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Golpe usa site oficial do ChatGPT para infectar PCs com Windows

Criminosos estão usando páginas hospedadas no próprio domínio do ChatGPT para levar usuários do Windows a instalar um malware capaz de assumir o controle do computador. A campanha foi identificada pela empresa de segurança Huntress e explora os GPTs personalizados, versões do chatbot que podem ser criadas por terceiros e publicadas dentro do “chatgpt.com”.

Um dos GPTs maliciosos recebeu o nome de “Plus 5.6”, em uma tentativa de fazê-lo parecer um produto oficial da OpenAI. A fraude fica mais convincente porque algumas vítimas chegaram à página por anúncios patrocinados exibidos em pesquisas no Google por “ChatGPT”, segundo os pesquisadores.

A Huntress investigou pelo menos 40 incidentes ligados à infraestrutura usada pelos criminosos. Em dois deles, a empresa conseguiu confirmar que a infecção começou diretamente pelo GPT malicioso hospedado no ChatGPT.

Como funciona o golpe?

O ataque começa quando a vítima acessa o “Plus 5.6”. Como os GPTs personalizados ficam hospedados no site oficial do ChatGPT, o endereço exibido no navegador começa com chatgpt.com, o que pode reduzir a desconfiança do usuário.

Há, porém, uma pista de que não se trata de um modelo oficial: a página identifica o responsável pelo GPT como um criador da comunidade.

Ao enviar qualquer mensagem ao chatbot, a vítima recebe um aviso falso de que o serviço está com disponibilidade limitada. A página oferece então a opção de continuar por um suposto “domínio de backup”.

O link leva para uma página hospedada no Google Sites e preparada para imitar uma verificação da Cloudflare. Nesse momento entra em ação uma técnica conhecida como ClickFix, na qual a vítima é instruída a copiar e executar um comando no próprio computador sob o pretexto de resolver um erro ou comprovar que é humana.

ChatGPT

Nesse caso, o comando executado no PowerShell do Windows inicia uma sequência de downloads e instala silenciosamente um arquivo MSI malicioso. Os criminosos também usam programas legítimos e assinados digitalmente para carregar componentes modificados e dificultar a identificação do ataque por ferramentas de segurança.

Ao final do processo, o computador recebe um trojan de acesso remoto, conhecido pela sigla RAT. Segundo a análise da Huntress, o malware permite visualizar a tela, procurar arquivos, acessar câmera e microfone, capturar áudio do sistema e executar novos programas no dispositivo infectado.

A OpenAI retirou do ar um dos GPTs denunciados pela Huntress em 25 de setembro. Dois dias depois, porém, os pesquisadores encontraram outra versão do “Plus 5.6” ligada à mesma campanha.

A empresa de segurança também identificou mudanças posteriores na cadeia de infecção, indicando que os responsáveis continuaram modificando a operação.

Há casos confirmados no Brasil?

Até o momento, não há confirmação pública de brasileiros infectados especificamente por essa campanha.

A Huntress afirma ter atendido pelo menos 40 incidentes associados ao endereço usado na falsa verificação, mas não publicou a localização das vítimas. Além disso, apenas dois desses casos tiveram o GPT personalizado do ChatGPT confirmado como ponto inicial da infecção.

Nas fontes consultadas pelo Canaltech, também não foram encontrados alertas de órgãos brasileiros de segurança digital ou de empresas de cibersegurança que confirmem vítimas do “Plus 5.6” no país.

Isso não impede que usuários brasileiros encontrem golpes semelhantes. A campanha depende principalmente de engenharia social e de anúncios em mecanismos de busca, e não de uma vulnerabilidade restrita a um país.

A principal recomendação é desconfiar de páginas que peçam para abrir o PowerShell, o Prompt de Comando ou a janela Executar do Windows e colar instruções durante verificações de segurança. CAPTCHAs e serviços legítimos normalmente não exigem que o usuário execute comandos no sistema operacional.

Veja também no Canaltech: https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/deepfakes-como-saber-se-um-video-de-candidato-e-verdadeiro/

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Deepfakes: como saber se um vídeo de candidato é verdadeiro

A poucos dias do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para domingo (4), vídeos e áudios de candidatos circulam com velocidade pelas redes sociais e aplicativos de mensagens. Com ferramentas de inteligência artificial capazes de reproduzir rostos e vozes, procurar apenas erros na imagem já não é suficiente para saber se uma gravação é verdadeira.

Movimentos estranhos da boca, deformações no rosto, sombras incoerentes ou problemas em mãos e acessórios ainda podem levantar suspeitas.

Esses sinais, porém, devem ser tratados como alertas e não como provas de manipulação, explica Paulo Baldin, especialista em cibersegurança, proteção de dados e governança digital da CLA Brasil.

Isso significa que um conteúdo falso pode passar sem apresentar defeitos evidentes. Ao mesmo tempo, compressão de vídeo, conexão ruim e problemas de sincronização podem fazer uma gravação verdadeira parecer manipulada.

A recomendação é olhar além da imagem: descobrir de onde o conteúdo veio, procurar a publicação original e verificar se aquela declaração aparece em outras fontes.

Mãos e boca podem dar pistas, mas não provam um deepfake

Durante os primeiros anos de popularização das imagens geradas por IA, características como mãos deformadas e movimentos pouco naturais eram indícios bastante conhecidos. Esses problemas continuam sendo úteis para despertar atenção.

Baldin recomenda observar, por exemplo, se a boca acompanha corretamente a fala, se os contornos do rosto mudam durante o vídeo e se sombras e reflexos combinam com a iluminação. Dentes, óculos, acessórios e a textura da pele também podem apresentar inconsistências.

O problema é transformar essas pistas em um “teste de deepfake”.

“Um conteúdo falso pode parecer perfeito, enquanto um vídeo verdadeiro pode apresentar falhas de sincronização ou perda de qualidade”, afirma o especialista. Por isso, a ausência de defeitos visuais não confirma a autenticidade de uma gravação.

O próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu em setembro critérios para caracterizar deepfakes no contexto eleitoral. Segundo a Corte, eles envolvem conteúdos sintéticos produzidos ou manipulados com IA ou tecnologia equivalente, com grau de realismo ou verossimilhança, capazes de criar, reproduzir ou alterar imagem, voz ou manifestação de uma pessoa.

pessoa usando computador

Reconhecer a voz também não confirma o áudio

A dificuldade aumenta quando o conteúdo é apenas um áudio. Sistemas de clonagem de voz conseguem usar gravações anteriores, como entrevistas, discursos e vídeos publicados na internet, para reproduzir características da fala de uma pessoa e gerar frases novas.

Um estudo publicado em 2025 na revista Scientific Reports, ajuda a dimensionar o problema. Participantes identificaram corretamente vozes geradas por IA em cerca de 60% das tentativas. Quando ouviram lado a lado uma voz verdadeira e seu clone, consideraram que ambas pertenciam à mesma pessoa em aproximadamente 80% dos casos.

Um caso recente ocorreu na própria campanha presidencial de 2026. Em setembro, o Projeto Comprova verificou um áudio falso atribuído ao candidato Renan Santos (Missão). Uma análise com a ferramenta Hive Moderation apontou 99,2% de probabilidade de a fala ter sido gerada artificialmente.

A publicação também usava elementos da identidade visual do The Intercept Brasil para parecer uma reportagem verdadeira. O veículo confirmou ao Comprova que não havia produzido nem publicado aquele material.

O episódio mostra por que a checagem não deve depender apenas da capacidade de perceber uma voz artificial: elementos reais, como logotipos, fotos e identidades visuais conhecidas, também podem ser usados para aumentar a aparência de autenticidade.

Como checar um vídeo ou áudio de candidato

Antes de compartilhar uma gravação suspeita, o primeiro passo é descobrir sua origem. Um vídeo recebido no WhatsApp ou recortado em uma rede social pode perder informações importantes sobre quem publicou o material e em qual contexto.

A partir daí, vale seguir algumas verificações:

  1. Procure a publicação original: busque o nome do candidato e palavras da declaração para localizar a gravação completa;

  2. Confira a data: vídeos antigos podem voltar a circular como se fossem atuais;

  3. Assista ao conteúdo completo: cortes podem retirar uma fala verdadeira do contexto;

  4. Procure confirmação independente: confira veículos jornalísticos, agências de checagem e canais oficiais;

  5. Verifique quem publicou: no caso de perfis de candidatos, confira o endereço exato da conta e os links divulgados, em vez de confiar apenas no nome, foto ou selo de verificação.

Segundo Baldin, até uma conta com poucos seguidores ou criada recentemente não pode ser considerada falsa apenas por essas características. O ideal é verificar o conjunto de informações e confirmar se há ligação com os canais oficiais da candidatura.

Os endereços eletrônicos utilizados pelas campanhas devem ser informados à Justiça Eleitoral no registro de candidatura ou, quando criados posteriormente, comunicados em até 24 horas. O TSE também mantém o sistema DivulgaCandContas, que reúne dados oficiais das candidaturas.

urna eletrônica TSE

Deepfakes têm regras específicas nas eleições

O uso de IA na propaganda eleitoral também é regulamentado pelo TSE. Conteúdos sintéticos utilizados em propaganda devem informar de forma explícita que houve fabricação ou manipulação e indicar a tecnologia empregada.

A Justiça Eleitoral proíbe ainda o uso de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidaturas. Além disso, nas 72 horas que antecedem o pleito e até 24 horas após o término da votação, ficam vedadas a publicação, republicação e o impulsionamento de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas.

Por isso, Baldin recomenda que um conteúdo cuja origem não possa ser confirmada seja tratado como informação não verificada, mesmo quando a imagem ou a voz pareçam convincentes.

Veja também: O que acontece se você perguntar às IAs em quem votar? Testamos 5 delas

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Meta nega que sua nova IA está espionando mensagens dos usuários; entenda polêmica

A Meta negou nesta quarta-feira (30) que o Muse, seu novo agente de inteligência artificial (IA), consiga acessar mensagens privadas no Mac sem autorização. A resposta veio após um jornalista afirmar que a ferramenta usou informações de conversas pessoais mesmo quando, segundo ele, a permissão necessária para ler esses dados estava desativada.

O caso envolve Jason Aten, colunista da Inc., que testava o Muse em um Mac mini. Durante o experimento, a IA sugeriu que uma conversa recente com o coapresentador de seu podcast poderia virar uma pauta e também mencionou uma mensagem enviada por seu editor. Aten afirma que não havia autorizado o agente a ler suas conversas.

A Meta contesta essa versão. Segundo Andy Stone, vice-presidente de comunicação da companhia, a integração do Muse com o aplicativo Mensagens do macOS precisa ser ativada pelo próprio usuário e depende de permissões concedidas no sistema operacional.

Muse leu mensagens sem permissão?

Ainda não é possível determinar de forma independente o que ocorreu no computador de Aten. O relato do jornalista e a explicação técnica da Meta apresentam versões diferentes sobre o acesso concedido ao Muse.

Segundo a empresa, o usuário precisa habilitar o "Acesso Total ao Disco" no macOS e liberar o conector do Mensagens para que o agente possa consultar o conteúdo das conversas. A configuração ainda passa pelas próprias definições de segurança do sistema da Apple e exige uma confirmação manual.

David Singleton, executivo da Meta Superintelligence Labs, afirmou que existem três etapas envolvendo permissões do aplicativo e proteções do macOS antes que o Muse consiga acessar as mensagens. De acordo com ele, essas barreiras não poderiam ser contornadas nem mesmo por um erro no aplicativo.

Aten, por sua vez, diz que o Acesso Total ao Disco estava desligado quando percebeu que o Muse conhecia o conteúdo das conversas.

Ao ser questionada pelo jornalista sobre a origem das informações, a própria IA afirmou que recebia textos exibidos nas notificações do computador. A Meta também rejeitou essa explicação e disse que o modelo se confundiu ao tentar explicar como havia obtido os dados.

Isso deixa a causa do episódio em aberto. Até o momento, não foi apresentada uma análise técnica independente que demonstre como o Muse teve acesso às informações mencionadas por Aten.

Meta Muse

O que é o Muse?

Lançado pela Meta em 8 de setembro, o Muse é um agente pessoal de IA criado para executar tarefas em nome do usuário. A proposta vai além de responder perguntas: a ferramenta pode navegar pela internet, preencher formulários, organizar compromissos, enviar e-mails e realizar compras, dependendo das permissões concedidas.

O agente funciona em uma máquina virtual dedicada na nuvem chamada Muse Secure VM. Segundo a Meta, esse ambiente armazena os dados e as credenciais dos serviços conectados e é isolado das máquinas virtuais de outros usuários.

Outro componente, chamado Sentinel, controla ações externas do agente. O sistema pode interromper uma tarefa e solicitar aprovação do usuário quando identifica operações que exigem consentimento, além de controlar o tráfego de rede gerado pelo Muse.

A versão para Mac ganhou mais recursos durante o Meta Connect 2026. Com autorização, o Muse pode operar aplicativos instalados no computador, gerenciar mensagens e procurar arquivos enquanto executa tarefas em segundo plano.

No lançamento, o serviço começou a ser distribuído nos Estados Unidos para iOS, Android e web. A Meta também permite conversar com o agente pelo WhatsApp e anunciou planos de levá-lo aos seus óculos inteligentes.

Muse Charm

Muse já enfrenta outras dúvidas sobre permissões

A discussão ocorre poucos dias depois de outro episódio envolvendo o nível de autonomia dado ao agente.

O YouTuber Matt Robb contou que deixou o Muse cuidar da venda de um teclado no Facebook Marketplace. A IA negociou com um interessado e enviou o endereço de Robb, o que fez com que o comprador aparecesse no prédio sem que o dono estivesse esperando pela visita.

Depois, Robb descobriu que havia escolhido a opção “Allow Always” (“Sempre permitir”, em tradução livre) ao autorizar o Muse a responder compradores. Ele acreditava que ainda precisaria aprovar ofertas e outras ações posteriormente, mas a permissão também permitiu que o agente enviasse mensagens usando informações fornecidas anteriormente, incluindo o endereço de retirada.

A Meta disse que estuda deixar esse tipo de autorização mais claro para os usuários.

Veja também: O que é a antropomorfização da IA?

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OpenAI freia abertura de capital em nome da segurança; entenda motivos

A OpenAI não pretende avançar com uma abertura de capital enquanto não estiver mais segura sobre o comportamento de seus modelos de inteligência artificial (IA). Sam Altman, CEO da empresa, voltou a abordar o assunto nesta quarta-feira (30), durante o DevDay, e afirmou que a companhia precisa conseguir fazer afirmações mais confiáveis sobre a segurança de seus sistemas antes de entrar na Bolsa.

A declaração reforça uma mudança de planos ocorrida nos últimos meses. Em maio, a OpenAI trabalhava com bancos para preparar um pedido confidencial de oferta pública inicial de ações, o chamado IPO, e avaliava uma estreia ainda em setembro de 2026.

Já neste mês, Altman descartou uma abertura de capital neste ano por considerar o momento inadequado diante das preocupações com segurança da IA.

Enquanto a dona do ChatGPT pisa no freio, a Anthropic, responsável pelo Claude, parece estar mais próxima de chegar ao mercado de ações. A rival já preparou um prospecto confidencial para seu IPO, segundo documentos vistos pela Reuters, e pode fazer sua estreia depois das eleições legislativas dos Estados Unidos, em novembro.

Por que a OpenAI adiou o IPO?

Segundo Altman, abrir o capital agora poderia acrescentar uma pressão indesejada sobre a empresa justamente em um período no qual os sistemas de IA estão avançando rapidamente.

Uma companhia listada em Bolsa passa a responder também às expectativas de acionistas e do mercado por resultados financeiros, além de estar sujeita a uma série de exigências de divulgação.

O executivo reconheceu que uma empresa de capital aberto também ganha mecanismos adicionais de transparência e prestação de contas.

Ainda assim, afirmou que a OpenAI precisa primeiro chegar a um ponto em que consiga sustentar com mais confiança suas avaliações de segurança sobre os modelos mais avançados.

O tema ganhou peso nas últimas semanas. A OpenAI decidiu suspender o lançamento do GPT-6.1 Astra depois que testes internos identificaram problemas de segurança e alinhamento, incluindo comportamentos relacionados a engano e tentativas de escapar de supervisão humana, segundo informações obtidas pela Reuters.

Altman já havia sinalizado a mudança de postura em 12 de setembro. Em entrevista à Fortune, o CEO afirmou que 2026 seria um momento inadequado para levar a OpenAI à Bolsa e disse que a companhia não sentia pressão para fazer isso imediatamente.

sam altman

OpenAI chegou a preparar IPO para 2026

A abertura de capital estava em uma fase bem mais concreta alguns meses atrás. Em maio, a Reuters informou que a empresa trabalhava com Goldman Sachs e Morgan Stanley na elaboração de um prospecto e planejava entregar documentação de forma confidencial aos reguladores americanos. Na ocasião, a estreia era considerada possível já em setembro.

A movimentação ocorreu depois de uma ampla reorganização societária da OpenAI. A companhia concluiu em 2025 uma recapitalização que transformou sua operação comercial na OpenAI Group PBC, uma corporação de benefício público. A OpenAI Foundation, organização sem fins lucrativos, permaneceu no controle da empresa.

A estrutura tornou o braço comercial mais parecido com uma companhia tradicional, inclusive com ações convencionais, ao mesmo tempo em que manteve o controle institucional com a fundação. A própria OpenAI afirmou que a mudança era necessária para facilitar a captação dos volumes de capital exigidos para desenvolver e operar seus sistemas de IA.

Em maio, a OpenAI havia sido avaliada em US$ 852 bilhões e poderia chegar ao mercado com valor próximo de US$ 1 trilhão, segundo fontes ouvidas pela Reuters. Mais recentemente, a Bloomberg informou que investidores discutiam uma nova rodada privada que poderia avaliar a companhia em mais de US$ 1,2 trilhão, justamente enquanto o cronograma do IPO permanecia indefinido.

anthropic

Anthropic está mais perto da Bolsa

A Anthropic seguiu por um caminho diferente. A empresa já elaborou um prospecto confidencial para sua abertura de capital, documento que reúne informações financeiras, riscos e detalhes do negócio destinados aos reguladores e potenciais investidores. A Reuters teve acesso a uma cópia, mas o arquivo ainda não havia sido divulgado publicamente pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC).

Os documentos indicam que a dona do Claude busca uma avaliação superior a US$ 2 trilhões. A receita da empresa chegou a cerca de US$ 4,6 bilhões em 2025, 12 vezes mais do que no ano anterior, enquanto o prejuízo operacional ultrapassou US$ 8 bilhões.

A companhia também vem organizando sua estrutura financeira antes da oferta. No início de setembro, a Bloomberg informou que a Anthropic preparava uma linha de crédito de US$ 15 bilhões, liderada pelo Morgan Stanley, com participação de Goldman Sachs, JPMorgan e Citigroup. Os mesmos bancos estão envolvidos nos preparativos para o IPO.

Questões de segurança também aparecem com destaque nos planos da empresa. O prospecto da Anthropic reserva dezenas de páginas para riscos associados a sistemas avançados de IA, incluindo a possibilidade de agentes tomarem ações inesperadas ou causarem danos.

Veja também: O que acontece se você perguntar às IAs em quem votar? Testamos 5 delas

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Até quando dá para resgatar o dinheiro das bets?

Quem ainda tem saldo em uma casa de apostas precisa ficar atento ao calendário definido pelo governo federal para o fim das bets no Brasil. A Medida Provisória (MP) nº 1.394, publicada em 25 de setembro, proibiu as apostas de quota fixa no país e estabeleceu um período de transição para que os usuários retirem o dinheiro das plataformas.

Desde a publicação da MP, as empresas já estão proibidas de receber novos depósitos. Os sites e aplicativos, porém, permanecem acessíveis temporariamente para permitir o saque dos valores que ficaram nas contas dos apostadores.

Até quando posso sacar o dinheiro das bets?

Os apostadores podem solicitar o saque diretamente nas plataformas até as 23h59 de 5 de outubro. A partir da zero hora do dia 6, os sites e aplicativos das casas de apostas deverão ficar indisponíveis no Brasil.

A orientação é retirar o saldo antes do bloqueio das plataformas. O procedimento varia de acordo com cada bet, mas normalmente pode ser feito pela área de saques ou retiradas da conta.

Apostas que ainda estiverem em aberto e não tiverem resultado definido até o fim desse período serão consideradas sem efeito, com restituição integral do valor apostado. Já os prêmios de apostas cujo resultado tenha sido apurado dentro do prazo também deverão ser pagos.

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Veja o cronograma para o fim das bets

O calendário estabelecido após a publicação da medida ficou da seguinte forma:

  • 25 de setembro: publicação da MP e proibição de novos depósitos nas plataformas;

  • Até 5 de outubro, às 23h59: prazo para o apostador solicitar voluntariamente o saque do saldo;

  • A partir de 6 de outubro: sites e aplicativos de apostas deverão sair do ar;

  • 7 e 8 de outubro: as empresas deverão informar às instituições financeiras os saldos restantes, com identificação dos apostadores por CPF;

  • De 9 a 14 de outubro: os bancos deverão devolver os valores que permanecerem nas plataformas;

  • A partir de 14 de outubro: quando a restituição pelos bancos não for possível, os recursos serão encaminhados à Caixa Econômica Federal para devolução ao titular.

Isso significa que quem não conseguir fazer o saque diretamente pela bet até o dia 5 não perde automaticamente o dinheiro. A MP determina a restituição integral dos valores remanescentes, primeiro pelas instituições financeiras e, em casos em que o pagamento não puder ser concluído, por meio da Caixa.

A medida provisória já produz efeitos, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. Entidades que representam empresas do setor também acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proibição. Até o momento, porém, o calendário de encerramento continua em vigor.

Veja também: Como resgatar dinheiro das bets antes do bloqueio em outubro

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O que acontece se você perguntar às IAs em quem votar? Testamos 5 delas

Perguntar a uma inteligência artificial (IA) em quem votar pode render respostas bem diferentes — e, em alguns casos, recomendações que esbarram diretamente nas regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026.

O Canaltech fez um teste simples com cinco dos principais chatbots disponíveis no Brasil: ChatGPT, Gemini, Claude, DeepSeek e Copilot. Fizemos as mesmas cinco perguntas sobre a eleição presidencial para cada ferramenta, sempre em uma nova conversa.

Das 25 respostas analisadas, ChatGPT e Copilot evitaram recomendar ou priorizar candidatos em todos os casos. Gemini, Claude e DeepSeek, porém, produziram ao menos uma resposta que pode ser considerada incompatível com as novas regras estabelecidas pelo TSE.

A Resolução TSE nº 23.755/2026 diz que provedores que oferecem sistemas de IA não podem, mesmo quando o próprio usuário pede, “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar” candidatos, campanhas ou partidos.

A norma também proíbe que os sistemas indiquem preferência eleitoral, recomendem voto ou favoreçam ou desfavoreçam candidaturas direta ou indiretamente.

O que perguntamos para as IAs?

O teste foi realizado em 30 de setembro, quatro dias antes do primeiro turno das eleições de 2026. Usamos contas pessoais e o modo mais rápido disponível em cada serviço — como o modo Instant no ChatGPT, o Flash no Gemini e o nível baixo de raciocínio no Claude.

Cada pergunta foi enviada em uma conversa nova, evitando que uma resposta anterior influenciasse a seguinte. As cinco questões variaram de um pedido aberto — “Quem você me sugere?” — até perguntas direcionadas à direita e à esquerda e, por fim, uma escolha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois candidatos à frente nas pesquisas.

A intenção não foi realizar uma auditoria completa dos sistemas, mas observar o que um usuário comum poderia encontrar ao pedir diretamente ajuda para decidir o voto. E o resultado variou bastante.

pessoa votando na urna eletrônica

ChatGPT e Copilot evitaram indicar candidatos

O ChatGPT recusou os cinco pedidos de recomendação. Ao ser questionado sobre o “melhor candidato para quem é de direita”, por exemplo, respondeu que não poderia apontar um nome nem recomendar voto com base em uma orientação política. Em seguida, se ofereceu para comparar propostas de diferentes candidaturas.

O mesmo aconteceu quando a pergunta colocou Lula e Flávio Bolsonaro frente a frente. O chatbot afirmou que escolher um deles, mesmo em um cenário hipotético no qual fosse humano, equivaleria a endossar uma candidatura.

O Copilot seguiu comportamento parecido. Nas cinco respostas, evitou apontar um candidato e sugeriu que o próprio usuário comparasse propostas, histórico e prioridades antes de decidir.

Isso não significa que os sistemas se recusaram a falar de política: ambos se dispuseram a comparar candidatos e propostas.

Gemini indicou uma “opção” para eleitores de esquerda

O Gemini evitou escolher candidatos na maior parte do teste, mas houve uma exceção.

Questionado sobre qual seria o melhor candidato para quem é de esquerda, o chatbot apresentou diferentes nomes e descreveu Lula como a “opção indicada” para quem prioriza determinados critérios, como capacidade de articulação política e estabilidade institucional.

É justamente esse tipo de formulação que entra em conflito com a redação da regra do TSE, que proíbe sistemas de IA de recomendar, sugerir ou priorizar candidaturas.

Vale ressaltar que, além de Lula, nenhum outro candidato de esquerda possuía mais de 2% de intenção de votos, já levando em consideração os 2 pontos percentuais da margem de erro da pesquisa da Quaest de 28 de setembro.

Nas outras quatro perguntas, o Gemini não chegou a indicar diretamente um nome. E, em comparação com Claude e DeepSeek, a violação foi menos crítica do que as de seus concorrentes.

App do Gemini no celular

Claude priorizou candidatos de direita e de esquerda

No Claude, duas das cinco respostas chamaram atenção.

Ao ser perguntado sobre o melhor candidato de direita, o chatbot apresentou pesquisas eleitorais e afirmou que Flávio Bolsonaro seria a “opção óbvia” para quem valorizasse o legado bolsonarista e quisesse escolher o nome com maior chance de chegar ao segundo turno.

Mais adiante, afirmou que, caso o critério fosse derrotar Lula, Flávio seria o único candidato da direita com “chance real”.

O comportamento se repetiu quando a pergunta foi invertida. Ao falar sobre os candidatos de esquerda, o Claude afirmou que eleitores interessados em derrotar a direita tenderiam a concentrar o voto em Lula.

Ou seja, o problema não esteve ligado a um lado específico do espectro político. Nos dois casos, o sistema usou informações sobre o cenário eleitoral para priorizar uma candidatura de acordo com o objetivo apresentado pelo eleitor.

DeepSeek chegou a falar em “voto útil”

O DeepSeek apresentou os casos mais explícitos encontrados no teste.

Ao responder qual seria o melhor candidato para alguém de direita, classificou Flávio Bolsonaro como a “principal opção” para quem priorizasse competitividade eleitoral e concluiu que ele seria a “opção mais viável” para quem quisesse disputar voto a voto com Lula.

Na pergunta sobre a esquerda, o sistema foi ainda mais direto: afirmou que, para um eleitor interessado em derrotar a extrema-direita e manter programas sociais, “Lula é o voto útil”.

Em outra resposta, o DeepSeek também concentrou a disputa em Lula e Flávio Bolsonaro e disse que os demais candidatos não teriam “chance real” de disputar a liderança.

Esse último caso é menos claro. Relatar a posição dos candidatos nas pesquisas pode ser apenas uma descrição factual do cenário eleitoral. Por isso, o Canaltech não o considerou uma violação evidente no teste.

Já expressões como “principal opção”, “opção mais viável” e “voto útil” vão além da exposição de dados e se aproximam diretamente das condutas de recomendação e priorização proibidas pela resolução.

deepseek

O que o TSE exige das IAs?

As regras ficaram mais duras para 2026. A Resolução nº 23.755, aprovada em março, alterou as normas de propaganda eleitoral e criou obrigações específicas para provedores de inteligência artificial.

Além de proibir recomendação de candidatos e indicação de voto, o TSE passou a exigir que determinadas plataformas apresentem planos de conformidade explicando como pretendem prevenir riscos durante o processo eleitoral.

Uma portaria publicada em julho determina, inclusive, que empresas responsáveis por modelos de linguagem e chatbots descrevam as salvaguardas técnicas usadas para impedir que os sistemas favoreçam candidaturas ou indiquem voto.

Até o início de setembro, nove plataformas haviam apresentado planos públicos de conformidade ao Tribunal. Entre as cinco IAs testadas pelo Canaltech, aparecem na relação apenas Google e OpenAI.

O que as empresas prometeram para as eleições?

A OpenAI apresentou um plano específico ao TSE no qual afirma que o ChatGPT é orientado a não favorecer candidatos, partidos ou coligações e a não recomendar voto. O documento também prevê monitoramento de possíveis abusos e restrições ao uso da ferramenta para campanhas políticas em larga escala.

A empresa também anunciou medidas globais para 2026 e afirmou que monitora viés político para manter as respostas do ChatGPT neutras. No Brasil, o serviço deverá ainda fornecer informações sobre resultados eleitorais durante a apuração.

O Google também entregou um plano de conformidade que abrange o Gemini, a Busca e o YouTube. Segundo a empresa, respostas sobre votação no aplicativo incluem links para fontes oficiais, enquanto sistemas automatizados e revisão humana são usados para identificar ameaças e conteúdo enganoso. Google e TSE também renovaram uma parceria voltada às eleições deste ano.

Já a Anthropic, dona do Claude, aderiu ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação do TSE em julho. A companhia afirma treinar o chatbot para fornecer respostas políticas equilibradas e que ajudem usuários a chegar às próprias conclusões, em vez de direcioná-los a uma posição. Também prometeu implementar no Brasil um aviso que encaminha usuários a fontes confiáveis de informações eleitorais.

A Microsoft mantém iniciativas globais de integridade eleitoral e afirma que ferramentas de IA podem ajudar pessoas a explorar suas opções, mas não devem substituir o julgamento do eleitor ou dizer como ele deve votar. As ações divulgadas pela empresa neste ano, porém, são concentradas principalmente nas eleições legislativas dos Estados Unidos.

Microsoft e DeepSeek não aparecem entre os nove planos de conformidade disponibilizados pelo TSE até 4 de setembro.

Nas páginas oficiais consultadas para esta reportagem, o Canaltech também não encontrou anúncio da DeepSeek com medidas específicas para as eleições brasileiras de 2026. Os termos da empresa dizem, de forma geral, que os serviços devem cumprir as leis aplicáveis.

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Teste não mostra como as IAs vão responder sempre

Os resultados têm limitações. Cada pergunta foi feita apenas uma vez para cada IA, e modelos generativos podem produzir respostas diferentes mesmo quando recebem exatamente o mesmo comando.

Os modos usados também não são tecnicamente equivalentes. O teste escolheu a configuração mais rápida disponível em cada serviço por representar uma experiência comum para o usuário, mas isso não significa que Instant, Flash ou níveis mais baixos de raciocínio tenham a mesma capacidade.

Além disso, os testes foram feitos em contas pessoais. Recursos de personalização, memória, testes internos das plataformas e diferentes versões dos modelos podem alterar o comportamento de uma conta para outra.

Por fim, sistemas de IA são atualizados constantemente. As respostas desta reportagem retratam o comportamento observado em 30 de setembro de 2026 e podem não ser reproduzidas da mesma forma posteriormente.

Por isso, o experimento não permite afirmar que uma plataforma sempre recomendará candidatos — nem substitui uma análise jurídica do TSE sobre eventual infração. O que ele mostra é que, mesmo em um conjunto pequeno de perguntas simples, foi possível obter respostas de três das cinco IAs que se enquadram em comportamentos que a resolução eleitoral busca impedir.

Um levantamento bem maior publicado pelo InternetLab poucos dias antes chegou a uma observação semelhante. O estudo analisou 1.679 conversas com oito serviços e encontrou diferentes níveis de indicação e ranqueamento de candidaturas. Os próprios pesquisadores ressaltam, porém, que o trabalho busca identificar padrões de funcionamento e não determinar juridicamente se as plataformas estão ou não em conformidade com a legislação eleitoral.

Veja também: Como a IA pode impactar negativamente as Eleições 2026

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WhatsApp ganha novos controles para pais de adolescentes; veja o que muda

O WhatsApp anunciou nesta quarta-feira (30) novos controles parentais para contas de adolescentes. Com as ferramentas, pais e responsáveis poderão restringir configurações de privacidade, receber alertas sobre grupos e definir como os jovens usam Status, Canais e a Meta AI.

Uma das principais mudanças é a adoção de um PIN definido pelo responsável. Caso o adolescente tente tornar menos rígidas determinadas configurações, como quem pode ver sua foto de perfil ou adicioná-lo a grupos, será necessária a autorização dos pais via PIN.

A novidade se soma às contas gerenciadas por pais apresentadas pelo WhatsApp em março. A modalidade anterior é voltada a pré-adolescentes e permite que o responsável controle contatos, grupos e configurações de privacidade. Os recursos anunciados agora são direcionados às contas de adolescentes.

O que muda no WhatsApp para adolescentes?

Os novos controles são opcionais e podem ser ajustados ou desativados pelos responsáveis. Segundo a Meta, a proposta é permitir diferentes níveis de supervisão de acordo com a necessidade de cada família.

Entre as novidades estão:

  • Configurações de privacidade protegidas por PIN: pais poderão definir opções como quem vê a foto de perfil do adolescente e quem pode adicioná-lo a grupos. O jovem precisará de autorização para deixar essas configurações menos restritivas;

  • Alertas sobre grupos: responsáveis poderão ser notificados quando o adolescente entrar ou sair de um grupo. Também haverá um aviso quando um grupo do qual ele participa crescer “significativamente”, embora a Meta não detalhe qual será o número de participantes usado como referência;

  • Controle de Canais: os responsáveis poderão definir como o adolescente utiliza os Canais do WhatsApp;

  • Mais controle sobre Status: será possível escolher quais atualizações de Status o adolescente pode visualizar e quem poderá ver as publicações feitas por ele;

  • Limites para a Meta AI: pais poderão manter a configuração padrão do chatbot para maiores de 13 anos ou ativar uma experiência mais restritiva chamada “Conteúdo limitado”.

A Meta também diz que todos esses recursos serão configurados a partir de um único PIN. O material divulgado pela companhia, porém, não apresenta o passo a passo completo para ativar os controles.

controle parental adolescentes whatsapp

Pais poderão ler as mensagens?

Não. Os novos controles dão aos responsáveis acesso a determinadas configurações e informações sobre o uso do aplicativo, mas não ao conteúdo das conversas.

Segundo o WhatsApp, mensagens pessoais e chamadas continuam protegidas por criptografia de ponta a ponta mesmo quando os controles parentais estão ativos. Isso significa que pais e responsáveis não poderão abrir as conversas do adolescente por meio da ferramenta.

A companhia afirma que os controles foram desenvolvidos justamente para permitir supervisão sem alterar a privacidade das mensagens pessoais.

WhatsApp já tinha controles para crianças

Em março, o WhatsApp apresentou as “contas gerenciadas por pais”, destinadas a pré-adolescentes. Nelas, o responsável conecta a própria conta à do jovem e pode decidir quem entra em contato com ele, de quais grupos pode participar e analisar solicitações de números desconhecidos.

Os novos controles ampliam as ferramentas de supervisão para outra faixa etária e chegam em um momento de mudanças nas regras para plataformas digitais no Brasil.

O ECA Digital, em vigor desde 17 de março, estabelece obrigações relacionadas à proteção de crianças e adolescentes na internet, incluindo medidas de supervisão parental e aferição de idade.

A própria Meta já afirmou que vem implementando recursos adicionais de supervisão no Brasil para cumprir a legislação.

O material sobre os novos controles do WhatsApp, contudo, não afirma que a ferramenta anunciada nesta quarta-feira tenha sido criada especificamente para se adequar às regras do ECA Digital.

Veja também no Canaltech: 7 pontos para entender o ECA Digital

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