❌

Reading view

Pânico de privacidade: ChatGPT no Mac exibe pastas do usuário sem permissão

Um relato publicado no Reddit levantou dúvidas sobre a privacidade do aplicativo do ChatGPT para macOS. O usuário “Secret_Consequence48” afirmou que, após uma atualização automática do app, o assistente conseguiu exibir o caminho de diretórios locais e listar arquivos armazenados em seu Mac, mesmo sem o aplicativo aparecer com permissões, como “Acesso Total ao Disco”, “Arquivos e Pastas” ou “Acessibilidade” nas configurações do sistema.

Segundo a publicação, o problema começou depois que a atualização alterou a interface e fez os projetos desaparecerem da lista do aplicativo. Ao perguntar ao ChatGPT onde estavam esses arquivos, o assistente respondeu mostrando o caminho exato do diretório local do usuário. Em seguida, ao solicitar que o conteúdo da pasta fosse exibido, a IA listou diversos arquivos presentes no computador, incluindo arquivos ocultos iniciados por ponto (“.”).

O comportamento gerou preocupação entre usuários, e o autor do relato chegou a afirmar que o aplicativo estaria fazendo uma “indexação ativa” dos caminhos do sistema, como se estivesse criando um registro dos arquivos armazenados no computador.

No entanto, outros membros da comunidade do Reddit discordaram e afirmaram que não há indícios de que o ChatGPT tenha burlado as proteções do macOS e que isso tem relação com os novos recursos de agentes da IA.

ChatGPT

Por que o ChatGPT no Mac exibiu pastas do usuário sem permissão?

Embora o caso tenha causado alarme, a explicação mais aceita pela comunidade é que o comportamento pode estar relacionado ao funcionamento dos novos recursos de agente do ChatGPT, e não necessariamente a uma falha de segurança no macOS.

Uma das hipóteses envolve os modos ChatGPT Work e ChatGPT Codex, adicionados recentemente ao aplicativo para desktop. Esses recursos permitem que o agente execute tarefas no computador, como ler e editar arquivos do espaço de trabalho do usuário. Para isso, a IA pode acessar pastas disponíveis e usar comandos do sistema para encontrar arquivos, de forma parecida com o que um usuário faria pelo Terminal.

A comunidade do Reddit também destacou que aplicativos para macOS normalmente conseguem acessar determinadas áreas da pasta do usuário, principalmente aquelas usadas para armazenar configurações e arquivos de funcionamento. Já pastas, como Documentos, Desktop e Downloads, costumam depender de permissões adicionais controladas pelo próprio macOS. 

ChatGPT

Por isso, o fato de o ChatGPT ter identificado o diretório do perfil do usuário não significa, necessariamente, que o aplicativo tenha burlado as proteções de privacidade do sistema. Segundo essa análise, listar o caminho de uma pasta ou executar um comando para visualizar arquivos disponíveis é diferente de criar uma base de dados com todo o conteúdo do computador, como sugeriu o usuário ao mencionar uma possível “indexação” ativa.

A presença de arquivos ocultos na listagem também chamou atenção, mas isso não indica, por si só, acesso a áreas protegidas. Os chamados dot files são apenas arquivos que ficam escondidos na visualização padrão do Finder e podem ser exibidos por aplicativos que tenham permissão para acessar aquela pasta.

Sem uma investigação da OpenAI ou da Apple, não é possível confirmar se houve um comportamento inesperado do aplicativo, uma mudança nas permissões de acesso ou apenas o funcionamento previsto dos novos recursos de agente disponíveis no ChatGPT para macOS.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por saber qual é a diferença entre IA generativa e agentes de IA.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

Telegram ganha novo supereditor e busca privada de GIFs com 350 milhões de opções

O Telegram lançou uma atualização com um novo editor de texto avançado e uma ferramenta de busca de GIFs ampliada. O recurso de GIFs agora acessa um catálogo com 350 milhões de opções e foi desenvolvido com foco em privacidade, e o novo Editor de Texto Formatado chega inicialmente apenas para assinantes do Telegram Premium.

Chamado de “supereditor”, o recurso transforma o aplicativo em uma ferramenta para criação de conteúdos mais longos, como artigos, blogs e publicações completas. A novidade está disponível no celular e no desktop e permite adicionar tabelas, imagens e vídeos dentro do texto, listas, títulos, citações e blocos de código.

O editor também aumenta o limite de tamanho das mensagens, que agora podem chegar a 32.768 caracteres. Para ajudar na criação, o Telegram adicionou recursos de inteligência artificial baseados na tecnologia Cocoon, que auxiliam na criação de textos, fórmulas e tabelas sem enviar os dados para serviços externos.

A busca de GIFs foi reformulada com um catálogo de 350 milhões de arquivos em 36 idiomas. O sistema usa indexação offline e modelos de IA de código aberto para encontrar resultados sem depender de provedores terceirizados, mantendo as pesquisas dos usuários privadas. 

Telegram

Quais são as outras novidades do Telegram?

Além do editor de texto e da nova busca de GIFs, o Telegram recebeu recursos para organização de grupos e interação com bots. As mudanças tentam reduzir o excesso de mensagens nos chats e facilitar o gerenciamento de comunidades maiores.

Comunidades do Telegram

O novo recurso de Comunidades reúne diferentes grupos, canais e bots em um mesmo espaço. A função foi criada para facilitar a navegação em grandes ecossistemas de conversas, com acesso a chats relacionados sem a necessidade de receber vários links de convite.

As comunidades podem aparecer como um único item expansível na lista de conversas ou como chats separados, de acordo com a preferência do usuário. Os administradores também podem decidir quais chats ficam visíveis para todos ou escondidos dos demais membros, com acesso apenas para administradores e participantes daquela conversa.

Por padrão, os participantes podem adicionar novos chats à comunidade, mas essa permissão pode ser alterada pelos administradores para funcionar apenas como sugestão.

Telegram

Mensagens temporárias de bots

O Telegram passou a permitir que bots enviem respostas privadas dentro de grupos. Com o recurso, algumas mensagens automáticas deixam de aparecer para todos os participantes e ficam visíveis apenas para a pessoa que conversou com o bot, evitando que o histórico do grupo seja preenchido com informações individuais.

A novidade pode ser usada para respostas de boas-vindas, avisos de erro, menus com botões e confirmações privadas. Os bots também podem enviar resumos de conversas gerados por IA para um participante específico, sem interromper o restante do grupo.

Essas respostas privadas podem ser enviadas automaticamente pelos bots ou aparecer quando o usuário executa comandos específicos. Para facilitar a identificação, os comandos que geram esse tipo de interação recebem um ícone próprio no menu do bot.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse em saber em quais países o Telegram é mais utilizado.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

Google Imagens faz 25 anos com novo visual e recurso criado por causa de J.Lo

O Google comemorou os 25 anos do Google Imagens com uma reformulação do serviço e a integração da geração de imagens por IA no AI Overviews (Visões Gerais da IA). O novo visual da galeria começa a ser liberado nas próximas semanas para usuários de desktop nos Estados Unidos que utilizam o serviço em inglês e estão conectados à Conta Google. Já a criação de imagens por IA começará a ser lançada nas próximas semanas, também em inglês, para todas as regiões que já possuem o Modo IA disponível.

O novo visual inclui o feed personalizado "Para Você", que reúne imagens com base nos interesses do usuário e no histórico de navegação. As recomendações são atualizadas em tempo real e funcionam de forma semelhante à aba Explorar do Instagram. Também será possível organizar inspirações em coleções temáticas, como decoração, moda e viagens.

A atualização também integra o modelo de IA Nano Banana, que permite criar imagens a partir de comandos de texto quando não há resultados que atendam ao que o usuário procura. Com isso, a plataforma combina a busca por imagens com a geração de novos conteúdos por inteligência artificial.

Google

O redesign torna o Google Imagens mais voltado para a descoberta de conteúdo, com um layout semelhante ao do Pinterest. Com isso, o Google pretende incentivar os usuários a permanecer mais tempo em seus serviços, o que também pode aumentar a receita com anúncios.

Além disso, a integração da geração de imagens por IA também serve para manter os usuários dentro do ecossistema do Google, evitando que eles recorram a serviços de terceiros, como o ChatGPT, quando não encontram a imagem que desejam.

Google Imagens foi criado por causa de Jennifer Lopez

A história do Google Imagens começou por causa de Jennifer Lopez. Durante o Grammy Awards de 2000, a cantora e atriz apareceu usando um vestido verde da Versace que despertou um volume sem precedentes de buscas na internet.

Google

Na época, o Google exibia apenas resultados em texto, o que dificultava encontrar a foto do vestido. A demanda mostrou que os usuários queriam acessar imagens, levando a empresa a desenvolver uma ferramenta dedicada para esse tipo de pesquisa.

O Google Imagens foi lançado em versão beta em julho de 2001. Desde então, o serviço novos ganhou recursos, como pesquisa reversa de imagens, Google Lens e Circle to Search, chegando agora à integração com inteligência artificial para criar imagens nos resultados de busca.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por saber como usar a pesquisa por imagem do Google.

 

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

Criadora do Claude libera comercial assustador e bizarro sobre perigos da IA

A Anthropic, empresa responsável pelo assistente de IA Claude, lançou uma campanha publicitária chamada “There's Hope in Hard Questions” (“Há esperança em perguntas difíceis”) que chamou atenção pelo tom sombrio e pelas imagens perturbadoras. O vídeo tenta reforçar o posicionamento da companhia em torno da segurança no desenvolvimento de IA, mas acabou provocando reações divididas e críticas de concorrentes.

Em vez de mostrar recursos do Claude ou avanços tecnológicos, o comercial aposta em uma sequência de fotografias estáticas, como uma casa em chamas, multidões monitoradas por reconhecimento facial, pessoas em situação de rua, trabalhadores em minas e um cemitério.

Enquanto as imagens são exibidas, vozes fazem perguntas como: "A IA é confiável?", "Quem vai pisar no freio se precisarmos?" e "Se uma máquina pode fingir que se importa melhor do que eu realmente me importo, como traçamos a linha?".

Apesar do clima inicialmente pessimista, a narrativa do vídeo muda de direção ao longo da exibição para justificar o título da campanha. Depois de apresentar dúvidas sobre os riscos da inteligência artificial, as vozes começam a levantar possibilidades mais otimistas, com perguntas como “A IA poderia ajudar as pessoas a deixarem de se sentir incompreendidas?” e “Pode me ajudar a ser um professor melhor, uma mãe melhor?”.

A campanha tenta mostrar que, apesar dos riscos da IA, os questionamentos sobre a tecnologia também podem ajudar na criação de sistemas mais seguros. Com isso, a Anthropic busca reforçar que o desenvolvimento da inteligência artificial deve levar em conta tanto a segurança quanto os impactos na sociedade.

Campanha repercutiu nas redes sociais

A campanha repercutiu entre profissionais da indústria de tecnologia. Um dos comentários mais conhecidos veio de Sam Altman, CEO da OpenAI, que publicou no X que, ao assistir ao vídeo pela primeira vez, pensou se tratar de uma paródia da Anthropic.

Em seguida, afirmou que “perguntas difíceis são ótimas”, mas acrescentou que isso só faz sentido se a empresa não reduzir silenciosamente o acesso aos seus modelos ou a qualidade do serviço.

Outras pessoas também criticaram o comercial nas redes sociais. Um usuário disse que “a Anthropic é uma empresa incrível, mas tem a pior comunicação corporativa de todas”. Outro ironizou a campanha ao afirmar que a empresa vive em uma “bolha de psicose de IA” por acreditar que o anúncio seria bem recebido.

A cena com as lápides foi a que causou maior repercussão, já que identificaram o local como possivelmente o Cemitério Nacional de Arlington, um importante memorial militar dos Estados Unidos. A escolha da imagem, exibida junto da pergunta "Quem vai pisar no freio se precisarmos?", gerou reações negativas de alguns espectadores, que classificaram o trecho como desrespeitoso, estranho e excessivamente sombrio.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por saber como a IA transforma e desafia a cibersegurança.

 

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  
❌