Criminosos estão usando páginas hospedadas no próprio domínio do ChatGPT para levar usuários do Windows a instalar um malware capaz de assumir o controle do computador. A campanha foi identificada pela empresa de segurança Huntress e explora os GPTs personalizados, versões do chatbot que podem ser criadas por terceiros e publicadas dentro do “chatgpt.com”.
Um dos GPTs maliciosos recebeu o nome de “Plus 5.6”, em uma tentativa de fazê-lo parecer um produto oficial da OpenAI. A fraude fica mais convincente porque algumas vítimas chegaram à página por anúncios patrocinados exibidos em pesquisas no Google por “ChatGPT”, segundo os pesquisadores.
A Huntress investigou pelo menos 40 incidentes ligados à infraestrutura usada pelos criminosos. Em dois deles, a empresa conseguiu confirmar que a infecção começou diretamente pelo GPT malicioso hospedado no ChatGPT.
Como funciona o golpe?
O ataque começa quando a vítima acessa o “Plus 5.6”. Como os GPTs personalizados ficam hospedados no site oficial do ChatGPT, o endereço exibido no navegador começa com chatgpt.com, o que pode reduzir a desconfiança do usuário.
Há, porém, uma pista de que não se trata de um modelo oficial: a página identifica o responsável pelo GPT como um criador da comunidade.
Ao enviar qualquer mensagem ao chatbot, a vítima recebe um aviso falso de que o serviço está com disponibilidade limitada. A página oferece então a opção de continuar por um suposto “domínio de backup”.
O link leva para uma página hospedada no Google Sites e preparada para imitar uma verificação da Cloudflare. Nesse momento entra em ação uma técnica conhecida como ClickFix, na qual a vítima é instruída a copiar e executar um comando no próprio computador sob o pretexto de resolver um erro ou comprovar que é humana.
Nesse caso, o comando executado no PowerShell do Windows inicia uma sequência de downloads e instala silenciosamente um arquivo MSI malicioso. Os criminosos também usam programas legítimos e assinados digitalmente para carregar componentes modificados e dificultar a identificação do ataque por ferramentas de segurança.
Ao final do processo, o computador recebe um trojan de acesso remoto, conhecido pela sigla RAT. Segundo a análise da Huntress, o malware permite visualizar a tela, procurar arquivos, acessar câmera e microfone, capturar áudio do sistema e executar novos programas no dispositivo infectado.
A OpenAI retirou do ar um dos GPTs denunciados pela Huntress em 25 de setembro. Dois dias depois, porém, os pesquisadores encontraram outra versão do “Plus 5.6” ligada à mesma campanha.
A empresa de segurança também identificou mudanças posteriores na cadeia de infecção, indicando que os responsáveis continuaram modificando a operação.
Há casos confirmados no Brasil?
Até o momento, não há confirmação pública de brasileiros infectados especificamente por essa campanha.
A Huntress afirma ter atendido pelo menos 40 incidentes associados ao endereço usado na falsa verificação, mas não publicou a localização das vítimas. Além disso, apenas dois desses casos tiveram o GPT personalizado do ChatGPT confirmado como ponto inicial da infecção.
Nas fontes consultadas pelo Canaltech, também não foram encontrados alertas de órgãos brasileiros de segurança digital ou de empresas de cibersegurança que confirmem vítimas do “Plus 5.6” no país.
Isso não impede que usuários brasileiros encontrem golpes semelhantes. A campanha depende principalmente de engenharia social e de anúncios em mecanismos de busca, e não de uma vulnerabilidade restrita a um país.
A principal recomendação é desconfiar de páginas que peçam para abrir o PowerShell, o Prompt de Comando ou a janela Executar do Windows e colar instruções durante verificações de segurança. CAPTCHAs e serviços legítimos normalmente não exigem que o usuário execute comandos no sistema operacional.
A poucos dias do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para domingo (4), vídeos e áudios de candidatos circulam com velocidade pelas redes sociais e aplicativos de mensagens. Com ferramentas de inteligência artificial capazes de reproduzir rostos e vozes, procurar apenas erros na imagem já não é suficiente para saber se uma gravação é verdadeira.
Movimentos estranhos da boca, deformações no rosto, sombras incoerentes ou problemas em mãos e acessórios ainda podem levantar suspeitas.
Esses sinais, porém, devem ser tratados como alertas e não como provas de manipulação, explica Paulo Baldin, especialista em cibersegurança, proteção de dados e governança digital da CLA Brasil.
Isso significa que um conteúdo falso pode passar sem apresentar defeitos evidentes. Ao mesmo tempo, compressão de vídeo, conexão ruim e problemas de sincronização podem fazer uma gravação verdadeira parecer manipulada.
A recomendação é olhar além da imagem: descobrir de onde o conteúdo veio, procurar a publicação original e verificar se aquela declaração aparece em outras fontes.
Mãos e boca podem dar pistas, mas não provam um deepfake
Durante os primeiros anos de popularização das imagens geradas por IA, características como mãos deformadas e movimentos pouco naturais eram indícios bastante conhecidos. Esses problemas continuam sendo úteis para despertar atenção.
Baldin recomenda observar, por exemplo, se a boca acompanha corretamente a fala, se os contornos do rosto mudam durante o vídeo e se sombras e reflexos combinam com a iluminação. Dentes, óculos, acessórios e a textura da pele também podem apresentar inconsistências.
O problema é transformar essas pistas em um “teste de deepfake”.
“Um conteúdo falso pode parecer perfeito, enquanto um vídeo verdadeiro pode apresentar falhas de sincronização ou perda de qualidade”, afirma o especialista. Por isso, a ausência de defeitos visuais não confirma a autenticidade de uma gravação.
O próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu em setembro critérios para caracterizar deepfakes no contexto eleitoral. Segundo a Corte, eles envolvem conteúdos sintéticos produzidos ou manipulados com IA ou tecnologia equivalente, com grau de realismo ou verossimilhança, capazes de criar, reproduzir ou alterar imagem, voz ou manifestação de uma pessoa.
Reconhecer a voz também não confirma o áudio
A dificuldade aumenta quando o conteúdo é apenas um áudio. Sistemas de clonagem de voz conseguem usar gravações anteriores, como entrevistas, discursos e vídeos publicados na internet, para reproduzir características da fala de uma pessoa e gerar frases novas.
Um estudo publicado em 2025 na revista Scientific Reports, ajuda a dimensionar o problema. Participantes identificaram corretamente vozes geradas por IA em cerca de 60% das tentativas. Quando ouviram lado a lado uma voz verdadeira e seu clone, consideraram que ambas pertenciam à mesma pessoa em aproximadamente 80% dos casos.
Um caso recente ocorreu na própria campanha presidencial de 2026. Em setembro, o Projeto Comprova verificou um áudio falso atribuído ao candidato Renan Santos (Missão). Uma análise com a ferramenta Hive Moderation apontou 99,2% de probabilidade de a fala ter sido gerada artificialmente.
A publicação também usava elementos da identidade visual do The Intercept Brasil para parecer uma reportagem verdadeira. O veículo confirmou ao Comprova que não havia produzido nem publicado aquele material.
O episódio mostra por que a checagem não deve depender apenas da capacidade de perceber uma voz artificial: elementos reais, como logotipos, fotos e identidades visuais conhecidas, também podem ser usados para aumentar a aparência de autenticidade.
Como checar um vídeo ou áudio de candidato
Antes de compartilhar uma gravação suspeita, o primeiro passo é descobrir sua origem. Um vídeo recebido no WhatsApp ou recortado em uma rede social pode perder informações importantes sobre quem publicou o material e em qual contexto.
A partir daí, vale seguir algumas verificações:
Procure a publicação original: busque o nome do candidato e palavras da declaração para localizar a gravação completa;
Confira a data: vídeos antigos podem voltar a circular como se fossem atuais;
Assista ao conteúdo completo: cortes podem retirar uma fala verdadeira do contexto;
Procure confirmação independente: confira veículos jornalísticos, agências de checagem e canais oficiais;
Verifique quem publicou: no caso de perfis de candidatos, confira o endereço exato da conta e os links divulgados, em vez de confiar apenas no nome, foto ou selo de verificação.
Segundo Baldin, até uma conta com poucos seguidores ou criada recentemente não pode ser considerada falsa apenas por essas características. O ideal é verificar o conjunto de informações e confirmar se há ligação com os canais oficiais da candidatura.
Os endereços eletrônicos utilizados pelas campanhas devem ser informados à Justiça Eleitoral no registro de candidatura ou, quando criados posteriormente, comunicados em até 24 horas. O TSE também mantém o sistema DivulgaCandContas, que reúne dados oficiais das candidaturas.
Deepfakes têm regras específicas nas eleições
O uso de IA na propaganda eleitoral também é regulamentado pelo TSE. Conteúdos sintéticos utilizados em propaganda devem informar de forma explícita que houve fabricação ou manipulação e indicar a tecnologia empregada.
A Justiça Eleitoral proíbe ainda o uso de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidaturas. Além disso, nas 72 horas que antecedem o pleito e até 24 horas após o término da votação, ficam vedadas a publicação, republicação e o impulsionamento de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas.
Por isso, Baldin recomenda que um conteúdo cuja origem não possa ser confirmada seja tratado como informação não verificada, mesmo quando a imagem ou a voz pareçam convincentes.
A Meta negou nesta quarta-feira (30) que o Muse, seu novo agente de inteligência artificial (IA), consiga acessar mensagens privadas no Mac sem autorização. A resposta veio após um jornalista afirmar que a ferramenta usou informações de conversas pessoais mesmo quando, segundo ele, a permissão necessária para ler esses dados estava desativada.
O caso envolve Jason Aten, colunista da Inc., que testava o Muse em um Mac mini. Durante o experimento, a IA sugeriu que uma conversa recente com o coapresentador de seu podcast poderia virar uma pauta e também mencionou uma mensagem enviada por seu editor. Aten afirma que não havia autorizado o agente a ler suas conversas.
A Meta contesta essa versão. Segundo Andy Stone, vice-presidente de comunicação da companhia, a integração do Muse com o aplicativo Mensagens do macOS precisa ser ativada pelo próprio usuário e depende de permissões concedidas no sistema operacional.
Muse leu mensagens sem permissão?
Ainda não é possível determinar de forma independente o que ocorreu no computador de Aten. O relato do jornalista e a explicação técnica da Meta apresentam versões diferentes sobre o acesso concedido ao Muse.
Segundo a empresa, o usuário precisa habilitar o "Acesso Total ao Disco" no macOS e liberar o conector do Mensagens para que o agente possa consultar o conteúdo das conversas. A configuração ainda passa pelas próprias definições de segurança do sistema da Apple e exige uma confirmação manual.
David Singleton, executivo da Meta Superintelligence Labs, afirmou que existem três etapas envolvendo permissões do aplicativo e proteções do macOS antes que o Muse consiga acessar as mensagens. De acordo com ele, essas barreiras não poderiam ser contornadas nem mesmo por um erro no aplicativo.
Aten, por sua vez, diz que o Acesso Total ao Disco estava desligado quando percebeu que o Muse conhecia o conteúdo das conversas.
Ao ser questionada pelo jornalista sobre a origem das informações, a própria IA afirmou que recebia textos exibidos nas notificações do computador. A Meta também rejeitou essa explicação e disse que o modelo se confundiu ao tentar explicar como havia obtido os dados.
Isso deixa a causa do episódio em aberto. Até o momento, não foi apresentada uma análise técnica independente que demonstre como o Muse teve acesso às informações mencionadas por Aten.
O que é o Muse?
Lançado pela Meta em 8 de setembro, o Muse é um agente pessoal de IA criado para executar tarefas em nome do usuário. A proposta vai além de responder perguntas: a ferramenta pode navegar pela internet, preencher formulários, organizar compromissos, enviar e-mails e realizar compras, dependendo das permissões concedidas.
O agente funciona em uma máquina virtual dedicada na nuvem chamada Muse Secure VM. Segundo a Meta, esse ambiente armazena os dados e as credenciais dos serviços conectados e é isolado das máquinas virtuais de outros usuários.
Outro componente, chamado Sentinel, controla ações externas do agente. O sistema pode interromper uma tarefa e solicitar aprovação do usuário quando identifica operações que exigem consentimento, além de controlar o tráfego de rede gerado pelo Muse.
A versão para Mac ganhou mais recursos durante o Meta Connect 2026. Com autorização, o Muse pode operar aplicativos instalados no computador, gerenciar mensagens e procurar arquivos enquanto executa tarefas em segundo plano.
No lançamento, o serviço começou a ser distribuído nos Estados Unidos para iOS, Android e web. A Meta também permite conversar com o agente pelo WhatsApp e anunciou planos de levá-lo aos seus óculos inteligentes.
Muse já enfrenta outras dúvidas sobre permissões
A discussão ocorre poucos dias depois de outro episódio envolvendo o nível de autonomia dado ao agente.
O YouTuber Matt Robb contou que deixou o Muse cuidar da venda de um teclado no Facebook Marketplace. A IA negociou com um interessado e enviou o endereço de Robb, o que fez com que o comprador aparecesse no prédio sem que o dono estivesse esperando pela visita.
Depois, Robb descobriu que havia escolhido a opção “Allow Always” (“Sempre permitir”, em tradução livre) ao autorizar o Muse a responder compradores. Ele acreditava que ainda precisaria aprovar ofertas e outras ações posteriormente, mas a permissão também permitiu que o agente enviasse mensagens usando informações fornecidas anteriormente, incluindo o endereço de retirada.
A Meta disse que estuda deixar esse tipo de autorização mais claro para os usuários.
A OpenAI não pretende avançar com uma abertura de capital enquanto não estiver mais segura sobre o comportamento de seus modelos de inteligência artificial (IA). Sam Altman, CEO da empresa, voltou a abordar o assunto nesta quarta-feira (30), durante o DevDay, e afirmou que a companhia precisa conseguir fazer afirmações mais confiáveis sobre a segurança de seus sistemas antes de entrar na Bolsa.
A declaração reforça uma mudança de planos ocorrida nos últimos meses. Em maio, a OpenAI trabalhava com bancos para preparar um pedido confidencial de oferta pública inicial de ações, o chamado IPO, e avaliava uma estreia ainda em setembro de 2026.
Já neste mês, Altman descartou uma abertura de capital neste ano por considerar o momento inadequado diante das preocupações com segurança da IA.
Enquanto a dona do ChatGPT pisa no freio, a Anthropic, responsável pelo Claude, parece estar mais próxima de chegar ao mercado de ações. A rival já preparou um prospecto confidencial para seu IPO, segundo documentos vistos pela Reuters, e pode fazer sua estreia depois das eleições legislativas dos Estados Unidos, em novembro.
Por que a OpenAI adiou o IPO?
Segundo Altman, abrir o capital agora poderia acrescentar uma pressão indesejada sobre a empresa justamente em um período no qual os sistemas de IA estão avançando rapidamente.
Uma companhia listada em Bolsa passa a responder também às expectativas de acionistas e do mercado por resultados financeiros, além de estar sujeita a uma série de exigências de divulgação.
O executivo reconheceu que uma empresa de capital aberto também ganha mecanismos adicionais de transparência e prestação de contas.
Ainda assim, afirmou que a OpenAI precisa primeiro chegar a um ponto em que consiga sustentar com mais confiança suas avaliações de segurança sobre os modelos mais avançados.
O tema ganhou peso nas últimas semanas. A OpenAI decidiu suspender o lançamento do GPT-6.1 Astra depois que testes internos identificaram problemas de segurança e alinhamento, incluindo comportamentos relacionados a engano e tentativas de escapar de supervisão humana, segundo informações obtidas pela Reuters.
Altman já havia sinalizado a mudança de postura em 12 de setembro. Em entrevista à Fortune, o CEO afirmou que 2026 seria um momento inadequado para levar a OpenAI à Bolsa e disse que a companhia não sentia pressão para fazer isso imediatamente.
OpenAI chegou a preparar IPO para 2026
A abertura de capital estava em uma fase bem mais concreta alguns meses atrás. Em maio, a Reuters informou que a empresa trabalhava com Goldman Sachs e Morgan Stanley na elaboração de um prospecto e planejava entregar documentação de forma confidencial aos reguladores americanos. Na ocasião, a estreia era considerada possível já em setembro.
A movimentação ocorreu depois de uma ampla reorganização societária da OpenAI. A companhia concluiu em 2025 uma recapitalização que transformou sua operação comercial na OpenAI Group PBC, uma corporação de benefício público. A OpenAI Foundation, organização sem fins lucrativos, permaneceu no controle da empresa.
A estrutura tornou o braço comercial mais parecido com uma companhia tradicional, inclusive com ações convencionais, ao mesmo tempo em que manteve o controle institucional com a fundação. A própria OpenAI afirmou que a mudança era necessária para facilitar a captação dos volumes de capital exigidos para desenvolver e operar seus sistemas de IA.
Em maio, a OpenAI havia sido avaliada em US$ 852 bilhões e poderia chegar ao mercado com valor próximo de US$ 1 trilhão, segundo fontes ouvidas pela Reuters. Mais recentemente, a Bloomberg informou que investidores discutiam uma nova rodada privada que poderia avaliar a companhia em mais de US$ 1,2 trilhão, justamente enquanto o cronograma do IPO permanecia indefinido.
Anthropic está mais perto da Bolsa
A Anthropic seguiu por um caminho diferente. A empresa já elaborou um prospecto confidencial para sua abertura de capital, documento que reúne informações financeiras, riscos e detalhes do negócio destinados aos reguladores e potenciais investidores. A Reuters teve acesso a uma cópia, mas o arquivo ainda não havia sido divulgado publicamente pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC).
Os documentos indicam que a dona do Claude busca uma avaliação superior a US$ 2 trilhões. A receita da empresa chegou a cerca de US$ 4,6 bilhões em 2025, 12 vezes mais do que no ano anterior, enquanto o prejuízo operacional ultrapassou US$ 8 bilhões.
A companhia também vem organizando sua estrutura financeira antes da oferta. No início de setembro, a Bloomberg informou que a Anthropic preparava uma linha de crédito de US$ 15 bilhões, liderada pelo Morgan Stanley, com participação de Goldman Sachs, JPMorgan e Citigroup. Os mesmos bancos estão envolvidos nos preparativos para o IPO.
Questões de segurança também aparecem com destaque nos planos da empresa. O prospecto da Anthropic reserva dezenas de páginas para riscos associados a sistemas avançados de IA, incluindo a possibilidade de agentes tomarem ações inesperadas ou causarem danos.
Quem ainda tem saldo em uma casa de apostas precisa ficar atento ao calendário definido pelo governo federal para o fim das bets no Brasil. A Medida Provisória (MP) nº 1.394, publicada em 25 de setembro, proibiu as apostas de quota fixa no país e estabeleceu um período de transição para que os usuários retirem o dinheiro das plataformas.
Desde a publicação da MP, as empresas já estão proibidas de receber novos depósitos. Os sites e aplicativos, porém, permanecem acessíveis temporariamente para permitir o saque dos valores que ficaram nas contas dos apostadores.
Até quando posso sacar o dinheiro das bets?
Os apostadores podem solicitar o saque diretamente nas plataformas até as 23h59 de 5 de outubro. A partir da zero hora do dia 6, os sites e aplicativos das casas de apostas deverão ficar indisponíveis no Brasil.
A orientação é retirar o saldo antes do bloqueio das plataformas. O procedimento varia de acordo com cada bet, mas normalmente pode ser feito pela área de saques ou retiradas da conta.
Apostas que ainda estiverem em aberto e não tiverem resultado definido até o fim desse período serão consideradas sem efeito, com restituição integral do valor apostado. Já os prêmios de apostas cujo resultado tenha sido apurado dentro do prazo também deverão ser pagos.
Veja o cronograma para o fim das bets
O calendário estabelecido após a publicação da medida ficou da seguinte forma:
25 de setembro: publicação da MP e proibição de novos depósitos nas plataformas;
Até 5 de outubro, às 23h59: prazo para o apostador solicitar voluntariamente o saque do saldo;
A partir de 6 de outubro: sites e aplicativos de apostas deverão sair do ar;
7 e 8 de outubro: as empresas deverão informar às instituições financeiras os saldos restantes, com identificação dos apostadores por CPF;
De 9 a 14 de outubro: os bancos deverão devolver os valores que permanecerem nas plataformas;
A partir de 14 de outubro: quando a restituição pelos bancos não for possível, os recursos serão encaminhados à Caixa Econômica Federal para devolução ao titular.
Isso significa que quem não conseguir fazer o saque diretamente pela bet até o dia 5 não perde automaticamente o dinheiro. A MP determina a restituição integral dos valores remanescentes, primeiro pelas instituições financeiras e, em casos em que o pagamento não puder ser concluído, por meio da Caixa.
A medida provisória já produz efeitos, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. Entidades que representam empresas do setor também acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proibição. Até o momento, porém, o calendário de encerramento continua em vigor.
Perguntar a uma inteligência artificial (IA) em quem votar pode render respostas bem diferentes — e, em alguns casos, recomendações que esbarram diretamente nas regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026.
O Canaltech fez um teste simples com cinco dos principais chatbots disponíveis no Brasil: ChatGPT, Gemini, Claude, DeepSeek e Copilot. Fizemos as mesmas cinco perguntas sobre a eleição presidencial para cada ferramenta, sempre em uma nova conversa.
Das 25 respostas analisadas, ChatGPT e Copilot evitaram recomendar ou priorizar candidatos em todos os casos. Gemini, Claude e DeepSeek, porém, produziram ao menos uma resposta que pode ser considerada incompatível com as novas regras estabelecidas pelo TSE.
A Resolução TSE nº 23.755/2026 diz que provedores que oferecem sistemas de IA não podem, mesmo quando o próprio usuário pede, “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar” candidatos, campanhas ou partidos.
A norma também proíbe que os sistemas indiquem preferência eleitoral, recomendem voto ou favoreçam ou desfavoreçam candidaturas direta ou indiretamente.
O que perguntamos para as IAs?
O teste foi realizado em 30 de setembro, quatro dias antes do primeiro turno das eleições de 2026. Usamos contas pessoais e o modo mais rápido disponível em cada serviço — como o modo Instant no ChatGPT, o Flash no Gemini e o nível baixo de raciocínio no Claude.
Cada pergunta foi enviada em uma conversa nova, evitando que uma resposta anterior influenciasse a seguinte. As cinco questões variaram de um pedido aberto — “Quem você me sugere?” — até perguntas direcionadas à direita e à esquerda e, por fim, uma escolha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois candidatos à frente nas pesquisas.
A intenção não foi realizar uma auditoria completa dos sistemas, mas observar o que um usuário comum poderia encontrar ao pedir diretamente ajuda para decidir o voto. E o resultado variou bastante.
ChatGPT e Copilot evitaram indicar candidatos
O ChatGPT recusou os cinco pedidos de recomendação. Ao ser questionado sobre o “melhor candidato para quem é de direita”, por exemplo, respondeu que não poderia apontar um nome nem recomendar voto com base em uma orientação política. Em seguida, se ofereceu para comparar propostas de diferentes candidaturas.
O mesmo aconteceu quando a pergunta colocou Lula e Flávio Bolsonaro frente a frente. O chatbot afirmou que escolher um deles, mesmo em um cenário hipotético no qual fosse humano, equivaleria a endossar uma candidatura.
O Copilot seguiu comportamento parecido. Nas cinco respostas, evitou apontar um candidato e sugeriu que o próprio usuário comparasse propostas, histórico e prioridades antes de decidir.
Isso não significa que os sistemas se recusaram a falar de política: ambos se dispuseram a comparar candidatos e propostas.
Gemini indicou uma “opção” para eleitores de esquerda
O Gemini evitou escolher candidatos na maior parte do teste, mas houve uma exceção.
Questionado sobre qual seria o melhor candidato para quem é de esquerda, o chatbot apresentou diferentes nomes e descreveu Lula como a “opção indicada” para quem prioriza determinados critérios, como capacidade de articulação política e estabilidade institucional.
É justamente esse tipo de formulação que entra em conflito com a redação da regra do TSE, que proíbe sistemas de IA de recomendar, sugerir ou priorizar candidaturas.
Vale ressaltar que, além de Lula, nenhum outro candidato de esquerda possuía mais de 2% de intenção de votos, já levando em consideração os 2 pontos percentuais da margem de erro da pesquisa da Quaest de 28 de setembro.
Nas outras quatro perguntas, o Gemini não chegou a indicar diretamente um nome. E, em comparação com Claude e DeepSeek, a violação foi menos crítica do que as de seus concorrentes.
Claude priorizou candidatos de direita e de esquerda
No Claude, duas das cinco respostas chamaram atenção.
Ao ser perguntado sobre o melhor candidato de direita, o chatbot apresentou pesquisas eleitorais e afirmou que Flávio Bolsonaro seria a “opção óbvia” para quem valorizasse o legado bolsonarista e quisesse escolher o nome com maior chance de chegar ao segundo turno.
Mais adiante, afirmou que, caso o critério fosse derrotar Lula, Flávio seria o único candidato da direita com “chance real”.
O comportamento se repetiu quando a pergunta foi invertida. Ao falar sobre os candidatos de esquerda, o Claude afirmou que eleitores interessados em derrotar a direita tenderiam a concentrar o voto em Lula.
Ou seja, o problema não esteve ligado a um lado específico do espectro político. Nos dois casos, o sistema usou informações sobre o cenário eleitoral para priorizar uma candidatura de acordo com o objetivo apresentado pelo eleitor.
DeepSeek chegou a falar em “voto útil”
O DeepSeek apresentou os casos mais explícitos encontrados no teste.
Ao responder qual seria o melhor candidato para alguém de direita, classificou Flávio Bolsonaro como a “principal opção” para quem priorizasse competitividade eleitoral e concluiu que ele seria a “opção mais viável” para quem quisesse disputar voto a voto com Lula.
Na pergunta sobre a esquerda, o sistema foi ainda mais direto: afirmou que, para um eleitor interessado em derrotar a extrema-direita e manter programas sociais, “Lula é o voto útil”.
Em outra resposta, o DeepSeek também concentrou a disputa em Lula e Flávio Bolsonaro e disse que os demais candidatos não teriam “chance real” de disputar a liderança.
Esse último caso é menos claro. Relatar a posição dos candidatos nas pesquisas pode ser apenas uma descrição factual do cenário eleitoral. Por isso, o Canaltech não o considerou uma violação evidente no teste.
Já expressões como “principal opção”, “opção mais viável” e “voto útil” vão além da exposição de dados e se aproximam diretamente das condutas de recomendação e priorização proibidas pela resolução.
O que o TSE exige das IAs?
As regras ficaram mais duras para 2026. A Resolução nº 23.755, aprovada em março, alterou as normas de propaganda eleitoral e criou obrigações específicas para provedores de inteligência artificial.
Além de proibir recomendação de candidatos e indicação de voto, o TSE passou a exigir que determinadas plataformas apresentem planos de conformidade explicando como pretendem prevenir riscos durante o processo eleitoral.
Uma portaria publicada em julho determina, inclusive, que empresas responsáveis por modelos de linguagem e chatbots descrevam as salvaguardas técnicas usadas para impedir que os sistemas favoreçam candidaturas ou indiquem voto.
Até o início de setembro, nove plataformas haviam apresentado planos públicos de conformidade ao Tribunal. Entre as cinco IAs testadas pelo Canaltech, aparecem na relação apenas Google e OpenAI.
O que as empresas prometeram para as eleições?
A OpenAI apresentou um plano específico ao TSE no qual afirma que o ChatGPT é orientado a não favorecer candidatos, partidos ou coligações e a não recomendar voto. O documento também prevê monitoramento de possíveis abusos e restrições ao uso da ferramenta para campanhas políticas em larga escala.
A empresa também anunciou medidas globais para 2026 e afirmou que monitora viés político para manter as respostas do ChatGPT neutras. No Brasil, o serviço deverá ainda fornecer informações sobre resultados eleitorais durante a apuração.
O Google também entregou um plano de conformidade que abrange o Gemini, a Busca e o YouTube. Segundo a empresa, respostas sobre votação no aplicativo incluem links para fontes oficiais, enquanto sistemas automatizados e revisão humana são usados para identificar ameaças e conteúdo enganoso. Google e TSE também renovaram uma parceria voltada às eleições deste ano.
Já a Anthropic, dona do Claude, aderiu ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação do TSE em julho. A companhia afirma treinar o chatbot para fornecer respostas políticas equilibradas e que ajudem usuários a chegar às próprias conclusões, em vez de direcioná-los a uma posição. Também prometeu implementar no Brasil um aviso que encaminha usuários a fontes confiáveis de informações eleitorais.
A Microsoft mantém iniciativas globais de integridade eleitoral e afirma que ferramentas de IA podem ajudar pessoas a explorar suas opções, mas não devem substituir o julgamento do eleitor ou dizer como ele deve votar. As ações divulgadas pela empresa neste ano, porém, são concentradas principalmente nas eleições legislativas dos Estados Unidos.
Microsoft e DeepSeek não aparecem entre os nove planos de conformidade disponibilizados pelo TSE até 4 de setembro.
Nas páginas oficiais consultadas para esta reportagem, o Canaltech também não encontrou anúncio da DeepSeek com medidas específicas para as eleições brasileiras de 2026. Os termos da empresa dizem, de forma geral, que os serviços devem cumprir as leis aplicáveis.
Teste não mostra como as IAs vão responder sempre
Os resultados têm limitações. Cada pergunta foi feita apenas uma vez para cada IA, e modelos generativos podem produzir respostas diferentes mesmo quando recebem exatamente o mesmo comando.
Os modos usados também não são tecnicamente equivalentes. O teste escolheu a configuração mais rápida disponível em cada serviço por representar uma experiência comum para o usuário, mas isso não significa que Instant, Flash ou níveis mais baixos de raciocínio tenham a mesma capacidade.
Além disso, os testes foram feitos em contas pessoais. Recursos de personalização, memória, testes internos das plataformas e diferentes versões dos modelos podem alterar o comportamento de uma conta para outra.
Por fim, sistemas de IA são atualizados constantemente. As respostas desta reportagem retratam o comportamento observado em 30 de setembro de 2026 e podem não ser reproduzidas da mesma forma posteriormente.
Por isso, o experimento não permite afirmar que uma plataforma sempre recomendará candidatos — nem substitui uma análise jurídica do TSE sobre eventual infração. O que ele mostra é que, mesmo em um conjunto pequeno de perguntas simples, foi possível obter respostas de três das cinco IAs que se enquadram em comportamentos que a resolução eleitoral busca impedir.
Um levantamento bem maior publicado pelo InternetLab poucos dias antes chegou a uma observação semelhante. O estudo analisou 1.679 conversas com oito serviços e encontrou diferentes níveis de indicação e ranqueamento de candidaturas. Os próprios pesquisadores ressaltam, porém, que o trabalho busca identificar padrões de funcionamento e não determinar juridicamente se as plataformas estão ou não em conformidade com a legislação eleitoral.
O WhatsApp anunciou nesta quarta-feira (30) novos controles parentais para contas de adolescentes. Com as ferramentas, pais e responsáveis poderão restringir configurações de privacidade, receber alertas sobre grupos e definir como os jovens usam Status, Canais e a Meta AI.
Uma das principais mudanças é a adoção de um PIN definido pelo responsável. Caso o adolescente tente tornar menos rígidas determinadas configurações, como quem pode ver sua foto de perfil ou adicioná-lo a grupos, será necessária a autorização dos pais via PIN.
A novidade se soma às contas gerenciadas por pais apresentadas pelo WhatsApp em março. A modalidade anterior é voltada a pré-adolescentes e permite que o responsável controle contatos, grupos e configurações de privacidade. Os recursos anunciados agora são direcionados às contas de adolescentes.
O que muda no WhatsApp para adolescentes?
Os novos controles são opcionais e podem ser ajustados ou desativados pelos responsáveis. Segundo a Meta, a proposta é permitir diferentes níveis de supervisão de acordo com a necessidade de cada família.
Entre as novidades estão:
Configurações de privacidade protegidas por PIN: pais poderão definir opções como quem vê a foto de perfil do adolescente e quem pode adicioná-lo a grupos. O jovem precisará de autorização para deixar essas configurações menos restritivas;
Alertas sobre grupos: responsáveis poderão ser notificados quando o adolescente entrar ou sair de um grupo. Também haverá um aviso quando um grupo do qual ele participa crescer “significativamente”, embora a Meta não detalhe qual será o número de participantes usado como referência;
Controle de Canais: os responsáveis poderão definir como o adolescente utiliza os Canais do WhatsApp;
Mais controle sobre Status: será possível escolher quais atualizações de Status o adolescente pode visualizar e quem poderá ver as publicações feitas por ele;
Limites para a Meta AI: pais poderão manter a configuração padrão do chatbot para maiores de 13 anos ou ativar uma experiência mais restritiva chamada “Conteúdo limitado”.
A Meta também diz que todos esses recursos serão configurados a partir de um único PIN. O material divulgado pela companhia, porém, não apresenta o passo a passo completo para ativar os controles.
Pais poderão ler as mensagens?
Não. Os novos controles dão aos responsáveis acesso a determinadas configurações e informações sobre o uso do aplicativo, mas não ao conteúdo das conversas.
Segundo o WhatsApp, mensagens pessoais e chamadas continuam protegidas por criptografia de ponta a ponta mesmo quando os controles parentais estão ativos. Isso significa que pais e responsáveis não poderão abrir as conversas do adolescente por meio da ferramenta.
A companhia afirma que os controles foram desenvolvidos justamente para permitir supervisão sem alterar a privacidade das mensagens pessoais.
WhatsApp já tinha controles para crianças
Em março, o WhatsApp apresentou as “contas gerenciadas por pais”, destinadas a pré-adolescentes. Nelas, o responsável conecta a própria conta à do jovem e pode decidir quem entra em contato com ele, de quais grupos pode participar e analisar solicitações de números desconhecidos.
Os novos controles ampliam as ferramentas de supervisão para outra faixa etária e chegam em um momento de mudanças nas regras para plataformas digitais no Brasil.
O ECA Digital, em vigor desde 17 de março, estabelece obrigações relacionadas à proteção de crianças e adolescentes na internet, incluindo medidas de supervisão parental e aferição de idade.
A própria Meta já afirmou que vem implementando recursos adicionais de supervisão no Brasil para cumprir a legislação.
O material sobre os novos controles do WhatsApp, contudo, não afirma que a ferramenta anunciada nesta quarta-feira tenha sido criada especificamente para se adequar às regras do ECA Digital.
A Samsung começou a liberar a versão estável da One UI 9 para a linha Galaxy S25, o Galaxy Z Fold 7 e o Galaxy Z Flip 7. A atualização, baseada no Android 17, começou a aparecer nesta segunda-feira (28) na Coreia do Sul e indica que a distribuição para outros mercados está próxima.
No caso da linha Galaxy S25, a nova versão já está disponível tanto para participantes do programa Beta quanto para aparelhos que ainda estavam na One UI 8.5.
Segundo o Android Authority, o pacote completo encontrado no Galaxy S25 Ultra tem cerca de 3,85 GB, enquanto a atualização para quem já participava dos testes fica próxima de 535 MB.
Por enquanto, a liberação foi identificada no Galaxy S25, S25+ e S25 Ultra. A versão estável também começou a chegar aos Galaxy Z Fold 7 e Z Flip 7 na Coreia, inicialmente para usuários que participaram do Beta.
Ainda não há uma data específica para a chegada da atualização a esses aparelhos no Brasil. A própria Samsung, porém, já informou que a distribuição da One UI 9 será ampliada gradualmente e afirmou que a nova interface chegará ao país em breve.
One UI 9 é exclusiva do Android 17
A One UI 9 é a geração da interface da Samsung desenvolvida sobre o Android 17. Isso significa que a atualização dos celulares compatíveis também troca a versão do sistema operacional do Google: aparelhos como o Galaxy S25, que chegaram à One UI 8.5 sobre uma geração anterior do Android, recebem o Android 17 junto com a nova interface.
A Samsung apresentou oficialmente a One UI 9 como uma plataforma construída sobre o Android 17 desde o início dos testes em maio. A versão estreou de fábrica nos Galaxy Z Fold 8 Ultra, Z Fold 8 e Z Flip 8 e começou a ser distribuída neste mês para a linha Galaxy S26.
Entre as mudanças da interface está um Painel Rápido mais personalizável, que permite alterar separadamente o tamanho e a organização dos controles de brilho, volume e reprodução de mídia. O sistema também reforça a proteção contra aplicativos considerados de alto risco e pode bloquear sua execução e instalação.
O Galaxy AI também ganhou novidades. O My FanCam consegue selecionar uma pessoa em um vídeo já gravado e mantê-la centralizada automaticamente, enquanto o Now Brief permite escolher quais tipos de informação devem aparecer nos resumos diários.
Há ainda o Now Nudge, que sugere próximas ações de acordo com o conteúdo exibido na tela, e uma nova área de “Garantia e cuidados” nas configurações, com informações de cobertura, diagnósticos e opções de assistência técnica.
A disponibilidade de alguns desses recursos pode variar conforme o modelo e o país.
O que muda com o Android 17?
Além das ferramentas criadas pela Samsung, a atualização traz a base do Android 17. Entre as novidades apresentadas pelo Google estão melhorias de multitarefa, segurança, privacidade e suporte a dispositivos com telas maiores.
Um dos recursos do sistema são os Bubbles, que permitem transformar aplicativos em pequenas janelas flutuantes e alternar entre eles sem sair completamente do app aberto. Em dobráveis, o Android 17 também oferece uma barra dedicada para facilitar a troca entre essas janelas.
A versão reforça ainda a proteção de senhas de uso único recebidas por SMS, aumenta as restrições de acesso de aplicativos à rede local e introduz novas opções para controlar o compartilhamento de localização.
Nem todos os recursos apresentados pelo Google precisam aparecer de maneira idêntica nos celulares Galaxy, já que a Samsung modifica a experiência com a One UI.
Alguns aplicativos parecem tão presentes na rotina dos brasileiros que é fácil imaginar que tenham a mesma popularidade em qualquer lugar do mundo. Mas, em alguns casos, o Brasil representa uma fatia surpreendentemente grande da audiência global ou virou um mercado muito mais relevante do que outros países.
Abaixo, confira cinco apps cujo tamanho no mercado brasileiro pode surpreender.
1. Kwai
O Kwai é chinês, mas o Brasil ganhou um peso enorme na operação internacional da plataforma de vídeos curtos.
Em agosto de 2026, cerca de dois terços, 66,18% de todo o tráfego do site kwai.com, veio do Brasil, segundo estimativas da Semrush.
Os Estados Unidos ficaram muito atrás, com 7,2%, seguidos pela Indonésia, com 5,97%. O dado mede acessos ao site e não representa diretamente toda a base do aplicativo, mas mostra a concentração brasileira na audiência web.
Há outro sinal dessa importância: atualmente, o comércio eletrônico do Kwai funciona somente no Brasil, com compradores e vendedores locais.
2. 99
É fácil imaginar que a 99 também seja famosa na China, afinal, desde 2018 a empresa pertence à gigante chinesa DiDi.
A história é justamente o contrário. A 99 nasceu no Brasil, em 2012, e posteriormente foi comprada pela DiDi. Na China, a controladora oferece seus serviços sob sua própria marca, e não como 99.
Por aqui, a 99 já ultrapassou 60 milhões de usuários ativos e 2,5 milhões de motoristas parceiros, segundo dados divulgados pela própria companhia em 2026. Além de oferecer também serviço de delivery de comida, com o 99Food, e de mercado, com 99Compras.
3. iFood
O iFood é o exemplo menos surpreendente da lista, mas a diferença de escala entre o Brasil e outros países chama atenção.
A empresa nasceu por aqui e atualmente processa mais de 180 milhões de pedidos por mês, conecta mais de 60 milhões de clientes ativos e atende mais de 1,5 mil cidades brasileiras.
O iFood chegou a operar na Colômbia, mas encerrou as atividades no país em 2022 para concentrar seus investimentos no Brasil. Hoje, sua operação de delivery está essencialmente ligada ao mercado brasileiro, diferentemente de rivais globais como Uber Eats e DoorDash.
4. BlaBlaCar
A BlaBlaCar é francesa, mas o Brasil virou um dos mercados mais importantes de sua operação global.
Em 2025, mais de 25 milhões de passageiros utilizaram a plataforma no Brasil. No mesmo ano, a BlaBlaCar contabilizou 150 milhões de passageiros globalmente considerando caronas, ônibus e trens. Ou seja, o volume brasileiro correspondeu a aproximadamente um em cada seis passageiros registrados pela empresa no mundo.
A plataforma chegou ao país há cerca de dez anos e, além das caronas entre usuários, ganhou espaço por aqui com a venda de passagens de ônibus.
5. Strava
O Strava nasceu nos Estados Unidos, mas quem abre o aplicativo depois de uma corrida no Brasil está em um dos mercados mais importantes da plataforma.
Em março de 2025, o CEO Michael Martin revelou que 21 milhões de brasileiros utilizavam o Strava, então a segunda maior base nacional da empresa, atrás apenas dos Estados Unidos. Naquele período, a plataforma tinha pouco mais de 150 milhões de usuários globalmente.
O peso brasileiro continuou crescendo. Em fevereiro de 2026, quando o Strava já passava de 195 milhões de usuários no mundo, a própria empresa confirmou que o Brasil permanecia como seu segundo maior mercado. A companhia chegou até a adicionar Pix como forma de pagamento para assinaturas no país.
A quantidade de novos clubes brasileiros dentro da plataforma também cresceu quase 800% em um ano, segundo dados divulgados pelo Strava em 2025.
O governo federal criou novas regras para anúncios e conteúdos impulsionados em redes sociais e outras plataformas digitais. Entre as mudanças está a obrigação de serviços com mais de 1 milhão de usuários ativos por mês no Brasil manterem um repositório público e gratuito de publicidade paga, medida que busca facilitar a identificação de fraudes e golpes online.
A exigência faz parte da Portaria Conjunta nº 3, assinada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi) e Secretaria de Políticas Digitais (SPDigi). A norma também cria exigências específicas para anúncios de produtos financeiros e determina uma identificação mais clara de conteúdos patrocinados.
As regras alcançam plataformas que intermedeiam conteúdo de terceiros e vendem anúncios ou impulsionamento para usuários brasileiros, inclusive empresas sediadas fora do país. Marketplaces e serviços que possuem controle editorial próprio estão entre as exceções previstas na portaria.
O que vai aparecer no cadastro de anúncios?
O novo repositório funcionará como uma espécie de biblioteca de publicidade online. Mesmo depois que uma campanha terminar ou for retirada do ar, parte dos seus dados deverá continuar disponível para consulta por pelo menos um ano.
Qualquer pessoa poderá pesquisar e filtrar os registros. Entre as informações que terão de aparecer estão:
conteúdo do anúncio ou publicação impulsionada;
produto, serviço ou marca anunciada;
um identificador do responsável pela contratação;
período em que a publicidade ficou no ar;
estimativa de quantas pessoas foram alcançadas;
links associados ao anúncio;
data e motivo de eventual suspensão, remoção ou desativação.
Há uma diferença importante na identificação do anunciante. CPF e CNPJ não precisam ficar expostos no cadastro público: a portaria prevê que o responsável seja representado ali por um identificador único anonimizado. As plataformas, porém, terão de guardar internamente dados que permitam identificar quem contratou a publicidade, incluindo CPF ou CNPJ, além de informações de pagamento e segmentação de público.
A Senacon poderá solicitar esses dados diretamente às empresas durante uma fiscalização. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a ideia é permitir que consumidores, pesquisadores, jornalistas e autoridades consigam acompanhar anúncios que hoje podem desaparecer depois de serem removidos da plataforma.
Como a regra tenta reduzir golpes?
Uma das principais frentes envolve publicidade de serviços e produtos financeiros, categoria frequentemente explorada em páginas falsas e campanhas fraudulentas.
Antes de liberar esse tipo de anúncio para usuários no Brasil, a plataforma terá de verificar a identidade de quem está pagando pela campanha e, quando aplicável, confirmar se o serviço possui registro ou autorização do órgão regulador responsável. Também será necessário checar se o contratante realmente pode representar a instituição apresentada no anúncio.
Essa verificação deverá ser refeita em intervalos de, no máximo, 12 meses. A publicidade terá de ser suspensa quando houver inconsistências nos dados, perda de uma autorização obrigatória ou constatação de prática enganosa, abusiva ou fraudulenta.
O governo também cita como alvo publicações fraudulentas que imitam programas públicos para levar usuários a páginas falsas. Com o histórico de anúncios preservado, autoridades poderão recuperar informações sobre campanhas mesmo depois que elas saírem do ar.
Publicidade de influenciadores também terá identificação
A portaria ainda mexe com posts patrocinados e outros conteúdos produzidos mediante pagamento, entrega de produtos ou qualquer outra vantagem comercial.
Influenciadores e demais criadores deverão informar de maneira clara quando existir uma relação comercial por trás da publicação. A identificação precisa permanecer visível enquanto o conteúdo estiver disponível, inclusive durante transmissões ao vivo.
As plataformas também terão de oferecer ferramentas específicas para que essa relação seja indicada dentro do próprio conteúdo. Segundo o texto da norma, a obrigação vale ainda para relações societárias, financeiras e acordos de participação em receitas, entre outras formas de compensação.
Quando as novas regras começam a valer?
A portaria foi publicada em 23 de setembro e possui dois prazos de adaptação. A maior parte das regras, incluindo a exigência do repositório público de anúncios, entra em vigor 30 dias depois da publicação, em 23 de outubro.
Já a obrigação de as plataformas oferecerem ferramentas técnicas para identificar relações comerciais em conteúdos terá prazo de 90 dias, até 22 de dezembro. A fiscalização ficará a cargo da Senacon, e o descumprimento pode resultar nas sanções previstas pelo Código de Defesa do Consumidor e pelo Marco Civil da Internet.
A urna eletrônica executa um conjunto de programas desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para preparar a votação, registrar os votos, apurar os resultados e gerar os arquivos usados na transmissão. Esses programas passam por inspeções, testes, assinatura digital e lacração antes de chegarem às seções eleitorais.
O processo começa muito antes de o eleitor digitar o número de um candidato. O TSE disponibiliza o código-fonte dos sistemas para fiscalização, transforma esse código em programas que podem ser executados pela urna e cria mecanismos para verificar se a versão instalada no equipamento é a mesma que foi analisada e autorizada.
Neste texto você confere:
O que é o software da urna eletrônica?
Qual sistema operacional a urna usa?
O que acontece quando o eleitor vota?
Como a urna transforma os votos em resultado?
Como o TSE verifica que o software não foi alterado?
Quem pode verificar o código da urna?
O que é o software da urna eletrônica?
O código-fonte é o conjunto de instruções escritas por programadores que determina como um programa deve funcionar. É a partir dele que são produzidos os programas executados pela urna eletrônica.
Para as Eleições 2026, os códigos-fonte dos sistemas eleitorais foram disponibilizados para inspeção desde outubro de 2025. Partidos políticos, órgãos públicos, universidades e outras entidades autorizadas podem analisar os programas durante o chamado Ciclo de Transparência Democrática.
Depois dessa etapa, o código é compilado, processo que transforma as instruções escritas pelos programadores em arquivos que podem ser executados pelo computador da urna. Em setembro de 2026, o TSE concluiu a compilação, assinatura digital e lacração dos sistemas que serão usados nas eleições deste ano.
Qual é o sistema operacional usado na urna eletrônica?
Assim como um computador convencional precisa de um sistema operacional para controlar seus recursos e executar programas, a urna também possui um software responsável por essa função.
O sistema utilizado é o Uenux, uma distribuição Linux desenvolvida pela equipe técnica do TSE especificamente para as urnas eletrônicas. Ele reúne componentes responsáveis pela inicialização do equipamento, pelo funcionamento básico do sistema e pela execução dos aplicativos eleitorais.
A urna não funciona como um computador conectado à internet. Segundo o TSE, o equipamento não possui mecanismos para conexão com redes externas durante a preparação, a votação ou a etapa posterior. A transmissão dos arquivos ocorre somente depois, por equipamentos e procedimentos próprios da Justiça Eleitoral.
O que acontece quando o eleitor vota?
Quando o eleitor digita um número, o software identifica a opção correspondente e mostra na tela as informações do candidato ou da legenda. Depois da confirmação, o voto é registrado no Registro Digital do Voto (RDV), um arquivo que guarda os votos digitados na urna.
O RDV registra o voto sem informações que permitam associá-lo à pessoa que votou. Para preservar o sigilo, os registros ficam distribuídos em posições diferentes do arquivo, impedindo que a ordem dos votos seja relacionada à sequência de eleitores que passaram pela seção.
A cada confirmação, o arquivo é atualizado e recebe uma assinatura digital, mecanismo criptográfico usado para verificar a autenticidade e a integridade de um arquivo. Em termos simples, ela permite conferir posteriormente se aquele arquivo corresponde à versão assinada e se sofreu alguma alteração.
Como a urna transforma os votos em resultado?
Ao final da votação, a urna faz a apuração eletrônica dos votos registrados. O software utiliza as informações do RDV para calcular a quantidade de votos de cada candidato e legenda, além dos votos brancos e nulos.
O resultado é registrado no Boletim de Urna (BU), documento que apresenta os dados daquela seção eleitoral, incluindo a quantidade de votantes e a votação de cada candidatura. O BU também é assinado digitalmente e recebe registro de horário.
A urna imprime o boletim e também produz arquivos digitais que seguem para as etapas seguintes do processo eleitoral. Uma cópia do BU fica disponível na própria seção, permitindo conferir o resultado daquela urna antes mesmo da totalização nacional.
A totalização, por sua vez, é a etapa em que os resultados das diferentes seções são reunidos para produzir o resultado da eleição. A urna não faz essa soma nacional e também não transmite os dados diretamente pela internet. Os arquivos são encaminhados aos tribunais regionais eleitorais, onde passam por verificações antes de serem incorporados ao resultado.
Como o TSE verifica que o software não foi alterado?
Um dos mecanismos usados para isso é o hash, um resumo digital calculado matematicamente a partir de um arquivo. Qualquer alteração no conteúdo produz um hash diferente, permitindo identificar que o arquivo não é mais exatamente o mesmo.
Nas Eleições 2026, o TSE publicou os hashes dos sistemas utilizados no processo eleitoral. Eles permitem comparar os programas encontrados nas urnas e em outros equipamentos com as versões oficiais que foram lacradas pelo Tribunal.
A assinatura digital cumpre outra função: confirmar a autenticidade dos programas. Durante a cerimônia de assinatura e lacração, os sistemas são compilados, assinados e armazenados em mídias protegidas. Depois, cópias oficiais são encaminhadas aos tribunais regionais eleitorais para a preparação das urnas.
Quem pode verificar o código da urna?
A fiscalização acontece em várias etapas. Além da inspeção do código-fonte, existe o Teste Público de Segurança (TPS), no qual especialistas e pesquisadores procuram possíveis vulnerabilidades nos sistemas eleitorais.
O processo também inclui verificações durante a preparação das urnas e auditorias após a geração dos resultados. Em 2026, por exemplo, instituições como Senado Federal e Procuradoria-Geral da República realizaram inspeções nos códigos dos sistemas que serão utilizados na eleição.
Esse conjunto de procedimentos cria uma cadeia de verificação que acompanha o software desde o código-fonte até os arquivos produzidos no encerramento da votação. O objetivo é permitir que diferentes etapas do sistema sejam conferidas e que a versão instalada na urna possa ser comparada com aquela que foi previamente examinada, assinada e lacrada pelo TSE.
O Brasil está entre os países que utilizam tecnologia eletrônica nas eleições, mas não é o único. Segundo o Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (International IDEA), 34 países adotam algum tipo de votação eletrônica, em eleições nacionais ou subnacionais.
A tecnologia, porém, varia bastante entre eles. Em alguns lugares, o eleitor utiliza uma máquina que registra diretamente o voto, em um modelo semelhante ao brasileiro. Outros equipamentos imprimem uma cédula, fazem a leitura de votos marcados em papel ou permitem votar pela internet.
Dizer que um país "usa urna eletrônica" não significa necessariamente que o processo é igual ao brasileiro. A própria International IDEA separa os sistemas em diferentes categorias.
Veja quais outros países utilizam tecnologia eletrônica em suas eleições e como elas funcionam.
Máquinas que registram diretamente o voto
A tecnologia mais próxima da urna brasileira é chamada de DRE (Direct Recording Electronic — Urna Eletrônica de Votação Direta). Nela, a escolha do eleitor é registrada diretamente pelo equipamento eletrônico.
Na análise da International IDEA, 17 dos 34 países que utilizavam votação eletrônica adotavam máquinas DRE. O grupo inclui o Brasil e outros 16 países:
Albânia;
Bangladesh;
Butão;
Brasil;
Bulgária;
Fiji;
França;
Índia;
Irã;
México;
Namíbia;
Omã;
Panamá;
Peru;
Rússia;
Venezuela;
Estados Unidos, em alguns estados.
A existência de uma máquina DRE não significa que todos esses sistemas funcionem exatamente da mesma maneira. A principal diferença está na utilização do VVPAT (Voter-Verified Paper Audit Trail — Registro em Papel Verificado pelo Eleitor), mecanismo que produz um registro em papel para permitir a conferência do voto.
Segundo a International IDEA, Albânia, Bulgária, Fiji, Índia, Irã, México, Omã, Panamá, Peru, Rússia e Venezuela utilizavam DRE com VVPAT.
Bangladesh, Butão, Brasil, França e Namíbia apareciam na categoria sem VVPAT, enquanto os Estados Unidos tinham os dois modelos em diferentes estados.
No caso brasileiro, há ainda uma particularidade. Embora a classificação internacional coloque a urna do país na categoria DRE sem VVPAT, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que seu equipamento possui uma arquitetura própria, chamada Trusted-DRE, desenvolvida pela Justiça Eleitoral.
Máquinas que leem votos em papel
Outra modalidade utiliza uma cédula física durante a votação, mas deixa a leitura ou a contagem para equipamentos eletrônicos.
A International IDEA classifica esses sistemas como OMR (Optical Mark Recognition — Reconhecimento Óptico de Marcas) ou OCR (Optical Character Recognition — Reconhecimento Óptico de Caracteres).
Oito países apareciam nessa categoria no levantamento da organização:
Canadá;
República Dominicana;
Iraque;
Quirguistão;
Mongólia;
Filipinas;
Rússia;
Estados Unidos.
Nesse modelo, a máquina não substitui necessariamente a cédula. O eleitor pode continuar marcando o papel, enquanto o equipamento identifica as escolhas e automatiza parte da apuração.
As Filipinas são um exemplo desse formato. O país utiliza máquinas para fazer a leitura das cédulas preenchidas pelos eleitores, em vez de adotar uma urna que registre diretamente a escolha.
Equipamentos que produzem cédulas eletrônicas
Há também sistemas classificados como Electronic Ballot Printers (EBPs) — Impressoras Eletrônicas de Cédulas. Eles utilizam equipamentos eletrônicos durante a votação, mas geram uma cédula que faz parte do processo eleitoral.
Quatro países aparecem nessa categoria na International IDEA:
Argentina;
Bélgica;
República Democrática do Congo;
Fiji.
O funcionamento pode variar entre os países. A principal diferença para uma DRE tradicional é a presença de um registro físico produzido pelo equipamento, que pode ser utilizado nas etapas seguintes da eleição.
A Argentina, por exemplo, utiliza sistemas eletrônicos em determinadas eleições e jurisdições, mas não possui uma única tecnologia aplicada de maneira uniforme em todo o território.
Votação pela internet
A tecnologia também pode eliminar a necessidade de comparecimento a uma máquina de votação. A International IDEA registrava 14 países com algum tipo de votação pela internet no levantamento que identificou os 34 países com e-voting.
Os casos identificados pela organização eram:
Armênia;
Austrália;
Canadá;
Estônia;
França;
México;
Nova Zelândia;
Omã;
Panamá;
Paquistão;
Rússia;
Coreia do Sul;
Emirados Árabes Unidos;
Equador.
A modalidade, porém, não é necessariamente oferecida para toda a população. A International IDEA aponta que a votação pela internet é utilizada de diferentes maneiras, incluindo eleições locais, determinados grupos de eleitores e cidadãos que estão fora do país.
A Estônia é o exemplo mais amplo: o país permite a votação pela internet para eleitores dentro do território nacional. Em outros casos, a ferramenta é restrita a grupos específicos ou a cidadãos que estão no exterior.
O Google Tradutor começou a liberar tradução de conversas por voz em tempo real mesmo sem conexão com a internet. A novidade amplia o modo "Tradução instantânea", que já servia como intérprete entre duas pessoas, e pode ser útil em viagens, aeroportos ou locais com sinal ruim.
Até agora, o Google Tradutor já permitia baixar idiomas para traduzir textos e imagens offline. A diferença é que as conversas ao vivo ainda dependiam de internet para funcionar.
Como funciona a tradução por voz sem internet?
O usuário precisa baixar previamente os idiomas compatíveis no celular. Depois disso, basta abrir o Google Tradutor e acessar a opção Tradução instantânea.
No modo "Conversa", duas pessoas podem falar alternadamente e o aplicativo reproduz a tradução em voz alta. O microfone também consegue identificar automaticamente a mudança de idioma durante a conversa.
Há ainda um modo frente a frente, que divide a tela para que cada pessoa acompanhe a transcrição e a tradução no próprio lado do aparelho.
A novidade passa a permitir que esse processo continue funcionando sem internet, desde que os pacotes de idiomas tenham sido baixados antes.
Quais idiomas funcionam offline?
Neste primeiro momento, a tradução instantânea offline funciona entre inglês e os seguintes idiomas:
português;
espanhol;
francês;
alemão;
italiano;
hindi;
indonésio;
japonês;
russo;
sueco.
Isso significa que a combinação precisa envolver inglês. Não é possível, por exemplo, fazer uma tradução instantânea offline diretamente de português para japonês.
A pegadinha está nos celulares compatíveis
A limitação mais importante está na disponibilidade. Segundo a documentação oficial do Google, a tradução instantânea offline está disponível atualmente apenas para Pixel 9, Pixel 10 e Pixel 11.
Ou seja, a novidade não chegou de forma geral ao Google Tradutor em qualquer celular Android. Mesmo aparelhos mais antigos da própria linha Pixel e modelos de outras fabricantes ficam de fora por enquanto.
No iPhone, o Google continua permitindo baixar idiomas para traduções offline de texto e câmera, mas a documentação não confirma o novo modo de conversação por voz offline para iOS.
O Google não informou se pretende ampliar o recurso para mais aparelhos.
O Spotify começou a liberar uma opção que permite excluir músicas infantis e para a família do perfil de preferências do usuário. Com isso, faixas tocadas para filhos ou outras crianças deixam de influenciar recomendações como Descobertas da Semana, Daily Mix e a Retrospectiva, mesmo que continuem sendo reproduzidas normalmente na conta.
A novidade começou a ser disponibilizada globalmente nesta terça-feira (15) para usuários Free e Premium. O recurso funciona de forma retroativa, portanto músicas infantis já ouvidas também podem deixar de contar para indicadores da Retrospectiva 2026, como artista ou faixa mais escutados.
Como tirar músicas infantis das recomendações
A configuração fica dentro do próprio aplicativo do Spotify. Para ativá-la:
Vá em "Configurações e privacidade"
Toque em "Conteúdo e tela"
Em "Incluir músicas infantis e para a família no perfil de preferências", desative a opção.
O Spotify informa que a mudança pode levar até 48 horas para aparecer nas recomendações personalizadas.
A alteração não bloqueia músicas infantis. O usuário continua podendo procurar, reproduzir e montar playlists com esse tipo de conteúdo normalmente.
O que muda é a forma como essas reproduções entram no chamado perfil de preferências, conjunto de sinais que o Spotify usa para entender os gostos de cada usuário e montar recomendações personalizadas.
Isso inclui músicas de filmes de animação, temas de programas infantis, cantigas e outros conteúdos voltados para crianças. A ideia é evitar que esse consumo ocasional passe a dominar playlists e sugestões feitas para o responsável.
Recurso também muda a Retrospectiva do Spotify
A principal diferença para quem se importa com a Retrospectiva é que a configuração vale também para o histórico deste ano.
Depois de desligar a opção, as músicas infantis já reproduzidas podem ser retiradas dos dados usados para definir, por exemplo, música e artista mais ouvidos na Retrospectiva 2026.
O Spotify já permitia excluir conteúdos específicos do perfil de preferências. Em 2023, a empresa começou a permitir que playlists fossem ignoradas pelo algoritmo e, em 2025, ampliou a função para faixas individuais.
A empresa também oferece contas monitoradas para crianças, que mantêm o histórico do jovem separado do perfil dos responsáveis. Mesmo assim, o novo controle cobre outra situação comum: quando o adulto toca músicas infantis diretamente na própria conta, como durante uma viagem de carro ou em casa.
A Apple começou a incluir Apple TV e Apple Arcade sem custo adicional nas assinaturas do iCloud+ em mais de 100 países e regiões. A novidade transforma até o plano mais barato do serviço de armazenamento em nuvem em um pacote com streaming de filmes, séries e jogos.
Segundo a Apple, a mudança será implementada gradualmente até o fim de setembro. Entre os mercados contemplados estão Índia, Arábia Saudita, Singapura, Turquia e Emirados Árabes Unidos. O Brasil, por enquanto, não aparece na lista.
Na prática, basta ter uma assinatura elegível do iCloud+ para receber os outros dois serviços. De acordo com o 9to5Mac, até o plano de 50 GB, o mais básico, já dá acesso ao Apple TV e ao Apple Arcade nos países participantes.
O iCloud+ continua oferecendo armazenamento adicional para fotos, arquivos e backups, além de recursos extras de privacidade. A assinatura também pode ser compartilhada com até cinco outras pessoas por meio do Compartilhamento Familiar, de acordo com a Apple.
Brasil ainda está fora do novo iCloud+
Apesar da grande quantidade de mercados incluídos, a Apple ainda não anunciou a chegada do pacote ao Brasil. Os três serviços envolvidos já estão disponíveis separadamente no país, mas o iCloud+ brasileiro não passou a oferecer Apple TV e Apple Arcade como benefícios da assinatura.
Isso significa que usuários brasileiros continuam dependendo de assinaturas separadas ou do Apple One para reunir serviços da empresa em um único pacote.
A Apple afirma que o novo iCloud+ chegará a mais de 100 países e regiões até o fim de setembro, mas a lista divulgada até agora não inclui o mercado brasileiro. Portanto, a expansão para o Brasil ainda é uma possibilidade, mas não há confirmação ou prazo divulgado pela companhia.
A iniciativa também aumenta consideravelmente a presença do Apple TV pelo mundo. Com a expansão, o serviço de streaming chega a 59 novos países e passa a estar disponível em 170 mercados.
Em alguns países, a Apple também adicionou ao iCloud+ o Apple Music Select, modalidade mais limitada do serviço de música que oferece algumas estações de rádio sem anúncios. Assinantes elegíveis podem migrar posteriormente para o Apple Music completo com preço reduzido.
A Amazon começou a testar no Brasil uma nova versão da Alexa voltada especificamente para compras. Disponível dentro do aplicativo Amazon Shopping e no site da varejista, a “Alexa para Compras” usa inteligência artificial para pesquisar produtos, comparar preços e características, mostrar ofertas e recomendar opções a partir de perguntas em linguagem natural.
A ferramenta ainda está em fase beta e não aparece para todos os usuários brasileiros. Segundo a Amazon, o acesso está sendo liberado gradualmente para clientes selecionados que estejam conectados à própria conta.
A ferramenta é uma evolução do Rufus, assistente de compras com IA que a Amazon começou a testar nos Estados Unidos em 2024 e incorporou à experiência da Alexa para Compras em 2026.
Como funciona a Alexa para Compras?
No aplicativo da Amazon, a ferramenta aparece como uma aba própria chamada “Alexa” na barra inferior. Ao abrir a seção, o usuário encontra sugestões como rastrear pedidos, buscar ofertas e comparar produtos, além de um campo para fazer perguntas sobre compras.
A proposta é funcionar como uma espécie de agente de compras. Em vez de pesquisar por um item específico e abrir várias páginas, o usuário pode explicar o que procura ou pedir ajuda para comparar alternativas.
A Amazon cita como exemplo alguém interessado em uma air fryer, mas sem saber quais características avaliar. Nesse caso, a Alexa pode explicar critérios como capacidade, potência e facilidade de limpeza e sugerir produtos relacionados.
As respostas também podem vir estruturadas em tabelas comparativas. Em uma consulta sobre panelas de ferro fundido e cerâmica, por exemplo, a assistente organiza diferenças por peso, retenção de calor, distribuição de calor, antiaderência e compatibilidade.
Em outro exemplo, a Alexa lista ofertas de livros com preço, desconto, avaliação e informações de entrega. A própria interface recomenda conferir a página do produto para validar preços à vista, cupons e outros descontos adicionais.
IA também pode errar
A Amazon deixa uma ressalva clara dentro da própria ferramenta. Na tela inicial, a Alexa informa que suas respostas são geradas por inteligência artificial e que “nem sempre” estarão corretas.
As respostas usam informações do catálogo da Amazon e avaliações publicadas por compradores. Nos Estados Unidos, a ferramenta também ganhou recursos como histórico de preços, alertas de queda de valor e compras automáticas quando um item chega ao preço definido pelo usuário.
Essas funções mais avançadas não foram confirmadas para a versão beta brasileira. No Brasil, a Amazon cita neste primeiro momento pesquisa, recomendações, comparação de produtos, ofertas e assistência durante a compra.
Ainda não está disponível para todos
A Amazon ainda não informou quando a Alexa para Compras será liberada para todos os usuários no Brasil.
Quem já recebeu a função pode encontrá-la no aplicativo Amazon Shopping e, em alguns casos, no site da varejista. Como o lançamento é gradual, usuários com a mesma versão do aplicativo podem ter experiências diferentes.
Apple Pay e Carteira do Google adicionam camadas de segurança que podem reduzir alguns riscos presentes no uso do cartão físico. Entre elas estão tokenização, criptografia e autenticação pelo celular, que ajudam a evitar a exposição do número real do cartão durante pagamentos compatíveis.
Isso não significa que carteiras digitais sejam imunes a golpes ou automaticamente mais seguras em qualquer situação. Cartões físicos modernos também contam com chip, criptogramas e outros mecanismos de proteção, enquanto celulares continuam sujeitos a roubo de credenciais, phishing e engenharia social.
Abaixo, confira por que usar o cartão digital pode ser mais seguro.
Seu número real do cartão não vai para a loja
Uma das principais proteções das carteiras digitais é a tokenização. Em vez de transmitir diretamente o número principal da conta, o sistema utiliza uma credencial digital criada para representar aquele cartão.
A EMVCo, organização responsável por padrões utilizados pela indústria de pagamentos, explica que esses tokens podem ter restrições de uso vinculadas a fatores como dispositivo e canal de pagamento. Isso reduz a utilidade da credencial caso ela seja obtida fora do contexto para o qual foi criada.
No Apple Pay, o banco ou a bandeira cria um ‘Número de Conta do Dispositivo’, armazenado em um chip de segurança isolado do restante do iPhone, chamado Secure Element. A Apple afirma que não guarda os números completos dos cartões cadastrados no Apple Pay.
A Carteira do Google também pode utilizar números de cartão virtual em cartões compatíveis, evitando que o número físico seja compartilhado diretamente com o estabelecimento.
Como o Apple Pay protege os pagamentos?
No iPhone, os pagamentos normalmente precisam ser autorizados com Face ID, Touch ID ou código de acesso.
Depois da autenticação, o Secure Element fornece as informações necessárias para concluir a operação. Esse componente funciona de forma separada do restante do sistema e é utilizado para armazenar credenciais sensíveis.
Durante pagamentos por aproximação, o iPhone também gera informações específicas para aquela transação. Assim, a maquininha não recebe simplesmente os dados impressos no cartão físico.
Isso adiciona uma barreira importante em caso de perda ou roubo. Mesmo com o telefone em mãos, outra pessoa normalmente precisa passar pela autenticação configurada no dispositivo para fazer pagamentos.
Como funciona a segurança da Carteira do Google?
No Android, a Carteira do Google exige que o aparelho tenha um bloqueio de tela compatível para realizar pagamentos.
A confirmação de identidade pode ser feita com PIN, padrão, senha ou biometria considerada segura pelo sistema. Para biometria, o Google exige métodos classificados como classe 3, categoria destinada às opções consideradas mais robustas.
A autenticação, porém, não precisa ser repetida necessariamente em todas as compras. Depois que o usuário confirma a identidade, o Google pode manter essa validação ativa por alguns minutos.
Há ainda exceções relacionadas a transporte público. Em sistemas compatíveis, o usuário pode configurar pagamentos de transporte sem exigir nova confirmação a cada passagem.
Assim como no Apple Pay, cartões compatíveis podem utilizar credenciais virtuais no lugar do número original durante a transação.
E se roubarem o celular?
Tanto Apple quanto Google oferecem mecanismos para bloquear remotamente aparelhos perdidos ou roubados.
No iPhone, ativar o Modo Perdido pelo Buscar bloqueia o dispositivo e suspende cartões e tíquetes utilizados com Apple Pay. Também é possível remover os cartões vinculados ou apagar remotamente o conteúdo do aparelho.
No Android, o Localizador permite marcar o dispositivo como perdido, bloqueá-lo ou apagar os dados remotamente. A redefinição apaga permanentemente as informações armazenadas no aparelho.
Esses mecanismos não substituem os cuidados do usuário. Um código de desbloqueio fraco, uma conta comprometida ou um golpe de phishing ainda podem abrir outras portas para criminosos.
O WhatsApp começou a desenvolver suporte para até três contas diferentes no mesmo iPhone. A novidade amplia o recurso de múltiplas contas, que atualmente permite manter dois números no aplicativo, e pode facilitar a vida de quem separa conversas pessoais, profissionais e de outros usos.
A mudança foi identificada pelo WABetaInfo na versão beta 26.37.10.15 do WhatsApp para iOS. O recurso ainda está em desenvolvimento e não está disponível nem mesmo para testadores beta neste momento.
Como deve funcionar
O funcionamento deve ser praticamente o mesmo já usado para duas contas no iPhone. Cada perfil continuará funcionando de forma independente, com seu próprio histórico de conversas, notificações, configurações de privacidade, backup e arquivos de mídia. O bloqueio do aplicativo também poderá ser configurado separadamente para cada conta.
Na prática, o usuário poderá abrir as configurações do WhatsApp e acessar a lista de contas cadastradas. Mesmo depois de adicionar dois números, aparecerá a opção “Adicionar conta” para incluir um terceiro.
Também será possível trocar entre os perfis diretamente pelo seletor de contas. A interface mostra o nome, a foto e o número de telefone de cada perfil, enquanto um marcador indica qual conta está ativa naquele momento.
O WhatsApp também pretende identificar nas notificações a qual conta cada mensagem pertence, algo importante para quem mantém vários números no mesmo celular.
WhatsApp já permite duas contas no iPhone
O suporte a múltiplas contas começou a ser distribuído para usuários do iPhone em 2026. Atualmente, é possível manter dois números diferentes dentro do mesmo aplicativo, sem precisar sair de uma conta para entrar em outra.
Antes disso, quem precisava manter dois perfis costumava recorrer ao WhatsApp Business ou a um segundo celular. A expansão para três contas reduz ainda mais essa necessidade.
O WABetaInfo ressalta que o limite de três pode não ser definitivo. A estrutura encontrada no aplicativo indica que o WhatsApp poderia ampliar novamente essa quantidade no futuro, embora não exista confirmação sobre isso.
E o recurso do iOS 27 para usar o mesmo número em dois iPhones?
A novidade também chega em um momento em que a Apple amplia as opções para quem usa mais de um celular.
O iPhone Handoff, anunciado no iOS 27, permite associar o mesmo número de telefone a dois iPhones compatíveis e alternar a linha entre eles, desde que a operadora ofereça suporte. A função estreia inicialmente com T-Mobile, nos Estados Unidos, e Telekom, na Alemanha.
Os dois recursos resolvem situações diferentes. No WhatsApp, a novidade em desenvolvimento permite colocar até três números e contas distintas dentro de um único iPhone. Já o iPhone Handoff trata da linha telefônica e permite utilizar um mesmo número em dois iPhones.
O WhatsApp também já possui seu próprio sistema de dispositivos vinculados, que permite acessar a mesma conta em aparelhos adicionais. Portanto, o funcionamento do mensageiro não depende do iPhone Handoff para manter uma conta disponível em mais de um dispositivo.
Quando chega?
Ainda não existe previsão. O suporte a três contas foi encontrado no WhatsApp beta para iOS, mas continua marcado como em desenvolvimento. Isso significa que a Meta ainda pode modificar o funcionamento antes de iniciar os testes públicos.
O próximo passo esperado é a liberação para um grupo de usuários do TestFlight. Somente depois disso o recurso poderá chegar à versão estável disponível na App Store.
A Meta anunciou nesta terça-feira (15) o Meta One, novo serviço de assinaturas que reúne planos pagos para Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI. Para usuários comuns, as opções começam em R$ 7 por mês e liberam recursos como Stories de 48 horas, personalização dos aplicativos e mais conversas fixadas no WhatsApp.
A empresa também criou pacotes com limites maiores para geração de imagens e vídeos por inteligência artificial. Segundo a Meta, os aplicativos e o uso cotidiano do Meta AI continuarão gratuitos, enquanto as assinaturas concentram funcionalidades adicionais.
A companhia afirma que o Meta One estreia com mais de 50 recursos entre Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI. A novidade está sendo disponibilizada gradualmente em todo o mundo.
Os preços são localizados para o mercado brasileiro, portanto não correspondem à conversão dos valores cobrados em dólar. O Instagram Plus, por exemplo, custa US$ 3,99 (cerca de R$ 20,50) por mês nos Estados Unidos e R$ 10 no Brasil.
O que muda no Instagram, Facebook e WhatsApp
A assinatura do Instagram Plus (R$ 10/mês) permite manter Stories por 48 horas, criar diferentes listas de audiência, descobrir quantas vezes um Story foi revisto e pesquisar se uma pessoa específica visualizou a publicação.
Também há ícones e fontes personalizados, até seis posts fixados no perfil e a possibilidade de publicar diretamente no perfil sem levar o conteúdo ao feed dos seguidores.
A Meta também adicionou recentemente ao plano fontes personalizadas para mensagens diretas e Stories, notificações quando pessoas específicas visualizam um Story e prévias de DMs.
O Facebook Plus (R$ 10/mês) inclui Stories de 48 horas, reações animadas, ícones personalizados e informações sobre quem reviu um Story. A empresa afirma que o serviço também está recebendo mais opções de personalização do Messenger e dados sobre Reels.
Já o WhatsApp Plus, o mais barato, por R$ 7 mensais, oferece temas e ícones exclusivos, toques diferentes para contatos, figurinhas com efeitos em tela cheia e permite fixar até 20 conversas. O usuário também pode configurar alertas, toques e temas diferentes para suas listas de chats.
Mais adiante, a Meta pretende testar no WhatsApp Plus armazenamento para backups de conversas e mídias e os chamados Horários de Foco, que poderão silenciar ou ocultar conversas automaticamente de acordo com uma programação definida pelo usuário.
Há ainda dois pacotes individuais. O Core, de R$ 32 por mês, reúne Instagram Plus, Facebook Plus e WhatsApp Plus e aumenta os limites de ferramentas de IA, incluindo geração de imagens e vídeos e o Restyle do Instagram. O Premium custa R$ 97 e oferece limites ainda maiores de uso do Meta AI.
Quanto custa cada plano do Meta One?
Confira abaixo quanto custa cada um dos planos do Meta One:
Plano
Público
Preço no Brasil
WhatsApp Plus
Usuários
R$ 7/mês
Instagram Plus
Usuários
R$ 10/mês
Facebook Plus
Usuários
R$ 10/mês
Core
Usuários/IA
R$ 32/mês
Premium
Usuários/IA
R$ 97/mês
Essencial
Criadores e empresas
a partir de R$ 59/mês
Avançado
Criadores e empresas
a partir de R$ 199/mês
Expert
Criadores e empresas
a partir de R$ 599/mês
Máximo
Criadores e empresas
a partir de R$ 1.999/mês
A Meta ressalta que preços, recursos e disponibilidade podem variar conforme região, aplicativo e conta.
Criadores poderão colocar links diretamente em posts e Reels
Para criadores, uma das principais mudanças aparece a partir do plano Avançado. No Instagram, assinantes poderão colocar links clicáveis diretamente em posts e Reels, além de agendar Stories com até um mês de antecedência e posts e Reels com até um ano.
O pacote também inclui comparação de desempenho com outros perfis públicos, histórico ampliado de métricas, acesso compartilhado à conta sem entregar a senha e suporte humano. Os planos Expert e Máximo aumentam os limites desses recursos.
No Facebook, há ainda ferramentas para sugerir horários de publicação, enviar automaticamente convites para seguir o perfil e dar maior destaque à conta nos resultados de busca.
Meta One também terá planos para empresas
As assinaturas empresariais usam as mesmas quatro faixas de preço, mas incluem ferramentas específicas para negócios. O Essencial traz selo de verificação, proteção contra perfis falsos, recursos do WhatsApp Business e maior acesso ao Meta Business Agent, IA que pode responder clientes.
Nos níveis superiores, entram mais dispositivos conectados ao WhatsApp Business, créditos para disparos empresariais, links em posts e Reels, mais contas protegidas e suporte humano. O plano Máximo, de R$ 1.999 mensais, oferece os maiores limites e prevê até uma conversa semestral com um consultor da Meta para orientação sobre conteúdo no Instagram e Facebook.
A Uber lançou a modalidade Entre Cidades, que permite solicitar viagens diretas entre o Rio de Janeiro e três destinos turísticos do estado: Angra dos Reis, Cabo Frio e Petrópolis. A opção funciona nos trajetos de ida e volta, com o preço mostrado no aplicativo já incluindo pedágios e taxas do percurso.
A nova categoria foi criada para viagens intermunicipais feitas pelo aplicativo e pode ser solicitada imediatamente ou agendada com antecedência pelo Uber Reserve. O serviço está disponível para deslocamentos entre a capital fluminense e os três municípios desde esta quinta-feira (10).
Como funciona o Uber Entre Cidades
Para usar a modalidade, o passageiro precisa informar no aplicativo o ponto de partida e o destino final em uma das cidades atendidas. O percurso também pode ser feito no sentido inverso, permitindo utilizar o serviço para o retorno ao Rio de Janeiro.
Atualmente, as rotas disponíveis são:
Rio de Janeiro / Angra dos Reis;
Rio de Janeiro / Cabo Frio;
Rio de Janeiro / Petrópolis.
A principal diferença em relação a uma viagem urbana comum está na abrangência do trajeto. A corrida é feita diretamente entre os municípios, sem necessidade de trocar de veículo durante o deslocamento.
Outro ponto destacado pela Uber é a previsibilidade do preço. Antes de confirmar a viagem, o usuário consegue consultar o valor total do percurso, já com os custos de pedágio e taxas incluídos.
Viagem pode ser agendada com até 90 dias
O Entre Cidades também pode ser usado pelo Uber Reserve, recurso de agendamento da plataforma. Nesse caso, é possível marcar o deslocamento com até 90 dias de antecedência.
As informações sobre o motorista parceiro responsável pela viagem são enviadas ao passageiro até uma hora antes do horário previsto para a partida, segundo a Uber.
O acompanhamento da viagem também permanece disponível durante o trajeto. A plataforma informa que o Entre Cidades conta com rastreamento ativo, assim como outras viagens realizadas pelo aplicativo.
A modalidade pode ser utilizada para diferentes situações, como deslocamentos durante feriados e fins de semana, passeios turísticos e viagens corporativas. Por enquanto, a oferta está restrita às três rotas entre o Rio de Janeiro e os destinos anunciados pela empresa.
Uber One também vale para as viagens
Usuários do Uber One também podem utilizar os benefícios do programa nas corridas do Entre Cidades. De acordo com a Uber, assinantes acumulam cashback em créditos Uber One nas viagens realizadas pela nova modalidade.
A empresa não informou, no release de lançamento, uma data para expansão do serviço para outras cidades ou rotas.