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Review: usando o app Notability no iPad com o Apple Pencil

Existem diversos aplicativos de notas, dos mais variados estilos e para todos os gostos: desde aqueles baseados em bancos de dados ou mapas mentais, até simples processadores de texto. Entre eles, há os apps de notas livres, que procuram simular um caderno ou fichário não só para tornar a interface familiar, como também para alcançar usuários que desejam usufruir de uma ferramenta de escrita à mão.

Esse é o caso de um dos apps mais populares nesse meio: o Notability, sobre o qual trataremos neste artigo. Mais especificamente, exporei minhas experiências utilizando-o com o Apple Pencil (de primeira geração) e um iPad (9ª geração).

Interface e personalização

Um dos aspectos que mais me agradou no aplicativo foi sua interface simples e intuitiva. Ele oferece diversos temas e combinações de cores que agradarão aos cromófilos, mas gostei bastante do visual padrão/básico, tanto no modo claro quanto no escuro.

A página inicial é bem organizada e, após a versão 16, ficou ainda melhor. Antes, a organização era feita por Subjetos (uma tradução bastante infeliz para Subjects) e Divisores. Agora, tudo foi simplificado para pastas e subpastas. A funcionalidade continua exatamente a mesma, mas a nova organização é muito mais intuitiva e fácil de compreender. Além disso, cada pasta recebe uma cor diferente, o que deixa tudo mais organizado e agradável visualmente.

Na barra lateral esquerda ficam as configurações, a busca, todas as suas notas e a Galeria, onde é possível encontrar templates disponibilizados tanto pela comunidade quanto pela própria equipe do Notability.

Na seção Notas, todas ficam reunidas e podem ser filtradas por Recentes, Favoritos e Não arquivados. Tanto ali quanto dentro das pastas, é possível ordenar as notas por data de modificação, data de criação ou nome. Apenas senti falta da possibilidade de reorganizá-las manualmente.

Partindo para o que realmente importa: a nota. Nela, a personalização é ainda maior. Ao criar uma nova nota, você pode começar com a folha em branco ou optar por diferentes cores e layouts. O app sugere alguns: linha, grelha e ponto (isto é, pautado, quadriculado ou pontilhado), mas também é possível escolher alguns dos modelos disponíveis na Galeria ou enviar o seu próprio em Meus Modelos » Importar.

O aplicativo ainda permite definir um modelo padrão para todas as novas notas. Como essa opção não é muito fácil de encontrar, seguem as instruções: na página inicial, vá em configurações (engrenagem no topo) e depois em Editor de Notas » Modelo. Escolha então uma das opções do app — ou crie o seu próprio em Meus Modelos.

O único detalhe é que não existe uma opção para transformar uma nota já existente em modelo. Se quiser, será preciso exportá-la e importá-la como PDF ou imagem — um processo que poderia ser muito mais simples se tivesse uma opção como “Adicionar aos Modelos” (sigo esperançosa de que a equipe implemente isso a qualquer momento).

A barra de ferramentas — que, inicialmente, aparece no topo da nota — também é bastante personalizável. Os itens nela podem ser reorganizados, duplicados ou ocultados, e a própria barra pode ser movida para qualquer canto da tela: esquerda, direita ou parte inferior. Dependendo da forma como você segura o iPad ou escreve, basta arrastá-la para que ela deixe de atrapalhar a visualização da página.

Por fim, há uma pequena barra discreta com comandos para desfazer, refazer e compartilhar, além de acesso às configurações, à visualização das páginas e ao recurso Learn, sobre o qual falarei mais adiante.

No dia a dia, a simplicidade da interface ajuda a manter o foco no conteúdo, sem distrações. Ao mesmo tempo, usuários novos talvez levem algum tempo para descobrir alguns recursos mais avançados, já que certas opções ficam escondidas em menus pouco intuitivos.

Principais recursos

Para quem não é fã do modelo de assinaturas, é fácil torcer o nariz inicialmente. No entanto, desde que comecei a usá-lo, em 2023, o aplicativo evoluiu bastante.

Além de aprimorar ferramentas já existentes, a equipe passou a lançar atualizações frequentes — principalmente na área de inteligência artificial, sinal de que os desenvolvedores se esforçam para entregar uma experiência cada vez melhor. Antes de falar da IA, porém, vale conhecer os recursos que fazem parte da experiência básica.

Ferramentas fundamentais

No básico, o Notability faz muito bem o que se propõe. A escrita é feita por meio de três ferramentas principais: lápis, caneta e marcador. Todas permitem modificar cor e espessura, enquanto as duas últimas também oferecem estilos como linha contínua, tracejada ou pontilhada, além de diferenciação de pressão.

A princípio, o app sugere algumas cores, mas é possível escolher qualquer uma no seletor de cor (com suporte a códigos hexadecimais) e salvá-la para que permaneça na sua paleta.

Naturalmente, você também encontra uma borracha, que pode apagar apenas uma área específica ou remover automaticamente um traço inteiro.

Além da escrita manual, o Notability permite inserir textos digitados em qualquer ponto da página, com opções básicas de formatação, como títulos, negrito, itálico, hiperlinks e listas.

Nos meus testes, copiar e colar textos funcionou bem na maior parte do tempo. Encontrei apenas um comportamento curioso ao importar conteúdos do Canva: a ordem dos elementos foi alterada, o título acabou sendo enviado para o final do texto e as listas perderam seus marcadores; fora isso, funcionou corretamente.

Entre todos os recursos tradicionais do aplicativo, talvez o Zoom seja um dos mais engenhosos. Ao ativá-lo, uma pequena janela delimita a região da página em que você está escrevendo, enquanto uma área ampliada aparece na parte inferior da tela. Isso permite escrever em tamanho reduzido sem perder precisão nem precisar aumentar constantemente o zoom da página.

O bacana é que o recurso acompanha automaticamente a escrita. Conforme você avança, a janela também avança; ao chegar ao final da linha, ela passa para a seguinte sem que seja necessário mover a página manualmente. Para quem precisa de agilidade nas anotações (como em uma aula, por exemplo), isso torna a escrita surpreendentemente fluida.

Além dessas funções, o aplicativo oferece régua, ponteiro laser, fita adesiva, multimídia e gravação de áudio.

A régua funciona exatamente como esperado: basta posicioná-la sobre a página e desenhar próximo dela para que o traço seja automaticamente alinhado. Vale chamar atenção para apenas um detalhe importante: ela serve para criar linhas e formas retas, não como apoio para melhorar a caligrafia.

Já o ponteiro laser foi pensado para apresentações. É possível escolher diferentes cores e decidir se o ponteiro deixa ou não um rastro durante o movimento.

A fita adesiva é outro recurso simples, mas extremamente útil. Ela funciona como um marca-texto que esconde o conteúdo abaixo dele até ser tocado. Na prática, isso pode ser interessante para estudantes testarem seus conhecimentos: ao esconder informações, podem forçar o cérebro a lembrar o que está embaixo da fita e depois verificar se acertaram.

Na ferramenta Multimídia, o Notability permite inserir fotos na hora, imagens da galeria, GIFs, adesivos personalizados (que você pode criar e salvar, ou escolher em uma vasta galeria) e notas adesivas (Post-its). Gostei especialmente da implementação do último: quando você escreve sobre eles, o texto passa a fazer parte da nota adesiva, permitindo redimensioná-la ou movê-la sem deformar o conteúdo.

Embora o aplicativo aceite GIFs animados, ainda não é possível inserir vídeos diretamente nas notas. Como alternativa, ao adicionar uma URL, o Notability oferece o recurso “Criar recorte da Web” (“web clip”), que cria rapidamente uma captura da página vinculada. Assim, uma miniatura da página é adicionada como referência dentro da nota.

Por fim, uma funcionalidade bastante prática é a possibilidade de duplicar (ou remover) ferramentas. Em vez de trocar de cor ou espessura sempre que precisar, manter várias canetas já configuradas na barra de ferramentas traz mais praticidade, então você apenas alterna com um toque. Toda essa barra também pode ser reorganizada conforme sua preferência, escondendo recursos que você utiliza menos.

Gravação e recursos de IA

Desde que comecei a usar o Notability, nenhum aspecto evoluiu tanto quanto seus recursos de inteligência artificial. A gravação de áudio, que já era uma ferramenta excelente, se tornou um conjunto bastante completo de funcionalidades graças à IA.

Inicialmente, o recurso captava o áudio juntamente com a sua escrita. Depois, ao reproduzir a gravação, os manuscritos vão “ganhando cor” conforme aquele trecho do áudio é reproduzido. Na prática, isso facilita muito revisões de aulas ou reuniões, porque fica fácil localizar exatamente o contexto em que determinada anotação foi feita.

Depois, o recurso passou a oferecer também transcrição automática dos áudios. Nos meus testes, ela funcionou bem na maior parte do tempo, embora ainda apresente algumas dificuldades com nomes próprios ou trechos extraídos de vídeos e outras fontes externas.

Com a chegada do Notability Learn, conjunto de recursos de IA do app, as gravações foram levadas a um outro nível. No plano Pro, a transcrição pode acontecer em tempo real (Live Transcript), o que funcionou bem até com mais de um idioma sendo falado. Curiosamente, quando a gravação termina, o aplicativo escolhe apenas um idioma principal para gerar a transcrição final, ignorando os demais. É um detalhe pequeno, mas que pode fazer diferença para quem participa de reuniões ou aulas bilíngues.

Mas a IA vai muito além da transcrição. Com o Learn, o app analisa o conteúdo completo da nota (incluindo áudio, escrita à mão, textos digitados e PDFs importados) para gerar automaticamente resumos, flashcards, questionários, exercícios de preencher lacunas e atividades de associação (Mix & Match). Para quem estuda, isso é extremamente prático; mesmo que dê para fazer algo similar utilizando um chatbot de IA externo, estar tudo integrado nele é um grande diferencial.

Outro recurso interessante são as Smart Notes. Diferentemente dos resumos tradicionais, que são gerados depois da gravação, elas podem ser produzidas em tempo real a partir da transcrição, organizando automaticamente os principais tópicos da conversa. Gostei também da possibilidade de escolher em qual idioma essas notas serão exibidas — algo que pode ser bastante útil para quem estuda outras línguas.

O pacote inclui ainda o recurso Chat with your note (Converse com sua nota), que permite fazer perguntas sobre qualquer conteúdo presente naquela nota. A IA responde utilizando apenas as informações contidas ali, sem recorrer à internet ou a fontes externas.

Nos meus testes, o recurso funcionou muito bem para revisar conteúdos, embora ainda tenha algumas limitações importantes: o histórico das conversas não é sincronizado entre dispositivos e cada conversa fica restrita a uma única nota.

Outro recurso bastante útil são os Action Items. A IA consegue identificar tarefas automaticamente tanto a partir das gravações quanto do conteúdo escrito na nota, reunindo tudo em uma lista organizada. Testei o recurso em português e em inglês, e ele funcionou bem em ambos os idiomas.

Minha principal crítica ao conjunto de ferramentas de IA é a falta de edição. Se a transcrição estiver errada ou se um item de ação não fizer sentido, não há como corrigir. O mesmo vale para resumos, flashcards e questionários gerados automaticamente. Atualmente, a única alternativa é copiar o conteúdo para dentro da nota e editá-lo manualmente.

Por fim, vale mencionar que as gravações podem ser exportadas tanto junto com a nota (em PDF, incluindo os arquivos de áudio) quanto separadamente, no formato M4A.

Menções honrosas (e muito boas)

Há recursos do Notability que raramente aparecem nos reviews, mas que, no dia a dia, acabaram fazendo uma diferença enorme para mim! O primeiro deles foi uma surpresa bastante agradável: a barra lateral “escondida”.

Enquanto você está em uma nota, um gesto simples de arrastar do canto esquerdo para o centro revela uma barra lateral com toda a sua biblioteca de notas — você navega entre elas sem sair da página atual. Mais interessante ainda é que, ao arrastar uma dessas notas para a área principal, o Notability abre automaticamente uma visualização em tela dividida (split view) dentro do próprio aplicativo, sem depender do multitarefa do iPadOS. Isso facilita bastante consultar uma anotação enquanto escreve em outra ou copiar informações entre documentos.

Outro recurso que merece destaque é a busca inteligente. Ela localiza textos digitados, manuscritos e até conteúdo presente em PDFs importados. Os resultados aparecem organizados por nota e, ao abrir qualquer um deles, o aplicativo já destaca automaticamente o trecho encontrado. Mesmo com uma biblioteca grande de documentos, a busca permaneceu rápida durante meus testes.

Para quem deseja utilizar o Notability no iPad como ferramenta de estudos, duas novidades recentes também são maravilhosas. A primeira é o suporte aos sumários de PDFs. Sempre que um documento possui um índice incorporado, o aplicativo passa a exibi-lo automaticamente, facilitando bastante a navegação por materiais mais longos.

A segunda são as Sessões de Estudo, um temporizador inspirado na técnica Pomodoro integrado diretamente ao aplicativo. É um recurso simples, mas que gostei muito de ver incorporado ao fluxo de estudos, já que evita a necessidade de recorrer a aplicativos externos para controlar o tempo de foco.

Por fim, dois pequenos detalhes que talvez passem despercebidos, mas fazem diferença depois de algum tempo de uso. O primeiro é o gesto de desfazer e refazer utilizando dois e três dedos, respectivamente — algo familiar para quem usa aplicativos como o Procreate e do qual sempre sinto falta quando uso o Pencil com o Notas (Notes).

O segundo é a possibilidade de ocultar completamente a barra de status do iPad, removendo relógio, bateria e outros indicadores da tela. Pode parecer um detalhe bobo, mas ajuda a criar uma sensação maior de imersão durante a escrita (e eliminar distrações).

Apple Pencil: experiência real

Utilizei o Notability com um Apple Pencil de primeira geração em um iPad de 9ª geração, então toda a minha experiência parte dessa combinação. Porém, se você tiver um dos modelos mais recentes, como o Pencil de segunda geração ou o modelo Pro, certamente aproveitará ainda mais o app com recursos como o toque duplo, o gesto de apertar, feedback tátil e o Cursor (hover), todos compatíveis com o app. Infelizmente, não tive como testá-los.

No que eu pude testar, o desempenho foi excelente com o lápis da Apple. A resposta é fluida e precisa, com latência baixa o suficiente para a escrita parecer natural. A rejeição de palma funciona muito bem, possibilitando apoiar a mão na tela tranquilamente sem se preocupar com toques acidentais ou interrupções durante a escrita.

A sensibilidade à pressão também merece elogios. Além de funcionar com o modo caneta e marcador, no modo lápis o app reconhece a inclinação do Apple Pencil, simulando o efeito esfumaçado e produzindo sombreados com pressões variadas.

Com isso, mesmo que o foco do aplicativo não seja ilustrações, ele atende muito bem quem precisa fazer pequenos desenhos para complementar as anotações.

“Pencil sobre tela”, uma contribuição do meu marido

Outro recurso bacana é a conversão de escrita à mão. Por padrão, o aplicativo utiliza o idioma definido no dispositivo para reconhecer o texto, mas permite baixar pacotes de outros idiomas e escolhê-los manualmente durante a conversão — o que abre possibilidades interessantes para quem estuda línguas.

Gostei especialmente da forma como o processo foi implementado: antes de substituir a escrita manuscrita, o Notability mostra uma prévia com o texto reconhecido, permitindo revisar o resultado antes de confirmar a alteração. Testei convertendo textos em coreano e reconheceu bem. A única questão que encontrei foi o tamanho da fonte gerada; o app não preservou a escala original e a conversão ficou com um texto pequeno demais, mas é possível aumentar o tamanho depois, se você quiser.

Com as fórmulas matemáticas, o desempenho permaneceu o mesmo, bastante satisfatório. Pode ser uma verdadeira mão na roda para estudantes de exatas.

As funções e recursos do app são notáveis por si só (tanto que a empresa está disponibilizando vários desses gratuitamente na web). Entretanto, não há dúvidas de que a maior parte da experiência positiva vem do uso juntamente com o iPad e um lápis (ou caneta), seja o da Apple ou qualquer outra disponível no mercado.

Importação, exportação e compartilhamento

Embora o Notability seja voltado principalmente para anotações manuscritas, ele também faz um bom trabalho na importação e exportação de arquivos, oferecendo compatibilidade com diversos formatos.

Existem várias maneiras de importar documentos. É possível utilizar o menu de compartilhamento do iPadOS, arrastar arquivos diretamente para o aplicativo ou, em sua tela inicial, pressionar e segurar o botão “+ Nova” para acessar a opção de importação e escolher a origem do arquivo.

O aplicativo aceita imagens, PDFs, apresentações do PowerPoint e Keynote, além de planilhas do Excel. No caso das apresentações e planilhas, o conteúdo é convertido automaticamente em PDF, e funciona como uma espécie de template, permitindo que você faça anotações diretamente sobre ele.

Com imagens, porém, a experiência é um pouco diferente. Quando importadas para servir como modelo de página, elas aparecem pequenas e posicionadas no canto superior esquerdo da nota. Para utilizá-las como fundo, é preciso ajustar manualmente o tamanho usando a opção “Ajustar à página”. Se a intenção for usá-las como plano de fundo da nota, vale usar a opção de bloquear elemento para evitar que ela seja movida acidentalmente durante a escrita.

Quando a imagem é inserida como um elemento dentro de uma nota já existente, o comportamento é melhor: ela pode ser posicionada livremente e redimensionada normalmente, como seria esperado.

Na exportação, o Notability oferece praticamente todas as opções que se espera de um aplicativo desse tipo. As notas podem ser exportadas no formato nativo do aplicativo (NTB), em PDF, PNG ou JPEG. Também é possível incluir as gravações de áudio durante a exportação, que são salvas em arquivos M4A.

Outro recurso proveitoso é o compartilhamento por meio de links públicos — traduzido de maneira esquisita pelo aplicativo como Hiperligação. Ao gerar esse link, qualquer pessoa pode visualizar a nota diretamente pelo navegador, sem precisar ter uma conta no Notability. Expandindo ainda mais esse recurso, o app recentemente também passou a oferecer edição colaborativa em tempo real, ótima notícia para quem gostaria de utilizá-lo em grupo.

Naturalmente, continuam disponíveis as opções tradicionais de compartilhamento do iPadOS, permitindo enviar notas por email ou salvá-las em serviços como iCloud, Google Drive, Dropbox e praticamente qualquer outro aplicativo compatível com a folha de compartilhamento do sistema.

Screenshot

Sincronização e backup

A sincronização entre dispositivos da Apple acontece por meio do iCloud, que é o método recomendado pelo próprio Notability para manter todas as notas atualizadas entre os aparelhos. Vale lembrar que, ao apagar uma nota pelo iCloud, ela também será removida do aplicativo e vice-versa. Por isso, o ideal é sempre gerenciar suas notas diretamente pelo app, para evitar excluir algo acidentalmente.

Falando em iCloud, uma vantagem pouco conhecida é o histórico de versões. Conforme você edita uma nota, versões são salvas periodicamente no iCloud e podem ser restauradas caso algo dê errado.

Para acessá-las, basta tocar nos três pontos para abrir as configurações, pressionar onde aparece o nome da nota e escolher “Histórico de Versões na iCloud”. Obviamente, para tal é preciso que a nota já esteja sincronizada e tenha pelo menos uma versão anterior já salva. Um detalhe importante é que a versão restaurada é salva como uma nota separada, não substituindo a versão mais recente.

Além da sincronização pelo iCloud, o Notability oferece um sistema independente de backup em serviços de terceiros como Google Drive, Dropbox, Box, OneDrive e servidores WebDAV. A diferença é que, enquanto o serviço da Apple mantém todas as alterações sincronizadas entre seus dispositivos, o backup serve apenas como uma cópia de segurança. Ou seja, apagar uma nota no aplicativo não remove automaticamente sua cópia armazenada no Google Drive, Dropbox ou outro serviço — e vice-versa.

Quanto ao formato do backup, também há certa flexibilidade. É possível salvar as notas no formato nativo do Notability, preservando todos os elementos editáveis, incluindo as gravações de áudio, ou optar por PDFs simples ou PDFs acompanhados dos arquivos de áudio em formato M4A, compactados em um arquivo ZIP.

Compatibilidade e preços

Embora o foco deste review tenha sido a experiência no iPad com o Apple Pencil, o Notability também está disponível para iOS, macOS e até visionOS. Há ainda uma versão web (ainda em beta), disponível em notability.com/app, que permite visualizar e editar notas, embora com algumas limitações.

O Notability é um aplicativo universal e pode ser baixado gratuitamente na App Store e na Mac App Store. Atualmente, ele oferece quatro planos:

  • Starter (gratuito): notas ilimitadas, acesso às ferramentas de edição, mas com um limite mensal de alterações (a empresa não divulga exatamente qual é esse limite). Após atingi-lo, ainda é possível visualizar as notas normalmente, e o contador é renovado no mês seguinte. Segundo a empresa, as edições na versão web permanecem ilimitadas.
  • Lite (R$30/mês ou R$40/ano): inclui edições ilimitadas, backup em serviços de terceiros e acesso a mais de 20 mil templates.
  • Plus (R$40/mês ou R$80/ano): adiciona recursos de IA, como resumos automáticos, até 400 questionários e flashcards por mês, gravação e transcrição de áudio, além da busca em anotações manuscritas.
  • Pro (R$100/mês ou R$500/ano): reúne todos os recursos anteriores, e inclui Smart Notes em tempo real, transcrições ilimitadas, geração ilimitada de flashcards e questionários, além do recurso de conversar com suas notas.

Vale a pena?

Mesmo sendo possível utilizar o Notability no iPhone ou navegador, ele brilha mesmo é no iPad, especialmente quando combinado com um Apple Pencil (ou qualquer outra ferramenta de escrita que preferir).

Ao longo dos últimos anos, foram poucas as limitações que encontrei usando o app. Em mais de uma ocasião, inclusive, quando voltava para revisar este próprio review — ele foi criado ao longo de muitos meses —, percebia que alguns dos pontos que eu havia criticado já tinham sido corrigidos. Essa evolução constante transmite a sensação de que vale a pena investir em um app cujos desenvolvedores estão atentos ao feedback dos usuários e buscam sempre lançar melhorias.

Seja para estudos, trabalho ou organização pessoal, o aplicativo com certeza pode atender aqueles que buscam um lar para suas notas, principalmente quem usa o tablet da Maçã como ferramenta de anotações manuscritas. A interface é agradável, a escrita é excelente, os recursos evoluem constantemente e as funcionalidades de IA, embora ainda possam amadurecer, já agregam bastante valor ao aplicativo.

Como existe um plano gratuito (e edições ilimitadas pela web), minha recomendação é simples: experimente. Depois de algum tempo de uso, fica muito mais fácil entender se os recursos adicionais justificam a assinatura para o seu fluxo de trabalho. Então, “se jogue” na versão gratuita e seja feliz; se utilizar com frequência e achar valor, com certeza não se arrependerá do investimento!

iPad Pro de 13″

Cores: preto-espacial ou prateado
Armazenamento: 256GB, 512GB, 1TB ou 2TB
Vidro: convencional ou nano-texture
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 16.499,00

iPad Pro de 11″

Cores: preto-espacial ou prateado
Armazenamento: 256GB, 512GB, 1TB ou 2TB
Vidro: convencional ou nano-texture
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 12.999,00

iPad Air de 13″

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB, 512GB ou 1TB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 7.896,54
R$ 9.999,00

iPad Air de 11″

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB, 512GB ou 1TB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 9.577,77

iPad mini

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB ou 512GB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 8.299,00

iPad (A16)

Cores: azul, rosa, amarelo ou prateado
Armazenamento: 128GB, 256GB ou 512GB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 3.798,00
R$ 4.499,00

Apple Pencil Pro

R$ 1.429,00

Apple Pencil (USB-C)

R$ 749,00
R$ 899,00

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.

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Promoções na App Store: Boxville, Sentinels of Earth-Prime, Retro Keys: Piano, Wurl, Rhds e mais!

Fechando a semana com a nossa seleção de promoções na App Store!

Boxville, criado pela Triomatica Games, é um jogo que mistura aventura e quebra-cabeça — e nosso destaque do dia.

Visite e explore um mundo desenhado à mão e mergulhe em uma experiência nova e desafiadora em Boxville, uma cidade de caixas cheias de latas velhas. Sua tranquilidade e seu cotidiano são modificados por inexplicáveis terremotos.

Torne-se o personagem Blue Can, que, em uma missão de busca por seu melhor amigo desaparecido, deverá encarar aventuras, conhecer novos amigos e enfrentar diversos perigos.

Boxville é um premiado jogo de quebra-cabeça de aventura sobre latas que não falam, vivendo na cidade das caixas e desenhando rabiscos em papelão para contar as histórias.

Confira o trailer:

Como você pode ver, não há palavras no jogo; todos os personagens se comunicam por balões de desenho animado, e a missão do jogador envolve a resolução de dezenas de quebra-cabeças e minijogos.

A propósito, a sequência do jogo também está em oferta:


Abaixo outros jogos/apps que, juntos, somam mais de R$220 em descontos:

Jogos

Jogo de cartas.

Torne-se o rei dos mares.

Jogo de tabuleiro.

Aplicativos

Criação musical.

Medidor de ruídos.


Aproveite as ofertas e tenha um excelente final de semana! Vale lembrar que as ofertas são sempre por tempo limitado, então é bom correr. 🏃

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Dark Hours Rejected From the App Store

[Update: See the retraction below.]

Terry Godier:

On the web, if I build something that works within the standards, it works. Whether people use it is up to them. On iOS, there is another question entirely: whether Apple decides it should exist.

[…]

In the past couple of years I’ve built three apps that were rejected from the App Store on various grounds.

[…]

A while ago I tried to submit an iOS app for Dark Hours, my astronomy website for normal people. It was rejected on the grounds that it was astrology.

[…]

I see countless ChatGPT wrappers with nearly identical icons and eye-watering subscriptions. I see astronomy apps requesting permissions that have nothing to do with looking at the night sky. My kids download games that interrupt play every few minutes to advertise the developer’s other subscription apps, each with their own $20–50 yearly plans.

Via John Gruber (Mastodon, Hacker News):

But if you actually look at Godier’s Dark Hours, for even just a few seconds, it is instantly obvious that it pertains to the science of astronomy and has absolutely nothing — zero, zilch, nada — to do with astrology.

[…]

Godier proceeded through a series of escalations up to the App Review Board and the Review Board responded that they determined the original rejection was valid because, I shit you not, “We understand that the app includes a live tarot reading feature.” Which isn’t even about astrology. It’s straight out of Kafka.

[…]

This isn’t just contrary to the benefit of developers, like Godier. It’s obviously contrary to the benefit of Apple itself, which should not just accept an app like Dark Hours, but celebrate it as an exemplar of the platform.

Mistakes happen. But in a functioning system mistakes get corrected, and mistakes as obvious as this one get corrected almost instantly and include a quick apology for the conflation. The App Store is not a functioning system.

Previously:

Update (2026-08-10): John Gruber:

To the best of my recollection, this is the first post I’ve retracted in the 24 years I’ve been writing Daring Fireball. I hope it’s the last. I was misled, both overtly and through omissions[…]

[…]

The truth is, the app, as originally submitted by Godier to the App Store (under the name “Asterly”, not “Dark Hours”), was entirely dedicated to astrology, not astronomy, and did in fact include a “Tarot card of the day” feature amongst other occultist horseshit.

[…]

I wrongly took Godier at his word, both in his public blog post and in private iMessage correspondence yesterday, that the rejection wasn’t just merely debatable, but completely and rather preposterously ungrounded. Whether Godier ever submitted a build of “Asterly” to the App Store that contained no occult horseshit and only the hard-science astronomy features that were present in his “Dark Hours” website that was available for the last week, I don’t know. But I have no reason to believe that he did.

[…]

In an uncomfortable exchange between Beher and Godier on Bluesky, Beher pointed out that Godier’s Dark Hours had the same bug as Beher’s that routed people to “random fields in Mexico”. Earlier today, Godier took his web app down and redirected his darkhours.io domain to Beher’s darkhours.app.

I’m really unhappy about this, both for my role in spreading a false story and because I think it will hurt the cause of reforming App Review. I know there are many crazy rejections and have experienced some first-hand. This story was believable because of that well-known history and because Godier didn’t seem like a nobody trying to get attention—he was the developer of another highly regarded app. But now people are going to point to true developer stories and accuse them of being fakes, too.

Jeff Johnson:

Terry Godier has just published a so-called “Mea Culpa” blaming Claude for cloning an open source app and denying foreknowledge.

There’s no mention of or apology for how Godier deceived Gruber and the world about the astronomy/astrology App Store submission/rejection.

The blog post essentially confirms that this person cannot be trusted.

Update (2026-08-11): Colin Cornaby:

BOTH projects were generated using Claude. So you have two people - both generating the same app from the same training data - having a public throw down over who copied who.

[…]

The “original” developer does claim to know how to code - which wasn’t clear from my research. That still doesn’t necessarily mean the original app was the source of the training data. They both may be a result of the same training data.

Nick Lockwood:

Holy shit, so the “Claude plagiarised an app” story is actually “Claude produced the same app twice when prompted to do so by two separate developers” 😅

It’s not clear to me exactly how much each developer relied on Claude or which training data was used, but I wanted to note this angle of the story.

Update (2026-08-14): Rosyna Keller:

With all this talk of an astrology app being rejected by App Store review I’m reminded there’s still a flat Earth/astrology app on the App Store that actively leaks the location of all of its users.

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Converta fotos e vídeos para HDR com esses novos apps da Inphovid

Lançado no ano passado exclusivamente para macOS, o aplicativo Gain Map HDR — que usa a tecnologia Gain Map para converter imagens com faixa dinâmica expandida e controle preciso de luminância — ganhou uma versão para dispositivos móveis.

Agora, usuários que não têm um Mac podem usar o iPhone e/ou o iPad para melhorar a exibição de imagens HDR 1High dynamic range, ou ampla faixa dinâmica. em dispositivos compatíveis (como os da Apple) expandindo brilhos para além do que uma foto costuma exibir tradicionalmente depois de processada.

Todas as fotos no seu iPhone foram capturadas com uma faixa de brilho que as telas padrão simplesmente cortam. O Gain Map HDR reconstrói esse intervalo e o constrói como um verdadeiro mapa de ganho HDR, para que os destaques brilhem no seu iPhone, iPad e Mac.

Gain Map HDR
Gain Map HDR
Gain Map HDR

Assim como sua versão para Mac, o Gain Map HDR Converter para iOS pode ser adquirido por meio de uma compra única na App Store — ele custa apenas R$25, menos da metade do aplicativo que o originou.

WowHDR

Outra novidade da Inphovid, empresa responsável pelo Gain Map HDR, é o WowHDR, que foi lançado na Mac App Store em maio e tem uma proposta bem parecida com a do aplicativo supracitado, só que com foco na conversão de vídeos (e não de fotos).

Basicamente, ele pega um vídeo comum gravado em SDR 2High dynamic range, ou ampla faixa dinâmica. e o transforma em um vídeo HDR compatível com iPhones, iPads, Apple TVs e outras telas compatíveis, usando técnicas de mapeamento para reconstruir parte da faixa dinâmica perdida por esses vídeos.

WowHDR

Com essa técnica, o app consegue aumentar o brilho máximo, expandir a faixa de contraste, preservar melhor as áreas claras e gerar um arquivo HDR HLG, um dos formatos mais populares que fazem uso da tecnologia.

O app pode ser adquirido exclusivamente para macOS por uma compra única de R$100.

Notas de rodapé

  • 1
    High dynamic range, ou ampla faixa dinâmica.
  • 2
    High dynamic range, ou ampla faixa dinâmica.

  •  

Telegram Temporarily Removed for CSAM

Hartley Charlton (The Verge):

Apple briefly removed Telegram from the App Store on Monday night after a review found content that violated its guidelines against child sexual abuse material (CSAM), but restored the app a short while later, according to Reuters.

It seems like this was a symbolic gesture. Removing the app didn’t affect any of the customers who had already downloaded it. Probably none of them saw the image. And restoring the app doesn’t mean that it’s completely free from CSAM—probably none of the major platforms is. It just means that Telegram did the obvious thing after the violation was reported, which presumably they would have done, anyway.

Jeff Johnson:

They removed an entire app for ONE app user???

And before even contacting the developer? Telegram banning the account is what actually prevented users from potentially seeing the CSAM. Apple’s action seems like either a mistake or trying to send them a message.

I would note, by the way, that the Telegram app was apparently never removed from the Mac App Store. Which goes to show how little Apple cares about the Mac App Store.

Telegram:

I’m sure this stance will be applied equally to all other apps in the store, in the future right? @Apple

Pavel Durov (Telegram, MacRumors):

Because Telegram quickly removes illegal content from public groups using all kinds of moderation tools, the attacker had to resort to a technical trick. He inserted AI-modified illegal content by editing an old message in an active group chat. As a result the content was effectively hidden from the group’s members, preventing them from seeing/reporting it.

The attacker was a takedown extortionist: someone who demands ransom from group owners in exchange for not targeting their communities. These extortionists use automated accounts to plant illegal content in public groups and then report it directly to Apple, attempting to trigger the removal of legitimate communities whose owners refused to pay them.

[…]

Extortionists have found a way to manipulate Apple into overreacting. Apple removed Telegram from the App Store before contacting us. This creates a potential systemic risk for every mobile app that hosts user-generated content. If an app used by more than a billion people can be removed from the App Store without prior warning, any app can be.

Marcus Mendes:

During the time the app was unavailable, many speculated that the move was politically motivated, or perhaps in response to the recent discovery that Telegram has allegedly been using an obfuscated private UIKit API to animate its emoji picker.

It’s sad but kind of hilarious that both of these so disparate theories were considered possible. Durov really does have political enemies, and Apple really does seem to have it out for Telegram. But, also, using private API to animate emojis totally seems like something that Telegram would do and that Apple would overreact to.

Previously:

Update (2026-08-06): Matt Burgess (Hacker News):

Over the last nine months, Mark Zuckerberg’s Meta has run dozens of paid ads that include explicit AI-generated child sexual abuse material (CSAM) and images of minors alongside sexually suggestive statements, according to details of the ads shared with WIRED. The ads, which in some cases reached several thousand accounts, were targeted at people living in the United States, United Kingdom, and more than a dozen European countries.

This is much worse than what happened with Telegram, yet Apple didn’t overreact.

There’s also the Twitter/Grok case.

Previously:

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Telegram CEO accuses ‘takedown extortionist’ of manipulating Apple into brief App Store removal

Apple App Store

Apple briefly removed Telegram from its App Store late on Monday after detecting child sexual abuse material (CSAM) in a public group. The messaging app was restored within about 40 minutes once Telegram deleted the content and banned the responsible user. Telegram CEO Pavel Durov later described the incident as the work of a “takedown extortionist” who deliberately planted AI-modified illegal content to trigger the removal and pressure online communities.

According to Durov’s statement on X (see below), the attacker edited an old message in an active public group chat to insert the prohibited material. Because the edit was backdated, the content remained effectively invisible to ordinary group members, limiting their ability to report it through normal channels and helping it evade some of Telegram’s automated moderation tools. The perpetrator then reportedly flagged the material directly to Apple.

Durov characterized the actor as a takedown extortionist—someone who demands payment from group owners in exchange for not targeting their communities. These operators, he said, rely on automated accounts to seed illegal material in public groups and then report it to platform gatekeepers such as Apple in an effort to force the removal of legitimate communities whose administrators refuse to pay.

“From a practical standpoint, illegal pornographic content in Telegram’s public groups is not a systemic problem,” Durov wrote. “Our moderation is effective. The fact that attackers must resort to backdated, effectively invisible content and other technical tricks proves this.” He emphasized that Telegram routinely removes illegal material from public groups using a range of moderation tools.

Apple confirmed that a content review had identified CSAM that violated App Store guidelines. The company stated that Telegram “promptly removed the content and banned the user,” after which the app was returned to the store. Apple has not publicly addressed Durov’s claim that an extortionist manipulated the process. Durov noted that Apple pulled Telegram before contacting the company.

Durov framed the episode as a warning for other developers. “Extortionists have found a way to manipulate Apple into overreacting,” he said. “This creates a potential systemic risk for every mobile app that hosts user-generated content. If an app used by more than a billion people can be removed from the App Store without prior warning, any app can be.” He also cautioned that the tactics used by such coordinated reporting groups are evolving and that other platforms may be less prepared to identify and counter them.

The incident underscores ongoing tensions between large platforms that host user-generated content, the moderation challenges they face, and the policies of mobile app marketplaces that can unilaterally restrict distribution. Telegram continues to operate normally on iOS following the short-lived removal.

Pavel Durov via X:
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Last night Apple briefly removed Telegram from the AppStore because a user had planted illegal porn in a public chat.

Telegram was restored within hours. But I want to explain what happened — to warn other app developers and help protect online communities from similar attacks.

Because Telegram quickly removes illegal content from public groups using all kinds of moderation tools, the attacker had to resort to a technical trick. He inserted AI-modified illegal content by editing an old message in an active group chat. As a result the content was effectively hidden from the group’s members, preventing them from seeing/reporting it.

The attacker was a takedown extortionist: someone who demands ransom from group owners in exchange for not targeting their communities. These extortionists use automated accounts to plant illegal content in public groups and then report it directly to Apple, attempting to trigger the removal of legitimate communities whose owners refused to pay them.

From a practical standpoint, illegal pornographic content in Telegram’s public groups is not a systemic problem. Our moderation is effective. The fact that attackers must resort to backdated, effectively invisible content and other technical tricks proves this.

⚠ However, there are two important lessons here for app developers and online communities:

— Extortionists have found a way to manipulate Apple into overreacting. Apple removed Telegram from the App Store before contacting us. This creates a potential systemic risk for every mobile app that hosts user-generated content. If an app used by more than a billion people can be removed from the App Store without prior warning, any app can be.

— The tactics used by takedown extortionists are evolving, putting communities across social platforms at risk. Telegram has extensive experience identifying the tricks used by coordinated reporting gangs and protecting legitimate communities (even when doing so risks our own app being temporarily removed from the App Store). Other platforms may not be equally prepared.

Stay vigilant! ☝

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MacDailyNews Take: Apple’s App Store really is one of history’s most profitable cans of worms.

It’s an astonishing money machine: the broader App Store ecosystem facilitated over $1.4 trillion in developer billings and sales in 2025 alone. Physical goods and services (retail, food delivery, travel, etc.) made up the bulk (~$1.1 trillion), where Apple takes no commission. Digital goods and services accounted for about $149 billion, and in-app advertising another $151 billion. On the digital slice Apple typically charges 15–30%, generating many billions in high-margin revenue that helps power its Services business.

Yet the same walld garden that produces those results is a perpetual source of headaches. Apple’s near-total control over iOS distribution and payments has fueled years of antitrust battles — Epic Games, the U.S. DOJ, EU Digital Markets Act enforcement, court findings of non-compliance, and ongoing developer lawsuits. Critics call the commission the “Apple Tax,” complain about arbitrary review decisions, limited sideloading or alternative stores (outside certain regulated markets), and the risk that a single content flag can yank a major app offline without warning.

The recent Telegram episode fits the pattern perfectly. A brief App Store removal triggered by planted illegal content (which Telegram says was the work of a takedown extortionist) showed how Apple’s gatekeeper power can be gamed or lead to rapid, high-stakes reactions.


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The Utility App Flood Won’t Last

The App Store is evolving at a breakneck pace not seen since its earliest days. We saw the first glimmers of what was to come early in 2025, but it wasn’t until late last year that the tsunami of apps developed with the help of AI agents really took hold.

Since then, veteran developers are releasing new apps and updating existing ones faster than ever, and new developers are releasing their first apps in droves. Today, supply is dramatically up, demand is flat, and quality is seemingly simultaneously up and down, depending on where you look.

How these forces play out long-term is anyone’s guess, but it’s worth examining because, just as Federico’s link to Bryan Irace’s post about agentic coding tools foreshadowed the rise of tools like Codex and Claude Code, today’s trends are sparks that have the potential to become tomorrow’s App Store wildfires or simply fizzle out.

Utility apps are on the front lines of this change. The TechCrunch story I linked in April picked up on this trend:

Another interesting tidbit from Appfigures is that the Utilities app category moved up the top five chart.

If anything, the trend has accelerated in the months since.

It’s not surprising at all that utility apps have taken off. They’ve been a staple of new developers since long before agents came along. That’s because many are UI wrappers around command line tools. That isn’t a knock against the developers of those apps; most users don’t want to open Terminal to convert a video or audio file to another format using ffmpeg, for example. By building a great UI around command line tools, developers have made them far easier to use.

However, the relative simplicity and narrow scope of many utility apps have made them a natural fit for AI agents, too. That’s why the App Store (and my inbox) is deluged with Mac menu bar and single-screen iPhone and iPad utility apps.

On the one hand, the abundance of utilities has been great for users. More choice means you’re more likely to find the app that perfectly fits your needs.

On the other hand, though, I don’t think what’s happening in the category is sustainable and expect to see it dramatically shift again in the coming months. As we’ve seen from reporting by The New York Times, app supply is outstripping demand by orders of magnitude, which will drive down prices. That alone is likely to cause the utility app market to shrink. But there’s more to it than that.

Remember, the demand shifts that The New York Times reported, based on Sensor Tower numbers, are for the entire App Store, where download numbers have grown 2-3% this year and last. I expect utility downloads to actually shrink in the coming months – again, because of agents. Utilities, especially simple ones, are exactly the sorts of apps that are becoming trivially easy for power users – the very users these utilities are made for – to create themselves. From frontier labs‘ model improvements to a growing number of app-building tools from those same labs and third parties, it’s never been easier to build a web or native app yourself.

And although I agree with people, like Nilay Patel, who say the notion that everyone will build their own software is overblown, the utility market is different. Your average person is not downloading apps to adjust the frame rate and file format of a video or downloading YouTube videos to watch later. But those are exactly the sort of things that people who are using agents are doing with them, whether they’re having an agent do those things directly via a command line tool in an app like Codex or Claude Code or building an app to do the same thing. That’s going to put even more pressure on the category.

That said, I think there will always be a cohort of users who would rather pay for an app than build it themselves, so I’m not predicting the demise of utilities in general – just the end of today’s frothy market. I also think there remains a place for simple utilities that solve hard problems with clever solutions. Not every utility is a UI wrapper for a terminal command. Plenty of apps feature original solutions or thoughtful and unconventional remixes of disparate tools.

Utilities aren’t going away, but just like other App Store deluges, the trend will recede. It’s just that this time, it’s likely to flip faster than usual.

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Telegram briefly pulled from Apple’s App Store over single user’s prohibited content, then quickly restored

App Store

Telegram was temporarily removed from Apple’s App Store worldwide after the iPhone maker identified content from one user that violated its rules against child sexual abuse material, the messaging service said on Tuesday.

According to a report from Reuters, the episode mirrors a similar brief suspension in 2018, when Apple pulled the app over what Telegram founder Pavel Durov at the time described as “inappropriate content.” The app was restored then after Telegram strengthened its safeguards.

An Apple spokesperson confirmed the recent short-lived removal, stating that its review found content violating guidelines that prohibit child sexual abuse material. “The app was subsequently restored after the developer promptly removed the content and banned the user who posted it,” the spokesperson added. The removal and restoration occurred on the same day once Telegram acted.

Telegram, which counts more than a billion monthly active users, maintains a zero-tolerance policy on such material. It said it has blocked nearly 338,000 groups and channels for related content this year.

Epic Games CEO Tim Sweeney, whose company has long clashed with Apple, also weighed in on X. “Apple has stated they removed the app from availability to a billion users because a Telegram user posted something horrible and illegal,” Sweeney wrote, according to Reuters. He continued: “They did not elaborate on how, if that is the standard for app removal, any communications app could operate at scale, including iMessage.”

An Apple spokesperson did not respond to further questions about the guideline violation, Reuters reported.

MacDailyNews Note: The incident comes amid ongoing regulatory attention on Telegram’s handling of illegal content. Britain’s Ofcom opened an investigation in April over concerns about the sharing of child sex abuse material; Telegram has categorically denied the accusations and said it has virtually eliminated the public spread of such material since 2018 through detection algorithms. In February, Australia’s online safety regulator also fined the company for delays in responding to queries about measures against child abuse material and violent extremism.


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Russia opens antitrust case against Apple over failure to pre-install domestic apps

Russia in July orders state-backed MAX messenger app to be pre-installed on all smartphones and tablets

Russia’s anti-monopoly watchdog has opened a formal case against Apple after the U.S. technology company failed to comply with an earlier warning requiring the pre-installation of Russian applications on its devices, state news agency RIA reported on Monday.

All mobile phones and tablets in Russia must have the state-backed MAX messenger app pre-installed, the Russian government announced in August 2025.

The case centers on Apple’s alleged non-compliance regarding the mandatory pre-installation of Russia’s MAX messaging app and a domestic Russian app store. The move follows a warning issued by the regulator that the company did not fully address.

The development marks the latest escalation in Moscow’s efforts to enforce rules aimed at promoting local digital services on foreign devices sold in the country. No further details on potential penalties or next steps were immediately available.

Reuters
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MacDailyNews Take: MAX is criticized for potentially enabling user tracking which aligns with Moscow’s push for tighter internet control amid tensions with the West over Ukraine.

As Glenn Greenwald said, “The way things are supposed to work is that we’re supposed to know virtually everything about what [government officials] do: that’s why they’re called public servants. They’re supposed to know virtually nothing about what we do: that’s why we’re called private individuals.”

But, the Russian government obviously fears its population, hence its diktats.


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