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Geladeira Inverter vs. Comum: veja em quanto tempo você recupera seu dinheiro

Na hora de renovar a cozinha, o preço na etiqueta costuma ser o primeiro fator de decisão. No mercado de refrigeradores, a divisão entre os modelos com tecnologia inverter e os comuns (motores convencionais do tipo On/Off) gera uma dúvida recorrente: vale a pena pagar mais caro por um modelo Inverter? 

A verdadeira vantagem financeira depende de quanto tempo você pretende ficar com o aparelho e onde você mora no Brasil. Entenda:

O que muda na prática?

A grande diferença está na forma como o motor funciona. O compressor comum liga com força total até atingir a temperatura desejada e desliga completamente, repetindo esse ciclo ruidoso e de alto consumo várias vezes ao dia. 

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Já o compressor Inverter funciona continuamente, ajustando sua velocidade de acordo com a necessidade térmica (como o abrir e fechar de portas) e eliminando picos de energia.

Para ajudar o consumidor, o Inmetro atualizou as diretrizes do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). A avaliação considera o Índice de Desempenho de Resfriamento (IDSR), que analisa a eficiência real do aparelho sob condições de uso severo e rotineiro

Com a simplificação das etiquetas, os aparelhos Inverter consolidaram-se no topo da Classe A de eficiência, apresentando reduções drásticas no consumo mensal em kWh.

Os modelos inverter são mais caros, mas a economia a longo prazo compensa (Divulgação/Xiaomi)

Modelos no mercado brasileiro

Para fins de comparação, analisamos alguns modelos consolidados de marcas expressivas no país:

Modelos Inverter (Classe A)

Destacam-se a Panasonic Econavi NR-BT42BV1X, com um consumo de apenas 31 kWh/mês, e a Samsung Evolution RT38, focada em proteção contra picos de tensão e consumo aproximado na mesma faixa. Seu preço médio de mercado gira em torno de R$ 3.300,00.

Modelos comuns

Opções populares como a Consul Facilite CRM44AB ou a Brastemp BRM44 trazem excelente espaço e durabilidade, mas registram médias de consumo na casa dos 45 kWh/mês. O preço médio dessas opções fica próximo a R$ 2.600,00.

Dessa forma, podemos afirmar que a diferença inicial de investimento entre as duas categorias é de aproximadamente R$ 700,00.

Simulação de consumo e tempo de retorno

Abaixo, aplicamos a diferença de consumo de 14 kWh/mês (45 kWh do modelo comum menos 31 kWh do Inverter) nas tarifas médias das principais concessionárias brasileiras para descobrir o tempo de recuperação do investimento:

Cidade Tarifa concessionária (R$/kWh) Custo mensal comum Custo mensal Inverter Economia mensal (R$) Economia anual (R$) Tempo de retorno
Fortaleza R$ 0,97 R$ 43,65 R$ 30,07 R$ 13,58 R$ 162,96 4,3 anos
São Paulo R$ 0,95 R$ 42,75 R$ 29,45 R$ 13,30 R$ 159,60 4,4 anos
Curitiba R$ 0,85 R$ 38,25 R$ 26,35 R$ 11,90 R$ 142,80 4,9 anos
Manaus R$ 0,84 R$ 37,80 R$ 26,04 R$ 11,76 R$ 141,12 5 anos
Brasília R$ 0,83 R$ 37,35 R$ 25,73 R$ 11,62 R$ 139,44 5 anos
Média geral R$ 0,89 R$ 39,96 R$ 27,53 R$ 12,43 R$ 149,18 4,6 anos

Em quanto tempo se recupera o investimento?

A média nacional de retorno para essa simulação gira em torno de 55 meses (pouco mais de 4 anos e meio). Considerando que a vida útil estimada de uma geladeira moderna é de 10 a 15 anos, o modelo Inverter passará pelo menos metade da sua jornada gerando economia líquida direta para o seu orçamento doméstico.

Além do retorno financeiro explícito na tabela, você adquire um eletrodoméstico muito mais silencioso, que conserva melhor os alimentos devido à estabilidade térmica e que diminui a pegada de carbono da residência.

Leia a matéria no Canaltech.

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