❌

Reading view

Qual tipo de máquina de lavar gasta menos? Tampa frontal vs. tampa superior

Comprar uma máquina de lavar nova está longe de ser uma tarefa simples, especialmente quando é preciso escolher entre uma lavadora com tampa frontal (front load) e outra com tampa superior (top load). Entre os diversos fatores que pesam nessa decisão, o consumo de água e energia costuma ser um dos mais importantes na hora de adquirir o eletrodoméstico ideal.

Isso porque a questão vai muito além da localização da tampa da máquina. O design e o funcionamento dos dois modelos interferem diretamente no consumo desses recursos essenciais e até mesmo no desgaste das roupas.

Para te ajudar na escolha da lavadora, o Canaltech analisou dados oficiais do Inmetro sobre os cinco eletrodomésticos mais vendidos de cada categoria para descobrir qual tecnologia entrega maior eficiência no consumo de energia e água.

O segredo está no movimento do cesto

A diferença real no gasto dos modelos de máquina de lavar começa pelo entendimento de como funciona a mecânica de lavagem de cada um. As máquinas de tampa superior realizam a limpeza das roupas por meio de processos de agitação ou turbilhonamento.

Isso significa que essas lavadoras precisam utilizar um volume maior de água para que as peças possam ser agitadas. O batedor localizado no centro ou a hélice no fundo movimenta continuamente as roupas, gerando o atrito necessário para remover a sujeira.

Acontece que esse método é um pouco mais agressivo aos tecidos, o que pode acelerar o desgaste de peças mais delicadas.

Brastemp BWK13AB

Já os modelos com tampa frontal utilizam o sistema de lavagem por tombamento. Nesse sistema, o batedor central é dispensado, e o tambor gira em torno de um eixo horizontal, aproveitando a força da gravidade para elevar as roupas e deixá-las cair durante a lavagem.

Esse processo é mais suave, pois gera menos atrito entre as peças, tornando-se menos agressivo aos tecidos. Além disso, como não há necessidade de encher o tambor com um grande volume de água, o consumo é naturalmente menor.

Qual modelo gasta mais energia?

As máquinas de lavar com tampa frontal tendem a ser maiores do que aquelas com tampa superior, o que pode levar alguns consumidores a acreditar que o consumo de energia desses equipamentos também é muito maior.

Essa percepção também acontece porque grande parte das lavadoras front load vendidas no Brasil são modelos lava e seca, e a função de secagem por calor realmente eleva o consumo de energia.

Mas o cenário muda quando colocamos no papel apenas o ciclo de lavagem convencional com água fria. Isso porque o sistema de lavagem por tombamento proporciona maior eficiência, além de muitos desses aparelhos contarem com tecnologia Inverter.

Esse recurso ajusta automaticamente a potência de funcionamento de acordo com a necessidade de cada ciclo de lavagem, contribuindo para reduzir o consumo de energia.

Para facilitar a visualização desse comparativo, reunimos dados de consumo elétrico (medidos em kWh por ciclo de lavagem) dos cinco modelos mais vendidos de cada categoria. Essas informações foram coletadas da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) do Inmetro de cada eletrodoméstico.

Modelo Categoria Capacidade Energia (kWh/ciclo)
Samsung WW11T4040BX/AZ Tampa frontal 11 kg 0,26
Midea MF201W110WB/GK-01 Tampa frontal 11 kg 0,27
Brastemp BNF10ABBNA Tampa frontal 10 kg 0,27
Midea MF200D130WB/GK-01 Tampa frontal 13 kg 0,28
Electrolux LFC12 Tampa frontal 12 kg 0,31
Electrolux LES11 Tampa superior 11 kg 0,34
Consul CWN14AB  Tampa superior 14 kg 0,36
Brastemp BWJ14ABBNA  Tampa superior 14 kg 0,40
Electrolux LED13 Tampa superior 13 kg 0,40
Electrolux LEC15 Tampa superior 15 kg 0,46

Como os dados oficiais demonstram, todas as lavadoras com tampa frontal mantêm médias de consumo inferiores em relação às de tampa superior. Elas operam sempre abaixo da marca de 0,31 kWh por ciclo e superam as máquinas tradicionais em eficiência energética.

Se compararmos os modelos de 13 kg da Midea e da Electrolux, a diferença é de 0,12 kWh por lavagem. Em uma residência que realiza três ciclos de lavagem por semana, isso pode representar uma economia aproximada de 1,6 kWh por mês que, apesar de modesta, se acumula ao longo do tempo e soma-se à economia de água proporcionada pelo sistema de lavagem por tombamento.

Samsung WW11T4040BX/AZ

A principal diferença está no consumo de água

A eficiência energética já coloca os eletrodomésticos que utilizam a lavagem por tombamento um pouco à frente, mas é o consumo de água que amplia realmente essa vantagem. Isso porque esse sistema utiliza menos água durante a lavagem, resultando em uma economia significativa em relação aos modelos com tampa superior.

Separamos o volume total de água consumido por ciclo de lavagem nos mesmos dez modelos mais vendidos para deixar essa comparação ainda mais clara.

Modelo Categoria Capacidade Água (litros/ciclo)
Samsung WW11T4040BX/AZ Tampa frontal 11 kg 53
Midea MF201W110WB/GK-01 Tampa frontal 11 kg 81
Brastemp BNF10ABBNA Tampa frontal 10 kg 85
Midea MF200D130WB/GK-01 Tampa frontal 13 kg 89,9
Electrolux LFC12 Tampa frontal 12 kg 92
Electrolux LES11 Tampa superior 11 kg 107
Consul CWN14AB  Tampa superior 14 kg 141
Electrolux LED13 Tampa superior 13 kg 150
Electrolux LEC15 Tampa superior 15 kg 160
Brastemp BWJ14ABBNA Tampa superior 14 kg 184

O contraste fica evidente quando colocamos frente a frente modelos com capacidades semelhantes. Por exemplo, enquanto a máquina de tampa frontal da Midea de 13 kg consome cerca de 90 litros de água, a lavadora da Electrolux de 13 kg com tampa superior (LED13) alcança 150 litros por ciclo.

E essa diferença de 60 litros por lavagem tem um grande impacto a longo prazo. Em uma residência que realiza três ciclos de lavagem por semana, a economia pode chegar a cerca de 780 litros de água por mês, o equivalente a mais de 9,3 mil litros ao longo de um ano.

Brastemp BNO11AB

Tampa frontal ou superior: qual modelo vale o investimento?

Ainda que os dados apresentados apontem que as máquinas de lavar com tampa frontal oferecem maior economia no consumo de energia e água, a decisão sobre qual modelo escolher depende principalmente do planejamento financeiro e das necessidades da rotina de cada consumidor.

Se o orçamento para adquirir uma nova lavadora estiver mais apertado, os modelos com tampa superior cumprem bem o papel por apresentarem um valor de aquisição mais acessível.

Mas, se a prioridade for reduzir os gastos ao longo do tempo e houver uma margem maior no orçamento, vale a pena investir em uma máquina com tampa frontal. Ainda que exijam um investimento inicial maior, esses modelos podem compensar essa diferença com a economia de água e energia, além de reduzirem o desgaste das roupas.

Outra dúvida que costuma surgir entre os consumidores é sobre qual modelo gasta mais: uma lavadora tradicional ou uma lava e seca. O Canaltech também reuniu as informações necessárias para ajudar nessa decisão.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

Samsung vai quebrar barreira dos 5.000 mAh pela 1ª vez no Galaxy S27, diz leaker

A Samsung pode abandonar seu tradicional limite de 5.000 mAh na próxima geração de celulares top de linha. Isso porque rumores apontam que a família Galaxy S27 deve adotar baterias de silício-carbono (Si-C), a mesma tecnologia usada nas células de energia dos novos dobráveis da empresa.

A informação foi divulgada pelo leaker sul-coreano Lanzuk. Caso se confirme, a novidade permitiria aumentar a capacidade da bateria sem comprometer a espessura dos dispositivos.

O informante ressaltou ainda que a empresa sul-coreana já estaria avaliando ativamente múltiplos protótipos de bateria, que poderiam ser desenvolvidos em parceria com uma fornecedora. Segundo as informações, o planejamento já estaria em fase avançada, sugerindo que a tecnologia teria superado a fase inicial de conceito.

A título de comparação, o Galaxy Z Fold 8 Ultra foi lançado recentemente com uma bateria de 5.000 mAh de Si-C, um aumento de quase 14% em relação aos 4.400 mAh da geração anterior, que utilizava uma bateria de íon de lítio (Li-ion).

galaxy z fold 8 bateria

Samsung deve priorizar o equilíbrio na linha S27

Embora diversas fabricantes chinesas já utilizem baterias de silício-carbono para ultrapassar a marca de 6.000 mAh em seus aparelhos top de linha, a Samsung deve manter uma postura mais cautelosa.

Mesmo com a expectativa de adoção desse tipo de bateria na próxima geração da linha S, os rumores apontam que o Galaxy S27 Ultra deve receber uma célula de energia de capacidade na casa dos 5.500 mAh. Isso porque a fabricante prefere priorizar um equilíbrio entre a autonomia e a espessura do dispositivo.

Vale destacar, no entanto, que ainda não há confirmação sobre quais modelos da nova geração de aparelhos da Samsung seriam equipados com baterias de silício-carbono.

Ficou curioso para saber mais sobre esse tipo de bateria? Saiba todos os detalhes sobre as baterias de silício-carbono, também utilizadas por empresas como Xiaomi e Motorola.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

Galaxy S27 pode apelar para câmera da Sony para enfrentar iPhone, diz site

A próxima geração da linha S da Samsung pode chegar às lojas com uma mudança significativa para bater de frente com o iPhone. Isso porque relatórios recentes apontam que a fabricante sul-coreana está testando sensores da Sony para a câmera principal dos Galaxy S27 e S27+.

As informações sobre o sensor foram divulgadas pelo site GalaxyClub, e essa mudança marcaria o fim do uso dos tradicionais sensores ISOCELL nos modelos base da linha S. 

Os dados dão conta de que os aparelhos em questão devem manter um sensor ultrawide mais modesto, de 12 MP. Já a lente principal seria de 50 MP e viria equipada com o recurso de estabilização óptica (OIS), além de o conjunto fotográfico traseiro contar com uma câmera teleobjetiva que ainda tem resolução desconhecida.

Ainda que estejam em fase inicial de desenvolvimento, as mudanças no conjunto fotográfico dos novos celulares do segmento premium da Samsung devem ser implementadas como estratégia para fazer frente aos smartphones da Apple.

Galaxy S26

Mudanças também nas versões Pro e Ultra

Mas as novidades não devem ficar restritas aos modelos padrão e Plus da linha Galaxy S27. Isso porque os vazamentos também indicam que as variantes Pro e Ultra teriam um salto de qualidade na lente ultrawide, com uma atualização considerável em relação às gerações atuais de celulares da marca.

De acordo com os rumores, os aparelhos mais avançados da linha S devem trazer um sensor Sony IMX855 de 50 MP, com tamanho de 1/2,55 polegada. Ambos os dispositivos também podem receber uma câmera frontal de 16 MP, equipada com foco automático e OIS para melhores resultados fotográficos em baixa luz.

Também há a expectativa de que o Galaxy S27 Ultra deve contar com uma lente telefoto de 50 MP com zoom óptico de 5x, além de rumores indicarem o uso de um segundo sensor teleobjetivo também fabricado pela Sony.

Os aparelhos da linha S27 da Samsung devem ser oficialmente lançados somente no início de 2027, mas você pode conferir o desempenho das câmeras do Galaxy S26 Ultra no teste realizado pelo Canaltech.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

Por que jogadores de futebol usam um "sutiã tech" por baixo da camisa?

Você costuma acompanhar partidas de futebol? Então provavelmente já reparou que, durante a comemoração de um gol ou após a partida, cada vez mais jogadores exibem uma espécie de top esportivo vestido por baixo da camisa. Mas, o que pode parecer ser apenas um "sutiã tech", é na verdade um aliado da performance dos atletas.

O item é um colete de compressão que, sozinho, realmente não faria muita diferença. Mas o segredo está em um dispositivo acoplado nessa vestimenta, que é responsável por fazer o monitoramento em tempo real de diversos dados dos jogadores e, assim, auxiliar o trabalho da comissão técnica e o rendimento da equipe de diferentes formas.

Muito além do visual: o que há dentro do "top"?

O colete em questão tem a função de abrigar um pequeno aparelho de rastreamento. Ele é bastante compacto, medindo geralmente entre quatro e cinco centímetros, sendo posicionado em um ponto estratégico para captar métricas do atleta.

Para entender a importância do posicionamento correto do dispositivo junto ao top e também o seu funcionamento, o Canaltech conversou com Will Lopes, CEO da Catapult Sports. A empresa é uma das principais desenvolvedoras de soluções de dados esportivos, tendo seus equipamentos e sistemas usados por diferentes equipes ao redor do mundo.

“Nós posicionamos o dispositivo entre as escápulas, na parte superior da coluna torácica, para otimizar a clareza do sinal de satélite e manter o hardware seguro durante movimentos de alto impacto. Esse posicionamento protege o atleta ao manter o dispositivo longe da parte frontal do tronco, tornando-o seguro para esportes de contato”, explica o executivo.

Dentro dessa “caixa preta”, as empresas do setor adicionam um pacote avançado de sensores responsáveis por registrar diversas informações. O aparelho conta com receptores de GPS com alta taxa de atualização, acelerômetros, magnetômetros e até mesmo integração com monitores de frequência cardíaca.

Colete e sensor Catapult

Da distância percorrida aos níveis de fadiga

O uso do aparelho significa que a comissão técnica tem em mãos dados sobre quase todos os movimentos do atleta em atividades como treinamentos e jogos. Isso porque o equipamento não mede apenas a distância percorrida, como também calcula níveis de fadiga, frequência cardíaca, arranques bruscos e impacto físico de uma dividida.

Lopes destaca que o sistema da Catapult também tem a capacidade de medir uma métrica exclusiva conhecida como “Player Load” (“Carga do Jogador”, em tradução livre).

“Essa métrica é um dos pilares do sistema. Ela calcula o esforço dinâmico total medindo a aceleração instantânea e as mudanças de direção em três eixos (frente/trás, esquerda/direita e cima/baixo)”, ressalta o executivo.

E esses dados são usados pelas áreas da comissão técnica de diferentes formas. Para os fisiologistas, as informações do rastreador funcionam como um sistema de alerta precoce que monitora picos de carga de trabalho e sinaliza lesões iminentes, ajudando a definir sessões de recuperação específicas.

“Para um treinador, o foco é ajustar as cargas de treinamento. Durante os treinos, eles monitoram os dados da equipe para garantir que alcancem as intensidades desejadas. Se os jogadores ficarem abaixo do limite exigido para o dia do jogo, os treinadores estendem os exercícios ou aumentam o ritmo. Se os jogadores atingirem o limite, os técnicos diminuem a intensidade para garantir que se mantenham saudáveis”, pontua Will.

Colete da Catapult Sports

Auxílio da IA e futuro com tecidos inteligentes

Acontece que único jogo de futebol gera milhões de pontos de dados biométricos de cada atleta, o que torna quase impossível analisar tudo a olho nu. Diante disso, os softwares de desempenho se integram aos recursos de inteligência artificial (IA) para que modelos de aprendizado de máquina examinem os padrões em tempo real.

Esse processo é crucial para automatizar os alertas médicos, que são enviados imediatamente às comissões caso algo fuja dos parâmetros considerados normais. Ou seja: a IA transforma um grande volume de dados em insights claros para os especialistas.

Mas as inovações não devem se restringir apenas ao software. O futuro aponta para um cenário de miniaturização dos sensores, eliminando a necessidade de usar o colete separado.

“Vemos um futuro em que sensores vestíveis serão costurados diretamente nos equipamentos, coletando dados sem que o atleta sequer sinta que está usando um dispositivo. Trata-se de alcançar o equilíbrio perfeito entre o conforto total para o jogador e a precisão inegociável dos dados para a comissão técnica”, destaca Will Lopes.

Enquanto os tecidos inteligentes não fazem parte do dia a dia dos atletas, o uso dos coletes que acoplam o aparelho rastreador segue como a melhor solução para a coleta de métricas que permitem que as partidas de futebol sejam disputadas no seu mais alto nível.

E a integração entre tecnologia e futebol também está no impedimento semiautomático, que utiliza câmera de iPhone foi implementado no Brasileirão.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

Quando a Samsung vai vender TV 3.0? Nós conversamos com a marca para descobrir

A TV 3.0 (DTV+) já é uma realidade em algumas cidades brasileiras, mas o acesso à nova geração da televisão aberta ainda esbarra na necessidade de comprar um conversor. Para descobrir quando a Samsung vai vender Smart TVs com suporte nativo ao novo padrão, o Canaltech conversou com a marca.

A empresa sul-coreana afirmou que adota uma postura cautelosa em relação à integração da funcionalidade nas suas TVs. 

"A Samsung informa que está monitorando o desenvolvimento da nova tecnologia e comunicará ao mercado, oportunamente, sobre os próximos passos da iniciativa”, pontuou a companhia.

A expectativa dos consumidores por aparelhos com recursos da TV 3.0 integrados já de fábrica se justifica pelo fato de o novo padrão prometer levar benefícios como interatividade e qualidade superior de imagem e áudio aos lares brasileiros.

Mas, por enquanto, apenas moradores das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília podem usufruir dos recursos da tecnologia. E essa experiência ainda depende da aquisição de conversores externos vendidos por marcas como Intelbras e Aquário, que são comercializados por valores acima de R$ 650.

Conversor TV 3.0 Intelbras

Ainda restam etapas para as TVs chegarem às lojas

Vale destacar que o cenário de espera destacado pela Samsung é seguido por outras marcas do setor, como LG e TCL, que também confirmam não haver datas oficiais para o lançamento de aparelhos que já cheguem às lojas com essa tecnologia integrada.

Essa estratégia das empresas está relacionada principalmente ao fato de que a adoção de um sistema inédito exige adaptações de hardware e software. Também é necessária a coordenação entre emissoras e fornecedores de tecnologia para integrar a infraestrutura aos receptores domésticos.

O governo federal ainda não concluiu todas as etapas que definem o funcionamento padrão da TV 3.0 no Brasil. Nesse contexto, televisores lançados neste momento poderiam ficar incompatíveis com futuras transmissões caso as especificações da tecnologia ainda sofram alterações durante o processo de padronização.

O próprio ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, revelou que a TV 3.0 ainda passa por ajustes técnicos antes de ser expandida para outras cidades brasileiras. Segundo o chefe da pasta, essas adequações e obstáculos iniciais são normais por se tratar de uma transição que envolve uma tecnologia inovadora.

TV 3.0 Anatel

Quais os avanços trazidos pela TV 3.0?

A principal proposta da nova geração da televisão aberta brasileira é trazer recursos interativos para as transmissões tradicionais. Na prática, o telespectador vai continuar assistindo aos canais já conhecidos gratuitamente, mas com uma interface mais fluida, que se assemelha às plataformas de streaming.

Um dos destaques fica por conta da possibilidade de comprar produtos relacionados à programação ao vivo diretamente pela TV, sem a necessidade de escanear QR Code para finalizar a aquisição. Votações em reality shows ou para escolher o melhor jogador de uma partida também podem ser feitas com o controle remoto.

O público também poderá escolher diferentes câmeras para acompanhar um evento esportivo ao vivo. Em partidas de futebol ou corridas de Fórmula 1, por exemplo, será possível acompanhar a transmissão principal na tela toda e assistir à programação em uma janela menor (Picture-in-Picture).

A TV 3.0 promete ainda entregar qualidades de áudio e imagem superiores ao sinal atual, oferecendo transmissões ao vivo com suporte à resolução 4K. O público terá até mesmo acesso a alertas automáticos sobre tempestades e inundações emitidos pela Defesa Civil local.

Com todas essas previsões de recursos, uma pergunta ainda pode passar pela cabeça dos espectadores: vai precisar de internet para acessar as funcionalidades da TV 3.0? O Canaltech entrou em contato com a Anatel para tirar essa dúvida.

 

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

Quanto dura a bateria do novo Moto G Max da Motorola? Nós testamos

O Motorola Moto G Max chegou ao mercado brasileiro para representar mais um avanço na conhecida linha Moto G da marca. Para dar conta de uma rotina diária de uso, a fabricante equipou o dispositivo com uma bateria de 5.200 mAh que entrega boa autonomia, além de suporte a carregamento rápido de 33 W.

O Canaltech testou o celular em diferentes cenários para colocar sua bateria à prova e, a seguir, detalhamos os resultados de autonomia e tempo de recarga do smartphone.

Quanto tempo dura a bateria do Moto G Max no dia a dia?

Nosso teste padrão submeteu o aparelho a quatro horas consecutivas de reprodução de vídeo em alta resolução. Nesse cenário, o Moto G Max consumiu apenas 23% de sua carga total.

Esse rendimento indica que o celular consegue suportar cerca de 17 horas e 20 minutos de reprodução de vídeo até que a bateria se esgote por completo. Essa estimativa indica que o dispositivo pode ser uma boa alternativa para usuários que costumam consumir conteúdos do YouTube e de serviços de streaming no celular.

Teste bateria Moto G Max

O Moto G Max também foi testado em cenários de uso moderado. Em uma rotina que envolveu acessar plataformas como Instagram, WhatsApp e recursos de IA, além do consumo de músicas e podcasts no Spotify, o celular alcançou autonomia para um dia inteiro, restando cerca de 20% de carga ao final do dia.

Ainda assim, usuários que também utilizam o smartphone para sessões de gameplay podem precisar conectá-lo à tomada antes do fim do dia. Isso porque jogos mais exigentes demandam um esforço maior do seu processador MediaTek Dimensity 6400, o que resulta em um consumo maior de energia.

Como é o carregamento do Moto G Max?

Além do tempo que o aparelho pode ficar longe da tomada, outro fator importante é sua velocidade de carregamento. Nesse aspecto, o Moto G Max sai da caixa com suporte a carregamento rápido com fio de 33 W.

Nosso teste utilizou o carregador original do dispositivo e, nesse contexto, ele demorou cerca de 1h10 para sair de 0% e atingir a carga completa.

E você sabia que existem aparelhos que chegam às lojas com bateria de 10.000 mAh? Conheça 6 celulares com essa característica que desafiam a tomada. 

 

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

Capinha muito grossa estraga bateria do iPhone? Veja o que diz a Apple

Usar uma capinha reforçada para proteger o iPhone é uma prática comum e altamente recomendada para aumentar a proteção do aparelho. Mas será que a utilização desse acessório pode ter efeitos colaterais e estragar a bateria do dispositivo? O Canaltech consultou documentos da Apple para tirar essa dúvida.

A gigante de Cupertino cita as capinhas protetoras em ao menos dois documentos relacionados aos seus celulares. Em ambos os casos, a companhia relaciona o uso de alguns modelos de capa ao risco de acúmulo excessivo de calor no aparelho, o que pode afetar a saúde da bateria a longo prazo.

Esse processo é especialmente nocivo para as baterias de íon de lítio, que equipam os iPhones e boa parte dos demais smartphones. Isso porque essas células de energia funcionam adequadamente dentro de uma determinada faixa de temperatura, mas tendem a ser impactadas quando esse limite é ultrapassado com frequência.

iPhone carregando

Capinhas grossas favorecem o abafamento térmico

A explicação por trás dos riscos que envolvem capinhas grossas começa pelo fato de que a bateria do celular gera calor naturalmente durante o carregamento. Trata-se de um resultado das perdas elétricas do próprio circuito de carga e das reações eletroquímicas envolvidas na conversão de energia, algo que, por si só, não representa risco ao aparelho.

Os problemas começam a aparecer quando esse calor não consegue ser dissipado. Nesse cenário, um acessório protetor muito espesso pode atuar como uma camada isolante ao redor do dispositivo, aumentando a resistência térmica entre o iPhone e o ambiente e dificultando a troca de calor que aconteceria naturalmente.

Esse é o chamado abafamento térmico, que pode fazer com que o sistema reduza automaticamente a velocidade de carregamento para controlar a temperatura do aparelho. E quanto mais tempo a temperatura interna permanece elevada, maior a chance de acelerar o desgaste da bateria.

No caso das baterias de íon de lítio, o cenário demanda ainda mais atenção, já que esse tipo de componente é sensível à exposição frequente a temperaturas elevadas. Em outras palavras, expor a bateria constantemente ao calor acelera as reações químicas internas que degradam sua capacidade de armazenamento de energia.

Esse processo se repete a cada ciclo de recarga do dispositivo e resulta na redução da vida útil da bateria quando ocorre repetidamente ao longo do tempo.

Celular carregando

O que diz a Apple sobre uso de capinhas durante carregamento

Diante desses riscos, a Apple traz orientações sobre a recarga dos seus celulares em materiais oficiais. Em uma página dedicada às baterias dos seus aparelhos, a companhia afirma que carregar o iPhone dentro de determinados estilos de capa pode gerar calor excessivo.

A empresa explica que essa prática pode comprometer a capacidade da bateria e orienta seus clientes a retirar o acessório caso percebam que o dispositivo esteja esquentando durante a recarga.

A mesma página reforça que a faixa ideal de temperatura ambiente para o funcionamento dos seus aparelhos fica entre 16°C e 22°C. A empresa pontua ainda que ambientes acima de 35°C podem causar danos permanentes à capacidade da bateria de seus eletrônicos.

Outro guia da empresa, esse dedicado a explicar o carregamento com limitação térmica do iPhone, detalha o sistema de proteção do aparelho. A companhia destaca que o celular foi projetado para reduzir automaticamente a velocidade de carregamento em temperaturas muito altas ou muito baixas, a fim de proteger a bateria.

Esse material também recomenda remover a capa protetora do iPhone caso o aparelho costume aquecer durante o processo de carregamento.

iPhone carregando

Toda capinha reforçada é um problema?

Vale ressaltar que o risco associado ao uso de capinhas reforçadas durante o carregamento está relacionado principalmente a aparelhos que já esquentam com frequência e continuam sendo carregados com esse tipo de acessório.

Nesses casos, além de retirar a capa, vale colocar o aparelho sobre uma superfície plana e bem ventilada até que a recarga seja finalizada.

Ainda assim, usuários que não perceberem o superaquecimento do iPhone durante o processo de recarga não precisam, obrigatoriamente, remover o acessório de proteção para carregar a bateria.

Falando em carregamento, você é do time que dorme com o celular conectado ao carregador e embaixo do travesseiro? O Canaltech consultou um especialista para saber se essa prática pode causar a explosão do smartphone.

 

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

Câmera de segurança da Xiaomi custa R$ 500: painel solar e 4G sem mensalidade

A Xiaomi lançou uma nova câmera de segurança que dispensa o uso de cabos e oferece conectividade 4G sem a necessidade de contratar um plano de dados adicional. O equipamento também se destaca por trazer um painel solar para recarga contínua e chegou ao mercado chinês por um valor equivalente a cerca de R$ 500.

Batizada de Xiaomi Smart Solar Camera 4 Pro 4G, a câmera foi projetada para funcionar em locais abertos e sem infraestrutura de rede ou energia elétrica. Para isso, o dispositivo traz dois chips 4G integrados, garantindo tráfego de dados gratuito e eliminando a necessidade de conexão Wi-Fi ou cabos de rede.

A operação ininterrupta fica por conta de uma bateria de 9.900 mAh, capaz de manter o equipamento funcionando por mais de uma semana sem recarga pela rede elétrica. Esse componente atua em conjunto com um painel solar de 7,6 W, responsável por recarregar a câmera de forma autônoma.

Câmera de segurança Xiaomi

Captação de imagens com duas lentes e monitoramento inteligente

No quesito captação de imagens, a nova câmera da marca chinesa conta com duas lentes de 5 MP, com abertura f/1.6, que entregam imagens em resolução 3K. O sistema também possui luzes brancas e infravermelhas para visão noturna, ativadas automaticamente quando pessoas são detectadas no ambiente.

O aparelho utiliza ainda um sistema de gravação inteligente chamado AOV, que ajusta a taxa de quadros do vídeo de forma dinâmica. Com isso, a gravação é reduzida para um quadro a cada dois segundos quando não há movimentação, economizando mais de 90% do espaço de armazenamento.

Outras especificações do novo equipamento de segurança da Xiaomi incluem:

  • Certificação IP66 contra água e poeira;
  • Comunicação bidirecional;
  • Suporte para armazenamento em cartão microSD;
  • Emissão de alertas sonoros em caso de invasão;
  • Envio de notificações pelo aplicativo da marca no celular.

A Xiaomi Smart Solar Camera 4 Pro 4G está em pré-venda na China por 649 yuans (cerca de R$ 500 na cotação atual). Ainda não há previsão de lançamento do produto em outros mercados.

Se você está em busca de equipamentos de segurança, pode conferir este guia do Canaltech que reúne 4 câmeras boas e baratas para uso externo.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

iPhone dobrável seria mais poderoso que iPhone 18 Pro; entenda por quê

O primeiro iPhone dobrável pode chegar ao mercado surpreendendo os usuários em termos de desempenho. Isso porque novos vazamentos divulgados pelo leaker Fixed Focus Digital indicam que o chamado iPhone Ultra teria potencial para ser o celular mais rápido da empresa, superando até mesmo o futuro iPhone 18 Pro.

Ainda que a expectativa seja de que os dois smartphones contem com o mesmo processador A20 Pro, a gigante de Cupertino estaria integrando um novo sistema de resfriamento líquido ao aparelho dobrável. O objetivo da companhia seria garantir que o dispositivo conte com uma ótima capacidade de dissipação de calor.

Os rumores apontam que a tecnologia seria inédita entre os aparelhos da marca, que teria aumentado os pedidos de câmaras de vapor. Esse sistema não teria como foco principal apenas evitar o superaquecimento causado por rotinas mais intensas de uso ao longo do dia, mas também permitir que o processador mantenha um alto nível de desempenho por mais tempo.

Com as temperaturas sob controle, o processador do aparelho dobrável conseguiria operar por mais tempo em seu desempenho máximo, executando multitarefas de forma mais eficiente.

iPhone dobrável

Como funciona o sistema de resfriamento líquido da Apple

Os primeiros celulares da Apple a saírem de fábrica com um sistema de resfriamento líquido foram os iPhones 17 Pro e 17 Pro Max. E, ainda que os rumores apontem que o iPhone dobrável apresente um mecanismo inédito, o funcionamento da tecnologia nos modelos atuais pode ajudar a entender como ele pode operar.

A tecnologia em questão conta com uma câmara de vapor que utiliza água deionizada. O fluido absorve o calor excessivo gerado pelo processador, desloca-se para regiões mais frias, condensa e retorna ao ponto de maior temperatura, reiniciando o ciclo.

Esse processo é responsável por distribuir o calor de forma mais uniforme pelo chassi, o que garante que o processador não sofra com a perda de desempenho provocada pelas temperaturas internas elevadas.

Logo, se imaginarmos que a fabricante esteja usando essa tecnologia como base para desenvolver um sistema mais robusto, a expectativa é de que o iPhone Ultra sustente um desempenho ainda melhor graças ao mecanismo de resfriamento aprimorado.

iPhone 17 Pro

 Sistema de resfriamento vai impactar design do iPhone Ultra

Mas o design do iPhone Ultra pode ser impactado para que seja possível acomodar esse sistema de resfriamento em um aparelho de tela flexível. O dispositivo deve chegar às lojas sem o recurso Face ID, além de não contar com uma câmera teleobjetiva.

As medidas do celular dobrável também devem ser afetadas, visto que o aparelho deve ter 4,8 mm de espessura quando aberto e 9,6 mm quando estiver fechado. A título de comparação, o iPhone 17 Pro Max possui 8,8 mm de espessura.

Essas especificações seriam responsáveis por acomodar as duas baterias do aparelho: uma de 1.921 mAh e outra de 2.962 mAh. Esse conjunto daria ao smartphone uma capacidade total de 4.883 mAh.

Todas essas características fazem parte da estratégia da Apple de conquistar os consumidores para atingir a meta de vender 10 milhões de iPhones dobráveis.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

"Alexa do ChatGPT" terá bateria e poderá se mexer sozinha; veja o que já sabemos

A OpenAI é a empresa responsável pelo ChatGPT, um dos chatbots de inteligência artificial (IA) mais populares do mercado. Agora, a companhia estaria disposta a expandir seu portfólio ao desenvolver uma "Alexa" própria que terá bateria recarregável e componentes capazes de se mover sozinhos.

Novos rumores divulgados pela Bloomberg pelo colunista Mark Gurman indicam que a ideia da empresa de Sam Altman é fazer com que o dispositivo funcione como um alto-falante inteligente. O aparelho poderá ser levado para qualquer cômodo da casa para operar como um assistente para tarefas diárias, ainda que não tenha tela.

Para se diferenciar de caixas de som convencionais, o dispositivo pode apresentar elementos móveis que visam a criar a sensação de que ele está "vivo". Mais do que responder a comandos com uma voz robotizada, o item também reagiria fisicamente às instruções dos usuários.

Também há a expectativa de que o aparelho seja equipado com câmeras e sensores que o auxiliem a mapear o ambiente, a fim de contextualizar as interações. Para funcionar como um companheiro virtual, o sistema utilizará o histórico de interações para promover uma adaptação contínua, oferecendo respostas e ações cada vez mais proativas.

OpenAI

Uso do modo de voz do ChatGPT

A experiência personalizada oferecida pelo primeiro dispositivo da OpenAI deve ser alimentada pelo GPT-Live, tecnologia responsável pelo modo de voz avançado do ChatGPT. O vazamento aponta que a IA daria ao aparelho a capacidade de processar informações rapidamente para manter conversas fluidas e naturais com os usuários.

E a empresa de Sam Altman está investindo fortemente para levar todos esses recursos aos consumidores. A companhia desembolsou US$ 6,5 bilhões em 2025 para adquirir a io, startup cofundada por Jony Ive, importante ex-designer da Apple que participa do projeto junto com outros veteranos do setor de hardware.

O dispositivo já estaria nas fases finais de desenvolvimento, com previsão de que a OpenAI faça a revelação oficial ainda em 2026. Ainda assim, a expectativa é de que o produto chegue às lojas somente em 2027.

Jony Ive e Sam Altman

Ação judicial da Apple contra a OpenAI

Mas esse cronograma de lançamento pode sofrer atrasos. Isso porque a Apple iniciou uma disputa judicial contra a criadora do ChatGPT, alegando o uso indevido de segredos comerciais relacionados ao desenvolvimento do iPhone na criação de seus próprios produtos de hardware.

A ação movida pela gigante de Cupertino cita o envolvimento de ex-funcionários da empresa que hoje trabalham na OpenAI, acusados de roubar informações confidenciais. Além disso, o processo afirma que mais de 400 ex-funcionários da Apple atualmente atuam na companhia de Sam Altman, o que reforçaria os indícios de acesso a informações internas da fabricante do iPhone.

Enquanto a "Alexa" da OpenAI segue com rumos incertos, você pode conferir o que mudou com a chegada da Alexa Plus ao Brasil. Spoiler: ela pode até pedir um Uber para os usuários.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

Sinal da TIM deve ficar melhor em 6 estados e no DF; veja o que muda

Clientes da TIM em seis estados e no Distrito Federal poderão notar uma melhoria na qualidade da internet móvel em breve. Isso porque a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a operadora a utilizar frequências adicionais para ampliar a capacidade da sua rede dedicada aos celulares.

A concessão foi publicada na última segunda-feira (13) no Diário Oficial da União (DOU) e tem validade até maio de 2031. A autorização estabelece que a TIM fará o uso secundário das faixas de 2,5 GHz e 2,6 GHz.

Isso significa que a empresa poderá utilizar esses espectros de forma não exclusiva e sem proteção contra interferências, desde que não prejudique o detentor principal da frequência.

Os municípios que serão contemplados por essa ampliação da rede da TIM estão localizados, além do Distrito Federal, nos seguintes estados:

  • Acre

  • Goiás

  • Mato Grosso

  • Mato Grosso do Sul

  • Rondônia

  • Tocantins

Vale destacar que, em junho deste ano, a operadora já havia recebido uma autorização semelhante da Anatel para utilizar novas faixas de frequência no estado de São Paulo.

Operadora TIM

O que muda na prática para o consumidor

Na prática, essa nova permissão concedida pela Anatel faz com que a operadora tenha autorização para utilizar uma porção adicional do espectro de radiofrequências. Com isso, a rede ganha mais capacidade para atender celulares conectados ao mesmo tempo, reduzindo os riscos de lentidão em locais com grande concentração de usuários.

A liberação da agência contempla duas faixas específicas para os serviços móveis. A primeira, com largura de banda de 15 MHz, opera na frequência de 2577,5 MHz e abrange 15 municípios.

A segunda faixa tem largura de banda de 35 MHz, opera na frequência de 2602,5 MHz e contempla 18 municípios.

A TIM também vem ampliando sua cobertura nas rodovias brasileiras e instalou uma rede 4G para conectar câmeras que monitoram mais de 630 km de estradas no Mato Grosso do Sul.

{{WHATSAPP_CHANNEL}}

  •  

Celulares vão ficar "menos roubáveis" no Brasil com combate a interceptadores

O Governo brasileiro anunciou, na última terça-feira (23), uma nova fase do Programa Nacional Celular Seguro. A nova etapa mira o combate ao mercado ilegal de aparelhos e o fortalecimento de mecanismos voltados à recuperação dos dispositivos com o objetivo de tornar o roubo e a revenda menos lucrativos para os criminosos e interceptadores. Em outras palavras, o Governo quer deixar os celulares "menos roubáveis".

Esse próximo passo da iniciativa foi marcado pela assinatura, por parte do presidente Lula, do decreto que consolida o programa como uma política pública permanente. A medida também instituiu o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR).

O BNCR será gerido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP) e, inicialmente, contará com mais de 2,9 milhões de aparelhos que podem ser recuperados pelas vítimas.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

A plataforma reunirá informações sobre aparelhos roubados, furtados ou extraviados em todo o território nacional. Esses dados terão origem tanto no Programa Celular Seguro quanto em outras bases de dados, como:

  • Boletins de ocorrência registrados pelas Polícias Civis;
  • Operadoras de telefonia;
  • Sistemas nacionais de segurança pública;
  • Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI), da Anatel e da ABR Telecom.

“A partir desse decreto, muita coisa vai mudar na atuação do Governo Federal e dos governos estaduais. Também acho que muita coisa vai mudar nas pessoas que ousarem roubar um celular daqui para frente”, ressaltou Lula.

Celular Seguro
Nova fase do Celular Seguro terá como foco o combate ao mercado ilegal de aparelhos (Imagem: Marcelo Fischer/Canaltech)

Modo Recuperação e consulta antes da compra

Uma das principais novidades do Celular Seguro é o Modo Recuperação, que não bloqueia o aparelho imediatamente, mantendo o IMEI ativo para monitoramento nacional. Assim, quando uma nova linha telefônica for habilitada, o sistema identificará o uso do celular e iniciará o processo de recuperação do aparelho.

Outra inovação diz respeito à criação de uma ferramenta pública de consulta, que dará aos cidadãos a possibilidade de verificar se um aparelho possui algum registro de restrição antes de adquiri-lo.

Essa verificação poderá ser feita por meio do aplicativo ou do portal do Celular Seguro. A consulta exigirá o número do IMEI e exibirá ao usuário um dos dois resultados possíveis: "Sem Restrição" ou "Com Restrição".

“A gente está dando um mecanismo para evitar que as pessoas comprem um celular roubado. Além disso, quem já comprou, vamos notificar, avisando que elas estão de posse de um celular, porque é uma questão de cidadania”, pontuou Francisco Lucas Costa Veloso, secretário nacional de Segurança Pública.

E você já se perguntou para onde vão os celulares roubados? Confira o destino dos aparelhos e veja dicas para evitar prejúizos maiores.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

STF derruba regras que dificultavam instalação de antenas de celular no Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu invalidar leis de três localidades que exigiam licenciamento ambiental específico para a instalação de antenas de celular no Brasil. A decisão foi tomada por unanimidade e com o intuito de facilitar a expansão da infraestrutura de telecomunicações do país.

No âmbito técnico, o novo entendimento do STF abrange a instalação das chamadas Estações Rádio-Base (ERBs) e demais infraestruturas relacionadas ao setor.

A nova medida surge como resultado do julgamento de três ações propostas pela Associação Nacional de Operadoras Celulares (Acel). Esses processos questionavam as normas relacionadas às antenas de telefonia móvel vigentes no estado do Maranhão e nos municípios de Foz do Iguaçu (PR) e Petrolina (PE).

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

A relatora das ações foi a ministra Cármen Lúcia, que, em seu voto, ressaltou que a regulamentação e a fiscalização dos serviços de telecomunicações são de responsabilidade da União. Logo, órgãos locais não podem criar exigências que contrariem a legislação federal do setor.

Antena
Novas determinações do STF invalidam leis e portarias que exigiam licenciamento ambiental para instalação de antenas de celular (Imagem: Reprodução/Anatel)

Normas invalidadas em três localidades

No caso do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7887, o tribunal declarou a inconstitucionalidade das Portarias nº 109/2018 e nº 278/2023 da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (Sema-MA).

Também foi julgada inconstitucional a Resolução nº 43 do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). Na prática, essas portarias e a resolução não podem ser aplicadas para exigir licenciamento, autorização ou registro ambiental estadual para a instalação e operação das ERBs.

No que diz respeito ao município de Foz do Iguaçu, o STF julgou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.274, declarando inconstitucional a Lei nº 2.666/2002. No caso de Petrolina, a ADPF analisada foi a 1.275, resultando na invalidação da Lei nº 2.782/2016.

Enquanto a cidade pernambucana de Petrolina teve sua lei invalidade, Olinda deve apliar a cobertura de das redes 4G e 5G no seu Sítio Histórico com a ajuda de antenas "camufladas" instaladas por operadora. 

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Vazou tudo: Galaxy Watch 9 aparece em imagens em HD; mesmo design, preço maior

Um novo vazamento de imagens revelou como o novo Galaxy Watch 9 deve chegar às lojas. Mas, apesar da expectativa em torno do smartwatch, as fotos indicam que ele deve ter um visual bem parecido com seu antecessor, ainda que exija um investimento maior por parte dos consumidores.

As novas imagens renderizadas apontam que o wearable terá a mesma tela arredondada montada sobre um corpo levemente quadrado do Galaxy Watch 8. A disposição dos sensores de saúde, na parte inferior do relógio, também é semelhante à do modelo lançado em 2025.

O Watch 9 também será comercializado em duas opções de tamanho: 40 mm e 44 mm. Enquanto os consumidores poderão adquirir a versão menor nas cores creme ou grafite, aqueles que optarem pelo modelo maior terão como alternativas as cores prata ou grafite.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Galaxy Watch 9
Galaxy Watch 9 deve chegar às lojas com duas opções de tamanho (Imagem: Reprodução/Android Headlines)

Evolução no processador e conectividade

Se o design deve permanecer praticamente o mesmo do seu antecessor, o Galaxy Watch 9 deve inovar nas especificações do seu hardware interno. Isso porque a Samsung confirmou que vai utilizar o chip Snapdragon Wear Elite, da Qualcomm, para otimizar o desempenho focado em recursos de IA do relógio.

No que diz respeito à conectividade, a fabricante deve lançar o smartwatch com suporte a Bluetooth e 4G. A expectativa, no entanto, é de que o wearable não conte com suporte para 5G, o que já acontece com rivais diretos, como o Apple Watch Series 11.

O Galaxy Watch 9 deve ser oficialmente anunciado pela Samsung durante o próximo Galaxy Unpacked, que acontecerá no dia 22 de julho. Os rumores dão conta de que o modelo seja lançado com preços entre US$ 399 (cerca de R$ 2.076 na cotação atual) e US$ 429 (aproximadamente R$ 2.233 na cotação atual).

Está procurando um smartwatch com boa autonomia de bateria? Confira esses 4 modelos que duram mais de 7 dias longe da tomada. 

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Celulares de marcas chinesas populares no Brasil vão ficar mais caros; entenda

Consumidores brasileiros que consideram comprar celulares de marcas chinesas como Xiaomi, Redmi e POCO podem se deparar com possíveis altas nos preços nos próximos meses. A elevação nos valores dos smartphones estaria associada ao aumento dos custos de produção dos aparelhos.

Segundo o portal XimiTime, relatórios da cadeia de suprimentos de semicondutores de Taiwan indicam que empresas como MediaTek e Realtek preparam aumentos em determinados produtos. A alta estaria relacionada ao encarecimento de etapas de produção, como fabricação dos chips e aquisição de materiais.

No caso da Realtek, linhas de chips voltados para rede e comunicação podem ter um aumento de cerca de 10% já em julho. A MediaTek, por sua vez, estaria considerando ajustes nos preços de processadores mais avançados também no segundo semestre de 2026.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

O aumento dos custos deve atingir principalmente chips produzidos com tecnologias de fabricação mais antigas, como aqueles usados para controlar funções como conectividade Wi-Fi, Bluetooth e gerenciamento de energia. Com isso, tablets e dispositivos domésticos inteligentes também podem ser afetados.

Celular Redmi
Celulares da Redmi podem ficar mais caros nos próximos meses (Imagem: Gabriel Furlan Batista/Canaltech)

Celulares de entrada podem ser os mais afetados

O maior impacto do aumento dos custos de produção pode ser registrado em smartphones de entrada e intermediários. Essa previsão se dá pelo fato de que esses segmentos operam com margens de hardware mais apertadas, fazendo com que oscilações de preço afetem mais o consumidor final.

Mas modelos premium também podem sofrer alterações nos valores de mercado, especialmente caso os preços dos processadores mais avançados da MediaTek realmente aumentem.

Ainda assim, caso as expectativas se confirmem, os usuários finais não devem sentir os efeitos no curto prazo.

Fabricantes como a Xiaomi tendem a absorver parte dos custos adicionais, renegociar contratos ou até mesmo redistribuir as despesas dentro da cadeia de produção antes de repassar os aumentos ao varejo.

Tomou a decisão de comprar um smarphone de uma marca chinesa? Os especilaistas do Canaltech elegeram o melhor modelo para adquirir hoje.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Marca famosa por celulares "bons e baratos" diz que não terá lançamentos em 2026

A CMF, marca subsidiária da Nothing e conhecida por seu portfólio de celulares “bons e baratos”, confirmou que não vai lançar novos smartphones em 2026. O anúncio da decisão surpreende especialmente os consumidores que aguardavam a possível chegada do CMF Phone 3 Pro.

Akis Evangelidis, cofundador da Nothing, utilizou o X (antigo Twitter) para dar a notícia. Sob o argumento de que prefere ser transparente com os consumidores, o executivo afirmou que a companhia trabalhava em um sucessor para o CMF Phone 2 Pro, mas os altos custos de fabricação resultaram nessa mudança de rota.

"Estávamos trabalhando em um sucessor, mas com os preços de memória como estão agora, não podemos construir um telefone que pareça um passo genuíno à frente por um preço que faça sentido para a CMF. Como resultado, decidimos não lançar um novo telefone CMF este ano", destacou Evangelidis.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

O executivo acrescentou, no entanto, que produtos de outras categorias, já existentes e novas, ainda podem ser lançados neste período, prometendo novidades “em breve”.

Dispositivos da CMF
Cofundador da Nothing afirma que outras categorias de produtos da CMF podem ter novidades em 2026 (Imagem: Divulgação/CMF by Nothing)

Nothing pode ter novos celulares neste ano

Mas, se a CMF não vai lançar novos celulares neste ano, os usuários podem esperar novidades vindas da própria Nothing. A postagem de Akis Evangelidis é finalizada com a indicação de que a “temporada de lançamentos de smartphones” da empresa ainda não terminou.

Além disso, informações divulgadas pelo leaker Yogesh Brar indicam que recursos do projeto cancelado do CMF Phone 3 Pro podem ter sido incorporados aos futuros aparelhos da Nothing que chegarão ao mercado em 2026.

Caso o rumor se confirme, a fabricante pode ter integrado essas novidades a um novo dispositivo da linha Lite que, segundo o informante, tem previsão de lançamento já para julho.

Mas, como destacou o cofundador da Nothing, nem só de celulares vive a CMF. A empresa conta, por exemplo, com um smartwatch com ChatGPT e bateria com autonomia de 13 dias. 

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Nova máquina de café da Philips moe grãos e espuma o leite automaticamente

Uma nova máquina de café da Philips que mói grãos chegou ao mercado se destacando por espumar o leite automaticamente. Esse recurso da Philips Baristina Latte é possibilitado graças à inclusão de um vaporizador de leite inteligente integrado ao equipamento.

O sistema automático foi batizado pela marca de Smart Wand e foi desenvolvido para levar mais praticidade ao dia a dia de quem consome bebidas como café espresso, lungo, cappuccino, latte, latte macchiato e flat white.

O consumidor pode utilizar um seletor intuitivo no painel para escolher até três modos distintos de textura rapidamente. As opções incluem leite quente comum, espuma fina ou espuma aerada.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

A fabricante também afirma que o vaporizador da máquina foi projetado para funcionar perfeitamente tanto com leite de origem animal como com alternativas vegetais, como bebidas de aveia e amêndoa.

Baristina Latte Philips
Baristina Latte da Phillips foi projetada para funcionar perfeitamente com leites de origem animal e vegetal (Imagem: Divulgação/Phillips)

Design elegante e limpeza facilitada

Além dos recursos voltados ao preparo do café, a Baristina Latte mantém o padrão estético elegante da sua versão original. O eletrodoméstico apresenta um acabamento fosco, traços e controles simples, além de prometer preparar a bebida em "total silêncio".

O equipamento traz ainda um tanque de água com capacidade de 1,2 L e um repositório para grãos de café de 170 gramas. Esses e os demais componentes da máquina foram projetados para ter uma manutenção facilitada, visto que não contam com peças internas que dificultam o processo de limpeza.

Comercializada nas cores preto e branco e com tensão 120V, a Baristina Latte pode ser adquirida por US$ 499,99 (cerca de R$ 2.571 na cotação atual). Ainda não há informações sobre a disponibilidade da máquina de café no Brasil.

Está interessado em uma cafeteira programável? Confira essas 5 opções que passam café sozinhas antes de você acordar.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Sony sai na frente da Samsung com câmera de celular que evita fotos estouradas

Um novo sensor para câmeras apresentado pela Sony promete sair na frente da Samsung no quesito captura de imagens em ambientes noturnos e externos. Trata-se do modelo LYTIA L910, desenvolvido com foco em evitar que o celular tire fotos estouradas.

A inovação se destaca por integrar um Capacitor de Integração de Transbordamento Lateral (LOFIC, na sigla em inglês). Essa estrutura atua como uma espécie de reservatório que armazena a carga elétrica extra gerada pelo excesso de luz durante a exposição de uma foto.

Até agora, a tecnologia LOFIC só havia sido associada a sensores de imagem da Samsung, especificamente o ISOCELL HP6, que já foi alvo de rumores sobre sua presença no futuro Galaxy S27 Ultra.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Com isso, o sensor tem a capacidade de registrar informações que normalmente seriam perdidas, o que evita o excesso de exposição de luz na imagem final. Esse mecanismo possibilita que o componente alcance uma faixa dinâmica de 100 dB em uma única exposição, o equivalente a cerca de 16,6 pontos de luz, algo que normalmente exigiria a combinação de múltiplas fotos para ser alcançado.

Na prática, essa tecnologia ajuda a reduzir distorções e borrões que aparecem nas imagens quando o usuário tenta fotografar objetos em movimento.

Sensor LYTIA L910
Sensor LYTIA L910 promete evitar fotos estouradas (Imagem: Divulgação/Sony)

Resolução de 50 MP e vídeos em 4K

O LYTIA L910 tem formato de 1/1,28 polegada e entrega uma resolução de aproximadamente 50 MP. Ele também conta com um recurso chamado TCG-HDR, que realiza a leitura dos dados capturados em uma única exposição com três níveis diferentes de conversão, reduzindo a superexposição em áreas claras e o ruído nas regiões escuras.

O novo sensor da Sony também permite gravar vídeos em resolução 4K a 60 fps, mesmo com o HDR ativado. De acordo com a fabricante, esses recursos podem ser utilizados com baixo consumo de energia, já que o componente conta com um design de circuitos otimizado para poupar a bateria do celular.

A empresa afirma que o envio em massa do novo chip para fabricantes de smartphones deve começar no verão de 2026 no hemisfério Norte. Ainda assim, os consumidores terão de esperar mais alguns meses para ver o sensor chegar aos aparelhos.

E você sabia que não é necessário ter em mãos um smartphone premium para tirar boas fotos? Confira 11 dicas para fazer capturas mais profissionais com seu celular básico.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Dá para ligar a TV na JBL sem fio para assistir a Copa do Mundo? Nós testamos

Além de uma imagem com boa resolução, o áudio é outro elemento fundamental de uma TV para quem deseja sentir a atmosfera de um estádio durante a transmissão de um jogo da Copa do Mundo. Para isso, alguns usuários podem cogitar conectar uma JBL sem fio ao aparelho para otimizar a experiência sonora nas partidas.

Mas utilizar uma caixa de som potente conectada via Bluetooth como saída de áudio principal é mesmo uma boa alternativa?

Para verificar a viabilidade dessa mudança durante as partidas, pareamos uma JBL Boombox 4 com um televisor Samsung Vision AI TV OLED S85F. Também fizemos uma comparação entre a caixa de som e uma soundbar para identificar qual é a melhor opção.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

JBL melhora o áudio da TV, mas sofre com atraso 

Após conectar a JBL Boombox 4, verificamos que o áudio das partidas se tornou mais imersivo em relação à experiência proporcionada pelos alto-falantes da TV.

Isso porque o dispositivo de áudio dá bastante destaque às frequências mais baixas, o que ajuda a valorizar lances de impacto, como chutes fortes e bolas na trave.

A atmosfera de arquibancada também cresce após a alteração, visto que tanto a vibração da torcida quanto a voz do narrador ficam mais presentes no ambiente. Ou seja, a caixa portátil deixa o áudio geral melhor e mais encorpado do que o sistema nativo da TV.

Contudo, a conexão via Bluetooth tem um impacto negativo durante as transmissões. Ao selecionar a JBL como saída de áudio, notamos um pequeno atraso na reprodução do som em relação à imagem exibida na tela. Esse problema fica evidente principalmente nos momentos em que os jogadores tocam na bola.

JBL Boombox 4
JBL Boombox apresenta atraso na reprodução do som em relação à imagem exibida na transmissão (Imagem: João Melo/Canaltech)

Soundbar oferece mais imersão e elimina o atraso  

Mas o cenário muda quando colocamos a Boombox 4 frente a frente com uma soundbar. O modelo utilizado nos testes foi a Samsung HW-Q930H, que apresentou uma superioridade considerável em relação à caixa de som.

Diferentemente da JBL, a soundbar não apresentou atraso perceptível entre o som e a imagem durante os lances do jogo. Isso ocorre porque o dispositivo da Samsung oferece menor latência ao utilizar conexão por cabo ou integração sem fio otimizada com TVs compatíveis da marca.

As melhorias, no entanto, não ficam restritas à resolução do problema do atraso. O sistema de áudio torna a experiência futebolística ainda mais imersiva e envolvente, e a principal diferença percebida está no som da torcida, que preenche o ambiente de forma mais eficiente do que a JBL.

Por mais que a Boombox 4 tenha graves potentes, ela não supera a vibração e o impacto sonoro proporcionados pelo subwoofer dedicado da soundbar. Essa diferença é ainda mais perceptível em momentos de "explosão", como nos lances de gol.

JBL Boombox 4 e soundbar da Samsung
Soundbar da Samsung apresentou desempenho melhor em relação à JBL, além de não apresentar atraso (Imagem: João Melo/Canaltech)

Vale conectar uma JBL na TV para assistir à Copa?

Os testes mostraram que a JBL Boombox 4 se sai muito bem se o objetivo for apenas superar o áudio entregue pelos alto-falantes da televisão. A caixa de som garante a potência e os graves necessários para tornar a experiência mais imersiva durante as transmissões da Copa do Mundo.

No entanto, se o leve atraso sonoro que impacta chutes e outras ações da partida for um incômodo, o uso da JBL para assistir aos jogos do torneio pode não ser a melhor opção.

Mas, se o objetivo for aliar uma melhor qualidade sonora à perfeita sincronia entre áudio e imagem, a indicação é utilizar uma soundbar, especialmente modelos mais potentes, como a Samsung HW-Q930H.

Se a sua ideia é otimizar o som da TV, vale conferir se a melhor opção para sua casa é uma soundbar ou home theater!

Leia a matéria no Canaltech.

  •  

Geladeira do futuro terá "nariz eletrônico" para detectar comida estragada

Você provavelmente já realizou o “teste do cheiro” para saber se um alimento da geladeira estragou ou ainda pode ser consumido. Mas as geladeiras do futuro podem contar com um “nariz eletrônico” que realizará essa tarefa por você — e a tecnologia já foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley.

As pesquisas associadas ao dispositivo foram publicadas nesta quarta-feira (17) na revista Science Advances e apontam que o aparelho pode superar o olfato humano na precisão. Sua utilização promete aumentar a segurança alimentar doméstica, atuando como uma barreira preventiva contra infecções e reações alérgicas.

O componente, inclusive, foi projetado para enviar notificações ao celular dos usuários, alertando sobre ingredientes próximos ao vencimento. Carla Bassil, doutoranda em engenharia elétrica e líder do estudo, afirma que uma solução possível é inserir o aparelho em geladeiras inteligentes controladas pelo smartphone.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

"Quão incrível seria se a sua geladeira pudesse te dizer: 'Ei, o seu brócolis vai estragar em breve, então você provavelmente deveria comê-lo'? Ou: 'Seu frango está no último dia'?", pontuou Bassil em comunicado.

Nariz eletrônico
"Nariz eletrônico" tem capacidade de superar o olfato humano na detecção de odores (Imagem: Divulgação/Universidade da Califórnia)

Como funciona o chip olfativo?

O novo dispositivo consiste em um pequeno chip equipado com 16 sensores de gás na sua estrutura. Na prática, esse sistema atua como um conjunto de receptores olfativos digitais, que converte reações químicas entre o ar e uma película sensível em sinais elétricos.

Sua principal inovação reside no fato de o item contar com nanotubos de carbono como material condutor. Essa característica permite que o chip opere perfeitamente em temperatura ambiente, o que confere um alto nível de sensibilidade ao mecanismo de detecção de odores.

A equipe liderada por Bassil utilizou algoritmos de aprendizado de máquina para processar os dados captados e treinar o dispositivo para conseguir diferenciar os cheiros. O modelo foi treinado para reconhecer perfis de respostas associados a alimentos frescos, estragados e a alérgenos alimentares.

Nariz eletrônico
Pesquisadores utilizartam aprendizado de máquina para processar os dados captados e treinar o dispositivo para detectar odores (Imagem: Divulgação/Universidade da Califórnia)

Uso de IA e testes práticos

Durante os experimentos, o “nariz eletrônico” avaliou o cheiro de frango cru, leite e ovos deixados fora da refrigeração. A inteligência artificial (IA) integrada ao sistema conseguiu distinguir perfeitamente os produtos recém-adquiridos daqueles que ficaram em temperatura ambiente por até dois dias.

Após apresentar altas taxas de precisão na detecção de odores, o próximo passo da pesquisa será avaliar a sensibilidade do componente em ambientes onde ele precise lidar com cheiros misturados, como os que existem dentro de uma geladeira comum.

"A ideia é que possamos usar a seletividade relativa dos sensores de gás, combinada com as habilidades de reconhecimento de padrões do aprendizado de máquina, para descobrir qual impressão digital de gás está associada a cada alimento. O resultado é um chip sensor muito mais sensível e muito mais objetivo do que qualquer nariz humano pode ser”, ressaltou Carla Bassil.

Gostou dessa solução inovadora? Então você também vai curtir conferir essa jaqueta que gera água potável a partir do ar desenvolvida pela Universidade do Texas.

Leia a matéria no Canaltech.

  •  
❌