❌

Normal view

Review: usando o app Notability no iPad com o Apple Pencil

9 August 2026 at 14:30

Existem diversos aplicativos de notas, dos mais variados estilos e para todos os gostos: desde aqueles baseados em bancos de dados ou mapas mentais, até simples processadores de texto. Entre eles, há os apps de notas livres, que procuram simular um caderno ou fichário não só para tornar a interface familiar, como também para alcançar usuários que desejam usufruir de uma ferramenta de escrita à mão.

Esse é o caso de um dos apps mais populares nesse meio: o Notability, sobre o qual trataremos neste artigo. Mais especificamente, exporei minhas experiências utilizando-o com o Apple Pencil (de primeira geração) e um iPad (9ª geração).

Interface e personalização

Um dos aspectos que mais me agradou no aplicativo foi sua interface simples e intuitiva. Ele oferece diversos temas e combinações de cores que agradarão aos cromófilos, mas gostei bastante do visual padrão/básico, tanto no modo claro quanto no escuro.

A página inicial é bem organizada e, após a versão 16, ficou ainda melhor. Antes, a organização era feita por Subjetos (uma tradução bastante infeliz para Subjects) e Divisores. Agora, tudo foi simplificado para pastas e subpastas. A funcionalidade continua exatamente a mesma, mas a nova organização é muito mais intuitiva e fácil de compreender. Além disso, cada pasta recebe uma cor diferente, o que deixa tudo mais organizado e agradável visualmente.

Na barra lateral esquerda ficam as configurações, a busca, todas as suas notas e a Galeria, onde é possível encontrar templates disponibilizados tanto pela comunidade quanto pela própria equipe do Notability.

Na seção Notas, todas ficam reunidas e podem ser filtradas por Recentes, Favoritos e Não arquivados. Tanto ali quanto dentro das pastas, é possível ordenar as notas por data de modificação, data de criação ou nome. Apenas senti falta da possibilidade de reorganizá-las manualmente.

Partindo para o que realmente importa: a nota. Nela, a personalização é ainda maior. Ao criar uma nova nota, você pode começar com a folha em branco ou optar por diferentes cores e layouts. O app sugere alguns: linha, grelha e ponto (isto é, pautado, quadriculado ou pontilhado), mas também é possível escolher alguns dos modelos disponíveis na Galeria ou enviar o seu próprio em Meus Modelos » Importar.

O aplicativo ainda permite definir um modelo padrão para todas as novas notas. Como essa opção não é muito fácil de encontrar, seguem as instruções: na página inicial, vá em configurações (engrenagem no topo) e depois em Editor de Notas » Modelo. Escolha então uma das opções do app — ou crie o seu próprio em Meus Modelos.

O único detalhe é que não existe uma opção para transformar uma nota já existente em modelo. Se quiser, será preciso exportá-la e importá-la como PDF ou imagem — um processo que poderia ser muito mais simples se tivesse uma opção como “Adicionar aos Modelos” (sigo esperançosa de que a equipe implemente isso a qualquer momento).

A barra de ferramentas — que, inicialmente, aparece no topo da nota — também é bastante personalizável. Os itens nela podem ser reorganizados, duplicados ou ocultados, e a própria barra pode ser movida para qualquer canto da tela: esquerda, direita ou parte inferior. Dependendo da forma como você segura o iPad ou escreve, basta arrastá-la para que ela deixe de atrapalhar a visualização da página.

Por fim, há uma pequena barra discreta com comandos para desfazer, refazer e compartilhar, além de acesso às configurações, à visualização das páginas e ao recurso Learn, sobre o qual falarei mais adiante.

No dia a dia, a simplicidade da interface ajuda a manter o foco no conteúdo, sem distrações. Ao mesmo tempo, usuários novos talvez levem algum tempo para descobrir alguns recursos mais avançados, já que certas opções ficam escondidas em menus pouco intuitivos.

Principais recursos

Para quem não é fã do modelo de assinaturas, é fácil torcer o nariz inicialmente. No entanto, desde que comecei a usá-lo, em 2023, o aplicativo evoluiu bastante.

Além de aprimorar ferramentas já existentes, a equipe passou a lançar atualizações frequentes — principalmente na área de inteligência artificial, sinal de que os desenvolvedores se esforçam para entregar uma experiência cada vez melhor. Antes de falar da IA, porém, vale conhecer os recursos que fazem parte da experiência básica.

Ferramentas fundamentais

No básico, o Notability faz muito bem o que se propõe. A escrita é feita por meio de três ferramentas principais: lápis, caneta e marcador. Todas permitem modificar cor e espessura, enquanto as duas últimas também oferecem estilos como linha contínua, tracejada ou pontilhada, além de diferenciação de pressão.

A princípio, o app sugere algumas cores, mas é possível escolher qualquer uma no seletor de cor (com suporte a códigos hexadecimais) e salvá-la para que permaneça na sua paleta.

Naturalmente, você também encontra uma borracha, que pode apagar apenas uma área específica ou remover automaticamente um traço inteiro.

Além da escrita manual, o Notability permite inserir textos digitados em qualquer ponto da página, com opções básicas de formatação, como títulos, negrito, itálico, hiperlinks e listas.

Nos meus testes, copiar e colar textos funcionou bem na maior parte do tempo. Encontrei apenas um comportamento curioso ao importar conteúdos do Canva: a ordem dos elementos foi alterada, o título acabou sendo enviado para o final do texto e as listas perderam seus marcadores; fora isso, funcionou corretamente.

Entre todos os recursos tradicionais do aplicativo, talvez o Zoom seja um dos mais engenhosos. Ao ativá-lo, uma pequena janela delimita a região da página em que você está escrevendo, enquanto uma área ampliada aparece na parte inferior da tela. Isso permite escrever em tamanho reduzido sem perder precisão nem precisar aumentar constantemente o zoom da página.

O bacana é que o recurso acompanha automaticamente a escrita. Conforme você avança, a janela também avança; ao chegar ao final da linha, ela passa para a seguinte sem que seja necessário mover a página manualmente. Para quem precisa de agilidade nas anotações (como em uma aula, por exemplo), isso torna a escrita surpreendentemente fluida.

Além dessas funções, o aplicativo oferece régua, ponteiro laser, fita adesiva, multimídia e gravação de áudio.

A régua funciona exatamente como esperado: basta posicioná-la sobre a página e desenhar próximo dela para que o traço seja automaticamente alinhado. Vale chamar atenção para apenas um detalhe importante: ela serve para criar linhas e formas retas, não como apoio para melhorar a caligrafia.

Já o ponteiro laser foi pensado para apresentações. É possível escolher diferentes cores e decidir se o ponteiro deixa ou não um rastro durante o movimento.

A fita adesiva é outro recurso simples, mas extremamente útil. Ela funciona como um marca-texto que esconde o conteúdo abaixo dele até ser tocado. Na prática, isso pode ser interessante para estudantes testarem seus conhecimentos: ao esconder informações, podem forçar o cérebro a lembrar o que está embaixo da fita e depois verificar se acertaram.

Na ferramenta Multimídia, o Notability permite inserir fotos na hora, imagens da galeria, GIFs, adesivos personalizados (que você pode criar e salvar, ou escolher em uma vasta galeria) e notas adesivas (Post-its). Gostei especialmente da implementação do último: quando você escreve sobre eles, o texto passa a fazer parte da nota adesiva, permitindo redimensioná-la ou movê-la sem deformar o conteúdo.

Embora o aplicativo aceite GIFs animados, ainda não é possível inserir vídeos diretamente nas notas. Como alternativa, ao adicionar uma URL, o Notability oferece o recurso “Criar recorte da Web” (“web clip”), que cria rapidamente uma captura da página vinculada. Assim, uma miniatura da página é adicionada como referência dentro da nota.

Por fim, uma funcionalidade bastante prática é a possibilidade de duplicar (ou remover) ferramentas. Em vez de trocar de cor ou espessura sempre que precisar, manter várias canetas já configuradas na barra de ferramentas traz mais praticidade, então você apenas alterna com um toque. Toda essa barra também pode ser reorganizada conforme sua preferência, escondendo recursos que você utiliza menos.

Gravação e recursos de IA

Desde que comecei a usar o Notability, nenhum aspecto evoluiu tanto quanto seus recursos de inteligência artificial. A gravação de áudio, que já era uma ferramenta excelente, se tornou um conjunto bastante completo de funcionalidades graças à IA.

Inicialmente, o recurso captava o áudio juntamente com a sua escrita. Depois, ao reproduzir a gravação, os manuscritos vão “ganhando cor” conforme aquele trecho do áudio é reproduzido. Na prática, isso facilita muito revisões de aulas ou reuniões, porque fica fácil localizar exatamente o contexto em que determinada anotação foi feita.

Depois, o recurso passou a oferecer também transcrição automática dos áudios. Nos meus testes, ela funcionou bem na maior parte do tempo, embora ainda apresente algumas dificuldades com nomes próprios ou trechos extraídos de vídeos e outras fontes externas.

Com a chegada do Notability Learn, conjunto de recursos de IA do app, as gravações foram levadas a um outro nível. No plano Pro, a transcrição pode acontecer em tempo real (Live Transcript), o que funcionou bem até com mais de um idioma sendo falado. Curiosamente, quando a gravação termina, o aplicativo escolhe apenas um idioma principal para gerar a transcrição final, ignorando os demais. É um detalhe pequeno, mas que pode fazer diferença para quem participa de reuniões ou aulas bilíngues.

Mas a IA vai muito além da transcrição. Com o Learn, o app analisa o conteúdo completo da nota (incluindo áudio, escrita à mão, textos digitados e PDFs importados) para gerar automaticamente resumos, flashcards, questionários, exercícios de preencher lacunas e atividades de associação (Mix & Match). Para quem estuda, isso é extremamente prático; mesmo que dê para fazer algo similar utilizando um chatbot de IA externo, estar tudo integrado nele é um grande diferencial.

Outro recurso interessante são as Smart Notes. Diferentemente dos resumos tradicionais, que são gerados depois da gravação, elas podem ser produzidas em tempo real a partir da transcrição, organizando automaticamente os principais tópicos da conversa. Gostei também da possibilidade de escolher em qual idioma essas notas serão exibidas — algo que pode ser bastante útil para quem estuda outras línguas.

O pacote inclui ainda o recurso Chat with your note (Converse com sua nota), que permite fazer perguntas sobre qualquer conteúdo presente naquela nota. A IA responde utilizando apenas as informações contidas ali, sem recorrer à internet ou a fontes externas.

Nos meus testes, o recurso funcionou muito bem para revisar conteúdos, embora ainda tenha algumas limitações importantes: o histórico das conversas não é sincronizado entre dispositivos e cada conversa fica restrita a uma única nota.

Outro recurso bastante útil são os Action Items. A IA consegue identificar tarefas automaticamente tanto a partir das gravações quanto do conteúdo escrito na nota, reunindo tudo em uma lista organizada. Testei o recurso em português e em inglês, e ele funcionou bem em ambos os idiomas.

Minha principal crítica ao conjunto de ferramentas de IA é a falta de edição. Se a transcrição estiver errada ou se um item de ação não fizer sentido, não há como corrigir. O mesmo vale para resumos, flashcards e questionários gerados automaticamente. Atualmente, a única alternativa é copiar o conteúdo para dentro da nota e editá-lo manualmente.

Por fim, vale mencionar que as gravações podem ser exportadas tanto junto com a nota (em PDF, incluindo os arquivos de áudio) quanto separadamente, no formato M4A.

Menções honrosas (e muito boas)

Há recursos do Notability que raramente aparecem nos reviews, mas que, no dia a dia, acabaram fazendo uma diferença enorme para mim! O primeiro deles foi uma surpresa bastante agradável: a barra lateral “escondida”.

Enquanto você está em uma nota, um gesto simples de arrastar do canto esquerdo para o centro revela uma barra lateral com toda a sua biblioteca de notas — você navega entre elas sem sair da página atual. Mais interessante ainda é que, ao arrastar uma dessas notas para a área principal, o Notability abre automaticamente uma visualização em tela dividida (split view) dentro do próprio aplicativo, sem depender do multitarefa do iPadOS. Isso facilita bastante consultar uma anotação enquanto escreve em outra ou copiar informações entre documentos.

Outro recurso que merece destaque é a busca inteligente. Ela localiza textos digitados, manuscritos e até conteúdo presente em PDFs importados. Os resultados aparecem organizados por nota e, ao abrir qualquer um deles, o aplicativo já destaca automaticamente o trecho encontrado. Mesmo com uma biblioteca grande de documentos, a busca permaneceu rápida durante meus testes.

Para quem deseja utilizar o Notability no iPad como ferramenta de estudos, duas novidades recentes também são maravilhosas. A primeira é o suporte aos sumários de PDFs. Sempre que um documento possui um índice incorporado, o aplicativo passa a exibi-lo automaticamente, facilitando bastante a navegação por materiais mais longos.

A segunda são as Sessões de Estudo, um temporizador inspirado na técnica Pomodoro integrado diretamente ao aplicativo. É um recurso simples, mas que gostei muito de ver incorporado ao fluxo de estudos, já que evita a necessidade de recorrer a aplicativos externos para controlar o tempo de foco.

Por fim, dois pequenos detalhes que talvez passem despercebidos, mas fazem diferença depois de algum tempo de uso. O primeiro é o gesto de desfazer e refazer utilizando dois e três dedos, respectivamente — algo familiar para quem usa aplicativos como o Procreate e do qual sempre sinto falta quando uso o Pencil com o Notas (Notes).

O segundo é a possibilidade de ocultar completamente a barra de status do iPad, removendo relógio, bateria e outros indicadores da tela. Pode parecer um detalhe bobo, mas ajuda a criar uma sensação maior de imersão durante a escrita (e eliminar distrações).

Apple Pencil: experiência real

Utilizei o Notability com um Apple Pencil de primeira geração em um iPad de 9ª geração, então toda a minha experiência parte dessa combinação. Porém, se você tiver um dos modelos mais recentes, como o Pencil de segunda geração ou o modelo Pro, certamente aproveitará ainda mais o app com recursos como o toque duplo, o gesto de apertar, feedback tátil e o Cursor (hover), todos compatíveis com o app. Infelizmente, não tive como testá-los.

No que eu pude testar, o desempenho foi excelente com o lápis da Apple. A resposta é fluida e precisa, com latência baixa o suficiente para a escrita parecer natural. A rejeição de palma funciona muito bem, possibilitando apoiar a mão na tela tranquilamente sem se preocupar com toques acidentais ou interrupções durante a escrita.

A sensibilidade à pressão também merece elogios. Além de funcionar com o modo caneta e marcador, no modo lápis o app reconhece a inclinação do Apple Pencil, simulando o efeito esfumaçado e produzindo sombreados com pressões variadas.

Com isso, mesmo que o foco do aplicativo não seja ilustrações, ele atende muito bem quem precisa fazer pequenos desenhos para complementar as anotações.

“Pencil sobre tela”, uma contribuição do meu marido

Outro recurso bacana é a conversão de escrita à mão. Por padrão, o aplicativo utiliza o idioma definido no dispositivo para reconhecer o texto, mas permite baixar pacotes de outros idiomas e escolhê-los manualmente durante a conversão — o que abre possibilidades interessantes para quem estuda línguas.

Gostei especialmente da forma como o processo foi implementado: antes de substituir a escrita manuscrita, o Notability mostra uma prévia com o texto reconhecido, permitindo revisar o resultado antes de confirmar a alteração. Testei convertendo textos em coreano e reconheceu bem. A única questão que encontrei foi o tamanho da fonte gerada; o app não preservou a escala original e a conversão ficou com um texto pequeno demais, mas é possível aumentar o tamanho depois, se você quiser.

Com as fórmulas matemáticas, o desempenho permaneceu o mesmo, bastante satisfatório. Pode ser uma verdadeira mão na roda para estudantes de exatas.

As funções e recursos do app são notáveis por si só (tanto que a empresa está disponibilizando vários desses gratuitamente na web). Entretanto, não há dúvidas de que a maior parte da experiência positiva vem do uso juntamente com o iPad e um lápis (ou caneta), seja o da Apple ou qualquer outra disponível no mercado.

Importação, exportação e compartilhamento

Embora o Notability seja voltado principalmente para anotações manuscritas, ele também faz um bom trabalho na importação e exportação de arquivos, oferecendo compatibilidade com diversos formatos.

Existem várias maneiras de importar documentos. É possível utilizar o menu de compartilhamento do iPadOS, arrastar arquivos diretamente para o aplicativo ou, em sua tela inicial, pressionar e segurar o botão “+ Nova” para acessar a opção de importação e escolher a origem do arquivo.

O aplicativo aceita imagens, PDFs, apresentações do PowerPoint e Keynote, além de planilhas do Excel. No caso das apresentações e planilhas, o conteúdo é convertido automaticamente em PDF, e funciona como uma espécie de template, permitindo que você faça anotações diretamente sobre ele.

Com imagens, porém, a experiência é um pouco diferente. Quando importadas para servir como modelo de página, elas aparecem pequenas e posicionadas no canto superior esquerdo da nota. Para utilizá-las como fundo, é preciso ajustar manualmente o tamanho usando a opção “Ajustar à página”. Se a intenção for usá-las como plano de fundo da nota, vale usar a opção de bloquear elemento para evitar que ela seja movida acidentalmente durante a escrita.

Quando a imagem é inserida como um elemento dentro de uma nota já existente, o comportamento é melhor: ela pode ser posicionada livremente e redimensionada normalmente, como seria esperado.

Na exportação, o Notability oferece praticamente todas as opções que se espera de um aplicativo desse tipo. As notas podem ser exportadas no formato nativo do aplicativo (NTB), em PDF, PNG ou JPEG. Também é possível incluir as gravações de áudio durante a exportação, que são salvas em arquivos M4A.

Outro recurso proveitoso é o compartilhamento por meio de links públicos — traduzido de maneira esquisita pelo aplicativo como Hiperligação. Ao gerar esse link, qualquer pessoa pode visualizar a nota diretamente pelo navegador, sem precisar ter uma conta no Notability. Expandindo ainda mais esse recurso, o app recentemente também passou a oferecer edição colaborativa em tempo real, ótima notícia para quem gostaria de utilizá-lo em grupo.

Naturalmente, continuam disponíveis as opções tradicionais de compartilhamento do iPadOS, permitindo enviar notas por email ou salvá-las em serviços como iCloud, Google Drive, Dropbox e praticamente qualquer outro aplicativo compatível com a folha de compartilhamento do sistema.

Screenshot

Sincronização e backup

A sincronização entre dispositivos da Apple acontece por meio do iCloud, que é o método recomendado pelo próprio Notability para manter todas as notas atualizadas entre os aparelhos. Vale lembrar que, ao apagar uma nota pelo iCloud, ela também será removida do aplicativo e vice-versa. Por isso, o ideal é sempre gerenciar suas notas diretamente pelo app, para evitar excluir algo acidentalmente.

Falando em iCloud, uma vantagem pouco conhecida é o histórico de versões. Conforme você edita uma nota, versões são salvas periodicamente no iCloud e podem ser restauradas caso algo dê errado.

Para acessá-las, basta tocar nos três pontos para abrir as configurações, pressionar onde aparece o nome da nota e escolher “Histórico de Versões na iCloud”. Obviamente, para tal é preciso que a nota já esteja sincronizada e tenha pelo menos uma versão anterior já salva. Um detalhe importante é que a versão restaurada é salva como uma nota separada, não substituindo a versão mais recente.

Além da sincronização pelo iCloud, o Notability oferece um sistema independente de backup em serviços de terceiros como Google Drive, Dropbox, Box, OneDrive e servidores WebDAV. A diferença é que, enquanto o serviço da Apple mantém todas as alterações sincronizadas entre seus dispositivos, o backup serve apenas como uma cópia de segurança. Ou seja, apagar uma nota no aplicativo não remove automaticamente sua cópia armazenada no Google Drive, Dropbox ou outro serviço — e vice-versa.

Quanto ao formato do backup, também há certa flexibilidade. É possível salvar as notas no formato nativo do Notability, preservando todos os elementos editáveis, incluindo as gravações de áudio, ou optar por PDFs simples ou PDFs acompanhados dos arquivos de áudio em formato M4A, compactados em um arquivo ZIP.

Compatibilidade e preços

Embora o foco deste review tenha sido a experiência no iPad com o Apple Pencil, o Notability também está disponível para iOS, macOS e até visionOS. Há ainda uma versão web (ainda em beta), disponível em notability.com/app, que permite visualizar e editar notas, embora com algumas limitações.

O Notability é um aplicativo universal e pode ser baixado gratuitamente na App Store e na Mac App Store. Atualmente, ele oferece quatro planos:

  • Starter (gratuito): notas ilimitadas, acesso às ferramentas de edição, mas com um limite mensal de alterações (a empresa não divulga exatamente qual é esse limite). Após atingi-lo, ainda é possível visualizar as notas normalmente, e o contador é renovado no mês seguinte. Segundo a empresa, as edições na versão web permanecem ilimitadas.
  • Lite (R$30/mês ou R$40/ano): inclui edições ilimitadas, backup em serviços de terceiros e acesso a mais de 20 mil templates.
  • Plus (R$40/mês ou R$80/ano): adiciona recursos de IA, como resumos automáticos, até 400 questionários e flashcards por mês, gravação e transcrição de áudio, além da busca em anotações manuscritas.
  • Pro (R$100/mês ou R$500/ano): reúne todos os recursos anteriores, e inclui Smart Notes em tempo real, transcrições ilimitadas, geração ilimitada de flashcards e questionários, além do recurso de conversar com suas notas.

Vale a pena?

Mesmo sendo possível utilizar o Notability no iPhone ou navegador, ele brilha mesmo é no iPad, especialmente quando combinado com um Apple Pencil (ou qualquer outra ferramenta de escrita que preferir).

Ao longo dos últimos anos, foram poucas as limitações que encontrei usando o app. Em mais de uma ocasião, inclusive, quando voltava para revisar este próprio review — ele foi criado ao longo de muitos meses —, percebia que alguns dos pontos que eu havia criticado já tinham sido corrigidos. Essa evolução constante transmite a sensação de que vale a pena investir em um app cujos desenvolvedores estão atentos ao feedback dos usuários e buscam sempre lançar melhorias.

Seja para estudos, trabalho ou organização pessoal, o aplicativo com certeza pode atender aqueles que buscam um lar para suas notas, principalmente quem usa o tablet da Maçã como ferramenta de anotações manuscritas. A interface é agradável, a escrita é excelente, os recursos evoluem constantemente e as funcionalidades de IA, embora ainda possam amadurecer, já agregam bastante valor ao aplicativo.

Como existe um plano gratuito (e edições ilimitadas pela web), minha recomendação é simples: experimente. Depois de algum tempo de uso, fica muito mais fácil entender se os recursos adicionais justificam a assinatura para o seu fluxo de trabalho. Então, “se jogue” na versão gratuita e seja feliz; se utilizar com frequência e achar valor, com certeza não se arrependerá do investimento!

iPad Pro de 13″

Cores: preto-espacial ou prateado
Armazenamento: 256GB, 512GB, 1TB ou 2TB
Vidro: convencional ou nano-texture
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 16.499,00

iPad Pro de 11″

Cores: preto-espacial ou prateado
Armazenamento: 256GB, 512GB, 1TB ou 2TB
Vidro: convencional ou nano-texture
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 12.999,00

iPad Air de 13″

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB, 512GB ou 1TB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 7.896,54
R$ 9.999,00

iPad Air de 11″

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB, 512GB ou 1TB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 9.577,77

iPad mini

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB ou 512GB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 8.299,00

iPad (A16)

Cores: azul, rosa, amarelo ou prateado
Armazenamento: 128GB, 256GB ou 512GB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 3.798,00
R$ 4.499,00

Apple Pencil Pro

R$ 1.429,00

Apple Pencil (USB-C)

R$ 749,00
R$ 899,00

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.

Como um alerta do Apple Watch me ajudou a agir durante um infarto, aos 35 anos

8 August 2026 at 14:30
Wendell Erllen
Autor(a) convidado(a)

Wendell Erllen

Ex-aluno de biomedicina e atualmente no 6º período de medicina na FPS (Faculdade Pernambucana de Saúde). É usuário do ecossistema Apple desde o iPhone 4. Atualmente tem iPhone, Apple Watch, MacBook Air, iPad e Apple TV 4K.

Instagram

Após uma história de saúde envolvendo o Apple Watch publicada recentemente aqui no MacMagazine — e um comentário meu na matéria que despertou o interesse do site —, resolvi compartilhar a minha experiência com o Apple Watch Ultra 2.

Antes de tudo, quero contextualizar: sou aluno de medicina e estou na metade do curso, o que me dá mais capacidade de interpretar alguns sinais dos alertas do relógio.

Eu tenho doença autoimune (alopécia areata) e, devido a isso, já fiz uso de muito corticoide em tempo prolongado, o que é um fator de risco. Mas já faz alguns anos que não há mais necessidade de tomar.

Enquanto eu tomava, estava sempre em acompanhamento médico (fazendo exames), mas quando parei, relaxei e fiquei um bom tempo sem avaliar meu colesterol (corticoide aumenta o LDL, conhecido como colesterol ruim). Entretanto, jamais imaginei que infartaria aos 35 anos — e sobreviveria!

Aconteceu em 6 de março deste ano — ainda está recente. Eu cheguei da faculdade no dia anterior (uma quinta-feira) muito cansado e dormi por volta das 18h30, acordando às 22h. Recebi o feedback dos Sinais Vitais do Apple Watch Ultra 2, como toda vez que eu durmo, independentemente da hora do dia. Só que, dessa vez, com um alerta.

Durante o meu sono, minha frequência cardíaca aumentou acima do meu padrão — o Apple Watch monitora de forma individualizada, para cada usuário. Como eu não havia jantado, ignorei o alerta. Comi algo e me organizei para voltar a dormir.

Só que, quando eu deitei, comecei a sentir dor epigástrica (como se subisse do estômago para o meio do peito, região esternal), e a dor passava quando eu sentava ou ficava em pé. Depois desse episódio, consegui dormir normalmente.

Frequência cardíaca alta nos Sinais Vitais da Apple

No dia seguinte, foi feriado (Data Magna) no meu estado, Pernambuco. Acordei por volta das 9h da manhã perfeitamente bem, como se nada tivesse acontecido, e fui tomar café da manhã. Quando acabei, fui deitar e procurar algo para assistir, pois queria aproveitar o feriado para descansar e relaxar.

Ao me alimentar e deitar, a dor da noite anterior voltou com a mesma intensidade. Deitado, com dor; sentado ou em pé, sem dor.

O que eu fiz? Eu tomei um remédio para dor de estômago, um antiácido e esperei fazer efeito. Esse tipo de dor torácica é muito sugestiva de Doença do Refluxo Gastroesofágico.

Um tempo depois, a medicação não fez efeito e a dor que eu sentia (apenas sentado) começou a não passar quando eu levantava. Nesse momento, eu lembrei do alerta que havia recebido do Apple Watch e pensei: Será? E foi!

A minha conclusão: sim, o alerta fez diferença — principalmente por eu não ter o perfil para infartar tão jovem.

Sempre pratiquei atividade física, durante toda a minha vida. Fui atleta de natação pelo colégio, jogo vôlei com amigos, faço musculação, corro… inclusive, ganhei o GymRats entre meus amigos ano passado com mais de 250 treinos (fora os check-ins que esqueci de fazer) — até o infarto, eu liderava o de 2026. Não sou hipertenso, diabético, obeso… enfim, a intenção é dizer que eu não tenho nenhuma comorbidade que me levasse a crer que isso aconteceria.

O fato é que eu poderia ter tomado mais remédios para o estômago, poderia ter aguardado mais ou qualquer outra coisa. Eu moro sozinho, poderia não conseguir ajuda e morrer trancado em casa. Mas eu fui capaz de agir rápido. Tive tempo e condições físicas de, mesmo com dor, tomar um banho, pegar o carro e me dirigir até o hospital sozinho.

Chegando lá, eu passei mal de verdade. Comecei a ter sudorese, dor mais forte e fui atendido rapidamente. Os exames estavam alterados: eletrocardiograma sugestivo de infarto agudo do miocárdio com supra de ST, pressão alta e eu estava bastante ansioso. Eu poderia ter começado a passar mal desse jeito em casa, mas consegui chegar ao hospital.

Fiz duas angioplastias para desobstruir duas artérias. Por que não fiz tudo de uma vez? Porque tive taquicardia ventricular (parada cardiorrespiratória), então preferiram fazer a outra artéria dias depois. Passei uma semana na UTI, tive alta e hoje estou bem.

Ter agido rápido não apenas salvou minha vida — já que em pessoas jovens o infarto costuma ser mais grave —, como também evitou um dano maior. No meio médico dizem que “tempo é músculo (cardíaco)”. Minha lesão acabou sendo muito discreta para o tipo de infarto que eu tive. Hoje eu estou apto a praticar qualquer atividade física e levo uma vida normal, só que com mais atenção aos riscos de agora em diante.

Vale ressaltar que o alerta de frequência cardíaca elevada, por si só, não caracteriza infarto. A frequência cardíaca pode subir por diversas causas: ansiedade, esforço físico, dor, febre, problemas hormonais, consumo de energéticos… e por aí vai.

O alerta não é motivo para ninguém ficar assustado e correr pro hospital toda vez que, esporadicamente, surgir um alerta do Apple Watch — que, lembrando, não é capaz de fazer diagnóstico. No meu caso, houve um conjunto de fatores que me levaram a crer numa hipótese bem atípica para a minha idade e acabou sendo real.

Sem o alerta, talvez eu continuasse pensando, por muito mais tempo, que o problema era no estômago. Mas eu tive algo no meu pulso me dizendo: “Olha, pode ser que o problema esteja aqui, e não ali.” ⌚️

Apple Watch Ultra 3

Cores: natural ou preto
Pulseiras: loop Alpina, loop Trail, Oceano ou estilo milanês de titânio
R$ 7.850,50
R$ 10.499,00

Apple Watch Series 11

Material: alumínio ou titânio
Cores: cinza-espacial, prateado, ouro rosa, preto brilhante, natural, dourado ou ardósia
Tamanho: 42mm ou 46mm
Conectividade: GPS ou GPS + Cellular
Pulseiras: esportiva ou estilo milanês
R$ 4.198,00
R$ 5.499,00

Apple Watch SE 3

Cores: meia-noite ou estelar
Tamanhos: 40mm ou 44mm
Conectividade: GPS ou GPS + Cellular
Pulseira: esportiva
R$ 2.466,78
R$ 3.299,00

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.

Rumor: Apple aumentará preços dos iPhones 17 na semana que vem

7 August 2026 at 22:21

Após o aumento dos preços de iPads e Macs — e até de Apple TVs e HomePods — em decorrência da crise dos componentes de memória, muito foi especulado sobre quando os iPhones poderiam ganhar o mesmo destino.

Alguns acreditam que a Maçã poderá reajustar o preço dos seus smartphones com o lançamento da vindoura linha dos “iPhones 18” — a começar pelos modelos Pro, que deverão ser lançados neste ano juntamente com o “iPhone Ultra”, seguidos, no começo do ano que vem, pelo modelo de entrada e pela segunda geração do iPhone Air.

No entanto, o leaker conhecido como Fixed Focus Digital repercutiu, em uma publicação no Weibo, a possibilidade de a empresa aumentar o preço do iPhone 17 já no dia 10 de agosto (próxima segunda-feira).

O leaker não é a fonte da informação propriamente dita; de fato, segundo ele, “há rumores de que o iPhone 17 aumentará os preços em 10 de agosto”, apontando ainda que “é difícil dizer se vai subir [o preço] ou não.”

Também não é possível confirmar se os rumores fazem referência apenas ao iPhone 17 em si ou à linha atual como um todo — o que é bem mais provável. Entretanto, considerando que o modelo base poderá permanecer à venda por mais tempo do que os iPhones 17 Pro, é possível que apenas ele tenha o preço reajustado — e quem sabe o iPhone Air.

De qualquer forma, caso essa possibilidade se concretize, tal reajuste poderá “amenizar” os aumentos previstos com os “iPhones 18 Pro” — que, na pior das hipóteses, poderão chegar a US$300.

iPhone 17 Pro Max

Cores: prateado, laranja-cósmico ou azul-intenso
Armazenamento: 256GB, 512GB, 1TB ou 2TB
R$ 9.899,10
R$ 12.499,00

iPhone 17 Pro

Cores: prateado, laranja-cósmico ou azul-intenso
Armazenamento: 256GB, 512GB ou 1TB
R$ 9.599,00
R$ 11.499,00

iPhone Air

Cores: azul-céu, dourado-claro, branco-nuvem ou preto espacial
Armazenamento: 256GB, 512GB ou 1TB
R$ 7.999,00
R$ 10.499,00

iPhone 17

Cores: lavanda, sálvia, azul-névoa, branco ou preto
Armazenamento: 256GB, 512GB ou 1TB
R$ 6.099,00
R$ 7.999,00

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.

via 9to5Mac

Ofertas: MacBooks Air de 13″ e 15″ (M5) com até 34% de desconto!

7 August 2026 at 21:40

O MacBook Air foi atualizado neste ano com o chip M5 e é o notebook ideal para quem quer um Mac portátil capaz de lidar com a grande maioria das tarefas diárias. Além disso, ele traz um visual moderno, com uma tela Liquid Retina e o conector MagSafe 3.

Se você está de olho nesse notebook, estamos trazendo hoje duas ofertas muito boas no KaBuM! — atrativas principalmente levando em conta os recentes aumentos de preços na linha de computadores da Maçã.

Modelo de 13 polegadas

O modelo de 13″, na cor prateada, traz 16GB de memória unificada, 1TB de SSD 1Solid-state drive, ou unidade de estado sólido. e chip M5 com uma GPU 2Graphics processing unit, ou unidade de processamento gráfico. de 10 núcleos.

MacBook Air de 13” (M5 com GPU de 10 núcleos, 16GB de memória e 1TB de SSD)

Parcelado: de R$19.599,00 por R$12.902,10 em até 10x
À vista no Pix: de R$17.639,10 por R$12.257,00

🛍️ Produto vendido pelo KaBuM; resgate o cupom 8DO8💰https://t.co/j6W0OyChmj

— MM Ofertas (@MMOfertas) August 7, 2026

Ele está saindo por R$12.902,10, valor que pode ser parcelado em até 10 vezes no cartão de crédito. Se levarmos em conta que o preço tabelado desse mesmo computador é de R$19.599, estamos diante de um desconto de 34%.

Para quem preferir pagar à vista no Pix, o preço cai para R$12.257,00, o que representa um desconto de 31% se compararmos com o valor à vista praticado pela Apple, de R$17.639,10.

Modelo de 15″

Para quem prefere um Mac com uma tela maior, o modelo de 15“ também está em oferta no KaBuM!.

Na cor meia-noite, a máquina é equipada com o chip M5 com uma GPU de 10 núcleos, 16GB de memória unificada e SSD de 1TB.

MacBook Air de 15” (M5, 16GB de memória, 1TB de SSD)

Parcelado: de R$21.599,00 por R$14.387,36 em até 10x
À vista no Pix: de R$19.439,10 por R$13.667,99

🛍️ Produto vendido pelo KaBuM; resgate o cupom 8DO8💰https://t.co/NAIhJNTn2n

— MM Ofertas (@MMOfertas) August 7, 2026

Ele está saindo por R$14.387,36 — representando um desconto de 33% em comparação com o valor tabelado da Apple no Brasil, de R$21.599,00.

Para pagamentos à vista no Pix, o preço fica melhor: cai para R$13.667,99. Como o valor à vista praticado pela Maçã no país é de R$19.439,10, estamos diante de um desconto de 30%.


Para aproveitar ambas as ofertas, aplique o cupom 8DO8 no carrinho.

Todos os descontos de promoções divulgadas pelo MacMagazine são calculados com base nos preços sugeridos pela Apple ou por outras fabricantes. Pode ser que um determinado produto seja comumente encontrado por valores inferiores em redes varejistas, mas a nossa base de comparação é sempre em cima das tabelas oficiais.

Não perca! 💻

Fique sempre por dentro das ofertas!

Se você não é louco, é claro que gosta de economizar. E, para isso, o MacMagazine tem diversas opções para ajudar você a conseguir comprar o seu produto Apple pagando menos!

Você pode usar a nossa extensão para os navegadores Chrome/Opera/Edge, acompanhar as ofertas pelo MM Fórum, pelo Facebook, pelo X, pelo Threads, pelo Bluesky, pelo Mastodon ou por um canal no Telegram. Escolha a melhor opção para você — ou todas, para depois não se arrepender — e economize! 😉

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.

Notas de rodapé

  • 1
    Solid-state drive, ou unidade de estado sólido.
  • 2
    Graphics processing unit, ou unidade de processamento gráfico.

MacMagazine no Ar #694: Apple vs. OpenAI, Siri AI, “Apple Glass”, evento dos novos iPhones e mais!

7 August 2026 at 20:13

E hoje é dia de MacMagazine no Ar! 😃 Esta é a 694ª edição do nosso podcast.

Participantes do dia

A edição é obra do Eduardo Garcia [@edugarcya].

Pauta do episódio

Ouça pelo SoundCloud
Ouça pelo Apple Podcasts
Ouça pelo Spotify

Nosso podcast está disponível no Apple Podcasts, no Spotify, no YouTube, no Amazon Music, no Deezer, num perfil do SoundCloud ou diretamente num feed RSS.

APOIO: Insider

Logo da Insider

O Dia dos Pais está chegando e a Insider preparou uma seleção de kits de presentes para diferentes estilos de pais, com opções como atleta, treino, moderno, essencial, casual, tech e outros! São combinações de peças pensadas para o dia a dia de cada perfil, tornando a escolha do presente muito mais fácil. Comprando até o dia 8 de agosto, você ainda ganha frete grátis e brindes cumulativos (meias, cueca/calcinha ou boné/sutiã, a depender do valor da compra). E, como sempre, o cupom MACMAGAZINE acumula com os descontos já oferecidos pela Insider. O nosso link já leva você para a loja com o cupom aplicado; ao comprar por ele, você também ajuda o MacMagazine!

Links citados na introdução

Oferecimento: Patrões Platinum

Gravação ao vivo

Todas as nossas gravações do podcast são transmitidas ao vivo pelo YouTube, com interação via (Super) Chats.


Capa do podcast - MacMagazine no Ar
MacMagazine no Ar de MacMagazine Episódio: #694
Gravação: 6 de agosto de 2026
Duração: 54min39

💾

Há exatamente 20 anos, o primeiro Mac Pro era anunciado!

7 August 2026 at 18:57

Já tendo completado a passagem para o mundo dos mortos, o icônico Mac Pro (antigo desktop topo-de-linha da Apple) foi revelado ao mundo pela primeira vez há exatos 20 anos, durante Worldwide Developers Conference (WWDC) de 2006.

Último Mac a trocar os chips PowerPC pelos processadores da Intel (transição que havia sido iniciada em 2005), ele chegou com o dobro de performance do Power Mac G5, seu antecessor direto — e de quem herdou a primeira iteração do design de “ralador de queijo”, que com certeza marcou época.

Mac Pro (2006)

Com um preço inicial de US$2.500 (ou US$4.140, levando em conta a inflação até os dias de hoje), ele era parrudíssimo — tanto em termos de performance bruta quanto de conectividade. Extremamente “upgradeável”, ele vinha com dois processadores Intel Xeon de dois núcleos (2,0GHz, 2,66GHz ou 3,0GHz, dependendo da versão escolhida), bem como com a placa gráfica GeForce 7300 GT, da NVIDIA — componente que podia ser trocado por uma Quadro FX 4500 (também da NVIDIA) ou uma ATI Radeon X1900 XT (da AMD).

Contando com quatro espaços para unidades Serial ATA (dois a mais que o Power Mac G5), o Mac Pro de primeira geração também permita a instalação de até quatro GPUs 1Graphics processing units, ou unidades de processamento gráfico. via PCIe, além suportar até 32GB de RAM 2Random access memory, ou memória de acesso aleatório. — por padrão, ele vinha com “apenas” 1GB. O desktop também era equipado com 5 portas USB 2.0 e 4 FireWire 800, padrão ainda muito popular na época.

Mac Pro (2006)

O queridinho de profissionais criativos, o Mac Pro parecia ser feito sob medida (ou vice-versa) para softwares como o Final Cut Pro, além de vir de fábrica com o clássico Mac OS X Tiger, lançado mais cedo naquele ano. Nem tudo eram flores, no entanto, já que alguns apps, como os da popular Adobe Creative Suite, ainda precisavam da camada de tradução Rosetta para rodar adequadamente em Macs com processadores x86, o que resultava em gargalos de performance — problema que foi solucionado com o passar dos meses.

Desde então, o Mac Pro original foi atualizado algumas vezes; o primeiro upgrade veio já em abril 2007, seguido por outro em janeiro de 2008. No início de 2009, o computador ganhou os processadores Intel Xeon 5500 e, um ano depois, passou a suportar até 64GB de memória e até 8TB de armazenamento — além de ter adotado os processadores da linha Intel Xeon 5600, é claro. A última dança desse primeiro design do desktop veio em 2012, com dois processadores Intel Xeon Westmere-EP de seis núcleos (2,4GHz).

O primeiro tropeço

O ano de 2013 foi difícil para o Mac Pro, que recebeu um novo design tão compacto quanto polêmico. Cilíndrica, a nova geração do Mac Pro instigou comparações com latas de lixo, principalmente por conta da abertura para ventilação na parte de cima do computador.

Mac Pro de frente
Mac Pro de trás
Divulgação/Apple

Por falar em ventilação, é nessa área onde reside a maior fraqueza desse novo modelo: o sistema de resfriamento, construído em volta de um “núcleo térmico unificado” central que, embora fosse, sim, um conceito muito interessante, não era o suficiente para resfriar o seu processador Intel Xeon e as duas GPUs AMD FirePro.

O novo design também fez a Apple abrir mão de duas outras características importantíssimas do Mac Pro: a vasta seleção de portas e a possibilidade de trocar praticamente todos os principais componentes do computador. Caso o usuário quisesse realizar algum upgrade, ele era obrigado a fazer isso por meio de uma das suas portas Thunderbolt 2, o que estava longe de ser o ideal.

Mac Pro desmontado pela iFixit
Foto: iFixit

A má recepção fez o Mac Pro “lata de lixo” cair no ostracismo e ficar sem receber novas atualizações por nada menos que seis anos — um contraste e tanto em relação ao modelo anterior. A situação chegou até mesmo ao ponto de a própria Apple admitir, em 2017, que errou a mão na hora de projetar a mais nova versão do seu desktop profissional — atitude que foi seguida pelo lançamento do iMac Pro, que serviu como uma espécie de “tapa buraco” até o lançamento do último grande redesign do Mac Pro.

Um breve renascimento

Em 2019, a Apple colocou ordem na casa ao lançar um novo Mac Pro muito mais parecido com o modelo original do que com o computador que o precedeu — ou seja, com um formato de torre tradicional.

Apostando mais uma vez no alumínio como seu material principal, o desktop passou a contar com furos para ventilação que, mais uma vez, provocaram comparações com raladores de queijo. Dentro, foram adicionada três ventoinhas bem parrudas, as quais davam conta de resfriar todos os componentes do computador, já que eles não contavam com coolers individuais.

Novo Mac Pro com aspecto de ralador de queijo
Divulgação/Apple

Equipado com um processador Intel Xeon de até 28 núcleos, ele suportava até 1,5TB de memória — número surpreendente até para os dias de hoje. Contando com nada menos que oito slots PCIe, ele podia ser configurado com as GPUs Radeon Pro 580X ou Radeon Pro Vega II, da AMD, bem como com a novíssima placa aceleradora Apple Afterburner, para a edição de vídeos.

O otimismo introduzido por esse novo design, porém, foi logo suplantado pela introdução, apenas um ano depois, dos chips da família Apple Silicon, bem mais rápidos e eficientes que os da Intel e que passariam a substituir os processadores da fabricante estadunidense nos Macs. Em outras palavras, isso fez com que muita gente pensasse duas vezes antes de adquirir um Mac Pro — afinal, uma versão bem mais poderosa com um chip ARM 3Advanced RISC Machine. provavelmente já estava nos planos da Apple.

GIF animado da abertura do novo Mac Pro

Isso, no entanto, só foi acontecer em 2023 — e de um jeito um tanto… agridoce. Embora a adoção do chip M2 Ultra tenha sido bem-vinda, o computador perdeu muitas das características que o faziam ser uma boa opção para usuários profissionais, como a possibilidade de fazer upgrades nas suas peças — uma consequência da natureza centralizada dos SoCs 4System on a chip, ou sistema em um chip. da Apple.

Além disso, a essa altura do campeonato, o Mac Studio (outro computador voltado a profissionais) já estava no mercado há cerca de um ano e oferecia a mesma performance de ponta que muitos esperavam do Mac Pro, além de ser bem mais compacto e, principalmente, “acessível” (a partir de US$7.000 vs. a partir de US$2.000).

As entranhas do Mac Pro com M2 Ultra

Embora rumores de uma atualização tenham circulado nos últimos anos, tudo isso levou a Apple a finalmente aposentar o Mac Pro em março de 2026, pouco meses antes do seu aniversário de 20 anos. No momento, os esforços da Apple parecem estar completamente voltados ao Mac Studio, que tomou o posto de “computador para profissionais” da Maçã.

E vocês, já estão com saudades do Mac Pro ou a Apple fez certo em descontinuá-lo? Comentem!

via MacRumors, Cult of Mac, AppleInsider

Notas de rodapé

  • 1
    Graphics processing units, ou unidades de processamento gráfico.
  • 2
    Random access memory, ou memória de acesso aleatório.
  • 3
    Advanced RISC Machine.
  • 4
    System on a chip, ou sistema em um chip.

Vídeo: a Apple TV 4K também ganhará boas novidades no tvOS 27!

7 August 2026 at 13:00

O tvOS 27 chegará neste ano com uma leva de novidades para a Apple TV 4K que, embora discretas se comparadas às de outros sistemas da Maçã, trazem melhorias bem-vindas ao dia a dia de quem usa o aparelho — do app Podcasts redesenhado a ajustes de performance por todo o sistema.

Preparamos um vídeo reunindo e demonstrando as principais mudanças da atualização. Confira abaixo:

Entre os destaques está o novo app Podcasts, que ganhou redesenho completo com suporte a programas em vídeo, alinhando a Apple TV às demais plataformas da empresa. O Apple Music também recebeu atenção: agora conta com suporte a áudio Hi-Res Lossless e com o recurso AutoMix, que cria transições automáticas entre as faixas.

Outras novidades incluem ajuste de tamanho de texto, verificação do status do AppleCare diretamente nos Ajustes (Settings) e atualização remota da Apple TV pelo app Casa (Home). O sistema também trará suporte a legendas geradas por IA on-device e melhorias no HomeKit Secure Video, agora com suporte à resolução 4K.

No quesito performance, a Central de Controle ficará mais responsiva, o AirPlay estará mais rápido, as animações ficarão mais suaves em todo o sistema e segundo a Apple os apps abrirão até 30% mais rápido, além de o sistema vir com diversas correções de bugs.

Vale lembrar que o tvOS 27 não é mais compatível com as Apple TVs HD e 4K de primeira geração, funcionando apenas nos modelos 4K de segunda e terceira gerações.


Apoio: NordVPN

Logo - NordVPN

Proteja sua vida digital com a NordVPN, a VPN mais rápida e confiável do mercado. Navegue com segurança em redes Wi-Fi públicas, mantenha sua privacidade online e acesse conteúdos de qualquer lugar do mundo sem restrições. Assine agora a NordVPN e descubra por que milhões de usuários — incluindo nós, do MacMagazine — confiam nela para uma internet mais livre e segura. Aproveite a oferta exclusiva com mais de 70% de desconto e 4 meses grátis!

Apple TV 4K (3ª geração)

Armazenamento: 64GB ou 128GB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Ethernet
R$ 2.299,00

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.

❌