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Robôs da OpenAI criaram rede clandestina para se comunicarem sem autorização

Investigadores independentes e dados analisados pela Reuters mostram que agentes de inteligência artificial da OpenAI usaram mais de 10 sites que ainda não eram conhecidos para se comunicar sem autorização no início de 2026. A descoberta mostra que o comportamento “rebelde” dos agentes foi maior do que se sabia, com os modelos encontrando formas de driblar as restrições e trocar informações em diferentes plataformas. A OpenAI manteve o caso em sigilo por meses. 

Embora o comportamento não seja classificado tecnicamente como hacking e se aproxime mais de uma ação de spam, o caso mostra como modelos de IA podem encontrar maneiras inesperadas de contornar regras de segurança. Os investigadores chegaram aos agentes por meio do cruzamento de diferentes pistas, como sequências de dados idênticas deixadas em sites, nomes de usuários coincidentes, consultas sobre temas demográficos específicos, incluindo a prevalência de câncer em Iowa, e endereços de IP associados à infraestrutura do Microsoft Azure.

Os pesquisadores de seis grupos independentes identificaram registros deixados pelos agentes em diferentes plataformas, como uma wiki de Química AP criada em 2008 por um professor de ensino médio de Massachusetts, dois sites pessoais de profissionais de tecnologia poloneses, wikis dedicados a jogos e uma página mantida por hobbystas de softwares de edição de texto que está ativa há cerca de duas décadas.

OpenAI

Os agentes também utilizaram encurtadores de links mantidos pela Universidade de Toronto e pela Universidade Vanderbilt. O objetivo aparente era compartilhar informações e “colar” em testes de pesquisa complexos, mesmo com instruções para não publicar conteúdo na web.

A OpenAI reconheceu que está fazendo uma revisão ampla das atividades de seus agentes e classificou o comportamento como um caso de “desalinhamento”. A empresa também afirmou que trabalha em um novo framework para registrar e relatar incidentes desse tipo durante as etapas de treinamento e implantação dos modelos.

Andrew Yoon, da organização sem fins lucrativos CivAI, identificou 18 sites que não haviam sido divulgados anteriormente. Já a pesquisadora Sydney Von Arx e seu grupo contabilizaram 23 sites afetados, indicando que a dimensão total das interações não autorizadas ainda é desconhecida.

Pesquisadores questionam transparência da OpenAI

A descoberta também levantou questionamentos sobre a transparência da OpenAI. O caso veio à tona enquanto a empresa lidava com as consequências de um ataque hacker ao repositório Hugging Face, ocorrido em julho de 2026.

Kenneth Russell DeGraff, desenvolvedor de software, afirmou que, se os modelos receberam instruções para apenas ler informações, precisaram encontrar maneiras criativas de deixar dados para trás. Ele comparou o comportamento ao de estudantes proibidos de conversar durante uma prova que escrevem respostas escondidas nas paredes de um banheiro.

Andrew Yoon, da CivAI, considera que a dimensão conhecida do episódio provavelmente não representa toda a atividade. “É quase certo que há mais coisas acontecendo aqui que simplesmente não sabemos”, afirmou.

OpenAI

Helmut Leitner, operador de servidores de wiki, também criticou a situação. Segundo ele, a responsabilidade não deve ser atribuída a uma máquina supostamente moral, mas às pessoas e organizações responsáveis por seu desenvolvimento. Leitner relatou ter passado horas removendo os registros deixados pelos agentes da OpenAI.

A pesquisadora Sydney Von Arx reforçou a dificuldade de dimensionar o problema. “Não temos ideia de quanto existe por aí”, afirmou.

Poucas horas depois de ser questionada pela Reuters sobre o caso, a OpenAI enviou um e-mail não assinado a Leitner e entrou em contato com a Universidade de Toronto para tratar das atividades registradas em seus sistemas. 

A OpenAI declarou que, até o momento, não identificou outras atividades com gravidade semelhante à do incidente envolvendo o Hugging Face. A empresa também afirmou que pretende divulgar em breve seu novo protocolo para avaliar riscos e comportamentos considerados “rebeldes” em modelos de inteligência artificial.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Como hackers manipulam IAs para cometer crimes?”.

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Robôs da OpenAI criaram rede clandestina para se comunicarem sem autorização

Investigadores independentes e dados analisados pela Reuters mostram que agentes de inteligência artificial da OpenAI usaram mais de 10 sites que ainda não eram conhecidos para se comunicar sem autorização no início de 2026. A descoberta mostra que o comportamento “rebelde” dos agentes foi maior do que se sabia, com os modelos encontrando formas de driblar as restrições e trocar informações em diferentes plataformas. A OpenAI manteve o caso em sigilo por meses. 

Embora o comportamento não seja classificado tecnicamente como hacking e se aproxime mais de uma ação de spam, o caso mostra como modelos de IA podem encontrar maneiras inesperadas de contornar regras de segurança. Os investigadores chegaram aos agentes por meio do cruzamento de diferentes pistas, como sequências de dados idênticas deixadas em sites, nomes de usuários coincidentes, consultas sobre temas demográficos específicos, incluindo a prevalência de câncer em Iowa, e endereços de IP associados à infraestrutura do Microsoft Azure.

Os pesquisadores de seis grupos independentes identificaram registros deixados pelos agentes em diferentes plataformas, como uma wiki de Química AP criada em 2008 por um professor de ensino médio de Massachusetts, dois sites pessoais de profissionais de tecnologia poloneses, wikis dedicados a jogos e uma página mantida por hobbystas de softwares de edição de texto que está ativa há cerca de duas décadas.

OpenAI

Os agentes também utilizaram encurtadores de links mantidos pela Universidade de Toronto e pela Universidade Vanderbilt. O objetivo aparente era compartilhar informações e “colar” em testes de pesquisa complexos, mesmo com instruções para não publicar conteúdo na web.

A OpenAI reconheceu que está fazendo uma revisão ampla das atividades de seus agentes e classificou o comportamento como um caso de “desalinhamento”. A empresa também afirmou que trabalha em um novo framework para registrar e relatar incidentes desse tipo durante as etapas de treinamento e implantação dos modelos.

Andrew Yoon, da organização sem fins lucrativos CivAI, identificou 18 sites que não haviam sido divulgados anteriormente. Já a pesquisadora Sydney Von Arx e seu grupo contabilizaram 23 sites afetados, indicando que a dimensão total das interações não autorizadas ainda é desconhecida.

Pesquisadores questionam transparência da OpenAI

A descoberta também levantou questionamentos sobre a transparência da OpenAI. O caso veio à tona enquanto a empresa lidava com as consequências de um ataque hacker ao repositório Hugging Face, ocorrido em julho de 2026.

Kenneth Russell DeGraff, desenvolvedor de software, afirmou que, se os modelos receberam instruções para apenas ler informações, precisaram encontrar maneiras criativas de deixar dados para trás. Ele comparou o comportamento ao de estudantes proibidos de conversar durante uma prova que escrevem respostas escondidas nas paredes de um banheiro.

Andrew Yoon, da CivAI, considera que a dimensão conhecida do episódio provavelmente não representa toda a atividade. “É quase certo que há mais coisas acontecendo aqui que simplesmente não sabemos”, afirmou.

OpenAI

Helmut Leitner, operador de servidores de wiki, também criticou a situação. Segundo ele, a responsabilidade não deve ser atribuída a uma máquina supostamente moral, mas às pessoas e organizações responsáveis por seu desenvolvimento. Leitner relatou ter passado horas removendo os registros deixados pelos agentes da OpenAI.

A pesquisadora Sydney Von Arx reforçou a dificuldade de dimensionar o problema. “Não temos ideia de quanto existe por aí”, afirmou.

Poucas horas depois de ser questionada pela Reuters sobre o caso, a OpenAI enviou um e-mail não assinado a Leitner e entrou em contato com a Universidade de Toronto para tratar das atividades registradas em seus sistemas. 

A OpenAI declarou que, até o momento, não identificou outras atividades com gravidade semelhante à do incidente envolvendo o Hugging Face. A empresa também afirmou que pretende divulgar em breve seu novo protocolo para avaliar riscos e comportamentos considerados “rebeldes” em modelos de inteligência artificial.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Como hackers manipulam IAs para cometer crimes?”.

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iPhone Duo deixará aplicativos desatualizados com visual bizarro na tela grande

O iPhone Duo, primeiro dobrável da Apple, pode trazer um problema de adaptação para aplicativos que não forem atualizados para o novo formato. Segundo detalhes técnicos e vídeos divulgados pela Apple para desenvolvedores, softwares antigos terão limitações para ocupar a tela maior do aparelho e poderão aparecer com grandes áreas pretas ao redor da interface.

A Apple definiu três níveis de compatibilidade para organizar a transição dos aplicativos para o formato dobrável. A diferença entre eles está no quanto cada software foi adaptado às novas proporções de tela. No nível mais básico, aplicativos que não foram atualizados para o iOS 27 serão exibidos como uma janela centralizada. Nesse caso, o conteúdo ficará cercado por grandes áreas pretas, tanto na tela interna quanto na externa do iPhone Duo.

No segundo nível, os aplicativos atualizados para o iOS 27 terão um aproveitamento maior do espaço. O próprio sistema poderá redimensionar a interface para ocupar uma área mais ampla da tela, embora ainda mantenha as chamadas áreas de segurança ao redor do conteúdo.

Captura de Tela 2026-09-09 às 14.55.44

Já o terceiro nível corresponde aos aplicativos totalmente otimizados. Eles serão desenvolvidos especificamente para o iOS 27.1 e poderão aproveitar todo o espaço disponível no aparelho.

Esses softwares também terão acesso ao novo padrão de interface da Apple para o dobrável. Entre as mudanças estão barras de ferramentas e controles de navegação organizados verticalmente abaixo da barra de status.

Outro detalhe que pode limitar a adaptação é a decisão da Apple de não permitir a execução de aplicativos de iPad no iPhone Duo. Com isso, os desenvolvedores precisarão preparar versões específicas para o novo formato caso queiram aproveitar completamente a tela dobrável. 

Adaptação pode levar tempo

A situação lembra o que aconteceu com o iPhone X. Na época, a mudança na proporção da tela e a chegada do notch fizeram com que vários aplicativos demorassem para se adaptar ao novo padrão. Durante esse período, alguns softwares apresentavam barras pretas ou interfaces que não ocupavam toda a tela.

No iPhone Duo, porém, a adaptação pode ser ainda mais demorada. O aparelho deve ocupar um segmento específico do mercado, enquanto a maior parte dos usuários continuará utilizando modelos tradicionais do iPhone. Para desenvolvedores, portanto, atualizar um aplicativo para um formato usado por uma parcela menor do público pode ter prioridade reduzida.

iPhone Duo capinha

As redes sociais e os aplicativos de entretenimento costumam receber adaptações com mais rapidez. Já softwares de bancos, serviços governamentais e companhias aéreas podem levar mais tempo para adotar o novo formato.

Em alguns casos, esses aplicativos podem continuar exibindo áreas pretas por anos. Também existe a possibilidade de determinados softwares nunca receberem uma adaptação completa, especialmente se a base de usuários do iPhone Duo não for grande o suficiente para justificar o investimento.

No fim, a experiência na tela grande dependerá do hardware da Apple e da disposição dos desenvolvedores em adaptar seus aplicativos ao novo formato. A popularidade do dobrável será um dos fatores que devem definir a velocidade dessa transição. 

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “7 coisas que o iPhone Duo faz e que a Samsung não colocou no Galaxy Z Fold 8”.

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iPhone Duo deixará aplicativos desatualizados com visual bizarro na tela grande

O iPhone Duo, primeiro dobrável da Apple, pode trazer um problema de adaptação para aplicativos que não forem atualizados para o novo formato. Segundo detalhes técnicos e vídeos divulgados pela Apple para desenvolvedores, softwares antigos terão limitações para ocupar a tela maior do aparelho e poderão aparecer com grandes áreas pretas ao redor da interface.

A Apple definiu três níveis de compatibilidade para organizar a transição dos aplicativos para o formato dobrável. A diferença entre eles está no quanto cada software foi adaptado às novas proporções de tela. No nível mais básico, aplicativos que não foram atualizados para o iOS 27 serão exibidos como uma janela centralizada. Nesse caso, o conteúdo ficará cercado por grandes áreas pretas, tanto na tela interna quanto na externa do iPhone Duo.

No segundo nível, os aplicativos atualizados para o iOS 27 terão um aproveitamento maior do espaço. O próprio sistema poderá redimensionar a interface para ocupar uma área mais ampla da tela, embora ainda mantenha as chamadas áreas de segurança ao redor do conteúdo.

Captura de Tela 2026-09-09 às 14.55.44

Já o terceiro nível corresponde aos aplicativos totalmente otimizados. Eles serão desenvolvidos especificamente para o iOS 27.1 e poderão aproveitar todo o espaço disponível no aparelho.

Esses softwares também terão acesso ao novo padrão de interface da Apple para o dobrável. Entre as mudanças estão barras de ferramentas e controles de navegação organizados verticalmente abaixo da barra de status.

Outro detalhe que pode limitar a adaptação é a decisão da Apple de não permitir a execução de aplicativos de iPad no iPhone Duo. Com isso, os desenvolvedores precisarão preparar versões específicas para o novo formato caso queiram aproveitar completamente a tela dobrável. 

Adaptação pode levar tempo

A situação lembra o que aconteceu com o iPhone X. Na época, a mudança na proporção da tela e a chegada do notch fizeram com que vários aplicativos demorassem para se adaptar ao novo padrão. Durante esse período, alguns softwares apresentavam barras pretas ou interfaces que não ocupavam toda a tela.

No iPhone Duo, porém, a adaptação pode ser ainda mais demorada. O aparelho deve ocupar um segmento específico do mercado, enquanto a maior parte dos usuários continuará utilizando modelos tradicionais do iPhone. Para desenvolvedores, portanto, atualizar um aplicativo para um formato usado por uma parcela menor do público pode ter prioridade reduzida.

iPhone Duo capinha

As redes sociais e os aplicativos de entretenimento costumam receber adaptações com mais rapidez. Já softwares de bancos, serviços governamentais e companhias aéreas podem levar mais tempo para adotar o novo formato.

Em alguns casos, esses aplicativos podem continuar exibindo áreas pretas por anos. Também existe a possibilidade de determinados softwares nunca receberem uma adaptação completa, especialmente se a base de usuários do iPhone Duo não for grande o suficiente para justificar o investimento.

No fim, a experiência na tela grande dependerá do hardware da Apple e da disposição dos desenvolvedores em adaptar seus aplicativos ao novo formato. A popularidade do dobrável será um dos fatores que devem definir a velocidade dessa transição. 

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “7 coisas que o iPhone Duo faz e que a Samsung não colocou no Galaxy Z Fold 8”.

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Ladrões de IA: hackers roubam contas do Claude e drenam assinaturas no sigilo

Criminosos estão usando malwares do tipo infostealer para roubar sessões de usuários do Claude, IA da Anthropic, e gastar os créditos de assinaturas pagas sem que as vítimas percebam. O golpe rouba dados de acesso para criar tokens de autorização do Claude Code, dando aos criminosos acesso ao processamento pago pelos assinantes. O problema afeta principalmente profissionais que dependem de planos com maior capacidade, como o Claude Max 20x, que custa US$ 200/mês (equivalente a cerca de R$ 1.100,00 no Brasil).

A situação veio à tona após Grant De Swardt, consultor independente de IA no Reino Unido, perceber um aumento incomum no consumo de tokens em dias nos quais não estava trabalhando. Em um período controlado, o uso da conta subiu de 45% para 55% sem que houvesse qualquer tarefa ativa no computador ou na nuvem.

A Anthropic informou a Grant De Swardt que as chaves de sessão roubadas foram utilizadas para gerar tokens OAuth do Claude Code sem autorização, sendo aproveitadas por serviços de terceiros não autorizados para processar tarefas de outras pessoas.

Além de Grant De Swardt, o usuário Current_Afternoon_76, no Reddit, comentou que sua conta foi atualizada para um plano pago sem autorização, e o consumo saltou de 0% para 100% imediatamente. Em outro relato na plataforma, o uso da conta aumentou de 0% para 49% em apenas 12 minutos, após a execução de alguns comandos simples e uma busca na web. Já no GitHub, um caso semelhante registrou o limite máximo de uso por três dias seguidos, mesmo sem qualquer interação manual com o Claude.

Claude

A Anthropic confirmou a existência da fraude e atribuiu os casos a “atores mal-intencionados” que usam malwares instalados nos computadores das vítimas para roubar dados de login e sessões salvas. A empresa afirma ter tomado medidas, como invalidar sessões comprometidas, emitir reembolsos parciais e alertar alguns usuários sobre a possível presença de malware nos dispositivos. 

Embora a Anthropic tenha enviado e-mails de alerta sobre infostealer malware para algumas vítimas, De Swardt não recebeu o comunicado. Ele também afirmou não ter encontrado qualquer rastro de infecção em seu computador e continua sem saber exatamente como sua conta foi comprometida. Segundo a empresa, a infecção não tem origem no uso do Claude, mas em fontes externas, como downloads de softwares infectados e anúncios maliciosos.

Falta de transparência dificulta identificar o consumo de tokens

Um dos principais problemas apontados pelas vítimas é a falta de informações detalhadas sobre o uso dos tokens. Atualmente, o painel da conta mostra apenas o consumo total, sem indicar quais atividades ou serviços foram responsáveis pelo gasto. 

Isso dificulta a identificação de acessos não autorizados. Sem um histórico detalhado, uma conta pode continuar sendo explorada até que o consumo atinja níveis anormais ou o usuário perceba alguma atividade em um período no qual não estava utilizando o serviço. 

App Claude

A dificuldade para obter suporte e a ausência de ferramentas de monitoramento mais detalhadas também têm levado usuários a abandonar o Claude. No caso de De Swardt, a conta foi restabelecida após duas semanas, mas a suspensão trouxe prejuízos ao seu negócio. Como profissional autônomo, ele usa agentes de IA diariamente para tarefas de programação, design de sites e administração.

De Swardt recebeu um reembolso parcial de £44,49 referente ao período restante da assinatura de US$ 200 por mês. Mesmo após recuperar o acesso, ele decidiu cancelar o plano e migrar para o Cursor. A plataforma oferece diferentes modelos de linguagem, incluindo opções open source mais baratas que, segundo ele, entregam desempenho semelhante ao do Claude.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “O custo invisível dos tokens: por que a conta da IA não para de subir?”.

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Ladrões de IA: hackers roubam contas do Claude e drenam assinaturas no sigilo

Criminosos estão usando malwares do tipo infostealer para roubar sessões de usuários do Claude, IA da Anthropic, e gastar os créditos de assinaturas pagas sem que as vítimas percebam. O golpe rouba dados de acesso para criar tokens de autorização do Claude Code, dando aos criminosos acesso ao processamento pago pelos assinantes. O problema afeta principalmente profissionais que dependem de planos com maior capacidade, como o Claude Max 20x, que custa US$ 200/mês (equivalente a cerca de R$ 1.100,00 no Brasil).

A situação veio à tona após Grant De Swardt, consultor independente de IA no Reino Unido, perceber um aumento incomum no consumo de tokens em dias nos quais não estava trabalhando. Em um período controlado, o uso da conta subiu de 45% para 55% sem que houvesse qualquer tarefa ativa no computador ou na nuvem.

A Anthropic informou a Grant De Swardt que as chaves de sessão roubadas foram utilizadas para gerar tokens OAuth do Claude Code sem autorização, sendo aproveitadas por serviços de terceiros não autorizados para processar tarefas de outras pessoas.

Além de Grant De Swardt, o usuário Current_Afternoon_76, no Reddit, comentou que sua conta foi atualizada para um plano pago sem autorização, e o consumo saltou de 0% para 100% imediatamente. Em outro relato na plataforma, o uso da conta aumentou de 0% para 49% em apenas 12 minutos, após a execução de alguns comandos simples e uma busca na web. Já no GitHub, um caso semelhante registrou o limite máximo de uso por três dias seguidos, mesmo sem qualquer interação manual com o Claude.

Claude

A Anthropic confirmou a existência da fraude e atribuiu os casos a “atores mal-intencionados” que usam malwares instalados nos computadores das vítimas para roubar dados de login e sessões salvas. A empresa afirma ter tomado medidas, como invalidar sessões comprometidas, emitir reembolsos parciais e alertar alguns usuários sobre a possível presença de malware nos dispositivos. 

Embora a Anthropic tenha enviado e-mails de alerta sobre infostealer malware para algumas vítimas, De Swardt não recebeu o comunicado. Ele também afirmou não ter encontrado qualquer rastro de infecção em seu computador e continua sem saber exatamente como sua conta foi comprometida. Segundo a empresa, a infecção não tem origem no uso do Claude, mas em fontes externas, como downloads de softwares infectados e anúncios maliciosos.

Falta de transparência dificulta identificar o consumo de tokens

Um dos principais problemas apontados pelas vítimas é a falta de informações detalhadas sobre o uso dos tokens. Atualmente, o painel da conta mostra apenas o consumo total, sem indicar quais atividades ou serviços foram responsáveis pelo gasto. 

Isso dificulta a identificação de acessos não autorizados. Sem um histórico detalhado, uma conta pode continuar sendo explorada até que o consumo atinja níveis anormais ou o usuário perceba alguma atividade em um período no qual não estava utilizando o serviço. 

App Claude

A dificuldade para obter suporte e a ausência de ferramentas de monitoramento mais detalhadas também têm levado usuários a abandonar o Claude. No caso de De Swardt, a conta foi restabelecida após duas semanas, mas a suspensão trouxe prejuízos ao seu negócio. Como profissional autônomo, ele usa agentes de IA diariamente para tarefas de programação, design de sites e administração.

De Swardt recebeu um reembolso parcial de £44,49 referente ao período restante da assinatura de US$ 200 por mês. Mesmo após recuperar o acesso, ele decidiu cancelar o plano e migrar para o Cursor. A plataforma oferece diferentes modelos de linguagem, incluindo opções open source mais baratas que, segundo ele, entregam desempenho semelhante ao do Claude.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “O custo invisível dos tokens: por que a conta da IA não para de subir?”.

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iOS 27 chega na próxima semana; veja novidades e iPhones compatíveis

A Apple confirmou que o iOS 27, nova versão do sistema operacional do iPhone, será liberado na próxima segunda-feira (14). A atualização tem como um dos principais destaques a Siri AI, nova geração da assistente virtual que usa recursos de inteligência artificial para oferecer respostas mais naturais e entender melhor o contexto do usuário. 

Nesta primeira fase, os recursos da Siri AI e da Apple Intelligence serão disponibilizados em versão beta e inicialmente em inglês. O iOS 27 também traz melhorias de desempenho, novos recursos de segurança para crianças e mudanças no design da interface, com foco em deixar a navegação mais responsiva e intuitiva.

A atualização inclui ainda novidades nos aplicativos Safari, Mail e Fotos, além de melhorias na integração do iPhone com outros dispositivos e sistemas. Entre elas está o suporte aprimorado para álbuns do iCloud no Windows e no Android.

iPhone 16E vs Iphone 16 Câmera

Quais são as novidades do iOS 27?

Veja as novidades do iOS 27:

  • Siri AI e Apple Intelligence

  • Edição de imagens e criatividade

  • Produtividade e navegação

  • Segurança e família

  • Desempenho e design

  • Outros recursos do iOS 27

Siri AI e Apple Intelligence

A nova Siri AISiri AI usa os recursos da Apple Intelligence para compreender melhor o contexto das conversas e das informações armazenadas no aparelho. Entre as novidades está um aplicativo dedicado da Siri, que reúne as conversas com a assistente em um único lugar. O usuário também pode fixar interações e continuar conversas entre o iPhone e o iPad.

A assistente vai trabalhar com o Contexto Pessoal, recurso que permite encontrar informações específicas armazenadas no aparelho. Com comandos de voz, por exemplo, é possível procurar e-mails, fotos antigas ou notas. A Siri também vai ganhar a capacidade de executar ações dentro de aplicativos, como corrigir uma mensagem enviada ou adicionar uma música que está tocando a uma playlist.

Já a Escrita Assistida permite criar rascunhos a partir do zero, fazer sugestões de texto e adaptar tom e pontuação ao estilo do usuário nos aplicativos Mail e Mensagens. O Modo Siri na Câmera usa inteligência visual para responder perguntas e realizar buscas sobre objetos e cenários capturados pelo visor em tempo real.

iPhone 16E Dynamic Island

Edição de imagens e criatividade

O aplicativo Fotos também recebe novos recursos baseados em inteligência artificial. Entre eles está o Reenquadramento Espacial, que possibilita estender imagens, além de uma versão aprimorada da ferramenta Limpeza, usada para remover objetos indesejados das fotos.

O Image Playground também ganha espaço no sistema. A ferramenta cria imagens a partir de descrições em texto e oferece diferentes estilos, incluindo opções com aparência fotorrealista.

Produtividade e navegação

O Safari vai agrupar abas automaticamente por tópicos, facilitando a organização de páginas abertas no navegador. O recurso Me Avisar também acompanha alterações em sites, como mudanças de preço ou reposição de produtos em estoque.

No Mail, a busca recebe um sistema de classificação que coloca os resultados considerados mais relevantes no topo da lista. Já o Contexto da Chamada usa informações de outros aplicativos durante ligações para empresas. Assim, dados relevantes, como códigos de voo armazenados em um e-mail, podem ser selecionados pelo sistema quando forem necessários.

Com os Atalhos Inteligentes, é possível criar automações mais complexas a partir de descrições feitas em linguagem natural.

iPhone 16E Câmera

Segurança e família

O iOS 27 amplia os recursos de segurança para crianças e famílias. Os responsáveis podem definir quais aplicativos os filhos podem usar, enquanto o Pedir para Navegar exige autorização para acessar novos sites.

A Segurança de Comunicação também vai detectar e impedir a visualização de conteúdos violentos ou perturbadores no Mensagens e no FaceTime, além de nudez. Os controles de tempo de uso também ganham referências específicas para cada idade, elaboradas por especialistas em desenvolvimento infantil.

Desempenho e design

O iOS 27 traz melhorias de desempenho em diferentes áreas do sistema. Segundo a Apple, os aplicativos podem abrir até 30% mais rápido e as fotos carregam 70% mais rápido na fototeca. As transferências pelo AirDrop também podem ficar até 80% mais rápidas.

No visual, o Liquid Glass recebe ajustes que proporcionam uma refração mais uniforme e maior contraste. A mudança busca melhorar a leitura e a nitidez dos elementos da interface, incluindo os ícones.

O sistema também ganha transições de rede inteligentes. O iPhone consegue escolher a melhor conexão disponível entre Wi-Fi e rede celular para reduzir interrupções.

iPhone 16 Pro Max Tela de Configurações Rapida

Outros recursos do iOS 27

O sistema ainda reúne novidades em diferentes áreas. Na saúde, o aplicativo Acompanhamento de Ciclo vai emitir notificações sobre padrões relacionados à perimenopausa e à menopausa.

Na acessibilidade, o iOS 27 adiciona legendas sincronizadas automaticamente em vídeos e descrições mais detalhadas de imagens no VoiceOver.

O aplicativo Casa recebe recursos de inteligência artificial para resumir vídeos de câmeras de segurança e encontrar ocorrências específicas nas gravações.

No Mapas, o sistema oferece Flyover mais detalhado, com modelos de inteligência visual para renderizar elementos arquitetônicos com maior precisão.

Os AirPods Pro 3 também ganham novos recursos relacionados ao iOS 27, incluindo equalização personalizada para graves, médios e agudos e monitoramento da frequência cardíaca por meio do GymKit.

Quais são os iPhones compatíveis com o iOS 27?

O iOS 27 será compatível com os seguintes modelos:

  • iPhone 17 Pro Max

  • iPhone 17 Pro

  • iPhone Air

  • iPhone 17

  • iPhone 17e

  • iPhone 16 Pro Max

  • iPhone 16 Pro

  • iPhone 16 Plus

  • iPhone 16

  • iPhone 16e

  • iPhone 15 Pro Max

  • iPhone 15 Pro

  • iPhone 15 Plus

  • iPhone 15

  • iPhone 14 Pro Max

  • iPhone 14 Pro

  • iPhone 14 Plus

  • iPhone 14

  • iPhone 13 Pro Max

  • iPhone 13 Pro

  • iPhone 13

  • iPhone 13 mini

  • iPhone 12 Pro Max

  • iPhone 12 Pro

  • iPhone 12

  • iPhone 12 mini

  • iPhone 11 Pro Max

  • iPhone 11 Pro

  • iPhone 11

  • iPhone SE (2ª geração e posterior)

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “8 melhores novidades do iOS 27 para quem tem iPhone antigo”.

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iOS 27 chega na próxima semana; veja novidades e iPhones compatíveis

A Apple confirmou que o iOS 27, nova versão do sistema operacional do iPhone, será liberado na próxima segunda-feira (14). A atualização tem como um dos principais destaques a Siri AI, nova geração da assistente virtual que usa recursos de inteligência artificial para oferecer respostas mais naturais e entender melhor o contexto do usuário. 

Nesta primeira fase, os recursos da Siri AI e da Apple Intelligence serão disponibilizados em versão beta e inicialmente em inglês. O iOS 27 também traz melhorias de desempenho, novos recursos de segurança para crianças e mudanças no design da interface, com foco em deixar a navegação mais responsiva e intuitiva.

A atualização inclui ainda novidades nos aplicativos Safari, Mail e Fotos, além de melhorias na integração do iPhone com outros dispositivos e sistemas. Entre elas está o suporte aprimorado para álbuns do iCloud no Windows e no Android.

iPhone 16E vs Iphone 16 Câmera

Quais são as novidades do iOS 27?

Veja as novidades do iOS 27:

  • Siri AI e Apple Intelligence

  • Edição de imagens e criatividade

  • Produtividade e navegação

  • Segurança e família

  • Desempenho e design

  • Outros recursos do iOS 27

Siri AI e Apple Intelligence

A nova Siri AISiri AI usa os recursos da Apple Intelligence para compreender melhor o contexto das conversas e das informações armazenadas no aparelho. Entre as novidades está um aplicativo dedicado da Siri, que reúne as conversas com a assistente em um único lugar. O usuário também pode fixar interações e continuar conversas entre o iPhone e o iPad.

A assistente vai trabalhar com o Contexto Pessoal, recurso que permite encontrar informações específicas armazenadas no aparelho. Com comandos de voz, por exemplo, é possível procurar e-mails, fotos antigas ou notas. A Siri também vai ganhar a capacidade de executar ações dentro de aplicativos, como corrigir uma mensagem enviada ou adicionar uma música que está tocando a uma playlist.

Já a Escrita Assistida permite criar rascunhos a partir do zero, fazer sugestões de texto e adaptar tom e pontuação ao estilo do usuário nos aplicativos Mail e Mensagens. O Modo Siri na Câmera usa inteligência visual para responder perguntas e realizar buscas sobre objetos e cenários capturados pelo visor em tempo real.

iPhone 16E Dynamic Island

Edição de imagens e criatividade

O aplicativo Fotos também recebe novos recursos baseados em inteligência artificial. Entre eles está o Reenquadramento Espacial, que possibilita estender imagens, além de uma versão aprimorada da ferramenta Limpeza, usada para remover objetos indesejados das fotos.

O Image Playground também ganha espaço no sistema. A ferramenta cria imagens a partir de descrições em texto e oferece diferentes estilos, incluindo opções com aparência fotorrealista.

Produtividade e navegação

O Safari vai agrupar abas automaticamente por tópicos, facilitando a organização de páginas abertas no navegador. O recurso Me Avisar também acompanha alterações em sites, como mudanças de preço ou reposição de produtos em estoque.

No Mail, a busca recebe um sistema de classificação que coloca os resultados considerados mais relevantes no topo da lista. Já o Contexto da Chamada usa informações de outros aplicativos durante ligações para empresas. Assim, dados relevantes, como códigos de voo armazenados em um e-mail, podem ser selecionados pelo sistema quando forem necessários.

Com os Atalhos Inteligentes, é possível criar automações mais complexas a partir de descrições feitas em linguagem natural.

iPhone 16E Câmera

Segurança e família

O iOS 27 amplia os recursos de segurança para crianças e famílias. Os responsáveis podem definir quais aplicativos os filhos podem usar, enquanto o Pedir para Navegar exige autorização para acessar novos sites.

A Segurança de Comunicação também vai detectar e impedir a visualização de conteúdos violentos ou perturbadores no Mensagens e no FaceTime, além de nudez. Os controles de tempo de uso também ganham referências específicas para cada idade, elaboradas por especialistas em desenvolvimento infantil.

Desempenho e design

O iOS 27 traz melhorias de desempenho em diferentes áreas do sistema. Segundo a Apple, os aplicativos podem abrir até 30% mais rápido e as fotos carregam 70% mais rápido na fototeca. As transferências pelo AirDrop também podem ficar até 80% mais rápidas.

No visual, o Liquid Glass recebe ajustes que proporcionam uma refração mais uniforme e maior contraste. A mudança busca melhorar a leitura e a nitidez dos elementos da interface, incluindo os ícones.

O sistema também ganha transições de rede inteligentes. O iPhone consegue escolher a melhor conexão disponível entre Wi-Fi e rede celular para reduzir interrupções.

iPhone 16 Pro Max Tela de Configurações Rapida

Outros recursos do iOS 27

O sistema ainda reúne novidades em diferentes áreas. Na saúde, o aplicativo Acompanhamento de Ciclo vai emitir notificações sobre padrões relacionados à perimenopausa e à menopausa.

Na acessibilidade, o iOS 27 adiciona legendas sincronizadas automaticamente em vídeos e descrições mais detalhadas de imagens no VoiceOver.

O aplicativo Casa recebe recursos de inteligência artificial para resumir vídeos de câmeras de segurança e encontrar ocorrências específicas nas gravações.

No Mapas, o sistema oferece Flyover mais detalhado, com modelos de inteligência visual para renderizar elementos arquitetônicos com maior precisão.

Os AirPods Pro 3 também ganham novos recursos relacionados ao iOS 27, incluindo equalização personalizada para graves, médios e agudos e monitoramento da frequência cardíaca por meio do GymKit.

Quais são os iPhones compatíveis com o iOS 27?

O iOS 27 será compatível com os seguintes modelos:

  • iPhone 17 Pro Max

  • iPhone 17 Pro

  • iPhone Air

  • iPhone 17

  • iPhone 17e

  • iPhone 16 Pro Max

  • iPhone 16 Pro

  • iPhone 16 Plus

  • iPhone 16

  • iPhone 16e

  • iPhone 15 Pro Max

  • iPhone 15 Pro

  • iPhone 15 Plus

  • iPhone 15

  • iPhone 14 Pro Max

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Virou TV aberta: volume de comerciais na Netflix teve aumento alarmante em 2026

A carga de anúncios nos principais serviços de streaming dos Estados Unidos aumentou, em média, 18% entre janeiro e agosto de 2026. Dados da firma de pesquisa Ampere Analysis, obtidos com exclusividade pelo Business Insider, mostram uma mudança na experiência de quem assiste a filmes e séries: as interrupções comerciais estão cada vez mais presentes nas plataformas. 

A Netflix ainda tem a menor carga de publicidade entre os principais serviços analisados, com menos de 2,5 minutos de anúncios por hora. Mesmo assim, foi a plataforma que registrou o maior crescimento no período. A média passou de 1,40 minuto por hora em janeiro para 2,44 minutos em agosto, uma alta de 74%. 

No outro extremo está o Paramount+, que lidera o ranking de publicidade com mais de nove minutos de comerciais por hora. Assim, cerca de 15% do tempo de exibição fica reservado para anúncios. Segundo a Ampere Analysis, apenas o Prime Video reduziu a carga de publicidade entre as nove plataformas de streaming mais assistidas no período, passando de 2,78 minutos por hora em janeiro para 2,60 minutos em agosto.

Em agosto de 2026, a média geral de comerciais exibidos pelas principais plataformas de streaming nos EUA foi de pouco mais de 5 minutos por hora. O movimento acontece em meio à chamada “streamflation”, termo usado para descrever a alta dos preços das assinaturas de streaming. Com planos sem anúncios cada vez mais caros, parte do público acaba migrando para opções mais baratas com publicidade. Dados da Antenna indicam que cerca de 60% dos novos usuários escolhem planos com anúncios no momento do cadastro.

Anúncios nos streamings

Anúncios aumentam o lucro dos streamings

O aumento da publicidade está relacionado à busca por maior rentabilidade e à pressão de investidores sobre as empresas de mídia. Hernan Lopez, fundador da consultoria de mídia Owl & Co., escreveu em um relatório do início de setembro que as equipes de gestão estão sendo pressionadas a encontrar novas formas de aumentar a receita gerada pelo streaming e pela publicidade, sem comprometer as margens a longo prazo. 

O crescimento da base de usuários também ficou mais caro. Com o custo de aquisição de novos assinantes em alta, as plataformas começaram a buscar mais receita entre as pessoas que já utilizam seus serviços, segundo Brandon Katz, analista da Greenlight Analytics, em entrevista ao Business Insider.

Embora custem menos para o consumidor, os planos com publicidade podem gerar mais receita por usuário quando atingem uma escala suficiente. Isso acontece porque a plataforma combina o valor pago pela assinatura com o dinheiro recebido dos anunciantes.

Esse modelo ajuda a explicar por que os serviços vêm ampliando a oferta de planos com anúncios e reajustando os preços das opções sem comerciais.

Apps de streaming - Disney+, Prime Video, HBO Max e Netflix

Consumidor começa a equilibrar os gastos 

Os aumentos de preços registrados nos últimos 12 meses, incluindo reajustes na Disney+, HBO Max, Peacock e, mais recentemente, Netflix e Apple TV, também influenciaram o comportamento dos assinantes. Embora tenha reajustado seus preços em agosto de 2026, a Apple TV é uma das poucas grandes plataformas que ainda não oferece uma modalidade com anúncios.

Segundo a Antenna, 11% dos usuários de planos com anúncios no primeiro trimestre de 2026 eram pessoas que anteriormente pagavam por opções mais caras e sem comerciais. O índice era de 7% em 2024.

O problema é que essa conta fica menos atraente conforme a quantidade de anúncios aumenta. No Paramount+, por exemplo, a média já ultrapassa nove minutos de publicidade por hora, aproximando a experiência de exibição daquela encontrada na televisão tradicional.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Quanto custa assinar todos os streamings no Brasil?”.

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Virou TV aberta: volume de comerciais na Netflix teve aumento alarmante em 2026

A carga de anúncios nos principais serviços de streaming dos Estados Unidos aumentou, em média, 18% entre janeiro e agosto de 2026. Dados da firma de pesquisa Ampere Analysis, obtidos com exclusividade pelo Business Insider, mostram uma mudança na experiência de quem assiste a filmes e séries: as interrupções comerciais estão cada vez mais presentes nas plataformas. 

A Netflix ainda tem a menor carga de publicidade entre os principais serviços analisados, com menos de 2,5 minutos de anúncios por hora. Mesmo assim, foi a plataforma que registrou o maior crescimento no período. A média passou de 1,40 minuto por hora em janeiro para 2,44 minutos em agosto, uma alta de 74%. 

No outro extremo está o Paramount+, que lidera o ranking de publicidade com mais de nove minutos de comerciais por hora. Assim, cerca de 15% do tempo de exibição fica reservado para anúncios. Segundo a Ampere Analysis, apenas o Prime Video reduziu a carga de publicidade entre as nove plataformas de streaming mais assistidas no período, passando de 2,78 minutos por hora em janeiro para 2,60 minutos em agosto.

Em agosto de 2026, a média geral de comerciais exibidos pelas principais plataformas de streaming nos EUA foi de pouco mais de 5 minutos por hora. O movimento acontece em meio à chamada “streamflation”, termo usado para descrever a alta dos preços das assinaturas de streaming. Com planos sem anúncios cada vez mais caros, parte do público acaba migrando para opções mais baratas com publicidade. Dados da Antenna indicam que cerca de 60% dos novos usuários escolhem planos com anúncios no momento do cadastro.

Anúncios nos streamings

Anúncios aumentam o lucro dos streamings

O aumento da publicidade está relacionado à busca por maior rentabilidade e à pressão de investidores sobre as empresas de mídia. Hernan Lopez, fundador da consultoria de mídia Owl & Co., escreveu em um relatório do início de setembro que as equipes de gestão estão sendo pressionadas a encontrar novas formas de aumentar a receita gerada pelo streaming e pela publicidade, sem comprometer as margens a longo prazo. 

O crescimento da base de usuários também ficou mais caro. Com o custo de aquisição de novos assinantes em alta, as plataformas começaram a buscar mais receita entre as pessoas que já utilizam seus serviços, segundo Brandon Katz, analista da Greenlight Analytics, em entrevista ao Business Insider.

Embora custem menos para o consumidor, os planos com publicidade podem gerar mais receita por usuário quando atingem uma escala suficiente. Isso acontece porque a plataforma combina o valor pago pela assinatura com o dinheiro recebido dos anunciantes.

Esse modelo ajuda a explicar por que os serviços vêm ampliando a oferta de planos com anúncios e reajustando os preços das opções sem comerciais.

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Consumidor começa a equilibrar os gastos 

Os aumentos de preços registrados nos últimos 12 meses, incluindo reajustes na Disney+, HBO Max, Peacock e, mais recentemente, Netflix e Apple TV, também influenciaram o comportamento dos assinantes. Embora tenha reajustado seus preços em agosto de 2026, a Apple TV é uma das poucas grandes plataformas que ainda não oferece uma modalidade com anúncios.

Segundo a Antenna, 11% dos usuários de planos com anúncios no primeiro trimestre de 2026 eram pessoas que anteriormente pagavam por opções mais caras e sem comerciais. O índice era de 7% em 2024.

O problema é que essa conta fica menos atraente conforme a quantidade de anúncios aumenta. No Paramount+, por exemplo, a média já ultrapassa nove minutos de publicidade por hora, aproximando a experiência de exibição daquela encontrada na televisão tradicional.

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