Vai dar multa? ANTT inicia novos testes com radares de velocidade média
Quem pratica a velha estratégia de reduzir a velocidade quando se aproxima de um radar e volta a acelerar assim que passa o equipamento vai precisar redobrar a atenção. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou o início de projetos-piloto de testes, que fiscalizam a velocidade média dos motoristas na Ponte Anita Garibaldi (SC) e na Ponte Rio-Niterói (RJ).
Por ora, a fiscalização ocorre em caráter experimental pelo prazo inicial de 180 dias, e vai contar com pares de câmeras que calculam o tempo gasto pelo motorista para percorrer um trecho da rodovia. Se o carro chegar ao segundo ponto antes de um tempo mínimo necessário para rodar ali dentro do limite, o sistema entende que o motorista estava acima da velocidade permitida.
:quality(85)/e00a8b2c-342c-4e5a-bbcd-eb47493adda3.png)
Como os equipamentos vão ser usados em caráter educativo e técnico, não vão aplicar multas somente com base no excesso de velocidade: o Código de Trânsito Brasileiro determina, sim, penalidades para o excesso de velocidade, mas só se a ocorrência for medida por instrumentos específicos. Portanto, a fiscalização por velocidade média não tem regulamentação específica para a aplicação de multas.
Como funciona o monitoramento
Diferente das câmeras com inteligência artificial que analisam o interior da cabine, o sistema registra a placa e o horário do veículo em dois pontos da via. Na Ponte Anita Garibaldi, o trecho monitorado de 3 km na BR-101 exige um tempo mínimo de 1 minuto e 38 segundos para respeitar o limite de 110 km/h. Já no acesso à Ponte Rio-Niterói, a medição abrange 9 km.
Como a fiscalização por velocidade média ainda não pode gerar autuações no Brasil, as concessionárias ViaCosteira e Ecoponte vão repassar os relatórios de medição à ANTT para subsidiar uma futura regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Vale lembrar também que estes equipamentos são diferentes dos radares com inteligência artificial: estes analisam imagens e buscam padrões associados a infrações, como a falta do cinto de segurança. Os dispositivos para controle de velocidade, por outro lado, não precisam “enxergar” o que ocorre no interior do carro.
{{WHATSAPP_CHANNEL}}
:quality(85)/09b5b03b-9b76-4f2d-8f9b-8dc1828563a1.png)
:quality(85)/2e936c74-1474-487e-82a1-05edc40c34db.png)
:quality(85)/09129c2f-c93b-4503-a0af-5bbe8229b0d4.jpg)
:quality(85)/28282ebc-ce57-4799-864b-63450773e3bc.png)
:quality(85)/b992053a-6142-45e8-b17c-ff5d40a2d6cb.jpg)
:quality(85)/c6a6f2c8-0c26-48f4-b1f7-e45b0282fa95.png)
:quality(85)/5354bf1b-0d70-4128-ac72-5c1fd9e8facc.png)
:quality(85)/34e9275e-16be-43d5-85c6-4d16e9300de5.png)
:quality(85)/31b9c181-44ae-411c-ac0f-0a0b8431a4d8.png)
:quality(85)/68604262-87e1-43fb-8552-e566d9c573ed.png)
:quality(85)/0df28b85-a7e6-4b4f-9c98-6f1b3dda0db3.png)
:quality(85)/ec0a1a37-b268-4f07-a7fb-d0441e32bada.png)
:quality(85)/4d114c51-e05f-4fee-a17c-5178ff9b9dab.png)
:quality(85)/57457b50-cd71-48fd-bf65-39344c5e199f.png)
:quality(85)/cf3dc172-612a-48e0-822b-0eb79e27e667.png)