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Custo de fabricação do “iPhone 18 Pro” será 38% maior que o do 17 Pro, diz TrendForce

10 August 2026 at 13:55

O clube de analistas/firmas de pesquisa que esperam por preços mais altos com a chegada da linha “iPhone 18” acaba de ficar ainda maior. Hoje, foi a vez de a TrendForce apostar nessa possibilidade, com destaque especial para os modelos Pro.

De acordo com a firma, o custo de fabricação do “iPhone 18 Pro” de 256GB — ou seja, o modelo mais em conta dessa linha — ficará cerca de 38% maior em relação ao seu antecessor direto, tornando reajustes de preço do lado dos consumidores “inevitáveis”. Ela, no entanto, abre possibilidade de a Apple sacrificar um pouco da sua margem de lucro para estancar parte do impacto desses aumentos.

Isso, como não podia deixar de ser, tem a ver com a crise no mercado de DRAM 1Dynamic random access memory, ou memória dinâmica de acesso aleatório., que fez os chips de memória passarem a representar, no terceiro trimestre de 2026, aproximadamente 34% do valor total do smartphone, em contraste com os 10% de um ano atrás. O prognóstico para os iPhones de 2027 também não é muito animador, já que é esperado que esse número passe de 40% ainda na primeira metade do ano que vem.

Antes dessa crise, os componentes mais caros de um iPhone eram, com sobras, o processador e a tela. Caso a participação da memória no custo de fabricação realmente passe dos 40%, isso fará com que a fatia desses outros componentes caia para abaixo de 10% mesmo sem uma redução nos seus preços, tamanha é a pressão no mercado de DRAM atualmente.

Divulgação/TrendForce

Essa estratégia de sacrificar parte da margem de lucro, como lembrado pela TrendForce, foi empregada pela Apple nos últimos lançamentos de MacBooks — que, mesmo assim, sofreram aumentos expressivos recentemente. A firma de pesquisa também não exclui a possibilidade de a empresa aumentar os preços de modelos mais antigos de iPhones junto do lançamento dos novos aparelhos, o que serviria para compensar parcialmente o aumento dos custos de memória.

É, são tempos sombrios no mundo da tecnologia…

iPhone 17 Pro Max

Cores: prateado, laranja-cósmico ou azul-intenso
Armazenamento: 256GB, 512GB, 1TB ou 2TB
R$ 9.899,10
R$ 12.499,00

iPhone 17 Pro

Cores: prateado, laranja-cósmico ou azul-intenso
Armazenamento: 256GB, 512GB ou 1TB
R$ 9.599,00
R$ 11.499,00

iPhone Air

Cores: azul-céu, dourado-claro, branco-nuvem ou preto espacial
Armazenamento: 256GB, 512GB ou 1TB
R$ 7.999,00
R$ 10.499,00

iPhone 17

Cores: lavanda, sálvia, azul-névoa, branco ou preto
Armazenamento: 256GB, 512GB ou 1TB
R$ 6.099,00
R$ 7.999,00

iPhone 17e

Cores: branco, preto ou rosa-pálido
Armazenamento: 256GB ou 512GB
R$ 4.887,78
R$ 5.799,00

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.

via Notebookcheck

Notas de rodapé

  • 1
    Dynamic random access memory, ou memória dinâmica de acesso aleatório.

Crise de memórias: fornecedoras já teriam vendido toda a sua produção para 2027

5 August 2026 at 17:52

A crise no mercado de DRAMs 1Dynamic random access memories, ou memórias dinâmicas de acesso aleatório. e HBMs 2High bandwidth memories, ou memórias de alta largura de banda., causada pelo boom das empresas de inteligência artificial (IA), pode ter alcançado seu ponto mais dramático até agora, com as produções de todas as três principais fabricantes desses tipos de componentes (Samsung Electronics, SK Hynix e Micron) já tendo sido reservadas para o ano de 2027 inteiro, segundo informações do DIGITIMES.

Além das memórias, outra categoria de componentes que tem sofrido bastante com a demanda causada por data centers de IA é a de chips NAND, muito utilizados em dispositivos de armazenamento flash (como SSDs 3Solid-state drives, ou unidades de estado sólido.). Embora a situação desses chips ainda não esteja tão apertada quanto a das memórias, fontes ouvidas pelo veículo dão conta de que a Samsung Electronics, a Micron e a SanDisk já venderam toda a sua produção para 2026 por preços altíssimos. A Kioxia e a SK Hynix, por sua vez, deverão firmar contratos parecidos com seus clientes até o fim deste mês.

Voltando para o caso das memórias, dados da Counterpoint Research dão conta de que a Samsung Electronics ficou responsável por 39% do mercado de DRAM (por receita) durante o segundo trimestre, seguida pela SK Hynix (com 26%) e pela Micron (25%). Apesar de todo o investimento nessas empresas, os rumores são de que os compradores de componentes estão recebendo apenas 60-70% dos volumes que solicitaram inicialmente, devido à capacidade de produção limitada.

Algumas dessas fornecedoras, é claro, são parceiras de longa data da Apple — que também tem sofrido com essa escassez de componentes, embora tenha conseguido absorver parte do impacto. Enquanto os iPhones têm passado ilesos por essa crise, produtos como os Macs e os iPads viraram alvo de aumentos expressivos de preços — algo que foi classificado por Tim Cook, o atual CEO 4Chief executive officer, ou diretor executivo. da empresa, como “enchente que ocorre uma vez a cada 100 anos”.

Ainda de acordo com o DIGITIMES, todos os compradores concordaram em realizar pagamentos adiantados por esses componentes, tenham eles estabelecido acordos de fornecimento multianuais anteriormente ou não. Ao que tudo indica, isso é uma resposta ao medo que muitas dessas empresas têm de que seus competidores tentem garantir o máximo de capacidade de produção possível — especialmente durante o período entre julho e agosto, que é quando a maior parte dos pedidos é feita.

Por ser uma das principais compradoras de memórias e chips NAND do mercado, é quase certo que a Apple também tenha desembolsado uma boa grana para garantir sua parcela de componentes para 2027, que é quando deveremos ver o “iPhone 20” chegar ao mercado. Não está claro, no entanto, por quanto mais tempo ela absorverá o impacto dos preços inflados — algumas pessoas, inclusive, acreditam que os próximos iPhones poderão ficar até US$300 mais caros por conta dessa crise.

Em uma clara manobra para tornar a sua lista de fornecedoras mais diversa, a Apple estaria testando memórias de marcas como a chinesa ChangXin Memory Technologies (CXMT), que passou a receber aportes de investidores recentemente. Isso, no entanto, não tem sido bem visto por políticos dos Estados Unidos (país natal da Maçã), que acusam a fornecedora de ter ligações com as forças armadas da China — país com o qual os americanos travam uma guerra comercial há alguns anos.

via AppleInsider, Seeking Alpha

Notas de rodapé

  • 1
    Dynamic random access memories, ou memórias dinâmicas de acesso aleatório.
  • 2
    High bandwidth memories, ou memórias de alta largura de banda.
  • 3
    Solid-state drives, ou unidades de estado sólido.
  • 4
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

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