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Comic Chat: Microsoft abre código de app que transforma conversas em quadrinhos

A Microsoft abriu o código do Comic Chat, programa dos anos 1990 que transformava conversas online em painéis de quadrinhos e trouxe o primeiro destaque à fonte Comic Sans. O material foi publicado nesta quinta-feira (16).

O app está disponível sob a licença MIT. Isso permite que desenvolvedores usem, copiem, modifiquem e redistribuam o software, inclusive em projetos comerciais, desde que preservem o aviso de direitos autorais e a licença original.

O repositório contém versões do Comic Chat produzidas entre 1996 e 1998, além de ferramentas complementares, documentos internos e um kit para desenvolvimento de extensões.

Também há duas adaptações experimentais que mostram como o programa pode ser compilado com ferramentas atuais, conectado a servidores modernos e executado em telas de alta resolução.

A abertura do código, porém, não representa um relançamento oficial. Segundo a Microsoft, as adaptações não são versões acabadas do aplicativo.

O projeto também não recebe manutenção e seu repositório está arquivado como somente leitura. Eventuais continuações, portanto, dependerão de cópias independentes, criadas pela comunidade.

O que é o Microsoft Comic Chat?

Lançado em 1996 com o Internet Explorer 3, o Comic Chat era um cliente de IRC, tecnologia de bate-papo em canais anterior à popularização de mensageiros como ICQ e MSN Messenger. Em vez de mostrar apenas linhas de texto, o programa representava os participantes como personagens dentro de quadrinhos.

Para entregar os cartoons, o sistema analisa as mensagens e escolhia automaticamente gestos, expressões faciais, posições dos personagens, formatos dos balões e a organização de cada painel. Assim, uma frase interpretada como raivosa poderia fazer o personagem franzir a testa ou cruzar os braços.

O programa foi posteriormente distribuído com o Windows 98. Também se tornou o primeiro uso efetivo da fonte Comic Sans, criada pelo tipógrafo Vincent Connare em 1994.

O Comic Chat foi descontinuado no início dos anos 2000. A liberação do código, por outro lado, permite estudar e adaptar uma experiência marcante dos primeiros anos da comunicação visual na Internet.

Para conferir o material, basta acessar o repositório do GitHub: github.com.

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Ciberataques disparam no Brasil e colocam empresas em alerta, mostra levantamento

O Brasil registrou, em média, 4.001 ataques cibernéticos por semana contra cada organização em junho, uma alta de 44% na comparação anual. É o que mostra um levantamento da Check Point Research (CPR) revelado nesta semana.

Segundo a empresa de cibersegurança, o volume brasileiro ficou acima da média mundial, de 2.270 ataques semanais por organização. No país, o setor governamental foi o mais atacado durante o mês, seguido por Bens e Serviços de Consumo e Energia e Serviços Públicos.

Globalmente, a média de ataques cresceu 10% em relação a maio e 17% na comparação anual. Para a Check Point Research, a alta simultânea em diferentes mercados mostra que o avanço não ficou concentrado em uma única região ou setor.

América Latina lidera ataques e exposição de dados

A América Latina permaneceu como a região mais atacada do mundo em junho, com uma média de 3,5 mil ataques semanais por organização. O resultado representa um crescimento de 27% na comparação com junho de 2025.

Na sequência aparecem Ásia-Pacífico, com 3.060 ataques por semana, e África, com 3.008. Europa e América do Norte também registraram altas anuais, de 22% e 14%, respectivamente.

O recorte latino-americano também ocupou o primeiro lugar em um indicador relacionado ao uso corporativo de inteligência artificial generativa.

Segundo a CPR, 5,2% dos prompts enviados a essas ferramentas a partir de redes empresariais na América Latina foram classificados como de alto risco de exposição de informações sensíveis. A média global ficou em 3,9%.

O levantamento atribui esse risco ao conteúdo compartilhado pelos próprios usuários, como registros de clientes, documentos internos, dados financeiros e informações de infraestrutura.

No mundo, atividades de alto risco foram identificadas em 85% das organizações que utilizam regularmente ferramentas de IA generativa.

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