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Apple fecha o melhor trimestre abril-junho da sua história no último balanço de Tim Cook

2 August 2026 at 14:30

Todas as empresas de capital aberto (que possuem ações à venda na bolsa de valores) são obrigadas, por lei — na maioria dos países (inclusive Brasil) —, a disponibilizar publicamente suas demonstrações financeiras periodicamente. Esse costuma ser um momento bastante esperado por acionistas (analisando se a empresa na qual estão investindo está sendo bem administrada e gerando lucros), investidores (para captar novas oportunidades de alocar seus recursos), além da imprensa e de curiosos em geral. Na última quinta-feira (30/7), foi a vez da Apple de divulgar seus resultados financeiros referentes ao trimestre abril-junho de 2026.

Para alegria de todos, o CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. Tim Cook se despede da sua posição com o melhor terceiro trimestre fiscal que a empresa já registrou — um recorde absoluto! Como já informado aqui no MacMagazine, no período de abril a junho (encerrado no dia 27/6), a companhia relatou uma receita de US$109,4 bilhões (alta de 16,4%) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, e lucro líquido de US$29,8 bilhões (um avanço de 27%). A margem bruta chegou a incríveis 50,1%, a maior já apurada em períodos semelhantes da história da empresa!

Hoje, a Apple tem orgulho de relatar o nosso melhor trimestre de abril-junho de todos os tempos, com crescimento de receita de dois dígitos em iPhone, Mac e Serviços, e em todos os segmentos geográficos.

A fala acima é de Cook. Ele deixará o cargo em 1º de setembro, quando John Ternus assumirá, e passará a presidir o conselho de administração.

O fenômeno Mac

Uma das grandes surpresas do relatório foi o crescimento no faturamento de Macs. Pela primeira vez, a categoria ultrapassou a casa dos US$10 bilhões em um trimestre abril-junho, e o crescimento de 29% superou o do iPhone.

A explicação está em parte na procura alucinada por Macs mini para rodar agentes de inteligência artificial e na leva de lançamentos de março: MacBook Air com M5, MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max, e principalmente o MacBook Neo, o modelo de entrada que estreou a US$600 — preço que subiu para US$700 em junho, no reajuste geral motivado pelo custo de memória. A Apple parece ter encontrado um mercado relevante abaixo do Air, e vale acompanhar o que isso faz com a margem da linha nos próximos trimestres.

O iPad foi a única categoria no vermelho, com queda anual de 6%. Não é surpresa: a própria Apple havia avisado que a comparação seria difícil, pois no ano anterior houve o lançamento do iPad com chip A16. O iPad Air com M4, que chegou em março, não foi suficiente para compensar. Cabe ainda analisar se o bem-sucedido MacBook Neo não acabou levando um pouco do mercado dos tablets, também.

O asterisco que quase ninguém vai mencionar

A margem bruta de 50,1% e o lucro por ação de US$2,02 não são resultado apenas da operação, e esse detalhe se perde facilmente na comemoração dos recordes.

À primeira vista, no press release — e nos comentários que fizemos no último podcast —, esse ponto não ficou bem claro, mas merece atenção. A Apple informou, no comunicado, que a margem incluiu cerca de dois pontos percentuais e o lucro por ação incluiu US$0,11 vindos de reembolso de tarifas, dinheiro que a empresa havia pago ao governo americano e recebeu de volta depois que a Suprema Corte derrubou, em fevereiro, as tarifas impostas sob a IEEPA (a lei de poderes econômicos internacionais de emergência). A empresa não detalhou a origem exata dos valores devolvidos, mas a decisão da Corte é o evento que abriu caminho para os reembolsos.

É dinheiro real, entra legitimamente no resultado, mas não é recorrente e não diz nada sobre a capacidade da Apple de vender aparelhos. Descontando o efeito, a fotografia muda um pouco: a margem bruta cai para aproximadamente 48%, exatamente o que o consenso projetava, e o lucro por ação vai para cerca de US$1,91, contra os US$1,89 esperados. De uma superação de 6,9% no lucro, sobra uma de pouco mais de 1%.

Ou seja: o trimestre continua bom em receita e em volume, que são genuinamente fortes. Mas o brilho extraordinário no lucro é, em boa parte, contábil, e não se repete.

A Apple abre a margem bruta em dois blocos apenas: produtos e serviços. Ela nunca divulga margem por categoria individual (não existe margem oficial de iPhone, Mac ou iPad em documento nenhum da empresa, e todo número desse tipo que circula é estimativa de analista), mas os dois blocos que ela abre já contam a história.

Linha de negócioMargem do FQ3 2026Margem do FQ3 2025Variação
Produtos40,07%34,52%+5,55pp
Serviços75,62%75,58%+0,04pp
Consolidado50,06%46,49%+3,57pp

A margem de hardware subiu 5,55 pontos percentuais em 12 meses. A margem de hardware não sobe 5 pontos por ganho de eficiência: é ali que o reembolso de tarifas desembarcou, porque tarifa incide sobre produto físico. A prova está na linha seguinte: serviços, que não pagam tarifa nenhuma, ficou praticamente parado. A melhora não foi operacional.

Vale registrar um desequilíbrio que explica boa parte do valuation da Apple. Serviços representam 28,1% da receita, mas respondem por 42,4% do lucro bruto do trimestre. Produtos são 71,9% da receita e apenas 57,6% do lucro. Cada dólar de serviço vale quase o dobro de um dólar de hardware, e é por isso que o mercado aceita pagar perto de 40x o lucro por uma empresa que, no fim das contas, vende telefone.

Serviços: um pequeno sinal de alerta

Os relatórios revelaram um problema silencioso do trimestre. Serviços cresceram 12,1%, um bom número isolado, mas bem abaixo dos 16,2% do trimestre encerrado em março e, mais grave, abaixo do que a própria Apple havia sinalizado. Na teleconferência de abril, o diretor financeiro Kevan Parekh disse que os serviços cresceriam em ritmo “similar ao reportado em março” (ou seja, algo perto de 16%, ressalvando o efeito cambial). Ficaram cerca de 4 pontos percentuais aquém.

A linha chegou a recuar 0,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Foi o único item da projeção que a Apple não cumpriu, e não é um item qualquer: é o que sustenta o múltiplo da ação. Parte da imprensa de mercado atribuiu a reação negativa à combinação de serviços com a Grande China, embora as estimativas para a região divergissem bastante entre as casas: havia projeções de US$18,8 bilhões, que o resultado cumpriu, e de US$19,5 bilhões, que não.

Some-se a isso um risco que não tem data marcada. Boa parte da receita dos serviços vem do acordo pelo qual o Google paga à Apple para ser o buscador padrão do Safari — cerca de 36% da receita de anúncios de busca, algo próximo de US$20 bilhões por ano. Existe um processo em andamento que questiona a legitimidade desta taxa. A sentença de setembro de 2025 permitiu que o acordo continuasse, mas o Departamento de Justiça dos Estados Unidos recorreu em fevereiro de 2026 e o Google entrou com recurso próprio em maio. Se a decisão cair, o buraco nessa linha é de dois dígitos de bilhão!

Três números que o comunicado não destaca

Fora das manchetes do balanço, três indicadores das demonstrações merecem atenção, e nenhum deles apareceu no material de divulgação.

  1. O estoque quase dobrou, de US$5,7 bilhões em setembro de 2025 para US$11,1 bilhões, alta de 94%. Uma empresa que é referência mundial em operar com estoque enxuto dobrou o estoque em 9 meses. A leitura mais provável é compra antecipada de memória, antes que os preços subam ainda mais. É a confirmação contábil do que Cook disse em junho, quando afirmou que aumentos de preços eram inevitáveis.
  2. Pesquisa e desenvolvimento saltou para US$11,7 bilhões, o dobro do ritmo da receita, e passou de 9,4% para 10,7% do faturamento. Ao mesmo tempo, o investimento em ativo fixo (equipamentos, imóveis, veículos etc.) caiu 28% no acumulado de 9 meses. É a tese da IA “capital-light” traduzida em números: a Apple gasta mais em gente e software, e menos em concreto e servidor, apostando em rodar inteligência nos mais de 2 bilhões de aparelhos que já estão nas mãos dos usuários. O oposto de Microsoft, Google e Amazon.
  3. O caixa operacional de 9 meses foi de US$117 bilhões, contra US$81,8 bilhões. Mesmo assim, a recompra de ações caiu de US$70,6 para US$62,1 bilhões. A Apple está segurando dinheiro, o que é coerente com o estoque dobrado e com uma troca de comando marcada para 1º de setembro.

Há ainda um detalhe na linha de outras receitas, que agrupa o que a Apple ganha fora da operação: juros do caixa aplicado, juros pagos sobre dívida, variação cambial e valorização de participações minoritárias. O resultado foi de US$572 milhões positivos, contra US$171 milhões negativos há um ano — um giro de US$743 milhões. A carteira de caixa e aplicações subiu para US$146,5 bilhões, enquanto a dívida caiu para US$82,3 bilhões. Mais dinheiro rendendo, menos juros a pagar. É lucro financeiro, não operacional.

A projeção para setembro veio bem abaixo

O trimestre relatado é recorde. A projeção que o acompanha, não. E como o mercado precifica futuro e não passado, foi ela que dominou a reação. A ação, que havia fechado o pregão a US$333,43, caiu cerca de 6,5% na negociação estendida ao longo da teleconferência, o que equivale a aproximadamente US$317 bilhões de valor de mercado. No dia seguinte, a queda se confirmou: -7,35%. A projeção da Apple para o trimestre de setembro, o último do ano fiscal, veio com dois números desconfortáveis.

IndicadorFQ3 2026 (real)FQ4 2026 (projetado)
Crescimento de receita16,4%de 9% a 11%
Margem bruta50,1%de 47% a 48%
Margem bruta sem reembolso de tarifas48,1%de 47% a 48%
Receita implícitaUS$109,4 bilhõesde US$111,7 a US$113,7 bilhões

A desaceleração de 16,4% para algo entre 9% e 11% já seria suficiente para incomodar. O que agravou foi a justificativa: Parekh afirmou que o impacto das restrições de oferta deve “aumentar significativamente” em relação ao trimestre anterior — citando explicitamente iPhone, Mac e iPad —, e mencionou ainda ventos contrários de câmbio sobre a receita de iPhone.

A margem projetada de 47% a 48% é o número mais revelador de todo o balanço. Ela fica abaixo do resultado limpo deste trimestre sem o reembolso de tarifas. Ou seja: a Apple está dizendo que a margem vai cair de verdade, em bases comparáveis. O colchão de estoque de memória comprado a preço favorável, que segurou os custos nos últimos trimestres, está acabando, e o trimestre de setembro é justamente o que carrega o lançamento dos “iPhones 18 Pro/18 Pro Max” — e provavelmente do “iPhone Ultra”, o primeiro dobrável da empresa.

O que Ternus herda

Ternus assumirá como diretor executivo em 1º de setembro, com Cook passando a presidente executivo do conselho. A julgar pelo balanço, ele recebe uma casa em ordem: receita recorde, base instalada de aparelhos ativos em máxima histórica em todas as categorias principais, patrimônio líquido de US$107,5 bilhões e — possivelmente — a companhia mais valiosa do mundo.

Recebe também três problemas bem definidos. O primeiro é o custo de memória, que já forçou aumentos de preço no MacBook Air, no Mac mini e no Mac Studio, e que agora vai comprimir margem sem o amortecedor do estoque barato.

O segundo é a desaceleração dos serviços, com os recursos judiciais contra o acordo de busca com o Google ainda pendentes.

O terceiro é entregar a Siri reformulada, anunciada na WWDC26, movida pelo Gemini do Google, prevista para o ciclo do iOS 27 e adiada por tempo indeterminado na União Europeia — decisão que a Apple atribui às exigências da Lei dos Mercados Digitais (Digital Markets Act, ou DMA).

A leitura mais honesta deste balanço talvez seja esta: Cook encerra sua gestão entregando o melhor trimestre abril-junho da história da Apple, a maior capitalização de mercado do mundo e uma operação que cresce dois dígitos em todos os continentes em que atua. O que ele não entrega pronto é a próxima curva: provar que a aposta de rodar inteligência artificial dentro do aparelho, e não na nuvem, vale o múltiplo de 40x que a ação vinha cobrando. Essa parte, agora, é com Ternus.

Metodologia

Os números do trimestre e do comparativo anual foram extraídos das demonstrações consolidadas condensadas não auditadas da Apple referentes ao terceiro trimestre fiscal de 2026 e ao terceiro trimestre fiscal de 2025, conferidas linha a linha. As margens por linha de negócio, os indicadores de balanço patrimonial e de fluxo de caixa e todos os percentuais foram calculados a partir desses documentos.

As estimativas de consenso de Wall Street citadas foram compiladas antes da divulgação junto a Yahoo Finance, TipRanks, Zacks, Visible Alpha, Hudson Labs e Goldman Sachs.

A projeção para o trimestre de setembro e as declarações do diretor financeiro vêm da teleconferência de 30 de julho de 2026, com apuração de 9to5Mac, CNBC e AppleInsider.

Os dados de mercado chinês são da IDC e da CAICT. A série de fechamentos mensais da ação tem origem em StatMuse, StockAnalysis.com, FinancialContent e Macrotrends, via S&P Global Market Intelligence.

O ajuste identificado como “sem reembolso de tarifas” não é uma linha contábil: é cálculo próprio a partir do efeito que a Apple declarou no comunicado de resultados.

Observação

Este texto não constitui recomendação de investimento.

Notas de rodapé

  • 1
    Chief executive officer, ou diretor executivo.

The Fed Liabilities Show That WWIII Will Be the Mother of All Wars

20 July 2026 at 07:10
The U.S. national debt stands at $40 trillion, with Federal Reserve liabilities at $6.8 trillion, stemming mainly from credit creation since the 2008 financial crisis. Historical analysis shows substantial increases in debt during major wars, suggesting that contemporary conflicts may lead to unprecedented levels of war and debt, impacting the economy and society.

OU Researchers Enhance Imaging Technology for Better Donor Liver Assessment

9 July 2026 at 06:00

A groundbreaking imaging technology developed by researchers at the University of Oklahoma promises to revolutionize liver transplant evaluations by enabling more comprehensive and rapid assessments of donor organ health. With thousands of patients awaiting liver transplants nationwide, transplant teams urgently need tools that can deliver swift, accurate insights without invasive procedures. The team, led by Dr. Qinggong Tang, has adapted polarization-sensitive optical coherence tomography (PS-OCT)—an advanced imaging modality originally utilized in retinal scans—to noninvasively evaluate donor livers at high resolution.

Traditional liver assessments rely heavily on biopsies, where small tissue samples are extracted and examined for signs of disease or damage. While considered the gold standard, biopsies are inherently limited, providing only a microscopic snapshot of a vast organ that may vary in condition. This narrow sampling can cause uncertainty, sometimes leading to the discard of viable organs. The OU team sought to overcome these limitations by employing PS-OCT, which not only captures detailed cross-sectional images of liver tissue but also measures its polarization properties, revealing subtle structural and biochemical features linked to liver health.

The engineers designed a portable PS-OCT system optimized for clinical and operating room environments, allowing transplant teams to scan liver surfaces quickly and noninvasively. The imaging data are then analyzed using advanced artificial intelligence algorithms, co-developed with Dr. Chongle Pan’s computer science lab. These AI tools quantify critical parameters indicative of hepatic steatosis (fat accumulation) and inflammation, two primary factors influencing liver viability. By training their models on datasets from over thirty clinical cases—comparing PS-OCT results with biopsy outcomes and post-transplant organ function—the researchers demonstrated strong correlations between imaging biomarkers and actual clinical metrics.

Beyond providing a more holistic view of donor liver condition, PS-OCT could enhance decision-making speed, potentially expanding the pool of organs deemed suitable for transplantation by identifying healthy tissue regions missed by biopsy. Such improvements may reduce organ discard rates and improve transplant success. Encouraged by initial findings, the OU team plans a large multisite clinical trial involving institutions like UT Southwestern and the Cleveland Clinic to validate and refine this approach across diverse patient populations.

This work exemplifies OU’s interdisciplinary innovation platform that integrates optical bioimaging, machine learning, pathology, and organ perfusion technology to translate engineering advances directly into clinical practice. The researchers also intend to extend PS-OCT evaluation methods to other organs, including kidneys and lungs, widening the impact of this technology.

Supported by National Science Foundation grants and institutional partnerships, the team’s efforts mark a significant step toward redefining how transplanted organs are assessed. Dr. Tang emphasizes that this is just the beginning, envisioning a future where noninvasive, AI-enhanced imaging facilitates safer, faster, and more effective organ transplantation worldwide.


Subject of Research: Donor liver evaluation using advanced imaging techniques
Article Title: Human donor liver viability evaluation with polarization-sensitive optical coherence tomography
News Publication Date: 24-Jun-2026
Web References: http://dx.doi.org/10.1126/scitranslmed.adv7124
Image Credits: University of Oklahoma / Ellie Pinter

Keywords

Organ transplantation, Optical coherence tomography, Polarization-sensitive imaging, Liver viability, Artificial intelligence, Biomedical imaging, Noninvasive diagnostics, Medical innovation

Seismocardiography Estimates Cardiorespiratory Fitness in Elderly

20 June 2026 at 15:29

In a groundbreaking advancement for geriatric health assessment, researchers have unveiled a novel nonexercise approach to estimate cardiorespiratory fitness in older adults by utilizing seismocardiography (SCG). This innovative technology harnesses the subtle vibrations produced by cardiac activity, enabling precise monitoring of cardiovascular function without the need for physical exertion. As aging populations increase globally, the demand for accessible and reliable methods to evaluate heart and lung fitness has never been higher, making this development not only timely but also revolutionary.

Cardiorespiratory fitness traditionally requires exercise testing, involving treadmill or bicycle protocols that may pose risks or be impractical for elderly individuals with limited mobility or chronic conditions. The novel system employing SCG bypasses these challenges, offering a safe and feasible alternative that significantly minimizes patient burden. SCG captures micro-vibrations generated by the heart during each beat using sensitive accelerometers placed on the chest, translating mechanical cardiac events into quantitative data reflective of cardiovascular performance.

The study, led by Sundberg, Gates, and Boraxbekk among others, meticulously validated the use of SCG signals against established measures of cardiorespiratory fitness, such as VO2 max testing, across a diverse cohort of older adults. Their results demonstrated remarkable correlation, confirming that SCG can serve as a reliable proxy for exercise-based evaluations. This breakthrough is poised to transform clinical practice by facilitating widespread cardiovascular screening and monitoring in geriatric populations without exposing them to physical strain.

One of the pivotal technological advances underpinning this approach is the enhancement of signal processing algorithms that can accurately decipher the complex mechanical patterns of heart activity from SCG data. These algorithms filter noise and artifacts, isolating key features such as timing intervals between cardiac events that are indicative of cardiac output and fitness levels. By employing machine learning techniques, the research team optimized predictive models that link SCG metrics with cardiorespiratory capacity.

Beyond the impressive technical accomplishments, the application of SCG for fitness estimation aligns perfectly with the principles of personalized medicine. By providing continuous, noninvasive monitoring methods, clinicians can tailor interventions and lifestyle recommendations based on real-time fitness metrics, facilitating proactive management of cardiovascular health. This could substantially reduce the incidence of cardiovascular events, improve quality of life, and enhance longevity in aging adults.

Importantly, this methodology opens new avenues for remote health monitoring. The compact sensors utilized for SCG are lightweight, unobtrusive, and capable of wireless transmission, enabling integration with mobile health platforms. This may empower elderly individuals to measure their cardiorespiratory fitness regularly from the comfort of their homes. Such democratization of health data can lead to earlier detection of functional decline, prompt clinical interventions, and reduced healthcare costs.

From a physiological perspective, seismocardiography reveals intricate interactions governing heart mechanics, including myocardial contractility and valve function, which are directly tied to oxygen delivery and utilization — the cornerstone of cardiorespiratory fitness. This depth of insight surpasses conventional pulse or blood pressure monitoring, offering a richer dataset for comprehensive cardiovascular assessment. The capacity to obtain these insights passively without exercise expends minimal energy, crucial for frail patients.

The research also emphasizes the feasibility of SCG in monitoring dynamic changes in fitness over time. Whereas exercise-based testing reflects a snapshot requiring considerable effort and clinical resources, SCG’s accessibility permits serial measurements that track progression or regression in cardiorespiratory health. This longitudinal view enhances clinicians’ ability to evaluate treatment efficacy and adjust care plans appropriately.

Moreover, SCG technology exemplifies the convergence of biomechanics, biomedical engineering, and data science, epitomizing modern healthcare innovation. The fusion of robust sensors with advanced computational methods has produced a tool that transcends standard diagnostic modalities, offering a more comprehensive and patient-friendly option. This interdisciplinary synergy highlights the potential for future wearable technologies to expand their role in chronic disease management.

Addressing limitations, the study carefully acknowledges challenges such as variability in SCG signal quality due to anatomical differences and external factors. However, by employing adaptive algorithms and calibration protocols, the researchers have mitigated many of these issues, ensuring consistent performance across diverse patient profiles. Ongoing refinements aim to further enhance accuracy and user-friendliness, making broad clinical adoption realistic.

The implications of this research extend beyond geriatric cardiology, potentially influencing rehabilitation programs, sports science, and preventive medicine. With further validation, SCG could monitor athletes’ fitness without exhaustive testing or assist in evaluating pulmonary function in respiratory diseases. Its versatility underscores the broad applicability of biomechanical sensing in health monitoring paradigms.

In conclusion, the integration of seismocardiography for the nonexercise estimation of cardiorespiratory fitness in older adults marks a paradigm shift in cardiovascular health assessment. By circumventing the constraints of traditional exercise testing, this technology enables safe, efficient, and insightful evaluations that can be performed repeatedly and remotely. As the elderly demographic surges worldwide, the deployment of such innovative methods will be pivotal in optimizing healthcare delivery and promoting healthier aging.

The promise of SCG transcends mere technological novelty; it represents a compassionate approach to health evaluation that respects the physical limitations and safety of vulnerable populations. Empowering healthcare providers with precise, noninvasive tools enriches clinical decision-making and enhances patient outcomes. Looking ahead, continued research and integration with digital health ecosystems will likely establish seismocardiography as a cornerstone in the management of cardiovascular fitness.

Ultimately, the study spearheaded by Sundberg and colleagues not only broadens scientific understanding but also provides a tangible blueprint for implementing cutting-edge sensing technologies in everyday clinical practice. The synergy of engineering excellence, clinical insight, and patient-centric design encapsulates the future of medical innovation — one that prioritizes accessibility, safety, and actionable intelligence for all.


Subject of Research: Nonexercise estimation of cardiorespiratory fitness in older adults using seismocardiography.

Article Title: Seismocardiography for nonexercise estimation of cardiorespiratory fitness in older adults.

Article References:
Sundberg, M., Gates, A.T., Boraxbekk, C.J., et al. Seismocardiography for nonexercise estimation of cardiorespiratory fitness in older adults. BMC Geriatr (2026). https://doi.org/10.1186/s12877-026-07771-6

Image Credits: AI Generated

Understanding the Debasement of Currency: Lessons from History

7 April 2025 at 00:21
Global stock markets faced a significant crash on Thursday and Friday, with the Dow dropping 2,200 points and the S&P 500 losing 10% in two days due to Trump's tariffs. This event highlights historical wealth manipulation by financial elites, ongoing since ancient times, emphasizing the importance of true riches found in faith.

Gold Price in Australian Dollars Predicts Moon Shot?

3 April 2025 at 02:58
The current trends indicate a significant rise in the price of gold, particularly in Australian dollars. Analysis of gold prices reveals historical patterns and signals that a potential bull market began in March 2024. Could this be the 'moon shot' we’ve been waiting for?

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