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Anvisa barra lote de água Crystal após descoberta de bactéria preocupante 

Anvisa suspende lote de água Crystal por bactéria. (Foto: Fala Ciência via Gemini)

A suspensão de um lote da água mineral Crystal sem gás pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária chamou a atenção de consumidores em diferentes regiões do país. A medida foi adotada após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa durante testes de controle de qualidade realizados pela própria fabricante.

Apesar de chamar a atenção dos consumidores, a medida foi adotada de forma preventiva e evidencia a relevância dos mecanismos de controle que garantem a qualidade de alimentos e bebidas disponíveis no mercado brasileiro.

O que motivou a retirada do produto?

A ação envolve exclusivamente o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126, produzido em janeiro de 2026. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades sanitárias, análises identificaram um resultado fora dos padrões esperados para a presença de Pseudomonas aeruginosa, um microrganismo amplamente encontrado no ambiente.

Após a constatação, a fabricante iniciou um processo de recolhimento voluntário das unidades distribuídas em alguns estados brasileiros e no Distrito Federal. Paralelamente, foi aberta uma investigação para identificar a possível origem da ocorrência.

A determinação da Anvisa inclui:

• Suspensão da comercialização do lote afetado
• Interrupção da distribuição das unidades restantes
• Orientação para que consumidores não utilizem os produtos pertencentes ao lote informado
• Acompanhamento das medidas corretivas adotadas pela empresa

O que é a bactéria Pseudomonas aeruginosa?

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria conhecida por sua capacidade de sobreviver em diferentes ambientes, incluindo água, solo e superfícies úmidas. Em condições normais, pessoas saudáveis raramente desenvolvem problemas graves devido ao contato com esse microrganismo.

No entanto, sua presença em produtos destinados ao consumo humano é considerada um indicador de falhas nos processos de controle sanitário ou de contaminação durante alguma etapa da produção, armazenamento ou distribuição.

Por esse motivo, órgãos reguladores adotam critérios rigorosos para monitorar sua presença em alimentos, bebidas e produtos de higiene.

Relação com os casos envolvendo produtos Ypê?

Muitas pessoas associaram o episódio aos recentes recolhimentos envolvendo produtos da marca Ypê, que também registraram a presença da mesma bactéria em determinados lotes.

Apesar da coincidência, os episódios são independentes. A simples identificação do mesmo microrganismo não significa que exista conexão entre as ocorrências. Cada investigação analisa separadamente as condições de fabricação, transporte e armazenamento dos produtos envolvidos.

Como identificar se a água pertence ao lote suspenso?

Consumidores que adquiriram a água Crystal sem gás devem verificar atentamente os dados impressos na embalagem.

A medida de recolhimento vale apenas para o lote:

LZ1 VAL200127 3 P 200126

Os demais produtos da marca não foram incluídos na determinação sanitária.

Por que o recolhimento é importante?

Embora a maior parte das unidades produzidas já estivesse fora do mercado quando a medida foi divulgada, a suspensão ajuda a reduzir qualquer possibilidade de consumo de produtos que não atendam integralmente aos padrões de qualidade.

Além disso, situações como essa demonstram a relevância dos programas de vigilância sanitária, que atuam para detectar problemas antes que eles possam atingir um número maior de consumidores.

A identificação precoce de não conformidades, seguida de recolhimento e investigação, representa uma das principais ferramentas para manter a segurança alimentar, a qualidade dos produtos e a proteção da saúde pública.

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Alimentação infantil: estudo explica por que escolhas saudáveis são tão difíceis para os pequenos

Estudo mostra desafios na alimentação saudável infantil. (Foto: Getty Images via Canva)

Quando uma criança rejeita verduras, pede salgadinhos ou insiste em alimentos vistos na internet, muitas pessoas apontam imediatamente a família como responsável. No entanto, uma nova pesquisa mostra que a realidade é muito mais complexa. As escolhas alimentares das crianças são influenciadas por diversos fatores que vão além do que acontece dentro de casa.

O estudo Comportamento Alimentar: Percepções e Desafios da Alimentação Saudável, realizado pelo Instituto Pensi com famílias de diferentes regiões do Brasil, identificou que aspectos econômicos, sociais e culturais exercem forte impacto sobre aquilo que chega ao prato infantil.

Muito mais do que uma questão de informação

Um dos resultados mais interessantes da pesquisa é que a maioria das famílias sabe identificar o que constitui uma alimentação saudável. Alimentos como frutas, verduras, legumes, arroz, feijão e preparações caseiras são amplamente reconhecidos como opções benéficas.

Por outro lado, produtos como refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados e fast food também são vistos como menos saudáveis.

O desafio, portanto, não está na falta de conhecimento. O que frequentemente dificulta a adoção de hábitos mais saudáveis são fatores como:

  • Preço dos alimentos
  • Tempo disponível para cozinhar
  • Carga de trabalho dos responsáveis
  • Facilidade de acesso aos produtos
  • Preferências das crianças
  • Influência da publicidade

Essa combinação cria um cenário em que a praticidade muitas vezes acaba prevalecendo sobre a intenção de oferecer refeições mais equilibradas.

O poder da publicidade e das telas

A pesquisa mostrou que muitas escolhas alimentares infantis são influenciadas por conteúdos vistos em celulares, tablets, televisão e redes sociais.

Esse resultado encontra respaldo em uma revisão sistemática publicada no JAMA Pediatrics, que analisou 96 estudos e encontrou associação entre a exposição ao marketing de alimentos e o aumento do consumo, da preferência e dos pedidos de compra por parte de crianças e adolescentes.

Em outras palavras, embalagens chamativas, personagens famosos e campanhas publicitárias podem influenciar diretamente aquilo que os pequenos desejam consumir.

Por que os ultraprocessados ganham espaço?

Os alimentos ultraprocessados apresentam características que favorecem sua presença na rotina das famílias. Eles costumam ser duráveis, prontos para consumo, amplamente disponíveis e, muitas vezes, mais práticos do que preparar refeições completas.

Dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019) mostram que o consumo desses produtos já faz parte da rotina de grande parte das crianças brasileiras.

Além disso, um levantamento do UNICEF, publicado em 2026, apontou que metade das crianças avaliadas havia consumido algum ultraprocessado no lanche do dia anterior.

Embora sejam convenientes, esses produtos geralmente apresentam maiores quantidades de açúcar, sódio e gorduras, fatores associados ao aumento do risco de obesidade e outras doenças crônicas ao longo da vida.

A escola também molda hábitos alimentares

Outro ponto destacado pela pesquisa é o papel da escola na formação dos hábitos alimentares.

Além de fornecer refeições, o ambiente escolar influencia preferências, comportamentos e a relação das crianças com a comida. Por isso, iniciativas que priorizam alimentos in natura e minimamente processados podem contribuir para a construção de hábitos mais saudáveis desde os primeiros anos de vida.

O prato infantil reflete a sociedade

Os resultados indicam que a alimentação das crianças é resultado de uma rede complexa de influências. Renda familiar, disponibilidade de alimentos, rotina de trabalho, publicidade, ambiente escolar e acesso à informação atuam simultaneamente na construção dos hábitos alimentares.

Por isso, especialistas defendem que a promoção de uma alimentação saudável não deve recair exclusivamente sobre as famílias. O enfrentamento desse desafio exige ações coletivas que envolvam educação alimentar, ambientes mais saudáveis e maior acesso a alimentos nutritivos.

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Milhões convivem com doença renal sem saber, aponta pesquisa 

Doença renal já afeta quase 800 milhões de pessoas. (Foto: Pixelshot via Canva)

Uma condição que muitas vezes evolui sem sintomas evidentes está se tornando um dos maiores desafios da saúde global. A doença renal crônica já afeta centenas de milhões de pessoas e, segundo uma ampla análise internacional, seu impacto cresce em ritmo superior ao esperado pelos especialistas.

Publicado na revista científica The Lancet, o estudo liderado por Patrick B. Mark e colaboradores, em 2025, revelou que o número de pessoas vivendo com algum grau de comprometimento da função renal saltou de 378 milhões em 1990 para 788 milhões em 2023. O avanço foi tão expressivo que a doença passou a integrar, pela primeira vez, o grupo das 10 principais causas de morte no mundo.

Uma ameaça que costuma surgir sem sinais claros

Os rins exercem funções essenciais para o organismo. Eles filtram resíduos, eliminam toxinas e ajudam a controlar o equilíbrio de líquidos, minerais e pressão arterial.

O grande problema é que a doença renal crônica costuma evoluir silenciosamente.Nos estágios iniciais, a condição costuma evoluir sem sinais evidentes. Por isso, o diagnóstico frequentemente acontece apenas quando os danos já estão mais avançados.

De acordo com a análise publicada na The Lancet, cerca de 14% da população adulta mundial convive atualmente com a condição. Em 2023, aproximadamente 1,5 milhão de mortes foram atribuídas diretamente à doença.

Muito além dos rins

Embora o nome sugira um problema restrito ao sistema urinário, os impactos vão muito além.

Os pesquisadores observaram que a perda da função renal está fortemente associada a outras doenças graves, especialmente as cardiovasculares. A análise estimou que a disfunção renal contribui para cerca de 12% das mortes relacionadas ao coração e à circulação em todo o planeta.

Além disso, a doença renal crônica também figura entre as principais causas de incapacidade, reduzindo significativamente a qualidade de vida de milhões de pessoas.

Os fatores que mais aumentam o risco

O estudo identificou três fatores que se destacam como os principais impulsionadores do problema:

Diabetes e níveis elevados de glicose
Hipertensão arterial
Obesidade e excesso de peso

Essas condições podem danificar gradualmente os vasos sanguíneos dos rins, comprometendo sua capacidade de filtração ao longo dos anos.

Por esse motivo, controlar a pressão arterial, manter níveis adequados de glicose e adotar hábitos saudáveis são medidas importantes para proteger a saúde renal.

Diagnóstico precoce pode mudar o futuro

Uma das conclusões mais importantes da pesquisa é que grande parte dos pacientes ainda se encontra nos estágios iniciais da doença.

Isso representa uma oportunidade valiosa, porque a identificação precoce permite iniciar tratamentos capazes de retardar a progressão do quadro. Mudanças no estilo de vida, controle rigoroso dos fatores de risco e medicamentos modernos podem reduzir significativamente a chance de evolução para insuficiência renal avançada.

Avanços recentes na medicina têm mostrado que certos medicamentos usados para diabetes e problemas cardiovasculares também podem contribuir para preservar a função renal. 

Um desafio crescente para a saúde global

A pesquisa publicada na The Lancet, conduzida por Patrick B. Mark e colegas em 2025, mostra que a doença renal crônica deixou de ser um problema restrito aos casos que necessitam de diálise ou transplante.

Hoje, ela é reconhecida como uma condição comum, frequentemente silenciosa e intimamente ligada a algumas das principais causas de morte no mundo. Diante desse cenário, especialistas apontam que ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento pode ser decisivo para reduzir o impacto dessa doença nas próximas décadas.

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Consumo de goiaba é associado à melhora importante da anemia 

Estudo liga suco de goiaba à melhora da anemia. (Foto: Getty Images via Canva)

Uma fruta abundante em feiras, mercados e quintais brasileiros acaba de ganhar destaque em uma área importante da saúde pública. Uma análise científica divulgada em Nutrition, Prevention & Health apontou que pessoas que consumiam suco de goiaba regularmente apresentavam aumento nos níveis de hemoglobina. 

O achado chama atenção porque a anemia por deficiência de ferro continua sendo uma das carências nutricionais mais frequentes do mundo, afetando especialmente mulheres em idade fértil, gestantes e adolescentes. Embora a suplementação de ferro continue sendo uma das principais estratégias de tratamento, os resultados sugerem que a alimentação também pode desempenhar um papel importante nesse processo.

O que a pesquisa descobriu?

A revisão científica reuniu dados de 17 estudos realizados entre 2019 e 2024, envolvendo um total de 726 mulheres, incluindo adolescentes e gestantes.

A análise dos resultados mostrou que o consumo frequente de suco de goiaba esteve associado a um aumento médio de 1,71 g/dL nos níveis de hemoglobina. Entre as gestantes, o ganho observado foi ainda maior, chegando a 1,84 g/dL.

Publicada na revista Nutrition, Prevention & Health, a pesquisa indicou que a elevação observada nos níveis de hemoglobina tem relevância clínica, principalmente em casos de anemia leve a moderada. 

O segredo está na vitamina C

Grande parte desse efeito parece estar relacionada à impressionante concentração de vitamina C presente na goiaba.

Esse nutriente desempenha uma função essencial na absorção do ferro pelo organismo. Quando consumida junto de alimentos ricos em ferro, a vitamina C facilita a transformação do mineral em uma forma mais facilmente absorvida pelo intestino.

Por esse motivo, a fruta costuma ser consumida junto de alimentos ricos em ferro, como: 

• Feijão
• Lentilha
• Grão-de-bico
• Espinafre
• Couve
• Outras verduras verde-escuras

Essa associação pode aumentar a eficiência do aproveitamento do ferro presente na alimentação.

Benefícios que vão além da absorção do ferro

A goiaba também oferece outros nutrientes importantes para a produção das células sanguíneas.

Entre eles estão:

Ácido fólico (vitamina B9)
Carotenoides
Flavonoides
Polifenóis

Esses compostos ajudam a combater o estresse oxidativo e contribuem para a proteção dos glóbulos vermelhos, favorecendo o funcionamento saudável do organismo.

Além disso, a fruta possui fibras, que colaboram para a saúde intestinal e para uma alimentação mais equilibrada.

Anemia é um problema especialmente comum entre mulheres

A falta de ferro no organismo é uma condição que atinge milhões de mulheres globalmente. Durante a gestação, por exemplo, as necessidades nutricionais aumentam significativamente devido ao crescimento do bebê e à expansão do volume sanguíneo materno.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os critérios atualizados em 2025 consideram anemia gestacional quando os níveis de hemoglobina ficam abaixo de 11 g/dL.

Além da gravidez, fatores como menstruação intensa, alimentação inadequada e dificuldades na absorção de nutrientes também contribuem para o desenvolvimento da condição.

Aliada, mas não substituta 

Apesar dos resultados promissores, os próprios pesquisadores alertam que a goiaba não deve ser encarada como substituta do tratamento médico convencional.

A revisão identificou diferenças entre os estudos analisados, incluindo quantidades variadas de suco consumidas e períodos distintos de acompanhamento. Por esse motivo, ainda são necessárias pesquisas mais robustas para determinar a dose ideal e confirmar os benefícios em diferentes populações.

Ainda assim, os resultados publicados na Nutrition, Prevention & Health sugerem que a goiaba pode contribuir para estratégias alimentares destinadas à prevenção e ao controle da anemia por deficiência de ferro, sobretudo em locais onde a fruta é abundante e de baixo custo. 

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Por que tantas mulheres ainda morrem durante a gravidez no Brasil?

Maioria das mortes maternas ainda é evitável. (Foto: TrueCreatives via Canva)

A gravidez e o parto representam momentos marcantes na vida de milhões de mulheres. No entanto, para muitas famílias brasileiras, esse período ainda pode terminar de forma trágica. Apesar dos avanços da medicina e da ampliação do acesso aos serviços de saúde, o país continua registrando um número preocupante de mortes relacionadas à gestação, ao parto e ao pós-parto.

Dados mais recentes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-Datasus) mostram que, em 2024, o Brasil registrou 1.347 mortes maternas, o equivalente a 56,4 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos. O índice permanece distante da meta nacional, que busca reduzir esse número para 30 mortes por 100 mil nascidos vivos até 2030.

Um problema que, na maioria dos casos, pode ser evitado

A mortalidade materna é considerada um importante indicador da qualidade da assistência à saúde. Segundo estimativas da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), cerca de 90% dessas mortes poderiam ser prevenidas com diagnóstico precoce, acompanhamento adequado e atendimento rápido diante de complicações.

Grande parte dos óbitos está relacionada às chamadas causas obstétricas diretas, que surgem durante a gestação, o parto ou o puerpério. Entre os principais fatores estão:

Síndromes hipertensivas da gravidez
Hemorragias obstétricas
Infecções após o parto
Complicações relacionadas ao aborto

Juntas, essas condições representam a maioria das mortes maternas registradas no país.

O pré-natal faz diferença nos desfechos

Especialistas apontam que um dos instrumentos mais importantes para reduzir os riscos é o pré-natal realizado de forma precoce e contínua.

Durante as consultas, os profissionais conseguem identificar fatores de risco, acompanhar a evolução da gestação e orientar medidas capazes de prevenir complicações futuras.

Doenças como hipertensão arterial, diabetes gestacional, obesidade e outras condições clínicas podem ser monitoradas com maior segurança quando diagnosticadas ainda nos primeiros meses da gravidez.

Além disso, exames periódicos ajudam a detectar alterações que muitas vezes não apresentam sintomas evidentes.

O pós-parto exige atenção redobrada

Muitas pessoas acreditam que os riscos terminam após o nascimento do bebê. No entanto, o período conhecido como puerpério, que corresponde às semanas seguintes ao parto, continua sendo uma fase crítica para a saúde materna.

Nessa etapa, algumas complicações podem surgir ou se agravar rapidamente. Por isso, especialistas alertam para sinais que exigem avaliação médica imediata:

Sangramento excessivo
Febre persistente
Falta de ar
Dor no peito
Dor de cabeça intensa
Alterações visuais
Pressão arterial elevada

A recomendação é que a mulher mantenha o acompanhamento médico logo após a alta hospitalar, especialmente nos primeiros dias após o parto.

Saúde mental também salva vidas

Outro aspecto que vem ganhando destaque é a saúde mental materna. O sofrimento psicológico após o nascimento do bebê nem sempre recebe a atenção necessária, mas pode trazer consequências importantes.

Sintomas como tristeza intensa, ansiedade persistente, insônia, exaustão extrema e dificuldade de criar vínculo com o recém-nascido merecem avaliação profissional. Em situações mais graves, podem surgir comportamentos de risco que exigem intervenção imediata.

Caminho para reduzir as mortes

A redução da mortalidade materna depende de uma combinação de fatores, incluindo acesso ao pré-natal, equipes multiprofissionais qualificadas, assistência adequada durante o parto e acompanhamento no pós-parto.

Embora o Brasil tenha avançado nas últimas décadas, os números mostram que ainda existe um longo caminho pela frente. Como a maioria dessas mortes é considerada evitável, ampliar o acesso a cuidados de qualidade continua sendo uma das estratégias mais importantes para proteger a vida das mães e garantir uma gestação mais segura.

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Sem vacina e sem tratamento: o desafio da nova cepa do ebola 

Pesquisadores aceleram busca por vacina contra ebola. (Foto: Getty Images via Canva)

A volta do ebola ao centro das preocupações globais trouxe um problema que ainda desafia a ciência. Sem vacina aprovada e sem tratamento específico disponível, a cepa Bundibugyo do vírus voltou a mobilizar pesquisadores, autoridades sanitárias e instituições internacionais em uma corrida contra o tempo. Enquanto surtos recentes preocupam especialistas, a falta de ferramentas direcionadas para combater essa variante expõe uma vulnerabilidade importante no enfrentamento da doença.

Embora o nome ebola seja amplamente conhecido, muitas pessoas não sabem que existem diferentes espécies do vírus. Algumas delas já contam com vacinas licenciadas e tratamentos desenvolvidos ao longo dos últimos anos. No entanto, esse não é o caso da cepa Bundibugyo, que permanece sem opções específicas aprovadas para prevenção ou tratamento.

Por que esta variante ainda não conta com proteção específica?

Uma das principais razões está relacionada ao histórico da própria doença. A cepa Bundibugyo é considerada mais rara quando comparada à variante Zaire, responsável pelos surtos mais conhecidos e por algumas das epidemias mais graves já registradas.

Como houve menos ocorrências ao longo dos anos, o volume de pesquisas também foi menor. Consequentemente, os investimentos científicos e os estudos clínicos avançaram em ritmo mais lento.

Além disso, vacinas desenvolvidas para uma espécie do ebola não oferecem proteção automática contra todas as demais variantes. Cada uma apresenta características biológicas próprias, exigindo pesquisas específicas para comprovar segurança e eficácia.

A ausência de tratamento amplia o desafio

O problema não se limita à falta de vacinas. Até o momento, também não existe um medicamento aprovado especificamente para combater a doença causada pela cepa Bundibugyo.

Os tratamentos modernos baseados em anticorpos monoclonais, que demonstraram resultados importantes contra a cepa Zaire, ainda não tiveram eficácia confirmada para essa variante.

Por esse motivo, os profissionais de saúde concentram os esforços em terapias de suporte destinadas a aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes. Entre os cuidados mais utilizados estão:

Reposição de líquidos e eletrólitos
Monitoramento cardíaco e laboratorial
Suporte respiratório quando necessário
Monitoramento dos sintomas e prevenção de consequências mais graves 

Essas medidas não eliminam o vírus, mas ajudam o organismo a enfrentar os efeitos da infecção.

Diagnosticar rapidamente virou uma prioridade

Outro obstáculo importante é o diagnóstico. A confirmação dos casos depende de testes laboratoriais específicos capazes de identificar a cepa Bundibugyo.

Em regiões afetadas pelos surtos, a disponibilidade desses exames ainda é limitada. Como resultado, a identificação dos infectados pode demorar, dificultando o rastreamento de contatos e o isolamento dos pacientes.

Essa situação aumenta o risco de disseminação do vírus e torna o controle do surto mais complexo.

Vacinas experimentais trazem esperança

Apesar das dificuldades, pesquisadores têm acelerado o desenvolvimento de novas estratégias de combate à doença.

Entre as candidatas mais avançadas está a vacina ChAdOx1 BDBV, criada pela University of Oxford em parceria com o Serum Institute of India. A tecnologia empregada é semelhante à utilizada no imunizante Oxford/AstraZeneca durante a pandemia. 

Além dela, outras vacinas experimentais também estão sendo avaliadas. Paralelamente, cientistas investigam antivirais e terapias baseadas em anticorpos para verificar se podem oferecer proteção contra a variante Bundibugyo.

Entre os medicamentos estudados estão o remdesivir e o obeldesivir, que apresentaram resultados promissores em análises laboratoriais iniciais.

Uma corrida contra o tempo

Mesmo com os avanços recentes, especialistas alertam que o desenvolvimento de vacinas e tratamentos exige diversas etapas de avaliação antes de chegar à população.

Por isso, a cepa Bundibugyo continua sendo um dos maiores desafios atuais no combate ao ebola. Sem imunizantes aprovados e sem terapias específicas, o controle da doença depende principalmente da vigilância epidemiológica, do diagnóstico precoce e dos cuidados médicos de suporte.

Enquanto a ciência trabalha para preencher essa lacuna, o objetivo permanece o mesmo: impedir que uma variante ainda pouco conhecida se transforme em uma ameaça ainda maior para a saúde global.

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Vulcão colossal de Marte pode ter permanecido ativo por bilhões de anos

Olympus Mons desafia a ciência: gigante marciano permaneceu ativo por bilhões de anos. (Imagem: NASA)

Quando pensamos em vulcões, imagens de montanhas imponentes na Terra costumam vir à mente. No entanto, nenhum deles se compara ao Olympus Mons, uma estrutura colossal localizada em Marte e considerada o maior vulcão do Sistema Solar. Com dimensões impressionantes e uma história geológica que atravessa bilhões de anos, esse gigante marciano continua fornecendo pistas valiosas sobre a evolução do Planeta Vermelho.

Além de seu tamanho extraordinário, o Olympus Mons desperta interesse científico porque apresenta evidências de atividade vulcânica relativamente recente em termos geológicos. Essa característica sugere que Marte pode ter permanecido geologicamente ativo por muito mais tempo do que se imaginava anteriormente. Destaques da descoberta:

  • O Olympus Mons possui cerca de 600 quilômetros de diâmetro;
  • Sua altitude chega a aproximadamente 21 quilômetros;
  • As evidências indicam que o surgimento dessa imensa estrutura vulcânica aconteceu há cerca de 3,5 bilhões de anos. 
  • Há indícios de fluxos de lava ocorridos em épocas mais recentes;
  • Geadas foram identificadas em áreas próximas ao equador marciano.

Uma estrutura colossal moldada ao longo de bilhões de anos

Classificado como um vulcão em escudo, o Olympus Mons foi formado por sucessivas erupções de lava que se espalharam por grandes distâncias, criando uma montanha de proporções extraordinárias. Sua base se estende por centenas de quilômetros, cobrindo uma área maior do que muitos estados e países da Terra.

Apesar de ser a montanha mais alta conhecida do Sistema Solar, suas encostas apresentam inclinações suaves. Por isso, um viajante percorrendo sua superfície provavelmente teria dificuldade para perceber a magnitude da elevação ao seu redor.

Os cientistas acreditam que esse crescimento excepcional foi favorecido pelas características únicas de Marte. A menor gravidade do planeta e a ausência de movimentação significativa de placas tectônicas permitiram que o magma emergisse repetidamente na mesma região, acumulando camadas de rocha vulcânica ao longo de bilhões de anos e dando origem a uma das formações geológicas mais impressionantes já observadas.

Sinais de um passado geológico surpreendentemente recente

Embora a construção inicial do vulcão tenha começado nos primórdios da história marciana, análises orbitais indicam que alguns fluxos de lava podem ser muito mais jovens. Em escala geológica, isso sugere que o interior de Marte permaneceu ativo por longos períodos.

Outro aspecto intrigante é a detecção de geada em uma região próxima ao equador. A descoberta desafia expectativas anteriores, já que essa área recebe considerável incidência solar e possui uma atmosfera extremamente fina.

Conexão inesperada entre Marte e a Terra

Pesquisadores também investigam a possibilidade de que impactos ocorridos em crateras associadas ao Olympus Mons tenham lançado fragmentos de rochas marcianas para o espaço. Alguns desses materiais podem ter viajado por milhões de anos até alcançar a Terra na forma de meteoritos.

Essas evidências reforçam a importância do Olympus Mons para compreender não apenas a história geológica de Marte, mas também os processos que moldaram o Sistema Solar. À medida que novas missões exploram o planeta, esse gigante continua revelando detalhes que ajudam a reconstruir um passado ainda cheio de mistérios.

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Cigarros aromatizados podem estar atraindo uma nova geração de dependentes 

Vapes atraem jovens, mas não são livres de riscos. (Foto: Adina Matasaru's Images via Canva)

Coloridos, perfumados e com sabores que lembram frutas, doces e bebidas famosas, os produtos de nicotina estão ganhando espaço entre adolescentes e jovens. O problema é que, por trás dessa aparência mais agradável, especialistas alertam para um risco que continua o mesmo: a dependência de nicotina e suas consequências para a saúde.

Nos últimos anos, a preocupação deixou de estar concentrada apenas nos cigarros tradicionais. Hoje, dispositivos eletrônicos para fumar, como vapes e pods, além de cigarros com aromas e sabores, passaram a ocupar o centro do debate sobre prevenção ao tabagismo. A principal razão é o potencial desses produtos de facilitar a experimentação e atrair novos consumidores ainda na adolescência.

A nova face da dependência de nicotina

Empresas do setor têm desenvolvido produtos projetados para tornar o consumo mais atrativo. Sabores doces, fragrâncias marcantes e apresentações visualmente atraentes podem fazer esses produtos parecerem menos nocivos, aumentando o interesse dos jovens. 

Essa estratégia preocupa autoridades de saúde porque a adolescência é um período marcado por curiosidade, busca por pertencimento social e maior exposição a tendências divulgadas nas redes sociais. Nesse contexto, produtos com sabores diferenciados podem funcionar como uma porta de entrada para o consumo regular de nicotina.

De acordo com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) citados pelo INCA, cerca de 2,6 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos consomem produtos derivados do tabaco nas Américas. Além disso, aproximadamente 2 milhões utilizam cigarros eletrônicos.

O impacto vai muito além do vício

O consumo de nicotina pode levar à dependência de forma relativamente rápida. Quando o consumo se torna frequente, o organismo passa a exigir doses regulares, dificultando a interrupção do hábito.

Além disso, o tabagismo continua associado a diversas doenças crônicas, incluindo:

Cânceres de diferentes tipos
Doenças cardiovasculares
Diabetes
Doenças respiratórias crônicas

Por esse motivo, a prevenção da iniciação ao consumo é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir os danos causados pelo tabaco ao longo da vida.

Estudo questiona argumentos da indústria

O debate sobre os aditivos de sabor ganhou força após a publicação de um estudo na revista científica Tobacco Control, assinado por André Zsklo e colaboradores em 2026. Após analisar dados do setor, os pesquisadores observaram que uma quantidade expressiva de marcas registradas no país não utilizava os aditivos questionados na Justiça. 

Os resultados sugerem que a produção de cigarros sem aromas e sabores adicionais é tecnicamente viável, contrariando argumentos frequentemente apresentados pelo setor.

Por que os especialistas estão em alerta?

A preocupação atual não se limita aos cigarros convencionais. O mercado vem incorporando novas tecnologias, incluindo produtos com nicotina sintética e diferentes formulações que aumentam a atratividade entre os mais jovens.

Especialistas apontam que esses recursos podem ampliar o número de pessoas expostas à nicotina em uma fase da vida marcada pelo desenvolvimento cerebral e pela formação de hábitos duradouros.

Por isso, órgãos de saúde defendem medidas capazes de reduzir o apelo desses produtos e dificultar a iniciação ao consumo. O objetivo é evitar que sabores, aromas e estratégias de marketing transformem uma nova geração em dependentes de uma substância associada a graves impactos para a saúde pública.

Diante desse cenário, o alerta é claro: apesar da aparência moderna e dos sabores atrativos, produtos que contêm nicotina continuam apresentando riscos importantes, especialmente para adolescentes e jovens.

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ONU faz alerta urgente sobre El Niño e eventos climáticos extremos

El Niño avança e pode intensificar calor, secas e chuvas extremas no mundo. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)

O planeta pode estar prestes a enfrentar mais um período marcado por ondas de calor intensas, secas prolongadas e chuvas extremas. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta que as condições para o desenvolvimento do El Niño estão se fortalecendo rapidamente no Oceano Pacífico, elevando o risco de impactos climáticos significativos em diversas regiões do mundo.

O fenômeno é conhecido por alterar a circulação atmosférica global e influenciar padrões de temperatura e precipitação. Embora seja um processo natural do sistema climático terrestre, seus efeitos podem se tornar mais severos em um mundo que já enfrenta temperaturas recordes devido ao aquecimento global. Entre os principais impactos esperados estão:

  • Aumento da frequência de ondas de calor;
  • Maior risco de secas em determinadas regiões;
  • Intensificação de chuvas fortes e enchentes em outras áreas;
  • Alterações na agricultura, nos recursos hídricos e na produção de energia.

Um oceano mais quente acende o sinal de alerta

Os dados mais recentes indicam que as águas superficiais do Pacífico equatorial estão aquecendo de forma consistente, um dos principais sinais associados ao início do El Niño. Além disso, medições realizadas abaixo da superfície do oceano mostram temperaturas muito acima da média histórica, reforçando a tendência observada pelos modelos climáticos.

Esse cenário aumenta significativamente a probabilidade de o fenômeno se consolidar nos próximos meses. As projeções também sugerem que ele poderá atingir intensidade moderada ou até forte, ampliando sua capacidade de influenciar o clima em escala global.

Por que os efeitos podem ser mais intensos atualmente?

Embora não existam evidências de que as mudanças climáticas aumentem diretamente a frequência dos episódios de El Niño, os especialistas apontam que um planeta mais quente cria condições favoráveis para impactos mais severos.

Em outras palavras, oceanos e atmosfera aquecidos armazenam mais energia e umidade. Como resultado, eventos extremos tendem a apresentar maior intensidade, potencializando riscos para populações, infraestrutura e ecossistemas.

Setores estratégicos devem se preparar

As previsões indicam temperaturas acima da média em grande parte do planeta durante os próximos meses. Dessa forma, governos e setores econômicos precisam reforçar medidas de adaptação e monitoramento.

Áreas como agricultura, gestão de recursos hídricos, saúde pública e energia estão entre as mais vulneráveis às oscilações provocadas pelo fenômeno. Além disso, sistemas de alerta precoce desempenham papel fundamental para reduzir danos e aumentar a capacidade de resposta diante de eventos extremos.

À medida que novas atualizações climáticas forem divulgadas, especialistas continuarão acompanhando a evolução do fenômeno. Enquanto isso, a preparação antecipada surge como uma das principais ferramentas para enfrentar os desafios que o próximo El Niño poderá trazer.

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Bactérias podem criar plásticos e cosméticos sem petróleo e sem carbono

Bactérias podem transformar CO₂ em plásticos e cosméticos sustentáveis (Imagem: Fala Ciência via Gemini)

A dependência da indústria química de combustíveis fósseis ainda está presente em milhares de produtos utilizados diariamente, desde embalagens plásticas até cosméticos e medicamentos. No entanto, uma iniciativa científica europeia busca mudar esse cenário por meio da biotecnologia, utilizando bactérias geneticamente modificadas para transformar matérias-primas sustentáveis em compostos químicos de alto valor industrial.

O projeto CarboNcare, liderado por pesquisadores da Charité, Universitätsmedizin Berlin, aposta em uma estratégia inovadora para reduzir as emissões de carbono e diminuir a necessidade de petróleo, gás natural e carvão na fabricação de produtos essenciais. Entre os possíveis benefícios da tecnologia estão:

  • Produção de compostos químicos com menor impacto ambiental;
  • Redução da dependência de recursos fósseis;
  • Menor competição com a produção de alimentos;
  • Avanço da economia circular de carbono;
  • Desenvolvimento de processos industriais mais sustentáveis.

Um novo destino para o dióxido de carbono

A proposta dos cientistas é aproveitar o potencial do CO₂ capturado da atmosfera para criar uma cadeia produtiva mais eficiente. Atualmente, já existem tecnologias capazes de converter esse dióxido de carbono em metanol sustentável, um composto amplamente utilizado pela indústria química.

A próxima etapa consiste em utilizar esse metanol como alimento para bactérias especialmente modificadas em laboratório. Dessa forma, os microrganismos funcionariam como pequenas fábricas biológicas capazes de gerar substâncias fundamentais para diferentes setores econômicos.

Essa abordagem pode contribuir para um ciclo de carbono mais equilibrado, no qual parte do carbono liberado ao ambiente retorna ao processo produtivo em vez de permanecer acumulado na atmosfera.

Microrganismos transformados em fábricas biológicas

Os pesquisadores estão trabalhando principalmente com as bactérias Escherichia coli e Pseudomonas putida, duas espécies já conhecidas e utilizadas em aplicações industriais. Após modificações genéticas, esses microrganismos passam a converter metanol em compostos como:

  • Lactato;
  • Succinato;
  • 2,3-butanodiol.

Essas moléculas são empregadas na fabricação de bioplásticos, revestimentos farmacêuticos, conservantes alimentares, cosméticos e até componentes utilizados na produção de pneus.

Um dos grandes desafios do projeto é direcionar a energia metabólica das bactérias para a produção desses compostos, aumentando a eficiência do processo e tornando-o mais adequado para aplicações industriais.

Da simulação computacional à indústria

Antes de realizar alterações biológicas complexas, os cientistas utilizam modelos computacionais para prever o comportamento metabólico das bactérias. Essa etapa permite identificar quais modificações podem gerar melhores resultados em larga escala.

Além disso, o projeto também avalia aspectos econômicos e ambientais, garantindo que a tecnologia seja viável fora dos laboratórios. A meta é desenvolver um sistema capaz de operar em processos industriais reais, contribuindo para uma produção mais limpa e competitiva.

Com a crescente demanda global por compostos químicos sustentáveis, iniciativas como o CarboNcare demonstram como a união entre engenharia genética, economia circular e biotecnologia industrial pode abrir caminho para uma nova geração de plásticos, cosméticos e medicamentos produzidos com uma pegada de carbono muito menor.

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Sensação de inchaço constante pode ter relação com estes alimentos 

Alguns alimentos podem aumentar o inchaço diário. (Foto: Aflo Images via Canva)

A sensação de roupa apertada, barriga estufada e corpo pesado pode surgir mesmo em pessoas que não ganharam peso recentemente. Em muitos casos, o problema está relacionado à retenção de líquidos, ao excesso de gases e a processos inflamatórios favorecidos pelos hábitos alimentares do dia a dia.

Embora não exista uma solução instantânea para eliminar o inchaço, alguns ajustes simples na alimentação costumam trazer resultados perceptíveis em poucos dias. O segredo está em identificar os alimentos que favorecem o acúmulo de líquidos e dificultam o funcionamento adequado do organismo.

O excesso de sal está ligado ao inchaço 

Quando o assunto é inchaço, o sódio em excesso aparece entre os maiores vilões. O motivo é que o sódio interfere no controle da quantidade de líquidos no corpo. Quando consumido em grandes quantidades, o organismo tende a reter mais água.

Os alimentos que mais concentram sódio geralmente são os ultraprocessados, como:

• Embutidos e carnes processadas
• Macarrão instantâneo
• Salgadinhos industrializados
• Molhos prontos
• Temperos industrializados
• Sopas instantâneas

Além disso, muitos produtos considerados “práticos” escondem quantidades elevadas de sal, mesmo quando não apresentam sabor excessivamente salgado.

Açúcar em excesso também pode favorecer o desconforto

Muitas pessoas associam o inchaço apenas ao sal, mas o consumo frequente de açúcares adicionados também merece atenção.

Dietas ricas em doces, refrigerantes, biscoitos recheados e sobremesas industrializadas podem contribuir para alterações metabólicas que favorecem inflamação e retenção de líquidos. Além disso, o excesso de açúcar pode impactar negativamente a microbiota intestinal, aumentando episódios de gases e distensão abdominal.

Bebidas alcoólicas podem piorar a retenção de líquidos

Apesar de inicialmente aumentarem a eliminação de líquidos pela urina, as bebidas alcoólicas podem provocar um efeito contrário nas horas seguintes.

O álcool favorece a desidratação, levando o organismo a ativar mecanismos de compensação que contribuem para a retenção hídrica. Como consequência, muitas pessoas acordam com sensação de rosto inchado, mãos mais volumosas e desconforto abdominal após episódios de consumo excessivo.

Alguns alimentos podem causar estufamento em pessoas sensíveis

Nem todo inchaço está relacionado à retenção de líquidos. Em muitos casos, a sensação de barriga aumentada ocorre devido à formação de gases ou à digestão mais lenta.

Dependendo da tolerância individual, alguns alimentos podem contribuir para esse quadro, como:

• Laticínios podem causar desconforto em pessoas com intolerância à lactose
• Preparações muito gordurosas
• Refrigerantes e bebidas gaseificadas
• Excesso de farinha branca e produtos refinados

Por isso, observar a resposta do próprio organismo após as refeições pode ajudar a identificar possíveis gatilhos.

O que colocar no prato para ajudar o corpo a desinchar

Tão importante quanto reduzir determinados alimentos é aumentar o consumo daqueles que ajudam o organismo a funcionar melhor.

Entre os principais aliados estão:

Água, fundamental para regular o equilíbrio dos líquidos corporais
Frutas ricas em potássio, como banana, melão e mamão
Vegetais in natura, ricos em vitaminas e minerais necessários ao organismo
Fontes de fibras que contribuem para a regularidade intestinal
Legumes e verduras variados, que auxiliam na saúde digestiva

Além disso, manter uma rotina de atividade física e evitar longos períodos sentado pode contribuir para reduzir a sensação de inchaço ao longo do dia.

Pequenas mudanças costumam fazer grande diferença

O inchaço corporal nem sempre está ligado ao ganho de gordura. Frequentemente, ele reflete hábitos alimentares que favorecem a retenção de líquidos, a inflamação e o desconforto digestivo.

Por isso, diminuir o consumo de ultraprocessados, controlar o excesso de sal e açúcar, moderar bebidas alcoólicas e priorizar alimentos naturais são medidas que podem melhorar significativamente a sensação de leveza e bem-estar. Em muitos casos, pequenas mudanças na rotina já são suficientes para perceber resultados em poucos dias.

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