Pesquisadores da Group-IBapontaram a existência de um novo malware para macOS chamado ClickLock Stealer, que usa uma falsa verificação da Cloudflare para enganar os usuários, roubando dados sensíveis.
Mirando usuários na Itália, nos Estados Unidos, na Jordânia e no Reino Unido, os criminosos iniciam o ataque simulando uma verificação de CAPTCHA da Cloudflare e, na sequência, convencem a vítima a copiar e colar um comando no Terminal do Mac.
Após a execução, o malware é instalado enquanto exibe uma falsa tela de progresso. Se o usuário optar por tentar interromper a instalação ou não seguir de alguma forma com o processo, ele fecha todos os aplicativos visíveis, deixando apenas uma janela para inserir a senha do macOS. O ciclo de insistência do software pode passar dos 3 dias (algo em torno de 83 horas, segundo o estudo).
Depois de instalado, o malware começa a coletar senhas de navegadores, extensões de carteiras de criptomoedas, arquivos de carteiras digitais, dados de gerenciadores de senhas e outras informações comprometedoras.
Segundo os especialistas, o ClickLock Stealer começou a ser distribuído em maio passado, passando despercebido por todos os mecanismos de pesquisa até recentemente. Ele foi identificado em 33 países, em sua maioria europeus, sem veiculação a algum grupo de crime cibernético, distribuído muito possivelmente por uma campanha de engenharia social do tipo ClickFix.
O estudo recomenda aos usuários que nunca colem comandos de websites no Terminal, independentemente de como a página se parece ou do que ela alega fazer, e a nunca entregar a sua senha a espaços extraoficiais (como comandos) — caso você perceba que a execução de outros aplicativos está sendo encerrada. Se você desconfiar que a sua máquina foi infectada com o malware, revogue as sessões dos seus navegadores e altere todas as credenciais potencialmente comprometidas.
A Apple e o Google foram intimados por um procurador de San Francisco a remover aplicativos que gerem imagens de nudez não consensuais.
As notificações extrajudiciais foram enviadas pelo procurador David Chiu, que exigiu a remoção de 13 aplicativos de troca de rostos (face swap) os quais permitem que usuários criem imagens de nudez sem o consentimento das pessoas envolvidas, com o auxílio da inteligência artificial (IA). Ele solicitou ainda o rompimento das relações comerciais com os desenvolvedores desses apps.
Chiu comentou o conflito com esse segmento de apps e a problemática da relação desses aplicativos com grandes empresas de tecnologia:
Gerar imagens íntimas não consensuais é ilegal, prejudicial e completamente inaceitável. […] Essas empresas têm a responsabilidade de garantir que os aplicativos em suas plataformas não facilitem abuso sexual. […] O fato de algumas das maiores e mais consolidadas empresas de tecnologia do mundo estarem facilitando isso precisa acabar.
Pesquisadores das universidades de Cornell e Georgetown descobriram que, de 155 apps de criação de deepfakes, 70% deles permitiam gerar conteúdos com nudez sem quaisquer restrições — demonstrando que mesmo os apps que não são promovidos como tal não impedem práticas criminosas. Uma investigação da Tech Transparency Project (TTP) revelou números parecidos.
A Apple possui um histórico delicado com o tema: embora esses estudos apontem leniência com a existência desse tipo de ferramenta na App Store, a Maçã possui um rastro de combate a esse tipo de prática — ainda que sob pressão governamental —, a exemplo da ameaça de remoção do X em meio à polêmica com a geração de imagens de nudez com o auxílio do Grok.
Representando o Google, Dan Jackson afirmou que centenas desses aplicativos foram excluídos da loja do Android:
O Google Play não permite aplicativos que contenham conteúdo sexual, e tomamos continuamente medidas proativas para detectar e remover apps com conteúdo prejudicial. […] Quando recebemos denúncias, investigamos e agimos rapidamente, o que, nesses casos, incluiu suspender centenas de aplicativos que violavam nossas políticas e restringir termos de busca relacionados, como “nudify”, em nossa loja.
A Apple, por sua vez, optou por não comentar o caso.
a responsabilidade da Cibersegurança não pode continuar fechada no IT. Já não é apenas um tema tecnológico; é uma responsabilidade organizacional que exige envolvimento da gestão e capacidade de traduzir risco para a linguagem da decisão, avisa David Grave.
Owen Flowers, de 18 anos, e Thalha Jubair, de 20, atacaram a Transport for London em 2024, quando ainda eram menores, como membros do coletivo criminoso Scattered Spider, o mesmo grupo ligado aos ataques à Marks & Spencer e ao Co-op. O hack custou 39 milhões de libras e expôs os dados de milhões de clientes.
Entre as novidades anunciadas pela OpenAI e pela Meta estão mais controlos para os pais, mecanismos de segurança reforçados e ferramentas concebidas para adaptar a experiência aos utilizadores mais jovens.
Um novo relatório da Sophos indica que 79% dos ataques de ransomware têm agora origem em dados de acesso comprometidos. As vulnerabilidades deixaram de ser a principal arma usada pelos hackers.
Entrou hoje em vigor o Regulamento do Regime Jurídico da Cibersegurança que dá início à contagem de prazos para as medidas de cibersegurança que decorrem da transposição da NIS2. A plataforma de registo MyCiber já está disponível e há prazos curtos a cumprir.
Segundo um relatório da Kaspersky, as burlas mais comuns nas aplicações de mensagens em Portugal incluem falsas entregas de encomendas, assim como esquemas de investimento e fraudes românticas.
Um novo relatório da Comissão Europeia revela que 96,8% dos lares europeus têm cobertura 5G básica e que a adoção de IA pelas empresas cresceu 48%. Porém, a Europa detém apenas 9% do mercado global de semicondutores e os especialistas em TIC representam metade do emprego necessário para 2030.
A MEO desenvolve e disponibiliza APIs standard de rede móvel 5G para autenticação aplicacional, prevenção de fraude e proteção de transações críticas. Esta aposta conta com a parceria da Nokia, Infobip e Aduna.
Sfere luminose con accelerazioni impossibili, un ufficiale dell'intelligence rimasto senza parole, e un documento CIA del 1952 che consigliava di "smentire" l'ipotesi extraterrestre per non creare panico. Sono alcuni dei contenuti dei file sugli UFO appena declassificati dal Pentagono — oltre 200 documenti in tre tranche. Nessuna prova di vita aliena. Ma molte domande senza risposta.
Uma investigação da Check Point revela que o setor da hotelaria e turismo enfrentam em média 2.291 ciberataques semanais por organização, com criminosos a explorar a época alta de férias para campanhas de phishing que imitam marcas como Booking.com, Airbnb e Skyscanner.
Segundo a Comissão Europeia, a decisão reflete a estreita cooperação com a Ucrânia, além de se alinhar com a estratégia digital da União Europeia e de fazer parte dos esforços para reforçar as capacidades de resposta a ciberameaças.
Este ano, a conferência C-DAYS tem como tema central as mudanças que o novo Regime Jurídico da Cibersegurança traz, com o objetivo de apoiar a adaptação ao novo enquadramento legal, avança o CNCS.
Archaeologists have discovered an unusual artifact they say could represent the earliest known use of written numbers ever discovered in Mesoamerica.
The curious clay figurine features eleven small dots carved into its surface, appearing in three columns. Although its exact purpose remains unclear, researchers who report the discovery in Latin American Antiquity believe it could be one of the oldest examples of graphic notation that may have been used for rudimentary calculation or some similar purpose, dating to as far back as around 750 B.C.
Significantly, the researchers behind the recent study argue that this earliest known evidence of numerical writing could offer clues to “the relationship between numeration, bodies, and identity in ancient Mesoamerican worldviews.”
The Enigma of the Tab Figurines
The figurine, roughly the size and shape of a small television remote, was unearthed at an ancient Mesoamerican site located along Guatemala’s Pacific coast, known as La Blanca. It is among a group of similar artifacts archaeologists call tab figurines, and hundreds of these mysterious relics are known from past discoveries at the site.
Named for their unusual slab-like appearance, these figurines also bear anthropomorphic qualities, which include depictions of jewelry and other ornamentation, although the tab figurines do not directly resemble human heads beyond the presence of such ornaments.
A Remarkable Discovery at Ancient La Blanca
While similar past discoveries recognized as tab figurines have been made at La Blanca, the presence of dots appearing in columns makes this one very unique and presents a novel possibility: that the impressions on the statuette may not have been purely decorative.
“The ordered dots on the La Blanca tab figurine’s headdress, of course, raise more questions than they answer,” write authors Julia Guernsey, Stephanie M. Strauss, and Michael Love in their recent study. “This is often the case with unique examples such as this, which cannot be better contextualized within a larger grouping of like objects from La Blanca or elsewhere.”
The ceramic “tab” figurine with headdress band and potential dot numeration from the Joyas Group at the archaeological site of La Blanca, Guatemala, alongside an artistic rendering of the artifact by Julia Guernsey (Image Credit: J. Guernsey/South American Antiquity)
“Although one might be inclined to dismiss the La Blanca figurine as a curiosity or an isolated addendum to the complicated history of first writing in Mesoamerica,” the authors go on to note, “we believe that it merits this thorough discussion.”
Clues to Unraveling a Mesoamerican Mystery
A clue to the artifact’s purpose may arise from the association between tab figurines and the human head, a region of the body that is traditionally associated with individual identity. This is significant, since archaeologists recognize a potential link between numbers and individual identity in the world of ancient Mesoamerica.
Based on existing archaeological knowledge from the region, it is known that experimentation with numbers had already begun around the time the artifact is believed to have been made. One well-characterized numerical system is known as the dot-and-bar system, which, as the name implies, relies on dots and bars to convey figures of one and five units, respectively.
“In the Mixtec and Aztec codices, one easily becomes accustomed to reading even long strings of single dots and quickly approximating their quantity, a visuo-summation process known as subitizing,” the authors write.
“And no matter what form Mesoamerican numerals took, the vigesimal system was rooted in metaphors/mnemonics of the body: specifically, 10 fingers and 10 toes and concepts of personhood anchored to the number 20,” they add.
Also of significance is the K’iche’ word for person, winik, which is the same word used for the number 20, and for a simple reason: it refers to the ten fingers and ten toes of the human body.
Connections to Mesoamerican Personhood Concepts
Although the connections between the unique figurine unearthed at La Blanca and existing knowledge of Mesoamerican number systems are compelling, the researchers caution against interpreting the artifact solely through the lens of later Mesoamerican writing systems. One main reason why is that scholars think there probably wasn’t ever any single method for recording numbers across the region.
Still, the artifact nonetheless joins a growing body of evidence that could point to the fact that the inhabitants of La Blanca were experimenting with symbolic communication, and at a time centuries before fully developed writing systems emerged in the region.
While the exact meaning of the dots on the statuette remains unknown, the researchers behind the study make a compelling case for why the markings may have represented a name, a date, or another personal identifier. If correct, the placement of the dots may hint at an early connection between numeration, identity, and social expression during a period when some of Mesoamerica’s first urban communities were taking shape.
“Yet a question remains as to whether the identity expressed by the La Blanca tab figurine with its 11 dots was human, supernatural, or a combination thereof,” the authors concede, although concluding that their assessment of the artifact strongly points to the known associations between time, numbers, and the concept of personhood as envisioned in the minds of ancient Mesoamericans.
“Early Mesoamerican conceptualizations of time and the nature of being, perhaps, were not so very different from those of Aristotle for whom Paul Ricoeur noted, ‘Being in time [meant] more than existing when time exists. It [meant] ‘being in number.’”
Micah Hanks is the Editor-in-Chief and Co-Founder of The Debrief. A longtime reporter on science, defense, and technology with a focus on space and astronomy, he can be reached atmicah@thedebrief.org. Follow him on X @MicahHanks, and at micahhanks.com.