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Apple pretende liberar interoperabilidade entre iPhones e PCs com Windows no iOS 28

Nos últimos anos, a Apple abriu o iOS para atender aos requisitos de interoperabilidade da União Europeia estabelecidos pela Lei dos Mercados Digitais (Digital Markets Act, ou DMA) — incluindo até mesmo a abertura de um sistema para pedidos por parte de rivais da companhia que quisessem solicitar a abertura de algum recurso específico.

Além da Meta, a Microsoft utilizou esse sistema de solicitações de interoperabilidade da UE para pedir à Apple suporte à função de copiar e colar entre dispositivos, abrangendo iPhones e PCs com Windows.

Conforme detalhado na página do pedido, disponível no portal Apple Developer, a empresa descreveu o recurso da seguinte forma:

  • Copiar texto ou outro conteúdo compatível no iPhone e colá-lo diretamente no PC com Windows, e vice-versa.
  • Executar fluxos de trabalho comuns de produtividade sem precisar colocar um aplicativo em primeiro plano ou realizar ações repetidas e explícitas para iniciar uma transferência.
  • Acessar a sincronização da área de transferência como um recurso contínuo e leve, em vez de uma operação manual dependente de aplicativos.

À época em que comentamos o pedido da Meta, as informações eram de que a Apple havia colocado o pedido da Microsoft na fase II — o que significa que seus engenheiros estavam avaliando a possibilidade, sem um comprometimento de implementação. Mais recentemente, a Maçã moveu o pedido para a fase III — indicando que a companhia começará a desenvolver um recurso que atenda ao pedido da Microsoft.

Estranhamente, o cronograma exibido na página do pedido indica que essa mudança para a fase III aconteceu em junho — ou seja, antes mesmo da divulgação das informações sobre a fase II. Pode ser, porém, que a Apple tenha atualizado sua página retroativamente com o progresso do pedido, já que em meados de julho a página não indicava a mudança para a fase III ainda.

Não obstante, o fato é que a solução proposta pela Apple exige a adoção do framework AccessorySetupKit para sincronizar os dados da área de transferência entre as duas plataformas — de modo que, após emparelhar um PC com Windows a um iPhone, será necessário conceder permissão uma única vez para que os dois dispositivos possam compartilhar conteúdos.

Ademais, a Apple observou que, dada a complexidade de engenharia envolvida, a conclusão do desenvolvimento do recurso deverá acontecer só no outono (do hemisfério norte) de 2027. Além disso, ele será disponibilizado inicialmente em uma versão beta para desenvolvedores, visando testes antes do lançamento oficial. Caso a funcionalidade comece a ser testada próximo ao fim de 2027, o acesso pelos usuários em geral poderá ocorrer apenas no início de 2028 (em futuras atualizações do iOS 28, portanto).

Vale notar, por fim, que assim como muitas das mudanças motivadas pela DMA, a Apple poderá lançar a sincronização da área de transferência entre iPhones e PCs com Windows (inicialmente?) apenas na UE.

via MacRumors

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SuperDuper 4 é lançado com nova forma de configurar backups no Mac

O clássico aplicativo de backup SuperDuper foi atualizado recentemente para a sua quarta versão, que chega com um novo visual, cópias até 2x mais rápidas e uma nova forma de configurar seus backups, entre outras adições.

A grande novidade dessa nova versão tem a ver com a seção “What’s going to happen?”, que descreve tudo o que será contemplado pelo seu backup na forma de uma frase simples em inglês. Deseja alterar alguma coisa? Agora basta clicar no trecho correspondente, fazer os ajustes necessários (em linguagem natural) e clicar em “Copy Now”.

Interface principal do SuperDuper 4.
Divulgação/Shirt Pocket

A nova versão também permite realizar quantas cópias você quiser — cada uma com sua própria fonte, destino, agendamento e ações subsequentes. Também passou a ser possível pré-visualizar as configurações de cada cópia antes mesmo de elas iniciarem, bem como realizar o backup de uma pasta individual, e não mais apenas de discos inteiros.

Seção "What's going to happen?" do SuperDuper 4
Divulgação/Shirt Pocket

Outra novidade é a possibilidade de rodar um atalho antes ou depois de uma cópia, bem como se uma falha acontecer. Assim, você pode determinar que um email seja enviado para você caso algo de errado aconteça, ou que um registro seja feito em uma planilha, por exemplo.

O SuperDuper 4 também suporta discos de rede e sistemas NAS 1Network-attached storage, ou armazenamento conectado à rede., além de formatos como FAT32 e exFAT. Também foi adicionado um ícone à barra de menus com informações sobre o progresso dos backups, bem como novas notificações.

Agendamento de backups do SuperDuper 4
Divulgação/Shirt Pocket

Compatível com o macOS Sonoma 14 ou superior, o SuperDuper 4 pode ser instalado tanto em Macs com chips Apple Silicon quanto em máquinas Intel por cerca de R$230. Usuários do SuperDuper 3 que adquiriram uma licença após 31 de julho de 2020 podem fazer o upgrade com 30% de desconto.

Notas de rodapé

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    Network-attached storage, ou armazenamento conectado à rede.

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DJI lança Mic Mini 2S, com gravação interna em 32-bit float

Conforme antecipado durante o anúncio do Mic Mini 2, a DJI enfim lançou o Mic Mini 2S, permitindo que cada transmissor realize uma gravação interna de áudios em 32-bit float — ou seja, sem a necessidade de ajustar níveis e sem risco de estourar (clipping) nada na captação.

O recurso é possível graças aos 14,5GB de armazenamento interno do transmissor, que permite um acúmulo de até 28 horas de gravação diretamente no dispositivo. Como já havia sido mencionado pela DJI, cada receptor possui suporte a conexão com até quatro transmissores — sendo compatível, para além dos transmissores do próprio Mic Mini 2S, com os do Mic Mini e do Mic Mini 2, além do DJI Mic Series Mobile Receiver.

Meet DJI Mic Mini 2S – Capture Every Detail

DJI Mic Mini 2S wireless mic ensures secure backups with 32-bit float internal recording and up to 28 hours of storage , while AI-upgraded noise canceling precisely isolates vocals . Expand to a full wireless mic system with 4TX + 1RX… pic.twitter.com/PqpQs3QeE0

— DJI (@DJIGlobal) August 4, 2026
Conheça o DJI Mic Mini 2S – Capture Cada Detalhe

O microfone sem fio DJI Mic Mini 2S garante backups seguros com gravação interna em 32-bit float e até 28 horas de armazenamento, enquanto o cancelamento de ruído aprimorado por IA isola precisamente as vozes. Expanda para um sistema completo de microfone sem fio com conectividade 4TX + 1RX cross-gen, conexão direta OsmoAudio e um estojo de carregamento redesenhado.

✅ Armazenamento Interno de 28 Horas, Gravação Interna em 32-bit float
✅ Conectividade 4TX + 1RX Cross-Gen
✅ Cancelamento de Ruído por IA em Dois Níveis, Três Predefinições de Tom de Voz
✅ Leve & Versátil, Armazenamento Compacto
✅ Conexão Direta DJI OsmoAudio
✅ Tempo de Operação Longo & Carregamento Rápido

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Ele conta com dois modos de cancelamento de ruído — ambos empurrados por inteligência artificial (IA), um mais básico para pequenos ruídos internos, e um modo mais forte desenvolvido para captações em ambientes externos —, os recursos Clipping Control e Loudness Balance, que impedem a distorção em picos de áudio e auxiliam no ajuste dos níveis do áudio em ambientes com grandes variações de volume, respectivamente. Sobre os perfis de voz, o Mic Mini 2S também conta com as predefinições Regular, Rico ou Brilhante.

Imagem promocional do DJI Mic Mini 2S - 2
Divulgação/DJI

Os transmissores do Mic Mini 2S também são compatíveis com as câmeras da DJI, como a Osmo Pocket 4P, Osmo Pocket 4, Osmo 360, Osmo Nano e Osmo Action 6, em conexão direta (sem receptor).

Preço e disponibilidade

Imagem promocional do DJI Mic Mini 2S - 3
Divulgação/DJI

Ainda não temos detalhes sobre o preço e a data de lançamento no Brasil, mas lá fora o DJI Mic Mini 2S chegará em cinco versões: somente com o transmissor, por 70€; com dois transmissores e um receptor, por 190€; com um receptor e um transmissor, por 100€; com um receptor, uma case de carregamento e um receptor móvel, pelos mesmos 100€; além da versão com dois transmissores, um receptor, uma case de carregamento e o DJI Mic Series Mobile Receiver por 205€.

O embargo contra a DJI segue em vigor nos Estados Unidos, indisponibilizando o Mic Mini 2S no país.

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Como ocultar as capturas de tela em álbuns no app Fotos [iPhone, iPad e Mac]

Com o aplicativo Fotos (Photos), a Apple permite que usuários ocultem as capturas de tela (screenshots) durante a navegação da fototeca.

Mas, além disso, esse mesmo procedimento pode ser realizado dentro de um álbum que tenha sido criado no seu iPhone, iPad ou Mac e que contenha esse tipo de mídia.

Veja como ocultá-las! 📸

Como ocultar capturas de tela em álbuns pelo iPhone/iPad

  1. Abra o app Fotos e toque em “Coleções”.
  2. Selecione o álbum desejado na seção “Álbuns”.
  3. Vá até o botão com três risquinhos (no canto inferior esquerdo) e toque em “Opções de Visualização”.
  1. Desmarque “Capturas de Tela”.

Como ocultar capturas de tela em álbuns pelo Mac

  1. Expanda a seção “Álbuns” (na barra lateral esquerda).
  2. Clique no nome do álbum.
  1. Clique nos três pontinhos (na parte superior) e desmarque “Capturas de Tela”. Ou, se preferir, vá até “Visualizar”, na barra de menus, e desmarque “Capturas de Tela”.

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Como renomear um arquivo no app Pré-Visualização [iPhone, iPad e Mac]

Com o aplicativo Pré-Visualização (Preview), usuários de iPhones, iPads e Macs podem facilmente preencher e assinar formulários, escanear documentos e fazer alterações em PDFs e imagens, por exemplo.

Para encontrar mais facilmente um arquivo, você pode renomeá-lo em alguns passos simples.

Veja, nos parágrafos a seguir, como fazer exatamente isso no seu dispositivo! 😉

Com o app Pré-Visualização aberto, faça um dos seguintes procedimentos:

  • Toque e segure o dedo ou clique com o botão direito do mouse em cima do arquivo e escolha “Renomear”.
  • Com o arquivo aberto, selecione a setinha ao lado do nome dele e renomeie-o (no iPhone/iPad, é preciso primeiramente tocar em “Renomear”). Se estiver no Mac, você também pode fazer a mesma coisa indo até Arquivo » Renomear…, na barra de menus.

Simples, né?!

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Promoções na App Store: Cardinal Land, One Hand Clapping – OHC, Relaxante Emaranhado Premium e mais!

Abrindo o mês de agosto com a nossa seleção de promoções na App Store para esta segunda-feira!

Cardinal Land, criado pela DogoTogo, é um quebra-cabeças com o adicional de também ser um aplicativo educacional — e, por isso, o nosso destaque do dia.

Combine as peças coloridas de diferentes formatos e crie imagens de animais. Uma vez completada a figura, fatos interessantes do animal são apresentados e podem ser compartilhados facilmente com quem você quiser.

Explore sete continentes em dezenas de fases e desafie as suas habilidades em diferentes modos de jogo. Complete rapidamente as tarefas e ganhe estrelas. Compartilhe as imagens dos animais com seu Apple Watch e transforme-as em mostradores!

Confira um vídeo:

Aproveite a oferta e boa diversão! 🦁


Abaixo outros jogos/apps que, juntos, somam quase R$170 em descontos:

Jogos

Jogo musical.

Jogo de estratégia.

Aplicativos

Para relaxar.

Utilitário para hábitos.


Aproveite as ofertas e até amanhã! Vale lembrar que elas são sempre por tempo limitado, então é bom correr. 🚀

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Leilão da Receita em Porto Alegre tem MacBook Air e Mac mini por R$9.000

A Receita Federal anunciou dois novos leilões os quais contam com uma série de dispositivos da Apple que entraram de forma ilegal no país. Distribuídos nas cidades de Porto Alegre (RS) e Salvador (BA), eles somam, ao todo, 16 lotes com pelo menos um produto da empresa.

O órgão, é sempre bom lembrar, não especifica os modelos ou as versões de determinados itens incluídos nos lotes, sendo que alguns deles podem estar usados, vir sem caixa ou até mesmo sem acessórios (isso costuma ser alertado). Ele também não faz entregas.

Dentro dos lotes com produtos da Apple, também pode haver outros itens sendo leiloados, vale notar.

Porto Alegre

Com 190 lotes (embora apenas 11 com dispositivos da Maçã), os itens desse leilão estão concentrados na Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 10ª Região Fiscal. Segundo seu edital, as propostas poderão ser enviadas para análise a partir do dia 25 de agosto, às 12h, e serão recebidas até 28/8, às 18h.

As melhores serão selecionadas para participar do pregão online — o qual está previsto para o dia 31/8, a partir das 14h.

Eis os lotes com dispositivos da Apple inclusos nesse leilão:

LoteProduto(s) da AppleValor mínimo
42x AirTag (pacote com 4 unidades)
1x iMac (M4)
20x adaptador de parede USB-C (20W)
R$20.000
101x Magic Mouse (USB-C)
1x MacBook Air (M2, 256GB) de 13″
2x MacBook Air (M1, 256GB) de 13″
R$10.000
181x Mac mini (M2)R$10.000
32219x adaptador de paredeR$3.000
336x adaptador de paredeR$4.000
3620x adaptador de parede
1x Apple Pencil
6x EarPods
R$10.000
5474x adaptador de parede
3x adaptador de parede (5W)
10x adaptador de parede (20W)
12x adaptador de parede USB-C
4x iPhone 12 Pro Max
R$3.000
832x AirTag (pacote com 4 unidades)
1x Apple Pencil Pro
1x MacBook Neo (8GB/256GB)
R$10.000
851x cabo USB-C de 1 metro
1x adaptador de parede (20W)
R$5.200
872x Apple Pencil (USB-C)
1x Apple Pencil (2ª geração)
2x Magic Keyboard
1x Mac mini (M4, 256GB)
1x MacBook Air (modelo não especificado, 8GB/256GB) de 13″
R$9.000
941x adaptador de parede (20W)R$4.000

Salvador

Os itens desse leilão estão distribuídos em um total de 52 lotes, embora apenas 5 deles tenham algum dispositivo da Maçã.

De acordo com o seu edital, as propostas poderão ser enviadas para análise a partir do dia 17 de agosto, às 8h, e serão recebidas até 20/8, às 18h. As melhores serão selecionadas para participar do pregão online — o qual está previsto para o dia 21/8, a partir das 11h.

LoteProduto(s) da AppleValor mínimo
283x adaptador de parede (20W)
23x cabo Lightning para USB
21x cabo USB-C para Lightning
1x cabo MagSafe para USB-C
1x cabo USB-C de 2m
1x capa de couro com MagSafe para iPhone 12 Pro Max
R$24.000
29110x cabo Lightning para USB
1x cabo USB-C para Lightning
107x adaptador de parede (5W)
110x adaptador de parede (20W)
31x adaptador de parede (20W)
15x cabo USB-C para Lightning de 1m
R$22.000
312x AirTagR$12.000
341x adaptador de parede (20W)R$36.500
351x adaptador de parede (5W)
1x cabo Lightning para USB-C de 1m
R$8.500

Como participar

Todo o processo é feito de forma digital. Os interessados em adquirir os produtos do leilão precisam ter um CPF e um certificado digital válidos, via acesso ao Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) — o qual será utilizado para acessar o site corretamente e poder participar de tudo.

Alguns lotes estão disponíveis para lances tanto de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas.

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WhatsApp testa seção para gerenciar atualizações no macOS

Na mais recente versão beta do WhatsApp para o macOS, a Meta implementou uma novidade que facilitará a escolha, pelos usuários, de qual versão do aplicativo instalar em seu computador — basicamente uma “central de atualizações”.

De acordo com o WABetaInfo, esse novo recurso estará disponível em uma nova seção denominada “App updates” (“Atualizações do app”), nas configurações do aplicativo — que servirá também como um local para visualizar rapidamente a versão instalada.

Ao todo, a seção disponibilizará para os usuários dois canais de atualização: a “última versão” e a “versão estável da semana” — ambas com “correções de bugs e melhorias de estabilidade”, conforme indica a legenda exibida em cada uma delas.

WhatsApp beta para macOS
Imagem: WABetaInfo

A última versão disponível é lançada com correções e melhorias diariamente — o que pode resultar em bugs em algumas ocasiões, já que trata-se de um trabalho em desenvolvimento. A outra, cujos updates são semanais, geralmente é um pouco mais estável.

Ambas as opções oferecem os mesmos recursos principais, mas os tempos de lançamento são diferentes. A opção “versão mais recente” pode ocasionalmente oferecer novos recursos antes da compilação semanal. Como resultado, as atualizações diárias às vezes podem incluir funcionalidades que a versão semanal ainda não inclui. No entanto, a “versão semanal estável” é a escolha mais segura para a maioria dos usuários.

Cabe destacar que o WhatsApp também disponibiliza uma versão beta para o macOS. Embora ela não esteja mais disponível no TestFlight, é possível baixá-la manualmente dos servidores da Meta pelo link que é disponibilizado periodicamente pelo WABetaInfo.

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MacBook Neo vence Dell XPS 13 em desempenho e bateria, mas perde em tela e design

Em mais um dos seus comparativos, o canal do YouTube PhoneBuff colocou o MacBook Neo para disputar com o Dell XPS 13, ambos vendidos lá fora pelos mesmos US$700 (após o reajuste recente de Macs) com 8GB de memória — com diferença no armazenamento, 512GB contra os 256GB iniciais no caso da Apple.

Embora o XPS 13 tenha se mostrado um tanto competitivo em diversos cenários, o Neo se mostrou equivalente ou superior na maioria dos critérios estabelecidos no comparativo.

Quanto ao som dos dois, o computador da Apple, mesmo com metade da quantidade de alto-falantes, apresentou um resultado mais consistente em termos de qualidade — embora o XPS 13 tenha apresentado um volume maior.

Em se tratando da tela, tivemos a primeira grande derrota da Maçã: embora o MacBook Neo apresente maior visibilidade em ambientes com alta exposição à luz, o Dell XPS 13 venceu no conjunto geral ao contar com suporte ao toque, uma taxa de atualização de 120Hz e suporte ao padrão de gama de cores DCI-P3.

Sobre a bateria, embora perca em tempo de carregamento, o MacBook Neo compensa a desvantagem de capacidade física (36,5Wh frente aos 52Wh do XPS 13) com eficiência energética, até mesmo considerando a diferença entre a arquitetura x86 do Intel Core 5 320 e a arquitetura ARM64 presente no chip A18 Pro.

Falando em seus chips, aliás, o desempenho é outro ponto para a Apple: o computador da Dell vence em tempo de inicialização e nos testes de navegador por uma margem pequena (19 contra os 21 segundos do Neo), mas perde para o MacBook na descompactação de um arquivo de 6GB, sendo cerca de três vezes mais lenta na máquina com Windows, e também na abertura de um documento de 500 páginas no Word, com uma diferença de 5 segundos (12 no XPS e 7 no caso do Neo). A Maçã também levou a melhor com os programas da Adobe, concluindo mais rapidamente as alterações em projetos do Photoshop e do Premiere. Em jogos, foi o único momento em que o empate foi ruim o suficiente para ambos; títulos como Cyberpunk 2077 passaram com muita dificuldade da casa dos 30 quadros por segundo.

Câmera foi outro ponto positivo para o MacBook Neo, que apresentou imagens com mais nitidez e um microfone com uma filtragem de voz mais suave que sua contrapartida no universo Windows.

Já tratando de design, na avaliação do canal a vantagem é do Dell XPS 13 por sua leveza, bordas mais finas e a presença de retroiluminação no teclado (embora ele destaque positivamente o trackpad do MacBook) — ausência um tanto criticada por diversos entusiastas de tecnologia.

Em conclusão, ambas as máquinas possuem seus próprios pontos positivos — ou seja, não houve uma vitória clara para uma ou outra.

MacBook Neo

Cores: prateado, blush, amarelo-cítrico ou índigo
Armazenamento: 256GB ou 512GB (com Touch ID)
R$ 6.999,00

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.

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Crise de memórias teria ampliado os prazos de entrega dos MacBooks Air

Na edição mais recente da newsletter “Power On” (da Bloomberg), o jornalista Mark Gurman tratou da disponibilidade de estoque dos MacBooks Air, que contam com prazos de entrega cada vez maiores. Para ele, o motivo não poderia ser outro: a crise de memórias que a indústria da tecnologia atravessa no momento.

Inicialmente, a limitação da disponibilidade era restrita ao Mac mini e ao Mac Studio, mas agora ela já afeta os notebooks mais populares da Maçã. Segundo as fontes de Gurman ligadas ao varejo, percebe-se uma maior dificuldade por parte da Apple em manter o estoque previsto, e também mais limitação no fornecimento de novas unidades.

Also in Power On: Major shortages hit the MacBook Air amid the memory and silicon crunch, with many new orders now not arriving until September. Apple appears to be prioritizing sales now of the entry level MacBook Pro. https://t.co/3aouZVsmsg

— Mark Gurman (@markgurman) August 2, 2026
Também na “Power On”: grande escassez atinge o MacBook Air em meio à crise de memórias e silício, com muitos novos pedidos agora não chegando até setembro.
A Apple parece estar priorizando agora as vendas do MacBook Pro de entrada.

A hipótese não parece difícil de atestar: para quem opta por adquirir os notebooks agora, seja em uma Apple Store física ou online, o prazo de entrega para novos modelos pode se estender até setembro em casos de personalização (cor, tela e memória) ou até o final de agosto para configurações básicas.

Ele afirmou que isso se deve em parte à priorização da aquisição de novas memórias para o MacBook Pro de entrada (modelo de 14 polegadas), que poderá ganhar em breve uma atualização com o chip “M6” durante o outono do hemisfério norte (nossa primavera — isto é, entre setembro e dezembro).

Por fim, o jornalista observou que, tanto em seus sites quanto nas lojas físicas, o MacBook Pro básico ganhou mais destaque do que os MacBooks Air, um feito possivelmente inédito. Em alguns casos, a Apple chega a incluir um aviso de que a linha Air está sujeita à disponibilidade de estoque.

MacBook Pro de 16″

Cores: preto-espacial ou prateado
Tela: padrão ou nano-texture
Chips: M5 Pro ou M5 Max
Memória: 24GB, 36GB, 48GB, 64GB ou 128GB
Armazenamento: 1TB, 2TB, 4TB ou 8TB
R$ 30.599,00
R$ 33.999,00

MacBook Pro de 14″

Cores: preto-espacial ou prateado
Tela: padrão ou nano-texture
Chips: M5, M5 Pro ou M5 Max
Memória: 24GB, 36GB, 48GB, 64GB ou 128GB
Armazenamento: 1TB, 2TB, 4TB ou 8TB
Adaptador de energia: USB-C de 70W ou 96W
R$ 30.959,00

MacBook Air de 15″

Cores: azul-céu, prateado, estelar ou meia-noite
Chip: M5
Memória: 16GB, 24GB ou 32GB
Armazenamento: 512GB, 1TB, 2TB ou 4TB
Adaptador de energia: USB‑C de 30W, 35W com duas portas ou 70W
R$ 15.999,00

MacBook Air de 13″

Cores: azul-céu, prateado, estelar ou meia-noite
Chip: M5
Memória: 16GB, 24GB ou 32GB
Armazenamento: 512GB, 1TB, 2TB ou 4TB
Adaptador de energia: USB‑C de 30W, 35W com duas portas ou 70W
R$ 12.599,00
R$ 13.999,00

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.

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These App Store hidden gems prove there’s still room for great software in the AI era

Despite predictions that AI agents could make traditional apps obsolete, developers are shipping new software faster than ever. From smarter bookmarking tools and neighborhood marketplaces to digital pen pals and nature journals, here are the latest App Store finds worth adding to your Home Screen.
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Apple fecha o melhor trimestre abril-junho da sua história no último balanço de Tim Cook

Todas as empresas de capital aberto (que possuem ações à venda na bolsa de valores) são obrigadas, por lei — na maioria dos países (inclusive Brasil) —, a disponibilizar publicamente suas demonstrações financeiras periodicamente. Esse costuma ser um momento bastante esperado por acionistas (analisando se a empresa na qual estão investindo está sendo bem administrada e gerando lucros), investidores (para captar novas oportunidades de alocar seus recursos), além da imprensa e de curiosos em geral. Na última quinta-feira (30/7), foi a vez da Apple de divulgar seus resultados financeiros referentes ao trimestre abril-junho de 2026.

Para alegria de todos, o CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. Tim Cook se despede da sua posição com o melhor terceiro trimestre fiscal que a empresa já registrou — um recorde absoluto! Como já informado aqui no MacMagazine, no período de abril a junho (encerrado no dia 27/6), a companhia relatou uma receita de US$109,4 bilhões (alta de 16,4%) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, e lucro líquido de US$29,8 bilhões (um avanço de 27%). A margem bruta chegou a incríveis 50,1%, a maior já apurada em períodos semelhantes da história da empresa!

Hoje, a Apple tem orgulho de relatar o nosso melhor trimestre de abril-junho de todos os tempos, com crescimento de receita de dois dígitos em iPhone, Mac e Serviços, e em todos os segmentos geográficos.

A fala acima é de Cook. Ele deixará o cargo em 1º de setembro, quando John Ternus assumirá, e passará a presidir o conselho de administração.

O fenômeno Mac

Uma das grandes surpresas do relatório foi o crescimento no faturamento de Macs. Pela primeira vez, a categoria ultrapassou a casa dos US$10 bilhões em um trimestre abril-junho, e o crescimento de 29% superou o do iPhone.

A explicação está em parte na procura alucinada por Macs mini para rodar agentes de inteligência artificial e na leva de lançamentos de março: MacBook Air com M5, MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max, e principalmente o MacBook Neo, o modelo de entrada que estreou a US$600 — preço que subiu para US$700 em junho, no reajuste geral motivado pelo custo de memória. A Apple parece ter encontrado um mercado relevante abaixo do Air, e vale acompanhar o que isso faz com a margem da linha nos próximos trimestres.

O iPad foi a única categoria no vermelho, com queda anual de 6%. Não é surpresa: a própria Apple havia avisado que a comparação seria difícil, pois no ano anterior houve o lançamento do iPad com chip A16. O iPad Air com M4, que chegou em março, não foi suficiente para compensar. Cabe ainda analisar se o bem-sucedido MacBook Neo não acabou levando um pouco do mercado dos tablets, também.

O asterisco que quase ninguém vai mencionar

A margem bruta de 50,1% e o lucro por ação de US$2,02 não são resultado apenas da operação, e esse detalhe se perde facilmente na comemoração dos recordes.

À primeira vista, no press release — e nos comentários que fizemos no último podcast —, esse ponto não ficou bem claro, mas merece atenção. A Apple informou, no comunicado, que a margem incluiu cerca de dois pontos percentuais e o lucro por ação incluiu US$0,11 vindos de reembolso de tarifas, dinheiro que a empresa havia pago ao governo americano e recebeu de volta depois que a Suprema Corte derrubou, em fevereiro, as tarifas impostas sob a IEEPA (a lei de poderes econômicos internacionais de emergência). A empresa não detalhou a origem exata dos valores devolvidos, mas a decisão da Corte é o evento que abriu caminho para os reembolsos.

É dinheiro real, entra legitimamente no resultado, mas não é recorrente e não diz nada sobre a capacidade da Apple de vender aparelhos. Descontando o efeito, a fotografia muda um pouco: a margem bruta cai para aproximadamente 48%, exatamente o que o consenso projetava, e o lucro por ação vai para cerca de US$1,91, contra os US$1,89 esperados. De uma superação de 6,9% no lucro, sobra uma de pouco mais de 1%.

Ou seja: o trimestre continua bom em receita e em volume, que são genuinamente fortes. Mas o brilho extraordinário no lucro é, em boa parte, contábil, e não se repete.

A Apple abre a margem bruta em dois blocos apenas: produtos e serviços. Ela nunca divulga margem por categoria individual (não existe margem oficial de iPhone, Mac ou iPad em documento nenhum da empresa, e todo número desse tipo que circula é estimativa de analista), mas os dois blocos que ela abre já contam a história.

Linha de negócioMargem do FQ3 2026Margem do FQ3 2025Variação
Produtos40,07%34,52%+5,55pp
Serviços75,62%75,58%+0,04pp
Consolidado50,06%46,49%+3,57pp

A margem de hardware subiu 5,55 pontos percentuais em 12 meses. A margem de hardware não sobe 5 pontos por ganho de eficiência: é ali que o reembolso de tarifas desembarcou, porque tarifa incide sobre produto físico. A prova está na linha seguinte: serviços, que não pagam tarifa nenhuma, ficou praticamente parado. A melhora não foi operacional.

Vale registrar um desequilíbrio que explica boa parte do valuation da Apple. Serviços representam 28,1% da receita, mas respondem por 42,4% do lucro bruto do trimestre. Produtos são 71,9% da receita e apenas 57,6% do lucro. Cada dólar de serviço vale quase o dobro de um dólar de hardware, e é por isso que o mercado aceita pagar perto de 40x o lucro por uma empresa que, no fim das contas, vende telefone.

Serviços: um pequeno sinal de alerta

Os relatórios revelaram um problema silencioso do trimestre. Serviços cresceram 12,1%, um bom número isolado, mas bem abaixo dos 16,2% do trimestre encerrado em março e, mais grave, abaixo do que a própria Apple havia sinalizado. Na teleconferência de abril, o diretor financeiro Kevan Parekh disse que os serviços cresceriam em ritmo “similar ao reportado em março” (ou seja, algo perto de 16%, ressalvando o efeito cambial). Ficaram cerca de 4 pontos percentuais aquém.

A linha chegou a recuar 0,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Foi o único item da projeção que a Apple não cumpriu, e não é um item qualquer: é o que sustenta o múltiplo da ação. Parte da imprensa de mercado atribuiu a reação negativa à combinação de serviços com a Grande China, embora as estimativas para a região divergissem bastante entre as casas: havia projeções de US$18,8 bilhões, que o resultado cumpriu, e de US$19,5 bilhões, que não.

Some-se a isso um risco que não tem data marcada. Boa parte da receita dos serviços vem do acordo pelo qual o Google paga à Apple para ser o buscador padrão do Safari — cerca de 36% da receita de anúncios de busca, algo próximo de US$20 bilhões por ano. Existe um processo em andamento que questiona a legitimidade desta taxa. A sentença de setembro de 2025 permitiu que o acordo continuasse, mas o Departamento de Justiça dos Estados Unidos recorreu em fevereiro de 2026 e o Google entrou com recurso próprio em maio. Se a decisão cair, o buraco nessa linha é de dois dígitos de bilhão!

Três números que o comunicado não destaca

Fora das manchetes do balanço, três indicadores das demonstrações merecem atenção, e nenhum deles apareceu no material de divulgação.

  1. O estoque quase dobrou, de US$5,7 bilhões em setembro de 2025 para US$11,1 bilhões, alta de 94%. Uma empresa que é referência mundial em operar com estoque enxuto dobrou o estoque em 9 meses. A leitura mais provável é compra antecipada de memória, antes que os preços subam ainda mais. É a confirmação contábil do que Cook disse em junho, quando afirmou que aumentos de preços eram inevitáveis.
  2. Pesquisa e desenvolvimento saltou para US$11,7 bilhões, o dobro do ritmo da receita, e passou de 9,4% para 10,7% do faturamento. Ao mesmo tempo, o investimento em ativo fixo (equipamentos, imóveis, veículos etc.) caiu 28% no acumulado de 9 meses. É a tese da IA “capital-light” traduzida em números: a Apple gasta mais em gente e software, e menos em concreto e servidor, apostando em rodar inteligência nos mais de 2 bilhões de aparelhos que já estão nas mãos dos usuários. O oposto de Microsoft, Google e Amazon.
  3. O caixa operacional de 9 meses foi de US$117 bilhões, contra US$81,8 bilhões. Mesmo assim, a recompra de ações caiu de US$70,6 para US$62,1 bilhões. A Apple está segurando dinheiro, o que é coerente com o estoque dobrado e com uma troca de comando marcada para 1º de setembro.

Há ainda um detalhe na linha de outras receitas, que agrupa o que a Apple ganha fora da operação: juros do caixa aplicado, juros pagos sobre dívida, variação cambial e valorização de participações minoritárias. O resultado foi de US$572 milhões positivos, contra US$171 milhões negativos há um ano — um giro de US$743 milhões. A carteira de caixa e aplicações subiu para US$146,5 bilhões, enquanto a dívida caiu para US$82,3 bilhões. Mais dinheiro rendendo, menos juros a pagar. É lucro financeiro, não operacional.

A projeção para setembro veio bem abaixo

O trimestre relatado é recorde. A projeção que o acompanha, não. E como o mercado precifica futuro e não passado, foi ela que dominou a reação. A ação, que havia fechado o pregão a US$333,43, caiu cerca de 6,5% na negociação estendida ao longo da teleconferência, o que equivale a aproximadamente US$317 bilhões de valor de mercado. No dia seguinte, a queda se confirmou: -7,35%. A projeção da Apple para o trimestre de setembro, o último do ano fiscal, veio com dois números desconfortáveis.

IndicadorFQ3 2026 (real)FQ4 2026 (projetado)
Crescimento de receita16,4%de 9% a 11%
Margem bruta50,1%de 47% a 48%
Margem bruta sem reembolso de tarifas48,1%de 47% a 48%
Receita implícitaUS$109,4 bilhõesde US$111,7 a US$113,7 bilhões

A desaceleração de 16,4% para algo entre 9% e 11% já seria suficiente para incomodar. O que agravou foi a justificativa: Parekh afirmou que o impacto das restrições de oferta deve “aumentar significativamente” em relação ao trimestre anterior — citando explicitamente iPhone, Mac e iPad —, e mencionou ainda ventos contrários de câmbio sobre a receita de iPhone.

A margem projetada de 47% a 48% é o número mais revelador de todo o balanço. Ela fica abaixo do resultado limpo deste trimestre sem o reembolso de tarifas. Ou seja: a Apple está dizendo que a margem vai cair de verdade, em bases comparáveis. O colchão de estoque de memória comprado a preço favorável, que segurou os custos nos últimos trimestres, está acabando, e o trimestre de setembro é justamente o que carrega o lançamento dos “iPhones 18 Pro/18 Pro Max” — e provavelmente do “iPhone Ultra”, o primeiro dobrável da empresa.

O que Ternus herda

Ternus assumirá como diretor executivo em 1º de setembro, com Cook passando a presidente executivo do conselho. A julgar pelo balanço, ele recebe uma casa em ordem: receita recorde, base instalada de aparelhos ativos em máxima histórica em todas as categorias principais, patrimônio líquido de US$107,5 bilhões e — possivelmente — a companhia mais valiosa do mundo.

Recebe também três problemas bem definidos. O primeiro é o custo de memória, que já forçou aumentos de preço no MacBook Air, no Mac mini e no Mac Studio, e que agora vai comprimir margem sem o amortecedor do estoque barato.

O segundo é a desaceleração dos serviços, com os recursos judiciais contra o acordo de busca com o Google ainda pendentes.

O terceiro é entregar a Siri reformulada, anunciada na WWDC26, movida pelo Gemini do Google, prevista para o ciclo do iOS 27 e adiada por tempo indeterminado na União Europeia — decisão que a Apple atribui às exigências da Lei dos Mercados Digitais (Digital Markets Act, ou DMA).

A leitura mais honesta deste balanço talvez seja esta: Cook encerra sua gestão entregando o melhor trimestre abril-junho da história da Apple, a maior capitalização de mercado do mundo e uma operação que cresce dois dígitos em todos os continentes em que atua. O que ele não entrega pronto é a próxima curva: provar que a aposta de rodar inteligência artificial dentro do aparelho, e não na nuvem, vale o múltiplo de 40x que a ação vinha cobrando. Essa parte, agora, é com Ternus.

Metodologia

Os números do trimestre e do comparativo anual foram extraídos das demonstrações consolidadas condensadas não auditadas da Apple referentes ao terceiro trimestre fiscal de 2026 e ao terceiro trimestre fiscal de 2025, conferidas linha a linha. As margens por linha de negócio, os indicadores de balanço patrimonial e de fluxo de caixa e todos os percentuais foram calculados a partir desses documentos.

As estimativas de consenso de Wall Street citadas foram compiladas antes da divulgação junto a Yahoo Finance, TipRanks, Zacks, Visible Alpha, Hudson Labs e Goldman Sachs.

A projeção para o trimestre de setembro e as declarações do diretor financeiro vêm da teleconferência de 30 de julho de 2026, com apuração de 9to5Mac, CNBC e AppleInsider.

Os dados de mercado chinês são da IDC e da CAICT. A série de fechamentos mensais da ação tem origem em StatMuse, StockAnalysis.com, FinancialContent e Macrotrends, via S&P Global Market Intelligence.

O ajuste identificado como “sem reembolso de tarifas” não é uma linha contábil: é cálculo próprio a partir do efeito que a Apple declarou no comunicado de resultados.

Observação

Este texto não constitui recomendação de investimento.

Notas de rodapé

  • 1
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

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