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"Vitrola" de maleta estraga disco de vinil? Veja o que dizem especialistas

O retorno da mídia física e da tecnologia analógica trouxe uma grande dúvida para quem deseja entrar no mundo dos LPs: a famosa "vitrola" de maleta é uma boa opção ou pode estragar o disco de vinil? Essa discussão ganha ainda mais espaço porque muitas pessoas já adquiriram equipamentos de áudio desse tipo.

Esses toca-discos geralmente são vendidos em diferentes cores e formatos, quase sempre com design retrô, e dominaram as redes sociais nos últimos anos. Boa parte desse sucesso se deve aos preços atrativos, que normalmente variam entre R$ 500 e R$ 600.

Ou seja, muitas pessoas enxergam nesses dispositivos uma porta de entrada acessível para começar a ouvir discos de vinil sem gastar muito. Mas, por trás do charme vintage, existe uma mecânica mais modesta que levanta debates técnicos sobre esse tipo de equipamento.

Vitrola de maleta

O problema está na mecânica dos equipamentos

Quando analisamos os toca-discos instalados nessas maletas, a principal questão gira em torno da qualidade das peças que compõem o sistema de reprodução. Esses equipamentos costumam vir equipados com alto-falantes embutidos de pouca definição, além de cápsulas de cerâmica e agulhas de baixa qualidade.

Outro ponto é que a estrutura do braço não possui um contrapeso ajustável na base, o que impede o controle preciso da força aplicada pela agulha sobre o disco. João Augusto, consultor da Polysom, a maior fábrica de discos de vinil da América Latina, explica que a principal limitação dessas "vitrolas" está justamente na simplicidade do conjunto mecânico.

"Esses toca-discos não estragam o vinil, mas não conseguem reproduzi-lo da forma ideal por faltar a robustez necessária. Eles foram desenvolvidos originalmente para tocar compactos de 7 polegadas, que são mais leves e exigem menos do motor. Com os LPs, a história é outra, porque são mais pesados e precisam de um motor mais potente para manter a rotação saudável", destaca o especialista.

Vitrola de maleta

Por que discos novos "pulam" na maleta?

Uma das maiores frustrações de quem compra uma vitrola portátil é colocar um disco novo, especialmente modelos de 180 gramas, e perceber que a agulha começa a "pular" durante a reprodução das músicas. A primeira reação do usuário pode ser achar que o disco veio com defeito, mas o problema costuma estar no próprio aparelho.

João explica que isso acontece porque o conjunto mecânico desses toca-discos é bastante simples e não foi projetado para reproduzir LPs mais pesados.

Em comparação com toca-discos mais robustos, os modelos instalados nas maletas costumam ter um braço mais curto, não contam com contrapeso ajustável nem com recursos como o anti-skating, sistema que ajuda a manter a agulha corretamente posicionada no sulco do disco durante a reprodução.

Na prática, todas essas limitações dificultam uma leitura estável do sulco e favorecem pulos e distorções, principalmente nas últimas músicas de cada lado do disco, quando a agulha já está mais próxima do centro do LP.

Vitrola de maleta

Agulha desgastada e "gambiarra da moeda": os verdadeiros riscos

João Augusto afirma que um disco de vinil não será arruinado por ser reproduzido em uma vitrola de maleta. Ainda assim, o especialista destaca que existem riscos associados a algumas práticas dos usuários.

Uma delas é continuar utilizando o toca-discos quando a agulha já está desgastada ou esgarçada. Outro alerta é em relação à famosa "gambiarra da moeda", em que muitos usuários colocam uma moeda sobre a cápsula para aumentar o peso do braço e evitar que o disco pule.

Essa adição de peso para compensar a fragilidade do equipamento é justamente o que pode maltratar e desgastar o PVC do disco.

Diante disso, o consultor da Polysom afirma que a recomendação para quem pretende investir no hobby e aproveitar todo o potencial da mídia física é priorizar aparelhos mais robustos, e não escolher um modelo apenas pela aparência.

“A orientação é optar por toca-discos mais completos. Não só pela saúde do disco, que sobreviverá, mas pela qualidade do que o usuário vai ouvir com um equipamento mais avançado”, destaca João. 

Na prática, a avaliação do especialista mostra que, antes de comprometer a coleção de LPs, as vitrolas de maleta costumam limitar justamente aquilo que tornou o vinil tão popular novamente: o prazer de ouvir música com clareza, riqueza de detalhes e sem distorções.

E, se você já faz parte do time de colecionadores de discos, vale conhecer estes 9 apps para catalogar vinis e organizar sua coleção de LPs.

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5 eletrônicos para levar aos esportes na areia sem preocupação

Esportes praticados na areia, como beach tennis, vôlei e futevôlei, ganham cada vez mais adeptos, mas muitas pessoas ainda têm receio de usar eletrônicos durante as atividades. Por isso, vale conhecer dispositivos que podem ser utilizados nesses ambientes com mais segurança, desde que tenham as proteções adequadas.

O segredo para evitar prejuízos é estar atento à certificação IP do dispositivo que será levado à praia e a outros espaços dedicados a essas modalidades. A sigla vem do inglês Ingress Protection e identifica o grau de proteção do aparelho contra a entrada de partículas sólidas e água.

Essa certificação funciona da seguinte maneira: enquanto o primeiro número após o "IP" indica a resistência contra a entrada de partículas sólidas, o segundo aponta a resistência à água. Quanto maiores forem esses números, maior tende a ser a proteção oferecida, e essa classificação pode ser encontrada na ficha técnica do produto.

Para te ajudar a aliar recursos eletrônicos aos esportes praticados na areia, o Canaltech preparou uma lista com cinco eletrônicos que podem ser usados nesse ambiente:

  1. Smartwatch;

  2. Smartband;

  3. Caixa de som Bluetooth;

  4. Óculos inteligentes;

  5. Câmeras de ação.

1. Smartwatch

Os smartwatches são um dos acessórios vestíveis mais conhecidos quando praticantes de esportes desejam monitorar dados de saúde durante as atividades. Gasto calórico e frequência cardíaca são duas das principais medições feitas por esses dispositivos, além de modos dedicados a diferentes modalidades esportivas.

Para se precaver de possíveis danos causados pelos grãos de areia, uma indicação é buscar modelos com certificação IP68, que oferecem vedação completa contra a entrada de partículas sólidas e proteção para imersão em água dentro dos limites definidos pelo fabricante.

Apple Watch Series 10

2. Smartband

Uma opção para quem deseja utilizar um acessório mais compacto que também entregue recursos interessantes durante a prática do exercício são as smartbands. O design mais discreto também pode ser interessante para o conforto dos esportistas, especialmente em modalidades como vôlei e beach tennis.

Assim como no caso dos wearables mais robustos, modelos com certificação IP68 oferecem boa proteção contra a entrada de partículas sólidas. Além disso, muitas smartbands modernas contam com classificação 5 ATM, suficiente para suportar suor, chuva e atividades aquáticas leves, conforme as recomendações do fabricante.

Smartband

3. Caixa de som Bluetooth

A experiência de praticar beach tennis, vôlei e futevôlei fica ainda mais completa com uma trilha sonora ao fundo. Para isso, uma caixa de som Bluetooth pode ser uma ótima aliada para animar a equipe durante as partidas.

No cenário dos esportes praticados na areia, caixas de som com certificação IP67 ou IP68 estão entre as mais indicadas. Essas classificações oferecem um bom nível de proteção contra poeira e água, tornando esses equipamentos mais adequados para ambientes com areia e respingos, desde que utilizados conforme as recomendações do fabricante.

Aiwa Boombox Plus

4. Óculos inteligentes

E que tal conseguir gravar as atividades sem precisar usar o celular? Esse é um dos recursos oferecidos pelos óculos inteligentes, permitindo registrar as jogadas de um ponto de vista em primeira pessoa e compartilhar vídeos ainda mais imersivos nas redes sociais.

O uso desses acessórios durante atividades ao ar livre também é importante para proteger os olhos contra a exposição aos raios UV. A indicação é optar por modelos com certificação a partir de IP54, que oferece proteção contra poeira em níveis moderados e contra respingos de água. 

Caso a classificação apresente um "X" na primeira posição (como IPX4), significa que o fabricante não informa proteção contra partículas sólidas.

Ray-Ban Meta

5. Câmeras de ação

Mas, se a intenção é fazer registros mais tradicionais dos jogos, a dica é utilizar câmeras de ação. Esses equipamentos são compactos e podem ser posicionados em um tripé para filmar as jogadas com uma pegada mais profissional.

Essas câmeras também se destacam por oferecer proteção avançada contra poeira e água. Isso porque muitos dos modelos encontrados no mercado foram projetados para resistir a ambientes mais extremos, o que os torna boas opções para quem pratica esportes na areia.

GoPro Mission 1

Entenda os níveis de proteção IP

Para te ajudar a saber se o dispositivo que você planeja levar para a praia ou para arenas esportivas possui a proteção adequada contra grãos de areia, reunimos os detalhes sobre cada certificação IP na tabela a seguir:

Grau de proteção (sólidos) Significado Grau de proteção (água) Significado
X Sem informações sobre a proteção X Sem informações sobre a proteção
0 Sem proteção 0 Sem proteção
1 Proteção contra sólidos com diâmetro de 50 mm ou mais 1 Proteção contra gotas d'água que caiam verticalmente
2 Proteção contra sólidos com diâmetro de 12,5 mm ou mais 2 Proteção contra gotas d'água que caiam a um ângulo de até 15º em relação ao produto
3 Proteção contra sólidos com diâmetro de 2,5 mm ou mais 3 Proteção contra gotas d'água que caiam a um ângulo de até 60º em relação ao produto
4 Proteção contra sólidos com diâmetro de 1 mm ou mais 4 Proteção contra gotas d'água que caiam em qualquer direção
5 Proteção contra poeira (algumas partículas podem entrar, mas não a ponto de causar canos) 5 Proteção contra jatos d'água (até 75 l/min por 15 minutos)
6 Vedação completa contra a entrada de poeira 6 Proteção contra jatos d'água potentes (até 100 l/min por 3 minutos)
- - 6K Proteção contra jatos d'água potentes de alta pressão (10 bar, até 75l/min por 3 minutos)
- - 7 Proteção contra imersão na água em profundidade de até um metro, por até 30 minutos
- - 8 Proteção contra imersão incessante na água — a profundidade máxima pode ser indicada pelas empresas, normalmente em marcas de 3 ATM (30 metros), 5 ATM (50 metros) ou 10 ATM (100 metros) 
- - 9K Proteção contra imersão incessante e resistência à jatos d'água com alta pressão (até 100 bar a 10 cm) e altas temperaturas (80ºC ou mais)

Quer tornar a sua rotina de atividades físicas mais tecnológica também longe da área? Confira essas 4 tecnologias surpreendentes para dar um salto de evolução nos treinos.

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Qual consome mais: ventilador ligado 24h ou ar-condicionado? Fizemos as contas

Em períodos de temperaturas elevadas, o medo de a conta de luz subir no fim do mês também aumenta, especialmente pelo uso de eletrodomésticos que ajudam a amenizar o calor. Mas, na comparação entre um ventilador potente funcionando por 24 horas e um ar-condicionado em uso no mesmo período, qual consome mais energia?

O senso comum pode apontar que o ar-condicionado será o grande vilão do consumo em casa, visto que modelos antigos, de fato, pesavam bastante no bolso do consumidor. Mas o avanço significativo na tecnologia dos eletrodomésticos mudou bastante as regras desse jogo.

Para "tirar a prova dos nove", o Canaltech pegou a calculadora, consultou dados oficiais do Inmetro e fez as contas para descobrir qual dos dois aparelhos consome mais energia quando ambos permanecem ligados pelo mesmo período.

A tecnologia Inverter e o segredo do consumo

Para realizar essa comparação, selecionamos dois modelos potentes e com tecnologia avançada: o ventilador Britânia Super Turbo de 40 cm (BVT405) e o ar-condicionado Midea Inverter de 9.000 BTUs (42EZVCA09M5).

E um dos principais pontos desse comparativo é entender como a mecânica de cada um deles consome energia elétrica. O aparelho de ventilação, que opera no modo Turbo, precisa superar continuamente a resistência do ar para girar suas pás.

Como ele não conta com um termostato inteligente, o motor opera praticamente com potência constante durante todo o tempo de uso, mantendo o consumo de energia praticamente estável enquanto permanece ligado.

Ventilador Britânia

Já o ar-condicionado selecionado possui a tecnologia Inverter. Isso significa que, em vez de ligar e desligar o compressor a todo momento, o que geraria picos de consumo de energia, o dispositivo reduz a rotação do compressor assim que seus sensores identificam que o ambiente atingiu a temperatura desejada.

Essa eficiência do aparelho de refrigeração é atestada pelo Índice de Desempenho de Resfriamento Sazonal (IDSR) do Inmetro. Essa métrica avalia o consumo do ar-condicionado ao longo de um ano inteiro, simulando variações climáticas e entregando dados mais fiéis em relação à realidade do dia a dia.

Na ponta do lápis: o custo da operação em 24 horas

Para chegar aos valores em reais (R$), cruzamos os dados da eficiência energética de cada produto com a tarifa de energia elétrica. Utilizamos como base o valor médio de R$ 0,90 por kWh, que reflete a média nacional cobrada pelas distribuidoras de cada estado, já com o acréscimo de impostos e taxas da conta de luz.

De acordo com as informações contidas no selo do Inmetro e com os nossos cálculos de conversão, o ventilador da Britânia consome cerca de 0,1096 kWh por hora de uso. Já o ar-condicionado da Midea, com IDSR de 7,60, tem consumo médio estimado de 0,1328 kWh por hora.

Ar-condicionado Midea

Para estimar o custo de um dia inteiro de funcionamento, multiplicamos o consumo horário do ventilador e o consumo médio horário estimado do ar-condicionado, calculado com base na metodologia do IDSR do Inmetro.

Vale destacar que o cálculo do aparelho de refrigeração considera seu consumo médio de operação, o que reflete um cenário mais próximo do uso cotidiano do equipamento. Reunimos os resultados dos cálculos na tabela a seguir, dividindo-os em consumo e custos em 24 horas e em 30 dias.

Aparelho Consumo em 24h Custo em 24h Consumo em 30 dias (24h/dia) Custo mensal
Ventilador Britânia Super Turbo de 40 cm (BVT405) 2,63 kWh R$ 2,37/dia 78,91 kWh R$ 71,02/mês
Ar-condicionado Midea Inverter  de 9.000 BTUs (42EZVCA09M5) 3,19 kWh R$ 2,87/dia 95,62 kWh R$ 86,05/mês

Quanto custa deixar cada aparelho ligado?

Os números da tabela revelam que a diferença matemática para manter um ar-condicionado com tecnologia Inverter climatizando o ambiente durante 24 horas, em vez de usar um ventilador potente, é de aproximadamente R$ 0,50 por dia.

No fim do mês, considerando o uso ininterrupto ao longo de 30 dias, o ventilador geraria um acréscimo de R$ 71,02 na conta de luz. Já o aparelho de refrigeração, operando no mesmo cenário de 720 horas de uso contínuo, teria um custo de R$ 86,05.

Ar-condicionado

Afinal, vale a pena trocar o ventilador pelo ar-condicionado?

Levando em conta somente os parâmetros financeiros, o ventilador ainda consome menos energia elétrica do que o ar-condicionado, pesando menos na conta de luz. Mas, se colocarmos a relação custo-benefício e o conforto térmico em discussão, a diferença financeira de cerca de R$ 15 mensais se torna pequena.

Ainda assim, é necessário pontuar que adquirir um ar-condicionado exige um investimento inicial maior do que o de um equipamento de ventilação. No caso dos modelos utilizados nesta comparação, o ar-condicionado da Midea custa, em média, R$ 1.900, enquanto o ventilador sai por cerca de R$ 150.

Ou seja, o ventilador segue sendo a opção mais barata, tanto em relação ao investimento inicial quanto ao consumo mensal. Mas os cálculos mostram que os avanços da tecnologia Inverter tornaram o ar-condicionado uma alternativa viável para quem busca conforto térmico sem um impacto tão grande na conta de luz.

E você sabe qual é o eletrodoméstico que mais consome energia em casa? O Canaltech também fez esse cálculo para te ajudar a monitorar a conta de luz.

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