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Como aumentar a resolução de uma foto no Pages, Numbers e Keynote

20 July 2026 at 12:00

Há um tempo, mostramos por aqui como é simples aumentar a resolução de uma imagem contida em um quadro do Freeform, graças à função Super-resolução (Super Resolution) do Apple Creator Studio.

O que muita gente não sabe é que ela também pode ser usada em imagens que tiverem sido anexadas em documentos do Pages, em planilhas do Numbers ou em apresentações do Keynote.

Veja como usar isso no seu iPhone, iPad e Mac! 🪄

Como ativar a Super-resolução pelo iPhone/iPad

  1. Abra, em um dos três apps, um arquivo que contenha uma foto.
  2. Selecione-a (de forma que fique com um contorno azul) e vá até o ícone de um pincel (na parte superior direita).
  3. Na aba “Imagem”, escolha “Super-resolução”.

Se preferir, toque em cima da imagem, toque na seta e em “Super-resolução”.

Como ativar a Super-resolução pelo Mac

  1. Com o documento aberto, clique em cima da imagem para selecioná-la.
  1. Clique no ícone de Super-resolução, na barra de ferramentas.

Como gerar uma apresentação do Keynote com o Apple Creator Studio

19 July 2026 at 20:30

Com uma assinatura ativa do Apple Creator Studio, usuários do aplicativo Keynote podem usufruir de benefícios especiais.

Um deles, por exemplo, é o Gerar Apresentação (Generate a Presentation). Como o nome sugere, é possível usar um esboço de texto para criar uma apresentação completa, com títulos, tópicos e um tema consistente.

Veja como utilizar isso na prática! 📱 💻

Como gerar uma apresentação no Keynote pelo iPhone/iPad

  1. Na tela inicial, selecione “Gerar Apresentação”.
  2. Escolha um tema para os slides.
  3. Adicione as informações desejadas no campo “Visão geral” e, no campo “Pontos principais”, insira uma lista ou parágrafos com os detalhes que você quer que apareçam na apresentação.
  1. Toque na setinha do canto superior direito para gerar a apresentação.

Como gerar uma apresentação no Keynote pelo Mac

  1. Com o app aberto, clique em “Novo Documento” e, no canto inferior direito, em “Gerar”.
  1. Adicione as informações e selecione “Gerar” para que os slides sejam gerados com base nos dados fornecidos.

Quais são os limites das funções de inteligência do Apple Creator Studio?

19 July 2026 at 16:00

O Apple Creator Studio chegou recentemente para facilitar a vida de quem usa os aplicativos de criatividade da Maçã. Ele inclui softwares como Final Cut Pro, Logic Pro, Pixelmator Pro e recursos avançados no Pages, Numbers, Keynote e Freeform.

Vale notar que alguns recursos de geração de imagens, de formas, de notas do apresentador e de apresentações estão sujeitos a limitações de uso.

Confira, neste artigo, os limites de uso dos recursos de inteligência do Apple Creator Studio! 🙂

Quais são os limites de uso?

Segundo a Apple, o número exato de imagens, slides e notas do apresentador que podem ser gerados varia com base na complexidade das consultas e na disponibilidade do servidor e da rede.

No mínimo, por mês — se usado de forma exclusiva —, você pode:

  • Gerar 50 imagens;
  • Gerar 250 formas;
  • Gerar 50 apresentações com 8 a 10 slides cada;
  • Gerar notas do apresentador para 700 slides.

Esses limites são redefinidos mensalmente e podem ser conferidos a qualquer momento.

Como visualizar o status de uso

Pelo iPhone/iPad

Abra o Pages, Numbers, Keynote ou Freeform e toque no botão com três pontinhos. Depois, vá até “Recursos de Inteligência” e “Mostrar Status de Uso”.


Pelo Mac

Dependendo do app que estiver usando, selecione “Pages”, “Numbers”, “Keynote” ou “Freeform” na barra de menus. Depois, selecione “Recursos de Inteligência” e “Mostrar Status de Uso”.

Como alterar a cor de fundo da janela de edição no Pixelmator Pro para Mac

18 July 2026 at 17:30

Depois de a sua desenvolvedora ser adquirida pela Apple em 2024, o Pixelmator Pro passou a integrar o pacote de aplicativos de criação Apple Creator Studio, que também traz o Final Cut Pro, o Logic Pro e outros.

Se você utiliza esse app para editar fotos, projetar e ilustrar, uma dica bem simples pode lhe interessar. Trata-se da possibilidade de alterar a cor do fundo da janela do Pixelmator Pro — podendo definir o quão clara ou escura ela será.

Veja como escolher! 😉

Com o app aberto no seu Mac, vá até Pixelmator Pro » Ajustes…, na barra de menus, ou use o atalho ⌘ command ,.

Clique na aba “Geral” e use o menu suspenso ao lado de “Fundo da janela” a fim de escolher uma das opções: “Padrão”, “Branco”, “Cinza claro”, “Cinza”, “Cinza médio”, “Cinza escuro” ou “Preto”.

Abaixo, um exemplo de como fica na opção “Cinza claro”:

Como você prefere usar aí? 😉

O aviso de “armazenamento quase cheio” é o melhor vendedor da Apple — e a conta chega todo mês

18 July 2026 at 14:30

“O armazenamento do iCloud está quase cheio”. Se você usa iPhone, aposto que leu essa frase nesta semana. Talvez hoje. Ela aparece nos Ajustes, aparece por notificação, aparece quando o backup falha de madrugada… e não desiste nunca. Não é um bug. É, possivelmente, o vendedor mais eficiente que a Apple já contratou.

Nas últimas semanas, escrevi aqui duas matérias medindo produtos da Apple numa moeda que todo mundo entende na pele: horas de trabalho. Vimos quanto custa um Mac depois dos aumentos e quanto custou cada geração de iPhone desde 2007. Mas hardware você paga uma vez e o assunto morre; assinatura, não. Assinatura é um pedágio silencioso: poucos reais por mês, para sempre. E ninguém de fato se dá ao trabalho de fazer essa conta — então eu resolvi fazer.

Os mesmos 5GB desde 2011

Antes dos números, um pouco de contexto. Quando o iCloud nasceu, em outubro de 2011, a Apple deu 5GB gratuitos para cada conta. Era a época do iPhone 4s, de câmera de 8 megapixels e fotos de uns 2,5MB cada. Dava para viver um bom tempo dentro daquele limite.

Quase 15 anos depois, os 5GB continuam exatamente os mesmos. Só que o mundo ao redor deles mudou de tamanho: o iPhone 17 tira fotos de 48MP, grava 4K a 60 quadros — cerca de 400MB por minuto — e sai de fábrica com 256GB. Ou seja, a Apple vende um aparelho com 256GB e dá uma nuvem que corresponde a 2% disso. Um backup básico, sozinho, já não cabe. A caixa ficou pequena de propósito ou só ficou pequena? Guarde essa pergunta.

Quem não aguenta o aviso assina o iCloud+. No Brasil, depois do reajuste de até 33% em 2025, as mensalidades saem por R$5,90 (50GB), R$19,90 (200GB), R$66,90 (2TB) e vão até R$399,90 (12TB).

A conta em horas, plano a plano

A régua é a mesma das matérias anteriores: salário mínimo por hora no Brasil (R$8,50), nos Estados Unidos (piso federal de US$7,25), no Canadá (C$17,60, em Ontário) e em Portugal (5,31€). Cada célula mostra quanto tempo de trabalho um mês de assinatura consome.

PlanoBrasilEUACanadáPortugal
iCloud+ de 50GB42min8min4min11min
iCloud+ de 200GB2h20min25min14min34min
iCloud+ de 2TB7h52min1h23min44min1h53min
iCloud+ de 12TB47h8h16min4h33min11h18min
Preços oficiais da Apple em julho de 2026, sempre no plano mensal.

À primeira vista, parece barato — e é justamente assim que uma assinatura funciona. O plano de 50GB custa 42 minutos de trabalho por mês. Quem reclamaria? Mas suba na tabela: o plano de 2TB, o mais comum para quem tem família ou anos de fotos acumuladas, consome quase um dia inteiro de trabalho por mês de um brasileiro de salário mínimo. O mesmo plano custa 44 minutos para um canadense. E o de 12TB beira o surreal: 47 horas mensais — mais de uma semana de expediente, todo mês, só para guardar arquivos.

Vale a comparação com o hardware: nas matérias anteriores, o brasileiro trabalhava de 8 a 12 vezes mais que o americano pelo mesmo iPhone ou iPad. Nos serviços, a distância é menor — cerca de 6 vezes no plano de 2TB —, mas segue aí, firme e forte. Contra o Canadá, a proporção volta às mesmas 10 vezes de sempre. E Portugal repete o papel de meio-termo que já apareceu na conta do hardware: 1h53min pelos mesmos 2TB, 4x menos esforço que o brasileiro — confortável perto de nós, longe do sossego canadense.

O pedágio que nunca acaba

Agora, o detalhe que muda tudo: essa conta não fecha nunca. O iPad de 706 horas dói uma vez; o iCloud cobra todo mês, até o fim dos tempos — ou das suas fotos, o que vier primeiro.

Um ano de iCloud+ de 2TB custa R$802,80 — 94 horas de trabalho, meio mês de expediente por ano. Em 10 anos, são mais de 900 horas: território de iPhone 17, que calculei em 1.006 horas na matéria anterior. Ou seja, guardar as fotos por uma década custa quase o mesmo esforço que comprar o telefone que as tirou.

E tem o degrau seguinte, claro. O Apple One Individual (R$42,90) leva 5 horas mensais de trabalho; o Premium (R$99,90), quase 12 horas — cerca de 140 horas por ano, ¾ de um mês de trabalho anual em assinatura. No fim das contas, o brasileiro de salário mínimo que assina o pacote completo da Apple dedica praticamente um mês do ano só para manter os serviços da Maçã rodando.

Por que a caixa não cresce

Aqui entra o olhar de produto, área em que trabalho há mais de 20 anos. Aquele aviso de armazenamento não é um acidente de percurso: é um funil de conversão dos bons! Ele aparece no momento de maior dor (backup falhou, foto não salvou), oferece a solução a um toque de distância e custa “só” R$5,90. Nenhum vendedor de loja chega perto dessa taxa de conversão.

E o incentivo para manter os 5GB congelados é gigante. Os serviços renderam à Apple US$109,2 bilhões no ano fiscal de 2025, com margem bruta de 75% — o dobro da margem do hardware. Cada pessoa que cede ao aviso vira receita recorrente, previsível e baratíssima de servir. Se os 5GB gratuitos virassem 50GB amanhã, quantos milhões de assinaturas de entrada evaporariam? A Apple sabe a resposta melhor do que ninguém. Tanto que Google (15GB) e Microsoft (5GB, mas com Office no pacote) jogam jogos parecidos — a Apple só joga com a caixa mais apertada do mercado.

Sejamos justos num ponto: nuvem custa dinheiro de verdade (data center, energia, redundância) e o iCloud+ entrega junto recursos como o Retransmissão Privada (Private Relay) e o Ocultar Meu E-mail (Hide My Email). Não é um produto ruim; eu mesmo assino e não pretendo cancelar. O problema não é o plano pago existir, é a versão gratuita ter sido desenhada para não ser suficiente — em 2011, ela era.

No fim, é uma escolha de modelo de negócio — e das mais bem executadas. Só acho saudável que a gente a chame pelo nome. Quando o aviso aparecer de novo aí no seu iPhone — e ele vai aparecer —, lembre que aqueles 42 minutos de trabalho por mês não foram um acaso: foram desenhados, testados e otimizados para esse exato momento. A Apple não vende mais só o telefone. Vende o lugar onde a sua vida digital mora — e cobra o aluguel em dia.

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