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Pilhas podem ser recicladas? Veja como funciona o processo

Depois que a pilha do teclado, do mouse ou do controle remoto acaba, o destino correto não é o lixo comum. Ao ser entregue em um ponto de coleta, esse pequeno resíduo pode seguir para reciclagem e dar origem a matérias-primas usadas pela indústria, como o zinco.

A seguir, confira:

  • Como a pilha é reciclada?
  • O que pode surgir da reciclagem?
  • Toda pilha descartada corretamente é reciclada?
  • Por que o descarte correto ainda é o maior desafio?
  • Pilhas podem ser recicladas?
  • O que é recuperado na reciclagem de pilhas?
  • O que acontece se a pilha for jogada no lixo comum?

Como a pilha é reciclada?

Segundo o gerente executivo da Green Eletron, Ademir Brescansin, o processo começa com o descarte correto em Pontos de Entrega Voluntária, também chamados de PEVs.

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A partir daí, as pilhas são encaminhadas para empresas recicladoras, onde passam por etapas industriais de separação e reaproveitamento dos materiais.

Veja as etapas desse processo:

  1. Coleta nos pontos de entrega voluntária: o consumidor leva a pilha usada até um ponto de coleta adequado;
  2. Separação: depois da coleta, as pilhas são separadas e preparadas para o processamento industrial;
  3. Trituração: em seguida, as pilhas são trituradas para facilitar a separação dos materiais;
  4. Tratamento térmico: após a trituração, as pilhas passam por um forno industrial, onde ocorre a separação dos materiais reaproveitáveis;
  5. Recuperação de materiais: entre os materiais recuperados estão o zinco, sais e óxidos metálicos, que podem voltar à indústria como matéria-prima.

O que pode surgir da reciclagem?

A reciclagem de pilhas não gera apenas novas pilhas. Os materiais recuperados podem ser usados em diferentes produtos e processos industriais.

O zinco, por exemplo, pode voltar à cadeia produtiva como matéria-prima. Isso reduz desperdícios e fortalece a lógica da economia circular.

Toda pilha descartada corretamente é reciclada?

Segundo a Green Eletron, todas as pilhas coletadas pelo sistema são encaminhadas para reciclagem.

“Todos os eventuais rejeitos do processo são tratados e reaproveitados ou são enviados para a disposição final, evitando que contaminem o solo e a água”, explica Brescansin.

Por que o descarte correto ainda é o maior desafio?

O maior problema não está na reciclagem em si, mas em fazer mais consumidores descartarem pilhas corretamente. Por isso, levar pilhas usadas a pontos de coleta é essencial para que esses materiais cheguem à reciclagem.

Pilhas podem ser recicladas?

Sim. Quando descartadas corretamente, elas podem ser encaminhadas para reciclagem e passar por separação, trituração e tratamento térmico.

O que é recuperado na reciclagem de pilhas?

A reciclagem pode recuperar sais, óxidos metálicos e metais como o zinco, que voltam a ser usados como matéria-prima para outros produtos.

“Uma das principais matérias primas recuperadas nesse processo é o zinco em sua forma metálica, que pode ser reutilizado na confecção de novas pilhas”, pontua o gerente executivo da Green Eletron.

O que acontece se a pilha for jogada no lixo comum?

Ao descartar pilhas no lixo comum, a bateria pode ficar fora da cadeia de reciclagem e ter destinação inadequada, sob o risco de contaminar o solo e a água. Por isso, o ideal é sempre procurar um ponto de coleta.

Leia a matéria no Canaltech.

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Brasileiros agora podem instalar apps no iPhone por fora da App Store

A Apple liberou a instalação de aplicativos por fora da App Store no Brasil. A mudança foi anunciada nesta quinta-feira (18) e faz parte de um acordo recente com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Na prática, desenvolvedores poderão distribuir apps para iOS no Brasil por meio de lojas alternativas. Essas plataformas, porém, precisarão de autorização da Apple e deverão seguir requisitos definidos para atender usuários e criadores de aplicativos.

Isso não significa que qualquer app baixado na internet será instalado livremente. Segundo a Apple, os aplicativos passarão por uma autenticação, com verificações automáticas e revisão humana para identificar ameaças, como malwares.

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A empresa ressalta que essa checagem será mais limitada do que a análise aplicada na App Store. Por isso, usuários poderão ficar mais expostos a golpes, fraudes, conteúdo inadequado ou problemas de privacidade ao recorrer a lojas alternativas.

Novas opções de pagamento

O acordo também muda as regras para pagamentos dentro de apps. Desenvolvedores poderão oferecer métodos alternativos de pagamento e links externos para concluir compras de bens e serviços digitais em aplicativos distribuídos pela App Store no Brasil.

Essas opções aparecerão junto ao sistema de compras da própria Apple. Quando a compra for feita por outro método ou em um site externo, a empresa não será responsável por reembolsos e terá menos capacidade de ajudar em casos de golpe ou dificuldade na transação.

Dependendo do método escolhido, o usuário também pode precisar compartilhar dados de pagamento com terceiros

Já quem optar pelo sistema de pagamento da companhia terá acesso ao histórico de compras, gerenciamento de assinaturas, solicitação de reembolso e suporte para relatar problemas da App Store.

Mudança nas comissões

A Apple também ajustou as comissões aplicadas aos desenvolvedores. Antes, a regra geral da App Store era uma taxa de 30% sobre apps pagos, assinaturas e compras digitais dentro dos aplicativos.

Em alguns casos, como pequenos desenvolvedores e assinaturas após o primeiro ano, a comissão caía para 15%.

Com as novas regras no Brasil, desenvolvedores com apps distribuídos pela App Store pagarão 10% ou 21% sobre transações digitais, dependendo do caso. Se usarem o sistema de pagamento da Apple, haverá uma taxa adicional de 5%.

Já compras feitas por links externos terão comissão de 15% ou 10%, enquanto apps distribuídos fora da App Store pagarão 5% sobre vendas digitais.

Por que a Apple aplicou as mudanças no Brasil?

A abertura ocorre após uma investigação do CADE sobre as regras da App Store. O acordo prevê que a Apple permita formas alternativas de distribuição de apps e de pagamento no iOS, a fim de reduzir a dependência da loja oficial da empresa.

O movimento acompanha mudanças semelhantes em outros mercados. Na Europa e no Japão, medidas semelhantes também passaram a obrigar a Apple a abrir o iOS para lojas alternativas.

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IA eleva o risco de cair em golpe por telefone, alerta Serasa Experian

Golpes por telefone continuam relevantes no Brasil e podem ficar mais difíceis de identificar com o uso de inteligência artificial. O alerta foi feito pelo diretor de Identidade, Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Rodrigo Sanchez, durante o anúncio da pesquisa Mapa da Fraude nesta quinta-feira (18).

O comportamento dos consumidores mudou nos últimos anos, com maior resistência a atender chamadas de números desconhecidos, segundo o executivo. Ainda assim, as ligações seguem como um canal de risco para fraudes.

A IA permite criar abordagens mais convincentes em chamadas falsas. Isso inclui atendimentos eletrônicos com aparência ainda mais profissional, criando mais desafios para distinguir uma ligação legítima e uma tentativa de golpe.

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“O uso de inteligência artificial faz com que, de alguma maneira, esses fraudadores consigam criar mecânicas muito mais consistentes dessa tentativa de fraude”, disse o executivo.

Na prática, criminosos podem simular centrais de atendimento para dar credibilidade à abordagem. Esse tipo de ação se enquadra em engenharia social, técnica usada para manipular pessoas a entregar dados, fazer transferências bancárias ou liberar acessos.

Sanchez também citou o risco de abordagens em que o golpista já chega com informações reais sobre a vítima, como nome, compras recentes ou outros dados pessoais. Isso pode ocorrer quando criminosos têm acesso a informações internas ou obtidas em redes paralelas.

Para reduzir o risco, a recomendação é desconfiar de ligações que peçam dados pessoais, senhas ou movimentações financeiras. Nesses casos, a orientação é desligar e procurar os canais oficiais da empresa para confirmar se o contato é verdadeiro.

IA e fraude como serviço

Durante a coletiva, o vice-presidente de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Eric Dhaese, também afirmou que a inteligência artificial atua como uma “grande multiplicadora” para os golpistas, com capacidade de aumentar a escala e o realismo dos golpes digitais.

“Fala-se muito sobre IA generativa, tornando os golpes mais personalizados, mais convincentes, e deepfakes em escala e cada vez mais reais, inclusive envolvendo figuras públicas ou mesmo a imprensa”, explica.

Outra tendência apontada por Dhaese é a fraude como serviço, ou “Fraud as a Service”. Nesse modelo, criminosos vendem kits, scripts e formas de explorar brechas, a fim de facilitar a reprodução de golpes por outros fraudadores.

O executivo também chamou atenção para as identidades sintéticas.

“Criminosos conseguem, hoje, misturar informações verdadeiras com informações falsas, criando essas identidades sintéticas que pressionam as ferramentas de prevenção à fraude, porque elas são cada vez mais reais”, pontua. “O apoio da IA faz com que isso se torne ainda mais escalável.”

Mapa da Fraude

O alerta foi feito durante a apresentação do Mapa da Fraude. O levantamento da Serasa Experian aponta que tentativas de fraude com identidade digital poderiam causar até R$ 1,98 bilhão em prejuízos no primeiro trimestre de 2026, caso não fossem bloqueadas.

Ao todo, a companhia identificou quase 1,5 milhão de tentativas em cadastros e validações de identidade entre janeiro e março. O volume representa alta de 36,6% em relação ao mesmo período de 2025 e equivale a cerca de uma tentativa a cada cinco segundos.

A pesquisa também identificou 19,7 milhões de mensagens associadas a golpes no período, média de 152 envios por minuto. Além disso, foram mapeados mais de 10 mil anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos, alta de 8,3% na comparação anual.

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Golpes de identidade colocaram quase R$ 2 bi em risco no Brasil

Tentativas de fraude com identidade digital poderiam causar até R$ 1,98 bilhão em prejuízos no primeiro trimestre, caso não fossem bloqueadas. É o que mostra o Mapa da Fraude, apresentado pela Serasa Experian nesta quinta-feira (18).

O levantamento faz um retrato do cenário de golpes no Brasil, marcado pelo uso de inteligência artificial para torná-los mais convincentes.

Ao longo dos três primeiros meses de 2026, a companhia identificou quase 1,5 milhão de tentativas em cadastros e validações de identidade, o equivalente a uma abordagem a cada cinco segundos. A alta é de 36,6% em relação ao mesmo período de 2025.

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A fraude de identidade digital quando criminosos utilizam dados de terceiros, documentos falsos ou informações manipuladas para se passar por outra pessoa em cadastros e transações online. No geral, esse tipo de golpe costuma aparecer em abertura de contas, pedidos de cartão, compras e contratação de serviços digitais.

Entre os segmentos analisados, meios de pagamento tiveram o maior volume de tentativas de fraude de identidade, com 644,5 mil ocorrências no trimestre, o equivalente a 43,1% do total. Em seguida aparecem telefonia, com 313,2 mil casos, e bancos e cartões, com 259,1 mil registros.

A região Sudeste concentrou a maior fatia das tentativas de fraude no Brasil, seguido pelo Nordeste, com 333,1 mil, e pelo Sul, com 216,1 mil. Em São Paulo, o estado registrou sozinho mais de 230 mil ocorrências, o equivalente a 15,8% de todo o acumulado no país.

IA torna golpes mais convincentes

A pesquisa também mostra uma das principais tendências neste universo nos próximos meses: o uso de inteligência artificial para ataques. Afinal, a tecnologia pode ser utilizada indevidamente para criar mensagens mais naturais, páginas falsas mais críveis e perfis sintéticos mais difíceis de identificar.

Os golpistas também se concentram em táticas para manipular buscas de IA para incluir números de call center falsos.

Deepfakes, com áudios e vídeos manipulados por IA para simular pessoas reais, também aparecem entre os pontos de atenção. A técnica chama a atenção em abordagens baseadas em engenharia social, que pode ser aplicada para dar mais escala e realismo às tentativas.

É o caso de transmissões ao vivo e de anúncios falsos que utilizam imagens de figuras públicas para aplicar golpes. Há, também, casos de criminosos que se passam por executivos em reuniões de empresas.

152 mensagens por minuto

Na camada de cibersegurança, o estudo identificou 19,7 milhões de mensagens associadas a golpes entre janeiro e março, uma média de 152 mensagens por minuto.

A companhia também mapeou cerca de 10 mil anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos, alta de 8,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025, e um crescimento de 139% na presença de grupos de circulação e troca de conteúdo fraudulento.

Segundo o vice-presidente de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Eric Dhaese, esse dado indica que a fraude digital depende cada vez mais de redes organizadas de disseminação.

“A fraude está cada vez mais estruturada. Não se trata apenas de uma mensagem suspeita chegando ao consumidor, mas de um ecossistema de anúncios, perfis, páginas, aplicativos e grupos que sustentam a disseminação das tentativas”, afirma.

E-commerce

No comércio eletrônico, quase 1 a cada 100 transações foi considerada tentativa de fraude no período, totalizando mais de 368 mil registros no período. Essas abordagens somaram R$ 337,9 milhões em valor preservado por soluções antifraude.

O ticket médio das compras fraudulentas foi de R$ 917,52, valor 62% superior ao dos pedidos legítimos, o que indica uma busca por compras de maior retorno financeiro.

Em relação à quantidade de tentativas por categorias, “Beleza” liderou com aproximadamente 33 mil ocorrências, acompanhada por “Calçados”, com 29,4 mil, e “Saúde”, com 18,9 mil.

Já no recorte de risco, a categoria “Celulares” aparece no topo, com índice de 3,11%. Também aparecem entre os recorte de maior risco “Acessórios eletrônicos”, com 2,62%, e “Eletrônicos”, com 2,11%.

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Nova rival para Vivo, TIM e Claro pode nascer da antiga Oi Fibra; entenda o caso

Após assumir a operação da Oi Fibra, a Nio vai entrar no mercado de telefonia móvel. A iniciativa foi anunciada pela companhia nesta quarta-feira (18) e funcionará como uma operadora virtual em parceria com a Surf Telecom.

O investimento, revelado pelo Tecnoblog e confirmado pelo Canaltech, busca ampliar o portfólio com intuito de oferecer serviços de internet através de fibra ótica e conexão para celulares via rede 5G de maneira integrada.

Para isso, a empresa seguirá o modelo MVNO, em que a operadora oferece planos próprios, mas usa a infraestrutura de rede de uma companhia parceira, como já fazem o Nubank e o Inter.

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“A ideia é complementar a experiência da fibra, atendendo diferentes necessidades em uma única jornada com a nossa essência que é descomplicar a vida dos clientes de forma leve”, afirmou o CEO Márcio Fabbris.

Planos ainda serão divulgados

As ofertas, no entanto, ainda não foram reveladas. Em nota, a companhia informou que os novos planos serão apresentados apenas no segundo semestre deste ano.

O avanço ocorre pouco mais de um ano desde a venda da Oi Fibra para a V.tal, grupo de telecomunicações controlado por fundos do BTG Pactual.

Com atuação em quase 300 cidades brasileiras, a Nio possui aproximadamente mais de 3 milhões de clientes e é a terceira maior prestadora de banda larga fixa no Brasil, segundo dados da Anatel de abril de 2026.

A primeira e segunda colocações são ocupadas pela Claro e pela Vivo, respectivamente.

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