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IA da OpenAI acha em 32 minutos pistas sobre doença similar ao Parkinson

Uma equipe de pesquisadores utilizou quase 2 mil agentes de inteligência artificial (IA) da OpenAI para analisar dados de milhões de células cerebrais e identificar, em 32 minutos, possíveis pistas sobre doenças neurodegenerativas. Entre as descobertas está uma ligação entre o metabolismo do colesterol e a síndrome de Perry, condição rara que provoca sintomas semelhantes aos do Parkinson.

O experimento foi conduzido pela OpenAI em parceria com a empresa de biotecnologia PerturbAI e o instituto de pesquisa Scripps Research. Os resultados foram apresentados na quarta-feira (21).

Segundo os pesquisadores, uma análise equivalente, realizada por humanos de forma sequencial, poderia levar de alguns meses a um ano. A estimativa considera o tempo necessário para examinar alterações genéticas e consultar estudos científicos.

A pesquisa utilizou o GPT-Rosalind, modelo de IA da OpenAI especializado em biologia e desenvolvimento de medicamentos. Apesar dos resultados, as hipóteses identificadas ainda precisam ser verificadas em novos experimentos.

O que a IA descobriu sobre a doença?

Uma das principais descobertas envolve o gene DCTN1, associado à síndrome de Perry, doença neurodegenerativa que pode provocar tremores, lentidão de movimentos e rigidez muscular, sintomas também encontrados em pacientes com Parkinson.

Ao analisar experimentos realizados com células cerebrais de camundongos, os agentes identificaram que a interrupção do funcionamento desse gene aumentava a atividade de outros genes responsáveis pela produção de colesterol.

A IA relacionou o resultado a pesquisas anteriores que apontavam problemas no transporte de colesterol dentro das células. Uma possível explicação é que, diante dessas dificuldades, as células passem a produzir mais colesterol para compensar o desequilíbrio.

A hipótese levantada pelos agentes é que alterações na distribuição dessa substância possam contribuir para a degeneração dos neurônios.

Os pesquisadores querem investigar se restaurar o transporte adequado de colesterol poderia ajudar a proteger essas células. Ainda não há comprovação de que essa estratégia funcione como tratamento.

O sistema também encontrou diferenças inesperadas entre os genes Tsc1 e Tsc2, associados à esclerose tuberosa, condição genética que pode afetar o cérebro e outros órgãos.

Embora os dois genes atuem juntos na regulação do crescimento celular, a alteração do Tsc2 provocou mudanças na atividade de dezenas de genes ligados à comunicação entre neurônios do cerebelo, região responsável pela coordenação dos movimentos.

Já a alteração do Tsc1 teve efeitos muito menores nas mesmas células, o que pode ajudar pesquisadores a entender por que determinadas mutações estão associadas a manifestações neurológicas diferentes.

OpenAI

Como os agentes de IA fizeram isso em 32 minutos?

Para realizar o experimento, os pesquisadores utilizaram um conjunto de dados de aproximadamente 8 milhões de células cerebrais de camundongos, obtidos em estudos que investigaram os efeitos da alteração de milhares de genes.

Essas informações já haviam sido coletadas anteriormente. O trabalho da IA consistiu em interpretar os resultados e relacioná-los ao conhecimento científico disponível.

A equipe dividiu o trabalho entre milhares de agentes baseados no GPT-Rosalind. Cada um ficou responsável por investigar uma alteração genética específica, analisar seus efeitos nas células e buscar estudos que ajudassem a explicar os resultados.

Posteriormente, os relatórios foram reunidos em um banco de informações que relaciona genes, respostas celulares, publicações científicas e possíveis mecanismos biológicos.

A estratégia também apresentou resultados superiores aos de um único agente encarregado de examinar todo o material.

Na maior carga de trabalho testada, um agente individual citou apenas 11 referências científicas. O sistema distribuído reuniu mais de 700 referências, permitindo examinar uma quantidade maior de possíveis explicações.

Em outra avaliação, especialistas humanos receberam relatórios produzidos pelas duas abordagens, sem saber qual havia elaborado cada documento.

Os profissionais preferiram os resultados dos agentes distribuídos em 75% das comparações, considerando a qualidade das interpretações apresentadas.

IA pode acelerar a descoberta de tratamentos?

O experimento indica que a inteligência artificial pode ajudar cientistas a aproveitar informações que já foram coletadas, mas ainda não passaram por uma análise aprofundada.

Segundo a OpenAI, experimentos modernos conseguem produzir dados sobre milhões de células e milhares de alterações genéticas. Entretanto, interpretar todos esses resultados exige consultar uma grande quantidade de pesquisas anteriores.

Nesse cenário, os agentes podem ajudar a identificar relações pouco exploradas e selecionar hipóteses que merecem novos testes.

Há, porém, limitações importantes. O estudo, disponibilizado em 16 de outubro na plataforma bioRxiv, ainda não passou por revisão independente de outros cientistas. Além disso, os dados utilizados foram obtidos de camundongos.

As possíveis relações identificadas entre alterações genéticas, colesterol e doenças neurodegenerativas precisam ser confirmadas experimentalmente antes de qualquer aplicação médica.

O trabalho também não demonstrou uma cura para o Parkinson ou para a síndrome de Perry. Por enquanto, o principal resultado é a possibilidade de acelerar etapas da pesquisa científica, permitindo que especialistas concentrem seus esforços nas hipóteses consideradas mais relevantes.

Veja também: Em 2 semanas, IA da OpenAI resolveu falha no PHP que programadores tentavam decifrar há 2 anos

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Em 2 semanas, IA da OpenAI resolveu falha no PHP que programadores tentavam decifrar há 2 anos

Uma equipe de pesquisadores conseguiu, com ajuda do GPT-5.6 Sol, da OpenAI, demonstrar em cerca de duas semanas como explorar uma falha crítica de segurança do PHP que permanecia sem solução desde 2024. A vulnerabilidade, conhecida por desenvolvedores havia dois anos, está entre as duas brechas que provocaram um alerta global de segurança na quarta-feira (21).

O caso foi detalhado pela empresa de segurança Calif e pela PHP Foundation, organização responsável por apoiar o desenvolvimento da linguagem de programação utilizada em grande parte dos sites da internet.

Segundo os pesquisadores, a inteligência artificial ajudou a identificar caminhos para explorar uma falha cuja gravidade ainda não havia sido completamente demonstrada.

O problema permitia, em determinadas condições, que invasores executassem códigos maliciosos remotamente em servidores, sem precisar de uma senha.

As duas vulnerabilidades receberam pontuação de gravidade de 9,2 em uma escala de 0 a 10 e foram corrigidas em atualizações disponibilizadas nesta semana.

Como a IA encontrou uma falha que existia há dois anos?

A história começou em 2024, quando uma auditoria de segurança conduzida pela Quarkslab identificou indícios de problemas no gerenciamento de memória do PHP.

Na ocasião, os especialistas suspeitaram que a vulnerabilidade poderia ser explorada, mas não conseguiram encontrar um caminho concreto para executar ataques.

As dificuldades permaneceram até julho de 2026, quando a Calif iniciou uma nova investigação como parte do programa Patch the Planet, organizado pela OpenAI para identificar e corrigir vulnerabilidades em softwares amplamente utilizados.

O trabalho começou em 30 de julho. Já em 1º de agosto, os pesquisadores haviam encontrado maneiras de explorar o problema, utilizando ferramentas de inteligência artificial para analisar o código e investigar possíveis falhas.

Em 11 de agosto, o pesquisador Ryan Austin comunicou a vulnerabilidade aos responsáveis pelo PHP. Três dias depois, a Calif apresentou uma prova de conceito, demonstração técnica de que a falha poderia ser explorada em um ataque real.

A equipe de desenvolvimento do PHP confirmou o funcionamento da exploração em 15 de agosto, aproximadamente duas semanas após o início da investigação.

Segundo a OpenAI, a Calif utilizou o GPT-5.6 Sol durante o processo. Pesquisadores da própria empresa também identificaram, de maneira independente, a mesma origem do problema em 11 de agosto.

A investigação ainda contou com a participação da empresa de segurança Wiz, que encontrou as duas vulnerabilidades de forma independente.

gpt 5.6

Por que os desenvolvedores demoraram tanto para corrigir o PHP?

A demora envolveu dificuldades técnicas e problemas na organização da equipe de segurança do PHP.

Em comunicado divulgado na quarta-feira (21), a PHP Foundation reconheceu que os responsáveis pela linguagem chegaram a desenvolver diferentes propostas de correção desde 2024, mas nenhuma avançou de forma satisfatória.

Algumas alternativas poderiam comprometer a compatibilidade com aplicações existentes. Outras introduziam novos riscos de segurança ou exigiam mudanças em extensões desenvolvidas por terceiros.

A ausência de uma demonstração concreta de ataque também dificultou a priorização do problema. Como a equipe contava com poucos especialistas capazes de modificar partes mais complexas do PHP, o trabalho foi interrompido e retomado diversas vezes.

A organização classificou o atraso como uma falha estrutural, relacionada à falta de recursos e ao processo interno de tomada de decisões.

Com as evidências apresentadas em agosto, a correção passou a ser tratada como prioridade. O desenvolvimento das atualizações envolveu profissionais que trabalharam em tempo integral, inclusive nos fins de semana.

PHP capa

IA pode encontrar falhas que programadores não conseguem?

O episódio mostra como modelos de inteligência artificial podem acelerar investigações de segurança, especialmente na análise de grandes volumes de código.

No relatório técnico publicado pela Calif, Ryan Austin explicou que partiu de seu conhecimento sobre vulnerabilidades antigas do PHP para orientar a ferramenta. A investigação recuperou problemas registrados em 2004 e 2020, que ajudaram a identificar possíveis pontos de exploração.

O pesquisador também ressaltou que a descoberta exigiu conhecimento especializado e perguntas direcionadas à IA. Segundo ele, modelos de linguagem ainda não conseguem encontrar todas as vulnerabilidades de um software apenas com comandos genéricos.

A PHP Foundation reconhece a utilidade dessas ferramentas para analisar relatórios e reproduzir ataques. Desde 1º de julho, a equipe publicou 15 registros de vulnerabilidades e precisou avaliar mais de 100 notificações consideradas inválidas, duplicadas ou impossíveis de reproduzir.

A maior quantidade de descobertas também aumenta a demanda por profissionais capazes de verificar os resultados e desenvolver correções.

No caso do PHP, os responsáveis pela linguagem implementaram as atualizações de segurança com apoio dos pesquisadores. As versões corrigidas foram disponibilizadas em 21 de outubro, após a divulgação antecipada de informações sobre as falhas.

Veja também: Por que quase 70% dos sites usam PHP?

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Anthropic lança Claude Duet, IA que cuida de tarefas e e-mails enquanto você dorme

A Anthropic anunciou, na quarta-feira (21), o Claude Duet, um novo aplicativo de inteligência artificial (IA) capaz de executar tarefas, organizar e-mails e acompanhar compromissos mesmo enquanto o usuário dorme. A ferramenta funciona como um assistente pessoal que toma iniciativas sem precisar receber comandos a todo momento.

Disponível para Android, iOS e pela web, o Duet utiliza o modelo Claude Opus 5.5 e foi desenvolvido principalmente para profissionais e pequenos empresários. A novidade chega para competir com agentes de IA como o Muse, da Meta, e o Dots, da OpenAI.

O lançamento, porém, ainda é limitado. Inicialmente, apenas assinantes dos planos Pro e Max do Claude nos Estados Unidos poderão testar a ferramenta, mediante inscrição em uma lista de espera.

Como funciona o Claude Duet?

O Duet funciona como um agente de IA, tecnologia capaz de executar ações em nome do usuário, incluindo atividades que exigem várias etapas e o uso de diferentes aplicativos.

Para isso, a ferramenta utiliza um computador virtual na nuvem, equipado com um navegador próprio. Dessa forma, consegue continuar trabalhando mesmo quando o usuário fecha o aplicativo ou desliga o celular e o computador.

Segundo a Anthropic, o assistente também aproveita a memória e as integrações já configuradas na conta do Claude. São mais de 6 mil conectores e plugins disponíveis no catálogo da empresa, incluindo serviços como Gmail, Slack, Google Calendar e Google Drive.

Entre as atividades que o Duet pode realizar estão:

  • Organizar e-mails: identificar mensagens importantes, preparar respostas e acompanhar conversas sem retorno;

  • Gerenciar compromissos: conferir a agenda, identificar conflitos de horários e ajudar no agendamento de reuniões;

  • Preparar relatórios: reunir informações de diferentes fontes, produzir pesquisas e criar apresentações;

  • Executar tarefas profissionais: elaborar projeções financeiras, acompanhar pagamentos pendentes e desenvolver aplicativos;

  • Realizar compras: utilizar serviços de pagamento compatíveis, como Link e Shop Pay, mediante autorização do usuário.

Claude Duet exemplo

Outro recurso é o resumo matinal. A IA analisa informações dos serviços conectados e apresenta os assuntos que considera mais importantes para o dia, além de sugerir providências.

O usuário também pode conversar com o Duet por texto ou voz, acompanhar tarefas em andamento e receber notificações quando alguma atividade exigir sua participação.

Apesar da proposta de funcionamento contínuo, a Anthropic explica que o aplicativo verifica os serviços conectados em intervalos de algumas horas. Isso evita que o acompanhamento consuma rapidamente os limites de utilização dos planos.

Claude Duet é parecido com o Muse e o Dots?

Sim. Os três aplicativos seguem a proposta de agentes de IA que trabalham de maneira proativa e conseguem executar atividades mesmo quando o usuário está ausente.

O Muse, lançado pela Meta em setembro, é voltado principalmente para atividades pessoais. Ele pode reservar viagens, realizar compras, preencher formulários e até negociar em nome do usuário, dependendo das permissões concedidas.

Já o Dots, apresentado pela OpenAI também em setembro, tem maior foco na continuidade de projetos e tarefas. Integrado ao ChatGPT, o agente consegue trabalhar com outros aplicativos, acompanhar mudanças e apresentar resultados para revisão, inclusive por meio do Slack e do Microsoft Teams.

O Claude Duet se aproxima dos dois concorrentes, mas dá maior destaque à organização da rotina profissional, ao gerenciamento de e-mails e à preparação de documentos.

Há também diferenças na forma de acesso. Enquanto o Dots funciona dentro do ecossistema do ChatGPT, o Claude Duet possui um aplicativo independente. O Muse, por sua vez, pode ser utilizado pelo próprio aplicativo ou pelo WhatsApp.

Claude site

Quais são os limites e riscos da ferramenta?

A Anthropic afirma que o Duet exige autorização antes de realizar ações consideradas sensíveis, como enviar mensagens, concluir pagamentos, assinar documentos ou excluir informações.

Além disso, determinadas operações são bloqueadas mesmo com a permissão do usuário, incluindo negociações de ações e transferências de dinheiro entre contas.

A empresa também implementou mecanismos para tentar impedir o vazamento de informações confidenciais e ataques conhecidos como prompt injection, nos quais instruções maliciosas escondidas em páginas ou mensagens tentam manipular o comportamento da IA.

Essas proteções, contudo, não eliminam o risco de erros. A própria Anthropic reconhece que o Duet pode interpretar conversas incorretamente, avaliar mal a urgência de compromissos e apresentar dificuldades em tarefas pessoais, como reservar ingressos.

Por enquanto, o sistema também não permite que o usuário visualize diretamente o navegador utilizado pelo agente, o que limita o acompanhamento de determinadas atividades.

Claude Duet está disponível no Brasil?

Ainda não. Segundo a documentação oficial da Anthropic, a versão experimental do Claude Duet está restrita aos Estados Unidos e exige uma conta americana do Claude, assinatura Pro ou Max e convite da lista de espera.

Durante os testes, o aplicativo não terá cobrança adicional para esses assinantes. Entretanto, todas as atividades, inclusive verificações automáticas e tarefas executadas em segundo plano, consomem os limites de uso do plano contratado.

Os planos Team e Enterprise também ficaram de fora do lançamento inicial, embora a Anthropic pretenda ampliar o acesso futuramente.

Não há previsão anunciada para a chegada do Claude Duet ao Brasil. A empresa também não informou quando pretende disponibilizar o aplicativo para usuários gratuitos.

Veja também: 8 diferenças entre o polêmico Claude Fable 5 e o Mythos 5

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Gemini ganha menu para conectar apps e criar funções sob medida

O Google anunciou nesta quarta-feira (21) um novo menu para personalizar o Gemini, que permite conectar aplicativos e criar funções específicas para diferentes tarefas. Chamado de “Customize” (Personalizar), o recurso reúne mais de 40 integrações com serviços externos e ferramentas para adaptar o funcionamento da inteligência artificial (IA).

A novidade está sendo disponibilizada gradualmente para usuários do Gemini na versão web, em celulares Android e iOS e nos aplicativos para Windows e macOS.

Segundo o Google, o objetivo é concentrar em um único espaço as configurações de personalização do assistente, incluindo conexões com outros serviços e instruções que podem ser reutilizadas em diferentes conversas.

Como funciona o novo menu do Gemini?

O Customize aparece na barra lateral do Gemini e é dividido em três seções:

  • Discover (Descobrir): apresenta sugestões de aplicativos e funções que podem ser adicionados ao assistente;

  • Connectors (Conectores): reúne serviços disponíveis para integração e permite gerenciar as conexões existentes;

  • Skills (Habilidades): permite acessar ferramentas prontas e criar instruções personalizadas para tarefas recorrentes.

personalizar gemini

Entre os aplicativos compatíveis estão serviços do próprio Google, como Google Fotos, YouTube e Gemini Notebook, além de plataformas externas como GitHub, Shopify e Dropbox.

As conexões permitem que o Gemini utilize informações e funcionalidades dos serviços autorizados, conforme as permissões concedidas pelo usuário.

Já as Skills, ou Habilidades, funcionam como conjuntos de instruções que podem ser reutilizados. É possível, por exemplo, criar uma função para revisar textos seguindo um estilo específico ou organizar informações para reuniões.

O recurso também permite combinar diferentes habilidades dentro de uma mesma conversa.

As Skills estão substituindo os Gems, antiga ferramenta do Google para criar assistentes personalizados.

Como acessar o Personalizar no Gemini

O novo menu pode ser utilizado diretamente no aplicativo ou na versão web do Gemini. Confira o passo a passo:

  1. Abra o Gemini e acesse o menu lateral;

  2. Selecione Personalizar;

  3. Entre em Descobrir para visualizar as sugestões ou utilize a busca;

  4. Escolha o aplicativo ou a Habilidade desejada;

  5. Toque em Adicionar e siga as instruções para concluir a configuração.

As conexões podem ser gerenciadas ou desativadas posteriormente.

Segundo o Google, o lançamento é global e contempla contas pessoais, gratuitas e pagas, além de usuários do Google Workspace.

Entretanto, a liberação pode levar até 15 dias. A empresa também esclarece que a maioria das integrações externas está disponível inicialmente em inglês nos Estados Unidos, enquanto alguns serviços já podem ser utilizados em países como Brasil e Índia.

Veja também: Guia completo para substituir os seus Gems pelas novas Skills do Gemini

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Bolha? Anthropic expõe rombo de R$ 400 bilhões às vésperas de abrir capital na Bolsa

A Anthropic, criadora da inteligência artificial (IA) Claude, registrou um prejuízo líquido de US$ 80,7 bilhões (aproximadamente R$ 405 bilhões) no primeiro semestre de 2026. O resultado foi revelado às vésperas da abertura de capital da empresa na Bolsa de Valores, prevista para novembro, e aumenta a pressão sobre os investimentos bilionários no setor de IA.

Segundo documentos analisados pelo Wall Street Journal e pela Reuters, porém, US$ 72 bilhões do prejuízo correspondem a ajustes contábeis, relacionados à valorização de títulos que podem ser convertidos em ações da empresa. Portanto, a maior parte do valor não representa dinheiro efetivamente gasto no período.

Mesmo assim, os custos para desenvolver e operar modelos de inteligência artificial continuam elevados.

Apenas nos primeiros seis meses de 2026, a Anthropic gastou aproximadamente US$ 9 bilhões com capacidade de processamento e infraestrutura, contra US$ 2,3 bilhões no mesmo período do ano passado.

A empresa também assumiu compromissos de pelo menos US$ 518 bilhões ao longo de dez anos para contratar serviços de nuvem, equipamentos e infraestrutura de IA.

Por que a Anthropic teve um prejuízo tão grande?

O prejuízo líquido de US$ 80,7 bilhões representa um aumento expressivo em relação aos US$ 13 bilhões registrados no primeiro semestre de 2025.

A maior parte da diferença está relacionada à reavaliação de títulos conversíveis em ações, utilizados pela empresa para captar recursos.

Esses instrumentos permitem que investidores recebam ações futuramente, conforme as condições estabelecidas nos contratos. Quando o valor estimado dessas participações aumenta, a empresa pode precisar reconhecer uma despesa contábil maior.

Foi o que aconteceu com a Anthropic. Os US$ 72 bilhões refletem principalmente a valorização desses instrumentos financeiros, sem representar uma saída equivalente de dinheiro do caixa.

O restante do prejuízo, porém, também chama atenção para os custos de operação e desenvolvimento da tecnologia.

Apesar disso, a receita da empresa cresceu rapidamente. No primeiro semestre, o faturamento chegou a US$ 16,3 bilhões, contra US$ 1,1 bilhão no mesmo período de 2025.

O avanço foi impulsionado pela demanda por ferramentas como o Claude e o Claude Code, utilizado por desenvolvedores para criar e modificar programas.

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Prejuízo pode atrapalhar IPO da Anthropic?

A divulgação acontece em um momento importante para a Anthropic, que prepara sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) para novembro.

Nesse processo, a empresa pretende vender ações ao público pela primeira vez e captar recursos para financiar sua expansão.

Entretanto, os custos elevados e a desaceleração do crescimento já começaram a influenciar as expectativas dos investidores.

Segundo a Reuters, alguns participantes de uma reunião realizada com potenciais acionistas passaram a considerar uma avaliação de aproximadamente US$ 1,5 trilhão para a Anthropic, abaixo dos US$ 2 trilhões discutidos anteriormente.

A mudança representaria uma redução de 25% no valor estimado da empresa. Ainda não há confirmação de que essa será a avaliação adotada no IPO.

Apesar dos prejuízos, a Anthropic apresentou resultados positivos em outras métricas. No terceiro trimestre, o faturamento atingiu US$ 16,8 bilhões, alta de 45% em relação ao trimestre anterior, e a companhia informou ter registrado lucro em bases ajustadas.

O crescimento, porém, foi inferior ao avanço de 145% registrado entre o primeiro e o segundo trimestre.

Esse cenário aumenta a importância de demonstrar aos investidores que a expansão das receitas será suficiente para sustentar os gastos com infraestrutura.

E o IPO da OpenAI? Existe risco de bolha?

A situação da Anthropic também pode influenciar a percepção dos investidores sobre a OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, que tem previsão de entrar na Bolsa em 2027.

As duas empresas dependem de investimentos elevados em data centers, chips e energia para desenvolver modelos mais avançados e atender à demanda por seus serviços.

Segundo o Financial Times, a OpenAI projeta um fluxo de caixa livre negativo acumulado de quase US$ 280 bilhões entre 2026 e 2030, enquanto amplia os investimentos em infraestrutura.

Em setembro, a Reuters também informou que a companhia discutia uma possível rodada de financiamento capaz de elevar sua avaliação para aproximadamente US$ 1,2 trilhão. As conversas ainda estavam em estágio inicial.

O IPO da Anthropic pode funcionar como um primeiro teste do interesse dos investidores por empresas especializadas em inteligência artificial que crescem rapidamente, mas precisam de grandes volumes de capital.

Caso a estreia aconteça com uma avaliação abaixo do esperado, outras companhias do setor poderão enfrentar maior pressão para justificar seus próprios valores de mercado.

Os números também alimentam o debate sobre uma possível bolha de IA, diante da distância entre os investimentos necessários e a geração de lucros sustentáveis.

Entretanto, o prejuízo contábil da Anthropic, isoladamente, não comprova a existência de uma bolha. O crescimento expressivo das receitas e a lucratividade ajustada registrada no terceiro trimestre mostram que a empresa também apresenta avanços comerciais.

A principal questão para os investidores será avaliar se esses resultados conseguirão acompanhar os compromissos financeiros assumidos para os próximos anos.

Veja também: O que é IPO? Entenda o processo de abertura de capital de empresas

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Por que quase 70% dos sites usam PHP, linguagem que provocou alerta mundial?

Duas falhas graves no PHP levaram governos e empresas a tirar sites do ar nesta quarta-feira (21). O alcance do problema é explicado pela popularidade da linguagem de programação, criada há mais de 30 anos e utilizada por 69,3% dos sites cuja linguagem de servidor é conhecida, segundo levantamento da W3Techs.

Em entrevista ao Canaltech, Rafael Silva, coordenador acadêmico da FIAP, explica que essa popularidade está relacionada ao baixo custo de desenvolvimento, à facilidade de encontrar serviços de hospedagem e ao crescimento de plataformas como o WordPress.

O PHP funciona nos servidores e é responsável por processar informações antes que elas apareçam no navegador. Em uma loja virtual, por exemplo, a linguagem pode ser utilizada para consultar produtos, atualizar o carrinho de compras e interagir com o banco de dados.

Apesar da idade, o PHP continua recebendo atualizações e sendo utilizado em novos projetos. Sua presença em tantos sistemas, porém, amplia o alcance potencial de vulnerabilidades como as descobertas nesta semana.

Por que tantos sites continuam utilizando PHP?

Criado por Rasmus Lerdorf em 1994 e disponibilizado publicamente em 1995, o PHP cresceu junto com a expansão da internet, quando empresas buscavam maneiras simples e baratas de desenvolver seus primeiros sites.

Segundo Silva, essa facilidade de adoção foi um dos principais fatores para a popularização da linguagem.

O professor também destaca o papel do WordPress, sistema de gerenciamento de conteúdo que utiliza PHP e está presente em aproximadamente 39,6% dos sites da internet, segundo a W3Techs.

Com essa expansão, surgiu um mercado de empresas de hospedagem, desenvolvedores e ferramentas especializadas, facilitando a criação e a manutenção de aplicações.

“Quando uma tecnologia funciona bem, tem um custo acessível e atende às necessidades do negócio, não existe necessariamente um motivo para substituí-la”, afirma Silva.

Essa estrutura também explica por que empresas ainda escolhem PHP para desenvolver sites, portais de notícias e lojas virtuais.

De acordo com o professor, a linguagem possui serviços de hospedagem acessíveis e uma grande quantidade de profissionais disponíveis. Isso pode reduzir os custos de desenvolvimento e manutenção, especialmente para negócios que já utilizam a tecnologia.

Entretanto, a escolha depende das necessidades de cada projeto. Linguagens como Python e JavaScript também podem ser utilizadas no desenvolvimento de aplicações web, com características e vantagens diferentes.

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PHP é uma tecnologia ultrapassada?

Apesar de ter mais de três décadas de história, o PHP passou por diferentes atualizações que melhoraram seu desempenho, segurança e recursos disponíveis aos desenvolvedores.

Para Silva, os problemas aparecem principalmente quando empresas continuam utilizando aplicações antigas sem acompanhar a evolução da linguagem.

“Uma tecnologia com 30 anos de história pode continuar sendo bastante eficiente. O que não podemos é utilizar práticas de 20 anos atrás para proteger aplicações que estão expostas às ameaças de hoje”, afirma.

O professor explica que sistemas desenvolvidos há 10 ou 15 anos podem acumular dependências e integrações que tornam sua manutenção mais complexa.

Isso não significa que uma linguagem antiga seja necessariamente menos segura. Tecnologias mais recentes também podem apresentar vulnerabilidades críticas, enquanto sistemas antigos podem continuar funcionando com segurança quando recebem a manutenção adequada.

O caso desta semana, entretanto, mostrou que até linguagens amplamente utilizadas e analisadas por especialistas podem esconder problemas graves durante anos.

Segundo Silva, a inteligência artificial também está mudando esse cenário ao acelerar a análise de códigos e a identificação de vulnerabilidades.

Por que é tão difícil atualizar milhões de sites?

Um dos principais desafios está na quantidade de sistemas que dependem do PHP e precisam continuar funcionando após uma atualização.

Silva utiliza como exemplo uma loja virtual criada há dez anos, que pode reunir dezenas de plugins, sistemas de pagamento, ferramentas de estoque e funcionalidades desenvolvidas especificamente para determinada versão da linguagem.

Uma atualização pode provocar incompatibilidades em alguns desses componentes e, dependendo do problema, interromper as vendas.

Por isso, empresas sem equipes ou ambientes preparados para testar mudanças podem adiar a instalação de novas versões.

O professor ressalta, porém, que nem toda atualização exige uma migração completa. Muitas correções de segurança podem ser aplicadas com impacto menor sobre as aplicações.

códigos

Outro desafio é identificar todos os sistemas que utilizam PHP dentro de uma organização.

“O desafio imediato não é apenas instalar uma correção, mas identificar e gerenciar todas as instâncias em que o PHP está em execução”, afirma Don Smith, vice-presidente de Inteligência de Ameaças da Sophos CTU.

Segundo o especialista, a linguagem pode estar presente em plataformas de hospedagem, sistemas de gerenciamento de conteúdo e produtos de terceiros, sem que isso seja evidente para os responsáveis pela infraestrutura.

As duas vulnerabilidades divulgadas nesta semana receberam nota 9,2 de 10 em gravidade e podem permitir a execução de comandos maliciosos em servidores.

Os desenvolvedores do PHP já disponibilizaram quatro versões corrigidas: 8.2.35, 8.3.36, 8.4.27 e 8.5.12.

A recomendação para os administradores é identificar as instalações vulneráveis e aplicar as atualizações imediatamente. Quando isso não for possível, a Sophos orienta isolar os sistemas afetados da internet até que possam ser protegidos.

Veja também: Falhas no PHP chegam ao Brasil e fazem Anatel e tribunais suspenderem sistemas

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