O aplicativo Lembretes (Reminders) da Apple certamente é bem útil para a maioria dos usuários convencionais, mas um tanto quanto limitado para quem tem problemas sérios de esquecimento ou transtornos como o TDAH 1Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade..
Isso porque ele não notifica o usuário sobre lembretes definidos com a Siri sem um horário, simplesmente esquece lembretes quando as notificações são descartadas e conta com opções um pouco duvidosas de soneca.
Criado por Marco Arment (desenvolvedor responsável pelo famoso Overcast), o Unforgetful é um app desenhado para resolver esses três problemas. Ele usa os lembretes já cadastrados no app nativo da Apple e adiciona uma camada própria de notificações para ajudar o usuário a lembrá-los sempre.
Com uma filosofia minimalista (nada de pastas), o app entrega notificações que se repetem até que a tarefa seja concluída ou excluída. A soneca, por sua vez, tem intervalos que escalam à medida que o usuário cochila mais.
E tudo isso sem a necessidade de importar ou de cadastrar novos lembretes: basta substituir as notificações do app nativo pelas do Unforgetful para que tudo funcione de fato — inclusive com suporte à criação de lembretes por voz usando a Siri.
Além disso, o app conta com diferenciais como a captura rápida de lembretes com o Ditado, notificações espaçadas, backlogs de tarefas que não acumulam e lembretes baseados em localização com atraso configurável, para não notificar você antes da hora certa.
Disponível para iOS e macOS como um aplicativo universal, a assinatura unificada do app custa R$130/ano e quem baixá-lo tem direito a um teste gratuito de um mês.
Notas de rodapé
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Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.
De acordo com uma reportagem da Reuters, a Apple poderá usar uma estratégia híbrida na adoção de recursos de inteligência artificial na China. Em vez de confiar apenas em plataformas de terceiros chinesas, a Maçã pretende também adotar sua tecnologia proprietária no país.
Segundo a agência de notícias, a Maçã estaria treinando seu próprio modelo de IA especificamente para a China — algo que a permitirá ter um maior controle sobre a Apple Intelligence em seu mercado mais competitivo fora dos Estados Unidos (mas sem abrir mão das parcerias).
Esse modelo teria sido desenvolvido em parceria com o Alibaba (e treinado com o apoio da empresa). Caso seja aprovado, ele será o primeiro modelo proprietário de uma empresa estrangeira a ser aprovado no país e permitirá à Apple lidar com as muitas barreiras regulatórias chinesas.
Isso indica que a Apple não pretende substituir por completo as tecnologias de terceiros em seu conjunto de IA no país, mas que poderá usá-las em conjunto com seus modelos proprietários e escolher o mais apropriado para tarefas diferentes a serem realizadas nos seus sistemas.
Na semana passada, pesquisadores revelaram falhas de segurança nas configurações de proxy da Retransmissão Privada (Private Relay) do iCloud+, que também afetam navegadores baseados no WebKit que utilizam a API 1Application programming interface, ou interface de programação de aplicações. de proxy para privacidade, expondo o endereço IP dos assinantes do serviço. Pois bem, não demorou muito para que surgisse o primeiro processo relacionado ao caso.
A ação coletiva foi movida pelo escritório jurídico Clarkson, que você talvez lembre pelo envolvimento no processo sobre o adiamento dos recursos de inteligência artificial (IA) apresentados durante a WWDC24, o que resultou em um acordo o qual previu o pagamento de US$250 milhões a clientes em dezembro do ano passado.
Como sambemos, a Retransmissão Privada oferece proteção para ocultar o seu endereço IP e dificultar a ciência sobre os seus acessos na web por parte de provedores de internet e terceiros, direcionando o seu tráfego para duas camadas de proteção.
O novo caso menciona o problema na Retransmissão Privada que faz a sua barreira ser burlada nos iOS em qualquer site compatível com as Chaves-senha (Passkeys) — algo que acontece pois o dispositivo do usuário faz uma requisição web fora do próprio navegador sempre que o usuário faz login, ignorando o Private Relay — e acusa a Apple de publicidade enganosa, declarações falsas ou deturpadas e fraude.
[A Apple] sabia, ou deveria saber, que as declarações contestadas eram falsas, enganosas, fraudulentas e ilegais, no momento em que a ré fabricou, comercializou, anunciou, rotulou e vendeu as assinaturas [do iCloud+].
Convidada a comentar o caso pelo 9to5Mac, a Apple ainda não se pronunciou sobre o tema. Tim Giordano, um dos sócios do escritório, por outro lado, disse que a empresa traiu a confiança de usuários “expondo-os ao mesmo rastreamento, criação de perfis e segmentação sobre os quais a Apple os alertava”.
O texto completo da ação coletiva pode ser conferido nesse link [PDF].
Notas de rodapé
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Application programming interface, ou interface de programação de aplicações.
In the fifth beta of iOS 27, Apple is continuing to make design tweaks. There are updated Liquid Glass icons for Safari, the Siri app, Settings, Remote, App Store, and Preview.
The Safari icon is a brighter blue with more detailed compass lines and arrows, while the Siri icon looks more like the actual Siri bubble that's displayed when Siri is activated. The App Store app icon is more translucent so you can better see each line making up the A, Settings uses more translucency, and Preview has an entirely different look with a loupe over a colorful background. The Remote icon also has more detail and it's been updated with a gray background instead of black.
Some app icons were updated with the initial iOS 27 beta release, including Maps, Photos, and Weather, but others kept their iOS 26 look.
It's possible Apple will overhaul even more icons in upcoming betas, because the company said it was planning to give icons an updated layered look to better fit the Liquid Glass aesthetic.
With the fifth beta of iOS 27, Apple has expanded the voice customization options for Siri AI.
Pace and Expressivity can now be adjusted for more of the available voice options instead of just the two American voices.
There are seven American voice options and four British voices to choose from, all of which can be customized with different Pace and Expressivity settings. Pace changes talking speed, while expressivity changes emphasis.
Siri AI voice customization is done on-device, so the feature is limited to newer iPhones. You need an iPhone 17 Pro, iPhone 17 Pro Max, or iPhone Air to use voice customization on an iPhone.
It's available on Macs with an M3 chip or newer and at least 12GB RAM, and the M4 iPad Pro and newer, also with at least 12GB RAM.
Começando pela parte visual, a Apple continua a fazer ajustes em alguns ícones de aplicativos — como o Safari, o app da Siri, os Ajustes (Settings), o Controle Remoto, a App Store e o Pré-visualização (Preview), entre outros.
O ícone do Safari está em um azul mais claro, com linhas e setas da bússola mais detalhadas, enquanto o ícone do app da Siri se parece mais com o “balão” que aparece quando ela está ativada.
Can you actually spot the difference between Safari app icon:
O ícone da App Store está mais translúcido para que você possa ver melhor cada linha que compõe o “A”, enquanto o do app Ajustes também ficou mais translúcido em algumas partes.
Já o ícone do app Pré-visualização tem uma aparência completamente diferente, com uma lupa sobre um fundo colorido, enquanto o ícone do Controle Remoto também ganhou mais detalhes e foi atualizado com um fundo cinza em vez de preto.
A quinta beta do iOS 27 também expandiu ainda mais as opções de personalização da voz da Siri. Em versões anteriores, os controles deslizantes de Ritmo e Expressividade estavam disponíveis apenas para as vozes da Siri com sotaque americano.
Agora, essas opções de ajuste estão disponíveis para qualquer voz americana, além de todas as vozes com sotaque britânico já existentes. Isso significa que agora há 11 vozes compatíveis que permitem escolher diferentes configurações de ritmo (velocidade da fala) e expressividade (nível de emoção e ênfase).
iOS 27 Beta 5 expands Siri voice customization.
Pace and Expressivity can now be adjusted across more Siri voices, including all seven American voices and all four British voices. pic.twitter.com/Ma0aZDRHio
Conforme observado pelo pessoal do 9to5Mac, o código da quinta beta iOS 27 mostra que a Apple está trabalhando em algo chamado “Imagem de Referência” (Apple Reference Image), um possível novo recurso projetado para autenticar a origem das fotos usando dados vinculados ao hardware da câmera do iPhone.
Para isso, o sistema enviará a imagem ao Private Cloud Compute para autenticação, sendo que certas informações do sensor e metadados da foto são enviados de volta para a Apple — embora ela garanta que não acessará a foto original.
Atualmente, o recurso está desativado por padrão e, quando for lançado, poderá ser ativado em Ajustes » Câmera » Imagem de Referência e tocando em “Modo de Referência”.
Essa verificação só será possível se as fotos forem capturadas com o referido modo ativo. Isso significa que as fotos tiradas normalmente não conterão as informações de procedência necessárias para a autenticação posterior; além disso, se a Apple determinar que um sensor pode ter sido comprometido, ela poderá revogar as autenticações anteriores associadas a esse sensor.
As fotos autenticadas também poderão ser compartilhadas com outras pessoas, de modo que as informações incluídas no compartilhamento variarão dependendo do método usado (AirDrop, Mensagens, etc.) e se a foto é uma versão original, editada ou autenticada. Se o usuário optar por compartilhar “Todos os Dados de Fotos”, a Apple afirma que a transferência também pode incluir identificadores de hardware exclusivos e qualquer vídeo não cortado associado à imagem.
Por fim, a reportagem aponta que a Apple também está adicionando uma opção “Transferir com Procedência” (Transfer with Provenance) para transferências feitas a partir de um cabo USB. Quando ativada, as fotos autenticadas transferidas para um Mac ou PC incluirão os dados de Imagem de Referência, enquanto as fotos não autenticadas ainda poderão conter informações de procedência, como identificadores de hardware exclusivos e qualquer vídeo não cortado.
RCS da Claro
Como notado por testadores da nova beta, a Claro começou a testar o suporte ao padrão RCS 1Rich communications service, ou serviço de comunicação rico., o que indica que ela pretende cumprir a promessa de liberar essa funcionalidade ainda neste ano.
Outras novidades menores vistas com as novas betas incluem novas telas de apresentação quando os aplicativos Carteira (Wallet), Apple Music, App Store e Fotos são abertos pela primeira vez após o update.
iOS 27 beta 5 includes new Splash Screens for Calendar, Photos, and Apple Music pic.twitter.com/TVSytZQJbg
A Apple também fez ajustes na Central de Controle com a beta mais recente. Os tipos de rede celular não são mais exibidos — então você não verá “5G” ou “LTE” quando seu telefone estiver conectado a uma rede Wi-Fi. Ademais, a Central de Controle e a barra de status agora apresentam novas barras de ícones de rede celular.
Apple increased the height of the Cellular Data signal bars in the Status Bar and added a matching Control Center icon in iOS 27 Beta 5. pic.twitter.com/LabNcVkR8F
Na seção Busca do aplicativo Ajustes, a Apple adicionou uma nova opção chamada “Antes de Buscar” (Before Searching), permitindo que os usuários escolham quantos aplicativos aparecem como sugestões durante as buscas, entre outras coisas.
🚨 New feature Alert 🚨
iOS 27 Dev Beta 5 lets you devices how many apps spotlight suggests when first opening it up. You can keep it at 8, switch to 4 or just say none
No app Contatos (Contacts), caso um contato criado por você tiver uma empresa associada, o nome da empresa aparecerá na lista — abaixo do nome — e nos resultados de busca.
New in iOS 27 beta 5: If a contact has a company name added, it now shows in the main view pic.twitter.com/xNtSXnYY5E
Há uma fonte mais espessa para a seção de Alarmes e Timers do aplicativo Relógio (Clock).
A configuração mais transparente do Liquid Glass está mais translúcida do que na versão beta anterior.
Agora existe uma opção para ativar ou desativar o recurso “Personalizar Respostas Inteligentes” no aplicativo Mail. O recurso vem desativado por padrão e pode ser ativado na seção Mail do aplicativo Ajustes.
iOS 27 beta 5 adds a new setting for mail called Personalize Smart Replies
“Smart Reply can learn from your sent Mail messages to suggest responses that sound more like you” pic.twitter.com/LvD6NNkJod
A seção Bateria do aplicativo Ajustes agora informa se uma conexão de rede móvel ruim está causando consumo excessivo de bateria.
O aplicativo Ajustes agora também mostra quando a atualização mais recente do iOS foi instalada.
O recurso de criação de passes do app Carteira já está disponível fora dos Estados Unidos.
A fonte San Francisco dos números do indicador de bateria foi trocada por uma versão mais arredondada.
They swapped SF Pro to SF Pro rounded for the battery percentage on beta 5 Certainly looks better pic.twitter.com/6cK6asCtGH
— ShrimpApplePro 🍤 ずっと真夜中でいいのに (@VNchocoTaco) August 11, 2026
Foram encontradas referências à disponibilidade da Apple Intelligence na China, incluindo menções a “mecanismos de segurança” disponibilizado por empresas locais.
iOS 27 beta 5 preps support for Apple Intelligence in China
"Apple Intelligence is built for privacy. To comply with laws and regulations, Apple Intelligence in China uses a safety mechanism provided by a local company. Your requests are processed on-device and not sent to Apple… pic.twitter.com/mCwiwZqqMi
Conforme visto pela agência Reuters, a Apple publicou uma documentação oficial de suporte ensinando usuários do macOS na China a conectar o Qwen, plataforma de inteligência artificial (IA) proprietária da Alibaba, como uma extensão da Apple Intelligence no país.
Embora ensinasse efetivamente a fazer essa integração (o que indica que não era apenas algo preparatório), a documentação foi retirada do ar pouco tempo depois — o que nos leva a entender que ela foi, no mínimo, lançada em cima da hora ou antes do período previsto pela empresa.
O guia atualizado em chinês da Apple diz que os usuários que optam por participar podem usar o Qwen via Siri para obter respostas mais detalhadas a algumas solicitações, incluindo análise de fotos e documentos. As Ferramentas de Escrita também podem se basear no serviço para criar texto ou imagens a partir de uma descrição.
A possibilidade de usar o Qwen estaria disponível para usuários elegíveis com o macOS Tahoe 26.6 ou posterior. Eles devem se sujeitar a condições específicas para o mercado chinês e fazer login na plataforma — que não pode usar os materiais gerados para treinar seus modelos.
Segundo a Alibaba, que poderá usar a integração com os softwares da Apple para aumentar o alcance do Qwen, a plataforma será incorporada à Apple Intelligence também em iPhones, iPads e Vision Pros — embora ainda não se saiba qual modelo alimentará essa integração.
A Apple anunciou o watchOS 27 com uma quantidade razoável de novidades, e neste vídeo lhes trago um resumo das principais mudanças que chegarão ao Apple Watch nesta atualização.
Entre os destaques, está a Siri AI (que requer um iPhone compatível), com um novo app dedicado a conversas mais naturais e contextuais. A interface também recebeu refinamentos visuais com o Liquid Glass, incluindo ícones redesenhados como o do Maps, além de um novo grid dinâmico de sugestões de apps ao pressionar a Digital Crown.
Outras novidades incluem novos botões para fechar ou silenciar notificações, um gesto de tocar e segurar para abrir itens do Conjunto Inteligente, e a chegada de um novo app Buscar (Find My), unificando a localização de pessoas, dispositivos e itens. Há ainda o recurso Call Context, que exibe informações relevantes durante chamadas.
No quesito desempenho, a reprodução de música ficou mais rápida, e a Apple promete melhor eficiência de bateria e conectividade Wi-Fi aprimorada. Para quem treina, o watchOS 27 traz maior precisão de distância em corridas e caminhadas na esteira, contagem de passos mais precisa e um Workout Buddy menos intrusivo, mais independente e agora com suporte a espanhol. O Acompanhamento de Ciclo (Cycle Tracking) também passa a contar com alertas de perimenopausa e menopausa.
Uma ausência notável é a do app Walkie-Talkie, que curiosamente não está presente nesta versão.
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Todas as empresas de capital aberto (que possuem ações à venda na bolsa de valores) são obrigadas, por lei — na maioria dos países (inclusive Brasil) —, a disponibilizar publicamente suas demonstrações financeiras periodicamente. Esse costuma ser um momento bastante esperado por acionistas (analisando se a empresa na qual estão investindo está sendo bem administrada e gerando lucros), investidores (para captar novas oportunidades de alocar seus recursos), além da imprensa e de curiosos em geral. Na última quinta-feira (30/7), foi a vez da Apple de divulgar seus resultados financeiros referentes ao trimestre abril-junho de 2026.
Para alegria de todos, o CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo.Tim Cook se despede da sua posição com o melhor terceiro trimestre fiscal que a empresa já registrou — um recorde absoluto! Como já informado aqui no MacMagazine, no período de abril a junho (encerrado no dia 27/6), a companhia relatou uma receita de US$109,4 bilhões (alta de 16,4%) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, e lucro líquido de US$29,8 bilhões (um avanço de 27%). A margem bruta chegou a incríveis 50,1%, a maior já apurada em períodos semelhantes da história da empresa!
Hoje, a Apple tem orgulho de relatar o nosso melhor trimestre de abril-junho de todos os tempos, com crescimento de receita de dois dígitos em iPhone, Mac e Serviços, e em todos os segmentos geográficos.
Uma das grandes surpresas do relatório foi o crescimento no faturamento de Macs. Pela primeira vez, a categoria ultrapassou a casa dos US$10 bilhões em um trimestre abril-junho, e o crescimento de 29% superou o do iPhone.
A explicação está em parte na procura alucinada por Macs mini para rodar agentes de inteligência artificial e na leva de lançamentos de março: MacBook Air com M5, MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max, e principalmente o MacBook Neo, o modelo de entrada que estreou a US$600 — preço que subiu para US$700 em junho, no reajuste geral motivado pelo custo de memória. A Apple parece ter encontrado um mercado relevante abaixo do Air, e vale acompanhar o que isso faz com a margem da linha nos próximos trimestres.
O iPad foi a única categoria no vermelho, com queda anual de 6%. Não é surpresa: a própria Apple havia avisado que a comparação seria difícil, pois no ano anterior houve o lançamento do iPad com chip A16. O iPad Air com M4, que chegou em março, não foi suficiente para compensar. Cabe ainda analisar se o bem-sucedido MacBook Neo não acabou levando um pouco do mercado dos tablets, também.
O asterisco que quase ninguém vai mencionar
A margem bruta de 50,1% e o lucro por ação de US$2,02 não são resultado apenas da operação, e esse detalhe se perde facilmente na comemoração dos recordes.
À primeira vista, no press release — e nos comentários que fizemos no último podcast —, esse ponto não ficou bem claro, mas merece atenção. A Apple informou, no comunicado, que a margem incluiu cerca de dois pontos percentuais e o lucro por ação incluiu US$0,11 vindos de reembolso de tarifas, dinheiro que a empresa havia pago ao governo americano e recebeu de volta depois que a Suprema Corte derrubou, em fevereiro, as tarifas impostas sob a IEEPA (a lei de poderes econômicos internacionais de emergência). A empresa não detalhou a origem exata dos valores devolvidos, mas a decisão da Corte é o evento que abriu caminho para os reembolsos.
É dinheiro real, entra legitimamente no resultado, mas não é recorrente e não diz nada sobre a capacidade da Apple de vender aparelhos. Descontando o efeito, a fotografia muda um pouco: a margem bruta cai para aproximadamente 48%, exatamente o que o consenso projetava, e o lucro por ação vai para cerca de US$1,91, contra os US$1,89 esperados. De uma superação de 6,9% no lucro, sobra uma de pouco mais de 1%.
Ou seja: o trimestre continua bom em receita e em volume, que são genuinamente fortes. Mas o brilho extraordinário no lucro é, em boa parte, contábil, e não se repete.
A Apple abre a margem bruta em dois blocos apenas: produtos e serviços. Ela nunca divulga margem por categoria individual (não existe margem oficial de iPhone, Mac ou iPad em documento nenhum da empresa, e todo número desse tipo que circula é estimativa de analista), mas os dois blocos que ela abre já contam a história.
Linha de negócio
Margem do FQ3 2026
Margem do FQ3 2025
Variação
Produtos
40,07%
34,52%
+5,55pp
Serviços
75,62%
75,58%
+0,04pp
Consolidado
50,06%
46,49%
+3,57pp
A margem de hardware subiu 5,55 pontos percentuais em 12 meses. A margem de hardware não sobe 5 pontos por ganho de eficiência: é ali que o reembolso de tarifas desembarcou, porque tarifa incide sobre produto físico. A prova está na linha seguinte: serviços, que não pagam tarifa nenhuma, ficou praticamente parado. A melhora não foi operacional.
Vale registrar um desequilíbrio que explica boa parte do valuation da Apple. Serviços representam 28,1% da receita, mas respondem por 42,4% do lucro bruto do trimestre. Produtos são 71,9% da receita e apenas 57,6% do lucro. Cada dólar de serviço vale quase o dobro de um dólar de hardware, e é por isso que o mercado aceita pagar perto de 40x o lucro por uma empresa que, no fim das contas, vende telefone.
Serviços: um pequeno sinal de alerta
Os relatórios revelaram um problema silencioso do trimestre. Serviços cresceram 12,1%, um bom número isolado, mas bem abaixo dos 16,2% do trimestre encerrado em março e, mais grave, abaixo do que a própria Apple havia sinalizado. Na teleconferência de abril, o diretor financeiro Kevan Parekh disse que os serviços cresceriam em ritmo “similar ao reportado em março” (ou seja, algo perto de 16%, ressalvando o efeito cambial). Ficaram cerca de 4 pontos percentuais aquém.
A linha chegou a recuar 0,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Foi o único item da projeção que a Apple não cumpriu, e não é um item qualquer: é o que sustenta o múltiplo da ação. Parte da imprensa de mercado atribuiu a reação negativa à combinação de serviços com a Grande China, embora as estimativas para a região divergissem bastante entre as casas: havia projeções de US$18,8 bilhões, que o resultado cumpriu, e de US$19,5 bilhões, que não.
Fora das manchetes do balanço, três indicadores das demonstrações merecem atenção, e nenhum deles apareceu no material de divulgação.
O estoque quase dobrou, de US$5,7 bilhões em setembro de 2025 para US$11,1 bilhões, alta de 94%. Uma empresa que é referência mundial em operar com estoque enxuto dobrou o estoque em 9 meses. A leitura mais provável é compra antecipada de memória, antes que os preços subam ainda mais. É a confirmação contábil do que Cook disse em junho, quando afirmou que aumentos de preços eram inevitáveis.
Pesquisa e desenvolvimento saltou para US$11,7 bilhões, o dobro do ritmo da receita, e passou de 9,4% para 10,7% do faturamento. Ao mesmo tempo, o investimento em ativo fixo (equipamentos, imóveis, veículos etc.) caiu 28% no acumulado de 9 meses. É a tese da IA “capital-light” traduzida em números: a Apple gasta mais em gente e software, e menos em concreto e servidor, apostando em rodar inteligência nos mais de 2 bilhões de aparelhos que já estão nas mãos dos usuários. O oposto de Microsoft, Google e Amazon.
O caixa operacional de 9 meses foi de US$117 bilhões, contra US$81,8 bilhões. Mesmo assim, a recompra de ações caiu de US$70,6 para US$62,1 bilhões. A Apple está segurando dinheiro, o que é coerente com o estoque dobrado e com uma troca de comando marcada para 1º de setembro.
Há ainda um detalhe na linha de outras receitas, que agrupa o que a Apple ganha fora da operação: juros do caixa aplicado, juros pagos sobre dívida, variação cambial e valorização de participações minoritárias. O resultado foi de US$572 milhões positivos, contra US$171 milhões negativos há um ano — um giro de US$743 milhões. A carteira de caixa e aplicações subiu para US$146,5 bilhões, enquanto a dívida caiu para US$82,3 bilhões. Mais dinheiro rendendo, menos juros a pagar. É lucro financeiro, não operacional.
A projeção para setembro veio bem abaixo
O trimestre relatado é recorde. A projeção que o acompanha, não. E como o mercado precifica futuro e não passado, foi ela que dominou a reação. A ação, que havia fechado o pregão a US$333,43, caiu cerca de 6,5% na negociação estendida ao longo da teleconferência, o que equivale a aproximadamente US$317 bilhões de valor de mercado. No dia seguinte, a queda se confirmou: -7,35%. A projeção da Apple para o trimestre de setembro, o último do ano fiscal, veio com dois números desconfortáveis.
Indicador
FQ3 2026 (real)
FQ4 2026 (projetado)
Crescimento de receita
16,4%
de 9% a 11%
Margem bruta
50,1%
de 47% a 48%
Margem bruta sem reembolso de tarifas
48,1%
de 47% a 48%
Receita implícita
US$109,4 bilhões
de US$111,7 a US$113,7 bilhões
A desaceleração de 16,4% para algo entre 9% e 11% já seria suficiente para incomodar. O que agravou foi a justificativa: Parekh afirmou que o impacto das restrições de oferta deve “aumentar significativamente” em relação ao trimestre anterior — citando explicitamente iPhone, Mac e iPad —, e mencionou ainda ventos contrários de câmbio sobre a receita de iPhone.
A margem projetada de 47% a 48% é o número mais revelador de todo o balanço. Ela fica abaixo do resultado limpo deste trimestre sem o reembolso de tarifas. Ou seja: a Apple está dizendo que a margem vai cair de verdade, em bases comparáveis. O colchão de estoque de memória comprado a preço favorável, que segurou os custos nos últimos trimestres, está acabando, e o trimestre de setembro é justamente o que carrega o lançamento dos “iPhones 18 Pro/18 Pro Max” — e provavelmente do “iPhone Ultra”, o primeiro dobrável da empresa.
Ternus assumirá como diretor executivo em 1º de setembro, com Cook passando a presidente executivo do conselho. A julgar pelo balanço, ele recebe uma casa em ordem: receita recorde, base instalada de aparelhos ativos em máxima histórica em todas as categorias principais, patrimônio líquido de US$107,5 bilhões e — possivelmente — a companhia mais valiosa do mundo.
Recebe também três problemas bem definidos. O primeiro é o custo de memória, que já forçou aumentos de preço no MacBook Air, no Mac mini e no Mac Studio, e que agora vai comprimir margem sem o amortecedor do estoque barato.
O segundo é a desaceleração dos serviços, com os recursos judiciais contra o acordo de busca com o Google ainda pendentes.
A leitura mais honesta deste balanço talvez seja esta: Cook encerra sua gestão entregando o melhor trimestre abril-junho da história da Apple, a maior capitalização de mercado do mundo e uma operação que cresce dois dígitos em todos os continentes em que atua. O que ele não entrega pronto é a próxima curva: provar que a aposta de rodar inteligência artificial dentro do aparelho, e não na nuvem, vale o múltiplo de 40x que a ação vinha cobrando. Essa parte, agora, é com Ternus.
Metodologia
Os números do trimestre e do comparativo anual foram extraídos das demonstrações consolidadas condensadas não auditadas da Apple referentes ao terceiro trimestre fiscal de 2026 e ao terceiro trimestre fiscal de 2025, conferidas linha a linha. As margens por linha de negócio, os indicadores de balanço patrimonial e de fluxo de caixa e todos os percentuais foram calculados a partir desses documentos.
As estimativas de consenso de Wall Street citadas foram compiladas antes da divulgação junto a Yahoo Finance, TipRanks, Zacks, Visible Alpha, Hudson Labs e Goldman Sachs.
A projeção para o trimestre de setembro e as declarações do diretor financeiro vêm da teleconferência de 30 de julho de 2026, com apuração de 9to5Mac, CNBC e AppleInsider.
Os dados de mercado chinês são da IDC e da CAICT. A série de fechamentos mensais da ação tem origem em StatMuse, StockAnalysis.com, FinancialContent e Macrotrends, via S&P Global Market Intelligence.
O ajuste identificado como “sem reembolso de tarifas” não é uma linha contábil: é cálculo próprio a partir do efeito que a Apple declarou no comunicado de resultados.
Observação
Este texto não constitui recomendação de investimento.
A cada atualização anual do macOS, uma escolha da Apple em particular gera quase tanta curiosidade quanto as mudanças e os novos recursos do seu sistema operacional: o nome que acompanhará o update.
Hoje, faremos uma breve recapitulação das principais escolhas da Maçã sobre os nomes de cada versão do sistema operacional dos seus computadores, passando por décadas de codinomes felinos e, mais recentemente, paisagens californianas.
As (várias) mudanças do passado
Antes disso — no período do Mac OS Classic, que abrange os sistemas dos Macintoshes lançados entre 1984 e 2001 —, os nomes dos sistemas da Apple eram usados quase exclusivamente de forma interna. Publicamente, as versões recebiam denominações bastante protocolares, mas, nos bastidores, praticamente todas carregavam codinomes.
O System 6, por exemplo, teve versões conhecidas internamente como Antares (6.04), Big Deal (6.05), SixPack (6.06) e Terminator (6.08). Já o System 7 passou por uma verdadeira coleção de nomes, incluindo Blue, Beta Cheese, Cube-E, I Tripoli, Jirocho, Mozart, Capone, Danook, Thag e Marconi, entre outros. Também houve casos específicos, como Road Warrior, utilizado nos primeiros PowerBooks, além de Unity, Buster, Son of Buster, Harmony e Ides of Buster, empregados em versões posteriores do sistema.
A partir do Mac OS 8, os nomes foram predominantemente relacionados à teoria musical — é o caso do codinome Tempo no Mac OS 8, Allegro no Mac OS 8.5 e Sonata no Mac OS 8.7 (versão de desenvolvimento do que viria a ser o Mac OS 9). As exceções são o Mac OS 8.1 (intitulado Bride of Buster) e o Mac OS 8.6 (Veronica).
Essa só se tornou uma tradição marqueteira a partir do Mac OS X 10.2, quando Steve Jobs apresentou a nova versão do sistema operacional como Mac OS X Jaguar, levando um codinome ao público pela primeira vez — antes do Jaguar, a Apple utilizou os codinomes Kodiak para a versão beta, Cheetah para a 10.0 e Puma para a 10.1 —, inaugurando a era de nomes de grandes felinos.
Os animais ditaram os sistemas dos Macs por cerca de dez anos (de 2002 até 2012): foi o caso do Mac OS X 10.3 Panther, Mac OS X 10.4 Tiger, Mac OS X 10.5 Leopard, Mac OS X 10.6 Snow Leopard, Mac OS X 10.7 Lion e, por fim, OS X Mountain Lion 10.8 — que abandonou (temporariamente) o prefixo “Mac”.
OS X Mavericks 10.9: a alteração de rota rumo à Califórnia
A partir da décima versão do macOS (então OS X), a Apple adotou publicamente nomes com as regiões da Califórnia, tendência que segue em vigor até os dias de hoje.
A troca, aliás, andou em paralelo a uma mudança paradigmática do sistema: foi somente com o OS X Mavericks 10.9 que a Maçã deixou de cobrar pela atualização dos seus sistemas operacionais, permitindo que os seus usuários, a partir do Snow Leopard (na compilação 10.6.8), atualizassem as suas máquinas sem custos adicionais — uma realidade que permanece até os dias de hoje.
O primeiro destino geográfico escolhido pela Apple remete a uma região litorânea conhecida pelas altas ondas, propícias para a cena local do surfe. O papel de parede do OS X 10.9 dava destaque à curvatura de uma grande onda em tons de azul e turquesa, com clara inspiração na localização que deu nome ao update.
Em matéria de software, o OS X Mavericks ficou marcado pelo aprimoramento na gestão de performance, bateria e memória, aproveitando melhor o hardware dos computadores da Apple. Quanto aos recursos, o sistema trouxe os links compartilhados no Safari, respostas embutidas em notificações, abas e tags no Finder, melhor suporte ao uso de múltiplos monitores, além da introdução de novos aplicativos, como o Mapas e iBooks.
OS X Yosemite 10.10
Pouco mais de quatro horas adiante (ou 314km, para ser mais exato), encontramos o Parque Nacional de Yosemite. A área já era considerada tão importante para a preservação ambiental que Abraham Lincoln autorizou sua proteção e uso público em 1864, anos antes da criação de Yellowstone, reconhecido como o primeiro parque nacional do mundo. Outro grande entusiasta de Yosemite foi Theodore Roosevelt, que ajudou a consolidar a sua importância dentro do sistema de parques americanos.
Um dos maiores símbolos do parque — e também o destaque do wallpaper oficial do sistema — é o Half Dome, um monólito de granito com impressionantes 2.696 metros de altitude. Localizada no coração de Yosemite, a formação foi considerada inescalável por alguns geólogos do século XIX, até que George G. Anderson realizou a façanha em 1875, escalando-a descalço. Muito possivelmente, a foto usada pela Apple foi registrada com uma lente teleobjetiva nas proximidades da Ahwahnee Meadow.
O OS X Yosemite 10.10 foi um marco importante na trajetória do macOS. Muito lembrado pelas mudanças de design na interface — com elementos translúcidos e ícones de formas planas que definiriam a identidade visual do sistema por várias gerações —, ele também deixou como legado a introdução dos recursos de Continuidade (Continuity) entre o OS X e o iOS.
Inicialmente, a novidade englobava apenas o AirDrop, as chamadas telefônicas, o app Mensagens, o Handoff e o Instant Hotspot. Ainda assim, ela inaugurou um nível de interoperabilidade que ajudou a redefinir a forma como o mercado de tecnologia passou a enxergar ecossistemas compostos por diferentes produtos de uma mesma marca.
OS X El Capitan 10.11
A apenas 20 minutos de distância do Ahwahnee Meadow, a próxima parada do Mac é outra atração turística presente dentro do Parque Nacional de Yosemite: o El Capitan é um monólito de granito de quase 900 metros que se ergue acima do vale do parque.
O papel de parede provavelmente foi fotografado a partir do mirante Tunnel View, de onde é possível avistar o El Capitan à esquerda do vale. Ao fundo, surge o Half Dome — um enquadramento que parece refletir o espírito da atualização. Diferentemente de Yosemite, o OS X El Capitan 10.11 deu menos ênfase à introdução de novos recursos e concentrou seus esforços em correções de bugs, otimizações de desempenho e refinamentos da experiência de uso. Entre as principais novidades, estavam um Spotlight aprimorado, a adição do Split View e diversas melhorias nos aplicativos nativos da Apple.
macOS Sierra 10.12
Cerca de 338km depois (aproximadamente quatro horas e meia) de Yosemite, passando pela cordilheira de Sierra Nevada (situada no leste da Califórnia, a oeste do Mount Whitney), temos o Lone Pine Peak, cenário da montanha que aparece no wallpaper do sistema.
Além da mudança de nomenclatura de OS X para macOS (colado e com o “m” minúsculo, como segue até os dias de hoje), a atualização é particularmente lembrada pela inclusão da Siri no Mac, o Desbloqueio Automático (Auto Unlock) com o Apple Watch e a Área de Transferência Universal (Universal Clipboard) entre Macs, iPhones e iPads.
macOS High Sierra 10.13
Uma rápida viagem de 80 minutos (129km) é capaz de nos levar ao próximo destino fotografado pela Apple: North Lake, localizada na pequena cidade de Bishop, entre as montanhas da cordilheira de Sierra Nevada. Ali, muito possivelmente em meio ao outono, o registro eternizado no papel de parede do sistema foi feito.
Quando falamos do sistema, aos moldes do próprio El Capitan e do Snow Leopard, o macOS High Sierra 10.13 focou muito mais no aprimoramento interno do macOS do que em novos recursos, mas vale mencionar a inclusão do novo sistema de arquivos da Maçã (o Apple File System, ou APFS), do suporte aos formatos audiovisuais HEVC e HEIF, bem como a chegada da segunda geração da tecnologia de desempenho gráfico Metal.
macOS Mojave 10.14
Depois das montanhas, que peculiarmente ficam na margem do wallpaper, vieram as dunas. Com uma distância de 253km (ou três horas de carro), o próximo destino é o Parque Nacional do Vale da Morte, o ponto mais quente do continente americano — onde se registrou a maior temperatura da história (56,7°C) em julho de 1913, e onde a foto do papel de parede do macOS Mojave 10.14 foi feita.
Já sobre as novidades do sistema, essa versão do macOS é particularmente conhecida pela introdução do Modo Escuro, a inclusão dos Conjuntos (Stacks) na Mesa (Desktop), além da estreia de apps já conhecidos dos usuários de iOS, como o Apple News, o Bolsa (Stocks), o Gravador de Voz (Voice Memo) e o Casa (Home).
macOS Catalina 10.15
A 428km adiante do Deserto de Mojave (cerca de cinco horas e meia de carro), nós temos a Ilha de Santa Catalina, destino paradisíaco — e remoto — da costa sul da Califórnia que deu nome à versão do macOS lançada em 2019. Pela posição da foto, o que se especula é que o registro oficial da Apple tenha sido feito com o auxílio de um drone ou helicóptero, sobrevoando as águas para capturar Catalina sob diferentes períodos e iluminações para fornecer o tema dinâmico disponível no sistema.
Essa atualização marcou o fim do iTunes, que foi segmentado em um catálogo de aplicativos separados (Apple TV, Música, Apple Podcasts), mas sua adição mais relevante muito possivelmente foi o recurso Sidecar, que possibilita o uso do iPad como um monitor externo do Mac.
macOS Big Sur 11
Com uma distância de 524km da Ilha de Catalina, a próxima parada é na Ponte Bixby Creek (inaugurada em 1932 e particularmente conhecida por suas estradas com curvas), localizada na costa central de Big Sur, que dá nome a essa versão do macOS — o papel de parede retrata também a parte litorânea do local.
Sobre o sistema, a versão marcou a transição dos processadores da Intel para o Apple Silicon com o lançamento do M1, trazendo novos ícones, materiais translúcidos, um novo Dock, Central de Controle e de Notificações.
Esta versão também foi um marco para o sistema operacional, pois, pela primeira vez em muitos anos, a Apple abandonou as sub-versões 10.x e passou para o número 11 — o que se manteve nos anos subsequentes.
macOS Monterey 12
Ainda na costa de Big Sur, o macOS Monterey 12 marcou a quebra de uma tradição: pela primeira vez em anos, a Apple optou por não incluir um registro fotográfico como possível papel de parede ou tela de descanso, mantendo apenas temas dinâmicos para ilustrar o sistema dos Macs naquela ocasião.
O Condado de Monterey, que inspirou o nome do sistema, é particularmente lembrado por ter abrigado a primeira capital da Califórnia, quando a região ainda era de domínio dos governos da Espanha e do México.
Em relação ao sistema, o grande destaque foi a introdução do Controle Universal (Universal Control), permitindo que um único conjunto de periféricos (como teclados e mouses) seja utilizado simultaneamente no Mac e no iPad.
macOS Ventura 13
Por volta de 450km de distância (quatro horas e meia de trajeto) depois, temos o Condado de Ventura, que inspirou essa versão do macOS. Emancipado do Condado de Santa Bárbara em 1873, ele abriga o píer mais antigo do estado da Califórnia. Mais uma vez, a Apple optou por não incluir um papel de parede fotográfico.
Quanto aos seus recursos, o macOS Ventura 13 se destacou pela adição do recurso Organizador Visual (Stage Manager) e melhorias no Spotlight, Safari, entre outros aplicativos nativos do sistema que ganharam reformulações.
macOS Sonoma 14
Do Condado de Ventura até Sonoma, são 748km (pouco mais de sete horas de trajeto) até a região norte de San Francisco, conhecida por abrigar centenas de vinícolas. O registro da Apple foi feito na vinícola Mazzocco Sonoma, no rancho de Warm Springs.
Depois de dois anos, a Apple enfim retornou com os papéis de parede fotográficos no macOS, funcionando também como protetores de tela (screensavers) dinâmicos que lentamente se tornam um wallpaper estático após o login.
A maior novidade do sistema foi a implementação dos widgets interativos na Mesa (Desktop), além de reformulações no modo Jogo, na relação do sistema com acessos remotos e no compartilhamento de conteúdos em videochamadas, com novidades também no Safari, na Siri e nos recursos de acessibilidade.
macOS Sequoia 15
Saindo de Sonoma, nosso próximo destino está localizado a quase sete horas de distância (mais ao sul da Califórnia, a exatos 547km de distância); trata-se do Parque Nacional da Sequoia, que abriga algumas das maiores árvores do planeta em termos de volume.
O registro do papel de parede é remoto o suficiente para não termos uma dimensão exata da sua localização geográfica (até porque a Apple nunca divulgou essa informação), mas é seguro afirmar que as imagens foram capturadas em algum dos bosques de sequoias da Sierra Nevada.
Além da estreia controversa dos recursos da Apple Intelligence devido à discrepância entre o que foi apresentado e as funcionalidades entregues, o macOS Sequoia 15 introduziu o Espelhamento do iPhone (iPhone Mirroring), a organização de janelas em mosaico e o aplicativo Senhas (Passwords).
macOS Tahoe 26
Do Parque Nacional de Sequoia, partimos rumo ao norte, até a fronteira entre a Califórnia e o estado do Nevada (uma distância de 330km, ou três horas e meia de trajeto). O próximo destino é o Lago Tahoe, também presente na cordilheira de Sierra Nevada. Ele é particularmente conhecido por ser o maior lago alpino da América do Norte em termos de altitude.
Conhecido por suas águas cristalinas, o lago é um destino frequente para esqui. O papel de parede do macOS Tahoe 26 exibe um ângulo baixo sobre o lago, com as rochas em primeiro plano, enquanto os pinheiros e as montanhas de Sierra Nevada aparecem ao fundo.
Quanto ao sistema, além da unificação da numeração com todo o ecossistema (iOS, iPadOS, watchOS, tvOS e visionOS) da Apple, essa versão foi especialmente marcada pelo redesign de interface com a estreia do Liquid Glass. Outras novidades incluem a adição das Atividades Ao Vivo (Live Activities) ao recurso Continuidade, além de revisões do Spotlight, Central de Controle e os recursos da Apple Intelligence.
macOS Golden Gate 27
E, enfim, chegamos à versão mais recente do macOS! Com uma distância de 330km (trajeto com cerca de três horas e meia), nosso próximo destino é o cartão postal da cidade de San Francisco: a Ponte Golden Gate.
Ela foi, até 1964, a maior ponte suspensa do mundo — caso seus cabos de sustentação fossem esticados, teriam tamanho o suficiente para dar três voltas no planeta.
Enquanto sistema, assim como o Snow Leopard ou o High Sierra, o macOS Golden Gate 27 é marcado por sua abordagem de priorização dos refinamentos, tanto relacionados ao visual Liquid Glass quanto aos recursos da Apple Intelligence e da Siri, que agora se torna Siri AI.
E você aí, usa o macOS desde que versão? Alguma, em especial, lhe marcou? Ou você (ainda) não é usuário de Mac, mas gostou de todas essas curiosidades? 😊
Apple is looking closely at how much its upcoming artificial intelligence tools will cost to run. During his final earnings call before stepping down, CEO Tim Cook addressed investor concerns about the massive expenses tied to the new Siri AI features. While the basic digital assistant will be available to everyone at no charge, it […]
Apple’s all-new Siri AI. An even more capable AI assistant with expanded intelligence to be more helpful every day.
According to Gene Munster, an X poll indicated that only about 17% of U.S. iPhone users engage with Siri on a daily basis, a notably low figure given that the average iPhone is interacted with more than 100 times per day. At present, Siri is primarily used for low-stakes tasks and is not widely trusted as a full assistant.
Munster anticipates that this will begin to change over the next year. A new version — Siri AI — will become available in the U.S. late this year through an iOS 27 update. In beta testing conducted over the past 20 days, the feature was observed to be slow; however, this drawback was more than offset by an AI assistant that simply works effectively.
Ultimately, Munster believes that increased use of Siri (which is central to Apple’s personalized AI) will form the foundation of the value proposition for Apple devices.
We ran a simple one-question poll on X asking, “How often do you use Siri?” The poll drew 1,750 votes. The raw results showed daily Siri use at a low 17%, with 39% reporting they never use it. As a daily Siri user, these numbers caught my attention, underscoring the degree of brand damage the feature has endured over the past decade.
The comments were more telling than the poll. Across 64 replies, the message was clear and expected: Siri survives as a basic utility or shortcut, not an assistant…
My takeaway: Siri today is, on average, not trusted. It works for a narrow set of commands where the cost of failure is low.
The question is, once Siri gets overhauled, will the 83% of users who question its utility give it another try? I believe the answer is yes.
MacDailyNews Take: We fully agree with Gene.
Siri AI no longer just marketing. The rebuilt architecture works in real life — helping with souvenirs for the kids, prepping for your day, or analyzing your breakfast — while staying firmly within responsible boundaries.
The old Siri is gone. The new Siri AI has arrived in a very promising way – and it’s still just in beta. Our little birdies — who’ve been telling for months that the new Siri not only works, but is actually pretty great — knew what they were talking about! – MacDailyNews, June 20, 2026
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A nova versão foi compartilhada pelo usuário mactracker na versão beta do macOS 27 e, como apontado por ele, permite exibir sugestões contextuais de respostas inteligentes geradas pela Siri sem a necessidade de inserir automaticamente no rascunho, semelhante ao funcionamento de outras inteligências artificiais (IA) em apps de email.
As opções da nova barra incluem alternativas de edição, reescrita, correções gramaticais e/ou de escrita e uma opção intitulada “How does this sound?”, além das ferramentas tradicionais de formatação, escanteadas na lateral direita do novo layout.
Na versão atual, essas opções de formatação de texto também estão recolhidas na lateral direita da janela do aplicativo, desaparecendo por completo assim que se seleciona a opção de escrever com a Siri.
O novo layout está oculto por trás de uma feature flag interna, de forma que a maioria dos usuários da versão beta não consegue habilitá-lo. A beta 4 apresenta ainda algumas inconsistências no funcionamento do recurso, como a ausência da barra na escrita de novas mensagens, restringindo o seu funcionamento às réplicas de email.
Não se sabe ao certo se o recurso chegará à versão final do macOS 27 (prevista para aterrissar em setembro), mas ele parece acompanhar as reformulações propostas sobre a integração das ferramentas de IA no cotidiano do ecossistema da Apple nos sistemas 27.
For macOS 27 Golden Gate, coming this fall, Apple appears to be testing a new formatting bar for the Mail app's compose window that promotes Apple Intelligence's Writing Tools and Siri AI, based on findings in the latest beta.
Feature flags discovered by MacRumors forum member "mactracker" – who this week also revealed the hidden Siri "voice pad" interface in beta 4 – show the reworked bar in Mail's message composer, which now features "Write with Siri" in the most prominent position.
In the current implementation, the classic formatting controls are automatically collapsed to the right edge of the composer and vanish completely once the user selects Write with Siri and starts typing a prompt.
The redesigned bar adds the ability to display contextual Smart Reply suggestions from Siri AI without necessarily using them in your draft email. (macOS users will know that Smart Reply itself isn't new, having arrived with the first wave of Apple Intelligence features.) The new design lets you preview a suggested reply by hovering over it before inserting it, which is something the previous in-line design couldn't do.
When a suggested composition is selected, the formatting bar shows "Edit with Siri," "Proofread," and "Rewrite" options, as well as "How does this sound?" with the traditional formatting controls minimized.
The new bar isn't switched on by default and remains hidden behind an internal feature flag, so most testers won't see it. It's also still buggy, suggesting this is a work in progress – in Beta 4, for example, the redesign only shows up when replying to a message, but composing a fresh email still brings up the old formatting bar.
Whether the redesign makes the general release of macOS 27 is anyone's guess at this point, but it fits the broader pattern of integrating the new contextually aware Siri AI across the system.
macOS 27 Golden Gate is expected to officially launch in September when Apple releases new iPhone 18 Pro models, alongside its first foldable iPhone.
Apple's settlement has now received preliminary approval from a judge, according to a July 17 court document. However, there is no settlement website yet, and it may take months before eligible customers can begin submitting claims. In other words, no action is required from eligible customers at this time, but stay tuned for updates.
Below, we have answered some key questions regarding the lawsuit.
Why Was Apple Sued?
In June 2024, Apple previewed new Siri capabilities powered by Apple Intelligence, including understanding of a user's personal context, on-screen awareness, and deeper per-app controls. For example, Apple showed an iPhone user asking Siri about their mother's flight and lunch reservation plans based on info from the Mail and Messages apps.
In a statement, Apple touted a range of other Apple Intelligence features it had already released. Nevertheless, Apple agreed to settle the lawsuit "to stay focused" on "delivering the most innovative products and services to our users."
Apple finally announced "Siri AI" at WWDC 2026 last month, and the revamped assistant is available to test on the iOS 27 developer beta, with a public beta to follow this month. iOS 27 should be released in September, at which point "Siri AI" will finally be available to all users with an iPhone 15 Pro or newer.
Am I Eligible?
To be eligible to submit a claim, you must reside in the U.S. and have purchased any iPhone 15 Pro or iPhone 16 model between June 10, 2024 and March 29, 2025.
The full list of eligible iPhone models:
iPhone 15 Pro
iPhone 15 Pro Max
iPhone 16
iPhone 16e
iPhone 16 Plus
iPhone 16 Pro
iPhone 16 Pro Max
It is unlikely that individuals who submit a claim will still need to have physical possession of an eligible iPhone model. However, there is a possibility that proof of purchase or other information will be required, such as the device's serial number. Exact requirements will be outlined on the settlement website, which is still not live.
How Much Will Apple Pay Me?
According to the terms of the settlement, each person who files an eligible claim will receive a per-device payment of $25, but this amount could increase up to $95 if the total number of claims submitted is lower than anticipated.
Where and When Can I Submit a Claim?
Over the coming months, a settlement website is expected to go live with an online claims form.
Eligible class members will be notified by email within approximately 45 days after the settlement received preliminary approval, according to the court documents. Even if you are not notified but are a U.S. resident who purchased one of the above iPhone models within the above dates, you are still eligible if you meet the criteria.
Apple has finally completed its silicon transition: macOS 27 drops all Intel-based Macs, and iPadOS 27 and watchOS 27 each leave five models by the wayside, whereas the iPhone compatibility list remains unchanged.
Every once in a while, I come across a third-party app that either resets my expectations for a particular niche of software on iOS or creates an entirely new category altogether. I’ve had quite a few of these moments in the 17 years I’ve been writing app reviews at MacStories: Editorial, Workflow, Obsidian, Sky, and, most recently, OpenClaw come to mind. Over the past few weeks, I’ve had another such moment with Open Minis, a new chatbot app for iPhone and iPad that I can best describe as getting a preview of Siri AI’s agentic future, today.
Open Minis is an on-device agent that lets you use any frontier model for conversations, with a twist: unlike other AI wrappers, this app deeply integrates with all sorts of native Apple system frameworks using official APIs available to third-party developers. Open Minis can control Reminders and Music, which we have seen before, but also Calendar, Maps, HomeKit, HealthKit, and Files; it can even work with frameworks such as Vision for OCR, Apple NLP for natural language processing, the iOS clipboard, speech recognition and dictation, NFC, and Bluetooth. Furthermore, Open Minis comes with its own configurable workspace in the Files app, has an on-device memory system, and features browser-use capabilities via a (once again, native for iOS developers) built-in WebKit web view.
Effectively, Open Minis is what would happen if you rolled Claude Code and OpenClaw into one intuitive agentic experience designed for Apple users, with a powerful tool-calling harness that can improve and tweak itself, and with integrations specifically designed for the Apple ecosystem. It is the most impressive indie app I’ve seen in a while. If you were disappointed by the lack of power-user capabilities in Siri AI, this is a real, currently shipping example of what Siri AI could be if only it were powered by a frontier model with truly agentic functionalities.
The iOS CLI
The trick hidden up Open Minis’ sleeve is as ingenious as it is obvious: all the Apple framework integrations it supports are powered by command-line interfaces (CLIs) that bridge native Apple APIs (EventKit, MusicKit, HomeKit, etc.) to a code environment that modern LLMs can understand and operate with. To make all of this work behind the scenes, the developer of Open Minis had to create dedicated CLIs for each of these frameworks, which – and here comes the other trick – are driven by a model harness that has access to a built-in Linux terminal and is sandboxed to the app’s workspace.
Specifically, Open Minis runs a version of iSH, a popular Alpine Linux shell that operates a persistent, emulated Linux environment for ARM64 architecture in a sandboxed fashion. The shell inside Open Minis can download external packages from the web using Alpine’s apk package manager (which means that you can access popular tools such as ffmpeg and yt-dlp directly from the app), has its own Linux filesystem (exposed in the Files app as a native file provider location), and is able to call bridged Apple CLIs, as well as any kind of MCP server (via MCP code execution, another trend in the AI industry these days). Think about it this way: if Claude Code or Codex on the Mac can do anything across the entire filesystem by virtue of running in the Terminal app, Open Minis can do (almost) anything within its app sandbox thanks to a built-in terminal emulator – including running Python, using Git and SSH, and accessing standard Unix text utilities.
Minis’ built-in shell (left) and dedicated workspace in the Files app (right).
However, this doesn’t mean that, when using Open Minis, you’ll be looking at a terminal UI all the time: the underlying shell is simply what makes all of this possible behind the scenes. The app can display a picture-in-picture terminal preview that you can open to preview what it’s doing, but you don’t have to. The app’s main interface is your classic, chatbot-style UI that, depending on the model you’re using, will display interleaved thinking blocks, tool calls, and messages in a conversation transcript.
The regular chatbot UI of the Minis app.
The other hidden power of Open Minis (which is reminiscent of OpenClaw, or, perhaps more aptly, a self-improving system such as Hermes Agent) is that it can inspect and modify its own workspace via dedicated Minis CLIs. For example, you can ask Minis – in natural language, of course – to add a new model or MCP server, and the app will bring up a native settings screen and ask for permissions to do so. If you want to store a password or API token, the app won’t do it in plain text: it’ll display a native, Keychain-based page where you can securely store your credentials. And more importantly, Minis’ own CLIs are used to recall previous conversations via the app’s memory system (based on Markdown files), create skills, and answer questions about the app itself. For instance, when I asked Minis to describe what Apple CLIs it has for iOS users, it happily provided a full guide:
Asking Minis about itself and the CLIs it has.
Or when I asked to recall all the things we worked on during the day, Minis used one of its CLIs to read transcripts of previous chats (which, again, are simply stored in the Files app), recall memories, and present me with a useful summary of all the tasks we completed.
Minis can inspect its own sessions as well as user memories to recall previous conversations.
The same is true for adding new functionalities to Minis. Since it’s running a Linux shell with access to Python and can store assets in a persistent Files workspace, I figured I could ask Minis to install my own Apple Frames CLI for itself by giving it a link to my GitHub repo. GPT-5.6 Sol (my model of choice in the app) didn’t hesitate: it found all the dependencies for the Frames CLI, installed them, pulled the CLI’s official skill, and was good to go a minute later. And since Minis also comes with a native Photos integration, I was able to ask:
Grab my three most recent screenshots, randomize their frame colors, merge them, and save the image to my Temp Files folder.
A few seconds and Apple CLI calls later, Minis saved the resulting framed image to a folder of my choosing. The ability to work in any folder in the Files app outside of Minis’ sandbox is another official iOS API that the app is leveraging; we first saw the ability to “mount” specific folders from the Files app in Working Copy years ago, and the feature was later adopted by the likes of Ulysses, iA Writer, MWeb, and other document-based apps. In Open Minis, you can bookmark any folder from any file provider location in the Files app and tell your agent to save files to or read them from there.
Minis can’t write images to the iOS clipboard, but it can save files in any (previously bookmarked) location of the Files app.
Minis’ settings for managing mounted folders.
This feels magical to me, but it’s merely one of the many examples of what is possible when you combine large, powerful models with the more-open-than-you-think, secure nature of iOS and iPadOS.
Working with Open Minis on iOS
All of this a lot to wrap your head around at first, and there’s no denying that Open Minis is a power-user tool designed for people who, like me, enjoy using frontier models and living at the bleeding edge of AI. What’s different in this case, though, is the fact that Open Minis – unlike other apps – embraces its Apple-first nature by fully supporting technologies that are made by Apple, released to third-party developers, and not being used by Siri AI at all at the moment.
It’s impossible to “review” an AI chatbot app since everyone’s use cases are so different, but I’m going to nevertheless describe a few scenarios that should give you an idea – and hopefully reset your expectations, too – of what can be accomplished with an AI that has deep hooks into iOS.
For starters, you can use any model you want in Open Minis, including the latest GPT-5.6 models, Claude Fable, anything from OpenRouter, and more. (I even asked Open Minis to create our own proxy for the OpenAI API, running on my Mac Studio, so I could use Sol in Fast mode; it works!) You can press the / button above the keyboard to trigger reasoning levels, compaction, memories, and skills; you can also create model groups, model defaults, and subagents from the app’s settings, then ask the model to use a specific set of subagents for a particular task, and it’ll do it.
Managing model providers, groups, and subagents in Minis.
Approach this app with this concept in mind: nearly everything about it is open and configurable by just talking to it. Short of rewriting the app’s code itself, you can ask Open Minis to tweak all sorts of things about itself and its own settings, and the agent will do it. Personally, I find this to be a more effective, elegant, and stable harness than OpenClaw for these kinds of things. Even though the app’s UI could use some polish (I don’t like the reasoning picker, and I wish I could collapse thinking steps by default), it is incredibly fun to tune Minis’ workspace to your liking by talking to a model. You can, in fact, just do things.
A few days ago, I was curious about the state of the temperature and humidity in our apartment. So I asked Minis:
Get me a concise report of the state of the temperature and humidity in my house, present it as a nice table.
A native HomeKit permission prompt and a couple minutes later, Sol in Minis parsed a raw dump of temperature and humidity readings from each sensor, reviewed each room configured in HomeKit, and presented the results. Siri AI, for comparison, presented…something:
I also figured it’d be cool to compare the Photos integration in Open Minis to Siri AI’s photo library access. In theory, they’re both using the same framework, with the same metadata for each photo, but Siri AI also has access to “personal context”, right? So, I asked:
Based on my Photos, would you say I was recently on vacation?
I will let the results speak for themselves:
How about HealthKit? Again, keep in mind that Open Minis isn’t employing any “hacks” or workarounds here; it’s simply accessing the same native Apple APIs and frameworks that all developers can use. I asked:
Find the photo of when I was on vacation recently and took a picture of a large ship. How much did I walk that night?
Minis started thinking about this request in a different way: it checked its memory first, and it realized that we recently discussed my recent vacations, so it could immediately short-circuit the process of finding out about those dates. Then, it started filtering my photos by those dates, found the original photo of the Palinuro vessel, and…yeah:
Inspecting the thinking steps in the request is also a fun exercise in seeing how a frontier model driven by an exceptional iOS harness can reason through a problem like this. The model – using the ‘Minis Computer’ (i.e., the aforementioned Linux shell) – fetched memories as Markdown files from the Files app, called the Apple Photos CLI, assembled a contact sheet with a grid of photos, picked two candidates, selected the best photo, isolated the date, called HealthKit for that date, and only then built an answer. And since all of this is based on deterministic code that was executed on-device, the response was fast and did not contain any hallucinations.
How the agent reasoned through my question and data returned by iOS.
I then decided to go a step further: I asked Minis to take photo highlights from my recent vacations, put them on a map powered by Apple’s MapKit JS, and create a nice, interactive HTML artifact with photos on a map. I used Kimi K3 for this. Minis first asked me to securely store my MapKit developer token, then got to work. It collected photos and parsed metadata returned by the Photos app, and a couple of minutes later, there it was:
The Maps artifact built in HTML by Minis with a combination of Photos and MapKit.
Notice how the HTML artifact itself is presented with WKWebView – another native Apple framework that lets Minis’ agent display webpages with the same WebKit rendering engine used by other web apps on iOS. I also combined web views with Apple NLP, the Natural Language Processing framework that’s available to Minis as another CLI. I asked the app to fetch my most recent iPad article from MacStories, scrape it as Markdown via Firecrawl, tag its different parts of speech with Apple NLP, and present it nicely. Not a problem:
Parts of speech tagged with Apple’s native NLP framework.
Music is also a first-class citizen in Open Minis: by integrating with the Apple Media framework, agents can see what’s in your music library and find information about the albums, songs, and artists you’ve saved. Which means that if I ask Minis…
What Oasis singles and b-sides do I have in my library?
…Minis can inspect my library, cross-reference results with the web, de-duplicate matches, and present results in a way that Siri AI just can’t do right now since its capabilities are limited and the model can’t reason for longer on any specific query:
I can go on. Open Minis can access the native Bluetooth framework, scan nearby Bluetooth LE devices, and find out details about them:
Working with the Bluetooth CLI in Minis.
It can send you real notifications when it’s done with a task, and you can even program those notifications to have a custom title and body text:
The app can also access your current location, extract locations from calendar events, and use the native Apple Weather APIs to give you detailed weather forecasts:
I think you get the idea.
By combining intelligent reasoning models with extensive integration on Apple platforms, Open Minis can deliver an agentic experience with no equal on iOS right now, which also serves as a fascinating preview of Siri AI’s potential future for power users. As a result of all this, while I still enjoy Siri AI as a basic voice assistant more capable than it was before, I’ve completely replaced its text-based chatbot functionalities with Open Minis powered by either GPT-5.6 Sol or Kimi K3.
iOS Agents Are Coming
Minis, Siri AI, and the upcoming Halo agent for iOS.
It is ironic that, on the cusp of Siri AI launching to millions of users in English only in a few months, here we have a single indie developer who is shipping an app that puts Siri AI to shame when it comes to getting work done with LLMs on iPhone and iPad today – with any model you want, in any language or region.
Over the next few months, I expect more developers to ship products comparable to (and perhaps even exceeding) Open Minis, based on the same idea of an on-device agentic harness that combines LLMs with iOS-specific integrations. One worth keeping an eye on is Halo, an upcoming iOS agent from Tanmay Sonawane that aims to combine LLMs, iOS integrations, memory, and proactive features based on Andrew Karpathy’s pioneering work on AutoResearch in an elegant, iPhone-native experience. I’m in the early testing group for Halo, and it’s a very promising product that, unlike Minis, runs in a loop on-device (displayed via Live Activities) to gather insights about your conversations, upcoming tasks and events, and more.
As I wrote months ago, I’m surprised that none of the big AI labs are exploring this space more in depth. As Open Minis proves, now that models have grown incredibly capable at long-running tasks and tool calling, there’s a real case to be made for agents that can tap into the iOS filesystem, apps such as Photos and Calendar, and technologies like Vision OCR, location, and speech-to-text at virtually no cost. Can you imagine what a “real” Codex or ChatGPT Work for iPhone and iPad could be with a similar system to Open Minis’ and the agentic loop and harness that drive OpenAI’s models? What could Anthropic do with a Claude Cowork powered by Fable that could access the Files app, run CLIs, and sync your workspace files across devices?
With Siri AI, Apple is finally shipping a pretty good chatbot with world knowledge and personal context. Open Minis feels like the beginning of a whole new category of agentic apps for iPhone, which power users like myself can start relying on and fitting into their workflows today.