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Apple poderá lançar programa de assinatura de iPhones, iPads, Macs e Apple Watches em breve

De acordo com informações da Bloomberg, a Apple lançará na próxima semana o “Apple Upgrade”, um serviço de assinatura que incluirá iPhones, iPads, Macs e até mesmo Apple Watches.

Desenvolvida em parceria com a empresa financeira Klarna Group Plc, a iniciativa será disponibilizada primeiro apenas nos Estados Unidos — tanto em lojas físicas da Maçã quanto na Apple Store Online.

Assim como outros programas do tipo, o “Apple Upgrade” permitirá que os usuários quitem o dispositivo antecipadamente durante o contrato, façam um upgrade para um modelo mais recente antes do fim da assinatura ou fiquem com o aparelho ao final do período de locação. Ainda segundo as informações, é possível que taxas adicionais sejam cobradas em casos específicos.

Mais precisamente, aluguéis de iPhones e Apple Watches terão uma duração de 24 meses, enquanto Macs e iPads poderão ser usados por 36 meses. Sujeito a uma análise de crédito antes da contratação do serviço, o usuário sempre poderá devolver o seu aparelho ao final do período de locação.

A Bloomberg disse ainda que o plano da Maçã é divulgar o “Apple Upgrade” como uma forma de realizar pagamentos menores do que os oferecidos por programas de financiamento tradicionais. Além disso, ela estaria se preparando para descontinuar o iPhone Upgrade Program e a modalidade de financiamento tradicional para abrir espaço para a nova oferta.

Ao contrário do iPhone Upgrade Program, no entanto, o “Apple Upgrade” não incluirá o AppleCare; dispositivos de entrada — como o Apple Watch SE 3, o iPad (A16 Bionic), o iPhone 16 e o MacBook Neo — não estarão disponíveis no novo programa; por fim, usuários corporativos e estudantes também ficarão de fora da brincadeira.

Rumorado há alguns anos — e supostamente cancelado internamente pela companhia no final de 2024 — o “Apple Upgrade” chegará pouco tempo depois de a Apple aumentar os preços de vários de seus produtos em decorrência da crise de DRAM 1Dynamic random access memory, ou memória dinâmica de acesso aleatório., provocada pela alta demanda por chips de memória no mercado de inteligência artificial.

Notas de rodapé

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    Dynamic random access memory, ou memória dinâmica de acesso aleatório.

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Apple teria descartado dois modelos do Mac Pro, incluindo um com chip Intel

Na edição mais recente da sua newsletter “Power On”, o jornalista da Bloomberg Mark Gurman comentou sobre os planos da Apple envolvendo o Mac Pro antes de anunciar a sua descontinuação no início do ano — incluindo dois modelos descartados e variantes ainda mais poderosas dos chips Apple Silicon do que as da linha Ultra — e a implementação da inteligência artificial (IA) no atendimento do Genius Bar.

Segundo o Gurman, a Apple desenvolveu pelo menos dois modelos do Mac Pro que nunca viram a luz do dia: um com processador da Intel — mesmo depois do lançamento da linha M1, curiosamente —, de codinome J170, para atender casos específicos; e outro equipado com o M3 Ultra, chamado internamente de J190 e previsto para ser lançado junto da última leva do Mac Studio, que chegou ao mercado no começo do ano passado. 

Um caminho possível para a linha seria um suposto chip superior aos do sufixo Ultra; citado pelo jornalista como a variante “Extreme”, ele teria como objetivo oferecer o dobro de núcleos de CPU 1Central processing unit, ou unidade central de processamento. e GPU 2Graphics processing unit, ou unidade de processamento gráfico. em relação aos do Ultra, e o desenvolvimento do projeto chegou até o M3 antes de ser encerrado devido à preocupação com custos e demanda.

Genius Bar com IA?

Na mesma edição, o jornalista comentou que a Apple passou a testar a implementação de um sistema que utiliza IA para registrar conversas entre clientes e funcionários do Genius Bar.

Divulgação/Apple

Intitulado Live Notes, o recurso opcional testado em algumas Apple Stores permitiria que os funcionários do Genius Bar registrassem transcrições dos seus atendimentos com uma ferramenta capaz ainda de resumir as interações com os clientes. Ambas as partes deverão consentir com a gravação e o resultado final é passível de ajustes, sendo adicionado ao iPad do funcionário como parte do registro do atendimento ou reparo.

Ainda assim, o teste gerou preocupações entre os empregados, os quais temem que esses registros poderão ser usados para metrificar avaliações de desempenho e o trabalho dos colegas. A Apple teria descartado essa possibilidade, afirmando que as gravações não serão armazenadas e que nem mesmo os gerentes possuirão acesso às transcrições.

Notas de rodapé

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    Central processing unit, ou unidade central de processamento.
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    Graphics processing unit, ou unidade de processamento gráfico.

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Apple Raises Prices Across Most of Its Product Lines

Apple raised the prices of Macs and other products across the board today. For entry-level Macs, the increases are mostly $100–$200. However, if you want a MacBook Pro or Mac Studio with lots of memory and storage, it’s going to cost you dearly. Prices were also raised on the iPad, Vision Pro, Apple TV, HomePods, and many items sold through Apple’s refurbished store.

This should come as no surprise to anyone, but it’s painful just the same. Last week, Tim Cook told The Wall Street Journal that price increases were coming without getting into specifics. Apple was able to hold the line on prices for several months, even while smaller gadget and computer makers raised their prices or canceled products altogether.

What’s happening is simple macroeconomics. Demand for memory and storage is vastly outstripping supply, largely due to the insatiable appetite of data centers that power AI services. That demand shows no signs of waning, and supply isn’t as simple as turning a knob to 11. There just aren’t that many makers of memory chips and SSDs, and bringing new plants online to manufacture takes years and billions of dollars.

For now, the price of iPhones has been left alone. Some may see that as a silver lining, but I suspect all it means is that Apple has enough prebuilt inventory to get to September, when new iPhones are announced. Apple Watch and AirPods prices remain the same, too.

Could Apple have avoided this? I doubt it. The magnitude and speed of the price increases and the projected duration are beyond what any reasonable company could or would plan for.

That said, I do think the situation will get better with time, again because of macroeconomics. The increases may preserve Apple’s margins, but it’s going to reduce the number of customers who can afford its products. Margins only equate to profits if you have customers willing to pay for your product. So with time, if the data center demand slackens or new chip capacity comes online, prices will improve. Just don’t expect that anytime before 2027 or 2028 if current projections are to be believed.

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