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OpenAI atualiza Codex para conquistar quem não mexe com código

3 June 2026 at 21:00

A OpenAI lançou melhorias para o assistente de automação Codex com foco em quem usa a ferramenta para além da programação. As novidades incluem plugins para áreas específicas, como marketing e análise de dados, e a possibilidade de converter projetos em sites interativos.

De acordo com a criadora do ChatGPT, o Codex tem mais de 5 milhões de usuários ativos semanais, sendo que 20% deles são representados por profissionais que não atuam como desenvolvedores: analistas de marketing, designers, banqueiros e pesquisadores estão no grupo, por exemplo.

O que há de novo no Codex

O assistente ganhou suporte para plugins adaptados para diferentes setores: cada componente reúne aplicativos e habilidades importantes para a área do mercado de trabalho selecionada, sem passar por uma configuração prévia. A empresa lista 110 habilidades diferentes.

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Outra novidade é o recurso Sites, que permite criar web apps interativos e compartilháveis sobre o projeto criado no assistente. Dessa forma, mais pessoas da mesma empresa podem ter uma visão geral do conteúdo e acompanhar o desenvolvimento de perto, como um site com dados específicos para uma próxima reunião com um cliente.

Codex poderá criar sites para você (Imagem: Divulgação/OpenAI)

Já a função Anotações pode ser usada para editar partes específicas de um documento, sem afetar o projeto como um todo. É ideal para documentos como relatórios, apresentações e planilhas.

Vale destacar que o Codex está disponível apenas em planos pagos do ChatGPT.

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Fim da voz clonada: Android cria trava "invisível" contra golpes por IA

3 June 2026 at 17:10

O Google anunciou um novo modo para detectar chamadas falsas no Android nesta terça-feira (02). A ferramenta opera em segundo plano e identifica ligações verdadeiras a partir de um “aperto de mão digital” para evitar golpes.

O objetivo é combater fraudes cada vez mais sofisticadas: criminosos podem usar técnicas de spoofing para fazer com que um número apareça como o de uma pessoa que você conheça, enquanto IA pode ser usada para clonar a voz e persuadir a vítima. 

De acordo com a Gigante das Buscas, a ferramenta é pioneira na indústria nesse sentido e vai funcionar no aplicativo Telefone, do Google.

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Como o recurso protege contra golpe da voz clonada

Quando você recebe uma ligação e ambas as pessoas usam o aplicativo Telefone, o aparelho do remetente envia um sinal invisível para o seu celular para verificar a chamada e confirmar que os contatos são legítimos. 

O processo é chamado de “aperto de mão digital” pelo Google e é criptografado com a tecnologia RCS (a mesma usada para troca de mensagens). A pessoa que recebe a ligação não precisa fazer nenhuma ação no celular.

A proteção entra em ação quando o aparelho não consegue verificar o dispositivo que faz a chamada. Portanto, se uma pessoa recebe uma ligação com o nome “Mãe”, mas o processo não é validado pelo RCS, o app mostra um aviso na tela para sinalizar que aquela tentativa de contato possivelmente é falsa.

App de telefone do Android vai alertar quando uma chamada tenta se passar por outra pessoa (Imagem: Divulgação/Google)

Quem pode usar a novidade?

O recurso começou a ser liberado na linha Google Pixel e vai chegar em breve ao app Telefone para todos os aparelhos com Android 12. É importante destacar que o modo opera apenas no aplicativo feito pela empresa — a Samsung tem um app próprio para gerenciar chamadas, por exemplo.

O Google também liberou recentemente uma ferramenta para evitar chamadas falsas de bancos e instituições financeiras.

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Perplexity quer transformar seu PC em data center para resolver dilema da IA

3 June 2026 at 14:05

O Perplexity anunciou um novo “orquestrador” durante a Computex 2026 para gerenciar o uso computacional de IA. Em resumo, a ferramenta escolhe automaticamente quando usar o processamento local do computador ou a tecnologia em nuvem para executar uma tarefa com inteligência artificial.

A novidade foca na inferência, processo em que as IAs usam todo o conhecimento disponível para gerar as respostas aos prompts. O orquestrador controla o processo e decide como delegar entre servidor e máquina, tirando o peso da decisão sobre o usuário.

De certo modo, o computador vira um protótipo de data center, já que os centros de dados são usados no processo de inferência para decidir a energia gasta em cada comando.

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Perplexity quer equilibrar uso local com os servidores em nuvem (Imagem: Arte/Canaltech)

Por que isso importa?

A ferramenta surge para resolver um problema comum no uso de agentes de IA: escolher quando rodar uma tarefa localmente (de olho nos assistentes estilo OpenClaw) ou delegar para a nuvem para explorar maior poder computacional.

De acordo com o Perplexity, a maioria das tarefas são mistas, então é necessário ter um equilíbrio. O uso local é importante para processar dados sensíveis e arquivos confidenciais porque as informações não são enviadas para servidores de terceiros, enquanto a nuvem garante melhor desempenho.

A empresa lançou o modo Computer no começo do ano, no qual o assistente recorre a modelos de IA de marcas diferentes para resolver a mesma tarefa. Com o orquestrador, o Perplexity ganha mais um toque de personalização nesse processo.

Além disso, o recurso surge no momento em que o mercado de hardware prepara novos chips voltados para a era da IA agêntica, como é o caso do RTX Spark da NVIDIA, que marca a entrada da empresa no segmento de processadores para PCs. 

Por enquanto, ainda não há previsão de lançamento do orquestrador.

O Perplexity é conhecido por combinar LLMs de diferentes empresas: confira os modelos de IA usados pelo assistente

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Fogo amigo? IA da própria Meta pode ter entregado contas do Instagram a hackers

3 June 2026 at 12:15

O assistente Meta AI foi usado por hackers para interceptar contas do Instagram de outras pessoas. Uma vulnerabilidade no chatbot permitiu mudar o endereço de e-mail associado a diversos perfis e abriu caminho para ações maliciosas, de acordo com o site 404 Media.

Os invasores seguiram um caminho muito simples: entraram com um pedido de recuperação e depois vincularam um novo endereço de e-mail ao perfil. A IA atendeu ao pedido sem exigir nenhuma etapa de segurança adicional, como uso de senha ou autenticação em dois fatores.

O código enviado ao e-mail do hacker permite acessar a conta, mudar a senha e “roubar” o perfil. O método foi difundido em grupos de cibercriminosos no Instagram e foi relatado por usuários nas redes sociais — perfis verificados, como o da marca Sephora, foram hackeados nos últimos dias, mas ainda não é possível afirmar que foram vítimas desse tipo de ataque. 

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A Meta tem um chatbot de IA desde o final do ano passado para auxiliar com o suporte técnico de seus respectivos apps, incluindo denúncias e recuperação de contas.

Para o gerente de Engenharia de Segurança da empresa Check Point Software Brasil, Fernando de Falchi, o caso não se iguala a uma situação de injeção de prompt (quando a IA é induzida ao erro por um prompt específico), mas sim um problema de delegar o fluxo do suporte técnico para a inteligência artificial.

“Isso se parece menos com um ataque tradicional de injeção de prompt ou um ‘AI jailbreak’ e mais com uma falha na forma como confiança e autoridade foram delegadas a um fluxo de trabalho de suporte baseado em IA”, comentou.

Hackers simplesmente pediram para enviar código de recuperação a um novo e-mail e assistente da Meta atendeu (Imagem: Reprodução/404 Media)

Meta afirma ter resolvido o problema

Em comunicado enviado à reportagem original, a Meta confirmou que o problema tinha sido resolvido e a empresa já trabalha para auxiliar as contas prejudicadas.

Confira algumas dicas para proteger a sua conta no Instagram e deixar o app mais seguro.

Leia a matéria no Canaltech.

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