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Apagão: bug no Waze está deixando motoristas perdidos

Usuários do Waze no Android Auto estão enfrentando um bug que remove parte das informações de navegação da tela do carro. O problema faz desaparecer o horário estimado de chegada, a distância restante até o destino e a próxima instrução de direção, mesmo enquanto o aplicativo continua exibindo o mapa e orientando o trajeto.

Os relatos começaram a aparecer na comunidade oficial do Android Auto e foram identificados pelo Android Authority. A falha ocorre principalmente quando o Waze é expandido da visualização dividida para o modo de tela cheia.

Em alguns casos, as informações voltam a aparecer temporariamente quando surge um alerta no caminho, mas desaparecem novamente assim que a notificação deixa de ser exibida. Há também relatos de usuários que enfrentam o problema mesmo no modo de tela dividida.

O que desaparece do Waze?

O chamado journey information box é o painel que concentra parte dos dados essenciais da viagem. Quando o bug ocorre, o motorista deixa de visualizar:

  • Horário estimado de chegada;

  • Horário previsto para chegar ao destino;

  • Distância restante;

  • Próxima instrução de navegação.

Em um dos relatos publicados na comunidade do Android Auto, um usuário também afirma que o mapa deixou de ficar centralizado corretamente. O problema foi registrado em um aparelho Galaxy S24 Ultra conectado sem fio ao Android Auto, com a versão 17.5 do sistema e Waze 5.22.1.1.

Outros usuários relataram comportamento semelhante com diferentes aparelhos e versões do Waze. Um tópico criado na comunidade oficial recebeu resposta da equipe do Android Auto, que pediu informações sobre celular, carro, versão do sistema e forma de conexão para investigar o caso. Nesta terça-feira (8), a equipe informou que havia encaminhado o problema para o restante do time.

Google Maps Waze carro

Bug é do Waze ou do Android Auto?

Ainda não há uma resposta definitiva. Os primeiros relatos associam o problema à versão 17.5 do Android Auto, mas também existe a possibilidade de a falha estar relacionada a uma atualização recente do próprio Waze. O Canaltech procurou o Google para obter esclarecimentos e aguarda retorno para atualização do texto.

Outros sites também encontraram relatos semelhantes. O Android Hire aponta que a maior parte das reclamações está associada ao Android Auto 17.5, enquanto o SmartWorld e o TechPulse registraram usuários relatando o desaparecimento das mesmas informações de navegação.

Por enquanto, não existe uma correção oficial anunciada pelo Google ou pelo Waze. Como alternativa temporária, usuários afetados relatam que manter o Waze na visualização dividida pode preservar as informações de viagem que desaparecem no modo de tela cheia.

Quem depende do Waze durante a condução deve ficar atento ao problema e evitar realizar procedimentos no celular enquanto estiver dirigindo.

Confira no Canaltech 6 recursos do Waze que o Google Maps não tem.

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Usuário prova que recurso básico do Spotify está travado e "enganando" as pessoas

O modo aleatório do Spotify, uma das funções mais básicas do aplicativo, voltou a ser questionado após um usuário identificar uma sequência de 72 músicas reproduzida exatamente na mesma ordem em dois dias consecutivos. O caso foi registrado em uma playlist com cerca de 2 mil faixas e ocorreu mesmo com a opção “Menos repetições” ativada.

A descoberta foi feita pelo usuário "Driftking_88", no Reddit. Em vez de confiar apenas na própria memória, ele cruzou o histórico estendido de reprodução do Spotify com dados como horários, IDs das músicas e contexto da playlist.

O resultado apontou que as mesmas 72 faixas apareceram novamente na mesma sequência. Em outro trecho analisado, 27 das 30 músicas seguintes correspondiam à ordem registrada anteriormente. O usuário também encontrou uma fila com 43 faixas exatamente na mesma disposição de uma fila exibida mais cedo.

Spotify mudou o funcionamento do Shuffle

O caso chama atenção porque o Spotify alterou o sistema de reprodução aleatória em 2025. A empresa passou a oferecer o modo “Menos repetições”, que considera músicas ouvidas recentemente e escolhe entre diferentes sequências aleatórias para tentar aumentar a variedade.

O próprio Spotify explica que o sistema não elimina completamente as repetições. No modo padrão, por exemplo, cada faixa tem a mesma chance de aparecer, o que pode fazer determinadas músicas serem reproduzidas novamente em pouco tempo.

O problema identificado pelo usuário é diferente de simplesmente uma música aparecer duas vezes. A repetição de uma sequência extensa e idêntica levanta a possibilidade de que a fila esteja sendo preservada ou reutilizada em determinadas situações.

A causa, porém, ainda não foi confirmada pelo Spotify. O Android Authority aponta como possibilidades o armazenamento da fila ou a reutilização de uma mesma semente de aleatoriedade, mas não há evidência pública suficiente para afirmar que esse seja o mecanismo responsável.

spotify capa 2

Reclamações sobre o Shuffle são antigas

Relatos semelhantes existem há anos. Em 2024, o Android Authority reuniu reclamações de usuários que diziam ouvir repetidamente as mesmas dezenas de músicas em playlists com milhares de faixas.

A própria comunidade oficial do Spotify também registra casos de usuários que recebem repetidamente a mesma seleção. Em janeiro de 2026, um moderador explicou que, depois que uma fila é criada pelo Shuffle, selecionar outra música pode preservar a sequência original. Para gerar uma nova ordem, seria necessário desligar e ligar novamente o Shuffle.

Outro relato publicado na comunidade do Spotify em setembro de 2026 descreve uma situação ainda mais próxima da descoberta recente: o usuário afirma que a fila se repete várias vezes e que o botão de “reordenar” apenas reorganiza as músicas que já estavam naquela fila.

Por enquanto, portanto, o caso das 72 músicas comprova que uma sequência extremamente longa pode se repetir no Spotify, mas não determina por que isso acontece. A descoberta também mostra por que a percepção de que o Shuffle “toca sempre as mesmas músicas” pode ter um componente verificável além da memória dos usuários.

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Usuário prova que recurso básico do Spotify está travado e "enganando" as pessoas

O modo aleatório do Spotify, uma das funções mais básicas do aplicativo, voltou a ser questionado após um usuário identificar uma sequência de 72 músicas reproduzida exatamente na mesma ordem em dois dias consecutivos. O caso foi registrado em uma playlist com cerca de 2 mil faixas e ocorreu mesmo com a opção “Menos repetições” ativada.

A descoberta foi feita pelo usuário "Driftking_88", no Reddit. Em vez de confiar apenas na própria memória, ele cruzou o histórico estendido de reprodução do Spotify com dados como horários, IDs das músicas e contexto da playlist.

O resultado apontou que as mesmas 72 faixas apareceram novamente na mesma sequência. Em outro trecho analisado, 27 das 30 músicas seguintes correspondiam à ordem registrada anteriormente. O usuário também encontrou uma fila com 43 faixas exatamente na mesma disposição de uma fila exibida mais cedo.

Spotify mudou o funcionamento do Shuffle

O caso chama atenção porque o Spotify alterou o sistema de reprodução aleatória em 2025. A empresa passou a oferecer o modo “Menos repetições”, que considera músicas ouvidas recentemente e escolhe entre diferentes sequências aleatórias para tentar aumentar a variedade.

O próprio Spotify explica que o sistema não elimina completamente as repetições. No modo padrão, por exemplo, cada faixa tem a mesma chance de aparecer, o que pode fazer determinadas músicas serem reproduzidas novamente em pouco tempo.

O problema identificado pelo usuário é diferente de simplesmente uma música aparecer duas vezes. A repetição de uma sequência extensa e idêntica levanta a possibilidade de que a fila esteja sendo preservada ou reutilizada em determinadas situações.

A causa, porém, ainda não foi confirmada pelo Spotify. O Android Authority aponta como possibilidades o armazenamento da fila ou a reutilização de uma mesma semente de aleatoriedade, mas não há evidência pública suficiente para afirmar que esse seja o mecanismo responsável.

spotify capa 2

Reclamações sobre o Shuffle são antigas

Relatos semelhantes existem há anos. Em 2024, o Android Authority reuniu reclamações de usuários que diziam ouvir repetidamente as mesmas dezenas de músicas em playlists com milhares de faixas.

A própria comunidade oficial do Spotify também registra casos de usuários que recebem repetidamente a mesma seleção. Em janeiro de 2026, um moderador explicou que, depois que uma fila é criada pelo Shuffle, selecionar outra música pode preservar a sequência original. Para gerar uma nova ordem, seria necessário desligar e ligar novamente o Shuffle.

Outro relato publicado na comunidade do Spotify em setembro de 2026 descreve uma situação ainda mais próxima da descoberta recente: o usuário afirma que a fila se repete várias vezes e que o botão de “reordenar” apenas reorganiza as músicas que já estavam naquela fila.

Por enquanto, portanto, o caso das 72 músicas comprova que uma sequência extremamente longa pode se repetir no Spotify, mas não determina por que isso acontece. A descoberta também mostra por que a percepção de que o Shuffle “toca sempre as mesmas músicas” pode ter um componente verificável além da memória dos usuários.

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Uber libera vídeo ao vivo para pais acompanharem viagens dos filhos

A Uber começou a liberar no Brasil uma função que permite aos pais ou responsáveis acompanhar o vídeo ao vivo de viagens de adolescentes que usam a Uber Conta Teens. A transmissão é feita pela câmera do celular do motorista e fica disponível para os responsáveis vinculados à conta do jovem.

A novidade chega ao país alguns dias depois de o recurso ter sido anunciado nos Estados Unidos, onde a Uber já permitia que familiares acompanhassem as corridas em tempo real.

Segundo a Uber, o vídeo pode ser acompanhado apenas pelos responsáveis cadastrados na conta do adolescente. A empresa informa que o recurso depende das condições técnicas do celular do motorista e da habilitação da função.

Como funciona a transmissão

Quando uma viagem começa, os responsáveis recebem uma notificação informando que podem acompanhar a transmissão. O vídeo mostra o interior do veículo em tempo real pela câmera do motorista.

A transmissão termina automaticamente quando o trajeto acaba. Depois disso, o arquivo fica armazenado de forma criptografada e só pode ser acessado em situações relacionadas a um reporte de segurança, segundo a Uber.

O adolescente também continua contando com outras ferramentas de segurança da Uber Conta Teens. Entre elas está o U-Acompanha, que permite ao responsável visualizar o trajeto pelo mapa e entrar em contato com o motorista, e o U-Código, que exige um código de quatro números antes do início da corrida.

Há ainda o U-Ajuda, que utiliza GPS e sensores do celular para identificar mudanças de rota ou paradas inesperadas, e o U-Áudio, que permite gravar o áudio da viagem pelo próprio aplicativo.

uber teens print

Uber Mulher também está disponível

A Uber Conta Teens também permite que adolescentes utilizem as modalidades do Uber Mulher, que conectam passageiras a motoristas mulheres. O recurso faz parte das ferramentas de segurança disponíveis para as viagens realizadas pelo perfil de adolescentes.

Como ativar o vídeo ao vivo da Uber Conta Teens?

A função está sendo disponibilizada gradualmente nos próximos dias. Quando estiver habilitada, os responsáveis receberão uma notificação informando sobre a possibilidade de acompanhar a viagem por vídeo.

Para utilizar a Uber Conta Teens, o responsável deve abrir o aplicativo e acessar Conta > Família > Sou adulto > Adicionar adolescente. Depois, é necessário selecionar a idade do jovem, escolher o contato e enviar o convite. O responsável também precisa aceitar os termos para concluir a configuração.

O adolescente pode fazer o próprio cadastro pelo caminho Conta > Família > Sou adolescente > selecionar a idade > Escolher um responsável > Escolher contato. Depois, também é necessário aceitar os termos.

A Uber Conta Teens está disponível em todo o Brasil para usuários de 12 a 17 anos. A transmissão de vídeo, por sua vez, será liberada progressivamente e depende da compatibilidade técnica do dispositivo utilizado pelo motorista.

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Uber libera vídeo ao vivo para pais acompanharem viagens dos filhos

A Uber começou a liberar no Brasil uma função que permite aos pais ou responsáveis acompanhar o vídeo ao vivo de viagens de adolescentes que usam a Uber Conta Teens. A transmissão é feita pela câmera do celular do motorista e fica disponível para os responsáveis vinculados à conta do jovem.

A novidade chega ao país alguns dias depois de o recurso ter sido anunciado nos Estados Unidos, onde a Uber já permitia que familiares acompanhassem as corridas em tempo real.

Segundo a Uber, o vídeo pode ser acompanhado apenas pelos responsáveis cadastrados na conta do adolescente. A empresa informa que o recurso depende das condições técnicas do celular do motorista e da habilitação da função.

Como funciona a transmissão

Quando uma viagem começa, os responsáveis recebem uma notificação informando que podem acompanhar a transmissão. O vídeo mostra o interior do veículo em tempo real pela câmera do motorista.

A transmissão termina automaticamente quando o trajeto acaba. Depois disso, o arquivo fica armazenado de forma criptografada e só pode ser acessado em situações relacionadas a um reporte de segurança, segundo a Uber.

O adolescente também continua contando com outras ferramentas de segurança da Uber Conta Teens. Entre elas está o U-Acompanha, que permite ao responsável visualizar o trajeto pelo mapa e entrar em contato com o motorista, e o U-Código, que exige um código de quatro números antes do início da corrida.

Há ainda o U-Ajuda, que utiliza GPS e sensores do celular para identificar mudanças de rota ou paradas inesperadas, e o U-Áudio, que permite gravar o áudio da viagem pelo próprio aplicativo.

uber teens print

Uber Mulher também está disponível

A Uber Conta Teens também permite que adolescentes utilizem as modalidades do Uber Mulher, que conectam passageiras a motoristas mulheres. O recurso faz parte das ferramentas de segurança disponíveis para as viagens realizadas pelo perfil de adolescentes.

Como ativar o vídeo ao vivo da Uber Conta Teens?

A função está sendo disponibilizada gradualmente nos próximos dias. Quando estiver habilitada, os responsáveis receberão uma notificação informando sobre a possibilidade de acompanhar a viagem por vídeo.

Para utilizar a Uber Conta Teens, o responsável deve abrir o aplicativo e acessar Conta > Família > Sou adulto > Adicionar adolescente. Depois, é necessário selecionar a idade do jovem, escolher o contato e enviar o convite. O responsável também precisa aceitar os termos para concluir a configuração.

O adolescente pode fazer o próprio cadastro pelo caminho Conta > Família > Sou adolescente > selecionar a idade > Escolher um responsável > Escolher contato. Depois, também é necessário aceitar os termos.

A Uber Conta Teens está disponível em todo o Brasil para usuários de 12 a 17 anos. A transmissão de vídeo, por sua vez, será liberada progressivamente e depende da compatibilidade técnica do dispositivo utilizado pelo motorista.

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WhatsApp libera o dobro de áudio no Status para Android e iPhone

O WhatsApp começou a liberar uma atualização que permite colocar trechos de música de até 30 segundos no Status, o dobro do limite anterior de 15 segundos. A mudança vale para Android e iPhone e dá ao usuário a possibilidade de escolher a duração do trecho antes de publicar a atualização.

A novidade foi identificada pelo WABetaInfo e está sendo distribuída gradualmente para usuários que receberam as versões mais recentes do aplicativo.

Como funciona o novo limite de música

O recurso de música no Status permite escolher uma faixa do catálogo disponibilizado pelo WhatsApp e adicioná-la a uma publicação. Antes da mudança, o aplicativo limitava o trecho musical a 15 segundos, embora fosse possível selecionar qual parte da música seria reproduzida.

Agora, depois de escolher a música, aparece um seletor de duração dentro do editor. O usuário pode percorrer as opções disponíveis e definir por quanto tempo o trecho será reproduzido, chegando a 30 segundos.

A alteração vale tanto para Status com fotos quanto para publicações em que a música é compartilhada sem uma imagem associada. Em ambos os casos, é possível escolher um trecho menor caso 30 segundos seja mais do que o necessário.

A ampliação pode ser útil principalmente para músicas que demoram mais para chegar ao trecho escolhido. Com o limite anterior, uma publicação podia terminar antes de uma introdução ou de outra parte específica da faixa que o usuário pretendia compartilhar.

Música chegou ao Status em 2025

O WhatsApp começou a liberar a possibilidade de adicionar músicas aos Status em 2025. A ferramenta utiliza o catálogo musical da Meta e permite selecionar uma faixa para acompanhar fotos e outros tipos de publicação.

A empresa também ampliou gradualmente outros limites do Status. Atualmente, vídeos podem ter até 90 segundos, segundo a documentação oficial do WhatsApp.

A mudança para os trechos musicais segue uma lógica semelhante, mas afeta especificamente a duração da música reproduzida na atualização.

Quando a novidade chega ao seu WhatsApp?

A função está em distribuição gradual para Android e iOS. O WABetaInfo aponta as versões 2.26.36.1 do WhatsApp para Android e 26.35.72 para iPhone como compatíveis com o recurso, mas instalar essas versões não garante que a função apareça imediatamente.

Isso acontece porque o WhatsApp libera a novidade para contas de forma progressiva. Portanto, dois usuários com a mesma versão do aplicativo podem encontrar comportamentos diferentes.

A recomendação é manter o WhatsApp atualizado pela Google Play Store ou App Store e aguardar a ativação da função na conta. Segundo o WABetaInfo, a distribuição deve alcançar mais usuários nas próximas semanas.

Confira mais de WhatsApp no Canaltech: Por que é arriscado repetir o nome de usuário do Instagram no WhatsApp?

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WhatsApp libera o dobro de áudio no Status para Android e iPhone

O WhatsApp começou a liberar uma atualização que permite colocar trechos de música de até 30 segundos no Status, o dobro do limite anterior de 15 segundos. A mudança vale para Android e iPhone e dá ao usuário a possibilidade de escolher a duração do trecho antes de publicar a atualização.

A novidade foi identificada pelo WABetaInfo e está sendo distribuída gradualmente para usuários que receberam as versões mais recentes do aplicativo.

Como funciona o novo limite de música

O recurso de música no Status permite escolher uma faixa do catálogo disponibilizado pelo WhatsApp e adicioná-la a uma publicação. Antes da mudança, o aplicativo limitava o trecho musical a 15 segundos, embora fosse possível selecionar qual parte da música seria reproduzida.

Agora, depois de escolher a música, aparece um seletor de duração dentro do editor. O usuário pode percorrer as opções disponíveis e definir por quanto tempo o trecho será reproduzido, chegando a 30 segundos.

A alteração vale tanto para Status com fotos quanto para publicações em que a música é compartilhada sem uma imagem associada. Em ambos os casos, é possível escolher um trecho menor caso 30 segundos seja mais do que o necessário.

A ampliação pode ser útil principalmente para músicas que demoram mais para chegar ao trecho escolhido. Com o limite anterior, uma publicação podia terminar antes de uma introdução ou de outra parte específica da faixa que o usuário pretendia compartilhar.

Música chegou ao Status em 2025

O WhatsApp começou a liberar a possibilidade de adicionar músicas aos Status em 2025. A ferramenta utiliza o catálogo musical da Meta e permite selecionar uma faixa para acompanhar fotos e outros tipos de publicação.

A empresa também ampliou gradualmente outros limites do Status. Atualmente, vídeos podem ter até 90 segundos, segundo a documentação oficial do WhatsApp.

A mudança para os trechos musicais segue uma lógica semelhante, mas afeta especificamente a duração da música reproduzida na atualização.

Quando a novidade chega ao seu WhatsApp?

A função está em distribuição gradual para Android e iOS. O WABetaInfo aponta as versões 2.26.36.1 do WhatsApp para Android e 26.35.72 para iPhone como compatíveis com o recurso, mas instalar essas versões não garante que a função apareça imediatamente.

Isso acontece porque o WhatsApp libera a novidade para contas de forma progressiva. Portanto, dois usuários com a mesma versão do aplicativo podem encontrar comportamentos diferentes.

A recomendação é manter o WhatsApp atualizado pela Google Play Store ou App Store e aguardar a ativação da função na conta. Segundo o WABetaInfo, a distribuição deve alcançar mais usuários nas próximas semanas.

Confira mais de WhatsApp no Canaltech: Por que é arriscado repetir o nome de usuário do Instagram no WhatsApp?

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Meta falha em detectar centenas de anúncios de abuso infantil com IA

A Meta veiculou mais de 350 anúncios contendo material de abuso sexual infantil gerado ou manipulado por inteligência artificial em Facebook, Instagram e outras plataformas desde o fim de 2025, segundo investigação do Tech Transparency Project (TTP). Parte das peças usava fotos reais de crianças encontradas na internet, que eram posteriormente transformadas por ferramentas de IA em conteúdo sexual.

A investigação foi publicada nesta terça-feira (8). Os pesquisadores encontraram os anúncios na Biblioteca de Anúncios da Meta e informaram o material às autoridades americanas responsáveis por receber denúncias de exploração infantil.

O caso chama atenção porque os conteúdos não eram apenas publicações de usuários, mas de anúncios pagos que passaram pelos sistemas de análise da Meta, que afirma revisar imagens, vídeos, textos e destinos dos links antes da veiculação.

Anúncios usavam fotos reais de crianças

Segundo o TTP, a maioria das mais de 300 peças identificadas seguia um formato semelhante. Os anúncios apresentavam imagens de crianças ou adolescentes e utilizavam IA para criar vídeos com conteúdo sexual.

Os pesquisadores conseguiram identificar fotos reais de menores que haviam sido publicadas anteriormente em redes sociais, sites e bancos de imagens. Um dos casos envolvia uma fotografia oficialmente divulgada por uma família real europeia. A identidade da criança não foi revelada para preservar a vítima.

A investigação também encontrou imagens de adolescentes que mantinham perfis públicos em plataformas da própria Meta. Em um dos casos, os pesquisadores conseguiram associar a imagem utilizada no anúncio à identidade real da adolescente.

A maior parte dos anúncios direcionava os usuários para aplicativos de geração ou manipulação de imagens e vídeos por IA. Cerca de 300 das 350 peças identificadas tinham relação com esse tipo de ferramenta, segundo o TTP. Muitos dos aplicativos tinham desenvolvedores ou conexões com empresas chinesas.

logo meta 2

Meta remove anúncios após investigação

Os anúncios deveriam ter sido barrados pelos mecanismos de moderação da Meta. A empresa informa que possui políticas específicas contra exploração sexual infantil e afirma utilizar sistemas automatizados para analisar anúncios antes que sejam publicados.

O TTP identificou, porém, 332 anúncios que passaram pelo processo de revisão. Em 1º de setembro, pouco mais da metade ainda estava disponível na Biblioteca de Anúncios. Depois que os pesquisadores compartilharam as descobertas com a Meta, a empresa removeu os 149 anúncios restantes.

A investigação encontrou outro problema na classificação das peças. Em 113 anúncios, a Meta havia registrado inicialmente violações relacionadas a conteúdo adulto ou outras políticas, sem indicar que havia material envolvendo crianças. Os registros foram alterados depois que o TTP apontou a inconsistência.

A WIRED também identificou casos em que anúncios denunciados permaneceram ativos durante dias. Um deles havia alcançado quatro contas quando foi reportado e chegou a mais de 330 visualizações antes de ser removido.

Conteúdo chegou a milhares de usuários

Os dados disponíveis na Biblioteca de Anúncios mostram que as campanhas alcançaram mais de 29 mil contas na União Europeia e cerca de 7 mil no Reino Unido. A base não fornece métricas detalhadas para todos os países, mas o TTP identificou 262 anúncios veiculados nos Estados Unidos, 120 na Austrália e 84 na Índia.

A estimativa pode ser inferior ao alcance real, já que a ferramenta da Meta não apresenta os mesmos dados para todas as regiões.

A Meta disse à WIRED que muitos dos anúncios já haviam sido removidos e que a maioria teve menos de 200 impressões. A empresa também afirmou ter recebido menos de US$ 5 mil em pagamentos relacionados às peças identificadas pelos pesquisadores.

A companhia declarou ainda que não tolera aplicativos de “nudificação” nem qualquer forma de exploração infantil, seja com material real ou gerado por IA. Segundo a Meta, criminosos mudam constantemente as estratégias utilizadas para escapar dos sistemas de detecção.

Apple e Google também removeram aplicativos

A investigação chegou aos aplicativos promovidos pelos anúncios. A WIRED identificou quase 50 apps relacionados às campanhas nas lojas da Apple e do Google.

As duas empresas informaram que removeram aplicativos associados à investigação. A Apple afirmou que tomou medidas contra os desenvolvedores envolvidos, enquanto o Google disse ter retirado os apps identificados e aplicado outras restrições contra ferramentas de “nudificação”.

O episódio também provocou reação de autoridades. Parlamentares e órgãos reguladores dos Estados Unidos e da Austrália afirmaram que estão analisando o caso, enquanto a Meta enfrenta outras disputas relacionadas à proteção de crianças em suas plataformas.

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Meta falha em detectar centenas de anúncios de abuso infantil com IA

A Meta veiculou mais de 350 anúncios contendo material de abuso sexual infantil gerado ou manipulado por inteligência artificial em Facebook, Instagram e outras plataformas desde o fim de 2025, segundo investigação do Tech Transparency Project (TTP). Parte das peças usava fotos reais de crianças encontradas na internet, que eram posteriormente transformadas por ferramentas de IA em conteúdo sexual.

A investigação foi publicada nesta terça-feira (8). Os pesquisadores encontraram os anúncios na Biblioteca de Anúncios da Meta e informaram o material às autoridades americanas responsáveis por receber denúncias de exploração infantil.

O caso chama atenção porque os conteúdos não eram apenas publicações de usuários, mas de anúncios pagos que passaram pelos sistemas de análise da Meta, que afirma revisar imagens, vídeos, textos e destinos dos links antes da veiculação.

Anúncios usavam fotos reais de crianças

Segundo o TTP, a maioria das mais de 300 peças identificadas seguia um formato semelhante. Os anúncios apresentavam imagens de crianças ou adolescentes e utilizavam IA para criar vídeos com conteúdo sexual.

Os pesquisadores conseguiram identificar fotos reais de menores que haviam sido publicadas anteriormente em redes sociais, sites e bancos de imagens. Um dos casos envolvia uma fotografia oficialmente divulgada por uma família real europeia. A identidade da criança não foi revelada para preservar a vítima.

A investigação também encontrou imagens de adolescentes que mantinham perfis públicos em plataformas da própria Meta. Em um dos casos, os pesquisadores conseguiram associar a imagem utilizada no anúncio à identidade real da adolescente.

A maior parte dos anúncios direcionava os usuários para aplicativos de geração ou manipulação de imagens e vídeos por IA. Cerca de 300 das 350 peças identificadas tinham relação com esse tipo de ferramenta, segundo o TTP. Muitos dos aplicativos tinham desenvolvedores ou conexões com empresas chinesas.

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Meta remove anúncios após investigação

Os anúncios deveriam ter sido barrados pelos mecanismos de moderação da Meta. A empresa informa que possui políticas específicas contra exploração sexual infantil e afirma utilizar sistemas automatizados para analisar anúncios antes que sejam publicados.

O TTP identificou, porém, 332 anúncios que passaram pelo processo de revisão. Em 1º de setembro, pouco mais da metade ainda estava disponível na Biblioteca de Anúncios. Depois que os pesquisadores compartilharam as descobertas com a Meta, a empresa removeu os 149 anúncios restantes.

A investigação encontrou outro problema na classificação das peças. Em 113 anúncios, a Meta havia registrado inicialmente violações relacionadas a conteúdo adulto ou outras políticas, sem indicar que havia material envolvendo crianças. Os registros foram alterados depois que o TTP apontou a inconsistência.

A WIRED também identificou casos em que anúncios denunciados permaneceram ativos durante dias. Um deles havia alcançado quatro contas quando foi reportado e chegou a mais de 330 visualizações antes de ser removido.

Conteúdo chegou a milhares de usuários

Os dados disponíveis na Biblioteca de Anúncios mostram que as campanhas alcançaram mais de 29 mil contas na União Europeia e cerca de 7 mil no Reino Unido. A base não fornece métricas detalhadas para todos os países, mas o TTP identificou 262 anúncios veiculados nos Estados Unidos, 120 na Austrália e 84 na Índia.

A estimativa pode ser inferior ao alcance real, já que a ferramenta da Meta não apresenta os mesmos dados para todas as regiões.

A Meta disse à WIRED que muitos dos anúncios já haviam sido removidos e que a maioria teve menos de 200 impressões. A empresa também afirmou ter recebido menos de US$ 5 mil em pagamentos relacionados às peças identificadas pelos pesquisadores.

A companhia declarou ainda que não tolera aplicativos de “nudificação” nem qualquer forma de exploração infantil, seja com material real ou gerado por IA. Segundo a Meta, criminosos mudam constantemente as estratégias utilizadas para escapar dos sistemas de detecção.

Apple e Google também removeram aplicativos

A investigação chegou aos aplicativos promovidos pelos anúncios. A WIRED identificou quase 50 apps relacionados às campanhas nas lojas da Apple e do Google.

As duas empresas informaram que removeram aplicativos associados à investigação. A Apple afirmou que tomou medidas contra os desenvolvedores envolvidos, enquanto o Google disse ter retirado os apps identificados e aplicado outras restrições contra ferramentas de “nudificação”.

O episódio também provocou reação de autoridades. Parlamentares e órgãos reguladores dos Estados Unidos e da Austrália afirmaram que estão analisando o caso, enquanto a Meta enfrenta outras disputas relacionadas à proteção de crianças em suas plataformas.

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Quase 50% dos brasileiros gastam mais de R$ 100 com assinaturas por mês

Pesquisa da Vindi em parceria com o Opinion Box mostra que 46% dos brasileiros pagam mais de R$ 100 por mês somando todas as assinaturas que possuem, entre streaming, serviços essenciais e categorias mais recentes como inteligência artificial e nuvem. O levantamento também aponta que 51% dos entrevistados esperam aumentar esses gastos nos próximos cinco anos.

O Relatório Assinaturas 2026 ouviu 1.040 pessoas de todas as regiões do Brasil entre junho e julho deste ano. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Expectativa de gasto cresce ano a ano

A parcela de brasileiros que espera gastar mais com assinaturas no longo prazo vem subindo de forma constante. Em 2024, a expectativa era de 46% dos entrevistados, passou para 48% em 2025 e chegou a 51% neste ano.

Para os próximos 12 meses, a projeção é mais conservadora. 62% dos brasileiros pretendem manter o valor atual dos gastos, enquanto 22% esperam pagar mais.

Streaming lidera, mas o mercado se diversifica

Streaming segue como a categoria mais popular entre os assinantes, presente em 79% das respostas. Música e podcasts aparecem em 55% dos casos, e cursos online somam 33%.

Categorias mais recentes já disputam espaço no orçamento das famílias. Assinaturas de nuvem chegam a 43% dos entrevistados, alimentação soma 42% e ferramentas de inteligência artificial aparecem para 34%. Serviços voltados a pets completam 23% da amostra.

A variação de preços ajuda a explicar o acúmulo de gastos quando o consumidor soma diferentes assinaturas. Um plano de streaming como o da Netflix custa R$ 20,90 mensais, enquanto a versão paga do ChatGPT parte de R$ 39,99.

spotify capa

Contas essenciais também entram na conta

Além do entretenimento, grande parte dos brasileiros trata contas básicas como pagamentos recorrentes. 87% dos entrevistados têm algum débito automático nessa categoria, incluindo internet, citada por 77%, energia elétrica, com 74%, celular pós-pago, com 64%, e água, com 62%.

Serviços de atividade física, como academias e plataformas como Wellhub e TotalPass, aparecem em 44% das respostas.

Quase metade paga mais de R$ 100 por mês

Somando todas as categorias de assinatura, 46% dos brasileiros desembolsam mais de R$ 100 mensais. O resultado vem da soma das faixas de R$ 101 a R$ 200, com 29% dos entrevistados, e de R$ 201 a R$ 500, com 17%. Outros 29% gastam entre R$ 51 e R$ 100, e 19% pagam menos de R$ 50 por mês.

Nos últimos 12 meses, o valor gasto permaneceu estável para 47% dos entrevistados. Uma parcela de 35% relatou aumento nas despesas, e 18% conseguiu reduzir os gastos com assinaturas.

Cartão de crédito segue à frente do Pix

O cartão de crédito continua como principal forma de pagamento das assinaturas, usado por 65% dos brasileiros. O Pix aparece em segundo lugar, com 16%, alta em relação aos 13% registrados em 2025. Débito em conta soma 9%, boleto bancário 5%, carteiras digitais 3% e cartões de loja 2%.

Segundo Monisi Costa, head de pagamentos da Vindi, o Pix convencional exige uma etapa extra de autorização a cada cobrança, o que afasta parte dos consumidores.

A expansão do Pix Automático, que permite autorizar cobranças recorrentes de forma antecipada, pode reduzir essa barreira nos próximos ciclos.

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Governo vs Big Techs: entenda as diferenças entre ações contra Discord e TikTok

O Discord enfrenta um pedido de R$ 500 milhões na Justiça e a suspensão de funções, enquanto o TikTok recebeu uma multa de R$ 153,7 milhões aplicada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Embora ambas as medidas tenham como foco a proteção de crianças e adolescentes, o governo brasileiro adotou caminhos e sanções distintas para cada plataforma.

Abaixo, entenda as diferenças entre esses casos recentes, de agosto de 2026, e também a comparação com o caso do bloqueio total do X, antigo Twitter, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024.

O que aconteceu com Discord, TikTok e X?

Em resumo:

  • Discord: o governo pede R$ 500 milhões na Justiça;

  • Discord: a ANPD suspendeu temporariamente as lives e o compartilhamento de vídeos;

  • TikTok: a ANPD aplicou uma multa de R$ 153,7 milhões;

  • X: o STF determinou o bloqueio da plataforma em 2024.

A cobrança de R$ 500 milhões contra o Discord representa um pedido feito em uma ação judicial e não significa uma condenação ou multa já aplicada.

Já os R$ 153,7 milhões cobrados do TikTok consistem em uma sanção administrativa imposta pelo órgão regulador ao fim de um processo de fiscalização.

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Discord: por que há uma ação de R$ 500 milhões e uma suspensão das lives?

A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Justiça após o encerramento sem acordo das negociações para um Termo de Ajustamento de Conduta.

O governo solicita R$ 500 milhões por danos morais coletivos, além de mudanças estruturais para reforçar a proteção de crianças e adolescentes na rede. O aplicativo não foi condenado a pagar a quantia, já que o pedido ainda será analisado pela Justiça.

Em uma frente separada, a ANPD determinou a interrupção das transmissões ao vivo e do compartilhamento de vídeos no serviço. A agência adotou uma medida cautelar e provisória para conter riscos à privacidade de menores enquanto as apurações continuam.

A decisão do órgão regulador não é uma multa financeira nem representa o bloqueio total do aplicativo, que segue disponível para mensagens de texto e chamadas de voz.

A manutenção ou a reversão da suspensão depende da avaliação da ANPD sobre as adequações apresentadas pela empresa.

TikTok: por que a empresa recebeu uma multa de R$ 153,7 milhões?

A ANPD concluiu um processo administrativo contra a ByteDance, dona do TikTok, e aplicou a multa de R$ 153,7 milhões. A investigação do órgão apontou irregularidades no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes, coletados sem base legal válida tanto em perfis cadastrados quanto na navegação sem conta.

A autoridade também determinou a implementação de um plano de adequação com regras mais rígidas para controle parental e filtros de conteúdo.

A sanção ao TikTok difere do caso do Discord porque concluiu um procedimento na própria agência reguladora. A cobrança de R$ 500 milhões apresentada contra o Discord, por outro lado, é um pedido inicial que ainda depende de julgamento nos tribunais.

TikTok site

E o bloqueio do X?

O bloqueio do X em 2024 serve de comparação para demonstrar a diferença entre retirar uma rede inteira do ar e suspender apenas recursos específicos. O ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão do serviço no Brasil após o descumprimento de ordens judiciais emitidas pelo STF.

A plataforma permaneceu inacessível em todo o território nacional até cumprir as exigências da Justiça. A liberação ocorreu após o pagamento das multas pendentes, o bloqueio de perfis indicados e a nomeação de um representante legal no país.

Multa, suspensão ou bloqueio: o que muda em cada caso?

Confira as diferenças:

  • Ação judicial: o governo leva uma questão à Justiça e pode pedir indenização ou mudanças nas práticas da empresa;

  • Multa administrativa: uma autoridade reguladora aplica uma punição financeira após concluir um processo administrativo;

  • Suspensão de funcionalidade: uma ferramenta específica tem o uso interrompido de forma provisória para conter riscos;

  • Bloqueio: o acesso à própria plataforma fica indisponível por determinação judicial.

O pedido de R$ 500 milhões contra o Discord, a multa de R$ 153,7 milhões ao TikTok e o bloqueio do X não são formas equivalentes de punição. Cada caso envolve autoridades distintas, regras próprias e impactos de proporções bem diferentes sobre o funcionamento das plataformas no Brasil.

A forma como o Brasil lida com jovens nas redes sociais mudou após a implementação do ECA Digital.

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Meta atualiza óculos com IA para interromper gravação se LED for coberto

A Meta começou a distribuir nesta semana uma atualização que interrompe a gravação dos óculos com inteligência artificial caso o usuário cubra o LED indicador depois de iniciar a captura. A novidade fecha uma brecha que permitia começar a filmar com a luz acesa e escondê-la em seguida, mantendo a gravação ativa sem que outras pessoas percebessem.

A empresa confirmou a mudança em publicação enviada à imprensa nesta quinta-feira (27). Segundo a Meta, a atualização está começando a chegar aos aparelhos e ainda não está disponível para todos os usuários.

Alex Himel, vice-presidente de realidade aumentada da empresa, confirmou o lançamento em publicação no Threads. Ele afirmou que uma correção para o problema está começando a ser distribuída e que a câmera vai parar de funcionar caso a luz seja coberta durante uma gravação.

Como funcionava a proteção antes

Antes dessa mudança, os óculos já contavam com um mecanismo lançado em julho que desativa a câmera quando detecta adulteração física no LED, como a remoção da peça. Esse recurso não impedia outro tipo de burla, iniciar a gravação com a luz funcionando normalmente e cobri-la logo depois com o dedo ou outro objeto.

Tutoriais com esse método circulavam em redes sociais e permitiam ocultar o indicador sem violar o hardware do dispositivo. A atualização atual passa a interromper a captura também nesses casos, segundo a empresa.

zuckerberg rayban meta

Meta reforça proteção após casos de adulteração

A Meta afirmou que empresas que ofereciam serviços de remoção física do LED encerraram suas operações depois que a atualização de julho passou a desativar a câmera nesses casos. A companhia citou como exemplo a Ghost Metas, que anunciava remoção da luz em seu site e parou de oferecer o serviço em decorrência da decisão da Meta, segundo reportagem do USA Today publicada em 21 de agosto.

A porta-voz Dina El-Kassaby disse ao jornal americano que a Meta também envia notificações de cessar e desistir a pessoas que alteram o LED e remove anúncios e publicações que promovem esse tipo de serviço. Para ela, a interrupção desses prestadores demonstra que as medidas da empresa têm funcionado.

Óculos da Meta estão sob pressão por questões de privacidade

A atualização chega em meio a um debate crescente sobre os riscos de gravações não consentidas feitas com os óculos.

No Brasil, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e a organização Coding Rights protocolaram nesta semana uma representação contra o produto na Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e no Ministério Público Federal (MPF). As entidades pedem que os órgãos investiguem se a comercialização do dispositivo respeita a Lei Geral de Proteção de Dados e o Código de Defesa do Consumidor.

Um dos pontos citados pelas entidades é a dificuldade de terceiros perceberem quando estão sendo filmados, já que o LED é pequeno e pode passar despercebido.

Nos Estados Unidos, o uso dos óculos para gravar pessoas sem consentimento em vídeos de pegadinhas levou o Instagram a banir contas ligadas a esse tipo de conteúdo, o que mantém o debate sobre os limites de privacidade em dispositivos vestíveis com câmera embutida.

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Esqueceu o PC ligado? Windows 11 poderá ser desligado de longe com celular Android

O Windows Latest identificou, dentro do código do aplicativo "Link to Windows para Android", evidências de que a Microsoft está desenvolvendo controles remotos de energia para o PC. As novas funções permitiriam desligar, reiniciar ou colocar o computador em modo de espera diretamente pelo celular.

O recurso ainda não foi confirmado pela Microsoft e não está ativo para nenhum usuário. As strings foram encontradas em uma versão do aplicativo datada de 25 de agosto, com a flag "isRemotePcControlsV2Enabled" configurada como falsa, o que indica que a função existe no código, mas segue desligada.

Como o recurso deve funcionar

O Link to Windows já permite bloquear remotamente um PC pelo celular, função lançada no fim do ano passado. Os novos controles ampliariam essa lista com opções de reiniciar, desligar e colocar o computador para dormir.

Duas variações adicionais também apareceram no código, batizadas de "atualizar e reiniciar" e "atualizar e desligar". Elas sugerem que a Microsoft pretende integrar o Windows Update aos comandos remotos, permitindo instalar atualizações pendentes antes de reiniciar ou desligar a máquina pelo celular.

O modo de espera funcionaria de forma diferente dos outros comandos. Uma mensagem encontrada pelo Windows Latest avisa que, após o PC entrar em repouso, ele se desconecta do celular e só pode ser reativado fisicamente, já que a conexão de rede é interrompida nesse estado.

Alertas de confirmação também aparecem quando o usuário tenta reiniciar ou desligar o computador em meio a uma atualização em andamento, com aviso de que dados não salvos em aplicativos abertos podem ser perdidos.

Android mascote 4

O que ainda não está confirmado

Como a função segue desativada no aplicativo, não há capturas de tela do recurso em funcionamento nem previsão de lançamento. A Microsoft não se manifestou sobre a descoberta até o momento.

O avanço faz parte de um movimento mais amplo da empresa para aprofundar a integração entre smartphones e PCs com Windows 11. Nos últimos meses, a companhia adicionou uma seção com informações do celular ao menu Iniciar e testa novos atalhos para acesso rápido ao telefone.

Quais aparelhos devem ser compatíveis

Os controles remotos fazem parte do par formado pelo Phone Link, aplicativo nativo do Windows 11, e pelo Link to Windows, disponível para smartphones Android. A funcionalidade de bloqueio remoto já existente hoje segue essa mesma combinação, o que indica que o novo recurso deve manter a exigência de um PC com Windows 11 conectado a um celular Android.

Não há, até o momento, indício de que a função chegue a iPhones, já que a versão do Phone Link para iOS opera com recursos mais limitados de integração com o computador.

Lembra do Windows Phone? Confira 6 recursos dele que poderiam ser usados até hoje.

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Alibaba abre 2 data centers no Brasil para desafiar Microsoft, Google e AWS em IA

A Alibaba Cloud lançou nesta quinta-feira (27) sua primeira região de nuvem no Brasil, com dois novos data centers dedicados a empresas, startups, desenvolvedores e instituições públicas. É a primeira operação da divisão de computação em nuvem da Alibaba na América do Sul.

O movimento integra um compromisso global de US$ 53 bilhões (cerca de R$ 273 bilhões, na cotação atual) do Alibaba Group para investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. A companhia não detalhou quanto será destinado especificamente às unidades brasileiras.

Com a nova estrutura, a Alibaba Cloud passa a operar 106 zonas de disponibilidade em 31 regiões ao redor do mundo. A empresa já havia inaugurado uma região no México em fevereiro de 2025, primeiro passo da expansão latino-americana.

Portfólio de nuvem com prioridade para IA agêntica

Os data centers brasileiros oferecerão o portfólio completo de produtos da Alibaba Cloud, incluindo computação, armazenamento, contêineres, redes, segurança e bancos de dados. A empresa destaca baixa latência e adequação às regras locais de cibersegurança e proteção de dados entre os atributos da nova região.

A companhia também planeja trazer ao Brasil serviços de IA agêntica voltados a empresas, cobrindo desde o desenvolvimento até a operação e a segurança de agentes de IA. Fazem parte do pacote o ACS Agent Sandbox, para execução de agentes em ambientes isolados, o DAS Agent, para manutenção de bancos de dados, e o DataWorks Data Agent, que promete automatizar pipelines de dados por linguagem natural. Ferramentas como o AI Security Guardrails 2.0 completam a oferta voltada à segurança dessas operações.

Allen Guo, gerente-geral da região da América Latina e vice-presidente de Negócios Internacionais da Alibaba Cloud Intelligence, descreveu o Brasil como um mercado central para a expansão da empresa na região.

alibaba prédio

Parcerias locais

A Alibaba Cloud fechou acordos com duas empresas brasileiras para acelerar a adoção de seus serviços. A Insi vai utilizar o portfólio de nuvem e IA da companhia para atender grandes e médias empresas, segundo Roberto Certo, Chief Revenue Officer da provedora.

Já a 4Linux, especializada em software de código aberto, vai combinar os modelos da família Qwen com sua experiência local em implantação e treinamento. O cofundador da empresa, Marcelo Marques, afirmou que a nova região oferece uma base para escalar soluções de IA no país.

Disputa por espaço no mercado global de nuvem

A expansão brasileira acompanha uma sequência de lançamentos de modelos abertos da família Qwen. O mais recente, o Qwen3.8-Flash, é um modelo multimodal com 125 bilhões de parâmetros totais e 6 bilhões ativados por token. A empresa também abriu os pesos do Qwen3.8-2.4T-A95B, seu modelo mais robusto até hoje, com 2,4 trilhões de parâmetros totais e janela de contexto de até 1 milhão de tokens, hoje na terceira posição do ranking CodeArena.

No mercado chinês de infraestrutura computacional como serviço, a Alibaba Cloud detém mais de 30% de participação, à frente de concorrentes como Huawei e Tencent, segundo a consultoria Omdia. Fora da China, a disputa muda de adversários: o avanço para México, França, Japão, Coreia do Sul, Malásia e agora Brasil coloca a empresa em confronto direto com AWS, Google Cloud e Microsoft Azure em mercados emergentes.

A Alibaba Cloud ainda não informou quando pretende iniciar a operação dos serviços de IA agêntica especificamente no Brasil. O anúncio confirma a instalação dos dois data centers, mas não estabelece um cronograma para essa etapa seguinte.

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Netflix não aguenta evento de GTA 6 e desmaia ao vivo nesta quinta-feira (27)

A Netflix apresenta sinais de instabilidade nesta quinta-feira (27), justamente durante a estreia do novo vídeo de gameplay de GTA 6. Usuários relatam dificuldades para acessar o serviço e assistir ao conteúdo.

O Downdetector, plataforma que reúne relatos de problemas em serviços online, registra aumento nas notificações de falhas tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No Brasil, são quase 1,2 mil reclamações, enquanto nos EUA o serviço acumula mais de 3,2 mil notificações.

A instabilidade acontece pouco depois da estreia de GTA 6: Um Olhar Estendido, apresentação da Rockstar Games que traz uma demonstração mais detalhada da jogabilidade do aguardado game. O conteúdo começou a ser disponibilizado na Netflix às 16h, no horário de Brasília.

downdetector netflix

Netflix pode ter caído por causa do GTA 6?

Ainda não há confirmação de que a instabilidade tenha relação direta com a estreia de GTA 6. No entanto, o momento chama atenção porque a Netflix recebeu a exclusividade inicial para exibir o novo material do jogo.

A apresentação tem 26 minutos e mostra oficialmente a jogabilidade de GTA 6. A expectativa em torno do conteúdo é especialmente alta após meses de espera e uma série de vazamentos de supostos trechos do jogo, que circularam nas redes sociais nas últimas semanas.

A estratégia da Rockstar também contribui para concentrar o público na Netflix: o vídeo chega primeiro ao streaming e só será disponibilizado nos canais oficiais da empresa no YouTube posteriormente. A versão do YouTube está prevista para as 22h, seis horas depois da estreia na Netflix.

Até o momento, Netflix e Rockstar não confirmaram que uma eventual instabilidade tenha sido provocada pelo volume de acessos ao conteúdo de GTA 6.

Relatos nas redes sociais

Pelo X, antigo Twitter, milhares de pessoas compartilharam que estão sem acesso à Netflix, com a plataforma apresentando a mensagem de que "algo deu errado". Confira algumas publicações:

Situação normalizada

Após o caos inicial nos primeiros minutos pós-lançamento, o número de notificações no Downdetector já se aproximava do normal. Às 16h20, eram pouco mais de 400 avisos de instabilidade.

Confira  mais informações de GTA 6 no Canaltech.

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Nova IA do WhatsApp começa a alertar usuários sobre tentativas de golpe

O WhatsApp começou a liberar, para um grupo limitado de testadores no Android, o Scam Alert, funcionalidade que usa inteligência artificial local para identificar mensagens suspeitas enviadas por contatos desconhecidos. Quando o modelo reconhece um possível golpe, o aplicativo exibe um aviso apenas para quem recebeu a mensagem, sem informar o remetente.

A Meta confirmou a novidade em um post no blog de engenharia da empresa, publicado em 12 de agosto, e o site WABetaInfo, especializado em rastrear atualizações do WhatsApp antes do lançamento oficial, identificou o recurso ativo nas versões beta mais recentes do aplicativo.

Como funciona o recurso

O Scam Alert roda inteiramente no dispositivo do usuário. Ao ativar a função, o WhatsApp baixa um modelo de aprendizado de máquina para o celular, que passa a analisar mensagens recebidas de números que não estão salvos na agenda.

O modelo procura por padrões associados a golpes conhecidos, como pedidos urgentes de dinheiro, solicitações de dados pessoais ou financeiros e táticas de construção gradual de confiança, usadas em esquemas de "pig butchering".

Nenhum conteúdo de mensagem é enviado a servidores do WhatsApp ou da Meta durante essa análise, o que mantém a compatibilidade com a criptografia de ponta a ponta.

O que acontece quando uma mensagem é sinalizada

Quando o modelo identifica uma mensagem suspeita, o WhatsApp mostra o aviso "Isso pode ser um golpe" diretamente na conversa. A partir daí, o usuário pode bloquear e denunciar o contato, ação que também envia um relatório para o WhatsApp.

Também é possível marcar a conversa como confiável, o que remove o alerta e impede que o mesmo contato seja sinalizado novamente.

Ao marcar um chat como confiável, o aplicativo oferece a opção de compartilhar as últimas cinco mensagens da conversa com o WhatsApp, usadas para ajustar o modelo em casos de falso positivo. Esse envio é opcional.

whatsapp golpes aviso

Disponibilidade ainda limitada

O recurso é opcional e vem desativado por padrão. Por enquanto, está disponível apenas para parte dos testadores beta do WhatsApp para Android que instalaram a versão 2.26.34.2 pela Google Play Store, segundo o WABetaInfo.

A Meta não informou um cronograma para a chegada da função ao aplicativo estável nem para usuários de iPhone.

Confira no Canaltech como deixar seu WhatsApp mais protegido.

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NVIDIA para de flertar e compra Hugging Face por valor astronômico

A Nvidia fechou acordo para comprar a Hugging Face por US$ 12,9 bilhões (cerca de R$ 66,5 bilhões), segundo reportagem do The Information publicada na noite de quarta-feira (26), com base em uma fonte a par do assunto. A operação ainda não foi confirmada oficialmente pelas duas empresas.

O Business Insider, que havia noticiado no fim de semana o interesse de compra pela Hugging Face, informou que as negociações avaliariam a companhia em mais de US$ 13 bilhões e que ainda não haviam resultado em um contrato assinado até a noite de quarta-feira. Procuradas pela TechCrunch, Nvidia e Hugging Face não se manifestaram sobre o assunto.

O que é a Hugging Face

Fundada em 2016, a Hugging Face é um dos principais repositórios de modelos de inteligência artificial de código aberto, usado por desenvolvedores para compartilhar e baixar sistemas de IA. A empresa também oferece infraestrutura para rodar esses modelos por meio de computação em nuvem alugada.

Segundo o The Information, a receita anual da companhia gira em torno de US$ 150 milhões, alta em relação aos US$ 100 milhões registrados dois meses antes. Delangue afirmou à TechCrunch no mês passado que esse crescimento aproximou a empresa da lucratividade.

Aposta na disputa por IA aberta

A aquisição ampliaria a presença da Nvidia no ecossistema de IA de código aberto, terreno em que a fabricante de chips já investiu dezenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de modelos próprios. A movimentação ocorre enquanto laboratórios fechados como OpenAI, Google, Amazon e Anthropic desenvolvem chips próprios para reduzir a dependência das GPUs da Nvidia, o que coloca pressão sobre o negócio principal da companhia.

O CEO da Hugging Face, Clem Delangue, tem defendido publicamente a agenda de código aberto da Nvidia ao longo deste ano. Em entrevista à CBS neste mês, ele relatou que a empresa usou uma versão de um modelo chinês de código aberto, adaptada pela Nvidia, para se defender de um ciberataque.

Um mês antes, a Hugging Face havia sofrido um incidente de segurança após um modelo da OpenAI apresentar comportamento anômalo e comprometer sua infraestrutura.

Delangue também assinou, ao lado do CEO da Nvidia, Jensen Huang, e outras 24 empresas, uma carta pedindo que o governo dos Estados Unidos apoie modelos abertos em vez de restringi-los.

Nvidia logo em um celular

Segunda tentativa da Nvidia

A Nvidia já havia tentado se aproximar da Hugging Face antes. No fim do ano passado, a startup rejeitou uma oferta de investimento de US$ 500 milhões que a avaliaria em US$ 7 bilhões, segundo o Financial Times, sob a justificativa de que não queria um investidor com poder de influenciar suas decisões.

Em 2023, a Hugging Face havia captado US$ 235 milhões em uma rodada que a avaliou em US$ 4,5 bilhões, liderada pela Salesforce Ventures e com participação do GV, braço de investimentos da Alphabet, da IBM Ventures e da própria Nvidia.

Retorno à computação em nuvem

A compra também representaria um caminho de volta da Nvidia ao mercado de nuvem, área em que a empresa reduziu a operação do DGX Cloud cerca de um ano atrás. Segundo o The Information, a estrutura da Hugging Face permitiria à Nvidia voltar a atuar no setor sem precisar construí-la do zero.

A companhia também poderia usar a capacidade de computação já comprometida em contratos de nuvem com clientes que não a utilizarem por completo, revendendo esse excedente aos usuários da Hugging Face.

O movimento acontece dias depois de a Stripe pagar mais de US$ 7 bilhões pela OpenRouter, startup avaliada em US$ 1,3 bilhão em maio, em outra sinalização de consolidação no setor de infraestrutura de IA.

Confira no Canaltech mais informações do caso de ciberataque "autônomo" da IA da OpenAI à HuggingFace.

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Como estreia de anúncios no ChatGPT muda relação de consumo dos brasileiros?

A OpenAI começou a exibir anúncios aos usuários do ChatGPT no Brasil no mesmo mês em que formalizou sua operação no país. O Brasil é o oitavo mercado a receber o ChatGPT Ads, atrás de Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Japão e Coreia do Sul.

Por enquanto, a publicidade aparece apenas para usuários dos planos gratuitos e GO, maiores de 18 anos.

A chegada da publicidade marca uma nova fase da operação da OpenAI no Brasil, o terceiro mercado com mais usuários ativos mensais do ChatGPT no mundo. Além de ampliar o produto por aqui, a empresa passa a explorar uma das principais formas de monetização da internet.

Como o anúncio aparece na conversa

Os anúncios ficam separados da resposta do modelo. Depois que o ChatGPT responde normalmente a uma pergunta, pode surgir, abaixo de uma linha visual, um conteúdo identificado como patrocinado.

A OpenAI chama esse critério de independência de resposta: a mensagem orgânica não muda em função da publicidade, e o usuário consegue diferenciar as duas partes.

A empresa afirma reservar anúncios para conversas com intenção comercial direta, algo que ocorre em cerca de 20% das perguntas feitas à ferramenta, segundo Dave Dugan, chefe de soluções globais para anúncios da OpenAI. Perguntas pessoais ou pedidos de conselho não recebem publicidade.

Cada usuário pode gerenciar ou apagar as sugestões personalizadas nos ajustes da conta. A OpenAI diz não compartilhar detalhes das conversas com anunciantes.

anúncio chatgpt

O que muda quando a publicidade entende sua intenção

A diferença em relação ao modelo de publicidade digital tradicional está na forma como a informação chega até a plataforma. Em vez de cruzar histórico de navegação e perfil de interesses, o ChatGPT recebe uma descrição direta do que a pessoa busca naquele momento.

O VP regional de growth para a América Latina da Adlook, Bruno Belardo, resume essa mudança como uma passagem de perfil para intenção:

"A grande sacada da publicidade era tentar encontrar quem é aquela pessoa. Agora ela começa a entender o que você quer naquele momento".

Para o executivo, uma pessoa pode se interessar por carros durante anos e, ainda assim, pesquisar financiamento, seguro ou revisão apenas em momentos pontuais. "Não basta saber quem é o usuário, e sim é preciso entender em que momento ele está ali na jornada", diz Belardo.

Essa lógica também altera o valor de cada anúncio. Belardo avalia que anunciar em uma plataforma capaz de entregar publicidade para o público certo tende a custar mais caro que os formatos tradicionais, embora não substitua canais de massa usados para lançamentos e construção de marca.

Esse mesmo nível de contexto cria um risco. Um anúncio de tênis de corrida logo após uma pergunta sobre o assunto pode soar útil para um usuário e invasivo para outro, que sente a conversa mais próxima de uma vitrine do que de uma interação de confiança.

Belardo reconhece essa tensão. Segundo ele, anúncios muito contextualizados tendem a ser mais relevantes, mas correm o risco de parecer roteirizados para empurrar uma venda, o que pode incomodar parte dos usuários.

Confiança como ativo da plataforma

A percepção do usuário sobre porque um produto apareceu na tela é o ponto central da discussão. Quando alguém pergunta qual celular comprar e recebe uma resposta seguida de um anúncio, a dúvida sobre a origem da recomendação surge de forma natural.

"A confiança vai ser o principal ativo dessa plataforma", avalia Belardo. Ele lembra que o Google não perdeu credibilidade ao inserir anúncios nos resultados de busca, e sim quando parte dessa publicidade passou a ocupar posições melhores que o conteúdo orgânico.

A OpenAI sustenta que os anúncios não influenciam o conteúdo produzido pelo modelo e mantém a separação visual entre resposta e publicidade como principal garantia dessa distinção.

Impacto na forma como o brasileiro compra

A publicidade tradicional costuma interromper uma atividade em andamento, como um vídeo, uma matéria ou a navegação em uma rede social. No ChatGPT, a lógica se inverte: o usuário expressa uma intenção de compra e a publicidade aparece dentro desse contexto específico.

Para Belardo, essa mudança exige que as campanhas deixem de interromper a experiência e passem a complementá-la.

Ele defende que o novo formato deve funcionar ao lado de outros canais de mídia, sem substituir buscadores, redes sociais ou publicidade tradicional.

Leia mais sobre a chegada da operação da OpenAI no Brasil.

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Trend de direção perigosa no TikTok deixa 7 mortos no Reino Unido

O governo do Reino Unido cobrou nesta segunda-feira (24) que o TikTok e outras redes sociais removam vídeos que exaltam a direção perigosa, especialmente manobras na contramão. O pedido veio depois de um acidente que matou dois policiais e cinco jovens em uma rodovia próxima a Middlesbrough, no nordeste da Inglaterra, no fim de semana.

As autoridades britânicas também exigiram que as plataformas impeçam que esse tipo de conteúdo seja impulsionado pelos próprios algoritmos.

O caso se soma a uma sequência de mortes ligadas a uma tendência que ganhou força nas redes neste ano. Grupos de jovens, majoritariamente homens, gravam vídeos dirigindo na contramão de rodovias e publicam o material online, muitas vezes com foco em gerar visualizações e engajamento.

O acidente em Middlesbrough

Os policiais Matthew Blades, de 37 anos, e Tom Clough, de 38, morreram no sábado (22) quando um Volkswagen Passat atingiu a viatura em que estavam. Os cinco ocupantes do outro carro, com idades entre 17 e 23 anos, também morreram no local.

Uma conta no TikTok que se acredita pertencer a um dos jovens mortos havia publicado anteriormente vídeos de direção perigosa, incluindo uma perseguição policial registrada em março de 2025 e uma cena que mostra o velocímetro marcando 160 km/h, segundo a BBC. O perfil foi excluído após o acidente.

A Polícia de Cleveland, responsável pela investigação, afirmou não haver evidências de que a filmagem das atividades ocorridas na noite de sexta-feira (21) e na madrugada de sábado tivesse como objetivo a publicação no TikTok. A corporação prendeu 12 pessoas em uma apuração sobre atividades criminosas anteriores ao acidente, entre elas relatos de veículos "batendo em propriedades".

Pressão do governo britânico

O ministro da Defesa, Luke Pollard, disse à BBC que o governo já havia notificado as plataformas para que retirassem conteúdos que celebram comportamentos perigosos nas estradas. Segundo ele, as empresas sabem exatamente quais conteúdos circulam em seus sites e como funcionam seus próprios algoritmos.

Pollard afirmou que as redes também têm ciência de que usuários publicam esses vídeos em busca de visualizações e, em alguns casos, de retorno financeiro, o que cria um incentivo para a produção de conteúdo cada vez mais extremo. O primeiro-ministro Andy Burnham classificou como "verdadeiramente repreensível" o compartilhamento de imagens que glorificam a direção perigosa.

O governo declarou apoio à Ofcom, agência reguladora de mídia do país, para agir contra plataformas que descumpram obrigações legais previstas na lei de segurança on-line britânica. Pela legislação, cabe às próprias empresas avaliar denúncias e aplicar suas regras internas, já que os vídeos não são necessariamente ilegais por si só.

O TikTok informou que suas políticas proíbem conteúdos capazes de causar danos físicos significativos, incluindo direção perigosa, e que remove ativamente perfis que violam essas regras. Entre janeiro e março deste ano, 99,1% dos conteúdos removidos por violação às políticas contra comportamento violento e criminoso foram retirados antes de qualquer denúncia de usuários, segundo a empresa.

TikTok app

Irlanda já registrava mortes pela mesma tendência

O Reino Unido não é o primeiro país afetado. No início de agosto, cinco adolescentes morreram na Irlanda depois que um carro trafegou na contramão de uma rodovia no condado de Kildare e colidiu de frente com outro veículo. Quatro pessoas do segundo carro ficaram feridas, entre elas um menino de sete anos que seguia para um casamento na família.

Três dos cinco jovens mortos eram conhecidos da Tusla, agência irlandesa de proteção à infância e à família. Um comitê parlamentar convidou o TikTok para explicar como a plataforma lida com esse tipo de conteúdo, mas a empresa recusou a participação, alegando investigação policial em andamento e apuração paralela do órgão regulador de mídia do país. O presidente do comitê, Alan Kelly, chamou a recusa de "um tapa na cara" do público irlandês.

Segundo a emissora RTÉ, a Irlanda registrou 62 casos de condutores na contramão em rodovias neste ano, alta de 32% em relação ao mesmo período de 2025.

O TikTok já havia sido alvo de sanções no Brasil por outro motivo. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicou à empresa uma multa de R$ 153,7 milhões nesta terça-feira (25), em um caso relacionado ao tratamento de dados de usuários no país.

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iPhone: veja como funciona e como usar a transmissão de vídeo para o 190

A Apple liberou nesta segunda-feira (24) o Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência para iPhones no Brasil. O recurso permite que atendentes do 190 recebam imagens em tempo real de quem faz a ligação, direto da câmera do aparelho, durante uma ocorrência policial.

A funcionalidade já existia nos Estados Unidos desde o lançamento do iOS 18, em 2024.

A chegada ao país vem de uma parceria entre a Apple e a RapidSOS, empresa americana especializada em conectar dados de dispositivos móveis a centrais de emergência.

Como funciona o compartilhamento de câmera

O processo não parte do usuário. Durante a chamada para o 190, cabe ao atendente avaliar se as imagens ajudariam a entender a situação e enviar um pedido de compartilhamento ao iPhone de quem ligou.

A pessoa recebe um aviso na tela com três opções:

  • "Compartilhar": ativa a câmera traseira ou frontal e inicia a transmissão ao vivo;

  • "Escolher": permite enviar fotos ou vídeos já salvos na galeria do aparelho;

  • "Agora Não": recusa o pedido.

A transmissão pode ser pausada ou interrompida pelo usuário a qualquer momento. Segundo a Apple, o tráfego de dados é criptografado por padrão, embora os serviços de emergência possam manter uma cópia do material recebido.

O recurso funciona em iPhone 14 ou modelos mais recentes. Não é necessário ativar nada com antecedência, já que o compartilhamento só é acionado se o atendente solicitar as imagens durante uma chamada real.

Como deixar o SOS de Emergência configurado

Para preparar o aparelho antes de uma emergência, o caminho é acessar Ajustes, depois SOS de Emergência. Dali, dá para ativar a opção "Pressionar 5 Vezes para Ligar", que inicia uma contagem regressiva e aciona a chamada automaticamente.

Outra forma de ligar rapidamente é manter pressionados o botão lateral e um dos botões de volume ao mesmo tempo. Nenhuma dessas configurações libera o vídeo por conta própria, esse envio depende sempre da solicitação do atendente durante a ligação.

iphone SOS

Diferença em relação ao SOS via satélite

O novo recurso não deve ser confundido com o SOS de Emergência via satélite, pensado para pedir socorro em áreas sem sinal de celular ou Wi-Fi. Essa outra ferramenta segue indisponível no Brasil, já que depende de acordos regulatórios com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que a Apple ainda não fechou.

O Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência, por sua vez, trafega pela rede de dados móveis da operadora ou por uma conexão Wi-Fi ativa durante uma ligação de emergência tradicional. Por isso, pôde ser ativado sem essa barreira regulatória.

Adoção varia de cidade para cidade

Do lado das autoridades, a operação depende dos módulos do sistema UNITE, da RapidSOS, responsáveis por processar as imagens e exibi-las nos Centros de Comunicação de Emergência. Cada Centro de Operações da Polícia Militar (Cecopom) precisa aderir à tecnologia para que o recurso funcione na prática.

A adoção, portanto, deve acontecer de forma gradual, variando de estado para estado conforme as centrais integrem os painéis de recebimento de vídeo aos próprios sistemas. A RapidSOS afirma que a ferramenta já está incorporada sem custo adicional às centrais que utilizam sua plataforma, mas isso não garante ativação imediata em todo o território.

A empresa opera no Brasil desde 2023, quando forneceu a infraestrutura para a integração entre o aplicativo da Uber e o 190 no Rio de Janeiro. Naquela parceria, dados de viagens, placa do veículo e localização do motorista passaram a ser enviados à central policial em caso de acionamento pelo app.

Confira no Canaltech 5 passos para proteger seu iPhone antigo de ataques de segurança.

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