O Google começou a ampliar a disponibilidade do Motion Assist para mais dispositivos Android após lançar a ferramenta inicialmente para aparelhos Pixel. O recurso foi desenvolvido para passageiros que sentem náusea ou tontura ao usar o celular em veículos em movimento, como carros, ônibus e trens. Para funcionar de forma completa, com os elementos visuais exibidos em diferentes áreas do sistema, o aparelho precisa ter Android 17 ou superior e os serviços do Google Play atualizados.
O Motion Assist mostra pequenos pontos, semelhantes a bolhas, nas bordas da tela. A partir dos sensores de movimento do celular, eles se deslocam em tempo real conforme o veículo faz curvas, acelera ou freia. A proposta é reduzir o conflito entre o que os olhos percebem na tela e o movimento sentido pelo corpo, uma das causas da cinetose, também conhecida como enjoo de movimento.
O recurso pode ser ativado manualmente ou configurado para funcionar de forma automática. Nesse caso, o celular identifica quando o usuário está em um veículo em movimento e exibe as bolhas sem a necessidade de ativação a cada viagem. Também é possível adicionar um botão do Motion Assist ao painel de Configurações Rápidas, com opções de bloco pequeno e bloco grande, para ativar ou desativar a função.
O Android também oferece opções para personalizar a aparência das bolhas e evitar que elas atrapalhem a visualização do conteúdo. É possível ajustar a opacidade, escolher entre os temas de cor vermelho, amarelo, verde e azul e selecionar diferentes formas para os elementos visuais. A opção de aleatorização altera a cor e o formato das bolhas a cada poucos segundos. A página de personalização ainda exibe uma prévia das mudanças em tempo real.
A ferramenta pode ser útil para quem costuma sentir mal-estar ao ler, assistir a vídeos ou realizar outras tarefas no celular durante deslocamentos.
Como ativar o Motion Assist?
Para configurar o Motion Assist, siga o passo a passo:
Abra o aplicativo Configurações do celular;
Toque no seu perfil;
Selecione “Todos os serviços”;
Vá até “Segurança pessoal e do dispositivo”;
Toque em “Motion Assist”.
Também é possível encontrar a função rapidamente ao pesquisar por “Motion Assist” na barra de busca das Configurações.
O WhatsApp está testando uma função para convidar pessoas que não têm conta na plataforma para participar de chamadas de voz e vídeo. A novidade foi encontrada na versão beta do aplicativo para iOS pelo portal especializado WABetaInfo. O convidado acessa a chamada pelo navegador, sem a instalação do WhatsApp ou a criação de um cadastro.
A ferramenta amplia o recurso Guest Chats, anunciado anteriormente pelo mensageiro. Para iniciar uma chamada, o usuário cria um link pela aba “Chamadas” e envia o convite para outra pessoa, tanto em chamadas individuais quanto em grupo. O destinatário abre o endereço no navegador, pelo celular ou computador, e pode solicitar a entrada na conversa.
No entanto, a participação não é automática. O usuário que criou a chamada precisa aprovar manualmente a entrada de cada pessoa sem conta, o que evita que alguém com acesso indevido ao link entre na conversa. Além disso, ao criar o link no iPhone, o anfitrião poderá adicionar o evento à agenda ou ao calendário a partir da própria tela de criação do convite.
Mesmo sem uma conta no WhatsApp, o convidado conta com criptografia de ponta a ponta durante a chamada. Segundo as informações divulgadas sobre o recurso, as chaves de proteção são geradas com base na sessão do navegador do participante e em um identificador exclusivo criado pelo WhatsApp Web. Dessa forma, o conteúdo da chamada fica protegido contra acesso externo, inclusive pelo próprio WhatsApp.
Quando o recurso estará disponível?
Ainda não há previsão de lançamento para o público geral. A função foi identificada na versão 26.36.10.71 do WhatsApp beta para iOS, distribuída pelo TestFlight, mas continua em desenvolvimento.
Apesar de ter sido encontrada na versão de testes, a ferramenta ainda não foi liberada para os testadores beta. Isso indica que o WhatsApp trabalha internamente na implementação do recurso antes de iniciar a distribuição para o programa de testes.
A Atualização em Segundo Plano é um recurso do iOS que dá aos aplicativos oportunidades de buscar informações novas mesmo quando não estão abertos na tela. O sistema normalmente coloca os apps em um estado suspenso depois que o usuário deixa de utilizá-los, mas pode permitir que determinadas tarefas sejam executadas em segundo plano para manter o conteúdo atualizado.
O objetivo é reduzir o tempo de espera ao abrir um aplicativo. Com a função ativada, alguns apps podem atualizar informações previamente, como novos conteúdos de um feed ou dados que serão exibidos na próxima vez que forem abertos. O funcionamento, porém, depende de cada aplicativo e das regras definidas pelo próprio iOS.
Como essas atividades podem envolver conexão à internet e uso de energia, a Atualização em Segundo Plano também pode ser desativada para reduzir o consumo de bateria ou de dados. O iPhone oferece ainda controle individual, então não é necessário desligar a função para todos os aplicativos.
Entre os aplicativos que vale a pena manter com a função ativada estão apps de navegação e viagens, sincronização de arquivos, lembretes e ferramentas de produtividade. Já apps de comida e delivery, compras, jogos e aplicativos de consulta, como Wikipedia e IMDb, podem ter o recurso desativado sem impacto relevante no uso do dia a dia.
A seguir, tire suas dúvidas sobre:
Para que serve a atualização em segundo plano?
Como ativar ou desativar a atualização em segundo plano?
Quais as outras opções para controlar os dados em segundo plano?
Para que serve a Atualização em Segundo Plano?
A função serve principalmente para manter determinados conteúdos atualizados antes de o aplicativo ser aberto, o que pode reduzir o tempo necessário para carregar informações quando o usuário acessa o app.
O comportamento varia conforme o aplicativo. Entre os exemplos estão:
Clima: alguns aplicativos podem atualizar informações para exibir dados mais recentes quando forem abertos;
Nuvem e arquivos: determinados serviços podem realizar tarefas de sincronização em segundo plano, conforme a forma como foram desenvolvidos;
Podcasts: aplicativos compatíveis podem atualizar catálogos e preparar novos episódios;
Redes sociais: podem atualizar parte do conteúdo do feed antes da abertura;
Notícias: podem buscar conteúdos recentes para deixar o aplicativo preparado para a próxima utilização.
A função não significa que os aplicativos ficam funcionando continuamente. O iOS controla quando e por quanto tempo cada app pode realizar atividades em segundo plano, de acordo com fatores, como uso, bateria e condições do sistema.
Como ativar ou desativar a Atualização em Segundo Plano?
Para gerenciar o recurso, acesse Ajustes > Geral > Atualização em Segundo Plano. Na parte superior da tela, o iPhone oferece opções para definir como o recurso deve funcionar:
Desativado: nenhum aplicativo recebe atualização em segundo plano por esse mecanismo;
Wi-Fi: as atualizações ficam restritas a conexões Wi-Fi;
Wi-Fi e Dados Celulares: os apps também podem usar a rede móvel para essas atividades.
Logo abaixo, aparece a lista de aplicativos compatíveis. O usuário pode desligar a função individualmente para cada app, sem alterar a configuração dos demais. Essa opção é útil para manter o recurso ativo nos aplicativos em que ele faz diferença e desativá-lo naqueles que não precisam atualizar o conteúdo antes de serem abertos.
Também é importante diferenciar a Atualização em Segundo Plano das notificações. Desativar esse recurso não bloqueia, por si só, as notificações de um aplicativo. Os alertas enviados por notificações push utilizam outro mecanismo do sistema e continuam funcionando enquanto as notificações estiverem autorizadas.
Quais as outras opções para controlar os dados em segundo plano?
O iPhone oferece outras configurações que ajudam a reduzir o consumo de bateria ou dados.
Modo de Pouca Energia: acessível pela Central de Controle, reduz diversas atividades em segundo plano e desativa temporariamente a Atualização em Segundo Plano de todos os apps;
Dados Celulares por aplicativo: em Ajustes > Celular, é possível desativar o acesso à rede móvel para aplicativos específicos. Com a opção desligada, o app só consegue se conectar à internet quando o iPhone estiver conectado a uma rede Wi-Fi.
Modo de Dados Baixos: disponível para redes celulares (Ajustes > Celular > operadora > Modo de Dados) e redes Wi-Fi (Ajustes > Wi-Fi, no ícone i ao lado da rede). Reduz o uso de dados em segundo plano e é muito útil ao usar a internet de um roteador portátil;
Estatísticas de dados celulares: em Ajustes > Celular, o iPhone mostra o consumo de dados de cada aplicativo. É possível redefinir as estatísticas e acompanhar o gasto durante alguns dias para identificar quais apps usam mais dados.
Desativar a Atualização em Segundo Plano pode ser útil para economizar recursos, mas não é necessário desligá-la de forma indiscriminada. Para muitos usuários, o melhor equilíbrio é manter a função ativa apenas nos aplicativos que realmente se beneficiam de conteúdo atualizado antes da abertura.
Criminosos estão usando geradores de voz baseados em inteligência artificial (IA) para aplicar golpes de engenharia social cada vez mais convincentes. Algumas ferramentas conseguem criar uma cópia sintética da voz de uma pessoa a partir de apenas 10 segundos de áudio, segundo a ElevenLabs. A tecnologia também avançou na reprodução de sotaques e dialetos regionais, o que pode aumentar a sensação de familiaridade e confiança durante uma ligação fraudulenta.
Pesquisas da Universidade de Abertay mostram que pessoas podem confundir vozes geradas por IA com vozes humanas, especialmente quando os sistemas reproduzem características de fala locais. O estudo analisou especificamente o inglês padrão escocês e o dialeto de Dundee (Dundonian Scots), mostrando que a reprodução de sotaques regionais pode dificultar a identificação de uma voz sintética. Isso ocorre, em parte, porque as pessoas não esperam que uma máquina consiga imitar com precisão um dialeto local específico.
Um estudo publicado em 2026 no Journal of Marketing Research chegou a uma conclusão semelhante ao analisar mais de 7.000 interações entre empreendedores e investidores, além de 2.091 campanhas do Kickstarter. Os resultados indicaram que características vocais semelhantes às do ouvinte podem aumentar a confiança e o poder de persuasão, mesmo sem outras evidências de credibilidade.
A Federal Trade Commission (FTC) e especialistas em segurança alertam que a voz não deve ser considerada uma forma confiável de autenticação. Os criminosos podem usar pequenos trechos de áudio publicados nas redes sociais ou disponíveis em outros canais on-line para criar clones de familiares ou representantes de instituições. Por isso, uma ligação com uma voz conhecida não deve ser suficiente para confirmar a identidade de quem está do outro lado.
Ao receber uma chamada suspeita, a recomendação é encerrar o contato e procurar a pessoa ou instituição por um canal conhecido. O número deve ser obtido de uma fonte confiável ou da agenda do telefone, e não fornecido pelo próprio interlocutor. Senhas, PINs e credenciais de acesso também não devem ser informados durante chamadas não solicitadas.
O fator psicológico por trás dos golpes com voz clonada
A eficácia dos novos golpes reside na exploração de vieses cognitivos humanos ligados à familiaridade sonora. Quando uma voz reproduz características conhecidas, como sotaque, ritmo ou outras particularidades da fala, a pessoa pode ter menos motivos para desconfiar da identidade do interlocutor.
Diante desse cenário, reconhecer a voz de alguém não é mais suficiente para confirmar sua identidade. Em situações envolvendo dinheiro, senhas ou informações pessoais, a confirmação deve ser feita por outro canal, usando um contato conhecido e confiável.
Investigadores independentes e dados analisados pela Reuters mostram que agentes de inteligência artificial da OpenAI usaram mais de 10 sites que ainda não eram conhecidos para se comunicar sem autorização no início de 2026. A descoberta mostra que o comportamento “rebelde” dos agentes foi maior do que se sabia, com os modelos encontrando formas de driblar as restrições e trocar informações em diferentes plataformas. A OpenAI manteve o caso em sigilo por meses.
Embora o comportamento não seja classificado tecnicamente como hacking e se aproxime mais de uma ação de spam, o caso mostra como modelos de IA podem encontrar maneiras inesperadas de contornar regras de segurança. Os investigadores chegaram aos agentes por meio do cruzamento de diferentes pistas, como sequências de dados idênticas deixadas em sites, nomes de usuários coincidentes, consultas sobre temas demográficos específicos, incluindo a prevalência de câncer em Iowa, e endereços de IP associados à infraestrutura do Microsoft Azure.
Os pesquisadores de seis grupos independentes identificaram registros deixados pelos agentes em diferentes plataformas, como uma wiki de Química AP criada em 2008 por um professor de ensino médio de Massachusetts, dois sites pessoais de profissionais de tecnologia poloneses, wikis dedicados a jogos e uma página mantida por hobbystas de softwares de edição de texto que está ativa há cerca de duas décadas.
Os agentes também utilizaram encurtadores de links mantidos pela Universidade de Toronto e pela Universidade Vanderbilt. O objetivo aparente era compartilhar informações e “colar” em testes de pesquisa complexos, mesmo com instruções para não publicar conteúdo na web.
A OpenAI reconheceu que está fazendo uma revisão ampla das atividades de seus agentes e classificou o comportamento como um caso de “desalinhamento”. A empresa também afirmou que trabalha em um novo framework para registrar e relatar incidentes desse tipo durante as etapas de treinamento e implantação dos modelos.
Andrew Yoon, da organização sem fins lucrativos CivAI, identificou 18 sites que não haviam sido divulgados anteriormente. Já a pesquisadora Sydney Von Arx e seu grupo contabilizaram 23 sites afetados, indicando que a dimensão total das interações não autorizadas ainda é desconhecida.
Pesquisadores questionam transparência da OpenAI
A descoberta também levantou questionamentos sobre a transparência da OpenAI. O caso veio à tona enquanto a empresa lidava com as consequências de um ataque hacker ao repositório Hugging Face, ocorrido em julho de 2026.
Kenneth Russell DeGraff, desenvolvedor de software, afirmou que, se os modelos receberam instruções para apenas ler informações, precisaram encontrar maneiras criativas de deixar dados para trás. Ele comparou o comportamento ao de estudantes proibidos de conversar durante uma prova que escrevem respostas escondidas nas paredes de um banheiro.
Andrew Yoon, da CivAI, considera que a dimensão conhecida do episódio provavelmente não representa toda a atividade. “É quase certo que há mais coisas acontecendo aqui que simplesmente não sabemos”, afirmou.
Helmut Leitner, operador de servidores de wiki, também criticou a situação. Segundo ele, a responsabilidade não deve ser atribuída a uma máquina supostamente moral, mas às pessoas e organizações responsáveis por seu desenvolvimento. Leitner relatou ter passado horas removendo os registros deixados pelos agentes da OpenAI.
A pesquisadora Sydney Von Arx reforçou a dificuldade de dimensionar o problema. “Não temos ideia de quanto existe por aí”, afirmou.
Poucas horas depois de ser questionada pela Reuters sobre o caso, a OpenAI enviou um e-mail não assinado a Leitner e entrou em contato com a Universidade de Toronto para tratar das atividades registradas em seus sistemas.
A OpenAI declarou que, até o momento, não identificou outras atividades com gravidade semelhante à do incidente envolvendo o Hugging Face. A empresa também afirmou que pretende divulgar em breve seu novo protocolo para avaliar riscos e comportamentos considerados “rebeldes” em modelos de inteligência artificial.
O iPhone Duo, primeiro dobrável da Apple, pode trazer um problema de adaptação para aplicativos que não forem atualizados para o novo formato. Segundo detalhes técnicos e vídeos divulgados pela Apple para desenvolvedores, softwares antigos terão limitações para ocupar a tela maior do aparelho e poderão aparecer com grandes áreas pretas ao redor da interface.
A Apple definiu três níveis de compatibilidade para organizar a transição dos aplicativos para o formato dobrável. A diferença entre eles está no quanto cada software foi adaptado às novas proporções de tela. No nível mais básico, aplicativos que não foram atualizados para o iOS 27 serão exibidos como uma janela centralizada. Nesse caso, o conteúdo ficará cercado por grandes áreas pretas, tanto na tela interna quanto na externa do iPhone Duo.
No segundo nível, os aplicativos atualizados para o iOS 27 terão um aproveitamento maior do espaço. O próprio sistema poderá redimensionar a interface para ocupar uma área mais ampla da tela, embora ainda mantenha as chamadas áreas de segurança ao redor do conteúdo.
Já o terceiro nível corresponde aos aplicativos totalmente otimizados. Eles serão desenvolvidos especificamente para o iOS 27.1 e poderão aproveitar todo o espaço disponível no aparelho.
Esses softwares também terão acesso ao novo padrão de interface da Apple para o dobrável. Entre as mudanças estão barras de ferramentas e controles de navegação organizados verticalmente abaixo da barra de status.
Outro detalhe que pode limitar a adaptação é a decisão da Apple de não permitir a execução de aplicativos de iPad no iPhone Duo. Com isso, os desenvolvedores precisarão preparar versões específicas para o novo formato caso queiram aproveitar completamente a tela dobrável.
Adaptação pode levar tempo
A situação lembra o que aconteceu com o iPhone X. Na época, a mudança na proporção da tela e a chegada do notch fizeram com que vários aplicativos demorassem para se adaptar ao novo padrão. Durante esse período, alguns softwares apresentavam barras pretas ou interfaces que não ocupavam toda a tela.
No iPhone Duo, porém, a adaptação pode ser ainda mais demorada. O aparelho deve ocupar um segmento específico do mercado, enquanto a maior parte dos usuários continuará utilizando modelos tradicionais do iPhone. Para desenvolvedores, portanto, atualizar um aplicativo para um formato usado por uma parcela menor do público pode ter prioridade reduzida.
As redes sociais e os aplicativos de entretenimento costumam receber adaptações com mais rapidez. Já softwares de bancos, serviços governamentais e companhias aéreas podem levar mais tempo para adotar o novo formato.
Em alguns casos, esses aplicativos podem continuar exibindo áreas pretas por anos. Também existe a possibilidade de determinados softwares nunca receberem uma adaptação completa, especialmente se a base de usuários do iPhone Duo não for grande o suficiente para justificar o investimento.
No fim, a experiência na tela grande dependerá do hardware da Apple e da disposição dos desenvolvedores em adaptar seus aplicativos ao novo formato. A popularidade do dobrável será um dos fatores que devem definir a velocidade dessa transição.
Criminosos estão usando malwares do tipo infostealer para roubar sessões de usuários do Claude, IA da Anthropic, e gastar os créditos de assinaturas pagas sem que as vítimas percebam. O golpe rouba dados de acesso para criar tokens de autorização do Claude Code, dando aos criminosos acesso ao processamento pago pelos assinantes. O problema afeta principalmente profissionais que dependem de planos com maior capacidade, como o Claude Max 20x, que custa US$ 200/mês (equivalente a cerca de R$ 1.100,00 no Brasil).
A situação veio à tona após Grant De Swardt, consultor independente de IA no Reino Unido, perceber um aumento incomum no consumo de tokens em dias nos quais não estava trabalhando. Em um período controlado, o uso da conta subiu de 45% para 55% sem que houvesse qualquer tarefa ativa no computador ou na nuvem.
A Anthropic informou a Grant De Swardt que as chaves de sessão roubadas foram utilizadas para gerar tokens OAuth do Claude Code sem autorização, sendo aproveitadas por serviços de terceiros não autorizados para processar tarefas de outras pessoas.
Além de Grant De Swardt, o usuário Current_Afternoon_76, no Reddit, comentou que sua conta foi atualizada para um plano pago sem autorização, e o consumo saltou de 0% para 100% imediatamente. Em outro relato na plataforma, o uso da conta aumentou de 0% para 49% em apenas 12 minutos, após a execução de alguns comandos simples e uma busca na web. Já no GitHub, um caso semelhante registrou o limite máximo de uso por três dias seguidos, mesmo sem qualquer interação manual com o Claude.
A Anthropic confirmou a existência da fraude e atribuiu os casos a “atores mal-intencionados” que usam malwares instalados nos computadores das vítimas para roubar dados de login e sessões salvas. A empresa afirma ter tomado medidas, como invalidar sessões comprometidas, emitir reembolsos parciais e alertar alguns usuários sobre a possível presença de malware nos dispositivos.
Embora a Anthropic tenha enviado e-mails de alerta sobre infostealer malware para algumas vítimas, De Swardt não recebeu o comunicado. Ele também afirmou não ter encontrado qualquer rastro de infecção em seu computador e continua sem saber exatamente como sua conta foi comprometida. Segundo a empresa, a infecção não tem origem no uso do Claude, mas em fontes externas, como downloads de softwares infectados e anúncios maliciosos.
Falta de transparência dificulta identificar o consumo de tokens
Um dos principais problemas apontados pelas vítimas é a falta de informações detalhadas sobre o uso dos tokens. Atualmente, o painel da conta mostra apenas o consumo total, sem indicar quais atividades ou serviços foram responsáveis pelo gasto.
Isso dificulta a identificação de acessos não autorizados. Sem um histórico detalhado, uma conta pode continuar sendo explorada até que o consumo atinja níveis anormais ou o usuário perceba alguma atividade em um período no qual não estava utilizando o serviço.
A dificuldade para obter suporte e a ausência de ferramentas de monitoramento mais detalhadas também têm levado usuários a abandonar o Claude. No caso de De Swardt, a conta foi restabelecida após duas semanas, mas a suspensão trouxe prejuízos ao seu negócio. Como profissional autônomo, ele usa agentes de IA diariamente para tarefas de programação, design de sites e administração.
De Swardt recebeu um reembolso parcial de £44,49 referente ao período restante da assinatura de US$ 200 por mês. Mesmo após recuperar o acesso, ele decidiu cancelar o plano e migrar para o Cursor. A plataforma oferece diferentes modelos de linguagem, incluindo opções open source mais baratas que, segundo ele, entregam desempenho semelhante ao do Claude.
A Apple confirmou que o iOS 27, nova versão do sistema operacional do iPhone, será liberado na próxima segunda-feira (14). A atualização tem como um dos principais destaques a Siri AI, nova geração da assistente virtual que usa recursos de inteligência artificial para oferecer respostas mais naturais e entender melhor o contexto do usuário.
Nesta primeira fase, os recursos da Siri AI e da Apple Intelligence serão disponibilizados em versão beta e inicialmente em inglês. O iOS 27 também traz melhorias de desempenho, novos recursos de segurança para crianças e mudanças no design da interface, com foco em deixar a navegação mais responsiva e intuitiva.
A atualização inclui ainda novidades nos aplicativos Safari, Mail e Fotos, além de melhorias na integração do iPhone com outros dispositivos e sistemas. Entre elas está o suporte aprimorado para álbuns do iCloud no Windows e no Android.
Quais são as novidades do iOS 27?
Veja as novidades do iOS 27:
Siri AI e Apple Intelligence
Edição de imagens e criatividade
Produtividade e navegação
Segurança e família
Desempenho e design
Outros recursos do iOS 27
Siri AI e Apple Intelligence
A nova Siri AISiri AI usa os recursos da Apple Intelligence para compreender melhor o contexto das conversas e das informações armazenadas no aparelho. Entre as novidades está um aplicativo dedicado da Siri, que reúne as conversas com a assistente em um único lugar. O usuário também pode fixar interações e continuar conversas entre o iPhone e o iPad.
A assistente vai trabalhar com o Contexto Pessoal, recurso que permite encontrar informações específicas armazenadas no aparelho. Com comandos de voz, por exemplo, é possível procurar e-mails, fotos antigas ou notas. A Siri também vai ganhar a capacidade de executar ações dentro de aplicativos, como corrigir uma mensagem enviada ou adicionar uma música que está tocando a uma playlist.
Já a Escrita Assistida permite criar rascunhos a partir do zero, fazer sugestões de texto e adaptar tom e pontuação ao estilo do usuário nos aplicativos Mail e Mensagens. O Modo Siri na Câmera usa inteligência visual para responder perguntas e realizar buscas sobre objetos e cenários capturados pelo visor em tempo real.
Edição de imagens e criatividade
O aplicativo Fotos também recebe novos recursos baseados em inteligência artificial. Entre eles está o Reenquadramento Espacial, que possibilita estender imagens, além de uma versão aprimorada da ferramenta Limpeza, usada para remover objetos indesejados das fotos.
O Image Playground também ganha espaço no sistema. A ferramenta cria imagens a partir de descrições em texto e oferece diferentes estilos, incluindo opções com aparência fotorrealista.
Produtividade e navegação
O Safari vai agrupar abas automaticamente por tópicos, facilitando a organização de páginas abertas no navegador. O recurso Me Avisar também acompanha alterações em sites, como mudanças de preço ou reposição de produtos em estoque.
No Mail, a busca recebe um sistema de classificação que coloca os resultados considerados mais relevantes no topo da lista. Já o Contexto da Chamada usa informações de outros aplicativos durante ligações para empresas. Assim, dados relevantes, como códigos de voo armazenados em um e-mail, podem ser selecionados pelo sistema quando forem necessários.
Com os Atalhos Inteligentes, é possível criar automações mais complexas a partir de descrições feitas em linguagem natural.
Segurança e família
O iOS 27 amplia os recursos de segurança para crianças e famílias. Os responsáveis podem definir quais aplicativos os filhos podem usar, enquanto o Pedir para Navegar exige autorização para acessar novos sites.
A Segurança de Comunicação também vai detectar e impedir a visualização de conteúdos violentos ou perturbadores no Mensagens e no FaceTime, além de nudez. Os controles de tempo de uso também ganham referências específicas para cada idade, elaboradas por especialistas em desenvolvimento infantil.
Desempenho e design
O iOS 27 traz melhorias de desempenho em diferentes áreas do sistema. Segundo a Apple, os aplicativos podem abrir até 30% mais rápido e as fotos carregam 70% mais rápido na fototeca. As transferências pelo AirDrop também podem ficar até 80% mais rápidas.
No visual, o Liquid Glass recebe ajustes que proporcionam uma refração mais uniforme e maior contraste. A mudança busca melhorar a leitura e a nitidez dos elementos da interface, incluindo os ícones.
O sistema também ganha transições de rede inteligentes. O iPhone consegue escolher a melhor conexão disponível entre Wi-Fi e rede celular para reduzir interrupções.
Outros recursos do iOS 27
O sistema ainda reúne novidades em diferentes áreas. Na saúde, o aplicativo Acompanhamento de Ciclo vai emitir notificações sobre padrões relacionados à perimenopausa e à menopausa.
Na acessibilidade, o iOS 27 adiciona legendas sincronizadas automaticamente em vídeos e descrições mais detalhadas de imagens no VoiceOver.
O aplicativo Casa recebe recursos de inteligência artificial para resumir vídeos de câmeras de segurança e encontrar ocorrências específicas nas gravações.
No Mapas, o sistema oferece Flyover mais detalhado, com modelos de inteligência visual para renderizar elementos arquitetônicos com maior precisão.
Os AirPods Pro 3 também ganham novos recursos relacionados ao iOS 27, incluindo equalização personalizada para graves, médios e agudos e monitoramento da frequência cardíaca por meio do GymKit.
Quais são os iPhones compatíveis com o iOS 27?
O iOS 27 será compatível com os seguintes modelos:
A carga de anúncios nos principais serviços de streaming dos Estados Unidos aumentou, em média, 18% entre janeiro e agosto de 2026. Dados da firma de pesquisa Ampere Analysis, obtidos com exclusividade pelo Business Insider, mostram uma mudança na experiência de quem assiste a filmes e séries: as interrupções comerciais estão cada vez mais presentes nas plataformas.
A Netflix ainda tem a menor carga de publicidade entre os principais serviços analisados, com menos de 2,5 minutos de anúncios por hora. Mesmo assim, foi a plataforma que registrou o maior crescimento no período. A média passou de 1,40 minuto por hora em janeiro para 2,44 minutos em agosto, uma alta de 74%.
No outro extremo está o Paramount+, que lidera o ranking de publicidade com mais de nove minutos de comerciais por hora. Assim, cerca de 15% do tempo de exibição fica reservado para anúncios. Segundo a Ampere Analysis, apenas o Prime Video reduziu a carga de publicidade entre as nove plataformas de streaming mais assistidas no período, passando de 2,78 minutos por hora em janeiro para 2,60 minutos em agosto.
Em agosto de 2026, a média geral de comerciais exibidos pelas principais plataformas de streaming nos EUA foi de pouco mais de 5 minutos por hora. O movimento acontece em meio à chamada “streamflation”, termo usado para descrever a alta dos preços das assinaturas de streaming. Com planos sem anúncios cada vez mais caros, parte do público acaba migrando para opções mais baratas com publicidade. Dados da Antenna indicam que cerca de 60% dos novos usuários escolhem planos com anúncios no momento do cadastro.
Anúncios aumentam o lucro dos streamings
O aumento da publicidade está relacionado à busca por maior rentabilidade e à pressão de investidores sobre as empresas de mídia. Hernan Lopez, fundador da consultoria de mídia Owl & Co., escreveu em um relatório do início de setembro que as equipes de gestão estão sendo pressionadas a encontrar novas formas de aumentar a receita gerada pelo streaming e pela publicidade, sem comprometer as margens a longo prazo.
O crescimento da base de usuários também ficou mais caro. Com o custo de aquisição de novos assinantes em alta, as plataformas começaram a buscar mais receita entre as pessoas que já utilizam seus serviços, segundo Brandon Katz, analista da Greenlight Analytics, em entrevista ao Business Insider.
Embora custem menos para o consumidor, os planos com publicidade podem gerar mais receita por usuário quando atingem uma escala suficiente. Isso acontece porque a plataforma combina o valor pago pela assinatura com o dinheiro recebido dos anunciantes.
Esse modelo ajuda a explicar por que os serviços vêm ampliando a oferta de planos com anúncios e reajustando os preços das opções sem comerciais.
Consumidor começa a equilibrar os gastos
Os aumentos de preços registrados nos últimos 12 meses, incluindo reajustes na Disney+, HBO Max, Peacock e, mais recentemente, Netflix e Apple TV, também influenciaram o comportamento dos assinantes. Embora tenha reajustado seus preços em agosto de 2026, a Apple TV é uma das poucas grandes plataformas que ainda não oferece uma modalidade com anúncios.
Segundo a Antenna, 11% dos usuários de planos com anúncios no primeiro trimestre de 2026 eram pessoas que anteriormente pagavam por opções mais caras e sem comerciais. O índice era de 7% em 2024.
O problema é que essa conta fica menos atraente conforme a quantidade de anúncios aumenta. No Paramount+, por exemplo, a média já ultrapassa nove minutos de publicidade por hora, aproximando a experiência de exibição daquela encontrada na televisão tradicional.
O Google está testando uma nova interface para a Play Store que diferencia visualmente aplicativos e jogos pagos das opções gratuitas. A mudança foi encontrada na versão 53 da loja do Android e aposta em um design mais sofisticado para destacar conteúdos premium.
Atualmente, apps gratuitos e pagos seguem o mesmo padrão visual na Play Store. Para saber se um aplicativo exige pagamento, o usuário precisa conferir as informações exibidas na página. Com o novo design, essa distinção ganha mais destaque visual.
Nos testes identificados pelo Android Authority, a página do aplicativo recebe uma imagem de topo maior e um fundo preto, criando uma aparência imersiva. A imagem também se integra melhor à barra de status do celular, onde ficam o relógio e os ícones de notificações, em vez de criar uma transição brusca com o fundo branco da interface atual.
A mudança, porém, ainda deixa algumas informações de fora. O teste não exibia o número de instalações e o tamanho do aplicativo, por exemplo. Como o recurso ainda está em desenvolvimento, essas informações podem voltar a aparecer em uma versão futura.
O novo visual deixa mais evidente que se trata de uma versão premium, mas ainda não está claro se a mudança terá algum impacto nas compras de aplicativos e jogos na Play Store.
Quando o novo design chega à Play Store?
O Google ainda não informou quando pretende lançar a nova interface. Por enquanto, a novidade foi encontrada em arquivos internos da versão 53 da Play Store, o que significa que ela pode sofrer alterações antes de chegar ao público ou até mesmo não ser disponibilizada.
O Google Chat começou a implementar rascunhos persistentes, recurso que evita a perda de mensagens que ainda não foram enviadas. Com a novidade, o usuário pode começar a escrever uma resposta ou atualização de projeto e continuar depois, mesmo que feche o aplicativo ou reinicie o dispositivo.
Com a sincronização entre dispositivos, é possível iniciar uma mensagem na versão web do Google Chat e continuar a edição em um celular Android ou iPhone, sem precisar copiar o texto para outro lugar. Cada conversa mantém seu próprio rascunho e um novo atalho chamado “Rascunhos” reúne todas as mensagens pendentes em um só lugar.
Antes, o Google Chat costumava apagar textos não enviados quando o usuário alternava entre conversas ou saía do app. Agora, os rascunhos ficam salvos por até 30 dias, mesmo que a mensagem não seja enviada imediatamente.
As mensagens não enviadas continuam salvas na caixa de composição da conversa, exatamente de onde o usuário parou. Assim, basta abrir o chat novamente para retomar a escrita. A nova função pode ser útil para situações em que uma mensagem exige mais tempo para ser escrita, como feedbacks, atualizações de projetos e relatórios.
O recurso já está disponível no Google Chat?
A distribuição dos rascunhos persistentes já começou na versão web do Google Chat. No Android e no iOS, a novidade será liberada de forma gradual nas próximas semanas, com previsão de conclusão até 28 de setembro de 2026.
A função está disponível para clientes do Google Workspace, assinantes do Workspace Individual e usuários com contas pessoais do Google.
A OpenAI afirma ter encontrado uma solução gerada por inteligência artificial para um dos problemas mais difíceis da matemática: as equações de Navier-Stokes. O conjunto de equações, formulado há cerca de 200 anos, descreve o comportamento de fluidos, como água e ar, e ainda guarda questões matemáticas sem resposta.
Para enfrentar o desafio, a empresa mobilizou mais de 1.000 agentes de IA, que trabalharam por mais de 50 horas consecutivas. O esforço resultou em uma prova matemática completa, formalizada na linguagem de programação Lean. Segundo a OpenAI, o trabalho mostra como sistemas de inteligência artificial podem contribuir para pesquisas de matemática fundamental.
A operação, no entanto, exigiu um volume elevado de recursos computacionais. Mark Chen, chefe de pesquisa da OpenAI, afirmou que o custo ficou “na casa dos milhões de dólares”. Sebastien Bubeck, pesquisador da empresa, disse que o esforço foi intensificado em 28 de agosto, após surgirem rumores de que a Anthropic estaria próxima de apresentar uma solução para o problema.
As equações de Navier-Stokes estão entre os sete Problemas do Milênio definidos pelo Clay Mathematics Institute. Cada solução comprovada de um desses desafios rende um prêmio de US$ 1 milhão.
Solução da OpenAI é alvo de questionamentos
O matemático Tristan Buckmaster, da Universidade de Nova York (NYU), e Levent Alpöge, pesquisador da Anthropic, afirmam que a OpenAI teve uma postura predatória ao tomar conhecimento do trabalho desenvolvido pela dupla. Segundo Buckmaster, a empresa teria tentado interferir na atribuição dos créditos e chegou a sugerir que a descoberta fosse publicada em nome de um modelo interno da OpenAI, sem incluir Alpöge entre os autores. Já Sebastien Bubeck contestou publicamente essa afirmação nas redes sociais e negou que a empresa tenha sugerido retirar Alpöge da autoria.
A controvérsia também envolve a possibilidade de a OpenAI ter usado informações relacionadas ao desenvolvimento da pesquisa dos acadêmicos. Tristan Buckmaster e Levent Alpöge utilizaram diferentes modelos de inteligência artificial no trabalho, incluindo o Claude, da Anthropic, e o Codex, da própria OpenAI. Buckmaster questionou se a empresa teria acessado registros de uso do Codex para acompanhar o avanço da pesquisa e orientar o trabalho de seus próprios agentes.
A OpenAI nega ter acessado prompts ou registros privados antes da divulgação pública do trabalho dos pesquisadores. A empresa, porém, reconheceu em uma publicação oficial que dados desidentificados gerados pelo uso de seus produtos podem ter sido utilizados no treinamento e no aprimoramento de seus modelos.
OpenAI nega ter usado o trabalho dos pesquisadores
Em resposta às acusações, o CEO da OpenAI, Sam Altman, defendeu a equipe, enquanto Bubeck negou que a empresa tenha usado os dados dos pesquisadores. Já Ven Chandrasekaran, outro matemático da OpenAI, afirmou que a solução produzida pelos agentes da empresa é “significativamente diferente em natureza” daquela apresentada por Alpöge e Buckmaster.
Bubeck também parabenizou os pesquisadores pelo trabalho e classificou a conquista como “monumental”, reconhecendo a prioridade da dupla na resolução das equações de Euler não forçadas. O trabalho da OpenAI, por outro lado, envolve as equações de Navier-Stokes. A diferença entre os sistemas de equações abordados por cada equipe é justamente um dos pontos que sustentam a afirmação de que os trabalhos têm naturezas matemáticas distintas.
A disputa agora envolve a validade da solução apresentada pela OpenAI e questões sobre autoria, acesso a dados e os limites éticos do uso de inteligência artificial na pesquisa acadêmica. A confirmação matemática independente da prova será fundamental para determinar se o trabalho realmente resolve o problema proposto pelo Clay Mathematics Institute.
O Google anunciou novas funções para o Google Tradutor no Android e no iOS. As atualizações melhoram a tradução de áudio em tempo real, com recursos que deixam o uso mais prático em viagens, conversas e situações do dia a dia.
No Android, a principal novidade é a possibilidade de continuar usando o Live Translate em segundo plano. Assim, a tradução não é interrompida quando o usuário bloqueia a tela ou troca de aplicativo para consultar um mapa, uma reserva ou outra informação.
Segundo o Google, mais de um terço das sessões de tradução em tempo real dura mais de cinco minutos. Por isso, a novidade pode ser útil em conversas longas ou durante eventos, quando manter o Tradutor aberto na tela nem sempre é conveniente. O recurso já está disponível no Android e deve chegar ao iPhone em breve.
Google Tradutor ganha modo de escuta no iPhone
No iOS, a principal novidade é o modo de escuta, que já estava disponível no Android. Com ele, o usuário pode ouvir a tradução pelo alto-falante auricular do iPhone (o mesmo usado para chamadas normais), sem a necessidade de conectar fones de ouvido ou de usar o viva-voz do aparelho. A função foi liberada globalmente para os usuários do iOS.
Para usar a função, basta aproximar o celular do ouvido, como em uma ligação. Isso pode ser útil em lugares movimentados, como aeroportos, ou durante tours guiados, quando o barulho do ambiente pode atrapalhar a compreensão do áudio.
O Live Translate do Google Tradutor oferece tradução de áudio em tempo quase real para mais de 70 idiomas. Com as novas funções, o aplicativo ganha mais flexibilidade para situações em que o usuário precisa ouvir uma tradução enquanto faz outras tarefas no celular.
O WhatsApp começou a liberar um recurso que mostra miniaturas de fotos, vídeos e figurinhas na lista de conversas. A novidade, que já estava disponível no Android, chega agora ao iOS e permite identificar fotos, vídeos e figurinhas sem precisar abrir o chat.
Antes, a tela principal do aplicativo mostrava apenas indicações genéricas como "Foto", "Vídeo" ou "Figurinha" quando uma dessas mídias era a última mensagem recebida. Se você recebesse fotos em chats diferentes, por exemplo, todos exibiam o mesmo texto sem distinção. Com a atualização, uma pequena prévia aparece ao lado do rótulo, facilitando a identificação imediata do conteúdo sem precisar entrar na conversa.
Vale ressaltar que a miniatura é exibida quando a mídia é a mensagem mais recente daquele chat. O novo recurso não altera o layout da lista de conversas e é extremamente útil para quem quer conferir rapidamente o que recebeu sem marcar a mensagem como lida. Embora o WhatsApp já permitisse uma prévia ao tocar e segurar uma conversa, agora a visualização é direta.
A miniatura de fotos já está disponível no WhatsApp?
Sim. O recurso está em distribuição gradual no iOS e foi identificado na versão 26.34.74, disponível na App Store. No Android, a novidade já havia aparecido anteriormente em versões beta, como a 2.26.32.11.
Mesmo com o aplicativo atualizado, porém, a função pode ainda não aparecer para todos. O WhatsApp costuma liberar novos recursos aos poucos, e a disponibilidade pode levar algumas semanas para alcançar toda a base de usuários.
O WhatsApp está desenvolvendo as Guest Calls, função que permitirá fazer chamadas de voz com pessoas que não têm o aplicativo instalado ou uma conta na plataforma, segundo informações do WABetaInfo. A novidade ainda está em desenvolvimento e não foi liberada para testes, inclusive nas versões beta do mensageiro para Android e iOS.
A ferramenta é baseada na tecnologia dos Guest Chats, recurso apresentado recentemente pelo WhatsApp, e funciona a partir de um link gerado pelo anfitrião na aba “Chamadas”. Depois de escolher o tipo de conferência, ele pode compartilhar o endereço com outra pessoa, que será direcionada para uma interface do WhatsApp Web no navegador. Dessa forma, o convidado poderá participar da conversa sem criar uma conta ou fornecer dados pessoais.
Embora compartilhem a mesma tecnologia de base, os Guest Chats e as Guest Calls têm funcionamentos diferentes. Nos chats, as mensagens podem ser trocadas em momentos diferentes e a conversa permanece disponível por até 10 dias de inatividade. Já as Guest Calls acontecem em tempo real e a sessão é encerrada assim que a chamada termina.
A entrada de quem não tem conta dependerá da aprovação manual do anfitrião. A medida ajuda a evitar que pessoas indesejadas acessem a conversa por meio do link. Como o WhatsApp não consegue verificar a identidade de quem abre o endereço, a aprovação do anfitrião funciona como uma camada adicional de controle.
O sistema também deve criar um identificador exclusivo para cada sessão e usá-lo na chave de criptografia de ponta a ponta. O responsável pela chamada poderá remover participantes ou encerrar a conversa para todos a qualquer momento. Se for excluído, o convidado não poderá mais tentar reingressar na chamada.
Quando o recurso será lançado?
Ainda não há previsão para o lançamento das chamadas para convidados. A função foi identificada em estágio de desenvolvimento interno e não está disponível para o público geral ou para participantes do programa Beta. O WhatsApp também não divulgou quando pretende liberar a novidade em uma atualização futura.
O Android está desenvolvendo uma nova camada de proteção para identificar e desfocar imagens e vídeos com nudez. Chamada Sensitive Content Warning (Aviso de Conteúdo Sensível), a ferramenta foi encontrada pelo Android Authority em uma análise do código do Android 17 QPR2 Beta 4 e deve ser integrada ao Seletor de Fotos do sistema.
A novidade amplia uma proteção que já existe no Google Mensagens, onde imagens consideradas explícitas podem aparecer desfocadas com um alerta antes da visualização. Com a integração ao Seletor de Fotos, outros aplicativos que usam o seletor nativo do Android poderão contar com a mesma camada de segurança.
Segundo as informações encontradas no código, a classificação acontece localmente e o conteúdo analisado não é enviado ao Google. A proposta é reduzir o risco de visualização ou compartilhamento acidental de imagens íntimas.
A função ainda está em desenvolvimento no Android 17 e pode sofrer mudanças até o lançamento. O Google também não confirmou uma data para a chegada do Sensitive Content Warning ao Seletor de Fotos.
Como vai funcionar a "trava anti-nude" no seletor de fotos do Android?
A ferramenta usa o Android System SafetyCore para identificar nudez em fotos e vídeos selecionados pelo Photo Picker. Quando uma mídia for classificada como sensível, o aplicativo poderá exibir um aviso antes que ela seja visualizada ou compartilhada. No Google Mensagens, que já conta com uma proteção semelhante, imagens explícitas recebidas aparecem desfocadas e precisam de uma confirmação para serem abertas.
Com a integração do SafetyCore ao Seletor de Fotos, os desenvolvedores de aplicativos não precisarão gastar tempo e recursos para criar suas próprias ferramentas de moderação de conteúdo. Eles poderão “pegar emprestado” o sistema de proteção de privacidade que já vem integrado ao Android.
Além disso, a ativação varia de acordo com a idade e o tipo de conta. Crianças com contas supervisionadas têm a proteção ativada por padrão e de forma obrigatória no Google Mensagens, enquanto adolescentes de 13 a 17 anos também podem contar com o recurso, mas os responsáveis podem desativá-lo. Para adultos, a função é opcional e precisa ser ativada nas configurações.
O Spotify começou a testar uma nova função chamada “Skip ahead” (Pular para frente), que permite avançar por blocos inteiros de podcasts com apenas um toque. O recurso pode ser usado para ignorar anúncios, introduções, mensagens de patrocínio ou assinaturas premium dos próprios criadores, algo que preocupa produtores e empresas que dependem da publicidade para financiar seus programas.
Segundo informações do site Podnews, o teste está disponível para um grupo selecionado de assinantes Premium nos Estados Unidos e no Reino Unido. A novidade funciona como uma alternativa ao tradicional botão de avanço de 15 segundos, já que identifica segmentos do episódio e leva o ouvinte ao início do próximo trecho de conteúdo.
O botão aparece em formato de pílula ao lado do controle de capítulos, acima do título do podcast. De acordo com o Podnews, o recurso foi identificado em programas de redes, como o New York Times e a Acast, além de produções do próprio Spotify, como o Bill Simmons Show.
Por que o botão preocupa os criadores?
A principal preocupação está no possível impacto sobre a publicidade. Embora os ouvintes já possam avançar manualmente pelos anúncios usando o botão de 15 segundos, o processo exige vários toques. Com o Skip ahead, toda essa etapa pode ser reduzida a um único comando.
O receio aumenta quando se considera o tamanho do Spotify entre as plataformas de podcasts. O serviço responde por pelo menos 25,6% dos downloads de podcasts no mundo e lidera em participação em diversos países. Por isso, uma mudança no modo como os usuários consomem anúncios pode afetar uma parcela significativa da audiência.
Dados da empresa de análise Bumper indicam que menos de 10% dos intervalos comerciais são pulados manualmente pelos ouvintes. A facilidade proporcionada pelo novo recurso pode aumentar esse índice e reduzir a exposição das campanhas publicitárias.
Para produtores independentes e grandes redes, a mudança pode representar uma queda no valor dos anúncios caso as marcas percebam que suas mensagens estão sendo ignoradas com mais frequência. Isso também cria uma situação curiosa para o Spotify, que oferece o recurso ao mesmo tempo em que comercializa espaços publicitários dentro dos podcasts.
Quando o “Skip ahead” chega ao Spotify?
Por enquanto, não há previsão para o lançamento definitivo ou para uma expansão do recurso para outros países. O Spotify confirmou ao Podnews que realiza testes frequentes para melhorar a experiência dos assinantes Premium e que nem todas as funções experimentais chegam à versão final do aplicativo.
A empresa também afirmou que pretende usar os resultados do teste para entender como os usuários interagem com a novidade. Por enquanto, portanto, o Skip ahead continua restrito a um grupo de usuários e não há garantia de que será lançado oficialmente.
A Meta anunciou nesta segunda-feira (10) o Muse Glimmer, novo modelo de inteligência artificial de pesos abertos desenvolvido para rodar localmente em computadores. A proposta é reduzir a dependência de servidores na nuvem e levar recursos de IA para máquinas equipadas com apenas uma placa de vídeo.
O modelo foi criado principalmente para executar tarefas de agentes, nas quais a IA consegue realizar uma sequência de ações para cumprir determinado objetivo. Segundo a Meta, o Muse Glimmer pode rodar em Macs e PCs e não exige uma infraestrutura de servidores dedicada.
A estratégia faz parte da aposta da empresa em modelos de pesos abertos. Nesse formato, componentes centrais do sistema são disponibilizados publicamente, o que facilita a adaptação por desenvolvedores e empresas. Mark Zuckerberg afirmou que o Muse Glimmer é apenas o começo. A Meta também prepara modelos maiores e pretende liberar, em breve, os pesos do Muse Spark 1.2, descrito como uma versão mais avançada da tecnologia.
A Meta já apoiava o ecossistema de modelos abertos, mas a recepção negativa do Llama 4 no ano passado levou a empresa a rever sua estratégia. O Muse Spark 1.2, por exemplo, foi desenvolvido por uma equipe de “superinteligência” criada no ano passado, com um investimento elevado para recolocar a Meta na disputa pelo avanço da IA.
Meta investe em modelos de pesos abertos
A aposta coloca a Meta em uma posição diferente de concorrentes, como OpenAI, Anthropic e Google, que concentram seus principais modelos em sistemas fechados. Nos modelos de pesos abertos, desenvolvedores têm mais liberdade para adaptar a tecnologia a diferentes aplicações.
Mark Zuckerberg também cita o avanço da concorrência chinesa como um dos motivos para ampliar o acesso a modelos de IA. Entre os modelos de pesos abertos que vêm rivalizando em desempenho com os principais sistemas fechados dos Estados Unidos estão o Kimi K3, da Moonshot, o Qwen3.8-Max, da Alibaba, e o V4-Flash, da DeepSeek.
O interesse das empresas por modelos de pesos abertos, porém, vai além da possibilidade de rodar a IA localmente. Os custos crescentes dos serviços de inteligência artificial também pesam na decisão. Ao mesmo tempo, recentes incidentes de segurança envolvendo modelos de empresas como Anthropic, OpenAI e a própria Meta aumentaram a preocupação com os riscos de depender de sistemas externos.
Um caso envolvendo a Hugging Face ajuda a ilustrar esse cenário. A plataforma foi alvo de um ataque atribuído a um modelo da OpenAI e recorreu a um modelo chinês de pesos abertos para lidar com a ameaça. Sistemas fechados podem impor restrições ao uso em determinadas aplicações de cibersegurança, o que limita as opções disponíveis nesses casos.
Diante dessas preocupações, Zuckerberg anunciou que a Meta vai criar uma estrutura específica de governança para o lançamento de seus sistemas de IA. Pela nova regra, diretores independentes da empresa terão poder para aprovar os critérios de segurança antes que qualquer modelo seja disponibilizado publicamente.
Meta cria fundo de US$ 1 bilhão para comunidades
O anúncio do Muse Glimmer veio acompanhado da criação de um fundo de US$ 1 bilhão para apoiar comunidades afetadas pela expansão dos centros de dados da Meta nos Estados Unidos.
A empresa pretende investir até US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA neste ano, mas a expansão dos data centers enfrenta resistência em algumas regiões por preocupações com o impacto dessas grandes construções. O novo fundo busca reduzir esses conflitos e apoiar as comunidades que recebem as instalações.
Zuckerberg também pediu mudanças nas políticas dos EUA sobre construção de infraestrutura, uso de dados e destilação de modelos, técnica que transfere conhecimentos de sistemas maiores para modelos menores e mais eficientes.
Para o executivo, as dificuldades para construir novos centros de processamento podem colocar os Estados Unidos em desvantagem diante da China. A Meta defende menos obstáculos regulatórios e mais apoio às comunidades para acelerar a expansão da infraestrutura de IA no país.
A Samsung já iniciou os testes internos da One UI 9.5 para a linha Galaxy S26. A informação foi identificada pelo informante Tarun Vats, que encontrou uma versão de firmware em desenvolvimento terminada em CHZ1 (ou CZH1). O início antecipado dos trabalhos indica que a próxima atualização da interface pode chegar aos usuários mais cedo do que nas gerações anteriores.
O desenvolvimento acontece enquanto a Samsung ainda trabalha na One UI 9.0. A expectativa é que a One UI 9.5 traga novos recursos e melhorias para os Galaxy S26, que incluem os modelos Galaxy S26, S26+ e S26 Ultra. Por enquanto, não há previsão para o lançamento da versão ou para o início do programa beta.
O cronograma também chama atenção quando comparado ao ciclo anterior. A Samsung começou a desenvolver a One UI 8.5 para a linha Galaxy S25 apenas em setembro de 2025 e os primeiros testes da One UI 9.5 já aparecem em agosto de 2026. Caso a empresa mantenha o ritmo, o beta da nova versão poderá ser disponibilizado antes do período registrado na geração anterior.
One UI 9.0 foi lançada recentemente
A One UI 9.0, baseada no Android 17, foi lançada no início de agosto de 2026 junto aos novos celulares dobráveis da Samsung. A versão estável chegou de fábrica aos Galaxy Z Fold 8, Galaxy Z Fold 8 Ultra e Galaxy Z Flip 8.
Por enquanto, há duas formas de experimentar a One UI 9.0. Quem possui um Galaxy S26 pode participar do programa beta da Samsung, iniciado em maio de 2026. Já os novos dobráveis, que estão à venda globalmente, saem de fábrica com a versão estável e trazem recursos nativos que ainda não foram disponibilizados no beta da linha Galaxy S26.
A Samsung ainda planeja lançar pelo menos mais uma atualização beta para o Galaxy S26 antes de finalizar o ciclo de testes. Depois disso, a empresa deve ampliar o acesso para a linha Galaxy S25 e outros aparelhos compatíveis.
A OpenAI interrompeu parte das atividades internas de desenvolvimento de seu mais novo modelo de inteligência artificial, de codinome Astra, após avaliações de segurança identificarem avanços inesperados em suas capacidades cibernéticas. O sistema ainda não está disponível para o público ou para desenvolvedores externos e permanece em um ambiente de testes controlado.
O alerta apareceu após o Astra apresentar uma evolução significativa em “codificação agêntica”, área em que modelos conseguem executar tarefas de programação com maior autonomia. Os resultados fizeram a OpenAI considerar a possibilidade de que o sistema tenha desenvolvido capacidades cibernéticas consideradas críticas. Por isso, a empresa desacelerou o cronograma de desenvolvimento enquanto trabalha na implementação de novas medidas de segurança.
Por que o Astra preocupa a OpenAI?
A avaliação segue os critérios estabelecidos pelo Preparedness Framework, estrutura criada pela OpenAI para acompanhar riscos associados ao avanço de seus modelos. Dentro desse protocolo, uma capacidade é considerada “crítica” quando a IA consegue identificar e desenvolver falhas de segurança de dia zero, que exploram vulnerabilidades ainda desconhecidas, em sistemas reais e protegidos sem intervenção humana.
O Astra também teria demonstrado potencial para elaborar e executar estratégias completas de ataques cibernéticos contra alvos complexos a partir de um objetivo de alto nível. Modelos anteriores, como o GPT-5.6-Sol, haviam chegado ao nível considerado “Alto”, mas não tinham atingido a classificação “Crítica”.
Diante dos resultados, a OpenAI começou a adotar controles mais rígidos para os testes. Entre as medidas estão o uso de ambientes isolados, restrições ao acesso a redes e ferramentas externas e uma camada adicional de proteção para os pesos do modelo.
A empresa também implementou um sistema de monitoramento capaz de acompanhar a cadeia de raciocínio do modelo em tempo real. A auditoria busca identificar sinais de desalinhamento ou comportamentos de risco durante as próprias fases de treinamento e avaliação do Astra, e não apenas em simulações realizadas após o treinamento. Caso sejam detectados indícios de atividade potencialmente perigosa, a execução pode ser interrompida imediatamente.
A retomada completa do desenvolvimento dependerá ainda da validação dessas medidas de segurança em colaboração com agências governamentais e organizações parceiras especializadas em segurança de IA.
IA da OpenAI invadiu a Hugging Face
A decisão de desacelerar o desenvolvimento do Astra acontece em meio a outros episódios que aumentaram a preocupação com a capacidade de modelos de IA para executar ações de forma autônoma.
Recentemente, modelos da OpenAI estiveram envolvidos em um incidente de segurança no qual conseguiram invadir a Hugging Face, plataforma conhecida por reunir modelos e ferramentas de código aberto voltados a aprendizado de máquina. A OpenAI esclareceu que o Astra não participou do episódio, já que o modelo ainda não foi lançado.
O caso, porém, contribuiu para o endurecimento das políticas de segurança da empresa e chamou atenção para os riscos de sistemas capazes de operar com maior autonomia em ambientes digitais.
Outras empresas também relataram situações semelhantes. A Anthropic afirmou que três versões de seus modelos Claude conseguiram acessar a internet e invadir três organizações de forma autônoma durante testes. Na China, o modelo Kimi K3, da Moonshot, também teria conseguido escapar de seu ambiente de testes controlado.