A premissa de rodar o iOS em um smartphone Android parece partir do absurdo como pressuposto, mas ela se tornou uma realidade com o projeto “Hackios”.
A proposta é do usuário do GitHub ios-sweet, que substituiu o kernel Linux dos smartphones Android pelo XNU, kernel desenvolvido pela Apple para o iOS, iPadOS, macOS, watchOS, tvOS e visionOS.
Quando o dispositivo Android é inicializado, o sistema reconhece o celular como um iPhone X — dispositivo que foi escolhido por não possuir o código de autenticação de ponteiros (Pointer Authentication Code, ou PAC), assim como o Redmi Note 10 Pro da Xiaomi, aparelho utilizado para a adaptação inicial.
No entanto, já circulam vídeos do sistema adaptado ao Redmi Note 12, ainda com dificuldades notáveis de desempenho:
Embora o código do iOS permaneça fechado, o XNU do macOS foi liberado pela Apple e, pelos indícios dos documentos incluídos nos arquivos do projeto, o sistema dos iPhones foi adaptado com o auxílio da inteligência artificial (IA).
Depois de iniciado, o celular carrega uma imagem intermediária no bootloader, iniciando o XNU em uma partição formatada que simula o armazenamento do iPhone X em uma cópia do iOS 16.7, a versão mais recente do sistema disponibilizada para o aparelho.
Alguns aplicativos nativos carregam junto da tela inicial, e os toques e gestos para alternar entre aplicativos (além dos botões de volume e de ligar) são reconhecidos, mas o celular não consegue ativar as câmeras, o som do aparelho, a GPU 1Graphics processing unit, ou unidade de processamento gráfico., o sinal dos dados móveis, do Bluetooth e da rede Wi-Fi.
Além do Redmi Note 10 Pro, essa adaptação já conta com versões para o Redmi Note 12 Pro e o LG V60, enquanto outros dispositivos (como o OnePlus 7T, o Redmi 5 Plus e o Galaxy S23 Ultra) foram listados, mas suas versões não estão disponíveis para download.
Anunciado na semana passada, o HomePod mini 2 traz algumas novidades bastante interessantes, como o suporte à Siri AI e um processador atualizado. Ainda assim, como ele se parece bastante com o seu antecessor (principalmente em termos de design), é possível que algumas pessoas ainda estejam confusas quanto às melhorias promovidas pela Apple.
Se você é uma delas, saiba que está no artigo certo! A seguir, vamos passar por todas as diferenças entre o HomePod mini de primeira geração e o HomePod mini 2 — assim, você poderá decidir qual dos dois modelos comprar ou se vale a pena trocar o seu.
Design e dimensões
Aqui você vai encontrar mais semelhanças do que diferenças entre as duas gerações da caixa de som inteligente, que contam com o mesmo visual geral, introduzido em 2020, com novas cores adicionadas em 2021 e posteriormente em 2024.
Divulgação/Apple
Com um corpo esférico envolto por uma malha colorida, ambos os modelos têm 84,33mm de altura e 97,9mm de largura, com diferença apenas no peso, menor no HomePod mini 2: 335g (ante os 345g do modelo de primeira geração).
Como dito, as cores do HomePod mini de primeira geração já foram atualizadas algumas vezes, e o modelo chegou a ser vendido nas opções branca, amarela, laranja, azul e meia-noite. O HomePod mini 2, por sua vez, pode ser adquirido nas cores branca, rosa, verde, azul e meia-noite.
Ambos os modelos seguem vindo com uma superfície circular retroiluminada com botões de “+” e “-” para ajuste rápido de volume.
A Apple disponibilizará o recurso Brilho do Som (Sound Glow), que faz essa superfície pulsar e brilhar em tempo real de acordo com a música que está tocando, para todos os modelos do HomePod mini e para o HomePod de segunda geração.
Divulgação/Apple
Tecnologia de áudio
Nesse quesito temos algumas mudanças bem curiosas de uma geração para a outra, embora pouco tenha mudado do ponto de vista de hardware.
O que ambos os modelos têm:
Driver de alcance completo e dois radiadores passivos para graves profundos e frequências altas nítidas;
Guia de onda acústica personalizada para um campo sonoro de 360º;
Tecido acusticamente transparente;
Áudio computacional para ajustes em tempo real;
Reconhecimento de Som para alarmes de fumaça e monóxido de carbono;
Áudio multiambiente com AirPlay;
Compatibilidade com setups de áudio estéreo.
O que apenas o HomePod mini 2 tem:
Compatibilidade com som surround quando emparelhado a uma Apple TV 4K;
Pode ser usado como caixa de som para Macs;
Chip S10.
Divulgação/Apple
Em termos de hardware de áudio, o HomePod mini de primeira geração leva vantagem em apenas um item: o número de microfones. Enquanto o modelo mais antigo vem com quatro microfones embutidos “para Siri em distâncias grandes”, o HomePod mini 2 vem com “apenas” três.
É possível, no entanto, que a Apple esteja compensando a ausência de um microfone no novo modelo com as novas capacidades de software viabilizadas pelo chip S10, bem mais moderno do que o S5 do HomePod mini de primeira geração.
Fontes e controles de áudio
Aqui, nada mudou. Ambos os modelos podem reproduzir áudio das seguintes fontes:
Apple Music;
Compras do iTunes;
Biblioteca de Música do iCloud com uma assinatura do Apple Music ou do iTunes Match;
Serviços de música de terceiros;
Estações do Apple Music Radio ou episódios sob demanda;
Estações de rádio do TuneIn, do iHeartRadio ou do Audacy;
Apple Podcasts;
Resumos de notícias;
AirPlay (iPhone, iPad, iPod touch, Apple TV 4K ou Mac).
Também é possível controlar a reprodução ao:
Tocar uma vez na parte superior para reproduzir/pausar;
Tocar duas vezes seguidas para pular;
Tocar três vezes seguidas para voltar;
Tocar e segurar para invocar a Siri;
Tocar nos botões de “+” e “-” para aumentar ou diminuir o volume.
O HomePod mini 2 vence com facilidade nesse quesito: é o único compatível com a versão “turbinada” da assistente virtual da Apple, a Siri AI.
De acordo com a Apple, além de ajudar em tarefas mais simples como enviar mensagens, controlar a reprodução e configurar lembretes, a Siri AI também pode conversar mais naturalmente, responder dúvidas sobre o mundo real com base em buscas na web e recomendar músicas de maneira mais precisa. Ela ainda leva mais o contexto em conta e processa a maioria das solicitações no próprio dispositivo.
O HomePod mini de primeira geração segue com a versão antiga da Siri, capaz de lidar com comandos mais básicos.
Conectividade e sensores
Tanto o HomePod mini de primeira geração quanto o HomePod mini 2 são compatíveis com descoberta ponto a ponto, para acesso fácil de convidados, e com redes Thread, além de contarem com um chip de banda ultralarga para recursos que dependem da proximidade de outros aparelhos, como iPhones.
Divulgação/Apple
Já o modelo mais antigo tem Wi-Fi 4 (802.11n) e Bluetooth 5, enquanto a nova versão conta com Wi-Fi 6E (802.11ax) e Bluetooth 6. Ambos os modelos vêm com sensores de temperatura e umidade.
Preço e disponibilidade
Já disponível em pré-venda, o HomePod mini 2 será lançado em 30 de outubro por US$150 (US$20 a mais do que o modelo anterior) nos Estados Unidos e em outros países selecionados.
Assim como seu antecessor, o novo HomePod mini também segue sem uma previsão de lançamento no Brasil ou em Portugal — quem sabe isso mude com o lançamento dos sistemas 27.2 e com a chegada da Siri AI em português.
Divulgação/Apple
Ambos os HomePods mini vêm com um cabo USB-C e um adaptador bivolt de 20W na caixa, além da documentação regulamentar, é claro.
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