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Qual tipo de máquina de lavar gasta menos? Tampa frontal vs. tampa superior

Comprar uma máquina de lavar nova está longe de ser uma tarefa simples, especialmente quando é preciso escolher entre uma lavadora com tampa frontal (front load) e outra com tampa superior (top load). Entre os diversos fatores que pesam nessa decisão, o consumo de água e energia costuma ser um dos mais importantes na hora de adquirir o eletrodoméstico ideal.

Isso porque a questão vai muito além da localização da tampa da máquina. O design e o funcionamento dos dois modelos interferem diretamente no consumo desses recursos essenciais e até mesmo no desgaste das roupas.

Para te ajudar na escolha da lavadora, o Canaltech analisou dados oficiais do Inmetro sobre os cinco eletrodomésticos mais vendidos de cada categoria para descobrir qual tecnologia entrega maior eficiência no consumo de energia e água.

O segredo está no movimento do cesto

A diferença real no gasto dos modelos de máquina de lavar começa pelo entendimento de como funciona a mecânica de lavagem de cada um. As máquinas de tampa superior realizam a limpeza das roupas por meio de processos de agitação ou turbilhonamento.

Isso significa que essas lavadoras precisam utilizar um volume maior de água para que as peças possam ser agitadas. O batedor localizado no centro ou a hélice no fundo movimenta continuamente as roupas, gerando o atrito necessário para remover a sujeira.

Acontece que esse método é um pouco mais agressivo aos tecidos, o que pode acelerar o desgaste de peças mais delicadas.

Brastemp BWK13AB

Já os modelos com tampa frontal utilizam o sistema de lavagem por tombamento. Nesse sistema, o batedor central é dispensado, e o tambor gira em torno de um eixo horizontal, aproveitando a força da gravidade para elevar as roupas e deixá-las cair durante a lavagem.

Esse processo é mais suave, pois gera menos atrito entre as peças, tornando-se menos agressivo aos tecidos. Além disso, como não há necessidade de encher o tambor com um grande volume de água, o consumo é naturalmente menor.

Qual modelo gasta mais energia?

As máquinas de lavar com tampa frontal tendem a ser maiores do que aquelas com tampa superior, o que pode levar alguns consumidores a acreditar que o consumo de energia desses equipamentos também é muito maior.

Essa percepção também acontece porque grande parte das lavadoras front load vendidas no Brasil são modelos lava e seca, e a função de secagem por calor realmente eleva o consumo de energia.

Mas o cenário muda quando colocamos no papel apenas o ciclo de lavagem convencional com água fria. Isso porque o sistema de lavagem por tombamento proporciona maior eficiência, além de muitos desses aparelhos contarem com tecnologia Inverter.

Esse recurso ajusta automaticamente a potência de funcionamento de acordo com a necessidade de cada ciclo de lavagem, contribuindo para reduzir o consumo de energia.

Para facilitar a visualização desse comparativo, reunimos dados de consumo elétrico (medidos em kWh por ciclo de lavagem) dos cinco modelos mais vendidos de cada categoria. Essas informações foram coletadas da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) do Inmetro de cada eletrodoméstico.

Modelo Categoria Capacidade Energia (kWh/ciclo)
Samsung WW11T4040BX/AZ Tampa frontal 11 kg 0,26
Midea MF201W110WB/GK-01 Tampa frontal 11 kg 0,27
Brastemp BNF10ABBNA Tampa frontal 10 kg 0,27
Midea MF200D130WB/GK-01 Tampa frontal 13 kg 0,28
Electrolux LFC12 Tampa frontal 12 kg 0,31
Electrolux LES11 Tampa superior 11 kg 0,34
Consul CWN14AB  Tampa superior 14 kg 0,36
Brastemp BWJ14ABBNA  Tampa superior 14 kg 0,40
Electrolux LED13 Tampa superior 13 kg 0,40
Electrolux LEC15 Tampa superior 15 kg 0,46

Como os dados oficiais demonstram, todas as lavadoras com tampa frontal mantêm médias de consumo inferiores em relação às de tampa superior. Elas operam sempre abaixo da marca de 0,31 kWh por ciclo e superam as máquinas tradicionais em eficiência energética.

Se compararmos os modelos de 13 kg da Midea e da Electrolux, a diferença é de 0,12 kWh por lavagem. Em uma residência que realiza três ciclos de lavagem por semana, isso pode representar uma economia aproximada de 1,6 kWh por mês que, apesar de modesta, se acumula ao longo do tempo e soma-se à economia de água proporcionada pelo sistema de lavagem por tombamento.

Samsung WW11T4040BX/AZ

A principal diferença está no consumo de água

A eficiência energética já coloca os eletrodomésticos que utilizam a lavagem por tombamento um pouco à frente, mas é o consumo de água que amplia realmente essa vantagem. Isso porque esse sistema utiliza menos água durante a lavagem, resultando em uma economia significativa em relação aos modelos com tampa superior.

Separamos o volume total de água consumido por ciclo de lavagem nos mesmos dez modelos mais vendidos para deixar essa comparação ainda mais clara.

Modelo Categoria Capacidade Água (litros/ciclo)
Samsung WW11T4040BX/AZ Tampa frontal 11 kg 53
Midea MF201W110WB/GK-01 Tampa frontal 11 kg 81
Brastemp BNF10ABBNA Tampa frontal 10 kg 85
Midea MF200D130WB/GK-01 Tampa frontal 13 kg 89,9
Electrolux LFC12 Tampa frontal 12 kg 92
Electrolux LES11 Tampa superior 11 kg 107
Consul CWN14AB  Tampa superior 14 kg 141
Electrolux LED13 Tampa superior 13 kg 150
Electrolux LEC15 Tampa superior 15 kg 160
Brastemp BWJ14ABBNA Tampa superior 14 kg 184

O contraste fica evidente quando colocamos frente a frente modelos com capacidades semelhantes. Por exemplo, enquanto a máquina de tampa frontal da Midea de 13 kg consome cerca de 90 litros de água, a lavadora da Electrolux de 13 kg com tampa superior (LED13) alcança 150 litros por ciclo.

E essa diferença de 60 litros por lavagem tem um grande impacto a longo prazo. Em uma residência que realiza três ciclos de lavagem por semana, a economia pode chegar a cerca de 780 litros de água por mês, o equivalente a mais de 9,3 mil litros ao longo de um ano.

Brastemp BNO11AB

Tampa frontal ou superior: qual modelo vale o investimento?

Ainda que os dados apresentados apontem que as máquinas de lavar com tampa frontal oferecem maior economia no consumo de energia e água, a decisão sobre qual modelo escolher depende principalmente do planejamento financeiro e das necessidades da rotina de cada consumidor.

Se o orçamento para adquirir uma nova lavadora estiver mais apertado, os modelos com tampa superior cumprem bem o papel por apresentarem um valor de aquisição mais acessível.

Mas, se a prioridade for reduzir os gastos ao longo do tempo e houver uma margem maior no orçamento, vale a pena investir em uma máquina com tampa frontal. Ainda que exijam um investimento inicial maior, esses modelos podem compensar essa diferença com a economia de água e energia, além de reduzirem o desgaste das roupas.

Outra dúvida que costuma surgir entre os consumidores é sobre qual modelo gasta mais: uma lavadora tradicional ou uma lava e seca. O Canaltech também reuniu as informações necessárias para ajudar nessa decisão.

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Samsung vai quebrar barreira dos 5.000 mAh pela 1ª vez no Galaxy S27, diz leaker

A Samsung pode abandonar seu tradicional limite de 5.000 mAh na próxima geração de celulares top de linha. Isso porque rumores apontam que a família Galaxy S27 deve adotar baterias de silício-carbono (Si-C), a mesma tecnologia usada nas células de energia dos novos dobráveis da empresa.

A informação foi divulgada pelo leaker sul-coreano Lanzuk. Caso se confirme, a novidade permitiria aumentar a capacidade da bateria sem comprometer a espessura dos dispositivos.

O informante ressaltou ainda que a empresa sul-coreana já estaria avaliando ativamente múltiplos protótipos de bateria, que poderiam ser desenvolvidos em parceria com uma fornecedora. Segundo as informações, o planejamento já estaria em fase avançada, sugerindo que a tecnologia teria superado a fase inicial de conceito.

A título de comparação, o Galaxy Z Fold 8 Ultra foi lançado recentemente com uma bateria de 5.000 mAh de Si-C, um aumento de quase 14% em relação aos 4.400 mAh da geração anterior, que utilizava uma bateria de íon de lítio (Li-ion).

galaxy z fold 8 bateria

Samsung deve priorizar o equilíbrio na linha S27

Embora diversas fabricantes chinesas já utilizem baterias de silício-carbono para ultrapassar a marca de 6.000 mAh em seus aparelhos top de linha, a Samsung deve manter uma postura mais cautelosa.

Mesmo com a expectativa de adoção desse tipo de bateria na próxima geração da linha S, os rumores apontam que o Galaxy S27 Ultra deve receber uma célula de energia de capacidade na casa dos 5.500 mAh. Isso porque a fabricante prefere priorizar um equilíbrio entre a autonomia e a espessura do dispositivo.

Vale destacar, no entanto, que ainda não há confirmação sobre quais modelos da nova geração de aparelhos da Samsung seriam equipados com baterias de silício-carbono.

Ficou curioso para saber mais sobre esse tipo de bateria? Saiba todos os detalhes sobre as baterias de silício-carbono, também utilizadas por empresas como Xiaomi e Motorola.

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Galaxy S27 pode apelar para câmera da Sony para enfrentar iPhone, diz site

A próxima geração da linha S da Samsung pode chegar às lojas com uma mudança significativa para bater de frente com o iPhone. Isso porque relatórios recentes apontam que a fabricante sul-coreana está testando sensores da Sony para a câmera principal dos Galaxy S27 e S27+.

As informações sobre o sensor foram divulgadas pelo site GalaxyClub, e essa mudança marcaria o fim do uso dos tradicionais sensores ISOCELL nos modelos base da linha S. 

Os dados dão conta de que os aparelhos em questão devem manter um sensor ultrawide mais modesto, de 12 MP. Já a lente principal seria de 50 MP e viria equipada com o recurso de estabilização óptica (OIS), além de o conjunto fotográfico traseiro contar com uma câmera teleobjetiva que ainda tem resolução desconhecida.

Ainda que estejam em fase inicial de desenvolvimento, as mudanças no conjunto fotográfico dos novos celulares do segmento premium da Samsung devem ser implementadas como estratégia para fazer frente aos smartphones da Apple.

Galaxy S26

Mudanças também nas versões Pro e Ultra

Mas as novidades não devem ficar restritas aos modelos padrão e Plus da linha Galaxy S27. Isso porque os vazamentos também indicam que as variantes Pro e Ultra teriam um salto de qualidade na lente ultrawide, com uma atualização considerável em relação às gerações atuais de celulares da marca.

De acordo com os rumores, os aparelhos mais avançados da linha S devem trazer um sensor Sony IMX855 de 50 MP, com tamanho de 1/2,55 polegada. Ambos os dispositivos também podem receber uma câmera frontal de 16 MP, equipada com foco automático e OIS para melhores resultados fotográficos em baixa luz.

Também há a expectativa de que o Galaxy S27 Ultra deve contar com uma lente telefoto de 50 MP com zoom óptico de 5x, além de rumores indicarem o uso de um segundo sensor teleobjetivo também fabricado pela Sony.

Os aparelhos da linha S27 da Samsung devem ser oficialmente lançados somente no início de 2027, mas você pode conferir o desempenho das câmeras do Galaxy S26 Ultra no teste realizado pelo Canaltech.

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Por que jogadores de futebol usam um "sutiã tech" por baixo da camisa?

Você costuma acompanhar partidas de futebol? Então provavelmente já reparou que, durante a comemoração de um gol ou após a partida, cada vez mais jogadores exibem uma espécie de top esportivo vestido por baixo da camisa. Mas, o que pode parecer ser apenas um "sutiã tech", é na verdade um aliado da performance dos atletas.

O item é um colete de compressão que, sozinho, realmente não faria muita diferença. Mas o segredo está em um dispositivo acoplado nessa vestimenta, que é responsável por fazer o monitoramento em tempo real de diversos dados dos jogadores e, assim, auxiliar o trabalho da comissão técnica e o rendimento da equipe de diferentes formas.

Muito além do visual: o que há dentro do "top"?

O colete em questão tem a função de abrigar um pequeno aparelho de rastreamento. Ele é bastante compacto, medindo geralmente entre quatro e cinco centímetros, sendo posicionado em um ponto estratégico para captar métricas do atleta.

Para entender a importância do posicionamento correto do dispositivo junto ao top e também o seu funcionamento, o Canaltech conversou com Will Lopes, CEO da Catapult Sports. A empresa é uma das principais desenvolvedoras de soluções de dados esportivos, tendo seus equipamentos e sistemas usados por diferentes equipes ao redor do mundo.

“Nós posicionamos o dispositivo entre as escápulas, na parte superior da coluna torácica, para otimizar a clareza do sinal de satélite e manter o hardware seguro durante movimentos de alto impacto. Esse posicionamento protege o atleta ao manter o dispositivo longe da parte frontal do tronco, tornando-o seguro para esportes de contato”, explica o executivo.

Dentro dessa “caixa preta”, as empresas do setor adicionam um pacote avançado de sensores responsáveis por registrar diversas informações. O aparelho conta com receptores de GPS com alta taxa de atualização, acelerômetros, magnetômetros e até mesmo integração com monitores de frequência cardíaca.

Colete e sensor Catapult

Da distância percorrida aos níveis de fadiga

O uso do aparelho significa que a comissão técnica tem em mãos dados sobre quase todos os movimentos do atleta em atividades como treinamentos e jogos. Isso porque o equipamento não mede apenas a distância percorrida, como também calcula níveis de fadiga, frequência cardíaca, arranques bruscos e impacto físico de uma dividida.

Lopes destaca que o sistema da Catapult também tem a capacidade de medir uma métrica exclusiva conhecida como “Player Load” (“Carga do Jogador”, em tradução livre).

“Essa métrica é um dos pilares do sistema. Ela calcula o esforço dinâmico total medindo a aceleração instantânea e as mudanças de direção em três eixos (frente/trás, esquerda/direita e cima/baixo)”, ressalta o executivo.

E esses dados são usados pelas áreas da comissão técnica de diferentes formas. Para os fisiologistas, as informações do rastreador funcionam como um sistema de alerta precoce que monitora picos de carga de trabalho e sinaliza lesões iminentes, ajudando a definir sessões de recuperação específicas.

“Para um treinador, o foco é ajustar as cargas de treinamento. Durante os treinos, eles monitoram os dados da equipe para garantir que alcancem as intensidades desejadas. Se os jogadores ficarem abaixo do limite exigido para o dia do jogo, os treinadores estendem os exercícios ou aumentam o ritmo. Se os jogadores atingirem o limite, os técnicos diminuem a intensidade para garantir que se mantenham saudáveis”, pontua Will.

Colete da Catapult Sports

Auxílio da IA e futuro com tecidos inteligentes

Acontece que único jogo de futebol gera milhões de pontos de dados biométricos de cada atleta, o que torna quase impossível analisar tudo a olho nu. Diante disso, os softwares de desempenho se integram aos recursos de inteligência artificial (IA) para que modelos de aprendizado de máquina examinem os padrões em tempo real.

Esse processo é crucial para automatizar os alertas médicos, que são enviados imediatamente às comissões caso algo fuja dos parâmetros considerados normais. Ou seja: a IA transforma um grande volume de dados em insights claros para os especialistas.

Mas as inovações não devem se restringir apenas ao software. O futuro aponta para um cenário de miniaturização dos sensores, eliminando a necessidade de usar o colete separado.

“Vemos um futuro em que sensores vestíveis serão costurados diretamente nos equipamentos, coletando dados sem que o atleta sequer sinta que está usando um dispositivo. Trata-se de alcançar o equilíbrio perfeito entre o conforto total para o jogador e a precisão inegociável dos dados para a comissão técnica”, destaca Will Lopes.

Enquanto os tecidos inteligentes não fazem parte do dia a dia dos atletas, o uso dos coletes que acoplam o aparelho rastreador segue como a melhor solução para a coleta de métricas que permitem que as partidas de futebol sejam disputadas no seu mais alto nível.

E a integração entre tecnologia e futebol também está no impedimento semiautomático, que utiliza câmera de iPhone foi implementado no Brasileirão.

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