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ONU faz alerta urgente sobre El Niño e eventos climáticos extremos

3 June 2026 at 02:50
El Niño avança e pode intensificar calor, secas e chuvas extremas no mundo. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)

O planeta pode estar prestes a enfrentar mais um período marcado por ondas de calor intensas, secas prolongadas e chuvas extremas. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta que as condições para o desenvolvimento do El Niño estão se fortalecendo rapidamente no Oceano Pacífico, elevando o risco de impactos climáticos significativos em diversas regiões do mundo.

O fenômeno é conhecido por alterar a circulação atmosférica global e influenciar padrões de temperatura e precipitação. Embora seja um processo natural do sistema climático terrestre, seus efeitos podem se tornar mais severos em um mundo que já enfrenta temperaturas recordes devido ao aquecimento global. Entre os principais impactos esperados estão:

  • Aumento da frequência de ondas de calor;
  • Maior risco de secas em determinadas regiões;
  • Intensificação de chuvas fortes e enchentes em outras áreas;
  • Alterações na agricultura, nos recursos hídricos e na produção de energia.

Um oceano mais quente acende o sinal de alerta

Os dados mais recentes indicam que as águas superficiais do Pacífico equatorial estão aquecendo de forma consistente, um dos principais sinais associados ao início do El Niño. Além disso, medições realizadas abaixo da superfície do oceano mostram temperaturas muito acima da média histórica, reforçando a tendência observada pelos modelos climáticos.

Esse cenário aumenta significativamente a probabilidade de o fenômeno se consolidar nos próximos meses. As projeções também sugerem que ele poderá atingir intensidade moderada ou até forte, ampliando sua capacidade de influenciar o clima em escala global.

Por que os efeitos podem ser mais intensos atualmente?

Embora não existam evidências de que as mudanças climáticas aumentem diretamente a frequência dos episódios de El Niño, os especialistas apontam que um planeta mais quente cria condições favoráveis para impactos mais severos.

Em outras palavras, oceanos e atmosfera aquecidos armazenam mais energia e umidade. Como resultado, eventos extremos tendem a apresentar maior intensidade, potencializando riscos para populações, infraestrutura e ecossistemas.

Setores estratégicos devem se preparar

As previsões indicam temperaturas acima da média em grande parte do planeta durante os próximos meses. Dessa forma, governos e setores econômicos precisam reforçar medidas de adaptação e monitoramento.

Áreas como agricultura, gestão de recursos hídricos, saúde pública e energia estão entre as mais vulneráveis às oscilações provocadas pelo fenômeno. Além disso, sistemas de alerta precoce desempenham papel fundamental para reduzir danos e aumentar a capacidade de resposta diante de eventos extremos.

À medida que novas atualizações climáticas forem divulgadas, especialistas continuarão acompanhando a evolução do fenômeno. Enquanto isso, a preparação antecipada surge como uma das principais ferramentas para enfrentar os desafios que o próximo El Niño poderá trazer.

Canal Ciência brilha no estande do Ibict durante Festival da Ciência pelo Clima

18 November 2025 at 14:22
Nos dias 14 e 15 de novembro, foi realizado no Rio de Janeiro o Festival da Ciência pelo Clima. A Quinta da Boa Vista foi o local escolhido para fomentar a conscientização ambiental e a popularização da ciência. E em meio às diversas atrações, o estande do Ibict, com a participação do Canal Ciência, brilhou […]

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Árvores podem reduzir o calor urbano em até 18°C, revela estudo

2 June 2026 at 06:00
Árvores certas podem reduzir o calor urbano em até 18°C, mostra estudo. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)

À medida que as ondas de calor se tornam mais frequentes e intensas, muitas cidades apostam no plantio de árvores como uma das principais estratégias para melhorar a qualidade de vida da população. No entanto, uma nova pesquisa indica que o sucesso dessa solução depende de um fator frequentemente ignorado: o tipo e a disposição da vegetação.

O estudo comparou ambientes urbanos em diferentes regiões do mundo e concluiu que apenas aumentar a quantidade de árvores nem sempre garante maior conforto térmico. Em alguns casos, um planejamento inadequado pode até reduzir parte dos benefícios esperados. Entre as principais descobertas estão:

  • Árvores podem diminuir o calor percebido em mais de 18°C em determinadas condições;
  • A combinação de árvores, arbustos e vegetação rasteira costuma gerar melhores resultados;
  • Umidade e circulação do ar influenciam diretamente a eficácia do resfriamento;
  • Estratégias eficientes variam conforme o clima local.

O calor das cidades vai além da temperatura do ar

Quando pensamos em calor urbano, geralmente imaginamos apenas a temperatura registrada pelos termômetros. Entretanto, a sensação térmica é influenciada por diversos fatores, incluindo radiação solar, superfícies aquecidas, umidade e ventilação.

Nas cidades, materiais como concreto, asfalto e vidro absorvem grandes quantidades de energia ao longo do dia e liberam esse calor gradualmente. Esse fenômeno, conhecido como ilha de calor urbana, faz com que áreas densamente construídas permaneçam quentes mesmo após o pôr do sol.

Por isso, a presença de sombra e vegetação desempenha um papel fundamental na redução do desconforto térmico.

Quando diferentes plantas trabalham juntas

Os pesquisadores analisaram ambientes urbanos em Melbourne, Munique e Hong Kong, cidades com características climáticas bastante distintas. Em vez de utilizar apenas simulações computacionais, a equipe realizou medições diretamente em ruas, parques e áreas verdes.

Os resultados mostraram que os melhores desempenhos geralmente ocorreram em locais com vegetação em camadas, formada por árvores, arbustos e cobertura vegetal rasteira.

Esse conjunto cria múltiplas barreiras contra a radiação solar, reduzindo o aquecimento das superfícies e melhorando o microclima urbano. Em algumas áreas, a redução do estresse térmico foi expressiva, tornando os espaços muito mais confortáveis para os pedestres.

Mais verde nem sempre significa mais conforto

Apesar dos benefícios, o estudo também revelou que o excesso de vegetação pode gerar efeitos indesejados dependendo do ambiente.

Em regiões muito úmidas, por exemplo, a vegetação densa pode aumentar a quantidade de vapor d’água no ar, intensificando a sensação de abafamento. Já em ruas estreitas, plantas mal posicionadas podem dificultar a circulação dos ventos e reter calor próximo ao solo.

Esses resultados mostram que não existe uma fórmula universal para todas as cidades. O planejamento urbano precisa considerar fatores como clima, largura das vias, orientação solar e fluxo de ar. Mais do que plantar árvores, o desafio do futuro será criar infraestruturas verdes inteligentes, capazes de equilibrar sombra, ventilação e conforto térmico. Em um mundo cada vez mais quente, a escolha das espécies e do desenho dos espaços verdes pode fazer toda a diferença para a saúde e o bem-estar da população.

Microplásticos saem da esponja durante a lavagem de louça, aponta estudo

1 June 2026 at 21:50
Sua esponja pode liberar microplásticos diariamente sem que você perceba. (Imagem: atlasstudio via Canva)

Um hábito presente em praticamente todas as casas acaba de ganhar atenção da ciência. Pesquisadores descobriram que as esponjas de cozinha liberam pequenas partículas plásticas à medida que se desgastam durante o uso. Embora a quantidade emitida por uma única pessoa pareça modesta, o efeito coletivo pode representar centenas de toneladas de microplásticos lançadas no ambiente todos os anos.

O estudo, publicado na revista Environmental Advances, analisou diferentes tipos de esponjas utilizadas em condições reais de uso doméstico. Os resultados ajudam a compreender uma fonte pouco discutida de poluição e trazem informações importantes para consumidores preocupados com sustentabilidade. Entre as principais conclusões da pesquisa estão:

  • Todas as esponjas avaliadas liberaram microplásticos ao longo do uso;
  • Modelos com maior quantidade de plástico apresentaram emissões mais elevadas;
  • O impacto ambiental total da lavagem manual de louça está mais relacionado ao consumo de água do que aos microplásticos;
  • Pequenas mudanças de hábito podem reduzir significativamente os impactos ambientais.

O desgaste invisível que acontece todos os dias

Durante a lavagem de pratos, copos e talheres, as fibras da esponja sofrem atrito constante. Com o passar do tempo, fragmentos microscópicos se desprendem e seguem pelo sistema de esgoto. Para medir esse processo, os pesquisadores combinaram experimentos laboratoriais com observações feitas por famílias da Alemanha e da América do Norte.

As esponjas foram pesadas antes e depois do uso para determinar a quantidade de material perdida. Além disso, testes automatizados reproduziram as condições enfrentadas pelas esponjas durante a limpeza diária.

Os resultados indicaram que uma pessoa pode liberar entre aproximadamente 0,68 grama e 4,21 gramas de microplásticos por ano, dependendo do tipo de esponja utilizada. Embora pareça pouco, a soma dessas emissões em milhões de residências se torna relevante do ponto de vista ambiental.

O verdadeiro protagonista do impacto ambiental

Apesar da preocupação crescente com os microplásticos, a pesquisa identificou outro fator muito mais importante: o consumo de água.

A análise do ciclo de vida mostrou que entre 85% e 97% do impacto ambiental associado à lavagem manual de louça está relacionado à quantidade de água utilizada. Em outras palavras, reduzir o desperdício de água gera benefícios ambientais muito maiores do que apenas trocar o tipo de esponja.

Ainda assim, os cientistas destacam que optar por modelos com menor teor de plástico e prolongar sua vida útil também são medidas positivas. Dessa forma, é possível diminuir tanto o consumo de recursos quanto a liberação de partículas plásticas no ambiente.

O estudo reforça que ações simples dentro de casa podem contribuir para a preservação dos ecossistemas. Ao mesmo tempo, evidencia que o uso consciente da água continua sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir nossa pegada ambiental no dia a dia.

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