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Sessões do Claude Code agora podem conversar entre si; modo automático vira padrão

10 August 2026 at 20:12

A Anthropic anunciou nos últimos dias duas novidades bem interessantes para o Claude Code, sua plataforma agêntica de codificação com inteligência artificial (IA) generativa: as conversas entre diferentes sessões e o modo automático como padrão para alguns de seus planos.

Começando pela primeira novidade supracitada, ela permite que o Claude envie informações de uma sessão para outra num mesmo computador ou responda a sessões em outras máquinas — algo que pode ser bastante útil quando mais de uma sessão está trabalhando num mesmo projeto.

O recurso pode ser usado, por exemplo, quando há uma mudança que quebra o sistema como um todo e cuja resolução depende de algo executado em outra sessão — ou simplesmente quando alguma delas precisa saber de uma decisão de design ou de um resultado de testes.

Por ora, no entanto, apenas texto simples é suportado, de modo que nenhum arquivo ou o histórico da conversa é transferido entre as diferentes sessões. Uma sessão também não pode aprovar comandos originados de outras sozinha — sempre é requerida a autorização do usuário para tal.

New in Claude Code: your sessions can now message each other.

Instead of having to re-explain yourself in another session, you can now tell Claude to do it. It sends a summary (not your history or files), and the other session picks it up mid-task. pic.twitter.com/PtNsfXeQXP

— ClaudeDevs (@ClaudeDevs) August 7, 2026
Novidade no Claude Code: agora suas sessões podem trocar mensagens.

Em vez de ter que se explicar novamente em outra sessão, agora você pode pedir ao Claude para fazer isso. Ele envia um resumo (não seu histórico ou arquivos), e a outra sessão o recebe durante a execução da tarefa.

O Claude pode decidir enviar uma mensagem por conta própria se julgar necessário, ou o usuário pode solicitar explicitamente que ele informe algo a outra sessão — inclusive, é possível definir se elas devem ser aceitas ou recusadas automaticamente ou se devem requerer aprovação.

Modo automático como padrão

Um dos recursos mais interessantes do Claude Code é o modo automático, que permite à plataforma usar uma espécie de “classificador de segurança” para decidir se prossegue ou não com determinada tarefa, sem precisar a todo instante solicitar a permissão do usuário.

Com o modo automático, que antes era opcional, o Claude pode trabalhar sozinho por períodos muito mais longos e sem qualquer interferência humana — o que permite que seus modelos realizem tarefas complexas durante horas e entreguem um trabalho mais completo ao fim da sessão.

Pesquisa

Pesquisas feitas pela Anthropic indicaram que o modo automático também tende a deixar o desenvolvimento mais seguro, já que desenvolvedores costumam aprovar 97% dos pedidos de permissão por reflexo (sem revisão), e bloqueiam bem menos prompts perigosos que a ferramenta (acima).

Com isso, esse modo agora passará a ser o modo padrão do Claude Code nos planos Pro, Max e Team — a partir de 14 de agosto. Como consequência dessa mudança, a Anthropic também deixará de cobrar dos usuários desses planos pelo custo computacional desse classificador.

Página oficial dedura integração do Qwen com a Apple Intelligence na China

10 August 2026 at 18:19

Conforme visto pela agência Reuters, a Apple publicou uma documentação oficial de suporte ensinando usuários do macOS na China a conectar o Qwen, plataforma de inteligência artificial (IA) proprietária da Alibaba, como uma extensão da Apple Intelligence no país.

Embora ensinasse efetivamente a fazer essa integração (o que indica que não era apenas algo preparatório), a documentação foi retirada do ar pouco tempo depois — o que nos leva a entender que ela foi, no mínimo, lançada em cima da hora ou antes do período previsto pela empresa.

O guia atualizado em chinês da Apple diz que os usuários que optam por participar podem usar o Qwen via Siri para obter respostas mais detalhadas a algumas solicitações, incluindo análise de fotos e documentos. As Ferramentas de Escrita também podem se basear no serviço para criar texto ou imagens a partir de uma descrição.

A possibilidade de usar o Qwen estaria disponível para usuários elegíveis com o macOS Tahoe 26.6 ou posterior. Eles devem se sujeitar a condições específicas para o mercado chinês e fazer login na plataforma — que não pode usar os materiais gerados para treinar seus modelos.

Segundo a Alibaba, que poderá usar a integração com os softwares da Apple para aumentar o alcance do Qwen, a plataforma será incorporada à Apple Intelligence também em iPhones, iPads e Vision Pros — embora ainda não se saiba qual modelo alimentará essa integração.

Por outro lado, a Maçã, que já conseguiu registrar o uso da sua IA junto a órgãos reguladores da China, afirma que a Apple Intelligence com o Qwen ainda não foi lançada na China — embora tudo nos leve a crer que esse lançamento é mais do que iminente.

via AppleInsider

Apple Watch poderá ganhar novos formatos no futuro

10 August 2026 at 14:12

Em sua tradicional newsletter “Power On”, o jornalista Mark Gurman (da Bloomberg) tratou dos planos da Maçã para futuro do Apple Watch. A linha poderá passar por reformulações em seu formato, expandindo a variedade de modelos ofertados — mas essa mudança não estaria no horizonte de curto prazo.

Ainda que o bem-estar seja um pilar basilar do segmento de vestíveis (tanto por parte da Apple quanto na concorrência), a equipe de design industrial da empresa trabalha em novos produtos que funcionem como a resposta da Maçã à expansão da gama de dispositivos vestíveis disponíveis no mercado, sejam os anéis inteligentes ou as pulseiras sem tela.

Gurman salientou, no entanto, que essas mudanças poderão “levar tempo” para chegar ao consumidor final, e que atualizações modestas deverão definir o tom da linha durante pelo menos os próximos dois anos; ele reiterou ainda que a Apple planeja reintroduzir o acabamento em cerâmica — ou agora em setembro, com o “Apple Watch Series 12” e o “Ultra 4”, ou com os modelos que deverão ser apresentados no ano que vem —, além de apresentar melhorias significativas de performance.

Apple Watch Edition de cerâmica

Quem lidera a frente de ampliação dos vestíveis da Apple é Eddy Cue, que assumiu o comando do setor de saúde no ano passado. O executivo parece estar atento às iniciativas de empresas como a WHOOP ou a Oura, que redefiniram a relação dos wearables com a integração de recursos de inteligência artificial (IA) — o que, dada a expansão da IA no ecossistema da Maçã, poderá ser um caminho para os diferenciais em termos de software.

Os planos para o futuro, de acordo com o jornalista, envolvem variações de wearables sem telas, que deverão ser ainda mais acessíveis do que o Apple Watch SE, além de variantes que extrapolam a linha Ultra e Hermès. Gurman mencionou que, embora acredite que a hipótese nunca se transformará em um lançamento real, a Apple cogitou ainda a implementação de telas redondas.

Ao fazer um breve passeio pela trajetória do Apple Watch, ele destacou que as suas evoluções, assim como as do iPhone, partiram (e seguem partindo) de mudanças incrementais, sem romper com o formato do relógio apresentado por Tim Cook em 2014. Ao traçar um paralelo com a trajetória dos iPhones, a ampliação dos formatos do Apple Watch lembra a expectativa de que o “iPhone Ultra” redefina o paradigma de formato dos celulares da Maçã.

Apple Watch Ultra 3

Cores: natural ou preto
Pulseiras: loop Alpina, loop Trail, Oceano ou estilo milanês de titânio
R$ 7.850,50
R$ 10.499,00

Apple Watch Series 11

Material: alumínio ou titânio
Cores: cinza-espacial, prateado, ouro rosa, preto brilhante, natural, dourado ou ardósia
Tamanho: 42mm ou 46mm
Conectividade: GPS ou GPS + Cellular
Pulseiras: esportiva ou estilo milanês
R$ 4.599,00
R$ 5.499,00

Apple Watch SE 3

Cores: meia-noite ou estelar
Tamanhos: 40mm ou 44mm
Conectividade: GPS ou GPS + Cellular
Pulseira: esportiva
R$ 2.466,78
R$ 3.299,00

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Review: usando o app Notability no iPad com o Apple Pencil

9 August 2026 at 14:30

Existem diversos aplicativos de notas, dos mais variados estilos e para todos os gostos: desde aqueles baseados em bancos de dados ou mapas mentais, até simples processadores de texto. Entre eles, há os apps de notas livres, que procuram simular um caderno ou fichário não só para tornar a interface familiar, como também para alcançar usuários que desejam usufruir de uma ferramenta de escrita à mão.

Esse é o caso de um dos apps mais populares nesse meio: o Notability, sobre o qual trataremos neste artigo. Mais especificamente, exporei minhas experiências utilizando-o com o Apple Pencil (de primeira geração) e um iPad (9ª geração).

Interface e personalização

Um dos aspectos que mais me agradou no aplicativo foi sua interface simples e intuitiva. Ele oferece diversos temas e combinações de cores que agradarão aos cromófilos, mas gostei bastante do visual padrão/básico, tanto no modo claro quanto no escuro.

A página inicial é bem organizada e, após a versão 16, ficou ainda melhor. Antes, a organização era feita por Subjetos (uma tradução bastante infeliz para Subjects) e Divisores. Agora, tudo foi simplificado para pastas e subpastas. A funcionalidade continua exatamente a mesma, mas a nova organização é muito mais intuitiva e fácil de compreender. Além disso, cada pasta recebe uma cor diferente, o que deixa tudo mais organizado e agradável visualmente.

Na barra lateral esquerda ficam as configurações, a busca, todas as suas notas e a Galeria, onde é possível encontrar templates disponibilizados tanto pela comunidade quanto pela própria equipe do Notability.

Na seção Notas, todas ficam reunidas e podem ser filtradas por Recentes, Favoritos e Não arquivados. Tanto ali quanto dentro das pastas, é possível ordenar as notas por data de modificação, data de criação ou nome. Apenas senti falta da possibilidade de reorganizá-las manualmente.

Partindo para o que realmente importa: a nota. Nela, a personalização é ainda maior. Ao criar uma nova nota, você pode começar com a folha em branco ou optar por diferentes cores e layouts. O app sugere alguns: linha, grelha e ponto (isto é, pautado, quadriculado ou pontilhado), mas também é possível escolher alguns dos modelos disponíveis na Galeria ou enviar o seu próprio em Meus Modelos » Importar.

O aplicativo ainda permite definir um modelo padrão para todas as novas notas. Como essa opção não é muito fácil de encontrar, seguem as instruções: na página inicial, vá em configurações (engrenagem no topo) e depois em Editor de Notas » Modelo. Escolha então uma das opções do app — ou crie o seu próprio em Meus Modelos.

O único detalhe é que não existe uma opção para transformar uma nota já existente em modelo. Se quiser, será preciso exportá-la e importá-la como PDF ou imagem — um processo que poderia ser muito mais simples se tivesse uma opção como “Adicionar aos Modelos” (sigo esperançosa de que a equipe implemente isso a qualquer momento).

A barra de ferramentas — que, inicialmente, aparece no topo da nota — também é bastante personalizável. Os itens nela podem ser reorganizados, duplicados ou ocultados, e a própria barra pode ser movida para qualquer canto da tela: esquerda, direita ou parte inferior. Dependendo da forma como você segura o iPad ou escreve, basta arrastá-la para que ela deixe de atrapalhar a visualização da página.

Por fim, há uma pequena barra discreta com comandos para desfazer, refazer e compartilhar, além de acesso às configurações, à visualização das páginas e ao recurso Learn, sobre o qual falarei mais adiante.

No dia a dia, a simplicidade da interface ajuda a manter o foco no conteúdo, sem distrações. Ao mesmo tempo, usuários novos talvez levem algum tempo para descobrir alguns recursos mais avançados, já que certas opções ficam escondidas em menus pouco intuitivos.

Principais recursos

Para quem não é fã do modelo de assinaturas, é fácil torcer o nariz inicialmente. No entanto, desde que comecei a usá-lo, em 2023, o aplicativo evoluiu bastante.

Além de aprimorar ferramentas já existentes, a equipe passou a lançar atualizações frequentes — principalmente na área de inteligência artificial, sinal de que os desenvolvedores se esforçam para entregar uma experiência cada vez melhor. Antes de falar da IA, porém, vale conhecer os recursos que fazem parte da experiência básica.

Ferramentas fundamentais

No básico, o Notability faz muito bem o que se propõe. A escrita é feita por meio de três ferramentas principais: lápis, caneta e marcador. Todas permitem modificar cor e espessura, enquanto as duas últimas também oferecem estilos como linha contínua, tracejada ou pontilhada, além de diferenciação de pressão.

A princípio, o app sugere algumas cores, mas é possível escolher qualquer uma no seletor de cor (com suporte a códigos hexadecimais) e salvá-la para que permaneça na sua paleta.

Naturalmente, você também encontra uma borracha, que pode apagar apenas uma área específica ou remover automaticamente um traço inteiro.

Além da escrita manual, o Notability permite inserir textos digitados em qualquer ponto da página, com opções básicas de formatação, como títulos, negrito, itálico, hiperlinks e listas.

Nos meus testes, copiar e colar textos funcionou bem na maior parte do tempo. Encontrei apenas um comportamento curioso ao importar conteúdos do Canva: a ordem dos elementos foi alterada, o título acabou sendo enviado para o final do texto e as listas perderam seus marcadores; fora isso, funcionou corretamente.

Entre todos os recursos tradicionais do aplicativo, talvez o Zoom seja um dos mais engenhosos. Ao ativá-lo, uma pequena janela delimita a região da página em que você está escrevendo, enquanto uma área ampliada aparece na parte inferior da tela. Isso permite escrever em tamanho reduzido sem perder precisão nem precisar aumentar constantemente o zoom da página.

O bacana é que o recurso acompanha automaticamente a escrita. Conforme você avança, a janela também avança; ao chegar ao final da linha, ela passa para a seguinte sem que seja necessário mover a página manualmente. Para quem precisa de agilidade nas anotações (como em uma aula, por exemplo), isso torna a escrita surpreendentemente fluida.

Além dessas funções, o aplicativo oferece régua, ponteiro laser, fita adesiva, multimídia e gravação de áudio.

A régua funciona exatamente como esperado: basta posicioná-la sobre a página e desenhar próximo dela para que o traço seja automaticamente alinhado. Vale chamar atenção para apenas um detalhe importante: ela serve para criar linhas e formas retas, não como apoio para melhorar a caligrafia.

Já o ponteiro laser foi pensado para apresentações. É possível escolher diferentes cores e decidir se o ponteiro deixa ou não um rastro durante o movimento.

A fita adesiva é outro recurso simples, mas extremamente útil. Ela funciona como um marca-texto que esconde o conteúdo abaixo dele até ser tocado. Na prática, isso pode ser interessante para estudantes testarem seus conhecimentos: ao esconder informações, podem forçar o cérebro a lembrar o que está embaixo da fita e depois verificar se acertaram.

Na ferramenta Multimídia, o Notability permite inserir fotos na hora, imagens da galeria, GIFs, adesivos personalizados (que você pode criar e salvar, ou escolher em uma vasta galeria) e notas adesivas (Post-its). Gostei especialmente da implementação do último: quando você escreve sobre eles, o texto passa a fazer parte da nota adesiva, permitindo redimensioná-la ou movê-la sem deformar o conteúdo.

Embora o aplicativo aceite GIFs animados, ainda não é possível inserir vídeos diretamente nas notas. Como alternativa, ao adicionar uma URL, o Notability oferece o recurso “Criar recorte da Web” (“web clip”), que cria rapidamente uma captura da página vinculada. Assim, uma miniatura da página é adicionada como referência dentro da nota.

Por fim, uma funcionalidade bastante prática é a possibilidade de duplicar (ou remover) ferramentas. Em vez de trocar de cor ou espessura sempre que precisar, manter várias canetas já configuradas na barra de ferramentas traz mais praticidade, então você apenas alterna com um toque. Toda essa barra também pode ser reorganizada conforme sua preferência, escondendo recursos que você utiliza menos.

Gravação e recursos de IA

Desde que comecei a usar o Notability, nenhum aspecto evoluiu tanto quanto seus recursos de inteligência artificial. A gravação de áudio, que já era uma ferramenta excelente, se tornou um conjunto bastante completo de funcionalidades graças à IA.

Inicialmente, o recurso captava o áudio juntamente com a sua escrita. Depois, ao reproduzir a gravação, os manuscritos vão “ganhando cor” conforme aquele trecho do áudio é reproduzido. Na prática, isso facilita muito revisões de aulas ou reuniões, porque fica fácil localizar exatamente o contexto em que determinada anotação foi feita.

Depois, o recurso passou a oferecer também transcrição automática dos áudios. Nos meus testes, ela funcionou bem na maior parte do tempo, embora ainda apresente algumas dificuldades com nomes próprios ou trechos extraídos de vídeos e outras fontes externas.

Com a chegada do Notability Learn, conjunto de recursos de IA do app, as gravações foram levadas a um outro nível. No plano Pro, a transcrição pode acontecer em tempo real (Live Transcript), o que funcionou bem até com mais de um idioma sendo falado. Curiosamente, quando a gravação termina, o aplicativo escolhe apenas um idioma principal para gerar a transcrição final, ignorando os demais. É um detalhe pequeno, mas que pode fazer diferença para quem participa de reuniões ou aulas bilíngues.

Mas a IA vai muito além da transcrição. Com o Learn, o app analisa o conteúdo completo da nota (incluindo áudio, escrita à mão, textos digitados e PDFs importados) para gerar automaticamente resumos, flashcards, questionários, exercícios de preencher lacunas e atividades de associação (Mix & Match). Para quem estuda, isso é extremamente prático; mesmo que dê para fazer algo similar utilizando um chatbot de IA externo, estar tudo integrado nele é um grande diferencial.

Outro recurso interessante são as Smart Notes. Diferentemente dos resumos tradicionais, que são gerados depois da gravação, elas podem ser produzidas em tempo real a partir da transcrição, organizando automaticamente os principais tópicos da conversa. Gostei também da possibilidade de escolher em qual idioma essas notas serão exibidas — algo que pode ser bastante útil para quem estuda outras línguas.

O pacote inclui ainda o recurso Chat with your note (Converse com sua nota), que permite fazer perguntas sobre qualquer conteúdo presente naquela nota. A IA responde utilizando apenas as informações contidas ali, sem recorrer à internet ou a fontes externas.

Nos meus testes, o recurso funcionou muito bem para revisar conteúdos, embora ainda tenha algumas limitações importantes: o histórico das conversas não é sincronizado entre dispositivos e cada conversa fica restrita a uma única nota.

Outro recurso bastante útil são os Action Items. A IA consegue identificar tarefas automaticamente tanto a partir das gravações quanto do conteúdo escrito na nota, reunindo tudo em uma lista organizada. Testei o recurso em português e em inglês, e ele funcionou bem em ambos os idiomas.

Minha principal crítica ao conjunto de ferramentas de IA é a falta de edição. Se a transcrição estiver errada ou se um item de ação não fizer sentido, não há como corrigir. O mesmo vale para resumos, flashcards e questionários gerados automaticamente. Atualmente, a única alternativa é copiar o conteúdo para dentro da nota e editá-lo manualmente.

Por fim, vale mencionar que as gravações podem ser exportadas tanto junto com a nota (em PDF, incluindo os arquivos de áudio) quanto separadamente, no formato M4A.

Menções honrosas (e muito boas)

Há recursos do Notability que raramente aparecem nos reviews, mas que, no dia a dia, acabaram fazendo uma diferença enorme para mim! O primeiro deles foi uma surpresa bastante agradável: a barra lateral “escondida”.

Enquanto você está em uma nota, um gesto simples de arrastar do canto esquerdo para o centro revela uma barra lateral com toda a sua biblioteca de notas — você navega entre elas sem sair da página atual. Mais interessante ainda é que, ao arrastar uma dessas notas para a área principal, o Notability abre automaticamente uma visualização em tela dividida (split view) dentro do próprio aplicativo, sem depender do multitarefa do iPadOS. Isso facilita bastante consultar uma anotação enquanto escreve em outra ou copiar informações entre documentos.

Outro recurso que merece destaque é a busca inteligente. Ela localiza textos digitados, manuscritos e até conteúdo presente em PDFs importados. Os resultados aparecem organizados por nota e, ao abrir qualquer um deles, o aplicativo já destaca automaticamente o trecho encontrado. Mesmo com uma biblioteca grande de documentos, a busca permaneceu rápida durante meus testes.

Para quem deseja utilizar o Notability no iPad como ferramenta de estudos, duas novidades recentes também são maravilhosas. A primeira é o suporte aos sumários de PDFs. Sempre que um documento possui um índice incorporado, o aplicativo passa a exibi-lo automaticamente, facilitando bastante a navegação por materiais mais longos.

A segunda são as Sessões de Estudo, um temporizador inspirado na técnica Pomodoro integrado diretamente ao aplicativo. É um recurso simples, mas que gostei muito de ver incorporado ao fluxo de estudos, já que evita a necessidade de recorrer a aplicativos externos para controlar o tempo de foco.

Por fim, dois pequenos detalhes que talvez passem despercebidos, mas fazem diferença depois de algum tempo de uso. O primeiro é o gesto de desfazer e refazer utilizando dois e três dedos, respectivamente — algo familiar para quem usa aplicativos como o Procreate e do qual sempre sinto falta quando uso o Pencil com o Notas (Notes).

O segundo é a possibilidade de ocultar completamente a barra de status do iPad, removendo relógio, bateria e outros indicadores da tela. Pode parecer um detalhe bobo, mas ajuda a criar uma sensação maior de imersão durante a escrita (e eliminar distrações).

Apple Pencil: experiência real

Utilizei o Notability com um Apple Pencil de primeira geração em um iPad de 9ª geração, então toda a minha experiência parte dessa combinação. Porém, se você tiver um dos modelos mais recentes, como o Pencil de segunda geração ou o modelo Pro, certamente aproveitará ainda mais o app com recursos como o toque duplo, o gesto de apertar, feedback tátil e o Cursor (hover), todos compatíveis com o app. Infelizmente, não tive como testá-los.

No que eu pude testar, o desempenho foi excelente com o lápis da Apple. A resposta é fluida e precisa, com latência baixa o suficiente para a escrita parecer natural. A rejeição de palma funciona muito bem, possibilitando apoiar a mão na tela tranquilamente sem se preocupar com toques acidentais ou interrupções durante a escrita.

A sensibilidade à pressão também merece elogios. Além de funcionar com o modo caneta e marcador, no modo lápis o app reconhece a inclinação do Apple Pencil, simulando o efeito esfumaçado e produzindo sombreados com pressões variadas.

Com isso, mesmo que o foco do aplicativo não seja ilustrações, ele atende muito bem quem precisa fazer pequenos desenhos para complementar as anotações.

“Pencil sobre tela”, uma contribuição do meu marido

Outro recurso bacana é a conversão de escrita à mão. Por padrão, o aplicativo utiliza o idioma definido no dispositivo para reconhecer o texto, mas permite baixar pacotes de outros idiomas e escolhê-los manualmente durante a conversão — o que abre possibilidades interessantes para quem estuda línguas.

Gostei especialmente da forma como o processo foi implementado: antes de substituir a escrita manuscrita, o Notability mostra uma prévia com o texto reconhecido, permitindo revisar o resultado antes de confirmar a alteração. Testei convertendo textos em coreano e reconheceu bem. A única questão que encontrei foi o tamanho da fonte gerada; o app não preservou a escala original e a conversão ficou com um texto pequeno demais, mas é possível aumentar o tamanho depois, se você quiser.

Com as fórmulas matemáticas, o desempenho permaneceu o mesmo, bastante satisfatório. Pode ser uma verdadeira mão na roda para estudantes de exatas.

As funções e recursos do app são notáveis por si só (tanto que a empresa está disponibilizando vários desses gratuitamente na web). Entretanto, não há dúvidas de que a maior parte da experiência positiva vem do uso juntamente com o iPad e um lápis (ou caneta), seja o da Apple ou qualquer outra disponível no mercado.

Importação, exportação e compartilhamento

Embora o Notability seja voltado principalmente para anotações manuscritas, ele também faz um bom trabalho na importação e exportação de arquivos, oferecendo compatibilidade com diversos formatos.

Existem várias maneiras de importar documentos. É possível utilizar o menu de compartilhamento do iPadOS, arrastar arquivos diretamente para o aplicativo ou, em sua tela inicial, pressionar e segurar o botão “+ Nova” para acessar a opção de importação e escolher a origem do arquivo.

O aplicativo aceita imagens, PDFs, apresentações do PowerPoint e Keynote, além de planilhas do Excel. No caso das apresentações e planilhas, o conteúdo é convertido automaticamente em PDF, e funciona como uma espécie de template, permitindo que você faça anotações diretamente sobre ele.

Com imagens, porém, a experiência é um pouco diferente. Quando importadas para servir como modelo de página, elas aparecem pequenas e posicionadas no canto superior esquerdo da nota. Para utilizá-las como fundo, é preciso ajustar manualmente o tamanho usando a opção “Ajustar à página”. Se a intenção for usá-las como plano de fundo da nota, vale usar a opção de bloquear elemento para evitar que ela seja movida acidentalmente durante a escrita.

Quando a imagem é inserida como um elemento dentro de uma nota já existente, o comportamento é melhor: ela pode ser posicionada livremente e redimensionada normalmente, como seria esperado.

Na exportação, o Notability oferece praticamente todas as opções que se espera de um aplicativo desse tipo. As notas podem ser exportadas no formato nativo do aplicativo (NTB), em PDF, PNG ou JPEG. Também é possível incluir as gravações de áudio durante a exportação, que são salvas em arquivos M4A.

Outro recurso proveitoso é o compartilhamento por meio de links públicos — traduzido de maneira esquisita pelo aplicativo como Hiperligação. Ao gerar esse link, qualquer pessoa pode visualizar a nota diretamente pelo navegador, sem precisar ter uma conta no Notability. Expandindo ainda mais esse recurso, o app recentemente também passou a oferecer edição colaborativa em tempo real, ótima notícia para quem gostaria de utilizá-lo em grupo.

Naturalmente, continuam disponíveis as opções tradicionais de compartilhamento do iPadOS, permitindo enviar notas por email ou salvá-las em serviços como iCloud, Google Drive, Dropbox e praticamente qualquer outro aplicativo compatível com a folha de compartilhamento do sistema.

Screenshot

Sincronização e backup

A sincronização entre dispositivos da Apple acontece por meio do iCloud, que é o método recomendado pelo próprio Notability para manter todas as notas atualizadas entre os aparelhos. Vale lembrar que, ao apagar uma nota pelo iCloud, ela também será removida do aplicativo e vice-versa. Por isso, o ideal é sempre gerenciar suas notas diretamente pelo app, para evitar excluir algo acidentalmente.

Falando em iCloud, uma vantagem pouco conhecida é o histórico de versões. Conforme você edita uma nota, versões são salvas periodicamente no iCloud e podem ser restauradas caso algo dê errado.

Para acessá-las, basta tocar nos três pontos para abrir as configurações, pressionar onde aparece o nome da nota e escolher “Histórico de Versões na iCloud”. Obviamente, para tal é preciso que a nota já esteja sincronizada e tenha pelo menos uma versão anterior já salva. Um detalhe importante é que a versão restaurada é salva como uma nota separada, não substituindo a versão mais recente.

Além da sincronização pelo iCloud, o Notability oferece um sistema independente de backup em serviços de terceiros como Google Drive, Dropbox, Box, OneDrive e servidores WebDAV. A diferença é que, enquanto o serviço da Apple mantém todas as alterações sincronizadas entre seus dispositivos, o backup serve apenas como uma cópia de segurança. Ou seja, apagar uma nota no aplicativo não remove automaticamente sua cópia armazenada no Google Drive, Dropbox ou outro serviço — e vice-versa.

Quanto ao formato do backup, também há certa flexibilidade. É possível salvar as notas no formato nativo do Notability, preservando todos os elementos editáveis, incluindo as gravações de áudio, ou optar por PDFs simples ou PDFs acompanhados dos arquivos de áudio em formato M4A, compactados em um arquivo ZIP.

Compatibilidade e preços

Embora o foco deste review tenha sido a experiência no iPad com o Apple Pencil, o Notability também está disponível para iOS, macOS e até visionOS. Há ainda uma versão web (ainda em beta), disponível em notability.com/app, que permite visualizar e editar notas, embora com algumas limitações.

O Notability é um aplicativo universal e pode ser baixado gratuitamente na App Store e na Mac App Store. Atualmente, ele oferece quatro planos:

  • Starter (gratuito): notas ilimitadas, acesso às ferramentas de edição, mas com um limite mensal de alterações (a empresa não divulga exatamente qual é esse limite). Após atingi-lo, ainda é possível visualizar as notas normalmente, e o contador é renovado no mês seguinte. Segundo a empresa, as edições na versão web permanecem ilimitadas.
  • Lite (R$30/mês ou R$40/ano): inclui edições ilimitadas, backup em serviços de terceiros e acesso a mais de 20 mil templates.
  • Plus (R$40/mês ou R$80/ano): adiciona recursos de IA, como resumos automáticos, até 400 questionários e flashcards por mês, gravação e transcrição de áudio, além da busca em anotações manuscritas.
  • Pro (R$100/mês ou R$500/ano): reúne todos os recursos anteriores, e inclui Smart Notes em tempo real, transcrições ilimitadas, geração ilimitada de flashcards e questionários, além do recurso de conversar com suas notas.

Vale a pena?

Mesmo sendo possível utilizar o Notability no iPhone ou navegador, ele brilha mesmo é no iPad, especialmente quando combinado com um Apple Pencil (ou qualquer outra ferramenta de escrita que preferir).

Ao longo dos últimos anos, foram poucas as limitações que encontrei usando o app. Em mais de uma ocasião, inclusive, quando voltava para revisar este próprio review — ele foi criado ao longo de muitos meses —, percebia que alguns dos pontos que eu havia criticado já tinham sido corrigidos. Essa evolução constante transmite a sensação de que vale a pena investir em um app cujos desenvolvedores estão atentos ao feedback dos usuários e buscam sempre lançar melhorias.

Seja para estudos, trabalho ou organização pessoal, o aplicativo com certeza pode atender aqueles que buscam um lar para suas notas, principalmente quem usa o tablet da Maçã como ferramenta de anotações manuscritas. A interface é agradável, a escrita é excelente, os recursos evoluem constantemente e as funcionalidades de IA, embora ainda possam amadurecer, já agregam bastante valor ao aplicativo.

Como existe um plano gratuito (e edições ilimitadas pela web), minha recomendação é simples: experimente. Depois de algum tempo de uso, fica muito mais fácil entender se os recursos adicionais justificam a assinatura para o seu fluxo de trabalho. Então, “se jogue” na versão gratuita e seja feliz; se utilizar com frequência e achar valor, com certeza não se arrependerá do investimento!

iPad Pro de 13″

Cores: preto-espacial ou prateado
Armazenamento: 256GB, 512GB, 1TB ou 2TB
Vidro: convencional ou nano-texture
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 16.499,00

iPad Pro de 11″

Cores: preto-espacial ou prateado
Armazenamento: 256GB, 512GB, 1TB ou 2TB
Vidro: convencional ou nano-texture
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 12.999,00

iPad Air de 13″

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB, 512GB ou 1TB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 7.896,54
R$ 9.999,00

iPad Air de 11″

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB, 512GB ou 1TB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 9.577,77

iPad mini

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB ou 512GB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 8.299,00

iPad (A16)

Cores: azul, rosa, amarelo ou prateado
Armazenamento: 128GB, 256GB ou 512GB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 3.798,00
R$ 4.499,00

Apple Pencil Pro

R$ 1.429,00

Apple Pencil (USB-C)

R$ 749,00
R$ 899,00

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La célula humana es tremendamente compleja. ¿Podrá la IA descifrarla?

9 August 2026 at 09:00

La Dra. Silvana Konermann es bioingeniera y neurocientífica. Profesora adjunta de bioquímica en la Universidad de Stanford, es cofundadora de Arc Institute, una organización de investigación sin ánimo de lucro que busca acelerar el progreso científico, comprender las causas profundas de las enfermedades complejas y reducir la brecha entre los descubrimientos y su impacto en los pacientes.

Su laboratorio de investigación se centra en comprender (mediante genómica funcional de última generación) las vías moleculares que impulsan el desarrollo de la enfermedad de Alzheimer, con el objetivo a largo plazo de desarrollar terapias dirigidas de forma racional para los trastornos neurodegenerativos.

En esta conversación TED2026 (en inglés, con subtítulos en castellano) Silvana Konermann explica a Chris Anderson cómo su equipo del Arc Institute está intentando resolver uno de los problemas más difíciles de la ciencia: por qué enfermedades complejas (como el Alzheimer o el cáncer) siguen siendo tan difíciles de curar. Propone como solución una «célula virtual» universal, es decir, un modelo de IA entrenado con mil millones de experimentos biológicos que podría interpretar el lenguaje de las células humanas, predecir qué falla y revelar cómo solucionarlo.

Queremos crear un modelo predictivo, un modelo dinámico, capaz de predecir cambios en la célula. 

Transcripción del vídeo.

Edición realizada por Marta Macho Stadler

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Seis problemas que la ciencia no puede resolver

8 August 2026 at 09:00

Título: Seis problemas que la ciencia no puede resolver
Autora: Sonia Contera
Editorial: Arpa Editores
Páginas: 280
Fecha de publicación: 2025
ISBN: 979-13-87833-09-1

Información editorial

La ciencia ha transformado nuestra vida más allá de lo imaginable. Nos ha llevado al espacio, ha descifrado el genoma humano y ha creado máquinas que aprenden. Pero, en su núcleo, persisten misterios que ningún avance ha conseguido despejar.

Sonia Contera, catedrática de Física en Oxford y una de las científicas más influyentes del panorama internacional, nos invita a explorar esas fronteras del conocimiento donde las ecuaciones se detienen y comienza el asombro. Desde los enigmas de la física cuántica, el origen de la vida y el misterio del envejecimiento, hasta los retos de la inteligencia artificial y la conciencia, Contera revela cómo cada intento de respuesta ha cambiado nuestra forma de entender el universo… y a nosotros mismos.

Un viaje fascinante y accesible por los desafíos más profundos de la ciencia contemporánea y por las preguntas que seguirán marcando el futuro de la humanidad.

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Adobe anuncia plugin com mais de 70 recursos para o ChatGPT

6 August 2026 at 17:17

A Adobe anunciou hoje o lançamento de um plugin unificado para o ChatGPT, reunindo mais de 70 ferramentas criativas da seu suíte diretamente na interface do chatbot por inteligência artificial (IA) da OpenAI.

O plugin conta com ferramentas de aplicativos da Adobe que já possuíam integração com o ChatGPT, além de novos recursos do Adobe Express, Photoshop, Firefly, Premiere, Acrobat, Lightroom, Illustrator, InDesign e Adobe Stock, permitindo que os usuários possam criar peças publicitárias ou adaptar um vídeo para diferentes redes sociais sem precisar alternar entre aplicativos.

A novidade faz parte da estratégia da Adobe de expandir a compatibilidade dos seus recursos com as ferramentas de IA generativa; em junho, a empresa já havia mencionado que levaria esses recursos inclusive para rivais do ChatGPT, como o Claude. No Copilot, no Gemini e no Slack eles chegarão “em breve”, segundo a empresa.

Big news: a new Adobe plugin is now available in @OpenAI's @ChatGPT! 70+ tools, including @Photoshop, @AdobeFirefly, @Lightroom, and @Acrobat, all in one chat.

Mock up your photos. Repurpose a video for any platform. Turn a template into a polished PDF. Learn more:… pic.twitter.com/I1qrBctKyr

— Adobe (@Adobe) August 6, 2026
Grande novidade: um novo plugin da Adobe já está disponível no @ChatGPT da @OpenAI! Mais de 70 ferramentas — incluindo @Photoshop, @AdobeFirefly, @Lightroom e @Acrobat — reunidas em um único chat.
Crie mockups com suas fotos. Adapte vídeos para qualquer plataforma. Transforme um modelo em um PDF com acabamento profissional. Saiba mais: adobe.ly/3TDrxff

Ainda conforme a desenvolvedora, a novidade foi pensada para “facilitar e agilizar a transformação de ideias em conteúdo de alta qualidade dentro do ChatGPT”, mas a empresa destaca que, para necessidades criativas “mais profundas”, os seus aplicativos nativos seguem sendo a primeira opção.

Questionada pela AI Magazine se o uso dos recursos incorporados ao ChatGPT poderia rivalizar com o uso dos aplicativos nativos, a líder de produtos de IA agêntica da Adobe, Deepti Pradeep, respondeu o seguinte:

Dentro do ChatGPT, a experiência é transformadora: em vez de escolher plugins da Adobe separadamente, os usuários podem experimentar uma única experiência da Adobe que traz o Photoshop, Acrobat, Express e mais juntos.

Nós acreditamos que a consolidação adiciona mais valor aos usuários do ChatGPT. Fora dele, nossos aplicativos nativos permanecem essenciais para um controle mais profundo, preciso e avançado dos fluxos de trabalho.

Para iniciar, é possível utilizar algumas funcionalidades do plugin como convidado, embora a Adobe recomende fazer login com a sua conta para “desbloquear recursos adicionais”.

O plugin da Adobe já está disponível tanto no app quanto na versão web do ChatGPT.

Chatbot integrado ao Google Maps é lançado no Brasil e ganha mais novidades

6 August 2026 at 15:36

O Google lançou uma nova atualização do Maps com uma novidade muito bem-vinda para usuários brasileiros: a chegada ao Brasil do recurso Pergunte ao Maps (Ask Maps), que permite obter informações sobre locais com facilidade usando inteligência artificial.

Lançado no início deste ano especificamente para usuários dos Estados Unidos e da Índia, o Pergunte ao Maps está sendo expandido agora também para Austrália, Canadá, Indonésia, Japão e México, além de mais de 150 países e territórios — por enquanto só em inglês.

A expansão para novos locais, porém, está longe de ser a única novidade relacionada ao recurso, que está mais inteligente e agora conta com características agênticas que o tornam capaz de executar tarefas complexas com várias etapas.

Divulgação/Google

Com essa novidade, passa a ser possível pedir comida em um restaurante, descobrir informações atualizadas sobre hotéis e eventos locais, comparar preços em tempo real, mostrar shows em determinado local, dentre outras tarefas.

Divulgação/Google

A Inteligência Personalizada (Personal Intelligence), por sua vez, permite integrar o recurso ao Gmail para que o chatbot tenha um maior contexto na hora de realizar tarefas — inclusive com a possibilidade de relembrar conversas anteriores, caso o histórico esteja ativado.

Divulgação/Google

O Google também está expandindo as atualizações em tempo real do Pergunte ao Maps para transporte público, além de permitir que usuários contribuam com informações sobre locais conversando ou enviando uma foto de uma placa, por exemplo.

Divulgação/Google

As atualizações sobre transporte público, as respostas mais contextuais e a capacidade de relembrar conversas anteriores estão sendo disponibilizadas a partir de hoje para todos os locais onde o Ask Maps está disponível (o que agora inclui o Brasil).

Ask Maps is getting an upgrade. 🔍✨

Now powered by agentic capabilities, real-time information, and Personal Intelligence, Ask Maps is transforming how you plan and move through the world. pic.twitter.com/XadDCw44uu

— Google Maps (@googlemaps) August 6, 2026

Os pedidos de comida, a descoberta de hotéis e eventos, e as contribuições dos usuários, por sua vez, estão começando a ser disponibilizados apenas nos Estados Unidos, com previsão de uma expansão gradual para outros países no futuro.

Fabricante chinesa rejeitou vender RAM a preços menores para a Apple

6 August 2026 at 15:28

Parece que a tentativa da Apple de colaborar com a fabricante chinesa de memória CXMT encontrou mais um empecilho no caminho: supostamente, a possível fornecedora demandou os mesmos valores (ou até maiores) pagos pela Maçã à Samsung Electronics e à SK Hynix. A informação veio do site sul-coreano Digital Daily.

O desgaste ocorreu após a Maçã tentar negociar os preços das memórias, tendo seu pedido de redução de preço rejeitado pela CXMT, que manteve preços semelhantes ou até mesmo superiores aos das demais fornecedoras da Apple.

Do lado da chinesa, há alguns motivos para essa postura: a barganha de uma empresa americana com uma série de exigências quanto aos processos de certificação de qualidade contrasta com o conforto do seu domínio do mercado doméstico, já que a fabricante possui contratos de longo prazo sob preços elevados com empresas como a HUAWEI e a Xiaomi.

Os desafios

Mesmo sob forte pressão da Micron e do Senado americano, a negociação com a CXMT (presente na lista de restrições comerciais do Pentágono como uma empresa militar da China, vale lembrar) foi uma alternativa encontrada por Tim Cook para mitigar os efeitos da crise de memória.

De acordo com um executivo da indústria de semicondutores consultado pelo veículo sul-coreano, a postura da CXMT ajudou a estabelecer um piso para os preços praticados com a DRAM 1Dynamic random access memory, ou memória dinâmica de acesso aleatório. convencional, suficiente para que a Samsung e a SK Hynix cobrassem um valor consideravelmente mais alto. Esse conforto mercadológico quanto às fornecedoras ocidentais também diz respeito ao foco de produção para memórias de alto desempenho destinadas a data centers de inteligência artificial (IA), deixando a produção para eletrônicos de consumo em segundo plano — o que naturalmente provoca escassez.

Segundo o analista Tim Culpan, a Apple e seus fornecedores estão correndo contra o relógio para obter chips de memória a tempo do lançamento da próxima geração de iPhones, prevista para ser anunciada no mês que vem. Esse cenário fez com que a Maçã recorresse especialmente à Micron, à Samsung e à SK Hynix. A escassez poderá afetar a disponibilidade do “iPhone 18 Pro” e do “iPhone 18 Pro Max”, embora ainda exista alguma confiança de que a demanda inicial poderá ser suprida.

Resta a dúvida se a Apple seguirá em suas tratativas com a CXMT ou se dará o braço a torcer aos interlocutores estadunidenses dessa história. Em ambos os cenários, infelizmente, parece que a conta irá chegar mais alta ao consumidor final.

via Wccftech, MacRumors

Notas de rodapé

  • 1
    Dynamic random access memory, ou memória dinâmica de acesso aleatório.

Sunbird, app que leva o iMessage ao Android, retorna com novos recursos e segurança aprimorada

5 August 2026 at 20:28

Lançado originalmente em 2022, o aplicativo Sunbird possui como premissa integrar a experiência do iMessage em dispositivos Android. No entanto, algum tempo depois, o serviço foi encerrado e o app, removido do Google Play devido a preocupações envolvendo privacidade e segurança.

Depois de já ter lançado, em 2024, uma versão beta do seu (então) novo aplicativo, a equipe por trás do serviço anunciou o seu retorno definitivo, afirmando que a nova configuração soluciona essas questões e que “qualquer mensagem é protegida em trânsito e descartada assim que é entregue”, enquanto as mídias enviadas ou recebidas são excluídas “normalmente em até 48 horas, e nunca além de 72 horas”.

Muitos devem estar se perguntando, porém, o motivo que leva alguém a optar pelo Sunbird considerando que a Apple já adotou o suporte ao padrão RCS 1Rich communications service, ou serviço de comunicação rico. no iOS, facilitando a comunicação com dispositivos Android pelo app Mensagens (Message). Essa é a explicação do serviço:

Em 2024, a Apple passou a oferecer suporte ao RCS nos iPhones, o que melhorou alguns aspectos básicos, como a qualidade das fotos e os indicadores de digitação. No entanto, os resultados são inconsistentes, e a mudança não permitiu que usuários de Android se tornassem membros plenos de grupos do iMessage. Reações, respostas e recursos de grupo do iMessage frequentemente falham quando há um celular Android no chat, e as mensagens enviadas por Androids continuam aparecendo em balões verdes.

Segundo Danny Mizrahi, CEO 2Chief executive officer, ou diretor executivo. da Sunbird Messaging, o aplicativo vai além de simplesmente oferecer balões azuis aos usuários de Android. O executivo afirma que recursos do iMessage (como reações, respostas, vídeos de alta qualidade e gerenciamento de grupos) funcionam perfeitamente no Sunbird para Android.

O Sunbird também introduz novos recursos, como uma nova caixa de entrada prioritária, com abas “Principal” e “Secundária”, de modo que as conversas individuais e os grupos com quem o usuário mais interage permanecem em destaque na aba “Principal”, enquanto mensagens rotineiras — como códigos de verificação e contatos de números desconhecidos — são direcionadas à aba “Secundária”.

Caixa de entrada do Sunbird
Divulgação/Sunbird

Futuramente, o app ganhará ainda a Sunbird Intelligence, um conjunto de recursos de inteligência artificial que operam localmente. Entre as funções está o “Catch Me Up”, que oferecerá aos usuários um resumo consolidado de tudo o que perderam em suas conversas. Ele também terá um assistente integrado que poderá realizar ações como redigir uma resposta ou mover uma conversa entre categorias.

Assistente de IA do app Sunbird
Divulgação/Sunbird

Ainda não se trata, porém, da versão final do Sunbird, e sim da versão “beta aberto”; no entanto, não há mais um processo de inscrição nem lista de espera. Ademais, agora o aplicativo conta com opções de assinatura interna (US$3 mensais ou US$25 anuais).

O Sunbird já está disponível no Google Play.

via AppleInsider

Notas de rodapé

  • 1
    Rich communications service, ou serviço de comunicação rico.
  • 2
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

Crise de memórias: fornecedoras já teriam vendido toda a sua produção para 2027

5 August 2026 at 17:52

A crise no mercado de DRAMs 1Dynamic random access memories, ou memórias dinâmicas de acesso aleatório. e HBMs 2High bandwidth memories, ou memórias de alta largura de banda., causada pelo boom das empresas de inteligência artificial (IA), pode ter alcançado seu ponto mais dramático até agora, com as produções de todas as três principais fabricantes desses tipos de componentes (Samsung Electronics, SK Hynix e Micron) já tendo sido reservadas para o ano de 2027 inteiro, segundo informações do DIGITIMES.

Além das memórias, outra categoria de componentes que tem sofrido bastante com a demanda causada por data centers de IA é a de chips NAND, muito utilizados em dispositivos de armazenamento flash (como SSDs 3Solid-state drives, ou unidades de estado sólido.). Embora a situação desses chips ainda não esteja tão apertada quanto a das memórias, fontes ouvidas pelo veículo dão conta de que a Samsung Electronics, a Micron e a SanDisk já venderam toda a sua produção para 2026 por preços altíssimos. A Kioxia e a SK Hynix, por sua vez, deverão firmar contratos parecidos com seus clientes até o fim deste mês.

Voltando para o caso das memórias, dados da Counterpoint Research dão conta de que a Samsung Electronics ficou responsável por 39% do mercado de DRAM (por receita) durante o segundo trimestre, seguida pela SK Hynix (com 26%) e pela Micron (25%). Apesar de todo o investimento nessas empresas, os rumores são de que os compradores de componentes estão recebendo apenas 60-70% dos volumes que solicitaram inicialmente, devido à capacidade de produção limitada.

Algumas dessas fornecedoras, é claro, são parceiras de longa data da Apple — que também tem sofrido com essa escassez de componentes, embora tenha conseguido absorver parte do impacto. Enquanto os iPhones têm passado ilesos por essa crise, produtos como os Macs e os iPads viraram alvo de aumentos expressivos de preços — algo que foi classificado por Tim Cook, o atual CEO 4Chief executive officer, ou diretor executivo. da empresa, como “enchente que ocorre uma vez a cada 100 anos”.

Ainda de acordo com o DIGITIMES, todos os compradores concordaram em realizar pagamentos adiantados por esses componentes, tenham eles estabelecido acordos de fornecimento multianuais anteriormente ou não. Ao que tudo indica, isso é uma resposta ao medo que muitas dessas empresas têm de que seus competidores tentem garantir o máximo de capacidade de produção possível — especialmente durante o período entre julho e agosto, que é quando a maior parte dos pedidos é feita.

Por ser uma das principais compradoras de memórias e chips NAND do mercado, é quase certo que a Apple também tenha desembolsado uma boa grana para garantir sua parcela de componentes para 2027, que é quando deveremos ver o “iPhone 20” chegar ao mercado. Não está claro, no entanto, por quanto mais tempo ela absorverá o impacto dos preços inflados — algumas pessoas, inclusive, acreditam que os próximos iPhones poderão ficar até US$300 mais caros por conta dessa crise.

Em uma clara manobra para tornar a sua lista de fornecedoras mais diversa, a Apple estaria testando memórias de marcas como a chinesa ChangXin Memory Technologies (CXMT), que passou a receber aportes de investidores recentemente. Isso, no entanto, não tem sido bem visto por políticos dos Estados Unidos (país natal da Maçã), que acusam a fornecedora de ter ligações com as forças armadas da China — país com o qual os americanos travam uma guerra comercial há alguns anos.

via AppleInsider, Seeking Alpha

Notas de rodapé

  • 1
    Dynamic random access memories, ou memórias dinâmicas de acesso aleatório.
  • 2
    High bandwidth memories, ou memórias de alta largura de banda.
  • 3
    Solid-state drives, ou unidades de estado sólido.
  • 4
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

Wispr Flow lança assistente de reuniões para rivalizar com o Granola

5 August 2026 at 15:17

Já tratamos aqui do Wispr Flow, um aplicativo que ganhou popularidade por aprimorar a experiência de ditado nos sistemas da Apple. Agora, quem utiliza o app no macOS poderá acessar o Notetaker, um assistente de reuniões empurrado por inteligência artificial (IA).

O Notetaker fornece contexto adicional a transcrições, resumos e anotações com base em calendários, aplicativos conectados (como o Slack) e dicionários personalizados. Seu funcionamento é semelhante ao do Granola, aplicativo sobre o qual já falamos por aqui — usuários da plataforma, inclusive, podem importar todo o seu histórico para o Notetaker com apenas um clique.

Além de organizar transcrições, a ferramenta é capaz de deixar o usuário ciente de informações relevantes antes de reuniões, obtendo contexto a partir dos apps de terceiros em que o Notetaker foi integrado.

Após o encerramento de uma reunião, o usuário ainda pode retomar o histórico fazendo perguntas, as quais são respondidas com a indicação da minutagem e o link para o momento exato em que a resposta do assistente se baseou. 

O Notetaker é compatível com basicamente todo aplicativo executado no macOS, incluindo apps de reunião como Zoom, Google Meet, Microsoft Teams e Slack. Ele conta ainda com suporte à tecnologia MCP, permitindo levar todos os seus resumos e anotações para outros aplicativos de IA.

A novidade já está disponível no macOS e, segundo a Wispr, deverá chegar “em breve” ao Windows.

via TechCrunch

DJI lança Mic Mini 2S, com gravação interna em 32-bit float

4 August 2026 at 15:44

Conforme antecipado durante o anúncio do Mic Mini 2, a DJI enfim lançou o Mic Mini 2S, permitindo que cada transmissor realize uma gravação interna de áudios em 32-bit float — ou seja, sem a necessidade de ajustar níveis e sem risco de estourar (clipping) nada na captação.

O recurso é possível graças aos 14,5GB de armazenamento interno do transmissor, que permite um acúmulo de até 28 horas de gravação diretamente no dispositivo. Como já havia sido mencionado pela DJI, cada receptor possui suporte a conexão com até quatro transmissores — sendo compatível, para além dos transmissores do próprio Mic Mini 2S, com os do Mic Mini e do Mic Mini 2, além do DJI Mic Series Mobile Receiver.

Meet DJI Mic Mini 2S – Capture Every Detail

DJI Mic Mini 2S wireless mic ensures secure backups with 32-bit float internal recording and up to 28 hours of storage , while AI-upgraded noise canceling precisely isolates vocals . Expand to a full wireless mic system with 4TX + 1RX… pic.twitter.com/PqpQs3QeE0

— DJI (@DJIGlobal) August 4, 2026
Conheça o DJI Mic Mini 2S – Capture Cada Detalhe

O microfone sem fio DJI Mic Mini 2S garante backups seguros com gravação interna em 32-bit float e até 28 horas de armazenamento, enquanto o cancelamento de ruído aprimorado por IA isola precisamente as vozes. Expanda para um sistema completo de microfone sem fio com conectividade 4TX + 1RX cross-gen, conexão direta OsmoAudio e um estojo de carregamento redesenhado.

✅ Armazenamento Interno de 28 Horas, Gravação Interna em 32-bit float
✅ Conectividade 4TX + 1RX Cross-Gen
✅ Cancelamento de Ruído por IA em Dois Níveis, Três Predefinições de Tom de Voz
✅ Leve & Versátil, Armazenamento Compacto
✅ Conexão Direta DJI OsmoAudio
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Ele conta com dois modos de cancelamento de ruído — ambos empurrados por inteligência artificial (IA), um mais básico para pequenos ruídos internos, e um modo mais forte desenvolvido para captações em ambientes externos —, os recursos Clipping Control e Loudness Balance, que impedem a distorção em picos de áudio e auxiliam no ajuste dos níveis do áudio em ambientes com grandes variações de volume, respectivamente. Sobre os perfis de voz, o Mic Mini 2S também conta com as predefinições Regular, Rico ou Brilhante.

Imagem promocional do DJI Mic Mini 2S - 2
Divulgação/DJI

Os transmissores do Mic Mini 2S também são compatíveis com as câmeras da DJI, como a Osmo Pocket 4P, Osmo Pocket 4, Osmo 360, Osmo Nano e Osmo Action 6, em conexão direta (sem receptor).

Preço e disponibilidade

Imagem promocional do DJI Mic Mini 2S - 3
Divulgação/DJI

Ainda não temos detalhes sobre o preço e a data de lançamento no Brasil, mas lá fora o DJI Mic Mini 2S chegará em cinco versões: somente com o transmissor, por 70€; com dois transmissores e um receptor, por 190€; com um receptor e um transmissor, por 100€; com um receptor, uma case de carregamento e um receptor móvel, pelos mesmos 100€; além da versão com dois transmissores, um receptor, uma case de carregamento e o DJI Mic Series Mobile Receiver por 205€.

O embargo contra a DJI segue em vigor nos Estados Unidos, indisponibilizando o Mic Mini 2S no país.

★ Acelere o trabalho de criação 3D com o Flow Studio, da Autodesk

4 August 2026 at 15:00

Uma boa parte das pessoas certamente já teve aquela ideia “matadora”, que acredita ser capaz de revolucionar ou transformar o mundo de alguma forma. Essa ideia, no entanto, quase sempre acaba esbarrando na falta de meios ou recursos para colocá-la em prática.

Com a criação de conteúdos audiovisuais, não é diferente. Muitas vezes, aquela ideia genial que poderia lhe render bons frutos no futuro acaba ficando estagnada seja por falta de conhecimento técnico para executá-la ou até mesmo por limitações de tempo ou dinheiro.

Flow Studio, da Autodesk

Nos últimos anos, a magia da inteligência artificial generativa vem mudando bastante esse cenário, tornando a produção mais acessível e prática até mesmo para não profissionais. E esse potencial é ainda maior quando usamos aplicativos dedicados no nosso workflow.

Um exemplo de app bem interessante focado em produção audiovisual é o Flow Studio. Basicamente, com ele você terá todos os recursos e facilidades para ajudar a transformar ideias em recursos 3D editáveis, performances animadas e tomadas bem trabalhadas.

Desenvolvido pela renomadíssima Autodesk, o Flow Studio é um hub que reúne ferramentas 3D baseadas na nuvem e alimentadas por IA para acelerar a produção gráfica, diminuindo a complexidade de tarefas que antes podiam ser para lá de técnicas.

Basicamente, o Flow Studio ajuda a transformar filmagens em cenas 3D editáveis e resultados prontos para direção, com ferramentas para captura de movimento, rastreamento de câmera, integração de CG e exportação — seja você um criador independente ou parte de uma equipe de efeitos visuais.

O recurso Wonder 3D, por exemplo, permite gerar rapidamente personagens ou objetos 3D a partir de uma simples solicitação de texto ou do envio de uma imagem. Após gerados, os assets podem ser refinados, editados e reutilizados em diversos projetos, plataformas e fluxos de trabalho.

Após gerar seu personagem, você pode usar o AI Rigging para ajudar no processo de animação — uma das etapas mais técnicas dessa fase — com poucos cliques. Ele também permite usar mockups de IA nos projetos ou exportar ativos manipulados para outras ferramentas.

O AI Rigging se integra ao Neural Layer no fluxo de trabalho mais amplo do Flow Studio: crie a estrutura dos personagens para animação e, em seguida, use o Neural Layer como uma etapa de finalização cinematográfica para aperfeiçoar a aparência das tomadas com renderização aprimorada diretamente na plataforma do Flow Studio — sem a necessidade de um pipeline de renderização tradicional.

Na prática, o Flow Studio reduz a distância entre a imaginação e a execução. Em vez de gastar horas com configurações técnicas, criadores de conteúdo audiovisual 3D podem dedicar mais tempo a experimentar, iterar e encontrar a melhor versão para as suas ideias.

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: Este é um artigo fruto de um acordo comercial com um anunciante, que não influenciou a nossa opinião. O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos comprando pelos nossos links de afiliado.

Adobe Lightroom ganha nova ferramenta que expande contexto em fotos

3 August 2026 at 18:20

Após ganhar, no mês passado, um recurso para transformar imagens em vídeos curtos, o Lightroom, editor de fotos da Adobe, recebeu uma nova ferramenta alimentada por inteligência artificial que permite ampliar o contexto em imagens.

Chamada Gen Expand, a novidade permite dar profundidade às fotos mais facilmente, com apenas um clique. Ela também permite redimensionar imagens para diferentes formatos (sites, redes sociais, apresentações, vídeos, entre outros).

Gen Expand do Adobe Lightroom
Divulgação/Adobe

Segundo Vivian Kuppermann, gerente sênior de Marketing da Adobe Brasil, o Gen Expand “se insere em uma dinâmica global da Adobe para dar cada vez mais voz ao público, democratizando ferramentas complexas e adicionando uma nova camada de sofisticação ao processo de criação, valorizando ainda mais o olhar de cada usuário”.

A nova ferramenta já está disponível para assinantes do Lightroom na versão desktop.

Supostos óculos da Apple poderão ter foco em recursos de saúde

3 August 2026 at 15:18

De acordo com Mark Gurman, jornalista da Bloomberg, a Apple pretende transformar seus futuros óculos e headsets em dispositivos voltados à saúde.

Na edição mais recente da newsletter “Power On”, ele ressaltou que a ideia já havia sido levantada durante o desenvolvimento do Apple Vision Pro, que contaria com uma versão do Apple Fitness+ com execução local — permitindo que o dispositivo auxiliasse os usuários no acompanhamento dos seus treinos e na análise dos movimentos —, mas o recurso foi descartado.

A ideia, no entanto, parece viva para novos dispositivos, como os rumorados óculos inteligentes da Apple. O que ressalta essa especulação é a descrição de uma vaga para uma liderança estratégica de design de produto.

Com vinculação ao Vision Products Group, a demanda envolve “definir o futuro das experiências de saúde, bem-estar e condicionamento físico nos produtos de computação espacial”, transformando “oportunidades ambíguas na interseção entre computação espacial, vestíveis, saúde do consumidor e comportamento humano”.

Caso esse direcionamento se concretize a partir da estreia da Apple no segmento dos óculos inteligentes, essa abordagem — somada à integração com o seu ecossistema — pode se tornar a sua marca registrada em relação a competidores estabelecidos desse mercado, como a Meta.

Novos AirPods ainda em 2026?

Questionado sobre o futuro dos AirPods, Gurman rememorou que, embora a primeira versão dos AirPods com câmeras integradas a recursos de inteligência artificial (IA) — de codinome B798 — tenha sido adiada para 2027, uma segunda versão encontrada no código do iOS 27, sob o codinome B790, pode sugerir que a estreia dessa reformulação dos fones ocorrerá ainda em 2026.

Render dos supostos AirPods Pro com câmera
Imagem: ChatGPT

O jornalista mencionou, ainda, que a última variante estaria no cronograma interno da Apple com previsão de lançamento já para este ano.

AirPods Max 2

Chip: H2
Cores: azul, roxo, meia-noite, estelar ou laranja
R$ 5.999,00
R$ 6.590,00

AirPods Max

Chip: H1
Cores: azul, roxo, meia-noite, estelar ou laranja
R$ 3.270,39

AirPods Pro 3

R$ 2.333,32
R$ 2.699,00

AirPods 4 com Cancelamento Ativo de Ruído

R$ 1.699,00
R$ 1.999,00

AirPods 4

R$ 1.298,70
R$ 1.499,00

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