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Chegada do Hyundai i20 obriga VW a jogar preços do Tera no chão

A Volkswagen lançou uma nova campanha promocional agressiva com foco no Tera MPI, que normalmente sai por R$ 107.190, mas pode ser adquirido por R$ 99.990. O desconto representa um bônus de quase R$ 7 mil sobre o preço de tabela, mas só para clientes que oferecerem um veículo usado na troca. 

A oferta vem como uma resposta direta à estreia do rival Hyundai i20 Comfort, que sai pelo mesmo valor, e vem para dar novo fôlego à disputa das montadoras pelos carros na faixa de preço abaixo dos R$ 100 mil. 

Como mencionamos, é preciso cumprir alguns requisitos: por exemplo, o usado deve ter sido fabricado entre 2014 e 2026, e não pode ter rodado mais de 10 mil quilômetros por ano. 

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Volkswagen Tera MPI 

Na versão de entrada MPI, o Tera vem equipado com motor 1.0 e câmbio manual de cinco marchas, conjunto como aquele do Polo Track. Apesar de ser a opção mais barata da linha, o SUV não economiza nos equipamentos: traz painel digital de 8 polegadas e central multimídia. 

Detalhes do Volkswagen Tera (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

Quem puder ir além pode optar pelas intermediárias TSI MT e Comfort TSI AT, que entregam lista mais completa de equipamentos, motor 1.0 e câmbio automático de seis marchas. 

Por que vale a pena comprar o Tera MPI “no precinho”?

Aproveitar a oferta da Volkswagen pode ser um excelente negócio para quem busca um SUV moderno sem abrir mão da economia. Com o mesmo conjunto mecânico já consagrado no Polo Track, o modelo foca prioritariamente no baixo custo de manutenção diária. Entre os principais diferenciais que justificam a compra da versão mais barata, destacam-se:

  • Mecânica confiável: motor 1.0 aspirado flex, que gera até 84 cv de potência, acoplado a um câmbio manual de cinco marchas;
  • Tecnologia de ponta: painel de instrumentos totalmente digital de 8 polegadas;
  • Conectividade: moderna central multimídia VW Play com uma generosa tela de 10,1 polegadas.

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Carro PcD pode ficar ainda mais barato com novo projeto de lei

O Senado Federal aprovou por unanimidade o Projeto de Lei Complementar 11/2026, desenhado para retomar a isenção integral do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos por pessoas com deficiência (PcD). A votação registrou 69 votos favoráveis e nenhum contrário.

O texto aprovado busca proteger as garantias já previstas na Lei Federal 8.989/1995, mantendo a isenção total assegurada pelo menos até o fim de 2026. A expectativa do setor automotivo agora se volta para a tramitação na Câmara. 

A proposta avançou para a Câmara dos Deputados e, dependendo de como for o trâmite,  deve reverter a perda de incentivos recentes para os automóveis adaptados. Parlamentares e defensores do projeto ressaltaram que a medida não deve ser vista como um mero benefício tributário, mas sim como uma ferramenta poderosa de inclusão social para garantir o direito à mobilidade, ao trabalho e à saúde.

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Carros para PcD

Se os deputados aprovarem o projeto sem modificações, a proposta seguirá diretamente para a sanção ou veto do presidente da República. Caso contrário, qualquer alteração forçará o retorno da matéria para uma nova rodada de votações no Senado.

O projeto de lei ajuda a proteger a isenção fiscal para PcDs (Imagem: Agência Brasília/CC 2.0)

Para garantir o direito de comprar um carro com isenção de impostos destinado a Pessoas com Deficiência (PcD) no Brasil, os motoristas precisam preencher requisitos médicos rigorosos estabelecidos pela legislação vigente. 

Atualmente, o benefício é concedido a indivíduos diagnosticados com algum grau de deficiência física, visual ou mental, desde que classificada como severa ou profunda. O que muitos consumidores desconhecem, no entanto, é que a lista de condições elegíveis vai muito além de restrições altamente severas, como paraplegia ou paralisia cerebral, e engloba também patologias limitadoras mais comuns, como a de hérnia de disco. 

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Musk prepara jogada de mestre entre Tesla e SpaceX

O bilionário Elon Musk pode fundir a Tesla, montadora de carros elétricos, à gigante aeroespacial SpaceX. Se for colocada em prática, a estratégia pode se transformar na jogada mais ambiciosa da carreira do empresário, que renderia a criação de um império financeiro capaz de unir carros elétricos, foguetes, robotáxis e data centers no espaço sob o mesmo guarda-chuva de negócios. 

Segundo informações do The New York Times, a especulação ganhou muita força em Wall Street após a SpaceX protagonizar o maior IPO da história. Assim, a criação de um superconglomerado avaliado em cerca de US$ 4 trilhões — que, aliás, já está conhecido como “Elon, Inc." — pode ser o próximo passo do empresário.

O mais interessante é que, caso aconteça, Musk estaria na prática negociando consigo mesmo, já que o empresário controla a SpaceX com mais de 82% dos votos e, ao mesmo tempo, é o maior acionista da Tesla. Além disso, as operações das duas gigantes já se cruzam na indústria através do fornecimento de baterias e projetos bilionários. 

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Tesla e SpaceX? 

Por um lado, a fusão tem potencial para gerar forte oposição no mercado de mobilidade, mas os investidores que não concordarem vão ter que enfrentar a legislação do estado do Texas. Devido à regulamentação local, aqueles que estiverem insatisfeitos precisariam deter ao menos 3% das ações, o equivalente a quase US$ 45 bilhões do valor de mercado atual da Tesla, para processar a companhia.

Musk pode unir forças da Tesla e SpaceX, duas grandes empresas que lidera (Sven Piper/Unsplash)

A lei do Texas também determina que a aprovação do negócio ocorra somente mediante o sinal verde de dois terços dos acionistas da montadora de elétricos — o que, convenhamos, não é um grande problema se considerarmos a base de fãs leais que, há pouco tempo, referendou um pacote de remuneração trilionário para o CEO.

Por ora, algumas gestoras de investimentos mantêm a cautela e preferem aguardar a Tesla consolidar sua frota autônoma nas ruas antes de validar a fusão. Entretanto, a proximidade de Musk com o governo Trump reduz drasticamente as chances de bloqueios antitruste, deixando as oscilações de mercado como o maior desafio para a operação se concretizar.

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Lei para pilotar drones tem mudanças; veja quais são as novas regras

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) publicou no Diário Oficial da União nesta terça-feira (16) uma ampla atualização nas regras para o uso de drones no Brasil. A nova regulamentação substitui o modelo antigo focado no peso dos equipamentos por diretrizes baseadas no risco operacional de cada voo.

Alinhada aos padrões internacionais de aviação, a medida introduz o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 100 para trazer mais flexibilidade para o avanço tecnológico em setores como agricultura, análises de infraestrutura e, finalmente, para a segurança.

O texto estabelece também regras simplificadas e específicas para aeromodelos e equipamentos ultraleves, contanto que tenham peso máximo de decolagem de até 250 gramas. 

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Novas exigências

O grande diferencial do novo formato é a divisão dos voos em diferentes categorias — a primeira delas é a "Aberta", que cobre operações de baixo risco com até 120 metros de altura e não exige autorização prévia da agência. Já a "Específica" atende atividades de risco moderado, que exigem metodologias de avaliação detalhadas, enquanto a "Certificada" é destinada a operações complexas para obterem certificação rigorosa do sistema e dos pilotos e operadores envolvidos.

Agora a ANAC exige aprovação em uma prova para a liberação de pilotagem de aeronaves não tripuladas (Imagem: Kaleb Kendall/Unsplash)

Outra mudança é que, a partir de agora, a pilotagem de aeronaves não tripuladas em qualquer categoria vai exigir a aprovação prévia em uma prova online com 20 questões. O teste vai ter perguntas sobre regras, gestão de riscos e uso do espaço aéreo.

As exigências de documentação também foram atualizadas, e agora os drones devem estar devidamente cadastrados no sistema Sisant ou registrados no RAB, dependendo de sua complexidade operacional, sem isentar o cumprimento das normativas do Decea e da Anatel. Para garantir que a transição para as novas regras vai ocorrer de forma suave, a ANAC concedeu um período de adaptação de até dois anos para que os operadores se adequem.

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CNH para 16 anos e mais: o que pode mudar com novas propostas votadas na Câmara

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados vota na quarta (17) 270 propostas de alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), agrupadas no relatório do Projeto de Lei 8085/14. Se aprovadas, as novas iniciativas devem reformular o trânsito nacional por meio de medidas variadas, que vão desde a fiscalização da velocidade até a concessão de habilitação para condutores menores de idade. 

Um dos pontos que mais chamam a atenção no texto é a possibilidade de emitir a Permissão para Dirigir (PPD) para jovens de 16 anos nas categorias de motos e carros. Para isso, os adolescentes vão precisar passar por todo o processo já conhecido, ou seja, precisam da aprovação em testes médicos, psicológicos, teóricos e práticos. 

A direção de carros, no entanto, será limitada ao período das 5h à meia-noite e condicionada à presença de um adulto no carona. Este deve ser um motorista habilitado há pelo menos dois anos.

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Mudanças na CNH

O conjunto de propostas é amplo o suficiente para incluir também temas polêmicos, como a definição de novas diretrizes para exames médicos e toxicológicos, modernização na cobrança de pedágios e a regulamentação para veículos elétricos leves.

Especialistas se preocupam com o risco que o excesso de velocidade traz ao trânsito (Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Além disso, para frear a chamada "indústria da multa", o PL proíbe o uso de radares ocultos, veta o monitoramento por velocidade média e impede que a remuneração das empresas que operam os equipamentos seja ligada ao valor arrecadado com as penalizações. 

Por um lado, o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) vê as propostas com bons olhos e elogiou a atualização nos processos de formação de novos condutores. Por outro, entretanto, a entidade alerta que algumas alterações exigem cautela para evitar retrocessos e o consequente aumento de vítimas nas vias do país.

A principal preocupação da instituição se deve a possíveis alterações que afetariam a fiscalização de velocidade — que, para Paulo Guimarães, CEO do OSNV, é a principal vilã no trânsito. 

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que a Câmara discute proposta que pode mudar idade mínima para tirar CNH no Brasil. 

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