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Como transformar uma ideia em roteiro de vídeo com a ajuda da IA

Você já teve uma boa ideia para um vídeo, mas travou na hora de montar o roteiro? Isso acontece com muitas pessoas. Às vezes, o tema já está definido e você sabe mais ou menos o que quer dizer, mas falta organizar as ideias de um jeito que faça sentido para quem vai assistir.

A inteligência artificial pode ajudar a organizar ideias, sugerir abordagens, criar ganchos e montar a estrutura do vídeo. Mas, para isso funcionar bem, ela precisa receber instruções claras.

Neste guia, você verá um método prático para transformar uma ideia solta em um roteiro pronto para gravação.

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A seguir, veja como:

  • Transforme a ideia em briefing
  • Encontre o melhor ângulo com a ajuda da IA
  • Defina a estrutura antes de escrever o roteiro
  • Use um prompt mestre para gerar o primeiro roteiro
  • Refine o gancho, o ritmo e a linguagem
  • Peça exemplos, analogias e cenas de apoio
  • O que checar antes de gravar?
  • Adapte o roteiro para diferentes plataformas
  • Faça a versão final “pronta para gravar”
  • Exemplo prático: da ideia ao roteiro

Transforme a ideia em briefing

O erro mais comum ao usar IA para criar roteiros é fazer pedidos genéricos, como “faça um roteiro sobre IA para estudar.”. Embora pareça um comando simples, ele oferece pouca informação e, por isso, a IA costuma responder com conteúdos amplos, previsíveis e pouco alinhados ao público real.

O ideal é começar criando um briefing com cinco elementos fundamentais:

  1. Tema;
  2. Público-alvo;
  3. Objetivo do vídeo;
  4. Plataforma;
  5. Duração aproximada.

O briefing serve como base do roteiro. Sem essas informações, a IA pode até gerar um texto bem-organizado, mas terá mais dificuldade para criar um conteúdo alinhado ao público, ao objetivo do vídeo e ao estilo do criador. Veja um exemplo prático:

Ideia solta:

“Quero fazer um vídeo sobre como usar IA para estudar melhor.”

Briefing melhor:

“Quero criar um vídeo para YouTube, de 6 a 8 minutos, para estudantes universitários que querem usar IA para revisar conteúdo sem copiar respostas prontas. O objetivo é ensinar um método prático, com exemplos de prompts e alertas sobre erros comuns.”

Encontre o melhor ângulo com a ajuda da IA

Com o briefing pronto, é hora de definir o foco do vídeo. Isso faz diferença porque temas amplos costumam resultar em conteúdos genéricos. Por exemplo, "IA para estudar melhor" pode seguir vários caminhos. Já "como usar IA para revisar uma prova sem virar dependente dela" deixa mais claro qual problema será resolvido e o que o público vai aprender.

Antes de pedir que a IA escreva o roteiro completo, vale a pena explorar algumas possibilidades. Você pode pedir diferentes abordagens para o mesmo tema e comparar as sugestões, o que ajuda a encontrar um caminho mais interessante para o público e evita ficar preso à primeira ideia que aparecer.

Exemplo de prompt:

“Com base neste briefing, sugira 5 ângulos possíveis para o vídeo.

Para cada ângulo, traga:

1. promessa principal;

2. público mais interessado;

3. risco de ficar genérico;

4. título provisório;

5. por que esse ângulo pode funcionar no YouTube.”

Apps de IA no celular
A IA pode ajudar a transformar ideias em roteiros de vídeo. (Imagem: João Melo/Canaltech)

Defina a estrutura antes de escrever o roteiro

Um erro comum é pedir o roteiro completo logo no começo. Antes disso, vale organizar a estrutura do vídeo. Pense na ordem dos blocos, como:

  • Abertura;
  • Apresentação do problema;
  • Desenvolvimento;
  • Exemplos;
  • Conclusão;
  • Chamada para ação.

Com essa base, é mais fácil criar um roteiro que faça sentido do início ao fim. Por exemplo, essa organização ajuda a evitar vídeos que demoram para entrar no assunto ou que passam várias informações sem uma sequência clara.

No YouTube, isso é ainda mais importante, porque nos primeiros segundos a pessoa já decide se continua assistindo ou se sai do vídeo.

Exemplo de estrutura para pedir à IA:

“Crie uma estrutura de roteiro para um vídeo de 7 minutos com:

- abertura com gancho;

- apresentação rápida do problema;

- 4 etapas práticas;

- exemplo aplicado;

- erros comuns;

- conclusão com chamada para ação.

Não escreva o roteiro completo ainda. Apenas organize a sequência e explique a função de cada bloco.”

Use um prompt mestre para gerar o primeiro roteiro

Depois de definir o briefing e a estrutura, é hora de pedir o roteiro. Um modelo reutilizável pode acelerar bastante esse processo, como o prompt mestre abaixo:

“Você é um roteirista especializado em vídeos para [PLATAFORMA].

Transforme o briefing abaixo em um roteiro de vídeo.

Briefing:

[TEMA]

[PÚBLICO-ALVO]

[OBJETIVO DO VÍDEO]

[DURAÇÃO ESTIMADA]

[TOM DE VOZ]

[FORMATO: tutorial, review, lista, opinião, explicativo etc.]

[PRINCIPAIS PONTOS QUE PRECISAM ENTRAR]

[O QUE EVITAR]

Crie um roteiro com:

1. gancho inicial de até 15 segundos;

2. introdução curta;

3. desenvolvimento em blocos;

4. exemplos práticos;

5. alertas ou erros comuns;

6. conclusão;

7. chamada para ação.

Use linguagem natural, frases fáceis de gravar em voz alta e indique sugestões visuais quando fizer sentido.”

Esse prompt funciona porque traz contexto, define o papel da IA, indica o formato esperado e ainda estabelece restrições claras. O campo “o que evitar” também é importante, porque ajuda a reduzir clichês, como “nos dias de hoje”, “a tecnologia está revolucionando tudo” e introduções longas que não chegam ao ponto principal.

Refine o gancho, o ritmo e a linguagem

O primeiro roteiro raramente é a versão final. Na maioria dos casos, a IA produz um texto correto, mas que ainda precisa de ajustes para soar natural e agradável de assistir.

Revise especialmente três pontos:

  1. O gancho promete algo claro?
  2. O ritmo combina com a plataforma?
  3. O texto parece uma conversa real?

Por exemplo, vídeos longos permitem mais contexto e desenvolvimento. Já Shorts, Reels e TikToks precisam de frases rápidas e foco em uma única ideia. Vale ressaltar que um bom gancho não precisa ser sensacionalista. Ele apenas precisa responder à pergunta que todo espectador faz: "Por que devo assistir isso?"

Um prompt de ajuste que você pode copiar e colar:

“Reescreva este roteiro para ficar mais natural em voz alta. Mantenha a ideia principal, corte frases genéricas e deixe o início mais direto. O vídeo será gravado por uma pessoa falando para a câmera, em tom didático e informal.”

Outro exemplo:

“Crie 5 opções de gancho para os primeiros 10 segundos. Cada opção deve apresentar uma tensão clara, evitar exageros e deixar evidente o benefício do vídeo.”

Peça exemplos, analogias e cenas de apoio

Uma das melhores formas de tornar um roteiro mais útil é adicionar exemplos, pois isso reduz a sensação de texto genérico e facilita a compreensão do público.

Exemplo de prompt:

“Inclua exemplos práticos para cada etapa do roteiro. Os exemplos devem ser realistas para [TIPO DE PÚBLICO]. Evite exemplos vagos. Mostre situações concretas de uso.”

Também vale pedir sugestões visuais:

“Sugira imagens, gravações de tela, cortes ou elementos visuais para acompanhar cada bloco do roteiro. Organize em duas colunas: trecho do roteiro e sugestão visual.”

O que checar antes de gravar?

Apesar de acelerar a criação, a IA tem limitações. Ela pode inventar informações, simplificar temas complexos, repetir clichês, fazer promessas exageradas ou deixar de lado detalhes importantes.

Por isso, todo roteiro precisa passar por revisão humana. Em temas técnicos, financeiros, jurídicos, médicos ou ligados à segurança digital, essa checagem precisa ser ainda mais cuidadosa.

Veja um prompt de revisão crítica:

“Revise este roteiro como editor crítico.

Aponte:

1. trechos genéricos;

2. afirmações que precisam de checagem;

3. promessas exageradas;

4. partes longas demais;

5. oportunidades de deixar o conteúdo mais útil.

Depois, sugira uma versão revisada.”

Apps de IA no celular
Com ajuda da IA, é possível planejar, escrever e ajustar roteiros de vídeo. (Imagem: Aerps.com/Unsplash)

Adapte o roteiro para diferentes plataformas

Um único roteiro pode dar origem a vários formatos. A IA pode ajudar a transformar um vídeo longo em Shorts, Reels, TikToks, cortes, carrosséis, descrições e títulos. Mas essa adaptação não deve ser focada só em encurtar o conteúdo.

Cada plataforma funciona de um jeito. No YouTube, por exemplo, os capítulos ajudam a organizar o vídeo e facilitam a navegação, enquanto uma boa descrição pode trazer contexto extra e complementar o que foi dito no conteúdo.

Prompt sugerido para adaptar roteiros para várias plataformas:

“A partir deste roteiro para YouTube, crie:

1. uma versão de até 60 segundos para Shorts;

2. três cortes possíveis de até 30 segundos;

3. uma descrição otimizada para o vídeo;

4. cinco sugestões de título;

5. uma lista de capítulos com timestamps estimados.”

Faça a versão final “pronta para gravar”

Antes de ligar a câmera, transforme o roteiro em um documento realmente utilizável. Algumas boas práticas incluem:

  • Dividir o texto em blocos curtos;
  • Marcar pausas naturais;
  • Destacar palavras-chave;
  • Indicar imagens de apoio;
  • Deixar o CTA claramente definido.

Lembre-se que “pronto para gravar” não significa perfeito. Significa apenas que o roteiro está claro, organizado e fácil de seguir durante a gravação.

Prompt para preparar roteiro para gravação:

“Formate este roteiro para gravação. Divida em blocos curtos, indique pausas naturais, destaque sugestões visuais e mantenha frases fáceis de falar. No final, inclua uma checklist do que revisar antes de gravar.”

Exemplo prático: da ideia ao roteiro

Veja a transformação de uma ideia em um roteiro pronto:

Ideia solta:

“Quero falar sobre IA para organizar rotina.”

Briefing melhor:

“Quero um vídeo de 6 minutos para YouTube, voltado a profissionais autônomos que se sentem sobrecarregados. O objetivo é mostrar como usar IA para transformar tarefas soltas em um plano semanal realista, sem prometer produtividade milagrosa.”

Ângulo escolhido:

“Como usar IA para organizar sua semana sem virar refém de listas infinitas.”

Trecho de roteiro gerado:

“Você já terminou o dia com a sensação de que trabalhou muito, mas não avançou no que importava? A IA pode ajudar, mas não porque ela vai decidir sua vida por você. O melhor uso é transformar tarefas espalhadas em prioridades claras para a semana.”

A versão final ficou mais específica porque definiu melhor o público, o problema, a promessa e os limites da solução. Vale lembrar que a IA pode ajudar a encontrar ângulos, organizar ideias, construir estruturas, sugerir exemplos e adaptar formatos. Mas a direção continua sendo responsabilidade do criador.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir 4 apps para editar e gerar vídeos com IA que você precisa conhecer.

Leia a matéria no Canaltech.

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8 formas de assinar o Gemini mais barato ou de graça

Muita gente pensa no AI Pro quando fala em Gemini pago, mas a verdade é que o Google já tem uma opção mais acessível, o AI Plus, além de alguns caminhos que podem ajudar a gastar menos. Em alguns casos, dá até para aproveitar recursos avançados sem pagar nada por um tempo.

Também existe uma diferença importante entre usar o Gemini e assinar um plano com Gemini. Qualquer pessoa com uma Conta Google pode acessar a versão gratuita da IA. Já os planos pagos adicionam limites maiores, armazenamento em nuvem, recursos avançados e integrações extras com os serviços da empresa.

Vale esclarecer que esta lista não reúne “hacks” nem gambiarras. Todas as opções são oficiais e dependem de promoções, regras de elegibilidade ou benefícios institucionais.

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A seguir, confira:

  • 8 maneiras de pagar mais barato no Gemini
  • O que você precisa saber antes de tentar economizar no Gemini?
  • Vale a pena pagar pelo Gemini?

8 maneiras de pagar mais barato no Gemini

Veja 8 maneiras de pagar mais barato ou usar o Gemini de graça:

  1. Use o Gemini gratuito antes de pagar qualquer plano
  2. Assine o Google AI Plus em vez do AI Pro
  3. Divida o plano do Gemini com a família
  4. Resgate o Google AI Plus pelo Itaú
  5. Aproveite promoções em celulares Samsung
  6. Avalie se o Google AI Plus de 2 TB compensa
  7. Use alternativas educacionais pela faculdade ou universidade
  8. Considere pacotes com operadoras

1. Use o Gemini gratuito antes de pagar qualquer plano

Antes de assinar qualquer plano, vale testar a versão gratuita do Gemini. Para quem usa IA apenas para escrever textos simples, organizar ideias, resumir conteúdos leves ou tirar dúvidas do dia a dia, ela pode ser suficiente.

A principal vantagem é evitar pagar por limites e recursos que talvez nunca sejam utilizados. O Gemini gratuito não substitui o AI Plus ou o AI Pro para quem precisa de mais capacidade, Deep Research ou integrações avançadas, mas atende bem ao uso casual.

2. Assine o Google AI Plus em vez do AI Pro

Hoje, o Google AI Plus é o plano pago mais barato do Gemini disponível no Brasil. Ele custa R$ 24,99 por mês, oferece 400 GB de armazenamento e entrega limites maiores do que a versão gratuita, sendo uma opção interessante para quem quer acessar mais recursos sem gastar muito.

Já o Google AI Pro custa R$ 96,99 por mês e é voltado para usuários mais exigentes. Além de oferecer 5 TB de armazenamento, ele traz limites mais altos e recursos avançados que fazem mais sentido para quem usa IA com frequência ou precisa de maior capacidade.

Gemini
Existem formas de pagar menos pelo Gemini ou até usar a IA do Google de graça por um período. (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)

3. Divida o plano do Gemini com a família

O Google permite compartilhar a assinatura do Google One com até cinco pessoas da família. Segundo a empresa, os benefícios, armazenamento e créditos de IA podem ser compartilhados, desde que os membros estejam no mesmo país do administrador.

Assim, um AI Plus de R$ 24,99 dividido entre seis pessoas teria um custo teórico de aproximadamente R$ 4,17 por pessoa. No AI Pro, que custa R$ 96,99 por mês, o valor cairia para cerca de R$ 16,17 por integrante.

Como o administrador controla o plano e alguns benefícios são compartilhados, o ideal é usar essa alternativa apenas com familiares ou pessoas de confiança.

4. Resgate o Google AI Plus pelo Itaú

Clientes elegíveis do Itaú podem conseguir até 12 meses de Google AI Plus sem custo adicional. O benefício aparece no programa Minhas Vantagens para pessoas físicas e também em Mais Vantagens para clientes PJ a partir do nível 3. O próprio banco informa uma economia de cerca de R$ 299.

Como a oferta pode depender do nível e do segmento da conta, nem todos os clientes necessariamente terão acesso. Para quem for elegível, pode ser uma das maneiras mais simples de usar o AI Plus por R$ 0 durante um ano.

5. Aproveite promoções em celulares Samsung

A Samsung oferece seis meses gratuitos de Google AI Pro para compradores de alguns aparelhos participantes. Nos Galaxy Z Fold7, Z Flip7 e Z Flip7 FE, por exemplo, a promoção vale para compras feitas entre 21 de julho de 2025 e 20 de junho de 2026, com resgate até 20 de julho de 2026.

Como o AI Pro custa R$ 96,99 por mês, os seis meses gratuitos representam uma economia de aproximadamente R$ 581,94. Mas a promoção deve ser vista como um bônus para quem já pretende comprar um dos aparelhos, e não como motivo principal para investir em um smartphone mais caro.

É importante se atentar à renovação automática. Segundo a própria Samsung, a cobrança mensal começa automaticamente após o fim do período promocional caso a assinatura não seja cancelada a tempo.

App Gemini
Clientes elegíveis do Itaú podem obter até 12 meses de Google AI Plus sem custo. (Imagem: Viviane França/Canaltech)

6. Avalie se o Google AI Plus de 2 TB compensa

Quem já paga o armazenamento no Google One pode encontrar uma alternativa interessante no AI Plus de 2 TB. Na App Store aparecem as seguintes opções de:

  • Google AI Plus com 400 GB por R$ 24,99 por mês;
  • Google AI Plus com 2 TB por R$ 49,99 por mês;
  • Google AI Pro com 5 TB por R$ 96,90 por mês.

Se você já paga por armazenamento separado, talvez faça sentido migrar para um pacote com IA e nuvem no mesmo plano. Como os nomes e a disponibilidade podem variar conforme a conta, a plataforma e a loja utilizada, vale conferir no app do Google One ou do Gemini.

7. Use alternativas educacionais pela faculdade ou universidade

A oferta gratuita individual para estudantes no Brasil terminou em outubro de 2025, mas ainda existem caminhos institucionais. Por exemplo, as universidades e escolas que utilizam Google Workspace for Education podem disponibilizar o Gemini for Education, NotebookLM e Gemini na Sala de Aula para os alunos.

Além disso, existem licenças educacionais específicas para instituições. Por isso, os estudantes e professores podem procurar a secretaria, o setor de TI ou o portal acadêmico para descobrir se a instituição oferece acesso ao Gemini.

8. Considere pacotes com operadoras

Uma das formas de ter acesso ao Gemini mais barato é aproveitar as parcerias com operadoras de celular. No Brasil, os clientes da Vivo Controle, Controle, Pós-pago, Fibra e Vivo Total tem acesso liberado ao Google AI Plus.

Dependendo do plano contratado, o acesso pode ser gratuito por 6 ou até 12 meses. Após esse período, a assinatura é renovada por um valor reduzido em comparação à contratação direta pelo Google.

Além do acesso ao Gemini com recursos avançados, a parceria inclui armazenamento em nuvem expandido (400 GB) e integração com outras ferramentas, como NotebookLM e Deep Research.

App Gemini
A Vivo Empresas oferece pacotes com Google Workspace e Gemini incluídos a partir de R$ 49 por usuário ao mês. (Imagem: Viviane França/Canaltech)

O que você precisa saber antes de tentar economizar no Gemini?

Nem toda promoção é uma boa oportunidade para todos os perfis. Comprar um celular caro apenas pelo período grátis do Gemini raramente compensa. Já os benefícios oferecidos por bancos podem depender do tipo de conta e do nível do cliente. Enquanto que promoções estudantis antigas ainda podem aparecer nos buscadores mesmo depois de expiradas.

Além disso, planos empresariais e educacionais dependem da organização à qual o usuário está vinculado. Também é importante prestar atenção à renovação automática para evitar cobranças após o período gratuito.

Vale a pena pagar pelo Gemini?

A resposta depende do perfil de uso. Para a maioria das pessoas físicas, o AI Plus de R$ 24,99 por mês ou o compartilhamento familiar tendem a ser os caminhos mais acessíveis.

Os clientes elegíveis do Itaú podem até zerar esse custo por um período. Já estudantes e professores têm mais chances de conseguir acesso por meio de universidades e instituições de ensino.

Para empresas, MEIs e equipes, soluções como Vivo Empresas e licenças corporativas ou educacionais podem representar alternativas mais interessantes do que contratar serviços separados.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por saber quanto custa assinar todas as IAs no Brasil.

Leia a matéria no Canaltech.

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10 dicas do que nunca colocar em um prompt de IA

Você provavelmente já fez isso ou pensou em fazer: abrir um chatbot para ganhar tempo e colar um contrato, um exame médico, uma planilha financeira, um currículo ou um e-mail do trabalho para pedir ajuda. Afinal, a IA consegue resumir textos, revisar documentos, explicar informações complicadas e sugerir melhorias em poucos segundos.

O problema é que nem tudo o que está nesses arquivos deveria ser compartilhado. Dados pessoais, informações sigilosas da empresa, senhas e detalhes de outras pessoas podem acabar indo junto no prompt sem que você perceba.

Na maioria dos casos, não é preciso deixar de usar a IA. O importante é saber o que remover, ocultar ou substituir antes de enviar.

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A seguir, tire suas dúvidas sobre:

  • O que não adicionar em um prompt de IA?
  • Como transformar um prompt arriscado em prompt seguro?
  • Antes de enviar, faça o teste dos 30 segundos

O que não adicionar em um prompt de IA?

A seguir, veja 10 tipos de informação que nunca devem entrar em um prompt sem revisão prévia:

  1. Dados pessoais que identificam você ou outra pessoa
  2. Dados sensíveis, como saúde, religião, política e sexualidade
  3. Senhas, códigos de autenticação e chaves de acesso
  4. Dados bancários, cartões e informações financeiras completas
  5. Documentos de trabalho, contratos e informações sigilosas
  6. Informações de crianças, familiares e terceiros
  7. Mensagens privadas e conversas íntimas sem consentimento
  8. Arquivos inteiros sem revisar o conteúdo antes
  9. Prompts que pedem para burlar regras, sistemas ou proteções
  10. Qualquer dado que você não sabe como será armazenado ou usado

1. Dados pessoais que identificam você ou outra pessoa

Nomes completos, CPF, RG, endereço residencial, telefone, e-mail pessoal, matrícula, número de cliente e outros identificadores raramente são necessários para que a IA execute uma tarefa. Quanto menos informações desse tipo forem compartilhadas, menor o risco de exposição.

Em vez de escrever "reescreva esta reclamação de João Silva, CPF XXX.XXX.XXX-XX", prefira algo como "reescreva uma reclamação de um consumidor, sem identificar a pessoa". O cuidado vale tanto para seus próprios dados quanto para informações de terceiros.

Apps do Copilot,Gemini e ChatGPT no celular
Dados pessoais, senhas e documentos confidenciais estão entre os conteúdos que não devem ser compartilhados com chatbots de IA. (Imagem: Viviane França/Canaltech)

2. Dados sensíveis, como saúde, religião, política e sexualidade

Essa é uma das categorias que exigem mais cautela. Informações relacionadas à saúde, orientação sexual, religião, opiniões políticas, raça, biometria e dados genéticos podem causar constrangimentos, discriminação ou exposição indevida caso sejam compartilhadas sem necessidade.

Se precisar usar a IA para entender um exame ou relatório médico, remova nome, número do exame, hospital, médico responsável, data de nascimento e qualquer elemento que permita identificar a pessoa. O mesmo vale para prontuários, relatos psicológicos e mensagens íntimas.

3. Senhas, códigos de autenticação e chaves de acesso

Senhas, tokens, códigos de autenticação em dois fatores (2FA), chaves de API, seed phrases de carteiras de criptomoedas e credenciais de sistemas nunca devem ser inseridos em um prompt.

A IA não precisa do segredo para ajudar. Se estiver analisando um problema técnico, substitua os dados por marcadores como "[SENHA_REMOVIDA]" ou "[CHAVE_API]". O importante é compartilhar apenas o erro e o contexto necessários para o diagnóstico.

4. Dados bancários, cartões e informações financeiras completas

Pedir ajuda para organizar um orçamento é diferente de colar números de cartão, agência, conta bancária, extratos completos ou comprovantes com dados identificáveis.

Uma alternativa segura é resumir as informações. Por exemplo: "mercado: R$ 800", "transporte: R$ 300" e "assinaturas: R$ 120". Dessa forma, a IA consegue ajudar a categorizar despesas ou sugerir ajustes sem acessar informações financeiras sensíveis.

5. Documentos de trabalho, contratos e informações sigilosas

Muitos profissionais utilizam IA para revisar textos, resumir documentos e aumentar a produtividade. O problema aparece quando contratos, propostas comerciais, listas de clientes, códigos proprietários, roadmaps de produtos ou dados de faturamento são compartilhados sem os devidos cuidados.

Antes de enviar qualquer material corporativo, verifique as políticas internas da empresa, o tipo de conta utilizada e as permissões existentes.

6. Informações de crianças, familiares e terceiros

É comum buscar ajuda para redigir mensagens escolares, entender situações familiares ou organizar documentos de outras pessoas. Ainda assim, nomes, escolas, endereços, rotinas, diagnósticos e detalhes pessoais de crianças ou familiares não devem ser compartilhados desnecessariamente.

Sempre que possível, substitua elementos identificáveis por descrições genéricas. Em vez de citar nome, idade exata e escola, utilize expressões como "uma criança em idade escolar" ou "um familiar".

7. Mensagens privadas e conversas íntimas sem consentimento

As conversas de WhatsApp, mensagens diretas, e-mails pessoais e relatos íntimos de terceiros podem conter informações privadas que não deveriam ser reproduzidas integralmente em um prompt.

Se precisar de ajuda para interpretar uma situação, o ideal é resumir os fatos com suas próprias palavras, removendo nomes, números de telefone, trechos específicos e qualquer detalhe que identifique outras pessoas. O objetivo é preservar a privacidade de todos os envolvidos.

8. Arquivos inteiros sem revisar o conteúdo antes

O problema nem sempre está no arquivo em si, mas no que ele contém. PDFs, planilhas, apresentações e imagens podem carregar informações pessoais, comentários ocultos, metadados, assinaturas digitais ou abas escondidas.

Antes de fazer upload de qualquer documento, reserve alguns minutos para revisar o conteúdo. Uma limpeza simples pode eliminar informações que não são necessárias para a tarefa e reduzir riscos de exposição.

Gemini
É importante revisar documentos e informações antes de compartilhá-los com um chatbot de IA. (Imagem: Viviane França/Canaltech)

9. Prompts que pedem para burlar regras, sistemas ou proteções

A IA não deve ser utilizada para tentar quebrar senhas, invadir contas, contornar sistemas de pagamento, desativar mecanismos de segurança ou criar golpes.

Também é importante se atentar aos riscos ligados à chamada “injeção de prompt”, uma técnica usada para tentar manipular o comportamento de sistemas de IA. Em alguns casos, isso pode levar ao vazamento de informações, à execução de ações não autorizadas ou à geração de respostas enganosas.

Por isso, usar a IA para tentar burlar regras, sistemas ou mecanismos de proteção pode criar riscos reais de segurança e expor usuários ou organizações a problemas que vão além do ambiente do chatbot.

10. Qualquer dado que você não sabe como será armazenado ou usado

Se você não entende claramente as configurações de privacidade, o histórico da conversa, o tipo de conta utilizada ou a política da ferramenta, a melhor estratégia é compartilhar apenas o mínimo necessário.

Isso inclui atenção a recursos, como histórico ativado, conectores externos, integrações corporativas, plugins e ferramentas de busca. Quando você compartilha apenas as informações necessárias ajuda a reduzir riscos e evita a exposição de dados sensíveis.

Como transformar um prompt arriscado em prompt seguro?

Para reduzir os riscos no uso da IA, substitua informações reais por marcadores fictícios, remova elementos que identifiquem pessoas e compartilhe apenas os trechos indispensáveis para a tarefa. Veja exemplos abaixo:

Arriscado Seguro
“Resuma meu exame de sangue. Meu nome é..., nasci em..., meu CPF é...” “Explique, em linguagem simples, o que significam estes indicadores de um exame, sem considerar identidade do paciente: [valores sem nome ou documento].”
“Reescreva este contrato com a empresa X, cliente Y, valor Z e cláusulas confidenciais.” “Revise a clareza deste trecho contratual genérico. Removi nomes, valores e dados das partes.”
“Meu token da API é sk-..., por que meu código não funciona?” “Substituí minha chave por [API_KEY]. Analise o erro e indique hipóteses.”
“Analise esta conversa com minha ex, aqui estão os prints.” “Vou resumir uma situação interpessoal sem nomes. Ajude a escrever uma resposta respeitosa.”

Antes de enviar, faça o teste dos 30 segundos

Existe uma regra fácil de lembrar antes de enviar qualquer prompt para uma IA. Gaste 30 segundos respondendo três perguntas:

  • Tem dados pessoais?
  • Tem segredo profissional?
  • Eu tenho permissão para compartilhar isso?

Se a resposta for "sim" ou mesmo "não tenho certeza", vale a pena parar e revisar o conteúdo.

Caso você tenha gostado do conteúdo, talvez também se interesse por conhecer 5 formas de se proteger de injeção de prompt em navegadores de IA.

Leia a matéria no Canaltech.

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