Já estão disponíveis no Brasil dois novos fones de ouvido sem fio da JBL: os Live Beam 4 e os Live Flex 4, expandindo a linha de modelos equipados com o Smart Charging Case — estojo com tela sensível ao toque que permite acessar funções dos fones facilmente.
Com poucos gestos, é possível controlar a reprodução, ajustar o volume, gerenciar os níveis de controle de ruído, alterar as configurações e acompanharas informações essenciais diretamente na tela do estojo.
Divulgação/JBL
Segundo a JBL, os fones Live Beam 4 foram projetados para quem busca um encaixe mais isolado e seguro, combinando conforto e estabilidade. O modelo oferece até 48 horas de reprodução, com até 12 horas nos fones e mais 36 horas no estojo, além de resistência à água e poeira com certificação IP55.
Divulgação/JBL
Já os fones Live Flex 4 têm um formato aberto e leve, desenvolvido para longos períodos de uso. Com autonomia de até 50 horas de reprodução, com até 10 horas nos fones e mais 40 horas no estojo, o modelo também conta com proteção IP54 contra água e poeira, mantendo a versatilidade para diferentes ambientes e atividades.
Divulgação/JBL
Ambos os novos modelos oferecem o JBL Signature Sound, tecnologia de áudio de alta resolução da marca que oferece graves profundos e detalhes precisos para diferentes estilos de conteúdo.
Os dois modelos contam ainda com seis microfones e tecnologia de redução de ruído com inteligência artificial para ajudar a manter conversas mais claras e naturais, mesmo em ambientes movimentados. Já os recursos Smart Ambient permitem manter a percepção do que acontece ao redor quando necessário.
Os fones já estão disponíveis no site da JBL, ambos por R$1.000, nas cores preta, prata, azul, champagne, verde, laranja e lilás.
O iPhone 17 Pro Max é o smartphone mais avançado da Apple! Na sua lista de especificações técnicas, podemos destacar a tela Super Retina XDR de 6,9 polegadas, o conjunto de três câmeras (com um sistema Fusion de 48 megapixels nas três lentes) e o processador A19 Pro, além da presença do Controle da Câmera (Camera Control) e do botão de Ação (Action Button).
Se levarmos em conta que o preço tabelado desse modelo aqui no Brasil é de R$13.999 nessa mesma modalidade de pagamento, estamos diante de um desconto de 23%.
Já para quem preferir pagar à vista (também no cartão de crédito), o preço fica ainda melhor: ele cai para R$9.752,31 — um desconto também de 23% em relação ao valor da Apple na mesma modalidade de pagamento, de R$12.599,10.
Todos os descontos de promoções divulgadas pelo MacMagazine são calculados com base nos preços sugeridos pela Apple ou por outras fabricantes. Pode ser que um determinado produto seja comumente encontrado por valores inferiores em redes varejistas, mas a nossa base de comparação é sempre em cima das tabelas oficiais.
Se você não é louco, é claro que gosta de economizar. E, para isso, o MacMagazine tem diversas opções para ajudar você a conseguir comprar o seu produto Apple pagando menos!
NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.
O iPhone 17 recebeu várias melhorias em relação ao seu antecessor, o que fez dele o smartphone perfeito para a grande maioria dos usuários que procura um telefone da Apple.
Entre as suas especificações técnicas, podemos destacar a tela Super Retina XDR de 6,3 polegadas com ProMotion (até 120Hz), o conjunto de duas câmeras (com um sistema Fusion de 48 megapixels nas duas lentes) e o processador A19, além da presença do Controle da Câmera (Camera Control) e do botão de Ação (Action Button).
Se levarmos em conta que o preço tabelado desse modelo aqui no Brasil é de R$9.499 nessa mesma modalidade de pagamento, estamos diante de um desconto de 25%.
Todos os descontos de promoções divulgadas pelo MacMagazine são calculados com base nos preços sugeridos pela Apple ou por outras fabricantes. Pode ser que um determinado produto seja comumente encontrado por valores inferiores em redes varejistas, mas a nossa base de comparação é sempre em cima das tabelas oficiais.
Se você não é louco, é claro que gosta de economizar. E, para isso, o MacMagazine tem diversas opções para ajudar você a conseguir comprar o seu produto Apple pagando menos!
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“O armazenamento do iCloud está quase cheio”. Se você usa iPhone, aposto que leu essa frase nesta semana. Talvez hoje. Ela aparece nos Ajustes, aparece por notificação, aparece quando o backup falha de madrugada… e não desiste nunca. Não é um bug. É, possivelmente, o vendedor mais eficiente que a Apple já contratou.
Nas últimas semanas, escrevi aqui duas matérias medindo produtos da Apple numa moeda que todo mundo entende na pele: horas de trabalho. Vimos quanto custa um Mac depois dos aumentos e quanto custou cada geração de iPhone desde 2007. Mas hardware você paga uma vez e o assunto morre; assinatura, não. Assinatura é um pedágio silencioso: poucos reais por mês, para sempre. E ninguém de fato se dá ao trabalho de fazer essa conta — então eu resolvi fazer.
Os mesmos 5GB desde 2011
Antes dos números, um pouco de contexto. Quando o iCloud nasceu, em outubro de 2011, a Apple deu 5GB gratuitos para cada conta. Era a época do iPhone 4s, de câmera de 8 megapixels e fotos de uns 2,5MB cada. Dava para viver um bom tempo dentro daquele limite.
Quase 15 anos depois, os 5GB continuam exatamente os mesmos. Só que o mundo ao redor deles mudou de tamanho: o iPhone 17 tira fotos de 48MP, grava 4K a 60 quadros — cerca de 400MB por minuto — e sai de fábrica com 256GB. Ou seja, a Apple vende um aparelho com 256GB e dá uma nuvem que corresponde a 2% disso. Um backup básico, sozinho, já não cabe. A caixa ficou pequena de propósito ou só ficou pequena? Guarde essa pergunta.
Quem não aguenta o aviso assina o iCloud+. No Brasil, depois do reajuste de até 33% em 2025, as mensalidades saem por R$5,90 (50GB), R$19,90 (200GB), R$66,90 (2TB) e vão até R$399,90 (12TB).
A conta em horas, plano a plano
A régua é a mesma das matérias anteriores: salário mínimo por hora no Brasil (R$8,50), nos Estados Unidos (piso federal de US$7,25), no Canadá (C$17,60, em Ontário) e em Portugal (5,31€). Cada célula mostra quanto tempo de trabalho um mês de assinatura consome.
Plano
Brasil
EUA
Canadá
Portugal
iCloud+ de 50GB
42min
8min
4min
11min
iCloud+ de 200GB
2h20min
25min
14min
34min
iCloud+ de 2TB
7h52min
1h23min
44min
1h53min
iCloud+ de 12TB
47h
8h16min
4h33min
11h18min
Preços oficiais da Apple em julho de 2026, sempre no plano mensal.
À primeira vista, parece barato — e é justamente assim que uma assinatura funciona. O plano de 50GB custa 42 minutos de trabalho por mês. Quem reclamaria? Mas suba na tabela: o plano de 2TB, o mais comum para quem tem família ou anos de fotos acumuladas, consome quase um dia inteiro de trabalho por mês de um brasileiro de salário mínimo. O mesmo plano custa 44 minutos para um canadense. E o de 12TB beira o surreal: 47 horas mensais — mais de uma semana de expediente, todo mês, só para guardar arquivos.
Vale a comparação com o hardware: nas matérias anteriores, o brasileiro trabalhava de 8 a 12 vezes mais que o americano pelo mesmo iPhone ou iPad. Nos serviços, a distância é menor — cerca de 6 vezes no plano de 2TB —, mas segue aí, firme e forte. Contra o Canadá, a proporção volta às mesmas 10 vezes de sempre. E Portugal repete o papel de meio-termo que já apareceu na conta do hardware: 1h53min pelos mesmos 2TB, 4x menos esforço que o brasileiro — confortável perto de nós, longe do sossego canadense.
O pedágio que nunca acaba
Agora, o detalhe que muda tudo: essa conta não fecha nunca. O iPad de 706 horas dói uma vez; o iCloud cobra todo mês, até o fim dos tempos — ou das suas fotos, o que vier primeiro.
Um ano de iCloud+ de 2TB custa R$802,80 — 94 horas de trabalho, meio mês de expediente por ano. Em 10 anos, são mais de 900 horas: território de iPhone 17, que calculei em 1.006 horas na matéria anterior. Ou seja, guardar as fotos por uma década custa quase o mesmo esforço que comprar o telefone que as tirou.
E tem o degrau seguinte, claro. O Apple One Individual (R$42,90) leva 5 horas mensais de trabalho; o Premium (R$99,90), quase 12 horas — cerca de 140 horas por ano, ¾ de um mês de trabalho anual em assinatura. No fim das contas, o brasileiro de salário mínimo que assina o pacote completo da Apple dedica praticamente um mês do ano só para manter os serviços da Maçã rodando.
Por que a caixa não cresce
Aqui entra o olhar de produto, área em que trabalho há mais de 20 anos. Aquele aviso de armazenamento não é um acidente de percurso: é um funil de conversão dos bons! Ele aparece no momento de maior dor (backup falhou, foto não salvou), oferece a solução a um toque de distância e custa “só” R$5,90. Nenhum vendedor de loja chega perto dessa taxa de conversão.
E o incentivo para manter os 5GB congelados é gigante. Os serviços renderam à Apple US$109,2 bilhões no ano fiscal de 2025, com margem bruta de 75% — o dobro da margem do hardware. Cada pessoa que cede ao aviso vira receita recorrente, previsível e baratíssima de servir. Se os 5GB gratuitos virassem 50GB amanhã, quantos milhões de assinaturas de entrada evaporariam? A Apple sabe a resposta melhor do que ninguém. Tanto que Google (15GB) e Microsoft (5GB, mas com Office no pacote) jogam jogos parecidos — a Apple só joga com a caixa mais apertada do mercado.
Sejamos justos num ponto: nuvem custa dinheiro de verdade (data center, energia, redundância) e o iCloud+ entrega junto recursos como o Retransmissão Privada (Private Relay) e o Ocultar Meu E-mail (Hide My Email). Não é um produto ruim; eu mesmo assino e não pretendo cancelar. O problema não é o plano pago existir, é a versão gratuita ter sido desenhada para não ser suficiente — em 2011, ela era.
No fim, é uma escolha de modelo de negócio — e das mais bem executadas. Só acho saudável que a gente a chame pelo nome. Quando o aviso aparecer de novo aí no seu iPhone — e ele vai aparecer —, lembre que aqueles 42 minutos de trabalho por mês não foram um acaso: foram desenhados, testados e otimizados para esse exato momento. A Apple não vende mais só o telefone. Vende o lugar onde a sua vida digital mora — e cobra o aluguel em dia.
Ou seja, eles se comportam exatamente como mostrado nas capturas de tela da App Store quando acessados de praticamente qualquer lugar do mundo, exceto em terras tupiniquins.
A maioria dos aplicativos é publicada por contas de desenvolvedores com apenas um registro na loja da Maçã. Esses aplicativos também tendem a usar políticas de privacidade semelhantes — ou possuem até mesmo políticas idênticas.
Ao aprofundar sua investigação, a reportagem encontrou um repositório público no GitHub contendo instruções para um agente de IA criar aplicativos simples, com código criado por meio de vibe coding, que servem como fachada para as plataformas de apostas.
As instruções exigem que cada aplicativo inclua de três a cinco interfaces visíveis, use um nome comercial e um ícone com tema animal (um dragão, boi, coelho, rato ou tigre) e suporte roteamento controlado remotamente para o aplicativo local, uma página da web dentro do aplicativo ou um site externo.
Elas também afirmam que os aplicativos devem ser construídos em torno de conceitos simples e imediatamente compreensíveis, com uma marca clara e várias áreas de recursos proeminentes, mas suficientemente diferentes entre si para parecerem produtos separados.
O repositório também inclui instruções explícitas destinadas a impedir que os aplicativos sejam sinalizados como suspeitos durante a revisão da App Store. Isso inclui atribuir a cada aplicativo códigos de inicialização e configuração remota com nomes exclusivos, dificultando a identificação deles como parte do mesmo grupo pelos revisores.
O método para burlar as diretrizes de revisão de apps da Apple tem funcionado, já que o próprio sistema de recomendação da App Store direciona os usuários para outros aplicativos suspeitos com mais frequência do que para aplicativos genuínos.
Procurada, a Apple ainda não comentou as descobertas da reportagem.
La pérdida acelerada de biodiversidad en uno de los ecosistemas más ricos del planeta está alterando el comportamiento de los mosquitos forestales, que empiezan a picar con mayor frecuencia a las personas incluso cuando existen otras presas disponibles.
El avance de la deforestación y la fragmentación de los bosques tropicales no solo transforma el paisaje: también modifica las relaciones más básicas entre especies. En Brasil, uno de los países con mayor diversidad biológica del mundo, científicos han detectado un cambio preocupante en la conducta de los mosquitos que habitan los restos del Bosque Atlántico. Estos insectos, tradicionalmente asociados a una amplia variedad de animales silvestres, están recurriendo cada vez más a la sangre humana como fuente principal de alimento.
El hallazgo procede de una investigación reciente publicada en la revista científica Frontiers in Ecology and Evolution, que analizó con detalle qué especies están picando los mosquitos en áreas forestales degradadas del estado de Río de Janeiro. Los resultados apuntan a una tendencia clara: incluso en entornos donde aún sobreviven anfibios, aves y mamíferos, los mosquitos optan de forma desproporcionada por los seres humanos. El fenómeno, advierten los autores, no es anecdótico y podría tener implicaciones directas para la salud pública.
Un ecosistema fragmentado bajo presión
El Bosque Atlántico brasileño es uno de los grandes puntos calientes de biodiversidad del planeta. Durante siglos albergó una enorme variedad de especies, muchas de ellas endémicas. Sin embargo, la expansión urbana, la agricultura intensiva y las infraestructuras han reducido este ecosistema a fragmentos aislados que, en conjunto, representan apenas una parte del bosque original.
En ese contexto de presión ambiental se desarrolló el estudio liderado por investigadores brasileños especializados en entomología y ecología de enfermedades. El trabajo se llevó a cabo en dos áreas protegidas del estado de Río de Janeiro, Sítio Recanto Preservar y la Reserva Ecológica del Río Guapiaçu, dos enclaves que conservan restos significativos de vegetación nativa, pero rodeados por zonas habitadas y explotadas por el ser humano.
Para evaluar el comportamiento alimentario de los mosquitos, el equipo instaló trampas de luz durante la noche, un método habitual para atraer a estos insectos. A lo largo del muestreo se capturaron 1 714 mosquitos pertenecientes a 52 especies diferentes. De ellos, 145 hembras presentaban el abdomen lleno de sangre, lo que indicaba que se habían alimentado recientemente.
El análisis de la sangre revela una preferencia inesperada
El siguiente paso fue determinar de qué animales procedía esa sangre. Aunque suele asumirse que los mosquitos forestales se alimentan de una gran diversidad de vertebrados, especialmente en ecosistemas ricos, los datos obtenidos ofrecieron una imagen distinta. Solo en 24 muestras fue posible identificar con precisión el origen del alimento, pero el resultado fue contundente: 18 correspondían a sangre humana.
“Mostramos que los mosquitos capturados en fragmentos del Bosque Atlántico presentan una clara preferencia por alimentarse de sangre humana”, explica el biólogo Jeronimo Alencar, uno de los autores principales del estudio. Según el investigador, este patrón resulta llamativo porque contradice la expectativa de una dieta más variada en un entorno con múltiples hospedadores potenciales.
Para identificar el origen de la sangre, los científicos recurrieron a una técnica de análisis genético basada en la amplificación de un fragmento específico de ADN. Ese segmento funciona como una especie de código de barras biológico que permite distinguir entre especies animales al compararlo con bases de datos internacionales. Gracias a este método, los investigadores pudieron confirmar no solo la presencia de sangre humana, sino también restos procedentes de anfibios, aves, cánidos y roedores.
Picaduras múltiples y contactos cruzados
El análisis reveló además que algunos mosquitos habían ingerido sangre de más de una especie. En un ejemplar de Coquillettidia venezuelensis, por ejemplo, se detectó una mezcla de sangre humana y de anfibios. En otros casos, como en Coquillettidia fasciolata, predominaba la sangre de aves combinada con la de otros vertebrados.
Este tipo de resultados sugiere que los mosquitos pueden interrumpir una picadura y continuar alimentándose en otro hospedador, o bien realizar varias tomas consecutivas durante un mismo periodo de actividad. Desde el punto de vista epidemiológico, este comportamiento es especialmente relevante, ya que facilita el salto de patógenos entre especies distintas.
Los autores subrayan que el número limitado de muestras identificables no resta valor al patrón observado. Al contrario, consideran que la alta proporción de sangre humana detectada refuerza la hipótesis de que el entorno degradado está influyendo de manera directa en las decisiones alimentarias de los mosquitos.
¿Por qué los humanos se vuelven la presa principal?
El estudio no se limita a describir el fenómeno, sino que explora posibles explicaciones. El comportamiento de los mosquitos, señalan los investigadores, es el resultado de una combinación de factores genéticos y ambientales. Algunas especies pueden tener preferencias innatas por determinados hospedadores, pero la disponibilidad y la cercanía juegan un papel decisivo.
En los fragmentos de bosque cada vez más pequeños, muchas especies animales desaparecen o reducen drásticamente sus poblaciones. Al mismo tiempo, la presencia humana aumenta, ya sea por asentamientos permanentes, actividades agrícolas o turismo. “Con menos opciones naturales, los mosquitos se ven obligados a buscar otras fuentes de alimento”, señala Sergio Machado, investigador en microbiología e inmunología de la Universidad Federal de Río de Janeiro y coautor del trabajo. “Por simple disponibilidad, los humanos se convierten en el hospedador más frecuente”.
Esta interacción creciente entre mosquitos y personas no es solo una molestia. En regiones tropicales, muchas de las especies analizadas son conocidas por su capacidad para transmitir virus y otros patógenos. El cambio en los patrones de picadura puede, por tanto, alterar la dinámica de las enfermedades infecciosas.
Un riesgo creciente para la salud pública
En el área estudiada circulan virus como el de la fiebre amarilla, el dengue, el Zika, el chikungunya o el Mayaro, entre otros. No todos los mosquitos están infectados ni todas las picaduras derivan en enfermedad, pero el aumento del contacto entre insectos y humanos incrementa la probabilidad de transmisión.
Machado advierte que “en un entorno con gran diversidad de vertebrados, una preferencia marcada por los humanos eleva de forma significativa el riesgo de que los patógenos salten de un hospedador a otro y se propaguen con mayor rapidez”. Desde esta perspectiva, la pérdida de biodiversidad no solo empobrece los ecosistemas, sino que también puede favorecer escenarios más propicios para brotes epidémicos.
La investigación, difundida también a través de un comunicado científico en EurekAlert!, insiste en que estos cambios no deben interpretarse como un fenómeno aislado. Se trata de una señal de que el equilibrio ecológico está siendo alterado a varios niveles, con consecuencias que trascienden el ámbito ambiental.
Limitaciones y nuevas preguntas abiertas
Los propios autores reconocen que el estudio tiene limitaciones. Solo una fracción de los mosquitos capturados contenía sangre identificable, y las técnicas actuales aún presentan dificultades para analizar muestras mezcladas o degradadas. Aun así, consideran que los resultados justifican la necesidad de ampliar este tipo de investigaciones en otras regiones y con metodologías más avanzadas.
Comprender con mayor precisión qué especies pican a los humanos, en qué momentos y bajo qué condiciones ambientales, puede ser clave para diseñar estrategias de vigilancia y control más eficaces. En lugar de enfoques generalistas, los científicos proponen sistemas de monitoreo adaptados a las características ecológicas de cada zona.
Alencar destaca que “si sabemos que en determinados fragmentos forestales los mosquitos recurren con mayor frecuencia a las personas, podemos anticiparnos y reforzar las medidas preventivas”. Esto incluye desde campañas de información hasta programas de control vectorial que tengan en cuenta el impacto sobre el ecosistema y no se limiten a la eliminación indiscriminada de insectos.
Biodiversidad, un escudo invisible
Más allá de los mosquitos, el estudio pone de relieve un mensaje más amplio: la biodiversidad actúa como una barrera natural frente a la propagación de enfermedades. Cuando los ecosistemas se simplifican y pierden especies, las interacciones se vuelven más directas y, a menudo, más peligrosas para el ser humano.
La creciente dependencia de los mosquitos de la sangre humana en los bosques degradados del sureste brasileño es un ejemplo concreto de cómo los cambios ambientales pueden tener efectos inesperados. Lo que comienza como una alteración del hábitat termina influyendo en la salud y el bienestar de las poblaciones humanas que viven en contacto con esos entornos.
En ese sentido, los investigadores subrayan que proteger los ecosistemas no es solo una cuestión de conservación de la naturaleza, sino también una inversión en prevención sanitaria. Mantener bosques funcionales y diversos reduce la probabilidad de que los mosquitos y otros vectores concentren su actividad en un único hospedador.
El trabajo publicado en Frontiers in Ecology and Evolution aporta así una nueva pieza al complejo rompecabezas que conecta la degradación ambiental con la aparición y expansión de enfermedades. Un recordatorio de que, en un mundo cada vez más interconectado, la salud humana y la salud de los ecosistemas son, en realidad, dos caras de la misma moneda.
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