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Google planeja venda de US$ 80 bi em ações para expandir infraestrutura de IA

A Alphabet, controladora do Google, anunciou um plano para levantar US$ 80 bilhões por meio da venda de ações com o objetivo de financiar a expansão em larga escala de sua infraestrutura de inteligência artificial (IA).

A operação estrutural busca responder ao volume de demanda corporativa e de consumidores finais por soluções agênticas e de processamento de dados, que atualmente supera a capacidade de fornecimento das instalações existentes da empresa.

A captação de recursos será dividida em três frentes estratégicas de mercado: uma oferta pública inicial de ações no valor de US$ 30 bilhões; um programa de venda gradual de papéis ao longo do tempo avaliado em US$ 40 bilhões; e um aporte privado de US$ 10 bilhões vindo da Berkshire Hathaway, gestora comandada pelo investidor Warren Buffett.

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Pressão sobre o caixa

O movimento financeiro do Google ocorre em um período de forte crescimento operacional, mas que exige aportes bilionários para a manutenção da competitividade.

No primeiro trimestre deste ano, a receita da companhia registrou uma alta de 22% na comparação anualizado, atingindo a marca de US$ 110 bilhões. Paralelamente, o ecossistema do Google alcançou o indicador de 350 milhões de assinaturas pagas em seus serviços digitais.

Apesar do faturamento em alta, a infraestrutura exige saídas de caixa acentuadas. A Alphabet projeta que suas despesas de capital (CapEx) atinjam entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões ainda em 2026, com previsão de acréscimo para o balanço de 2027.

Segundo o comunicado oficial da empresa, a injeção dos US$ 80 bilhões permite arcar com a construção rápida de novos data centers sem desestruturar a liquidez do balanço patrimonial.

google logo
A demanda por IA agêntica aumentou exponencialmente em 2026 (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)

Abertura do mercado de IPOs

A estratégia de capitalização da Alphabet coincide com movimentações agressivas de outras lideranças do segmento de tecnologia. No mesmo dia do anúncio do Google, a Anthropic, desenvolvedora do chatbot Claude, protocolou um pedido confidencial para sua oferta pública inicial de ações (IPO) junto à comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos (SEC). A startup de IA havia recebido um aporte recente de US$ 65 bilhões, elevando sua avaliação de mercado para US$ 965 bilhões.

O mercado de tecnologia indica a abertura de um fluxo contínuo de listagens públicas no setor. A OpenAI, criadora do ChatGPT, projeta realizar sua estreia na bolsa de valores até o final do ano.

Ao mesmo tempo, a SpaceX inicia rodadas de negociação com investidores nesta semana para lançar ações vinculadas à sua fusão com a startup xAI, de Elon Musk, mirando uma avaliação corporativa de US$ 1,75 trilhão.

Leia a matéria no Canaltech.

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Ex-executiva do Facebook é impedida de falar sobre livro sob pena de multa

Uma decisão arbitral obtida pela Meta nos Estados Unidos silenciou publicamente a ex-diretora de políticas públicas da empresa, Sarah Wynn-Williams, durante o festival de literatura Hay Festival de 2026.

O veredito jurídico, fundamentado em um acordo de confidencialidade assinado no desligamento da executiva, impede que ela comente ou promova o seu próprio livro de memórias, intitulado “Careless People: A Cautionary Tale of Power, Greed, and Lost Idealism” (“Pessoas Descuidadas: Uma História Cautelar sobre Poder, Ganância e Idealismo Perdido”, em inglês).

As informações foram divulgadas pelo portal TechRadar nesta terça-feira (2). Durante o painel do evento, a autora permaneceu no palco sem proferir declarações, enquanto outros palestrantes debatiam o caso. O descumprimento das regras impostas pela Meta pode acarretar multas de até US$ 50 mil por infração cometida.

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Impacto comercial e acusações de censura privada

A restrição jurídica afetou diretamente a distribuição do livro no local do evento. A organização do Hay Festival retirou todos os exemplares de Careless People de suas lojas físicas para evitar que as vendas fossem interpretadas pela Meta como um ato de promoção coordenado pela autora.

A editora responsável pela obra, contudo, mantém o direito legal de distribuir o material comercialmente nos canais tradicionais.

Sarah Wynn-Williams atuou por sete anos no alto escalão do Facebook. A obra traz denúncias sobre a cultura interna da companhia, conduta de executivos e decisões operacionais estratégicas. Entre as principais alegações da ex-diretora estão:

  • Desenvolvimento de ferramentas de censura digital específicas para cumprir exigências governamentais e tentar acessar o mercado da China;
  • A flexibilização e o enfraquecimento prático de princípios institucionais de liberdade de expressão outrora defendidos publicamente;
  • A priorização deliberada do crescimento financeiro e volumétrico da rede social em detrimento de diretrizes éticas internas.

O caso gerou repercussão entre especialistas de políticas públicas de tecnologia. Tim Wu, ex-consultor de tecnologia da Casa Branca e autor de análises sobre o poder econômico das plataformas digitais, classificou a estratégia jurídica da Meta como uma modalidade de "censura privada".

Wu apontou que o mecanismo contratual de arbitragem serve para suprimir o debate de interesse público, independentemente da veracidade das alegações contidas no livro.

Em posicionamento oficial enviado à imprensa, a Meta justificou a medida com base nas cláusulas contratuais previamente assinadas. A controladora do Facebook declarou que existe uma ordem de arbitragem vinculante contra Wynn-Williams e que a corporação possui o direito legal de exigir que os termos acordados durante o período de contratação sejam estritamente observados.

Leia a matéria no Canaltech.

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Testamos o MEC Idiomas: como é o concorrente do Duolingo feito pelo governo

O MEC Idiomas, aplicativo do governo federal para aprendizado de idiomas, ficou disponível nesta quarta-feira (3). Ele foi anunciado junto do lançamento do MEC Livros no primeiro semestre de 2026, mas ainda estava em desenvolvimento.

O app conta com aulas de inglês e espanhol, dividas em módulos, que possuem aulas e exercícios de fixação em formato gamificado, semelhante ao Duolingo.

Testei o MEC Idiomas, terminando uma unidade em cada um dos idiomas e, abaixo, trago as impressões sobre o aplicativo. Fiz o teste de proficiência em ambas, e comecei pelo nível B2 - Intermediário Superior (aparentemente o mais avançado possível para começar) em inglês, e no A1 - Iniciante, em espanhol.

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Como funciona o MEC Idiomas

As aulas são compostas de três etapas: aprender, praticar e desafio. A parte de “aprender” é uma mini-aula sobre algum tema ou situação. No meu caso, em inglês, as aulas abordaram exemplos de encontros rápidos, conversas entre pessoas que não se vêem há muito tempo e comentários sobre estar sem tempo. 

Essa fase inicial é onde você aprende o conteúdo, com explicação gramatical e exemplos de uso. É essa a base que você terá para as próximas partes, de exercícios.

Em “praticar” você recebe alguns exercícios de fixação, que são, basicamente, repetição do que foi visto durante a aula inicial. Prestando atenção, você passa aqui com 100% sem problemas. 

Vale ressaltar que tanto a aula quanto as lições são escritas em português, claro, com os termos e palavras ensinados em inglês (ou espanhol). 

Já os “desafios” são praticamente a mesma coisa que vemos em “praticar”. A diferença, é que eles não necessariamente fazem parte diretamente da mini-aula. Ou seja, não é só fixação/repetição, você precisa “queimar” um pouco mais de neurônios.

Depois de seis aulas, há um “checkpoint”, que é uma revisão da unidade. Foram 15 exercícios com base nas lições, bem parecidos com os anteriores.

mec idiomas exemplo
O app usa animais da nossa fauna e cultura (como o vira-lata caramelo) como personagens do jogo (Imagem: Captura de tela/Marcelo Fischer/Canaltech)

Como são os exercícios?

Tanto em inglês quanto em espanhol, as aulas são compostas por exercícios parecidos com os que vemos no Duolingo. Das 12 aulas que fiz ao todo, me deparei com lições como:

  • Selecionar a palavra que falta para completar uma frase;
  • Escolher as letras que formam a palavra que falta em uma frase;
  • Ligar áudios às suas respectivas frases faladas;
  • Ligar áudios/textos ao que representam.

Até o momento, não vi exercícios em que pratico a fala ou que é necessário digitar.

Impressões

Ao todo, completei duas unidades com um total de 12 aulas, em torno de 1 hora. Em espanhol tive a experiência de ir do mais básico (A1) e em inglês do mais avançado possível (B2).

O grande diferencial do MEC Idiomas são as explicações. Aqui, de fato, há uma aula. Uma mini-aula. Enquanto no Duolingo você aprende com método mais voltado à exposição e repetição, aqui é na base da fórmula explicação breve + exercícios rápidos.

Em espanhol, o básico é, de fato, básico. Você começa pela parte de se apresentar, como “soy Marcelo” e “eres João”. Inclusive, na primeira unidade, em dois momentos durante a aula há um vídeo, em torno de 1 minuto e meio, de uma pessoa explicando mais à fundo o tema.

Em inglês, idioma que já domino, senti bastante facilidade na unidade feita.

Comparando novamente com o Duolingo, senti que o MEC Idiomas é voltado para quem tem pouco ou nenhum conhecimento da língua em questão, e deseja realmente aprender. Mas, para quem já sabe e quer praticar ou adquirir vocabulário, o Duolingo ainda sai na frente.

MEC Idiomas app
O MEC Idiomas é ideal para aprender o idioma do zero (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)

O app do passarinho verde possui um método gamificado mais interessante, em que você realmente quer voltar todos os dias. A identidade visual é mais chamativa e apelativa, e tudo se encaixa, está em seu devido lugar. 

Já no MEC Idiomas, o método “de jogo” não sobressai tanto, mas você aprende e pratica mais rápido.

Talvez você fique mais de 1 hora por semana no MEC Idiomas, enquanto no Duolingo fica 5 minutos por dia. São propostas diferentes. Mas, o ponto negativo, e que fica mais evidente no app do governo, é a usabilidade.

Usabilidade

Aqui é o ponto fraco do MEC Idiomas. A experiência é de que estou usando um aplicativo ainda em fase beta, não finalizado. Para quem está acostumado com o Duolingo, pode estranhar. 

A interface é intuitiva, não há segredo na forma como usar. Ponto positivo. Mas os bugs acontecem com certa frequência. Deixo abaixo quatro situações que me ocorreram em 1 hora de uso:

  • Bug 1: toquei no áudio e ele não tocou, mas, depois de um tempo parado, tocou;
  • Bug 2: Era necessário completar com a palavra “everything’s”, mas não havia a letra “h” disponível. Na segunda tentativa da mesma lição, faltava não só a letra “h” mas também a letra “n”;
  • Bug 3: a barra de “Continuar” estava sobre as letras que eu precisava para completar a palavra;
  • Bug 4: o exercício 4/5 bugou, ao enviar a resposta a tela não mudou, e, depois de tentar novamente, voltou ao 1/5. E continuou com erro conforme eu tentava, precisei fechar e recomeçar.

    bugs MEC Idiomas
    Exemplos dos bugs que me deparei durante o uso (Imagem: Capturas de tela/Marcelo Fischer/Canaltech)

O intuito do aplicativo é democratizar o acesso à idiomas estrangeiros, e cumpre seu papel com eficiência. Inclusive, com certificados do Gov.br em sua conta ao completar os níveis. Mas os bugs precisam ser corrigidos o quanto antes para não atrapalhar a experiência e aprendizado do usuário.

Como usar o MEC Idiomas

Para acessar o MEC Idiomas, basta entrar com sua conta Gov.br no site (mecidiomas.mec.gov.br) ou pelo aplicativo (iOS | Android).

Leia a matéria no Canaltech.

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1 ano de TikTok Shop no Brasil: o que o brasileiro mais compra na plataforma?

O primeiro ano de operação do TikTok Shop no Brasil consolidou o impacto do modelo de "Discovery Commerce" na estratégia industrial de grandes marcas nacionais. A plataforma de vídeos passou a ditar o ritmo de produção e o desenvolvimento de novos produtos, impulsionada pela conversão direta baseada em conteúdo.

O ecossistema móvel, que conta com mais de 130 milhões de usuários ativos mensais no país, alterou a jornada tradicional do consumidor varejista. Uma pesquisa realizada internamente apontou que 57,8% dos clientes concluem compras no marketplace após descobrirem os produtos nos vídeos.

Impacto direto no desenvolvimento de novos produtos

A relevância das vendas por descoberta começou a alterar o planejamento fabril das marcas. Questionada pelo Canaltech sobre o impacto desse canal na cadeia de suprimentos, a diretora de e-commerce e marketplace da Natura, Tatiana Coló, confirmou que os dados coletados na plataforma guiam novos lançamentos. "Já temos para o segundo semestre produtos sendo desenvolvidos por conta desses aprendizados que colhemos aqui", afirmou a executiva.

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O comportamento orgânico de criadores de conteúdo gera picos inesperados de demanda que desafiam a logística de estoque tradicional. A head de e-commerce da Johnson's Baby, Sabrina Conz, explicou que tendências espontâneas modificam o patamar de vendas de produtos comuns. "Um criador de conteúdo resolveu usar óleo de bebê no cabelo", relatou Conz, destacando que itens antes estáveis passam a registrar saltos de consumo de forma repentina. A marca vendeu mais de mil unidades de shampoo infantil em uma única transmissão ao vivo.

tiktok shop
O TikTok Shop chegou inicialmente na China, em 2020 (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)

Logística de lives movimenta de panelas a cosméticos

O formato de transmissões ao vivo (live commerce) despontou como o principal motor de receita do marketplace. No comparativo entre maio de 2025 e maio de 2026, o faturamento diário gerado por lives aumentou 161 vezes, enquanto o volume de transmissões diárias cresceu 20 vezes.

A eficiência desse ecossistema atende tanto a multinacionais quanto a pequenas empresas:

  • BigHome Brasil: a marca de utensílios domésticos transformou a plataforma em seu principal canal de vendas, faturando cinco vezes mais do que no segundo colocado de sua operação. A empresa faturou R$ 17 milhões neste ano no marketplace e atingiu R$ 515 mil em uma única transmissão focada em panelas e frigideiras.
  • Moderna: focada no segmento de moda com produção própria em Tatuí (SP), a confecção realiza 60% de suas vendas na plataforma. O negócio comercializa cerca de 10 mil peças por dia por meio de uma rede de 9 mil afiliados ativos.
  • Natura e Johnson's Baby: a Natura liderou o ranking de vendas da última Black Friday na plataforma e registrou um avanço de 228% na conversão de clientes que abandonaram o carrinho. A Johnson's Baby superou em 127,7% a meta de sua campanha de inauguração e obteve 727 horas de transmissões de afiliados.
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O evento de 1 ano do TikTok Shop no Brasil ocorreu no bairro de Pinheiros, em São Paulo (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)

Ranking dos itens mais desejados

Os relatórios consolidados do primeiro ano de operação detalham as preferências do consumidor brasileiro divididas por categorias de consumo:

  • Eletrônicos: fones de ouvido em primeiro lugar, películas de tela e cases de computador em segundo e relógios inteligentes (smartwatches) na terceira posição;
  • Beleza e Saúde: a categoria é liderada por body splash feminino, seguido por body splash masculino e perfumes masculinos;
  • Moda: o vestuário feminino concentra a maior saída, registrando calças, blusas e vestidos casuais como os três itens mais vendidos;
  • Casa & Decoração: panelas e frigideiras aparecem no topo da subcategoria, seguidas por lençóis ou fronhas e garrafas térmicas.

O head de categorias do TikTok Shop no Brasil, Gustavo Mondo, ressaltou que o sucesso do modelo baseia-se na fluidez da experiência. Em entrevista exclusiva ao Canaltech, o executivo explicou o funcionamento prático da jornada: "A pessoa descobre no TikTok, ela considera através de lives e vídeos, e ela faz a conversão dentro do próprio aplicativo".

Leia a matéria no Canaltech.

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Ferrari elétrica e avanço chinês reconfiguram mercado automotivo de luxo

O mercado automotivo global enfrenta uma reconfiguração provocada pela adoção da eletrificação e pela expansão comercial de fabricantes asiáticas. Em entrevista ao Podcast Canaltech desta quarta-feira (3), o diretor de novos negócios da Bright Consulting, Fernando Pfeiffer, detalhou o impacto estratégico do lançamento do primeiro modelo 100% elétrico da Ferrari. O ingresso de bólidos elétricos de alto rendimento altera os parâmetros competitivos do setor de luxo.

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Atualmente, os automóveis operam sob diretrizes de arquitetura definida por software, incorporando algoritmos de inteligência artificial que atuam como assistentes interativos. As montadoras da China utilizam ciclos de desenvolvimento estruturados para intervalos entre 18 e 24 meses.

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Na última edição do Salão de Pequim, a indústria expôs mais de 1,4 mil veículos e realizou 180 lançamentos globais simultâneos. Essa rapidez produtiva baseia-se no uso de plataformas modulares que integram o pack de baterias em alumínio fundido, motores e rodas.

A engenharia de propulsão elétrica permite o fornecimento de torque instantâneo a zero rotações por minuto, com veículos que atingem patamares de até 1 mil cavalos de potência. Modelos esportivos como o U9 Extreme, produzido pela BYD, superam a velocidade de 496 km/h. Além disso, as células de íons de lítio garantem autonomia de até 1 mil quilômetros e aceitam recargas completas em períodos de 5 a 10 minutos.

O futuro dos motores a combustão e o DNA de marca

O avanço da eletrificação estabelece uma analogia histórica com a transição da tração animal para os motores térmicos no final do século XIX.

Pfeiffer projeta que os esportivos a combustão passarão por um processo de elitização restrita, operando como bens de nicho. "Os modelos a combustão esportivos se tornariam ainda mais objetos de desejo para pouquíssimas pessoas que tivessem poder aquisitivo para utilizá-los em ambiente controlado", apontou o diretor.

A Ferrari estruturou seu novo projeto elétrico a partir da contratação de um designer com experiência prévia na Apple. Para fechar a defasagem técnica, o consultor aponta que as marcas tradicionais europeias precisam focar na experiência customizada e na preservação de suas características de marca.

"A única forma que as empresas europeias têm, naturalmente, de sobreviver é trabalhando muito bem a experiência do consumidor e os elementos de DNA que cada marca tem", afirmou Pfeiffer.

Além disso, o comportamento de consumo das novas gerações acelera os modelos de mobilidade como serviço, reduzindo o apelo da posse imediata em favor do uso sob demanda. Esse pragmatismo exige que o mercado tradicional se diferencie por fatores de jornada e apelo emocional exclusivos.

🎙️Confira a entrevista completa no Podcast Canaltech:

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Balanço da Amazon indica aporte recorde de R$ 19 bilhões no Brasil em 2025

A Amazon anunciou nesta terça-feira (2) que atingiu a marca de R$ 75 bilhões em investimentos acumulados no mercado brasileiro desde o início de suas operações no país, há 15 anos. O balanço aponta um aporte recorde de R$ 19 bilhões realizado ao longo de 2025. O valor anual equivale a uma média de gastos de R$ 52 milhões por dia em infraestrutura, tecnologia e contratação de pessoal.

De acordo com dados da companhia, o ritmo recente de aportes supera em quase cinco vezes a média anual registrada desde 2011, quando a subsidiária de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS) se estabeleceu no território nacional.

Expansão da malha logística e entregas rápidas

O avanço financeiro gerou reflexos na infraestrutura de distribuição física da empresa. Atualmente, a companhia opera mais de 300 centros logísticos distribuídos por todos os 26 estados brasileiros e pelo Distrito Federal. Desse total, mais de 100 unidades foram inauguradas durante o ano de 2025.

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Em 2026, a velocidade de expansão foi intensificada para uma média de três novas instalações abertas a cada semana.

Essa malha logística conecta consumidores em diferentes realidades geográficas, alcançando desde centros urbanos de São Paulo e Rio de Janeiro até comunidades ribeirinhas localizadas na região amazônica.

Em termos operacionais, o incremento estrutural permitiu que a varejista realizasse a entrega de mais de 50 milhões de itens no mesmo dia ou no dia seguinte para assinantes do serviço Prime em 2025. A empresa posiciona o indicador como a maior velocidade de entrega de sua história no país, buscando liderar os tempos de despacho.

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AWS é a marca responsável pelo fornecimento de infraestrutura de rede e serviços de IA da empresa no mercado nacional (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)

Impacto macroeconômico e geração de empregos

Um estudo conduzido pela consultoria Keystone indica que mais de R$ 65 bilhões do total investido historicamente pela Amazon integraram o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Apenas no intervalo de 2025, a contribuição anualizada para a economia nacional ultrapassou a cifra de R$ 16 bilhões.

A atividade corporativa também acelerou o mercado de trabalho interno.

Atualmente, a empresa contabiliza mais de 55 mil postos de trabalho diretos e indiretos gerados por suas operações no Brasil. O indicador representa um crescimento superior a 50% em comparação com o período anterior e mais que triplica o volume verificado em 2024.

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Pix corre risco? Entenda a nova ameaça de tarifas dos Estados Unidos

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre a importação de produtos de origem brasileira. A medida se baseia na conclusão de uma investigação comercial sob a Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que classifica políticas econômicas do Brasil como "irrazoáveis" e prejudiciais ao comércio dos EUA.

O relatório final, divulgado na segunda-feira (1º), estipula o prazo regulamentar até 15 de julho para a eventual aplicação de medidas corretivas.

Washington justifica a sanção a partir de reclamações contra o modelo regulatório do Pix, decisões judiciais contra plataformas digitais americanas — como Google, Meta e X —, acordos comerciais bilaterais com México e Índia, além de questionamentos sobre o combate à corrupção e o desmatamento ilegal.

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O Pix corre o risco de acabar ou ser taxado?

A contestação dos EUA contra o sistema de pagamentos instantâneos foca na centralização de funções pelo Banco Central (BC).

O relatório do USTR argumenta que o BC atua simultaneamente como órgão regulador e operador do Pix, criando vantagens artificiais que limitam a concorrência de provedores privados estrangeiros. O governo americano alega que as regras nacionais forçam a inclusão de grandes bancos e restringem as taxas cobradas por serviços concorrentes de pagamentos eletrônicos.

Apesar das sanções econômicas propostas, o arranjo do Pix não enfrenta ameaça de extinção ou taxação obrigatória em território nacional. O advogado e professor de Direito na Fundação Getulio Vargas, Jean Menezes de Aguiar, esclarece que o funcionamento do sistema financeiro instantâneo constitui uma decisão soberana do governo brasileiro, imune a interferências externas.

Em termos legais, a administração pública dos EUA carece de qualquer ingerência ou jurisdição para modificar decisões regulatórias internas do Brasil.

“Se o pix foi concebido para se funcionalizar por meio do Banco Central do Brasil, isso é decisão soberana do país que não diz respeito ao governo americano. Mesmo numa atualidade globalizada, o que sobra aos EUA é pressão e retaliação”, afirma Aguiar.

As consequências práticas da pressão diplomática ficam restritas a medidas punitivas executadas dentro do próprio território norte-americano. Dessa forma, empresas brasileiras com filiais operando nos EUA ou corporações nacionais que dependem de parcerias diretas com companhias americanas são as únicas expostas a sanções administrativas locais e perdas comerciais.

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Segundo o BC, em 2025, mais de 170 milhões de pessoas físicas utilizaram o Pix (Imagem: Reprodução/Bruno Peres/Agência Brasil)

O que muda para as Big Techs no mercado brasileiro?

Outro ponto de atrito diplomático listado na investigação comercial envolve ordens sigilosas de tribunais brasileiros direcionadas a plataformas de tecnologia como Google, Meta e X.

O documento do USTR reprova a determinação de remoção de conteúdos políticos e a suspensão de contas de usuários, alegando que multas financeiras severas e restrições de ativos bancários geram um ambiente de insegurança jurídica para os negócios de tecnologia.

A aplicação das penalidades propostas pelos EUA não altera as obrigações legais das Big Techs que optam por manter operações no Brasil.

Aguiar ressalta que o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) é fruto da atuação legítima do Poder Legislativo nacional, consistindo em um regramento constitucional e soberano. Toda empresa estrangeira que mantém atividades comerciais no país é obrigada a se submeter às leis e sentenças da Justiça brasileira, o que inclui a obrigatoriedade de indicar um gerente técnico residente no território nacional para responder pela companhia.

O governo americano não possui mecanismos jurídicos internacionais para isentar suas corporações privadas de cumprir diretrizes regulatórias locais em países democráticos. "Inexistem leis que dão ao governo americano a possibilidade de 'contribuir' ou influir em uma empresa privada, ainda que americana, no território brasileiro", aponta o professor.

Caso as subsidiárias de tecnologia se julguem prejudicadas por leis federais ou sanções administrativas, a única alternativa legal válida é acionar o próprio Poder Judiciário do Brasil para requerer a revisão de constitucionalidade dos atos administrativos.

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Donald Trump e Lula em encontro na 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Imagem: Reprodução/Palácio do Planalto)

Próximos passos e prazos das negociações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou a fundamentação das restrições e apontou que os americanos acumulam vantagens financeiras substanciais no comércio bilateral de longo prazo. Ele informou que reuniões bilaterais realizadas na Casa Branca com o presidente Donald Trump no início de maio deram um prazo de 30 dias para discussões técnicas, mas as equipes de comércio não alcançaram um consenso.

A representação industrial brasileira manifestou preocupação com o impacto do imposto adicional sobre a cadeia de produção nacional. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou notas apontando que as exportações brasileiras da indústria de transformação para o mercado norte-americano sofreram retração de 4,2% em 2025, totalizando US$ 30,2 bilhões. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também avaliou que a proposta acarreta prejuízos severos para a competitividade comercial do país.

A instituição definitiva da sobretaxa de 25% depende da execução de consultas formais agendadas pelo USTR. O cronograma prevê o recebimento de manifestações e pedidos de participação em audiências públicas até o dia 22 de junho. O prazo para o envio de relatórios e comentários por escrito expira em 1º de julho, antecedendo a audiência oficial marcada para o dia 6 do mesmo mês.

O parecer final com as medidas corretivas será anunciado em 15 de julho.

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Biometria palmar avança como alternativa antifraude no transporte público

O uso da biometria palmar avança como solução tecnológica de autenticação e prevenção de fraudes no transporte público brasileiro.

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Em entrevista ao Podcast Canaltech desta terça-feira (2), o CEO da Biostation, Leonardo Araújo, explicou que, por validar o padrão de veias sob a pele em menos de um segundo, o fluxo contínuo nas catracas é otimizado. "Uma vez que a biometria está mais focada no que você é e não no que você tem, você pode eliminar o celular por completo".

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O hardware projeta uma luz infravermelha que interage com as células desoxigenadas do sangue. Esse desenho vascular subcutâneo é único para cada indivíduo, incluindo gêmeos univitelinos.

A tecnologia mitiga prejuízos aos cofres públicos ao impedir que usuários repassem credenciais de benefícios tarifários para terceiros. Araújo contextualizou que o modelo elimina fricções diárias: "para você poder simplesmente ir do ponto A para o ponto B sem ter que depender de pegar o cartão ou celular".

Criptografia pós-quântica e privacidade

Para mitigar o receio de vazamento de dados permanentes, o sistema adota o conceito de privacy by design (privacidade por design, em inglês).

Os dados são protegidos por criptografia matematicamente irreversível e tecnologia pós-quântica (PQC), resistente a computadores quânticos. "Mesmo se um dia, por um acaso, alguma loucura da vida acontecer, que esses dados sejam vazados, eles seriam inutilizáveis".

O executivo apontou que, ao contrário do rosto — que é uma biometria exposta e vulnerável a fraudes por deepfakes —, o mapa venoso palmar fica oculto sob a pele e gera um modelo matemático incompreensível para humanos.

O principal gargalo para a expansão está no primeiro cadastro, que exige a presença do usuário diante do dispositivo para coletar o padrão venoso, impossível de capturar por fotos comuns.

De acordo com Araújo, a viabilidade em larga escala no Brasil esbarra em fatores culturais. "O problema não é infraestrutura tecnológica, é muito mais de letramento digital também". A consolidação nacional demanda a unificação e higienização das bases de dados de diferentes repartições públicas.

Leia a matéria no Canaltech.

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Dona do Claude está pronta para abrir capital; o que muda na prática?

A Anthropic, empresa criadora da família de modelos de inteligência artificial Claude, protocolou nesta segunda-feira (1º) um pedido confidencial de abertura de capital. A companhia deve viabilizar um IPO ainda em 2026, condicionado à conclusão da análise regulatória e às condições do mercado.

O protocolo foi feito poucos dias depois de a Anthropic fechar a rodada de financiamento de US$ 65 bilhões. O resultado elevou a avaliação da empresa para US$ 965 bilhões, superando a OpenAI, avaliada em US$ 852 bilhões por investidores privados em março.

O preço e a quantidade de ações da oferta ainda não foram definidos.

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O que é um IPO

IPO é a sigla para Initial Public Offering (Oferta Pública Inicial, em inglês). É o processo pelo qual uma empresa passa a ter suas ações negociadas em bolsa de valores, tornando-se acessível a qualquer investidor interessado.

Quando uma empresa opta por abrir capital, ela está buscando acelerar seus planos: expandir operações, investir em inovação, entrar em novos mercados ou até realizar aquisições. O IPO é uma forma de conseguir isso com capital próprio, sem recorrer a empréstimos ou financiamentos que geram endividamento.

Para chegar à bolsa, a empresa precisa apresentar ao regulador um prospecto detalhado com informações sobre saúde financeira, estrutura de governança, uso dos recursos e riscos do negócio. No caso da Anthropic, o documento foi protocolado de forma confidencial, prática permitida pela legislação americana.

O que muda para a empresa

Para Cláudio Carvajal, coordenador dos cursos de Administração e de Gestão de TI da FIAP, a abertura de capital representa uma mudança estrutural para a Anthropic. "Significa mais capacidade de investir em infraestrutura computacional, desenvolvimento de novos modelos, contratação de pesquisadores e expansão global", afirma.

A maior visibilidade junto ao mercado corporativo e a investidores institucionais é outro efeito esperado. Para Carvajal, porém, o movimento traz uma pressão nova. "A empresa passa a sofrer uma pressão muito maior por crescimento, rentabilidade e entrega de resultados trimestrais, algo que pode influenciar diretamente sua estratégia de negócios", avalia.

Com ações na bolsa, a Anthropic precisará publicar resultados financeiros com regularidade e manter uma estrutura de governança mais rígida. Cada decisão estratégica relevante passará a ser acompanhada de perto por acionistas e analistas.

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O Claude assumiu o topo das App Store americana em fevereiro (Imagem: Viviane França/Canaltech)

O que o usuário do Claude pode esperar

Um dos problemas recorrentes relatados por usuários do Claude é a instabilidade do serviço e o gasto elevado de tokens. Para Carvajal, o IPO não resolve esses problemas diretamente.

"O IPO, por si só, não resolve problemas técnicos ou operacionais. Porém, ele pode fornecer os recursos necessários para que a empresa invista fortemente em infraestrutura, otimização de modelos, novos data centers e eficiência computacional", avalia.

Para quem usa o Claude hoje, Carvajal traça uma perspectiva em etapas. "No curto prazo, os usuários podem esperar melhorias graduais em desempenho, disponibilidade e velocidade de resposta. Já no médio e longo prazo, a tendência é que a Anthropic busque reduzir custos operacionais, melhorar a eficiência dos modelos e oferecer serviços mais robustos para empresas e consumidores", projeta.

Um indicativo concreto dessa aposta em infraestrutura é o acordo firmado no mês passado com a SpaceX para uso do data center Colossus 1, em Memphis, no Tennessee. Os pagamentos são de US$ 1,25 bilhão por mês até maio de 2029, segundo o prospecto da SpaceX.

Receita crescendo e expectativa de lucro

O crescimento recente da Anthropic dá sustentação ao calendário de abertura de capital. Segundo dados divulgados pela própria empresa em maio, a taxa de execução de receita saltou de US$ 10 bilhões anuais em 2025 para US$ 47 bilhões em 2026.

A companhia comunicou a investidores que espera registrar lucro no primeiro semestre deste ano, o que a diferencia de OpenAI e SpaceX, ambas candidatas ao IPO em 2026, mas ainda sem resultado positivo.

Parte desse crescimento é atribuída ao Claude Code, assistente de programação da empresa, e ao lançamento do Claude Mythos Preview, modelo que atraiu atenção pelo desempenho em cibersegurança.

Em fevereiro, o Claude chegou ao primeiro lugar no ranking de aplicativos gratuitos mais baixados nos Estados Unidos na App Store da Apple.

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A OpenAI deixou oficialmente de ser uma empresa sem fins lucrativos visando um possível IPO (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)

Corrida de IA nos mercados de capitais

O movimento da Anthropic acontece em um momento em que outras gigantes de IA também se preparam para abrir capital, como a OpenAI. Sair na frente tem um valor estratégico claro, segundo Carvajal.

"Existe um efeito de captura de capital. Muitos fundos institucionais possuem recursos limitados para exposição a determinados setores e podem direcionar parte significativa de seus investimentos para a primeira companhia que oferecer acesso ao mercado público de IA em larga escala", afirma.

O professor pondera, no entanto, que a vantagem pode ser passageira. "Mais do que uma vitória definitiva, a abertura de capital antes da OpenAI pode ser vista como uma vantagem temporária na disputa por investidores, visibilidade e liderança de mercado. A competição entre as duas empresas ainda deve continuar intensa pelos próximos anos", avalia.

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Instagram corrige falha no Android que deixava fotos ruins

O Google anunciou uma parceria com a Meta para otimizar o processamento de imagens e vídeos do Instagram em dispositivos Android. A mudança, integrada ao futuro sistema operacional Android 17, visa resolver o problema histórico de compressão de mídia que reduzia a qualidade das publicações feitas pela plataforma da Meta.

A nova arquitetura permite que o aplicativo acesse diretamente os recursos de fotografia computacional do sistema.

Fim da perda de qualidade por fragmentação

O ecossistema Android lida com centenas de modelos diferentes de smartphones, o que levava desenvolvedores de redes sociais a adotarem caminhos genéricos de captura, resultando em imagens comprimidas no Reels e nos Stories.

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Embora os aparelhos topo de linha possuam sensores avançados de até 200 megapixels, o ganho de hardware era anulado ao abrir a câmera interna do aplicativo de terceiros.

Com a atualização do Android 17, que está em fase final de testes beta, o Instagram passa a contar com suporte integrado à câmera nativa. Essa mudança repete e amplia uma estratégia iniciada pela Samsung em 2024 com o Galaxy S24, quando a fabricante sul-coreana implementou uploads em HDR nativo nas redes da Meta.

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O Samsung Galaxy S26 Ultra é um exemplo de celular com Android e câmera principal de 200 MP (Imagem: Gabriel Furlan Batista/Canaltech)

Recursos de captura avançada

A integração direta do fluxo de captura traz melhorias práticas para a produção de conteúdo dentro do Instagram:

  • Ultra HDR: suporte completo para a captura e a reprodução de mídias com cores mais vivas diretamente no feed;
  • Estabilização de vídeo: utilização do sistema mecânico e digital do próprio celular para evitar trepidações em vlogs feitos em movimento;
  • Modo Noturno (Night Sight): processamento de imagens em baixa luminosidade diretamente na câmera do aplicativo social.

Testes internos realizados pelo Google utilizando o modelo de Qualidade Universal de Vídeo (UVQ) apontam que os vídeos gravados e enviados a partir de celulares flagships com Android obtiveram pontuação igual ou superior à do principal concorrente de mercado, os iPhones.

Edição nativa com inteligência artificial

As otimizações do ecossistema também alcançam o pós-processamento por meio do aplicativo Edits do Instagram, que receberá funções exclusivas executadas de forma local por inteligência artificial em celulares Android.

O recurso Smart Enhance permitirá fazer o upscale de fotos e vídeos com apenas um toque na tela. Já a ferramenta de Separação de Som identificará faixas de áudio distintas para isolar ruídos como vento e barulhos de fundo, preservando a voz do usuário.

Outro novo recurso, que ainda não chegou para todos os usuários de Android, é o teleprompter nos Reels do Instagram. O anúncio foi feito pelo chefe da plataforma, Adam Mosseri, na última quinta-feira (28).

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