 1RX cross-gen, conexão direta OsmoAudio e um estojo de carregamento redesenhado.

✅ Armazenamento Interno de 28 Horas, Gravação Interna em 32-bit float
✅ Conectividade 4TX + 1RX Cross-Gen
✅ Cancelamento de Ruído por IA em Dois Níveis, Três Predefinições de Tom de Voz
✅ Leve & Versátil, Armazenamento Compacto
✅ Conexão Direta DJI OsmoAudio
✅ Tempo de Operação Longo & Carregamento Rápido

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Ele conta com dois modos de cancelamento de ruído — ambos empurrados por inteligência artificial (IA), um mais básico para pequenos ruídos internos, e um modo mais forte desenvolvido para captações em ambientes externos —, os recursos Clipping Control e Loudness Balance, que impedem a distorção em picos de áudio e auxiliam no ajuste dos níveis do áudio em ambientes com grandes variações de volume, respectivamente. Sobre os perfis de voz, o Mic Mini 2S também conta com as predefinições Regular, Rico ou Brilhante.

Imagem promocional do DJI Mic Mini 2S - 2
Divulgação/DJI

Os transmissores do Mic Mini 2S também são compatíveis com as câmeras da DJI, como a Osmo Pocket 4P, Osmo Pocket 4, Osmo 360, Osmo Nano e Osmo Action 6, em conexão direta (sem receptor).

Preço e disponibilidade

Imagem promocional do DJI Mic Mini 2S - 3
Divulgação/DJI

Ainda não temos detalhes sobre o preço e a data de lançamento no Brasil, mas lá fora o DJI Mic Mini 2S chegará em cinco versões: somente com o transmissor, por 70€; com dois transmissores e um receptor, por 190€; com um receptor e um transmissor, por 100€; com um receptor, uma case de carregamento e um receptor móvel, pelos mesmos 100€; além da versão com dois transmissores, um receptor, uma case de carregamento e o DJI Mic Series Mobile Receiver por 205€.

O embargo contra a DJI segue em vigor nos Estados Unidos, indisponibilizando o Mic Mini 2S no país.

OpenAI rebate Apple publicamente sobre processo por roubo de segredos industriais

4 August 2026 at 14:17

A briga entre a OpenAI e a Apple continua. Agora, a dona do ChatGPT publicou uma resposta às alegações feitas contra ela no processo em seu blog oficial.

Na carta aberta, intitulada “Apple is getting this wrong” (“A Apple está entendendo isso errado”, em tradução direta), a empresa de Sam Altman tenta demonstrar inconsistências na narrativa apresentada pela Apple aos tribunais, classificada por ela como “descuidada, agressiva e estranhamente pessoal”. A OpenAI também diz que a prática não faz jus à grandeza histórica da Maçã.

Quanto às questões endereçadas na carta, a acusação principal — de que Tang Tan, líder de hardware da OpenAI e ex-designer da Apple, utilizou seu conhecimento sobre os procedimentos internos da Apple para repassar informações confidenciais sobre os seus produtos — foi contestada, com a versão oficial da OpenAI alegando que Tang sempre foi enfático quanto à falta de intenção em fazer uso de segredos industriais de outras empresas. A confusão sobre a revogação de acesso já havia sido mencionada em uma reportagem do The Information.

Sobre Chang Liu, cuja acusação envolvia a retenção de dispositivos e acessos para baixar arquivos internos, a réplica à Maçã, caso verdadeira, é um tanto reveladora: na carta, foi mencionado que funcionários da Apple entraram em contato com Liu mesmo após a sua saída para localizar os arquivos de projetos internos, revelando uma fragilidade no processo de revogação do acesso a arquivos internos. As mensagens trocadas entre Chang e um funcionário da Maçã via iMessage foram divulgadas junto da carta.

Já tratando sobre a alegada ciência da OpenAI quanto aos temas do processo, a dona do ChatGPT expôs emails de advogados externos que representavam a Maçã admitindo um erro no envio das mensagens, ocasionado por uma confusão entre os sobrenomes de Che Chang (conselheiro geral da OpenAI) e de um funcionário de sobrenome Wang — a quem, alegadamente, se referia a mencionada conversa por telefone, que nunca aconteceu, de acordo com a carta e com uma confissão feita em um dos emails divulgados.

A carta não cobriu, no entanto, as acusações de que a OpenAI vinha incentivando funcionários da Apple a realizar entrevistas para os seus cargos e fornecer detalhes sobre dispositivos ainda não lançados, e nem o suposto contato feito por parte da OpenAI com fornecedores da Apple sob o apoio de dados internos importantes.

Solicitação de liminar

Ontem, a Apple solicitou, de maneira preliminar, uma liminar para impedir que Liu e Tan possam acessar, obter, utilizar ou divulgar informações confidenciais. O pedido foi rebatido na carta:

O pedido da Apple por uma liminar preliminar é baseado em informações falsas e é completamente desnecessário, porque não temos, nem queremos ter, nenhum de seus segredos comerciais. Estamos muito mais interessados em construir produtos e tecnologias inovadores que ampliem as fronteiras do que é possível.

Até o momento, a Maçã não se pronunciou sobre a resposta da OpenAI.

via Reuters

Adobe Lightroom ganha nova ferramenta que expande contexto em fotos

3 August 2026 at 18:20

Após ganhar, no mês passado, um recurso para transformar imagens em vídeos curtos, o Lightroom, editor de fotos da Adobe, recebeu uma nova ferramenta alimentada por inteligência artificial que permite ampliar o contexto em imagens.

Chamada Gen Expand, a novidade permite dar profundidade às fotos mais facilmente, com apenas um clique. Ela também permite redimensionar imagens para diferentes formatos (sites, redes sociais, apresentações, vídeos, entre outros).

Gen Expand do Adobe Lightroom
Divulgação/Adobe

Segundo Vivian Kuppermann, gerente sênior de Marketing da Adobe Brasil, o Gen Expand “se insere em uma dinâmica global da Adobe para dar cada vez mais voz ao público, democratizando ferramentas complexas e adicionando uma nova camada de sofisticação ao processo de criação, valorizando ainda mais o olhar de cada usuário”.

A nova ferramenta já está disponível para assinantes do Lightroom na versão desktop.

Apple rejeita (de novo) exigência de backdoor do iCloud no Reino Unido

3 August 2026 at 18:03

Em mais um capítulo da batalha travada entre a Apple e o governo do Reino Unido sobre a exigência de um ponto de acesso (ou backdoor) à criptografia do iCloud, a empresa apresentou uma contestação judicial contra a tentativa, por parte do governo britânico, de acessar os dados criptografados de usuários, segundo o Financial Times.

Na ação protocolada junto ao Investigatory Powers Tribunal (IPT), no mês passado, a Apple afirmou que não criou e não pretende criar uma backdoor para os dados dos seus usuários, argumentando que a ferramenta enfraqueceria a segurança do iPhone.

A exigência iniciada com base na Technical Capability Notice (ou Notificação de Capacidade Técnica, uma ordem governamental que prevê a interceptação, por parte do governo do Reino Unido, de dados de usuários mantidos pelas grandes empresas de tecnologia) ordenava que a Apple fornecesse informações dos usuários do iCloud protegidas pela Proteção Avançada de Dados (Advanced Data Protection), obrigando a empresa a redesenhar seu serviço caso optasse por acatar as demandas estatais britânicas.

O recurso, vale lembrar, acabou sendo removido do iOS no país para evitar fornecer aquilo que foi determinado pelo governo do Reino Unido.

A abrangência dos usuários impactados também foi motivo de disputa: como a determinação inicialmente impactava integralmente a base instalada do iCloud, o governo dos Estados Unidos optou por pressionar o Reino Unido a desistir de aplicá-la a todos os usuários americanos, o que de fato ocorreu posteriormente. O recuo, porém, não durou muito, e uma segunda ação — muito semelhante à primeira — foi protocolada em outubro de 2025.

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