A Adobeanunciou hoje o lançamento de um plugin unificado para o ChatGPT, reunindo mais de 70 ferramentas criativas da seu suíte diretamente na interface do chatbot por inteligência artificial (IA) da OpenAI.
O plugin conta com ferramentas de aplicativos da Adobe que já possuíam integração com o ChatGPT, além de novos recursos do Adobe Express, Photoshop, Firefly, Premiere, Acrobat, Lightroom, Illustrator, InDesign e Adobe Stock, permitindo que os usuários possam criar peças publicitárias ou adaptar um vídeo para diferentes redes sociais sem precisar alternar entre aplicativos.
A novidade faz parte da estratégia da Adobe de expandir a compatibilidade dos seus recursos com as ferramentas de IA generativa; em junho, a empresa já havia mencionado que levaria esses recursos inclusive para rivais do ChatGPT, como o Claude. No Copilot, no Gemini e no Slack eles chegarão “em breve”, segundo a empresa.
Grande novidade: um novo plugin da Adobe já está disponível no @ChatGPT da @OpenAI! Mais de 70 ferramentas — incluindo @Photoshop, @AdobeFirefly, @Lightroom e @Acrobat — reunidas em um único chat. Crie mockups com suas fotos. Adapte vídeos para qualquer plataforma. Transforme um modelo em um PDF com acabamento profissional. Saiba mais: adobe.ly/3TDrxff
Ainda conforme a desenvolvedora, a novidade foi pensada para “facilitar e agilizar a transformação de ideias em conteúdo de alta qualidade dentro do ChatGPT”, mas a empresa destaca que, para necessidades criativas “mais profundas”, os seus aplicativos nativos seguem sendo a primeira opção.
Questionada pela AI Magazine se o uso dos recursos incorporados ao ChatGPT poderia rivalizar com o uso dos aplicativos nativos, a líder de produtos de IA agêntica da Adobe, Deepti Pradeep, respondeu o seguinte:
Dentro do ChatGPT, a experiência é transformadora: em vez de escolher plugins da Adobe separadamente, os usuários podem experimentar uma única experiência da Adobe que traz o Photoshop, Acrobat, Express e mais juntos.
Nós acreditamos que a consolidação adiciona mais valor aos usuários do ChatGPT. Fora dele, nossos aplicativos nativos permanecem essenciais para um controle mais profundo, preciso e avançado dos fluxos de trabalho.
Para iniciar, é possível utilizar algumas funcionalidades do plugin como convidado, embora a Adobe recomende fazer login com a sua conta para “desbloquear recursos adicionais”.
O plugin da Adobe já está disponível tanto no app quanto na versão web do ChatGPT.
A briga entre a OpenAI e a Apple teve um novo capítulo na Justiça. Depois de rebater as acusações publicamente em carta aberta no início da semana, a dona do ChatGPT protocolou ontem (5/8) uma petição pedindo a um juiz federal americano que arquive o processo movido pela Apple, classificando as alegações da fabricante como sem fundamento.
Segundo a Bloomberg, os advogados da OpenAI argumentam que o processo distorce a conduta de seus funcionários e que um dos acusados de furto de dados, na verdade, tentava ajudar um ex-colega que continuava na Apple. Na petição, a empresa chega a dizer que a ação da Apple é “sem fundamento e forjada”, usada para compensar suas dificuldades em reter talentos e sua demora em integrar IA aos produtos.
Redigido sem investigação adequada e construído sobre comunicações seletivamente recortadas e condutas comuns tiradas de contexto, a reclamação da Apple é — tomando emprestada sua própria expressão — “podre desde a raiz”.
A defesa se concentra em dois nomes já conhecidos do processo. Tang Tan, chefe de hardware da OpenAI e ex-vice-presidente de design de produto da Apple por 24 anos, teria seguido práticas normais de recrutamento do setor ao entrevistar funcionários da Maçã. Já Chang Liu, engenheiro acusado de acessar arquivos confidenciais de hardware por semanas após identificar uma falha de autenticação, estaria apenas atendendo a um pedido de ex-colegas da Apple que precisavam localizar informações para o próprio trabalho — a OpenAI publicou trechos de mensagens de texto que, segundo ela, comprovam a versão.
A petição também questiona a base jurídica do processo: para a OpenAI, a Apple nunca chegou a identificar de forma específica quais informações configurariam, de fato, segredos industriais protegidos, nem demonstrou uso indevido por parte de qualquer um dos réus. Como reforço, a empresa de Sam Altman afirma não ter qualquer interesse nos segredos da rival, já que estaria “construindo algo inteiramente novo e diferente de tudo o que existe na Apple”.
OpenAI is asking a federal judge to dismiss a lawsuit filed by Apple accusing the artificial intelligence company of stealing trade secrets, saying that the iPhone maker’s allegations are meritless. https://t.co/9u2OTVWMlwhttps://t.co/ZmugpwLCWy
Outro ponto de defesa recai sobre as próprias práticas internas da Apple: segundo a OpenAI, a fabricante permitia que funcionários usassem contas pessoais do iCloud para trabalho e, posteriormente, revisou mensagens pessoais deixadas em dispositivos corporativos — o que teria gerado o acesso residual alegado no processo, e não um esquema coordenado de furto.
Chama atenção também a defesa específica de Tan quanto à posse de um documento interno sobre desligamento de funcionários: enquanto a Apple alega que o material serviria para burlar verificações de segurança, a OpenAI sustenta o oposto — que Tan teria guardado a informação justamente para garantir que novos contratados vindos da Apple seguissem à risca os procedimentos de desligamento da própria Apple, sem reter dados confidenciais.
Segundo o Axios, a petição tem 31 páginas e variações da palavra “fail” (“falhar”/”fracassar”, em referência às falhas da Apple) aparecem quase 50 vezes ao longo do texto — um indicativo do tom escolhido pelos advogados da OpenAI.
Injunção e próximos passos
O caso corre como Apple vs. Liu (processo 5:26-cv-07078) na Justiça Federal do Distrito Norte da Califórnia, sob o juiz Edward Davila — o mesmo que presidiu o julgamento criminal de Elizabeth Holmes, ex-CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. da Theranos.
Paralelamente ao pedido de arquivamento, a OpenAI ainda precisa responder, até 17 de agosto, ao pedido de liminar feito pela Apple para suspender o uso de qualquer suposto segredo industrial enquanto o processo tramita. A audiência sobre essa liminar está marcada para 1º de outubro.
Até a publicação desta matéria, a Apple não havia se pronunciado sobre a nova petição da OpenAI.
Já tratamos aqui do Wispr Flow, um aplicativo que ganhou popularidade por aprimorar a experiência de ditado nos sistemas da Apple. Agora, quem utiliza o app no macOS poderá acessar o Notetaker, um assistente de reuniões empurrado por inteligência artificial (IA).
O Notetaker fornece contexto adicional a transcrições, resumos e anotações com base em calendários, aplicativos conectados (como o Slack) e dicionários personalizados. Seu funcionamento é semelhante ao do Granola, aplicativo sobre o qual já falamos por aqui — usuários da plataforma, inclusive, podem importar todo o seu histórico para o Notetaker com apenas um clique.
Além de organizar transcrições, a ferramenta é capaz de deixar o usuário ciente de informações relevantes antes de reuniões, obtendo contexto a partir dos apps de terceiros em que o Notetaker foi integrado.
Após o encerramento de uma reunião, o usuário ainda pode retomar o histórico fazendo perguntas, as quais são respondidas com a indicação da minutagem e o link para o momento exato em que a resposta do assistente se baseou.
O Notetaker é compatível com basicamente todo aplicativo executado no macOS, incluindo apps de reunião como Zoom, Google Meet, Microsoft Teams e Slack. Ele conta ainda com suporte à tecnologia MCP, permitindo levar todos os seus resumos e anotações para outros aplicativos de IA.
A novidade já está disponível no macOS e, segundo a Wispr, deverá chegar “em breve” ao Windows.
Na carta aberta, intitulada “Apple is getting this wrong” (“A Apple está entendendo isso errado”, em tradução direta), a empresa de Sam Altman tenta demonstrar inconsistências na narrativa apresentada pela Apple aos tribunais, classificada por ela como “descuidada, agressiva e estranhamente pessoal”. A OpenAI também diz que a prática não faz jus à grandeza histórica da Maçã.
Quanto às questões endereçadas na carta, a acusação principal — de que Tang Tan, líder de hardware da OpenAI e ex-designer da Apple, utilizou seu conhecimento sobre os procedimentos internos da Apple para repassar informações confidenciais sobre os seus produtos — foi contestada, com a versão oficial da OpenAI alegando que Tang sempre foi enfático quanto à falta de intenção em fazer uso de segredos industriais de outras empresas. A confusão sobre a revogação de acesso já havia sido mencionada em uma reportagem do The Information.
Sobre Chang Liu, cuja acusação envolvia a retenção de dispositivos e acessos para baixar arquivos internos, a réplica à Maçã, caso verdadeira, é um tanto reveladora: na carta, foi mencionado que funcionários da Apple entraram em contato com Liu mesmo após a sua saída para localizar os arquivos de projetos internos, revelando uma fragilidade no processo de revogação do acesso a arquivos internos. As mensagens trocadas entre Chang e um funcionário da Maçã via iMessage foram divulgadas junto da carta.
Já tratando sobre a alegada ciência da OpenAI quanto aos temas do processo, a dona do ChatGPT expôs emails de advogados externos que representavam a Maçã admitindo um erro no envio das mensagens, ocasionado por uma confusão entre os sobrenomes de Che Chang (conselheiro geral da OpenAI) e de um funcionário de sobrenome Wang — a quem, alegadamente, se referia a mencionada conversa por telefone, que nunca aconteceu, de acordo com a carta e com uma confissão feita em um dos emails divulgados.
A carta não cobriu, no entanto, as acusações de que a OpenAI vinha incentivando funcionários da Apple a realizar entrevistas para os seus cargos e fornecer detalhes sobre dispositivos ainda não lançados, e nem o suposto contato feito por parte da OpenAI com fornecedores da Apple sob o apoio de dados internos importantes.
Solicitação de liminar
Ontem, a Apple solicitou, de maneira preliminar, uma liminar para impedir que Liu e Tan possam acessar, obter, utilizar ou divulgar informações confidenciais. O pedido foi rebatido na carta:
O pedido da Apple por uma liminar preliminar é baseado em informações falsas e é completamente desnecessário, porque não temos, nem queremos ter, nenhum de seus segredos comerciais. Estamos muito mais interessados em construir produtos e tecnologias inovadores que ampliem as fronteiras do que é possível.
Até o momento, a Maçã não se pronunciou sobre a resposta da OpenAI.
Uma nova reportagem do The Information aponta para a existência de um problema estrutural na forma como a Apple gerenciava arquivos de trabalho de seus funcionários — algo que teoricamente permitiu que quem não fazia mais parte do time de colaboradores da empresa continuasse tendo acesso a documentos importantes e confidenciais.
Ex-funcionários da empresa afirmaram ao site que, no tempo em que estiveram em seus cargos, a Maçã incentivava o uso de suas Contas Apple pessoais para armazenar arquivos de trabalho. Para tal, a empresa adicionava 2TB de armazenamento a essas contas e elas passavam a contar com uma pasta denominada “Apple Work”, onde tais arquivos deveriam ser armazenados.
Essa abordagem existe para contornar uma limitação presente nos iPhones: a impossibilidade de usar duas contas primárias da Apple no mesmo dispositivo. Desta forma, vincular a pasta de trabalho à conta pessoal dos funcionários é uma maneira de evitar que eles tenham que usar um segundo iPhone apenas para assuntos corporativos — uma questão de comodidade.
Quando o funcionário deixa a empresa, a Maçã remove o armazenamento adicional concedido e o acesso à pasta “Apple Work” — o que, na prática, impede que a maioria dos arquivos de trabalho continuem sendo sincronizados com os ex-trabalhadores. Isso, em teoria, já que nem todos os arquivos eram compartilhados diretamente para essa pasta confidencial.
Os funcionários relatam que, às vezes, documentos do Pages, do Keynote e outros arquivos poderiam ser compartilhados por colegas diretamente para as suas pastas pessoais do iCloud — o que faz com que eles permaneçam disponíveis (e com sincronização ativada) mesmo após deixarem a empresa — sem que eles façam nenhum esforço ativo para mantê-los.
Nada a ver com caso contra a OpenAI, diz Apple
Esse relato vem à tona em meio ao andamento do processo judicial que a Maçã abriu contra a OpenAI, acusando-a de obter, a partir de ex-funcionários, segredos confidenciais envolvendo seus projetos de hardware — o que pode dar a entender que alguns desses segredos poderiam ter sido obtidos sem uma atuação mais ativa dos acusados.
A Apple disse ao The Information que o processo não diz respeito a documentos compartilhados ou armazenados no iCloud e que não persegue ex-funcionários apenas porque arquivos confidenciais foram mantidos acidentalmente em suas contas pessoais — o que dá crédito à informação publicada pelo site, mesmo que não haja relação com o caso.
Por falar em Apple vs. OpenAI…
Por falar no imbróglio com a dona do ChatGPT, o 9to5Mac noticiou recentemente que a Apple rejeitou a atribuição do julgamento à juíza magistrada Virginia K. De Marchi — o que resultou numa redistribuição do caso para o juiz distrital Edward Davila. O juiz Nathanael Cousins, por sua vez, ficará responsável pela fase de produção de provas antes do julgamento.
Com as mudanças, a audiência inicial do processo, que estava marcada para 13 de outubro, foi cancelada e provavelmente acontecerá em outra data — embora os prazos para as partes conversarem sobre uma possível conciliação e planejamento de provas (até 22 de setembro) e para as chamadas initial disclosures (até 6 de outubro) estejam mantidos.
A Apple anunciou o watchOS 27 com uma quantidade razoável de novidades, e neste vídeo lhes trago um resumo das principais mudanças que chegarão ao Apple Watch nesta atualização.
Entre os destaques, está a Siri AI (que requer um iPhone compatível), com um novo app dedicado a conversas mais naturais e contextuais. A interface também recebeu refinamentos visuais com o Liquid Glass, incluindo ícones redesenhados como o do Maps, além de um novo grid dinâmico de sugestões de apps ao pressionar a Digital Crown.
Outras novidades incluem novos botões para fechar ou silenciar notificações, um gesto de tocar e segurar para abrir itens do Conjunto Inteligente, e a chegada de um novo app Buscar (Find My), unificando a localização de pessoas, dispositivos e itens. Há ainda o recurso Call Context, que exibe informações relevantes durante chamadas.
No quesito desempenho, a reprodução de música ficou mais rápida, e a Apple promete melhor eficiência de bateria e conectividade Wi-Fi aprimorada. Para quem treina, o watchOS 27 traz maior precisão de distância em corridas e caminhadas na esteira, contagem de passos mais precisa e um Workout Buddy menos intrusivo, mais independente e agora com suporte a espanhol. O Acompanhamento de Ciclo (Cycle Tracking) também passa a contar com alertas de perimenopausa e menopausa.
Uma ausência notável é a do app Walkie-Talkie, que curiosamente não está presente nesta versão.
Este vídeo contou com o apoio do IvyCraft, um workspace de criação com IA que transforma documentos, vídeos e páginas da web em conteúdo pronto — slides, infográficos, vídeos explicativos, podcasts e muito mais, tudo direto do navegador, sem precisar instalar nada. Experimente gratuitamente!
Todas as empresas de capital aberto (que possuem ações à venda na bolsa de valores) são obrigadas, por lei — na maioria dos países (inclusive Brasil) —, a disponibilizar publicamente suas demonstrações financeiras periodicamente. Esse costuma ser um momento bastante esperado por acionistas (analisando se a empresa na qual estão investindo está sendo bem administrada e gerando lucros), investidores (para captar novas oportunidades de alocar seus recursos), além da imprensa e de curiosos em geral. Na última quinta-feira (30/7), foi a vez da Apple de divulgar seus resultados financeiros referentes ao trimestre abril-junho de 2026.
Para alegria de todos, o CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo.Tim Cook se despede da sua posição com o melhor terceiro trimestre fiscal que a empresa já registrou — um recorde absoluto! Como já informado aqui no MacMagazine, no período de abril a junho (encerrado no dia 27/6), a companhia relatou uma receita de US$109,4 bilhões (alta de 16,4%) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, e lucro líquido de US$29,8 bilhões (um avanço de 27%). A margem bruta chegou a incríveis 50,1%, a maior já apurada em períodos semelhantes da história da empresa!
Hoje, a Apple tem orgulho de relatar o nosso melhor trimestre de abril-junho de todos os tempos, com crescimento de receita de dois dígitos em iPhone, Mac e Serviços, e em todos os segmentos geográficos.
Uma das grandes surpresas do relatório foi o crescimento no faturamento de Macs. Pela primeira vez, a categoria ultrapassou a casa dos US$10 bilhões em um trimestre abril-junho, e o crescimento de 29% superou o do iPhone.
A explicação está em parte na procura alucinada por Macs mini para rodar agentes de inteligência artificial e na leva de lançamentos de março: MacBook Air com M5, MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max, e principalmente o MacBook Neo, o modelo de entrada que estreou a US$600 — preço que subiu para US$700 em junho, no reajuste geral motivado pelo custo de memória. A Apple parece ter encontrado um mercado relevante abaixo do Air, e vale acompanhar o que isso faz com a margem da linha nos próximos trimestres.
O iPad foi a única categoria no vermelho, com queda anual de 6%. Não é surpresa: a própria Apple havia avisado que a comparação seria difícil, pois no ano anterior houve o lançamento do iPad com chip A16. O iPad Air com M4, que chegou em março, não foi suficiente para compensar. Cabe ainda analisar se o bem-sucedido MacBook Neo não acabou levando um pouco do mercado dos tablets, também.
O asterisco que quase ninguém vai mencionar
A margem bruta de 50,1% e o lucro por ação de US$2,02 não são resultado apenas da operação, e esse detalhe se perde facilmente na comemoração dos recordes.
À primeira vista, no press release — e nos comentários que fizemos no último podcast —, esse ponto não ficou bem claro, mas merece atenção. A Apple informou, no comunicado, que a margem incluiu cerca de dois pontos percentuais e o lucro por ação incluiu US$0,11 vindos de reembolso de tarifas, dinheiro que a empresa havia pago ao governo americano e recebeu de volta depois que a Suprema Corte derrubou, em fevereiro, as tarifas impostas sob a IEEPA (a lei de poderes econômicos internacionais de emergência). A empresa não detalhou a origem exata dos valores devolvidos, mas a decisão da Corte é o evento que abriu caminho para os reembolsos.
É dinheiro real, entra legitimamente no resultado, mas não é recorrente e não diz nada sobre a capacidade da Apple de vender aparelhos. Descontando o efeito, a fotografia muda um pouco: a margem bruta cai para aproximadamente 48%, exatamente o que o consenso projetava, e o lucro por ação vai para cerca de US$1,91, contra os US$1,89 esperados. De uma superação de 6,9% no lucro, sobra uma de pouco mais de 1%.
Ou seja: o trimestre continua bom em receita e em volume, que são genuinamente fortes. Mas o brilho extraordinário no lucro é, em boa parte, contábil, e não se repete.
A Apple abre a margem bruta em dois blocos apenas: produtos e serviços. Ela nunca divulga margem por categoria individual (não existe margem oficial de iPhone, Mac ou iPad em documento nenhum da empresa, e todo número desse tipo que circula é estimativa de analista), mas os dois blocos que ela abre já contam a história.
Linha de negócio
Margem do FQ3 2026
Margem do FQ3 2025
Variação
Produtos
40,07%
34,52%
+5,55pp
Serviços
75,62%
75,58%
+0,04pp
Consolidado
50,06%
46,49%
+3,57pp
A margem de hardware subiu 5,55 pontos percentuais em 12 meses. A margem de hardware não sobe 5 pontos por ganho de eficiência: é ali que o reembolso de tarifas desembarcou, porque tarifa incide sobre produto físico. A prova está na linha seguinte: serviços, que não pagam tarifa nenhuma, ficou praticamente parado. A melhora não foi operacional.
Vale registrar um desequilíbrio que explica boa parte do valuation da Apple. Serviços representam 28,1% da receita, mas respondem por 42,4% do lucro bruto do trimestre. Produtos são 71,9% da receita e apenas 57,6% do lucro. Cada dólar de serviço vale quase o dobro de um dólar de hardware, e é por isso que o mercado aceita pagar perto de 40x o lucro por uma empresa que, no fim das contas, vende telefone.
Serviços: um pequeno sinal de alerta
Os relatórios revelaram um problema silencioso do trimestre. Serviços cresceram 12,1%, um bom número isolado, mas bem abaixo dos 16,2% do trimestre encerrado em março e, mais grave, abaixo do que a própria Apple havia sinalizado. Na teleconferência de abril, o diretor financeiro Kevan Parekh disse que os serviços cresceriam em ritmo “similar ao reportado em março” (ou seja, algo perto de 16%, ressalvando o efeito cambial). Ficaram cerca de 4 pontos percentuais aquém.
A linha chegou a recuar 0,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Foi o único item da projeção que a Apple não cumpriu, e não é um item qualquer: é o que sustenta o múltiplo da ação. Parte da imprensa de mercado atribuiu a reação negativa à combinação de serviços com a Grande China, embora as estimativas para a região divergissem bastante entre as casas: havia projeções de US$18,8 bilhões, que o resultado cumpriu, e de US$19,5 bilhões, que não.
Fora das manchetes do balanço, três indicadores das demonstrações merecem atenção, e nenhum deles apareceu no material de divulgação.
O estoque quase dobrou, de US$5,7 bilhões em setembro de 2025 para US$11,1 bilhões, alta de 94%. Uma empresa que é referência mundial em operar com estoque enxuto dobrou o estoque em 9 meses. A leitura mais provável é compra antecipada de memória, antes que os preços subam ainda mais. É a confirmação contábil do que Cook disse em junho, quando afirmou que aumentos de preços eram inevitáveis.
Pesquisa e desenvolvimento saltou para US$11,7 bilhões, o dobro do ritmo da receita, e passou de 9,4% para 10,7% do faturamento. Ao mesmo tempo, o investimento em ativo fixo (equipamentos, imóveis, veículos etc.) caiu 28% no acumulado de 9 meses. É a tese da IA “capital-light” traduzida em números: a Apple gasta mais em gente e software, e menos em concreto e servidor, apostando em rodar inteligência nos mais de 2 bilhões de aparelhos que já estão nas mãos dos usuários. O oposto de Microsoft, Google e Amazon.
O caixa operacional de 9 meses foi de US$117 bilhões, contra US$81,8 bilhões. Mesmo assim, a recompra de ações caiu de US$70,6 para US$62,1 bilhões. A Apple está segurando dinheiro, o que é coerente com o estoque dobrado e com uma troca de comando marcada para 1º de setembro.
Há ainda um detalhe na linha de outras receitas, que agrupa o que a Apple ganha fora da operação: juros do caixa aplicado, juros pagos sobre dívida, variação cambial e valorização de participações minoritárias. O resultado foi de US$572 milhões positivos, contra US$171 milhões negativos há um ano — um giro de US$743 milhões. A carteira de caixa e aplicações subiu para US$146,5 bilhões, enquanto a dívida caiu para US$82,3 bilhões. Mais dinheiro rendendo, menos juros a pagar. É lucro financeiro, não operacional.
A projeção para setembro veio bem abaixo
O trimestre relatado é recorde. A projeção que o acompanha, não. E como o mercado precifica futuro e não passado, foi ela que dominou a reação. A ação, que havia fechado o pregão a US$333,43, caiu cerca de 6,5% na negociação estendida ao longo da teleconferência, o que equivale a aproximadamente US$317 bilhões de valor de mercado. No dia seguinte, a queda se confirmou: -7,35%. A projeção da Apple para o trimestre de setembro, o último do ano fiscal, veio com dois números desconfortáveis.
Indicador
FQ3 2026 (real)
FQ4 2026 (projetado)
Crescimento de receita
16,4%
de 9% a 11%
Margem bruta
50,1%
de 47% a 48%
Margem bruta sem reembolso de tarifas
48,1%
de 47% a 48%
Receita implícita
US$109,4 bilhões
de US$111,7 a US$113,7 bilhões
A desaceleração de 16,4% para algo entre 9% e 11% já seria suficiente para incomodar. O que agravou foi a justificativa: Parekh afirmou que o impacto das restrições de oferta deve “aumentar significativamente” em relação ao trimestre anterior — citando explicitamente iPhone, Mac e iPad —, e mencionou ainda ventos contrários de câmbio sobre a receita de iPhone.
A margem projetada de 47% a 48% é o número mais revelador de todo o balanço. Ela fica abaixo do resultado limpo deste trimestre sem o reembolso de tarifas. Ou seja: a Apple está dizendo que a margem vai cair de verdade, em bases comparáveis. O colchão de estoque de memória comprado a preço favorável, que segurou os custos nos últimos trimestres, está acabando, e o trimestre de setembro é justamente o que carrega o lançamento dos “iPhones 18 Pro/18 Pro Max” — e provavelmente do “iPhone Ultra”, o primeiro dobrável da empresa.
Ternus assumirá como diretor executivo em 1º de setembro, com Cook passando a presidente executivo do conselho. A julgar pelo balanço, ele recebe uma casa em ordem: receita recorde, base instalada de aparelhos ativos em máxima histórica em todas as categorias principais, patrimônio líquido de US$107,5 bilhões e — possivelmente — a companhia mais valiosa do mundo.
Recebe também três problemas bem definidos. O primeiro é o custo de memória, que já forçou aumentos de preço no MacBook Air, no Mac mini e no Mac Studio, e que agora vai comprimir margem sem o amortecedor do estoque barato.
O segundo é a desaceleração dos serviços, com os recursos judiciais contra o acordo de busca com o Google ainda pendentes.
A leitura mais honesta deste balanço talvez seja esta: Cook encerra sua gestão entregando o melhor trimestre abril-junho da história da Apple, a maior capitalização de mercado do mundo e uma operação que cresce dois dígitos em todos os continentes em que atua. O que ele não entrega pronto é a próxima curva: provar que a aposta de rodar inteligência artificial dentro do aparelho, e não na nuvem, vale o múltiplo de 40x que a ação vinha cobrando. Essa parte, agora, é com Ternus.
Metodologia
Os números do trimestre e do comparativo anual foram extraídos das demonstrações consolidadas condensadas não auditadas da Apple referentes ao terceiro trimestre fiscal de 2026 e ao terceiro trimestre fiscal de 2025, conferidas linha a linha. As margens por linha de negócio, os indicadores de balanço patrimonial e de fluxo de caixa e todos os percentuais foram calculados a partir desses documentos.
As estimativas de consenso de Wall Street citadas foram compiladas antes da divulgação junto a Yahoo Finance, TipRanks, Zacks, Visible Alpha, Hudson Labs e Goldman Sachs.
A projeção para o trimestre de setembro e as declarações do diretor financeiro vêm da teleconferência de 30 de julho de 2026, com apuração de 9to5Mac, CNBC e AppleInsider.
Os dados de mercado chinês são da IDC e da CAICT. A série de fechamentos mensais da ação tem origem em StatMuse, StockAnalysis.com, FinancialContent e Macrotrends, via S&P Global Market Intelligence.
O ajuste identificado como “sem reembolso de tarifas” não é uma linha contábil: é cálculo próprio a partir do efeito que a Apple declarou no comunicado de resultados.
Observação
Este texto não constitui recomendação de investimento.
Illustrators have spent years sounding the alarm about generative artificial intelligence startups training their models on artists' work without permission. They've pointed out how the practice is tantamount to theft, and in response, many gen AI boosters have argued that it's necessary for the technology's evolution. This has led to contentious legal battles, but it's also given rise to a new wave of AI startups like Pippa that market their services as being more ethical than the competition.
Like most companies selling access to text-to-video models, Pippa's main product is short bursts of user-generated footage that can be cobbled toget …
CNN tells the unfortunate tale of hedge fund Situational Awareness, "founded in 2024 by German-born Leopold Aschenbrenner when he was in his early 20s."
Aschenbrenner, a former OpenAI employee, founded the hedge fund on the premise that "AI will be the dominant driver of global market returns over the next decade," according to the firm's site... Aschenbrenner managed to turn hundreds of millions of dollars into tens of billions of dollars over the course of roughly two years... That streak ended on Thursday, though, when the fund was forced to sell the bulk of its public holdings to a bigger rival after many of its investments went south.
But that's only part of the story. The fund employed a risky strategy of borrowing money to purchase stocks. When the investments appreciate, the payoff can be massive. But when the investments sour, the losses can be catastrophic. The downturn in AI stocks over the course of this month, like chip makers and cloud computing providers, hit the hedge fund extra hard. It was forced to sell off many investments at a steep discount to rival hedge fund Citadel in what Aschenbrenner reportedly compared to a "bank run" in a letter to investors.
"Critics pointed out that Aschenbrenner had no experience running money prior to launching his fund in July 2024, calling him more lucky than smart," writes CNBC:
Some noted that his early work experience was at the doomed crypto firm FTX, where he helped now-disgraced founder Sam Bankman-Fried run a charity out of a Bahamas penthouse. Others on Wall Street, including former traders at global investment banks, noted that in light of reports Situational Awareness used as much as 400% leverage, the collapse wasn't shocking.
The Wall Street Journal reports that Situational Awareness "also used options to amplify its returns. That meant that even small declines in individual names could have big impacts on Situational's portfolio."
And so, as the New York Post put it, "The celebrated crystal ball of the 'Nostradamus of AI' hasn't merely gone cloudy — it has rolled off the table and shattered on the parlor floor."
Wall Street breathed a huge sigh of relief last week as an AI-focused hedge fund called Situational Awareness reportedly sold most of its portfolio — reportedly down 67% last month on the backfiring of debt-fueled bets on chipmakers and assorted artificial-intelligence firms — to billionaire Ken Griffin's Citadel...
The prevailing sentiment was best summed up by a veteran Wall Street sage who has seen a lot of flameouts in his day. Let's just say he wasn't impressed by Leopold Aschenbrenner, the 25-year-old German-born "Nostradamus" figure who is the founder of Situational Awareness... "Just your typical leveraged Âidiot who was right until he was wrong," the source said, adding that the implosion is a "one-off..."
[Another trusted source] felt there was room for conversation: "A significant issue. Not viewed as systemic right now. I wonder if that changes as more problems arise." Indeed, the fact is that most of Wall Street is closely monitoring the Situational Awareness situation because they were holding many of the same positions as ÂAschenbrenner. Another top hedge fund manager I won't name tells me he has been getting crushed on similar investments in chipmakers essential to the AI supply chain, as well as other companies feeding off this technology.
Thanks to Slashdot reader joshuark for sharing the news.
The Washington Post looks at giant tech companies "feeding every available dollar into the cash-incinerating maw of AI machines." They warn "Tech superstars that once had oodles of cash left over at the end of each year are now flipping into the red..."
[While optimists expect] huge corporate profits and a society-wide boost to wealth and well-being...
questions about that AI vision are now growing more urgent: When, if ever, will this payoff arrive? And what will the fallout be for Americans if the titanic investment doesn't quickly deliver? "This AI thing better work out because if it doesn't ... we're going to have a problem," said Torsten Slok, chief economist at investment firm Apollo Global Management. AI costs and doubts are spreading. The U.S. stock market has swooned this summer over fear of the AI bubble going bust...
The AI gamble sweeping up American fortunes is led by tech companies splurging on hulking data centers packed with computer chips and equipment needed to develop sophisticated AI models and deliver them to customers. In investor calls in the past week, Google, Microsoft, Meta and Amazon pointed to soaring AI-related sales and business deals. Advertisers are using the technology to tailor marketing pitches and corporations and start-ups are buying access to chatbots and other AI software to boost productivity... But this spending can only continue if AI generates an even larger avalanche of new revenue to pay for it all. Financial results released over the past week show that the AI titans' mammoth costs are largely swamping the sales boost from the technology. At Google, for every dollar of cash its business generated in the past three months, $1.15 went out the door to pay for AI computer chips and equipment, land for AI data centers and other big-ticket purchases. The company is covering the difference partly by borrowing money and selling more of its stock. Next year, five leading AI companies — Google, Amazon, Microsoft, Meta and Oracle — are projected to have negative free cash flow, which measures the cash left over after paying expenses and AI infrastructure costs. The figures, based on investment analyst projections compiled by S&P Global Market Intelligence, show a stunning reversal for what have been some of the world's most cash-generating corporations...
The companies remain profitable by standard financial accounting measures that spread out the costs of their AI infrastructure spending over many years... Pessimists see a bet so gargantuan that it cannot possibly pay off. The pessimists are growing louder. The Bank for International Settlements, a typically measured institution in Switzerland that advises government bankers around the world, recently warned there was risk of "economy-wide recessions" if the AI boom falters. That could mean pain for workers and communities across the United States. "I'm not saying AI is going to go away, it's just not clear to me these guys are going to make money on it," said Christopher Wood, global head of equity strategy at investment bank Jefferies who has correctly predictedpast financial bubbles.
Green offered a remarkable apology, saying that "the level of dopamine that I've been getting from interacting with LLMs ... is not healthy for me or good for the world."
That cover art is almost certainly AI, too. | Image: Fenix Flexin
Fenix Flexin is best known as a member of Shoreline Mafia, a rap duo from Los Angeles. But he's recently found solo success with the track "Rubberz," which has climbed to number 58 on the Billboard Hot 100. Almost immediately, though, questions were raised about the song's origins, with many speculating that it was largely, if not entirely, generated by AI. Fenix has denied those accusations, but done little to dispel them.
Part of the suspicion is certainly due to the fact that the song is a dramatic left turn. Fenix has primarily trafficked in trap-influencedWest Coastrap. "Rubberz," on the other hand, is heavily influenced by '80s UK s …
Last week, OpenAI claimed that a group of its AI models had broken containment, successfully hacking into the systems of open source AI platform Hugging Face to cheat on a benchmark test.
In the wake of the announcement, two very distinct narratives have emerged surrounding OpenAI’s claims. Some say it was essentially a publicity stunt, with the company setting parameters for the test that pushed the models toward outrageous behavior. But others, including certain prominent researchers, warn that the hack should serve as a warning shot for an even more severe AI-enabled cybersecurity disaster that’ll inevitably take place as models become more sophisticated.
“This is the first time, to my knowledge, that an AI system has autonomously committed a crime,” said New York Times journalist Kevin Roose of the event. “If a human did to Hugging Face what OpenAI’s models did to Hugging Face, they would be charged with computer fraud, and potentially sent to prison or fined or prosecuted.”
Debate will surely continue to rage among wonks and skeptics. And new details aren’t exactly tamping out the sense of alarm: on Tuesday, OpenAI issued an update to its ongoing investigation, claiming the incident was worse than initially thought. In addition to hacking Hugging Face, the company now says, its models “used publicly exposed credentials at the account-level on other publicly available services,” totaling “four accounts on four services.”
“We’ll continue to notify service owners directly, and have not seen evidence of broader impact to these providers or other accounts on their services,” OpenAI wrote, without elaborating on which services were affected.
The news further raised alarm bells among some cybersecurity experts, highlighting ongoing concerns over the tech’s ability to evade protective measures. It’s a possibility that researchers have warned about for years, and the incident suggests that the threat is now turning from a possibility into a reality.
Experts also point out that the Hugging Face hack could’ve easily been prevented, further adding credence to the theory that OpenAI was looking for attention from the public. As cloud security firm Edera co-founder Alex Zenla told Wired, the hack was largely a result of callousness on OpenAI’s part.
“People are YOLO-ing really hard,” he said. “It’s shocking how little people have really thought about a scenario like this.”
“I consider all AI and anything AI touches to be fully untrusted — which is fine, you just need to build against that,” Zenla added. “And this situation proves the point. The fact that OpenAI wasn’t more paranoid about this seems kind of reckless.”
“A simple analysis of the actual risk has an actual simple answer,” security and compliance consultant Davi Ottenheimer told Wired. “The OpenAI mistakes were dead simple.”
As Wired points out, simple protections like fully isolating AI services from the internet could’ve prevented the hack, which have been intimately familiar to researchers for decades now.
Considering OpenAI is nearing a $1 trillion valuation and should have all the resources in the world at its disposal, major lapses in security should have anybody start questioning the company’s narrative.
Yet there could be truth to both versions of the story. It’s entirely possible that there is legitimate cause for concern as AI models become more sophisticated at identifying cybersecurity vulnerabilities. We’ve already seen frontier models flagging thousands of software bugs, underlining their growing competence.
But OpenAI is also heavily invested in showcasing its models’ capabilities to the world as it tries to keep up with Anthropic. That leaves the possibility that the company could’ve coordinated with Hugging Face to orchestrate the hack — or at least given its AI models a strong push in the direction of controversy.
Apple Notes in iOS 27 receives a focused collection of upgrades designed to make long documents easier to navigate and information simpler to move between apps.
Section links allow users to jump directly to headings inside a note. Divider lines create clearer visual boundaries, while expanded Markdown support improves workflows involving websites, writing tools and plain-text editors.
Siri AI introduces the most ambitious addition by creating notes, adding information to existing documents and transferring answers from a Siri conversation without requiring manual copying.
Image Playground also becomes more capable inside Notes, gaining additional visual styles and photorealistic image generation through Apple’s new cloud-based model.
Not every feature requires Apple Intelligence. Divider lines, section links, Markdown tools and the updated interface work on every iPhone compatible with iOS 27. Siri AI and advanced Image Playground capabilities need newer hardware and may have additional language or regional restrictions.
Image Credit: Apple Inc.
Apple Notes iOS 27 Adds Section Links
Section links solve one of the largest problems affecting long notes: reaching information located several screens below the beginning.
A user can now select text, choose Add Link and connect it to any heading or subheading inside the current note. Tapping that linked text immediately moves the reader to the selected section.
The feature can turn the opening of a document into a manual table of contents. A project note might contain links to its schedule, budget, participants, research and outstanding tasks without requiring separate documents.
To create a section link:
Select text > Add Link > Link to Section > Choose a heading
Notes displays the headings and subheadings already present in the document. Regular body paragraphs do not appear as destinations, so the note must use Apple’s title or heading formats before links can be created.
To format a destination:
Select the section title > Formatting > Heading or Subheading
The visible link text does not need to match the destination heading. A phrase such as “View the current budget” can link to a section titled “Financial Information.”
Section links differ from the existing ability to connect separate notes. Apple Notes already allows users to create internal links leading from one document to another. The new control moves within the same document instead.
That distinction is useful for meeting records, research files, travel plans and study material that become too long for ordinary scrolling but do not need to be divided into several notes.
Links should continue working when the document is shared through iCloud because they point to structural elements inside the note rather than fixed screen positions.
Renaming or deleting a destination heading may affect its link. Users maintaining complex documents should test their navigation after reorganizing major sections.
Divider Lines Improve Visual Structure
Apple Notes in iOS 27 adds horizontal divider lines as a native formatting element.
The line creates a visible separation across the document without requiring users to type repeated hyphens, underscores or other characters.
To add one:
Place the cursor > Open the edit menu > Insert Divider Line
The divider is inserted at the cursor position and moves with the surrounding content as the note changes.
A horizontal line can separate meeting notes by date, distinguish reference material from personal comments or divide a recipe into ingredients, preparation and serving information.
It also provides structure without making every section a heading. Headings define the hierarchy used by section links, while dividers create a visual break that does not become another navigation destination.
Typing a row of hyphens previously produced an inconsistent substitute. The characters could wrap on a narrow screen, change length after editing or become difficult to select. The native element maintains its appearance as the document moves among iPhone, iPad and Mac.
Divider lines should be used selectively. Adding one between every short paragraph can make the note look more fragmented rather than organized.
The strongest layout combines headings for major subjects, subheadings for smaller divisions and divider lines where one type of content clearly ends before another begins.
Markdown Moves More Easily Into Apple Notes
Apple Notes gained the ability to import and export Markdown files with iOS 26. The iOS 27 upgrade removes additional steps from copying content between Notes and Markdown-based tools.
Markdown uses plain-text characters to represent formatting. A hash symbol can identify a heading, pairs of asterisks can create bold text and square brackets can define a link.
The format is widely used by writers, developers, documentation systems and publishing platforms because it remains readable without requiring a proprietary editor.
When Markdown-formatted text is pasted into Apple Notes in iOS 27, the app automatically converts the syntax into rich text. Headings become formatted headings, links become clickable and emphasis appears as bold or italic text.
A pasted line such as Project Schedule appears as a formatted heading rather than displaying the two hash symbols.
Moving content in the opposite direction is also easier. Apple has added a Copy as Markdown command that converts selected rich text into Markdown syntax before placing it on the clipboard.
To use it:
Select the text > Open the edit menu > Copy as Markdown
The result can be pasted into a content-management system, code editor, Markdown document or another writing application while preserving supported formatting.
Copy as Markdown does not transform Apple Notes into a complete Markdown editor. Users continue writing through the familiar rich-text interface rather than viewing raw syntax throughout the document.
Complex attachments may not translate perfectly. Scanned documents, drawings, audio recordings, embedded files and some tables do not have universal Markdown equivalents.
Basic elements such as headings, links, emphasis and lists provide the most dependable transfer. Users preparing an important publication should review the pasted result before assuming every element survived the conversion.
Image Credit: AppleMagazine
Siri AI Can Create and Update Notes
Siri AI gives Apple Notes in iOS 27 a more direct connection with information generated or located through the assistant.
A user can ask Siri a question, refine the answer through conversation and save the result into a new note. The transfer happens without selecting the response, copying it and leaving Siri to open Notes manually.
A request could take the following form:
“Create a note called Kyoto Trip and add this itinerary.”
Siri can also target an existing document when the user identifies it clearly:
“Add these restaurant suggestions to my Kyoto Trip note.”
The integration extends beyond saving complete answers. Siri AI can reorganize poorly formatted information, convert text into a clearer structure and place the revised version inside Notes.
Someone collecting an unorganized group of tasks could ask Siri to separate them by priority before saving the result. A block of research could be converted into headings and shorter paragraphs.
Siri’s personal-context capabilities can help locate an existing note when the precise title is forgotten. The assistant is designed to search information across apps and understand requests using details connected to the user.
These actions remain subject to permissions. Siri should not silently place information into a document without recognizing the requested destination and action.
Users should review AI-generated material before treating it as authoritative. Reformatting supplied text carries less factual risk than asking Siri to generate research, dates, quotations or instructions from general knowledge.
Siri AI Requires Newer iPhone Hardware
The main Apple Notes iOS 27 update runs on iPhone 11 and later, as well as the second-generation iPhone SE and newer models.
Siri AI has a narrower hardware requirement. Apple lists iPhone 15 Pro, iPhone 15 Pro Max and every iPhone 16 or later model as compatible with the new Apple Intelligence architecture.
An iPhone 15, iPhone 15 Plus, iPhone 14 or iPhone 11 can receive section links, dividers, Markdown support and the redesigned Notes interface. Those devices cannot use the Siri AI note-writing actions.
This separation means two iPhones running the same operating system can display different Notes capabilities.
Siri AI is scheduled to reach users as a beta later in 2026, beginning in English. Apple plans to expand language availability, but individual capabilities may not arrive simultaneously in every supported language.
The assistant will not initially be available on iPhone or iPad in the European Union. Apple has also said its new Apple Intelligence features will remain unavailable in China while the company works through regulatory requirements.
Ordinary Siri controls may continue to perform basic actions on unsupported devices, such as creating a simple dictated note. They should not be confused with the new ability to hold a conversation, reorganize information and add the result to a chosen document.
Image Playground Expands Inside Notes
Image Playground remains integrated with Apple Notes in iOS 27 and receives a substantially more capable generation model.
The upgraded system can produce higher-quality images in a wider range of visual styles, including photorealistic results. Earlier Image Playground versions concentrated on illustration, animation and sketch-like appearances.
Users can describe an image and insert the generated result into the current note. A travel plan might receive a destination image, while a creative project could use generated concept art beside written ideas.
Photorealistic generation runs through Private Cloud Compute rather than entirely on the iPhone. Apple says requests processed through this architecture are not stored or made accessible to the company.
Generated images automatically include a hidden SynthID watermark identifying them as AI-created. The watermark does not appear as a visible label across the picture, but it provides a technical signal that compatible systems can detect.
Image generation may have daily usage limits because it depends on powerful server models. Apple says most iCloud+ plans will provide increased access, although the exact allowance can depend on the subscription and service conditions available at release.
The complete Image Playground experience may not appear in every early iOS 27 beta. Apple can activate or adjust cloud-dependent features separately while testing the operating system.
New Icons Clarify Shared Notes and Folders
Apple Notes adopts the wider iOS 27 design changes through refreshed buttons, menus and Liquid Glass interface elements.
The Notes app icon has been updated while preserving the familiar yellow-and-white paper design. The change keeps the app recognizable without leaving it visually disconnected from the new system icons.
Shared material receives clearer identification. The shared folder displayed near the top of the folder list now uses a blue icon, separating it more clearly from private iCloud and local folders.
Individual shared notes and folders also receive revised symbols. These indicators make it easier to understand whether another person can view or edit material before sensitive information is added.
The distinction matters because a collaborative note can look almost identical to a private document once it is open. A clearer icon in the list provides another warning before the user begins editing.
Liquid Glass changes the appearance of controls and menus but does not alter the underlying note format. Existing notes, scans, checklists, attachments and locked documents remain available after the update.
People using accessibility settings such as increased contrast, reduced transparency or reduced motion may see a modified version of the visual design.
Existing Notes Features Remain Available
The iOS 27 changes build on a much larger set of capabilities introduced during earlier releases.
Apple Notes can already scan documents, attach PDFs, record audio, generate transcripts, solve mathematical expressions, create checklists and collaborate through iCloud.
Users can link one note to another, place notes inside folders, apply tags and create Smart Folders that collect documents according to selected rules.
Locked notes can use a device passcode or separate password, while Face ID provides faster access on supported iPhones.
The app can also identify handwriting, search text inside scanned documents and recognize information contained in images.
None of those existing tools has been replaced by Siri AI or Markdown. The new version concentrates on moving through large notes and transferring information with less manual work.
Section links are particularly effective when combined with audio transcripts or lengthy scanned research. A user can create headings above important material and place navigation links at the beginning of the document.
Markdown support addresses another gap by making Notes more practical as the first stage of a publishing workflow rather than a closed destination for text.
Image Credit: Apple Inc.
What to Check Before Installing the iOS 27 Beta
Apple Notes in iOS 27 is available for testing through prerelease software, with the complete operating-system release scheduled for the fall.
Beta software can contain synchronization failures, interface problems and changes that Apple has not finished documenting. Notes is especially sensitive because its content may synchronize immediately across every device using the same Apple Account.
Before installing a beta on a primary iPhone, users should confirm that important notes have finished syncing and that another copy of critical information exists outside the beta device.
A Mac, iPad or iCloud.com can be used to verify whether recent documents have reached the server. Exporting especially important notes as PDFs or Markdown files provides an additional copy that does not depend on the Notes database.
Collaborative notes require more caution. People using older operating systems may not see every new formatting element exactly as intended, particularly while iOS 27 remains in testing.
The public release should resolve many compatibility issues, but Siri AI will follow its own beta schedule and regional limitations. Installing iOS 27 alone will not guarantee that every intelligent Notes action appears immediately.
Apple can still modify menu locations, visual elements and cloud-based features before the final version arrives. The safest time to reorganize a large Notes library around section links will be after every frequently used Apple device can install its corresponding fall update.
The chief executive of Hugging Face said Friday that developers should be held accountable if their AI models go rogue, after his startup faced a recent cyberattack by autonomous OpenAI software.