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Como saber quem saiu ou foi removido de grupos no WhatsApp

Desde agosto de 2022, o WhatsApp deixou de avisar publicamente quando um integrante sai ou é removido de um grupo. A mudança na configuração de privacidade retirou a mensagem de sistema que aparecia para todos os participantes e passou a notificar apenas os administradores da conversa.

Anos depois, a dúvida sobre como identificar essa movimentação segue comum entre os usuários do aplicativo. O WhatsApp, no entanto, mantém um registro que permite consultar essa informação por um período limitado.

Como funcionava antes da mudança

Até agosto de 2022, qualquer saída ou remoção gerava uma mensagem visível a todo o grupo, no formato "fulano saiu" ou "fulano foi removido".

O aviso ficava registrado no histórico da conversa e podia ser consultado por qualquer participante, sem distinção entre administradores e membros comuns.

O WhatsApp confirmou a alteração em comunicado publicado no blog oficial, em agosto de 2022. Segundo a empresa, a decisão teve como objetivo reduzir a exposição de quem opta por deixar uma conversa, restringindo o aviso automático aos administradores do grupo.

Como verificar hoje quem saiu ou foi removido

Os administradores continuam recebendo a notificação padrão no chat sempre que um membro deixa o grupo.

Para os demais participantes, a alternativa está na seção "Mudança de membros", disponível nas informações do grupo.

Para acessar a lista, o usuário deve abrir a conversa, tocar no nome do grupo no topo da tela e rolar até encontrar a opção “Mostrar mudanças de membros” — que também pode aparecer como "Participantes anteriores".

Ali aparecem os nomes de quem saiu ou foi removido nos últimos 60 dias, prazo definido pela própria plataforma.

grupos whatsapp

Limite de 60 dias

Passado esse período, o WhatsApp remove o registro da lista de participantes anteriores, e não há mais nenhuma forma de identificar quem deixou o grupo.

A política de privacidade da empresa estabelece esse prazo como o limite oficial de retenção da informação.

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Google testa painel para você acabar de vez com voz robótica do Gemini

O Google está desenvolvendo um painel de personalização de voz para o Gemini, que deve permitir ajustar quatro parâmetros do assistente de IA: velocidade, energia, cordialidade e formalidade.

O recurso foi encontrado por engenharia reversa na versão 17.41.12 do aplicativo Google para Android, ainda em fase de testes e sem previsão de lançamento.

A descoberta partiu de análises separadas feitas pelo Android Authority e pelo 9to5Google, que vasculharam o código do app em busca de funções não ativadas publicamente.

Como devem funcionar os ajustes

Segundo o 9to5Google, os controles de energia, formalidade e cordialidade devem funcionar como sliders com três níveis: baixo, médio e alto. Já a velocidade deve ter opções de lento, normal e rápido.

Atualmente, o Gemini oferece vozes prontas, como Orbit, Pegasus e Ursa, mas sem qualquer ajuste fino sobre elas. O usuário escolhe uma opção e a utiliza como o Google configurou, sem alternativas de customização.

Com os novos parâmetros, a ideia é que cada voz possa ser adaptada à preferência de quem usa o assistente.

Velocidade deve controlar o ritmo da fala, medido em palavras por minuto, enquanto energia deve regular a intensidade da voz de forma independente do ritmo, segundo o Android Authority.

Cordialidade, por sua vez, deve determinar o quanto a voz soa amigável ou empática. Formalidade deve influenciar a escolha de palavras e o nível de detalhe das respostas.

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Recurso ainda não está ativo

O Android Authority conseguiu visualizar uma prévia dos sliders no aplicativo, mas eles ainda não têm efeito real sobre o áudio gerado. Também foi identificado um efeito visual em desenvolvimento, no qual os nomes das vozes aparecem e desaparecem conforme o usuário desliza pela lista de opções.

Como o recurso foi encontrado por engenharia reversa de um APK, não há garantia de que chegará ao público nem uma data prevista para isso. O Google não confirmou os planos publicamente.

O Gemini já permite pedir, durante uma conversa por voz, para a resposta ficar mais rápida ou mais lenta. Essa opção, porém, vale apenas para aquele momento e não fica salva como preferência permanente, diferentemente do que os novos sliders devem propor.

Movimento acompanha mudanças da Apple

A expectativa do Google surge dias depois de a Apple anunciar personalização de voz para a Siri no iOS 27, com ajustes de ritmo e expressividade. Nos aparelhos da Apple, essas configurações também valem para os assistentes de voz do Maps e do Safari.

O momento reforça a disputa entre as duas empresas por assistentes de IA mais naturais e personalizáveis, à medida que o uso por voz cresce como forma de interação com sistemas de inteligência artificial.

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Fraudes em bets disparam no Brasil; país é o 3º mais perigoso da América Latina

A taxa de fraudes em plataformas de apostas esportivas saltou de 1,01% em 2025 para 2,2% no primeiro trimestre de 2026 no Brasil. O salto coloca o país na terceira posição entre as nações com maior risco de fraude na América Latina, atrás apenas do Equador (7,3%) e quase empatado com o Chile (2,3%), segundo o iGaming Fraud Report 2026, da Sumsub, plataforma global de verificação de identidade e compliance.

Na comparação mundial, o Brasil também supera a média global de fraudes, de 1,53% de todas as tentativas de acesso analisadas pela empresa. O índice geral cresceu 18% em relação a 2025 e quase 40% frente a 2024. O valor médio das transações suspeitas subiu 64% em 2026 e chegou a cerca de R$ 35 mil.

O relatório reforça que a regulamentação do setor de apostas no Brasil, concluída nos últimos anos, não freou o avanço das fraudes.

Falsificações de selfies com deepfakes lideram as fraudes latino-americanas, com 33,3% dos registros, seguidas por documentos de identificação falsos, com 31,1%. A maior parte dos ataques ocorre entre 0h e 3h, horário em que as equipes de segurança das operadoras costumam estar reduzidas.

Ataques em massa pressionam sistemas de verificação

Para Kris Galloway, evangelista de produtos de iGaming da Sumsub, o volume de fraudes no setor se assemelha a um ataque DDoS, só que com fraudes sintéticas, manipulação de identidade e cadastros falsos no lugar do tráfego de dados.

Segundo ele, a inteligência artificial reduziu o custo e a habilidade técnica necessários para atacar em escala, o que sobrecarrega os times de verificação das plataformas.

Poucas tentativas conseguem ultrapassar as primeiras barreiras de segurança, mas essas exceções costumam envolver deepfakes avançados, cadastros repetidos e documentos alterados por IA.

O uso de identidades falsas cresceu 27% no mundo desde 2024, com passaportes como principal alvo e taxa de falsificação de 2,2% entre as checagens da Sumsub.

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Governo brasileiro mira fiscalização tributária e controle de apps

Enquanto as fraudes de identidade avançam sobre o setor, o governo federal tem concentrado esforços no combate a plataformas ilegais e na proteção de menores de idade.

Em junho, a Receita Federal passou a responsabilizar solidariamente influenciadores que divulgam bets sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas, cobrando deles Imposto de Renda e contribuições de PIS/Cofins não recolhidos pelas empresas irregulares.

Fintechs e bancos que continuarem processando pagamentos para essas plataformas após notificação formal também passam a responder pelos tributos devidos.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública estima que 25,2 milhões de brasileiros usem plataformas clandestinas, movimento que já levou ao bloqueio de mais de 40 mil sites e aplicativos com apoio da Anatel.

Na última terça-feira (14), a pasta voltou a cobrar Apple e Google sobre o controle de apps de apostas em suas lojas, questionando como as empresas identificam bets sem autorização e impedem o acesso de menores de 18 anos.

As companhias têm cinco dias úteis para responder, com prazo que se soma a uma primeira rodada de questionamentos feita em abril, quando o Google foi considerado insuficiente nas explicações e a Apple precisou complementar a resposta.

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