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Prefeitura de SP barra radares com IA; entenda o motivo

Por enquanto, a Prefeitura de São Paulo não vai adotar câmeras de monitoramento com inteligência artificial (IA) para multar motoristas por condutas como o uso do celular ao volante ou falta de cinto dentro da capital.

É o que declarou Gilmar Miranda, secretário executivo municipal de Mobilidade e Trânsito, durante o Summit Futuro da Mobilidade 2026. Segundo o secretário, a tecnologia é mais eficaz em malhas rodoviárias extensas do que no ambiente urbano de alta densidade.

multa radar infração

Enquanto a capital paulista mantém a fiscalização tradicional por meio da CET e da Polícia Militar, as rodovias do estado já operam com a novidade — tanto que trechos da Rodovia Raposo Tavares e do Rodoanel Mário Covas têm o recurso, e a concessionária Ecovias projeta expandir a instalação dos novos radares para a Rodovia Castelo Branco.

Radar com inteligência artificial

As câmeras com IA captam as suspeitas de infração e enviam as imagens para validação humana em uma central da Polícia Militar Rodoviária, que decide se é necessário aplicar a penalidade. No trecho concessionado da Raposo Tavares, a tecnologia já demonstrou alto alcance ao registrar 2.316 multas em um único mês de operação.

Até o momento, a falta do cinto de segurança lidera as infrações, somando 1.386 ocorrências (falta grave, com multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH). Já o manuseio ou uso de celular ao volante respondeu por 930 flagrantes (falta gravíssima, com multa de R$ 293,47 e 7 pontos na carteira).

Quer saber mais? Confira nossa matéria que explica como funciona o radar com IA contra celular e falta de cinto!

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Golpe da quilometragem? Sistema do Detran "esconde" adulteração do hodômetro

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) já aceita a transferência de veículos usados mesmo quando há divergências gritantes nos registros de quilometragem entre as vistorias. A brecha de fiscalização foi identificada durante avaliações recentes de mercado feitas pelo Uol, e mostra que carros com hodômetro adulterado ainda são negociados e regularizados sem bloqueios pelo órgão de trânsito.

A prática expõe uma brecha significativa no sistema de checagem: em um dos casos identificados, um veículo registrava 214 mil km em uma vistoria de 2025; apenas dois meses depois, teve uma nova inspeção aprovada, que indicava somente 72 mil km.

trânsito são paulo

Apesar do salto inexplicável de 142 mil km "apagados", o Detran efetuou a transferência normalmente, transferindo ao comprador o risco e a responsabilidade de contestar a fraude posteriormente.

Golpe de carro adulterado

A vulnerabilidade é amplificada por outra limitação operacional no sistema do órgão, que exibe apenas as últimas cinco vistorias do veículo. Assim, caso o carro passe por novas inspeções em datas próximas, os registros com as quilometragens mais altas acabam eliminados da consulta pública, mascarando a adulteração para futuros compradores.

Diante do cenário, especialistas recomendam que os consumidores exijam o histórico de manutenção do veículo com notas fiscais, datas e quilometragens para cruzar os dados. Além disso, a presença de vistorias múltiplas registradas em intervalos muito curtos deve servir como alerta vermelho para a possibilidade de maquiagem no histórico do carro.

Aproveite para conferir como um Corvette clássico anunciado no Facebook virou isca em golpe!

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