De acordo com uma reportagem da Bloomberg, a Apple dará o pontapé inicial nos preparativos para o evento especial de lançamento dos próximos iPhones com um sorteio interno entre funcionários de suas Apple Stores, com o objetivo de selecionar quais deles trabalharão presencialmente lá no Apple Park durante o grande dia.
Como trata-se de um número limitado de vagas (que certamente são bem disputadas), a empresa abriu inscrições para funcionários interessados até o dia 8 de agosto, e notificará os selecionados até o dia 17 do mesmo mês, segundo um memorando ao qual o veículo teve acesso.
Para se inscrever, os candidatos também não podem ter participado da WWDC26 e nem do evento especial de lançamento dos iPhones em setembro do ano passado — o que garante uma maior rotatividade nos funcionários selecionados para esses eventos.
Os funcionários que forem agraciados com o sorteio, segundo o memorando, atuarão em tarefas como organização de filas, check-in dos convidados e recepção aos participantes, bem como fornecerão informações e oferecerão suporte às equipes de segurança envolvidas.
O memorando também diz que o evento ocorrerá na primeira quinzena de setembro. Tradicionalmente, ele ocorre na 2ª terça ou quarta-feira do mês. Como segunda (7/9) será feriado nos Estados Unidos, é provável que o grande evento deste ano aconteça na quarta-feira (9/9).
Na carta aberta, intitulada “Apple is getting this wrong” (“A Apple está entendendo isso errado”, em tradução direta), a empresa de Sam Altman tenta demonstrar inconsistências na narrativa apresentada pela Apple aos tribunais, classificada por ela como “descuidada, agressiva e estranhamente pessoal”. A OpenAI também diz que a prática não faz jus à grandeza histórica da Maçã.
Quanto às questões endereçadas na carta, a acusação principal — de que Tang Tan, líder de hardware da OpenAI e ex-designer da Apple, utilizou seu conhecimento sobre os procedimentos internos da Apple para repassar informações confidenciais sobre os seus produtos — foi contestada, com a versão oficial da OpenAI alegando que Tang sempre foi enfático quanto à falta de intenção em fazer uso de segredos industriais de outras empresas. A confusão sobre a revogação de acesso já havia sido mencionada em uma reportagem do The Information.
Sobre Chang Liu, cuja acusação envolvia a retenção de dispositivos e acessos para baixar arquivos internos, a réplica à Maçã, caso verdadeira, é um tanto reveladora: na carta, foi mencionado que funcionários da Apple entraram em contato com Liu mesmo após a sua saída para localizar os arquivos de projetos internos, revelando uma fragilidade no processo de revogação do acesso a arquivos internos. As mensagens trocadas entre Chang e um funcionário da Maçã via iMessage foram divulgadas junto da carta.
Já tratando sobre a alegada ciência da OpenAI quanto aos temas do processo, a dona do ChatGPT expôs emails de advogados externos que representavam a Maçã admitindo um erro no envio das mensagens, ocasionado por uma confusão entre os sobrenomes de Che Chang (conselheiro geral da OpenAI) e de um funcionário de sobrenome Wang — a quem, alegadamente, se referia a mencionada conversa por telefone, que nunca aconteceu, de acordo com a carta e com uma confissão feita em um dos emails divulgados.
A carta não cobriu, no entanto, as acusações de que a OpenAI vinha incentivando funcionários da Apple a realizar entrevistas para os seus cargos e fornecer detalhes sobre dispositivos ainda não lançados, e nem o suposto contato feito por parte da OpenAI com fornecedores da Apple sob o apoio de dados internos importantes.
Solicitação de liminar
Ontem, a Apple solicitou, de maneira preliminar, uma liminar para impedir que Liu e Tan possam acessar, obter, utilizar ou divulgar informações confidenciais. O pedido foi rebatido na carta:
O pedido da Apple por uma liminar preliminar é baseado em informações falsas e é completamente desnecessário, porque não temos, nem queremos ter, nenhum de seus segredos comerciais. Estamos muito mais interessados em construir produtos e tecnologias inovadores que ampliem as fronteiras do que é possível.
Até o momento, a Maçã não se pronunciou sobre a resposta da OpenAI.