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Spotify says it won’t recommend music from ‘AI Personas’

11 August 2026 at 14:00
An image showing the AI persona badge on Spotify

Spotify will soon label AI artists and remove their music from your recommendations. The change, which will start rolling out in mid-September, means you'll see an "AI Persona" badge on an artist's profile across the app if they do "not represent a real person."

The music streaming platform will allow artists to disclose that they're an AI persona starting today, but it won't rely solely on self-identification. Spotify says it will use human review and AI tools to determine whether someone's profile, including their name and image, "appears to represent photorealistic AI-generated identities." If Spotify determines that an artist's identity …

Read the full story at The Verge.

App Record Picker ajuda você a colecionar álbuns e decidir qual ouvir

11 August 2026 at 12:30

Embora tenham perdido muito espaço com os CDs e posteriormente com as músicas digitais e o streaming, os vinis ainda são bastante apreciados por colecionadores mundo afora — e eu diria até mesmo que se tornaram a mídia física mais relevante culturalmente falando.

O Record Picker é um app projetado justamente pra quem ainda curte manter sua coleção de discos físicos. Ele conta com recursos alimentados por inteligência artificial para ajudar os usuários a decidir o que e quando ouvir, com base em métricas como humor, data, etc.

Entre os modos mais interessantes de escolha de um álbum estão o Random (que sorteia um disco aleatoriamente, mas pode dar mais peso para os menos ouvidos) e o Mood (que permite descrever seu estado no momento para que o app escolha um entre a coleção do usuário).

Também há um recurso chamado “Disco do dia”, que permite relacionar a coleção do usuário a notícias musicais, aniversários de lançamento, shows próximos e a discos relançados em determinada data — o que permite ao app sugerir um disco por dia com um contexto especial.

Record Picker

Apesar do foco em vinis, o app também permite cadastrar CDs (inclusive por código de barras, com dados do MusicBrainz e do Discogs), bem como cria gráficos detalhados que relacionam obras, gravações, artistas e edições para facilitar (e muito) a descoberta de informações.

Com versões para iPhone, iPad, Apple Watch e Mac (que funciona como uma central para a coleção), o app usa os modelos da Apple Intelligence para fornecer seus recursos inteligentes, tudo no próprio dispositivo — sem conta ou qualquer anúncio/rastreamento.

O Record Picker permite armazenar até 100 discos gratuitamente. Para uma biblioteca maior, é necessário adquirir o app por uma compra única de R$60. Até o dia 22 de agosto, está rolando um desafio para quem quiser adquirir o software gratuitamente.

Brain Activity Reveals the Melodies That People Imagine

9 August 2026 at 16:34
Researchers believe they've found evidence that brain signals reveal the pitches of notes in imagined musical melodies, reports Medical Express: Study participants were 10 epilepsy patients with electrodes on the surfaces of their brains for clinical monitoring. Participants quietly listened to the first bars of children's tunes, then imagined the melodies of subsequent bars before humming their imagined melodies. Brain activity from the patients carried information about relative pitches within the imagined melodies. Combining note-level pitch predictions over time allowed the research team to recreate melodic changes that reflected the structure of the imagined songs... "The model we created decodes relative pitch classes — such as do, re, mi, fa, sol, and la — rather than exact, absolute pitches," [said tudy co-lead Jii Kwon of Seoul National University]. "This is useful because people often recognize melodies by the relationships between notes, even when the same melody is played in a different key."

Read more of this story at Slashdot.

Musician and entrepreneur Tom Vek is building a digital music player, but don’t call it retro

8 August 2026 at 16:00
Musician Tom Vek taking a selfie with his Sleevenote music player.
Tom, we can’t see your face. | Image: Tom Vek

Tom Vek burst onto the scene in 2005 with his album We Have Sound, which garnered a solid 7.6 from the tastemakers of the day over at Pitchfork. His undeniably catchy brand of dancy indietronica landed him an appearance on The OC and placement on the Grand Theft Auto IV soundtrack. His follow-up, Leisure Seizure, had a lengthy gestation period, but arrived in 2011 to similar success, reaching No. 79 on the UK charts.

Vek has continued to release music at regular intervals over the last 15 years, dropping Newer Symbols in 2022. But in 2020 he started toying with this idea he had for a music player called Sleevenote. Inspired by viny …

Read the full story at The Verge.

Vídeo: a Apple TV 4K também ganhará boas novidades no tvOS 27!

7 August 2026 at 13:00

O tvOS 27 chegará neste ano com uma leva de novidades para a Apple TV 4K que, embora discretas se comparadas às de outros sistemas da Maçã, trazem melhorias bem-vindas ao dia a dia de quem usa o aparelho — do app Podcasts redesenhado a ajustes de performance por todo o sistema.

Preparamos um vídeo reunindo e demonstrando as principais mudanças da atualização. Confira abaixo:

Entre os destaques está o novo app Podcasts, que ganhou redesenho completo com suporte a programas em vídeo, alinhando a Apple TV às demais plataformas da empresa. O Apple Music também recebeu atenção: agora conta com suporte a áudio Hi-Res Lossless e com o recurso AutoMix, que cria transições automáticas entre as faixas.

Outras novidades incluem ajuste de tamanho de texto, verificação do status do AppleCare diretamente nos Ajustes (Settings) e atualização remota da Apple TV pelo app Casa (Home). O sistema também trará suporte a legendas geradas por IA on-device e melhorias no HomeKit Secure Video, agora com suporte à resolução 4K.

No quesito performance, a Central de Controle ficará mais responsiva, o AirPlay estará mais rápido, as animações ficarão mais suaves em todo o sistema e segundo a Apple os apps abrirão até 30% mais rápido, além de o sistema vir com diversas correções de bugs.

Vale lembrar que o tvOS 27 não é mais compatível com as Apple TVs HD e 4K de primeira geração, funcionando apenas nos modelos 4K de segunda e terceira gerações.


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Apple TV 4K (3ª geração)

Armazenamento: 64GB ou 128GB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Ethernet
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Ring Cycle review – AI staging dispenses with drama to create banal bric-a-brac

3 August 2026 at 14:28

Bayreuth festival theatre, Bayreuth
For the festival’s 150th anniversary, the creative team have turned to AI to generate visuals reflecting Wagner’s tetralogy’s past, present – and future. The hyperactive result is a dismal, mindless mess

Unveiled the same week in which tech company Anthropic admitted that its AI model Claude had gone rogue during testing, Bayreuth festival’s new AI-generated staging of Wagner’s four-part Ring of the Nibelungen is at least timely. But anyone who assumes that the cycle’s obsession with knowledge, power and possession might make it an ideal forum for reflection on AI as a major contemporary frontier will be disappointed, as will anyone hopeful about AI’s creative potential within opera.

Commissioned to mark the festival’s 150th anniversary, the production is “curated” – emphatically not “directed” – by a team led by German stage director Marcus Lobbes. He apparently spent weeks in dialogue with AI models about possible interpretations of the Ring. According to the programme book, “power structures, capitalism, mythology, gender roles, nationalism”, all came up. So far, so mainstream Wagner reception. But if these human-machine exchanges were revelatory, you wouldn’t know it from the resulting staging, which uses AI “as an extension of a cultural memory that is never complete”.

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© Photograph: urheberrechtlich geschuetzt - Enrico Nawrath

© Photograph: urheberrechtlich geschuetzt - Enrico Nawrath

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Novos comerciais do Apple Music incentivam usuários a migrar para o serviço

5 August 2026 at 15:41

A Maçã liberou recentemente uma trinca de novos comerciais no formato vertical para divulgar a sua plataforma de streaming de músicas, o Apple Music, e alguns de seus principais recursos.

Dois deles focam em uma ferramenta relativamente recente: o recurso de transferência de bibliotecas entre serviços de streaming, lançado no ano passado para facilitar a migração de usuários para a plataforma da Maçã.

O primeiro comercial mostra um iPhone 17 Pro gigante com o app do Apple Music aberto sendo transportado por um caminhão em uma rodovia. Ao observar a tela do aparelho, é possível constatar que há um processo de transferência em andamento, em uma clara alusão a uma mudança de lares.

The easiest move you’ll ever make. Switch to Apple Music and bring your playlists with you. pic.twitter.com/ZOuBqGsUf7

— Apple Music (@AppleMusic) August 4, 2026
A mudança mais fácil que você vai fazer na sua vida. Troque para o Apple Music e traga suas playlists com você.

Com um conceito parecido, o segundo comercial mostra uma mulher relaxando em um sofá apoiado sobre três skates enquanto o móvel desce por uma rua. Assim como no comercial anterior, um iPhone 17 Pro ganha destaque — de novo, com a tela de transferência do Apple Music aberta.

Switching to Apple Music is easy. Bring your playlists withyou and get access to over 100 million songs, ad-free. pic.twitter.com/Bt0KfOrcJk

— Apple Music (@AppleMusic) August 5, 2026
Trocar para o Apple Music é fácil. Traga suas playlists com você e obtenha acesso a mais de 100 milhões de músicas, sem anúncios.

Além de ir por outra direção, o último vídeo dessa nova leva é um tanto… perturbador, lembrando um pouco os comerciais de consoles de videogames (com destaque para os da Sony PlayStation) do início dos anos 2000. Feito para divulgar o recurso Playlist Playground, ele mostra uma pessoa — que está usando EarPods, diga-se — inserindo uma fita cassete em um compartimento na sua testa, o que faz uma música começar a tocar.

From an idea in your head to a playlist you press play on. You write the prompt, Playlist Playground takes it from there. pic.twitter.com/wjya7Y3tDZ

— Apple Music (@AppleMusic) August 4, 2026
De uma ideia na sua cabeça pra uma playlist na qual dá play. Você escreve um prompt e o Playlist Playground assume o controle.

Como é possível notar, todos os três vídeos são bem curtinhos, girando em torno de 15 segundos. Já disponíveis em redes sociais como X e Facebook, é bem provável que eles acabem dando as caras também em plataformas como TikTok e Instagram Reels — inclusive acompanhados de novos comerciais.

O Apple Music conta com um catálogo de mais de 100 milhões de músicas e 30 mil playlists — muitas delas com suporte a Áudio Espacial (Dolby Atmos) e em altíssima definição, com áudio Lossless. Para quem ama música clássica, há um app dedicado com mais de 5 milhões de faixas, tudo em uma interface simplificada! No Brasil, são três tipos de assinatura: Universitária (R$12,90/mês), Individual (R$23,90/mês) e Familiar (R$40,90/mês). Caso você não seja um assinante, pode testar o serviço de forma gratuita por um mês. Ele também faz parte do pacote de assinaturas da empresa, o Apple One.

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Apple fecha o melhor trimestre abril-junho da sua história no último balanço de Tim Cook

2 August 2026 at 14:30

Todas as empresas de capital aberto (que possuem ações à venda na bolsa de valores) são obrigadas, por lei — na maioria dos países (inclusive Brasil) —, a disponibilizar publicamente suas demonstrações financeiras periodicamente. Esse costuma ser um momento bastante esperado por acionistas (analisando se a empresa na qual estão investindo está sendo bem administrada e gerando lucros), investidores (para captar novas oportunidades de alocar seus recursos), além da imprensa e de curiosos em geral. Na última quinta-feira (30/7), foi a vez da Apple de divulgar seus resultados financeiros referentes ao trimestre abril-junho de 2026.

Para alegria de todos, o CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. Tim Cook se despede da sua posição com o melhor terceiro trimestre fiscal que a empresa já registrou — um recorde absoluto! Como já informado aqui no MacMagazine, no período de abril a junho (encerrado no dia 27/6), a companhia relatou uma receita de US$109,4 bilhões (alta de 16,4%) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, e lucro líquido de US$29,8 bilhões (um avanço de 27%). A margem bruta chegou a incríveis 50,1%, a maior já apurada em períodos semelhantes da história da empresa!

Hoje, a Apple tem orgulho de relatar o nosso melhor trimestre de abril-junho de todos os tempos, com crescimento de receita de dois dígitos em iPhone, Mac e Serviços, e em todos os segmentos geográficos.

A fala acima é de Cook. Ele deixará o cargo em 1º de setembro, quando John Ternus assumirá, e passará a presidir o conselho de administração.

O fenômeno Mac

Uma das grandes surpresas do relatório foi o crescimento no faturamento de Macs. Pela primeira vez, a categoria ultrapassou a casa dos US$10 bilhões em um trimestre abril-junho, e o crescimento de 29% superou o do iPhone.

A explicação está em parte na procura alucinada por Macs mini para rodar agentes de inteligência artificial e na leva de lançamentos de março: MacBook Air com M5, MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max, e principalmente o MacBook Neo, o modelo de entrada que estreou a US$600 — preço que subiu para US$700 em junho, no reajuste geral motivado pelo custo de memória. A Apple parece ter encontrado um mercado relevante abaixo do Air, e vale acompanhar o que isso faz com a margem da linha nos próximos trimestres.

O iPad foi a única categoria no vermelho, com queda anual de 6%. Não é surpresa: a própria Apple havia avisado que a comparação seria difícil, pois no ano anterior houve o lançamento do iPad com chip A16. O iPad Air com M4, que chegou em março, não foi suficiente para compensar. Cabe ainda analisar se o bem-sucedido MacBook Neo não acabou levando um pouco do mercado dos tablets, também.

O asterisco que quase ninguém vai mencionar

A margem bruta de 50,1% e o lucro por ação de US$2,02 não são resultado apenas da operação, e esse detalhe se perde facilmente na comemoração dos recordes.

À primeira vista, no press release — e nos comentários que fizemos no último podcast —, esse ponto não ficou bem claro, mas merece atenção. A Apple informou, no comunicado, que a margem incluiu cerca de dois pontos percentuais e o lucro por ação incluiu US$0,11 vindos de reembolso de tarifas, dinheiro que a empresa havia pago ao governo americano e recebeu de volta depois que a Suprema Corte derrubou, em fevereiro, as tarifas impostas sob a IEEPA (a lei de poderes econômicos internacionais de emergência). A empresa não detalhou a origem exata dos valores devolvidos, mas a decisão da Corte é o evento que abriu caminho para os reembolsos.

É dinheiro real, entra legitimamente no resultado, mas não é recorrente e não diz nada sobre a capacidade da Apple de vender aparelhos. Descontando o efeito, a fotografia muda um pouco: a margem bruta cai para aproximadamente 48%, exatamente o que o consenso projetava, e o lucro por ação vai para cerca de US$1,91, contra os US$1,89 esperados. De uma superação de 6,9% no lucro, sobra uma de pouco mais de 1%.

Ou seja: o trimestre continua bom em receita e em volume, que são genuinamente fortes. Mas o brilho extraordinário no lucro é, em boa parte, contábil, e não se repete.

A Apple abre a margem bruta em dois blocos apenas: produtos e serviços. Ela nunca divulga margem por categoria individual (não existe margem oficial de iPhone, Mac ou iPad em documento nenhum da empresa, e todo número desse tipo que circula é estimativa de analista), mas os dois blocos que ela abre já contam a história.

Linha de negócioMargem do FQ3 2026Margem do FQ3 2025Variação
Produtos40,07%34,52%+5,55pp
Serviços75,62%75,58%+0,04pp
Consolidado50,06%46,49%+3,57pp

A margem de hardware subiu 5,55 pontos percentuais em 12 meses. A margem de hardware não sobe 5 pontos por ganho de eficiência: é ali que o reembolso de tarifas desembarcou, porque tarifa incide sobre produto físico. A prova está na linha seguinte: serviços, que não pagam tarifa nenhuma, ficou praticamente parado. A melhora não foi operacional.

Vale registrar um desequilíbrio que explica boa parte do valuation da Apple. Serviços representam 28,1% da receita, mas respondem por 42,4% do lucro bruto do trimestre. Produtos são 71,9% da receita e apenas 57,6% do lucro. Cada dólar de serviço vale quase o dobro de um dólar de hardware, e é por isso que o mercado aceita pagar perto de 40x o lucro por uma empresa que, no fim das contas, vende telefone.

Serviços: um pequeno sinal de alerta

Os relatórios revelaram um problema silencioso do trimestre. Serviços cresceram 12,1%, um bom número isolado, mas bem abaixo dos 16,2% do trimestre encerrado em março e, mais grave, abaixo do que a própria Apple havia sinalizado. Na teleconferência de abril, o diretor financeiro Kevan Parekh disse que os serviços cresceriam em ritmo “similar ao reportado em março” (ou seja, algo perto de 16%, ressalvando o efeito cambial). Ficaram cerca de 4 pontos percentuais aquém.

A linha chegou a recuar 0,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Foi o único item da projeção que a Apple não cumpriu, e não é um item qualquer: é o que sustenta o múltiplo da ação. Parte da imprensa de mercado atribuiu a reação negativa à combinação de serviços com a Grande China, embora as estimativas para a região divergissem bastante entre as casas: havia projeções de US$18,8 bilhões, que o resultado cumpriu, e de US$19,5 bilhões, que não.

Some-se a isso um risco que não tem data marcada. Boa parte da receita dos serviços vem do acordo pelo qual o Google paga à Apple para ser o buscador padrão do Safari — cerca de 36% da receita de anúncios de busca, algo próximo de US$20 bilhões por ano. Existe um processo em andamento que questiona a legitimidade desta taxa. A sentença de setembro de 2025 permitiu que o acordo continuasse, mas o Departamento de Justiça dos Estados Unidos recorreu em fevereiro de 2026 e o Google entrou com recurso próprio em maio. Se a decisão cair, o buraco nessa linha é de dois dígitos de bilhão!

Três números que o comunicado não destaca

Fora das manchetes do balanço, três indicadores das demonstrações merecem atenção, e nenhum deles apareceu no material de divulgação.

  1. O estoque quase dobrou, de US$5,7 bilhões em setembro de 2025 para US$11,1 bilhões, alta de 94%. Uma empresa que é referência mundial em operar com estoque enxuto dobrou o estoque em 9 meses. A leitura mais provável é compra antecipada de memória, antes que os preços subam ainda mais. É a confirmação contábil do que Cook disse em junho, quando afirmou que aumentos de preços eram inevitáveis.
  2. Pesquisa e desenvolvimento saltou para US$11,7 bilhões, o dobro do ritmo da receita, e passou de 9,4% para 10,7% do faturamento. Ao mesmo tempo, o investimento em ativo fixo (equipamentos, imóveis, veículos etc.) caiu 28% no acumulado de 9 meses. É a tese da IA “capital-light” traduzida em números: a Apple gasta mais em gente e software, e menos em concreto e servidor, apostando em rodar inteligência nos mais de 2 bilhões de aparelhos que já estão nas mãos dos usuários. O oposto de Microsoft, Google e Amazon.
  3. O caixa operacional de 9 meses foi de US$117 bilhões, contra US$81,8 bilhões. Mesmo assim, a recompra de ações caiu de US$70,6 para US$62,1 bilhões. A Apple está segurando dinheiro, o que é coerente com o estoque dobrado e com uma troca de comando marcada para 1º de setembro.

Há ainda um detalhe na linha de outras receitas, que agrupa o que a Apple ganha fora da operação: juros do caixa aplicado, juros pagos sobre dívida, variação cambial e valorização de participações minoritárias. O resultado foi de US$572 milhões positivos, contra US$171 milhões negativos há um ano — um giro de US$743 milhões. A carteira de caixa e aplicações subiu para US$146,5 bilhões, enquanto a dívida caiu para US$82,3 bilhões. Mais dinheiro rendendo, menos juros a pagar. É lucro financeiro, não operacional.

A projeção para setembro veio bem abaixo

O trimestre relatado é recorde. A projeção que o acompanha, não. E como o mercado precifica futuro e não passado, foi ela que dominou a reação. A ação, que havia fechado o pregão a US$333,43, caiu cerca de 6,5% na negociação estendida ao longo da teleconferência, o que equivale a aproximadamente US$317 bilhões de valor de mercado. No dia seguinte, a queda se confirmou: -7,35%. A projeção da Apple para o trimestre de setembro, o último do ano fiscal, veio com dois números desconfortáveis.

IndicadorFQ3 2026 (real)FQ4 2026 (projetado)
Crescimento de receita16,4%de 9% a 11%
Margem bruta50,1%de 47% a 48%
Margem bruta sem reembolso de tarifas48,1%de 47% a 48%
Receita implícitaUS$109,4 bilhõesde US$111,7 a US$113,7 bilhões

A desaceleração de 16,4% para algo entre 9% e 11% já seria suficiente para incomodar. O que agravou foi a justificativa: Parekh afirmou que o impacto das restrições de oferta deve “aumentar significativamente” em relação ao trimestre anterior — citando explicitamente iPhone, Mac e iPad —, e mencionou ainda ventos contrários de câmbio sobre a receita de iPhone.

A margem projetada de 47% a 48% é o número mais revelador de todo o balanço. Ela fica abaixo do resultado limpo deste trimestre sem o reembolso de tarifas. Ou seja: a Apple está dizendo que a margem vai cair de verdade, em bases comparáveis. O colchão de estoque de memória comprado a preço favorável, que segurou os custos nos últimos trimestres, está acabando, e o trimestre de setembro é justamente o que carrega o lançamento dos “iPhones 18 Pro/18 Pro Max” — e provavelmente do “iPhone Ultra”, o primeiro dobrável da empresa.

O que Ternus herda

Ternus assumirá como diretor executivo em 1º de setembro, com Cook passando a presidente executivo do conselho. A julgar pelo balanço, ele recebe uma casa em ordem: receita recorde, base instalada de aparelhos ativos em máxima histórica em todas as categorias principais, patrimônio líquido de US$107,5 bilhões e — possivelmente — a companhia mais valiosa do mundo.

Recebe também três problemas bem definidos. O primeiro é o custo de memória, que já forçou aumentos de preço no MacBook Air, no Mac mini e no Mac Studio, e que agora vai comprimir margem sem o amortecedor do estoque barato.

O segundo é a desaceleração dos serviços, com os recursos judiciais contra o acordo de busca com o Google ainda pendentes.

O terceiro é entregar a Siri reformulada, anunciada na WWDC26, movida pelo Gemini do Google, prevista para o ciclo do iOS 27 e adiada por tempo indeterminado na União Europeia — decisão que a Apple atribui às exigências da Lei dos Mercados Digitais (Digital Markets Act, ou DMA).

A leitura mais honesta deste balanço talvez seja esta: Cook encerra sua gestão entregando o melhor trimestre abril-junho da história da Apple, a maior capitalização de mercado do mundo e uma operação que cresce dois dígitos em todos os continentes em que atua. O que ele não entrega pronto é a próxima curva: provar que a aposta de rodar inteligência artificial dentro do aparelho, e não na nuvem, vale o múltiplo de 40x que a ação vinha cobrando. Essa parte, agora, é com Ternus.

Metodologia

Os números do trimestre e do comparativo anual foram extraídos das demonstrações consolidadas condensadas não auditadas da Apple referentes ao terceiro trimestre fiscal de 2026 e ao terceiro trimestre fiscal de 2025, conferidas linha a linha. As margens por linha de negócio, os indicadores de balanço patrimonial e de fluxo de caixa e todos os percentuais foram calculados a partir desses documentos.

As estimativas de consenso de Wall Street citadas foram compiladas antes da divulgação junto a Yahoo Finance, TipRanks, Zacks, Visible Alpha, Hudson Labs e Goldman Sachs.

A projeção para o trimestre de setembro e as declarações do diretor financeiro vêm da teleconferência de 30 de julho de 2026, com apuração de 9to5Mac, CNBC e AppleInsider.

Os dados de mercado chinês são da IDC e da CAICT. A série de fechamentos mensais da ação tem origem em StatMuse, StockAnalysis.com, FinancialContent e Macrotrends, via S&P Global Market Intelligence.

O ajuste identificado como “sem reembolso de tarifas” não é uma linha contábil: é cálculo próprio a partir do efeito que a Apple declarou no comunicado de resultados.

Observação

Este texto não constitui recomendação de investimento.

Notas de rodapé

  • 1
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

Is this Billboard Hot 100 hit AI slop?

1 August 2026 at 19:20
The seemingly AI generated cover art for Fenix Flexin’s Rubberz.
That cover art is almost certainly AI, too. | Image: Fenix Flexin

Fenix Flexin is best known as a member of Shoreline Mafia, a rap duo from Los Angeles. But he's recently found solo success with the track "Rubberz," which has climbed to number 58 on the Billboard Hot 100. Almost immediately, though, questions were raised about the song's origins, with many speculating that it was largely, if not entirely, generated by AI. Fenix has denied those accusations, but done little to dispel them.

Part of the suspicion is certainly due to the fact that the song is a dramatic left turn. Fenix has primarily trafficked in trap-influenced West Coast rap. "Rubberz," on the other hand, is heavily influenced by '80s UK s …

Read the full story at The Verge.

Apple Services Price Hikes 2026

21 July 2026 at 21:27

Chance Miller:

Here are the new monthly prices for Apple Music and Apple One as of today:

Apple Music

Apple One

The price increases for Apple Music come after Spotify announced its own round of price hikes earlier this year, which Apple poked fun at on social media. Even with today’s price hikes, though, Apple Music remains cheaper than Spotify.

Lee Peterson:

Apple Music no longer makes sense when I’m already paying for YouTube Premium. Apple Music goes up to £11.99, YouTube Premium is £12.99 and on top of a good music service you get no ads on YouTube.

Mike Rockwell:

Distilling my longtime argument down to its simplest bit, I’d ask “do you want to pay $10 a month for music for the rest of your life?”

But truly, it was never going to just be $10 per month. The price was going to go up over time. It was going to get more expensive to have access to the same music.

If you purchase your music, though, I think most people would reach a point in their life where they stop buying new music entirely or they’re only buying a few albums per year. The cost of music would go down for you over time.

That was my thinking, too, but then I found that music I’ve purchased from Apple won’t work on my HomePod. I refuse to condone that behavior, so now I have two solid reasons not to subscribe to Apple Music.

Joe Rossignol:

While the monthly and annual prices of AppleCare+ plans for Macs and iPads received a slight increase this week, AppleCare One continues to start at $19.99 per month in the U.S., making the multi-device plan even more valuable.

Previously:

Suno Hack and Audio Scraping

16 July 2026 at 20:42

Jason Koebler (tweet, Reddit):

The AI music generation tool Suno scraped millions of songs and lyrics from YouTube Music, Deezer, and Genius, as well as from the stock music libraries Pond5, Jamendo, Freesound, the International Music Score Library Project, and podcasts via RSS feeds, according to a hacker who breached the company and shared data about Suno’s training libraries with 404 Media. The hacker was also able to access user information for hundreds of thousands of Suno’s customers, as well as Stripe payment information, they said.

[…]

As part of these legal proceedings, Suno previously admitted that it was trained on “essentially all music files of reasonable quality that are accessible on the open internet,” which included a total of “tens of millions of recordings.” Suno has been making the argument that it is allowed to train on copyrighted works as fair use in those cases, one of which has been settled.

Corbin Bolies:

Suno has long acknowledged that its AI music generator relied on the scraping of millions of songs available across the internet, but a new hack reveals just how the company pulled from streaming services and websites[…] all while user information remained vulnerable.

[…]

“Our goal has always been to help people create original new music, not replicate someone else’s. That’s why we build our models around what we call ‘Original Creation, By Design,’” the spokesperson said in a statement. “For example, we intentionally do not use artist names as a category of training metadata because we want our models to help people create brand new songs, not music that replicates other artists’ existing work. It’s also why we built Suno with detection filters that block or prevent a user from using specific artist, song, or album names as prompts, and prevent users from uploading lyrics or sound recordings that match existing works.”

Previously:

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