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GitHub Copilot muda cobrança e créditos acabam em poucas horas, relatam usuários

2 June 2026 at 16:05

A política de cobrança baseada no uso do GitHub Copilot entrou em vigor nesta segunda-feira (1º). O novo modelo, no entanto, tornou-se alvo de queixas entre os usuários da ferramenta de inteligência artificial (IA).

É o que mostram relatos compartilhados em redes sociais, como o X e o Reddit. Em alguns casos, foi necessário apenas algumas horas para utilizar todo ou mais da metade do saldo. Especialmente no plano Pro, que oferece apenas US$ 10 de crédito por mês.

This is basically unusable GitHub Copilot Pro+ with not heavy usage today more then half monthly credits. pic.twitter.com/vSBxNEiEKx

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— Wiesław Šoltés (@wieslawsoltes) June 1, 2026

As queixas também foram compartilhadas no fórum do GitHub. “Em apenas algumas horas, 19% do meu consumo já se foi, e estou no plano Copilot Pro+”, diz a publicação. “No mês passado, meu consumo mensal total foi de apenas 63%, e agora parece que um único dia é suficiente para esgotar todos os créditos de IA”.

Mudança nos planos

Os relatos são voltados à alteração da política do GitHub, anunciada em abril. Na ocasião, a empresa informou que passaria a cobrar pelo consumo de tokens, uma vez que “uma pergunta rápida no chat e uma sessão autônoma de desenvolvimento de várias horas” resultava no mesmo valor na fatura de usuários no sistema anterior.

“O GitHub absorveu grande parte do custo crescente de inferência associado a esse uso, mas o modelo atual de solicitações premium não é mais sustentável”, diz a companhia. “A cobrança baseada no uso resolve isso. Ela alinha melhor os preços com o uso real, nos ajuda a manter a confiabilidade do serviço a longo prazo e reduz a necessidade de restringir o acesso a usuários que consomem muitos recursos.”

Agora, os usuários recebem um saldo ao assinar o Copilot, que é deduzido a partir do consumo de tokens. Dessa forma, quanto maior uso e mais complexa a requisição, maior será o gasto.

O crédito varia de acordo com o plano escolhido, e é oferecido mensalmente. No caso das ofertas para uso pessoal, o Copilot Pro oferece US$ 10 enquanto o Pro+ garante US$ 39. Ao consumir toda a quantia, os usuários têm duas opções: aguardar a recarga do próximo ciclo ou adquirir mais saldo por conta própria.

A medida também foi aplicada em planos corporativos, também sem alteração das mensalidades das assinaturas.

Além disso, a revisão de código do Copilot também consumirá minutos do GitHub Actions, além dos créditos de IA. As sugestões de conclusão de código e de edição, por outro lado, continuam disponíveis em todos os planos sem custo adicional.

Leia a matéria no Canaltech.

Linha Fantasma: PF faz operação contra golpes que fingem ser centrais de banco

2 June 2026 at 14:23

Golpes bancários foram alvos da Operação Linha Fantasma, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (2). A ação mira no esquema da “falsa central telefônica”, que aborda vítimas através do envio de mensagens com um alerta de compra suspeita e um número 0800 para supostamente entrar em contato com o banco.

“Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude eletrônica, de associação criminosa e de lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados no curso das investigações”, informou a PF.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois de prisão, além de duas prisões em flagrante, em Feira de Santana (BA) e em São Paulo (SP).

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Falsa central telefônica

A operação foca em fraudes que exploram a “falsa central telefônica”, iniciada por meio de uma mensagem de texto (SMS) que se passa por uma instituição financeira. Nela, há sempre um aviso sobre transações suspeitas, a fim de gerar uma sensação de preocupação e urgência nas vítimas, e um número de telefone para “resolver” o problema.

O objetivo das chamadas varia. Neste caso, os golpistas induziram as vítimas a compartilhar dados pessoais ou a realizar procedimentos para permitir o acesso indevido às contas. Contudo, também há abordagens que focam em solicitações de transferências via Pix para supostamente cancelar compras desconhecidas, por exemplo. 

“As apurações apontam que o grupo utilizava empresas formalmente constituídas e infraestrutura tecnológica para conferir aparência de legitimidade às fraudes. Também foram identificados indícios de movimentação financeira fracionada com possível objetivo de dificultar o rastreamento dos valores obtidos”, informou a PF.

Em nota, a polícia explica que a operação iniciou após o envio de informações de operadoras de telefonia, que identificaram o envio em massa de mensagens fraudulentas. A ação também conta com o apoio do Projeto Tentáculos, que une acordos de cooperação entre a PF, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e demais instituições financeiras.

Para o lead security researcher da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina, Fabio Assolini, a operação é um passo importante contra as fraudes bancárias e mostra como o cibercrime brasileiro tem abusado da infraestrutura de telecomunicações do país.

"Quadrilhas utilizam rotineiramente envios massivos de SMS e falsas centrais 0800 para dar legitimidade às fraudes, manipulando a confiança dos usuários", afirmou. "É fundamental que o setor de cibersegurança e as operadoras unam forças para monitorar e fechar essas brechas sistêmicas, apoiando a Polícia em operações semelhantes."

Golpistas enviam mensagens com avisos de compras suspeitas e número de telefone falso para vítimas (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini/Canaltech)
Golpistas enviam mensagens com avisos de compras suspeitas e número de telefone falso para vítimas (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini/Canaltech)

Como se proteger de golpes da falsa central telefônica

Os golpes que simulam centrais de atendimento de bancos, além dos avisos de compras desconhecidas, também exploram ofertas “fora do comum”, como o resgate de uma grande quantidade pontos em programas de relacionamento de cartões de crédito. Ao receber contatos suspeitos, a Febraban indica os seguintes cuidados:

  • Não forneça dados pessoais, incluindo nome completo, data de nascimento, CPF e senhas​;
  • Nunca instale aplicativos solicitados durante a ligação​;
  • Não acesse links recebidos por mensagem de texto (SMS), WhatsApp ou e-mail​;
  • Se recebeu códigos de acesso do WhatsApp, banco e demais serviços, não compartilhe com outras pessoas.

Se há dúvidas, a federação também recomenda desligar a ligação e entrar em contato com o banco através de canais oficiais.

Leia a matéria no Canaltech.

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