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Ferrari elétrica e avanço chinês reconfiguram mercado automotivo de luxo

3 June 2026 at 11:00

O mercado automotivo global enfrenta uma reconfiguração provocada pela adoção da eletrificação e pela expansão comercial de fabricantes asiáticas. Em entrevista ao Podcast Canaltech desta quarta-feira (3), o diretor de novos negócios da Bright Consulting, Fernando Pfeiffer, detalhou o impacto estratégico do lançamento do primeiro modelo 100% elétrico da Ferrari. O ingresso de bólidos elétricos de alto rendimento altera os parâmetros competitivos do setor de luxo.

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Atualmente, os automóveis operam sob diretrizes de arquitetura definida por software, incorporando algoritmos de inteligência artificial que atuam como assistentes interativos. As montadoras da China utilizam ciclos de desenvolvimento estruturados para intervalos entre 18 e 24 meses.

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Na última edição do Salão de Pequim, a indústria expôs mais de 1,4 mil veículos e realizou 180 lançamentos globais simultâneos. Essa rapidez produtiva baseia-se no uso de plataformas modulares que integram o pack de baterias em alumínio fundido, motores e rodas.

A engenharia de propulsão elétrica permite o fornecimento de torque instantâneo a zero rotações por minuto, com veículos que atingem patamares de até 1 mil cavalos de potência. Modelos esportivos como o U9 Extreme, produzido pela BYD, superam a velocidade de 496 km/h. Além disso, as células de íons de lítio garantem autonomia de até 1 mil quilômetros e aceitam recargas completas em períodos de 5 a 10 minutos.

O futuro dos motores a combustão e o DNA de marca

O avanço da eletrificação estabelece uma analogia histórica com a transição da tração animal para os motores térmicos no final do século XIX.

Pfeiffer projeta que os esportivos a combustão passarão por um processo de elitização restrita, operando como bens de nicho. "Os modelos a combustão esportivos se tornariam ainda mais objetos de desejo para pouquíssimas pessoas que tivessem poder aquisitivo para utilizá-los em ambiente controlado", apontou o diretor.

A Ferrari estruturou seu novo projeto elétrico a partir da contratação de um designer com experiência prévia na Apple. Para fechar a defasagem técnica, o consultor aponta que as marcas tradicionais europeias precisam focar na experiência customizada e na preservação de suas características de marca.

"A única forma que as empresas europeias têm, naturalmente, de sobreviver é trabalhando muito bem a experiência do consumidor e os elementos de DNA que cada marca tem", afirmou Pfeiffer.

Além disso, o comportamento de consumo das novas gerações acelera os modelos de mobilidade como serviço, reduzindo o apelo da posse imediata em favor do uso sob demanda. Esse pragmatismo exige que o mercado tradicional se diferencie por fatores de jornada e apelo emocional exclusivos.

🎙️Confira a entrevista completa no Podcast Canaltech:

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Balanço da Amazon indica aporte recorde de R$ 19 bilhões no Brasil em 2025

2 June 2026 at 21:45

A Amazon anunciou nesta terça-feira (2) que atingiu a marca de R$ 75 bilhões em investimentos acumulados no mercado brasileiro desde o início de suas operações no país, há 15 anos. O balanço aponta um aporte recorde de R$ 19 bilhões realizado ao longo de 2025. O valor anual equivale a uma média de gastos de R$ 52 milhões por dia em infraestrutura, tecnologia e contratação de pessoal.

De acordo com dados da companhia, o ritmo recente de aportes supera em quase cinco vezes a média anual registrada desde 2011, quando a subsidiária de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS) se estabeleceu no território nacional.

Expansão da malha logística e entregas rápidas

O avanço financeiro gerou reflexos na infraestrutura de distribuição física da empresa. Atualmente, a companhia opera mais de 300 centros logísticos distribuídos por todos os 26 estados brasileiros e pelo Distrito Federal. Desse total, mais de 100 unidades foram inauguradas durante o ano de 2025.

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Em 2026, a velocidade de expansão foi intensificada para uma média de três novas instalações abertas a cada semana.

Essa malha logística conecta consumidores em diferentes realidades geográficas, alcançando desde centros urbanos de São Paulo e Rio de Janeiro até comunidades ribeirinhas localizadas na região amazônica.

Em termos operacionais, o incremento estrutural permitiu que a varejista realizasse a entrega de mais de 50 milhões de itens no mesmo dia ou no dia seguinte para assinantes do serviço Prime em 2025. A empresa posiciona o indicador como a maior velocidade de entrega de sua história no país, buscando liderar os tempos de despacho.

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AWS é a marca responsável pelo fornecimento de infraestrutura de rede e serviços de IA da empresa no mercado nacional (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)

Impacto macroeconômico e geração de empregos

Um estudo conduzido pela consultoria Keystone indica que mais de R$ 65 bilhões do total investido historicamente pela Amazon integraram o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Apenas no intervalo de 2025, a contribuição anualizada para a economia nacional ultrapassou a cifra de R$ 16 bilhões.

A atividade corporativa também acelerou o mercado de trabalho interno.

Atualmente, a empresa contabiliza mais de 55 mil postos de trabalho diretos e indiretos gerados por suas operações no Brasil. O indicador representa um crescimento superior a 50% em comparação com o período anterior e mais que triplica o volume verificado em 2024.

Leia a matéria no Canaltech.

Pix corre risco? Entenda a nova ameaça de tarifas dos Estados Unidos

2 June 2026 at 21:00

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre a importação de produtos de origem brasileira. A medida se baseia na conclusão de uma investigação comercial sob a Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que classifica políticas econômicas do Brasil como "irrazoáveis" e prejudiciais ao comércio dos EUA.

O relatório final, divulgado na segunda-feira (1º), estipula o prazo regulamentar até 15 de julho para a eventual aplicação de medidas corretivas.

Washington justifica a sanção a partir de reclamações contra o modelo regulatório do Pix, decisões judiciais contra plataformas digitais americanas — como Google, Meta e X —, acordos comerciais bilaterais com México e Índia, além de questionamentos sobre o combate à corrupção e o desmatamento ilegal.

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O Pix corre o risco de acabar ou ser taxado?

A contestação dos EUA contra o sistema de pagamentos instantâneos foca na centralização de funções pelo Banco Central (BC).

O relatório do USTR argumenta que o BC atua simultaneamente como órgão regulador e operador do Pix, criando vantagens artificiais que limitam a concorrência de provedores privados estrangeiros. O governo americano alega que as regras nacionais forçam a inclusão de grandes bancos e restringem as taxas cobradas por serviços concorrentes de pagamentos eletrônicos.

Apesar das sanções econômicas propostas, o arranjo do Pix não enfrenta ameaça de extinção ou taxação obrigatória em território nacional. O advogado e professor de Direito na Fundação Getulio Vargas, Jean Menezes de Aguiar, esclarece que o funcionamento do sistema financeiro instantâneo constitui uma decisão soberana do governo brasileiro, imune a interferências externas.

Em termos legais, a administração pública dos EUA carece de qualquer ingerência ou jurisdição para modificar decisões regulatórias internas do Brasil.

“Se o pix foi concebido para se funcionalizar por meio do Banco Central do Brasil, isso é decisão soberana do país que não diz respeito ao governo americano. Mesmo numa atualidade globalizada, o que sobra aos EUA é pressão e retaliação”, afirma Aguiar.

As consequências práticas da pressão diplomática ficam restritas a medidas punitivas executadas dentro do próprio território norte-americano. Dessa forma, empresas brasileiras com filiais operando nos EUA ou corporações nacionais que dependem de parcerias diretas com companhias americanas são as únicas expostas a sanções administrativas locais e perdas comerciais.

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Segundo o BC, em 2025, mais de 170 milhões de pessoas físicas utilizaram o Pix (Imagem: Reprodução/Bruno Peres/Agência Brasil)

O que muda para as Big Techs no mercado brasileiro?

Outro ponto de atrito diplomático listado na investigação comercial envolve ordens sigilosas de tribunais brasileiros direcionadas a plataformas de tecnologia como Google, Meta e X.

O documento do USTR reprova a determinação de remoção de conteúdos políticos e a suspensão de contas de usuários, alegando que multas financeiras severas e restrições de ativos bancários geram um ambiente de insegurança jurídica para os negócios de tecnologia.

A aplicação das penalidades propostas pelos EUA não altera as obrigações legais das Big Techs que optam por manter operações no Brasil.

Aguiar ressalta que o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) é fruto da atuação legítima do Poder Legislativo nacional, consistindo em um regramento constitucional e soberano. Toda empresa estrangeira que mantém atividades comerciais no país é obrigada a se submeter às leis e sentenças da Justiça brasileira, o que inclui a obrigatoriedade de indicar um gerente técnico residente no território nacional para responder pela companhia.

O governo americano não possui mecanismos jurídicos internacionais para isentar suas corporações privadas de cumprir diretrizes regulatórias locais em países democráticos. "Inexistem leis que dão ao governo americano a possibilidade de 'contribuir' ou influir em uma empresa privada, ainda que americana, no território brasileiro", aponta o professor.

Caso as subsidiárias de tecnologia se julguem prejudicadas por leis federais ou sanções administrativas, a única alternativa legal válida é acionar o próprio Poder Judiciário do Brasil para requerer a revisão de constitucionalidade dos atos administrativos.

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Donald Trump e Lula em encontro na 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Imagem: Reprodução/Palácio do Planalto)

Próximos passos e prazos das negociações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou a fundamentação das restrições e apontou que os americanos acumulam vantagens financeiras substanciais no comércio bilateral de longo prazo. Ele informou que reuniões bilaterais realizadas na Casa Branca com o presidente Donald Trump no início de maio deram um prazo de 30 dias para discussões técnicas, mas as equipes de comércio não alcançaram um consenso.

A representação industrial brasileira manifestou preocupação com o impacto do imposto adicional sobre a cadeia de produção nacional. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou notas apontando que as exportações brasileiras da indústria de transformação para o mercado norte-americano sofreram retração de 4,2% em 2025, totalizando US$ 30,2 bilhões. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também avaliou que a proposta acarreta prejuízos severos para a competitividade comercial do país.

A instituição definitiva da sobretaxa de 25% depende da execução de consultas formais agendadas pelo USTR. O cronograma prevê o recebimento de manifestações e pedidos de participação em audiências públicas até o dia 22 de junho. O prazo para o envio de relatórios e comentários por escrito expira em 1º de julho, antecedendo a audiência oficial marcada para o dia 6 do mesmo mês.

O parecer final com as medidas corretivas será anunciado em 15 de julho.

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Biometria palmar avança como alternativa antifraude no transporte público

2 June 2026 at 11:00

O uso da biometria palmar avança como solução tecnológica de autenticação e prevenção de fraudes no transporte público brasileiro.

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Em entrevista ao Podcast Canaltech desta terça-feira (2), o CEO da Biostation, Leonardo Araújo, explicou que, por validar o padrão de veias sob a pele em menos de um segundo, o fluxo contínuo nas catracas é otimizado. "Uma vez que a biometria está mais focada no que você é e não no que você tem, você pode eliminar o celular por completo".

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O hardware projeta uma luz infravermelha que interage com as células desoxigenadas do sangue. Esse desenho vascular subcutâneo é único para cada indivíduo, incluindo gêmeos univitelinos.

A tecnologia mitiga prejuízos aos cofres públicos ao impedir que usuários repassem credenciais de benefícios tarifários para terceiros. Araújo contextualizou que o modelo elimina fricções diárias: "para você poder simplesmente ir do ponto A para o ponto B sem ter que depender de pegar o cartão ou celular".

Criptografia pós-quântica e privacidade

Para mitigar o receio de vazamento de dados permanentes, o sistema adota o conceito de privacy by design (privacidade por design, em inglês).

Os dados são protegidos por criptografia matematicamente irreversível e tecnologia pós-quântica (PQC), resistente a computadores quânticos. "Mesmo se um dia, por um acaso, alguma loucura da vida acontecer, que esses dados sejam vazados, eles seriam inutilizáveis".

O executivo apontou que, ao contrário do rosto — que é uma biometria exposta e vulnerável a fraudes por deepfakes —, o mapa venoso palmar fica oculto sob a pele e gera um modelo matemático incompreensível para humanos.

O principal gargalo para a expansão está no primeiro cadastro, que exige a presença do usuário diante do dispositivo para coletar o padrão venoso, impossível de capturar por fotos comuns.

De acordo com Araújo, a viabilidade em larga escala no Brasil esbarra em fatores culturais. "O problema não é infraestrutura tecnológica, é muito mais de letramento digital também". A consolidação nacional demanda a unificação e higienização das bases de dados de diferentes repartições públicas.

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Dona do Claude está pronta para abrir capital; o que muda na prática?

2 June 2026 at 01:00

A Anthropic, empresa criadora da família de modelos de inteligência artificial Claude, protocolou nesta segunda-feira (1º) um pedido confidencial de abertura de capital. A companhia deve viabilizar um IPO ainda em 2026, condicionado à conclusão da análise regulatória e às condições do mercado.

O protocolo foi feito poucos dias depois de a Anthropic fechar a rodada de financiamento de US$ 65 bilhões. O resultado elevou a avaliação da empresa para US$ 965 bilhões, superando a OpenAI, avaliada em US$ 852 bilhões por investidores privados em março.

O preço e a quantidade de ações da oferta ainda não foram definidos.

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O que é um IPO

IPO é a sigla para Initial Public Offering (Oferta Pública Inicial, em inglês). É o processo pelo qual uma empresa passa a ter suas ações negociadas em bolsa de valores, tornando-se acessível a qualquer investidor interessado.

Quando uma empresa opta por abrir capital, ela está buscando acelerar seus planos: expandir operações, investir em inovação, entrar em novos mercados ou até realizar aquisições. O IPO é uma forma de conseguir isso com capital próprio, sem recorrer a empréstimos ou financiamentos que geram endividamento.

Para chegar à bolsa, a empresa precisa apresentar ao regulador um prospecto detalhado com informações sobre saúde financeira, estrutura de governança, uso dos recursos e riscos do negócio. No caso da Anthropic, o documento foi protocolado de forma confidencial, prática permitida pela legislação americana.

O que muda para a empresa

Para Cláudio Carvajal, coordenador dos cursos de Administração e de Gestão de TI da FIAP, a abertura de capital representa uma mudança estrutural para a Anthropic. "Significa mais capacidade de investir em infraestrutura computacional, desenvolvimento de novos modelos, contratação de pesquisadores e expansão global", afirma.

A maior visibilidade junto ao mercado corporativo e a investidores institucionais é outro efeito esperado. Para Carvajal, porém, o movimento traz uma pressão nova. "A empresa passa a sofrer uma pressão muito maior por crescimento, rentabilidade e entrega de resultados trimestrais, algo que pode influenciar diretamente sua estratégia de negócios", avalia.

Com ações na bolsa, a Anthropic precisará publicar resultados financeiros com regularidade e manter uma estrutura de governança mais rígida. Cada decisão estratégica relevante passará a ser acompanhada de perto por acionistas e analistas.

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O Claude assumiu o topo das App Store americana em fevereiro (Imagem: Viviane França/Canaltech)

O que o usuário do Claude pode esperar

Um dos problemas recorrentes relatados por usuários do Claude é a instabilidade do serviço e o gasto elevado de tokens. Para Carvajal, o IPO não resolve esses problemas diretamente.

"O IPO, por si só, não resolve problemas técnicos ou operacionais. Porém, ele pode fornecer os recursos necessários para que a empresa invista fortemente em infraestrutura, otimização de modelos, novos data centers e eficiência computacional", avalia.

Para quem usa o Claude hoje, Carvajal traça uma perspectiva em etapas. "No curto prazo, os usuários podem esperar melhorias graduais em desempenho, disponibilidade e velocidade de resposta. Já no médio e longo prazo, a tendência é que a Anthropic busque reduzir custos operacionais, melhorar a eficiência dos modelos e oferecer serviços mais robustos para empresas e consumidores", projeta.

Um indicativo concreto dessa aposta em infraestrutura é o acordo firmado no mês passado com a SpaceX para uso do data center Colossus 1, em Memphis, no Tennessee. Os pagamentos são de US$ 1,25 bilhão por mês até maio de 2029, segundo o prospecto da SpaceX.

Receita crescendo e expectativa de lucro

O crescimento recente da Anthropic dá sustentação ao calendário de abertura de capital. Segundo dados divulgados pela própria empresa em maio, a taxa de execução de receita saltou de US$ 10 bilhões anuais em 2025 para US$ 47 bilhões em 2026.

A companhia comunicou a investidores que espera registrar lucro no primeiro semestre deste ano, o que a diferencia de OpenAI e SpaceX, ambas candidatas ao IPO em 2026, mas ainda sem resultado positivo.

Parte desse crescimento é atribuída ao Claude Code, assistente de programação da empresa, e ao lançamento do Claude Mythos Preview, modelo que atraiu atenção pelo desempenho em cibersegurança.

Em fevereiro, o Claude chegou ao primeiro lugar no ranking de aplicativos gratuitos mais baixados nos Estados Unidos na App Store da Apple.

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A OpenAI deixou oficialmente de ser uma empresa sem fins lucrativos visando um possível IPO (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)

Corrida de IA nos mercados de capitais

O movimento da Anthropic acontece em um momento em que outras gigantes de IA também se preparam para abrir capital, como a OpenAI. Sair na frente tem um valor estratégico claro, segundo Carvajal.

"Existe um efeito de captura de capital. Muitos fundos institucionais possuem recursos limitados para exposição a determinados setores e podem direcionar parte significativa de seus investimentos para a primeira companhia que oferecer acesso ao mercado público de IA em larga escala", afirma.

O professor pondera, no entanto, que a vantagem pode ser passageira. "Mais do que uma vitória definitiva, a abertura de capital antes da OpenAI pode ser vista como uma vantagem temporária na disputa por investidores, visibilidade e liderança de mercado. A competição entre as duas empresas ainda deve continuar intensa pelos próximos anos", avalia.

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Instagram corrige falha no Android que deixava fotos ruins

1 June 2026 at 21:15

O Google anunciou uma parceria com a Meta para otimizar o processamento de imagens e vídeos do Instagram em dispositivos Android. A mudança, integrada ao futuro sistema operacional Android 17, visa resolver o problema histórico de compressão de mídia que reduzia a qualidade das publicações feitas pela plataforma da Meta.

A nova arquitetura permite que o aplicativo acesse diretamente os recursos de fotografia computacional do sistema.

Fim da perda de qualidade por fragmentação

O ecossistema Android lida com centenas de modelos diferentes de smartphones, o que levava desenvolvedores de redes sociais a adotarem caminhos genéricos de captura, resultando em imagens comprimidas no Reels e nos Stories.

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Embora os aparelhos topo de linha possuam sensores avançados de até 200 megapixels, o ganho de hardware era anulado ao abrir a câmera interna do aplicativo de terceiros.

Com a atualização do Android 17, que está em fase final de testes beta, o Instagram passa a contar com suporte integrado à câmera nativa. Essa mudança repete e amplia uma estratégia iniciada pela Samsung em 2024 com o Galaxy S24, quando a fabricante sul-coreana implementou uploads em HDR nativo nas redes da Meta.

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O Samsung Galaxy S26 Ultra é um exemplo de celular com Android e câmera principal de 200 MP (Imagem: Gabriel Furlan Batista/Canaltech)

Recursos de captura avançada

A integração direta do fluxo de captura traz melhorias práticas para a produção de conteúdo dentro do Instagram:

  • Ultra HDR: suporte completo para a captura e a reprodução de mídias com cores mais vivas diretamente no feed;
  • Estabilização de vídeo: utilização do sistema mecânico e digital do próprio celular para evitar trepidações em vlogs feitos em movimento;
  • Modo Noturno (Night Sight): processamento de imagens em baixa luminosidade diretamente na câmera do aplicativo social.

Testes internos realizados pelo Google utilizando o modelo de Qualidade Universal de Vídeo (UVQ) apontam que os vídeos gravados e enviados a partir de celulares flagships com Android obtiveram pontuação igual ou superior à do principal concorrente de mercado, os iPhones.

Edição nativa com inteligência artificial

As otimizações do ecossistema também alcançam o pós-processamento por meio do aplicativo Edits do Instagram, que receberá funções exclusivas executadas de forma local por inteligência artificial em celulares Android.

O recurso Smart Enhance permitirá fazer o upscale de fotos e vídeos com apenas um toque na tela. Já a ferramenta de Separação de Som identificará faixas de áudio distintas para isolar ruídos como vento e barulhos de fundo, preservando a voz do usuário.

Outro novo recurso, que ainda não chegou para todos os usuários de Android, é o teleprompter nos Reels do Instagram. O anúncio foi feito pelo chefe da plataforma, Adam Mosseri, na última quinta-feira (28).

Leia a matéria no Canaltech.

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