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iFood permite dividir o pagamento de pedidos com outra pessoa

O iFood, enfim, começou a liberar a opção para utilizar duas formas de pagamento. Conforme apurou o Canaltech, a nova modalidade permite que duas pessoas paguem pelo mesmo pedido simultaneamente ou deixe uma parte no Pix e outra no cartão de crédito.

"O iFood Pago informa que está testando a possibilidade de combinar duas formas de pagamento em um mesmo pedido no app do iFood com um grupo restrito de usuários", disse a empresa em nota à reportagem. "A funcionalidade faz parte do processo contínuo de avaliação de novas experiências no aplicativo para aprimorar a experiência dos clientes e parceiros."

Combinar pagamentos

A novidade surgiu nos apps para Android e iOS na manhã desta quarta-feira (3). Ao finalizar a compra, o iFood mostra o item “Combinar pagamentos”, que leva o usuário a uma página para escolher duas modalidades entre os cartões cadastrados, Apple Pay, NuPay e Pix.

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Depois, basta indicar o valor que será destinado para cada meio de pagamento, com a alternativa de dividir igualmente, pela metade, ou digitar quanto cada um pagará. O preparo do pedido inicializará ao concluir todas as transações.

iFood ganha opção selecionar duas formas de pagamento ao finalizar pedidos (Imagem: Captura de tela/Bruno De Blasi/Canaltech)
iFood ganha opção selecionar duas formas de pagamento ao finalizar pedidos (Imagem: Captura de tela/Bruno De Blasi/Canaltech)

Divisão de contas

A modalidade evita a necessidade de realizar transferências via Pix após a entrega, caso esteja dividindo o pedido com um amigo, por exemplo. Outra opção é dividir o pagamento, com uma parte no Pix e outra no cartão de crédito, a fim de aliviar os gastos no fim do mês.

Contudo, a plataforma não permite repetir a seleção de um item já marcado ou escolher o NuPay e o Pix ao mesmo tempo. Além disso, não há previsão de lançamento do recurso para todos os usuários.

Leia a matéria no Canaltech.

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Bancos defendem Pix após ameaça de novas tarifas dos Estados Unidos ao Brasil

Após a nova ameaça de tarifas dos Estados Unidos ao Brasil, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o Pix nesta terça-feira (2). Segundo a entidade que representa o setor bancário, a plataforma é um fator positivo à competição e à atividade econômica, e está disponível tanto para brasileiros quanto para estrangeiros.

"O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e, consequentemente, da atividade econômica", diz.

A federação também destacou que o sistema é aberto, sem restrição à entrada de novos participantes brasileiros e de outros países. O único requisito é a presença da companhia no Brasil por ser uma plataforma local, com transações em real, e, no caso de pessoas físicas, manter uma conta em bancos ou fintechs.

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“Acreditamos que as avaliações do USTR resultem mais de informações incompletas acerca dos objetivos e funcionamento do Pix”, afirma o comunicado. “Temos boa expectativa de que, no âmbito do sistema de audiência pública, que continua aberto pelo USTR, as contribuições do Banco Central do Brasil (BCB) e dos integrantes do sistema bancário brasileiro, incluindo os bancos americanos, vão ajudar no esclarecimento das conclusões do órgão americano de comércio.”

Cartões e Pix em alta

O Pix se destaca no Brasil devido à flexibilidade e instantaneidade. Não à toa, a plataforma acumulou uma marca de 21 bilhões de transações e movimentou R$ 9,7 trilhões com compras, pagamentos de contas, transferências bancárias e demais operações no primeiro trimestre de 2026, de acordo com dados do Banco Central do Brasil (BC).

Por outro lado, isto não significa que o uso do cartão diminuiu ou perdeu a relevância. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), houve 11,7 bilhões de transações no crédito, débito e em opções pré-pagas no mesmo período, um crescimento anual de 3%.

Em termos de movimentação, as modalidades alcançaram R$ 1,1 trilhão. O destaque vai para o cartão de crédito, que expandiu 12,8% e concentrou R$ 810,2 bilhões de pagamentos.

Dentro desse período, os pagamentos por aproximação com cartões chamaram a atenção ao representar quase 75% das operações com cartões no Brasil. Ao contrário do Pix por Aproximação, que não deslanchou mesmo após um ano de lançamento.

A situação é similar em relação aos pagamentos recorrentes, que acumularam R$ 41,7 bilhões nos cartões, sendo nove em cada dez operações feitas no crédito. Já o Pix Automático, que também não demonstrou expressividade desde a sua estreia, concentrou R$ 147,4 milhões no primeiro trimestre de 2026.

Cartões movimentaram R$ 1,1 trilhão no primeiro trimestre de 2026, segundo Abecs (Imagem: Karolina Grabowska/Pexels)
Cartões movimentaram R$ 1,1 trilhão no primeiro trimestre de 2026, segundo Abecs (Imagem: Karolina Grabowska/Pexels)

Política “irrazoável” e prejudicial

A defesa ao Pix ocorre após a conclusão de uma investigação iniciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que classificou as políticas econômicas do Brasil como “irrazoáveis” e prejudiciais ao comércio dos EUA e propôs uma tarifa adicional de 25% à importação de produtos brasileiros.

Entre os pontos levantados, está a centralização de funções pelo BC. A entidade afirma que o banco central atua como órgão regulador e operador do Pix simultaneamente, o que cria vantagens artificiais capazes de limitar a concorrência de provedores privados estrangeiros.

Cabe ressaltar que o Pix é citado na investigação sobre práticas desleais desde o ano passado.

Leia a matéria no Canaltech.

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GitHub Copilot muda cobrança e créditos acabam em poucas horas, relatam usuários

A política de cobrança baseada no uso do GitHub Copilot entrou em vigor nesta segunda-feira (1º). O novo modelo, no entanto, tornou-se alvo de queixas entre os usuários da ferramenta de inteligência artificial (IA).

É o que mostram relatos compartilhados em redes sociais, como o X e o Reddit. Em alguns casos, foi necessário apenas algumas horas para utilizar todo ou mais da metade do saldo. Especialmente no plano Pro, que oferece apenas US$ 10 de crédito por mês.

This is basically unusable GitHub Copilot Pro+ with not heavy usage today more then half monthly credits. pic.twitter.com/vSBxNEiEKx

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— Wiesław Šoltés (@wieslawsoltes) June 1, 2026

As queixas também foram compartilhadas no fórum do GitHub. “Em apenas algumas horas, 19% do meu consumo já se foi, e estou no plano Copilot Pro+”, diz a publicação. “No mês passado, meu consumo mensal total foi de apenas 63%, e agora parece que um único dia é suficiente para esgotar todos os créditos de IA”.

Mudança nos planos

Os relatos são voltados à alteração da política do GitHub, anunciada em abril. Na ocasião, a empresa informou que passaria a cobrar pelo consumo de tokens, uma vez que “uma pergunta rápida no chat e uma sessão autônoma de desenvolvimento de várias horas” resultava no mesmo valor na fatura de usuários no sistema anterior.

“O GitHub absorveu grande parte do custo crescente de inferência associado a esse uso, mas o modelo atual de solicitações premium não é mais sustentável”, diz a companhia. “A cobrança baseada no uso resolve isso. Ela alinha melhor os preços com o uso real, nos ajuda a manter a confiabilidade do serviço a longo prazo e reduz a necessidade de restringir o acesso a usuários que consomem muitos recursos.”

Agora, os usuários recebem um saldo ao assinar o Copilot, que é deduzido a partir do consumo de tokens. Dessa forma, quanto maior uso e mais complexa a requisição, maior será o gasto.

O crédito varia de acordo com o plano escolhido, e é oferecido mensalmente. No caso das ofertas para uso pessoal, o Copilot Pro oferece US$ 10 enquanto o Pro+ garante US$ 39. Ao consumir toda a quantia, os usuários têm duas opções: aguardar a recarga do próximo ciclo ou adquirir mais saldo por conta própria.

A medida também foi aplicada em planos corporativos, também sem alteração das mensalidades das assinaturas.

Além disso, a revisão de código do Copilot também consumirá minutos do GitHub Actions, além dos créditos de IA. As sugestões de conclusão de código e de edição, por outro lado, continuam disponíveis em todos os planos sem custo adicional.

Leia a matéria no Canaltech.

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Linha Fantasma: PF faz operação contra golpes que fingem ser centrais de banco

Golpes bancários foram alvos da Operação Linha Fantasma, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (2). A ação mira no esquema da “falsa central telefônica”, que aborda vítimas através do envio de mensagens com um alerta de compra suspeita e um número 0800 para supostamente entrar em contato com o banco.

“Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude eletrônica, de associação criminosa e de lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados no curso das investigações”, informou a PF.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois de prisão, além de duas prisões em flagrante, em Feira de Santana (BA) e em São Paulo (SP).

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Falsa central telefônica

A operação foca em fraudes que exploram a “falsa central telefônica”, iniciada por meio de uma mensagem de texto (SMS) que se passa por uma instituição financeira. Nela, há sempre um aviso sobre transações suspeitas, a fim de gerar uma sensação de preocupação e urgência nas vítimas, e um número de telefone para “resolver” o problema.

O objetivo das chamadas varia. Neste caso, os golpistas induziram as vítimas a compartilhar dados pessoais ou a realizar procedimentos para permitir o acesso indevido às contas. Contudo, também há abordagens que focam em solicitações de transferências via Pix para supostamente cancelar compras desconhecidas, por exemplo. 

“As apurações apontam que o grupo utilizava empresas formalmente constituídas e infraestrutura tecnológica para conferir aparência de legitimidade às fraudes. Também foram identificados indícios de movimentação financeira fracionada com possível objetivo de dificultar o rastreamento dos valores obtidos”, informou a PF.

Em nota, a polícia explica que a operação iniciou após o envio de informações de operadoras de telefonia, que identificaram o envio em massa de mensagens fraudulentas. A ação também conta com o apoio do Projeto Tentáculos, que une acordos de cooperação entre a PF, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e demais instituições financeiras.

Para o lead security researcher da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina, Fabio Assolini, a operação é um passo importante contra as fraudes bancárias e mostra como o cibercrime brasileiro tem abusado da infraestrutura de telecomunicações do país.

"Quadrilhas utilizam rotineiramente envios massivos de SMS e falsas centrais 0800 para dar legitimidade às fraudes, manipulando a confiança dos usuários", afirmou. "É fundamental que o setor de cibersegurança e as operadoras unam forças para monitorar e fechar essas brechas sistêmicas, apoiando a Polícia em operações semelhantes."

Golpistas enviam mensagens com avisos de compras suspeitas e número de telefone falso para vítimas (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini/Canaltech)
Golpistas enviam mensagens com avisos de compras suspeitas e número de telefone falso para vítimas (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini/Canaltech)

Como se proteger de golpes da falsa central telefônica

Os golpes que simulam centrais de atendimento de bancos, além dos avisos de compras desconhecidas, também exploram ofertas “fora do comum”, como o resgate de uma grande quantidade pontos em programas de relacionamento de cartões de crédito. Ao receber contatos suspeitos, a Febraban indica os seguintes cuidados:

  • Não forneça dados pessoais, incluindo nome completo, data de nascimento, CPF e senhas​;
  • Nunca instale aplicativos solicitados durante a ligação​;
  • Não acesse links recebidos por mensagem de texto (SMS), WhatsApp ou e-mail​;
  • Se recebeu códigos de acesso do WhatsApp, banco e demais serviços, não compartilhe com outras pessoas.

Se há dúvidas, a federação também recomenda desligar a ligação e entrar em contato com o banco através de canais oficiais.

Leia a matéria no Canaltech.

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