Na China, marcas como Huawei, Xiaomi, Honor e Vivo já disputam um mercado onde os dobráveis estão longe de ser uma novidade. Para o iPhone Duo, o desafio será diferenciar-se das rivais e transformar a dimensão do ecossistema da Apple numa vantagem, sobretudo através das aplicações, apontam os analistas da Omdia.
A Apple chega aos dobráveis anos depois da Samsung, Huawei e outras fabricantes, mas pode ter um impacto maior no segmento, afirma Francisco Jerónimo. O iPhone Duo traz novos desafios e poderá acelerar a adoção do formato, beneficiando também as rivais, indica o analista em entrevista ao TEK Notícias.
A revelação do iPhone Duo, o primeiro smartphone dobrável da empresa da maçã, foi um dos pontos altos do mais recente Apple Event. A ele juntam-se os novos iPhone 18 Pro e Pro Max, com subidas de preço, além de novidades nos auriculares e smartwatches.
Faltam poucas horas para o evento especial “Surprise and shine”, no qual a Apple deverá apresentar oficialmente seu primeiro iPhone dobrável — chamado nos rumores mais recentes de “iPhone Duo”, embora parte da imprensa ainda trate o produto como “iPhone Ultra”. E, no momento em que todos os olhos se voltam para Cupertino, um executivo da Samsung aproveitou para dar uma “dica” pública à concorrente.
Em entrevista à revista WIRED, Hee-Cheul Moon, chefe do grupo de P&D Mecânico Avançado da Samsung, afirmou que a chegada da Apple ao mercado de dobráveis é vista com bons olhos internamente — e até como uma validação do trabalho que a companhia coreana vem fazendo há sete anos nessa categoria.
Ao ser questionado sobre o que diria à Apple antes da estreia do rival, Moon foi direto: “A chave para entregar o maior valor ao cliente nesse mercado é o peso do aparelho.” E completou dizendo que essa não é uma equação simples de resolver.
Segundo estimativas, o dobrável da Apple deverá pesar entre 230 e 241 gramas — mais que o iPhone 17 Pro Max (233g) e bem acima dos 201g do Galaxy Z Fold8, o modelo mais leve já lançado pela Samsung na linha principal. Para chegar a esse número, a empresa afirma ter revisado cerca de 270 componentes e mais de 180 peças auxiliares do aparelho, eliminando 15 delas, redesenhando a placa de circuito interna e usinando a placa de suporte da tela a cerca de 0,2mm de espessura — mudança viabilizada por um novo filme de liga de titânio, batizado de “Flex Titanium”, que a Samsung diz ajudar a manter a tela mais plana e a conter o avanço do vinco ao longo do tempo.
Resta saber se a Apple — que, ao que tudo indica, investiu pesado no desenvolvimento da dobradiça do “iPhone Duo” — conseguirá equilibrar a robustez buscada com um peso mais competitivo, ou se o “conselho” da Samsung vai se confirmar como o principal ponto fraco do novo aparelho.
A sul-coreana também postou um vídeo intitulado “Welcome to Foldables” (“Bem-vinda aos Dobráveis”), provavelmente como forma de provocação à Apple:
A resposta, pelo menos para boa parte dessas dúvidas, virá já nas próximas horas.
De acordo com as previsões da IDC, o iPhone Ultra pode dar um novo impulso ao mercado dos dobráveis. Com um equipamento de preço elevado, a empresa poderá assumir rapidamente uma posição de liderança nas receitas e ser responsável pela maior parte do crescimento do mercado.
Além de uma câmara principal de 200 MP e de uma telefoto periscópica ZEISS APO, o dobrável Vivo X Fold 6 será compatível com um teleconversor, que permite alcançar uma distância focal equivalente até 200 mm.