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IA revela falhas escondidas há mais de 10 anos no PHP; entenda a descoberta

Ferramentas de inteligência artificial (IA) ajudaram pesquisadores a descobrir como explorar falhas de segurança presentes no PHP há mais de uma década. As vulnerabilidades, que podem permitir invasões de servidores, provocaram um alerta mundial nesta quarta-feira (21) e levaram governos e empresas a retirar sites do ar preventivamente.

As descobertas envolveram pesquisadores das empresas de segurança Wiz e Calif, que utilizaram modelos do Google e da OpenAI para identificar os problemas e demonstrar possíveis ataques.

Segundo a Wiz, as ferramentas de IA ajudaram a executar em aproximadamente uma semana uma investigação que poderia exigir meses de trabalho de especialistas.

O PHP é uma das linguagens de programação mais utilizadas na internet e está presente em plataformas como WordPress, Drupal e Joomla. Segundo a W3Techs, 69,3% dos sites cuja linguagem de servidor é conhecida utilizam essa tecnologia.

As falhas já foram corrigidas pelos desenvolvedores do PHP, mas os administradores precisam instalar as atualizações para proteger seus servidores.

Como a IA encontrou as falhas no PHP?

A investigação envolveu três ferramentas principais: o Wiz Atlas, plataforma de pesquisa de segurança com IA, o Gemini 4 Argon, do Google, e o GPT-5.6 Sol, da OpenAI.

Os pesquisadores utilizaram esses sistemas para analisar o funcionamento interno do PHP e investigar problemas relacionados ao gerenciamento de memória.

Em determinadas situações, o programa poderia continuar utilizando informações de memória que já deveriam ter sido descartadas. Criminosos poderiam explorar esse comportamento para executar comandos maliciosos em servidores, dependendo das condições do sistema.

Segundo a Wiz, a dificuldade estava em combinar diferentes problemas e adaptar os ataques às configurações de cada servidor.

Com o auxílio da IA, os pesquisadores conseguiram acelerar testes, analisar resultados e modificar suas técnicas até demonstrar ataques contra instalações de WordPress, Drupal e Joomla.

A empresa afirma que o Gemini 4 Argon teve participação importante na identificação das vulnerabilidades, no desenvolvimento dos testes e na validação das correções.

A descoberta também envolveu a Calif, que utilizou o GPT-5.6 Sol para identificar independentemente um dos problemas, dentro de uma iniciativa coordenada pela OpenAI.

PHP capa

Por que não soubemos das falhas antes?

Embora as vulnerabilidades tenham sido divulgadas nesta quarta-feira (21), os primeiros sinais de um dos problemas foram identificados em 2024.

Na ocasião, uma auditoria de segurança realizada pela Quarkslab levou um desenvolvedor do PHP a encontrar indícios de falhas no gerenciamento de memória.

Entretanto, a equipe ainda não havia encontrado uma maneira concreta de explorar o problema para invadir servidores.

Segundo a PHP Foundation, diferentes soluções foram discutidas, mas apresentavam riscos de incompatibilidade, perda de desempenho ou problemas para outras ferramentas desenvolvidas com PHP.

As dificuldades, somadas à quantidade limitada de profissionais disponíveis, atrasaram a correção. A própria fundação reconheceu que houve uma falha na organização do processo.

A situação mudou em agosto de 2026.

No dia 11, pesquisadores da Calif e da OpenAI demonstraram formas de explorar o problema. Já em 19 de agosto, a Wiz identificou vulnerabilidades com auxílio de IA e, nos dias seguintes, comprovou ataques contra WordPress e Drupal.

A empresa comunicou suas descobertas à equipe do PHP em 24 de agosto.

Mesmo com a gravidade confirmada, os detalhes foram mantidos em sigilo para permitir que os desenvolvedores preparassem as correções antes que criminosos pudessem utilizar as informações.

A divulgação estava prevista inicialmente para 22 de outubro, mas foi antecipada após informações sobre as vulnerabilidades começarem a circular nas redes sociais no dia 20.

Foi a Wiz que corrigiu o problema? As falhas já foram resolvidas?

A correção foi desenvolvida e publicada pelos responsáveis pelo PHP, com apoio de pesquisadores e empresas de tecnologia.

Além da Wiz, organizações como OpenAI, Calif, Cloudflare e Google participaram das investigações, dos testes ou da preparação de medidas de proteção.

Nesta quarta-feira (21), foram disponibilizadas quatro versões corrigidas da linguagem:

  • PHP 8.5.12;

  • PHP 8.4.27;

  • PHP 8.3.36;

  • PHP 8.2.35.

As atualizações resolvem as duas vulnerabilidades identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, que receberam nota 9,2 de 10 em gravidade.

Entretanto, os sites que continuam utilizando versões vulneráveis ainda podem sofrer ataques.

O alerta também se aplica a plataformas como WordPress: atualizar apenas o sistema de gerenciamento de conteúdo ou seus plugins não corrige uma vulnerabilidade presente no próprio PHP.

A equipe responsável pela linguagem recomenda que administradores atualizem seus servidores imediatamente.

A descoberta também preocupa especialistas por outro motivo. As mesmas ferramentas de IA que ajudaram os pesquisadores a identificar as vulnerabilidades podem ser utilizadas por criminosos para acelerar o desenvolvimento de ataques contra servidores que ainda não receberam as correções.

Veja também: Prompt de menos de 100 caracteres fez agentes de IA invadirem mais de 100 empresas

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IA revela falhas escondidas há mais de 10 anos no PHP; entenda a descoberta

Ferramentas de inteligência artificial (IA) ajudaram pesquisadores a descobrir como explorar falhas de segurança presentes no PHP há mais de uma década. As vulnerabilidades, que podem permitir invasões de servidores, provocaram um alerta mundial nesta quarta-feira (21) e levaram governos e empresas a retirar sites do ar preventivamente.

As descobertas envolveram pesquisadores das empresas de segurança Wiz e Calif, que utilizaram modelos do Google e da OpenAI para identificar os problemas e demonstrar possíveis ataques.

Segundo a Wiz, as ferramentas de IA ajudaram a executar em aproximadamente uma semana uma investigação que poderia exigir meses de trabalho de especialistas.

O PHP é uma das linguagens de programação mais utilizadas na internet e está presente em plataformas como WordPress, Drupal e Joomla. Segundo a W3Techs, 69,3% dos sites cuja linguagem de servidor é conhecida utilizam essa tecnologia.

As falhas já foram corrigidas pelos desenvolvedores do PHP, mas os administradores precisam instalar as atualizações para proteger seus servidores.

Como a IA encontrou as falhas no PHP?

A investigação envolveu três ferramentas principais: o Wiz Atlas, plataforma de pesquisa de segurança com IA, o Gemini 4 Argon, do Google, e o GPT-5.6 Sol, da OpenAI.

Os pesquisadores utilizaram esses sistemas para analisar o funcionamento interno do PHP e investigar problemas relacionados ao gerenciamento de memória.

Em determinadas situações, o programa poderia continuar utilizando informações de memória que já deveriam ter sido descartadas. Criminosos poderiam explorar esse comportamento para executar comandos maliciosos em servidores, dependendo das condições do sistema.

Segundo a Wiz, a dificuldade estava em combinar diferentes problemas e adaptar os ataques às configurações de cada servidor.

Com o auxílio da IA, os pesquisadores conseguiram acelerar testes, analisar resultados e modificar suas técnicas até demonstrar ataques contra instalações de WordPress, Drupal e Joomla.

A empresa afirma que o Gemini 4 Argon teve participação importante na identificação das vulnerabilidades, no desenvolvimento dos testes e na validação das correções.

A descoberta também envolveu a Calif, que utilizou o GPT-5.6 Sol para identificar independentemente um dos problemas, dentro de uma iniciativa coordenada pela OpenAI.

PHP capa

Por que não soubemos das falhas antes?

Embora as vulnerabilidades tenham sido divulgadas nesta quarta-feira (21), os primeiros sinais de um dos problemas foram identificados em 2024.

Na ocasião, uma auditoria de segurança realizada pela Quarkslab levou um desenvolvedor do PHP a encontrar indícios de falhas no gerenciamento de memória.

Entretanto, a equipe ainda não havia encontrado uma maneira concreta de explorar o problema para invadir servidores.

Segundo a PHP Foundation, diferentes soluções foram discutidas, mas apresentavam riscos de incompatibilidade, perda de desempenho ou problemas para outras ferramentas desenvolvidas com PHP.

As dificuldades, somadas à quantidade limitada de profissionais disponíveis, atrasaram a correção. A própria fundação reconheceu que houve uma falha na organização do processo.

A situação mudou em agosto de 2026.

No dia 11, pesquisadores da Calif e da OpenAI demonstraram formas de explorar o problema. Já em 19 de agosto, a Wiz identificou vulnerabilidades com auxílio de IA e, nos dias seguintes, comprovou ataques contra WordPress e Drupal.

A empresa comunicou suas descobertas à equipe do PHP em 24 de agosto.

Mesmo com a gravidade confirmada, os detalhes foram mantidos em sigilo para permitir que os desenvolvedores preparassem as correções antes que criminosos pudessem utilizar as informações.

A divulgação estava prevista inicialmente para 22 de outubro, mas foi antecipada após informações sobre as vulnerabilidades começarem a circular nas redes sociais no dia 20.

Foi a Wiz que corrigiu o problema? As falhas já foram resolvidas?

A correção foi desenvolvida e publicada pelos responsáveis pelo PHP, com apoio de pesquisadores e empresas de tecnologia.

Além da Wiz, organizações como OpenAI, Calif, Cloudflare e Google participaram das investigações, dos testes ou da preparação de medidas de proteção.

Nesta quarta-feira (21), foram disponibilizadas quatro versões corrigidas da linguagem:

  • PHP 8.5.12;

  • PHP 8.4.27;

  • PHP 8.3.36;

  • PHP 8.2.35.

As atualizações resolvem as duas vulnerabilidades identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, que receberam nota 9,2 de 10 em gravidade.

Entretanto, os sites que continuam utilizando versões vulneráveis ainda podem sofrer ataques.

O alerta também se aplica a plataformas como WordPress: atualizar apenas o sistema de gerenciamento de conteúdo ou seus plugins não corrige uma vulnerabilidade presente no próprio PHP.

A equipe responsável pela linguagem recomenda que administradores atualizem seus servidores imediatamente.

A descoberta também preocupa especialistas por outro motivo. As mesmas ferramentas de IA que ajudaram os pesquisadores a identificar as vulnerabilidades podem ser utilizadas por criminosos para acelerar o desenvolvimento de ataques contra servidores que ainda não receberam as correções.

Veja também: Prompt de menos de 100 caracteres fez agentes de IA invadirem mais de 100 empresas

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Não precisa mais do celular: Spotify lança app nativo para carros com vídeos e letras na tela

O Spotify lançou nesta quarta-feira (21) um novo aplicativo para carros que permite ouvir músicas sem precisar conectar o celular. A novidade também oferece letras em tempo real, videoclipes, podcasts em vídeo e comandos de voz diretamente pelo sistema multimídia do veículo.

O aplicativo foi desenvolvido para o Android Automotive, sistema operacional do Google instalado diretamente em determinados automóveis. Inicialmente, a novidade está disponível em modelos selecionados da Audi, com previsão de expansão para outras fabricantes ao longo de 2027.

Segundo o Spotify, o aplicativo funciona de forma independente do smartphone após a configuração inicial. Assim, o motorista não precisa conectar o aparelho por Bluetooth ou cabo USB para reproduzir músicas.

A empresa também estabeleceu restrições para evitar distrações: vídeos e letras só podem aparecer na tela principal quando o carro está parado.

Como funciona o novo Spotify para carros?

A principal diferença está na integração com o sistema multimídia.

Ao contrário do Android Auto, que utiliza o celular para executar aplicativos e projetá-los na tela do veículo, o Android Automotive funciona diretamente no computador de bordo.

O Spotify pode ser aberto pelo próprio carro e retomar a reprodução automaticamente quando o veículo é ligado, desde que o usuário já tenha conectado sua conta.

A nova versão também oferece uma interface própria, com acesso a playlists, recomendações e biblioteca musical.

Entre os recursos disponíveis estão:

  • Letras em tempo real: permitem acompanhar as músicas pela tela do veículo;

  • Videoclipes e podcasts em vídeo: podem ser reproduzidos na tela principal com o carro estacionado;

  • Spotify Jam: passageiros podem adicionar músicas a uma fila compartilhada por meio de um QR Code;

  • Comandos de voz: nos modelos compatíveis, é possível controlar a reprodução pelo assistente da Audi e utilizar o Spotify DJ, quando disponível.

Nos carros equipados com uma segunda tela para o passageiro dianteiro, os vídeos e as letras podem aparecer nesse visor durante o trajeto.

Já na tela central, os recursos visuais são bloqueados automaticamente quando o veículo começa a se movimentar.

Spotify app carro exemplo

Quais carros recebem o novo Spotify?

A Audi é a primeira fabricante a disponibilizar a nova versão, que chega a modelos a partir da linha 2026. São eles:

  • Audi A5;

  • Audi Q5;

  • Audi A6;

  • Audi A6 e-tron;

  • Audi Q6 e-tron.

Os futuros SUVs Q7 e Q9 também receberão o aplicativo quando chegarem ao mercado.

Segundo a fabricante, o lançamento contempla 47 mercados, distribuídos pelas Américas, Europa, Ásia, África e Austrália. Entretanto, a lista completa de países ainda não foi detalhada, portanto não há confirmação específica da disponibilidade no Brasil.

O download é gratuito e pode ser feito por usuários do Spotify Free e Premium. Algumas funções e conteúdos podem variar conforme o plano e a região.

Como instalar e usar o Spotify no carro?

Nos veículos compatíveis, o aplicativo pode ser baixado diretamente pela Audi Application Store, disponível no sistema multimídia.

Para configurar:

  1. Abra a Audi Application Store no carro;

  2. Instale ou atualize o Spotify;

  3. Abra o aplicativo e selecione a opção de login;

  4. Escaneie o QR Code exibido na tela com o celular ou acesse spotify.com/pair em outro dispositivo;

  5. Entre na sua conta e conclua a vinculação.

Depois disso, não será mais necessário conectar o celular ao veículo para ouvir músicas. O carro, porém, precisa de acesso à internet, e alguns modelos podem exigir um pacote Audi connect.

O Spotify informou que pretende levar a nova experiência a outras montadoras durante o próximo ano. Por enquanto, os aplicativos tradicionais para Android Auto e Apple CarPlay continuam funcionando normalmente.

Veja também: Spotify faz faxina e apaga mais de 75 milhões de músicas falsas feitas por IA

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Não precisa mais do celular: Spotify lança app nativo para carros com vídeos e letras na tela

O Spotify lançou nesta quarta-feira (21) um novo aplicativo para carros que permite ouvir músicas sem precisar conectar o celular. A novidade também oferece letras em tempo real, videoclipes, podcasts em vídeo e comandos de voz diretamente pelo sistema multimídia do veículo.

O aplicativo foi desenvolvido para o Android Automotive, sistema operacional do Google instalado diretamente em determinados automóveis. Inicialmente, a novidade está disponível em modelos selecionados da Audi, com previsão de expansão para outras fabricantes ao longo de 2027.

Segundo o Spotify, o aplicativo funciona de forma independente do smartphone após a configuração inicial. Assim, o motorista não precisa conectar o aparelho por Bluetooth ou cabo USB para reproduzir músicas.

A empresa também estabeleceu restrições para evitar distrações: vídeos e letras só podem aparecer na tela principal quando o carro está parado.

Como funciona o novo Spotify para carros?

A principal diferença está na integração com o sistema multimídia.

Ao contrário do Android Auto, que utiliza o celular para executar aplicativos e projetá-los na tela do veículo, o Android Automotive funciona diretamente no computador de bordo.

O Spotify pode ser aberto pelo próprio carro e retomar a reprodução automaticamente quando o veículo é ligado, desde que o usuário já tenha conectado sua conta.

A nova versão também oferece uma interface própria, com acesso a playlists, recomendações e biblioteca musical.

Entre os recursos disponíveis estão:

  • Letras em tempo real: permitem acompanhar as músicas pela tela do veículo;

  • Videoclipes e podcasts em vídeo: podem ser reproduzidos na tela principal com o carro estacionado;

  • Spotify Jam: passageiros podem adicionar músicas a uma fila compartilhada por meio de um QR Code;

  • Comandos de voz: nos modelos compatíveis, é possível controlar a reprodução pelo assistente da Audi e utilizar o Spotify DJ, quando disponível.

Nos carros equipados com uma segunda tela para o passageiro dianteiro, os vídeos e as letras podem aparecer nesse visor durante o trajeto.

Já na tela central, os recursos visuais são bloqueados automaticamente quando o veículo começa a se movimentar.

Spotify app carro exemplo

Quais carros recebem o novo Spotify?

A Audi é a primeira fabricante a disponibilizar a nova versão, que chega a modelos a partir da linha 2026. São eles:

  • Audi A5;

  • Audi Q5;

  • Audi A6;

  • Audi A6 e-tron;

  • Audi Q6 e-tron.

Os futuros SUVs Q7 e Q9 também receberão o aplicativo quando chegarem ao mercado.

Segundo a fabricante, o lançamento contempla 47 mercados, distribuídos pelas Américas, Europa, Ásia, África e Austrália. Entretanto, a lista completa de países ainda não foi detalhada, portanto não há confirmação específica da disponibilidade no Brasil.

O download é gratuito e pode ser feito por usuários do Spotify Free e Premium. Algumas funções e conteúdos podem variar conforme o plano e a região.

Como instalar e usar o Spotify no carro?

Nos veículos compatíveis, o aplicativo pode ser baixado diretamente pela Audi Application Store, disponível no sistema multimídia.

Para configurar:

  1. Abra a Audi Application Store no carro;

  2. Instale ou atualize o Spotify;

  3. Abra o aplicativo e selecione a opção de login;

  4. Escaneie o QR Code exibido na tela com o celular ou acesse spotify.com/pair em outro dispositivo;

  5. Entre na sua conta e conclua a vinculação.

Depois disso, não será mais necessário conectar o celular ao veículo para ouvir músicas. O carro, porém, precisa de acesso à internet, e alguns modelos podem exigir um pacote Audi connect.

O Spotify informou que pretende levar a nova experiência a outras montadoras durante o próximo ano. Por enquanto, os aplicativos tradicionais para Android Auto e Apple CarPlay continuam funcionando normalmente.

Veja também: Spotify faz faxina e apaga mais de 75 milhões de músicas falsas feitas por IA

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Falhas no PHP chegam ao Brasil e fazem Anatel e tribunais suspenderem sistemas

As falhas graves de segurança no PHP, que provocaram um alerta mundial nesta quarta-feira (21), também levaram órgãos públicos brasileiros a suspender serviços digitais. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou ao Canaltech que retirou temporariamente do ar seu Sistema Eletrônico de Informações (SEI) por causa das vulnerabilidades.

A medida também atingiu outros tribunais brasileiros. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu o acesso externo ao SEI, enquanto a Justiça Federal da 4ª Região interrompeu o acesso a sistemas digitais.

Em Minas Gerais, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) também suspendeu o expediente e os prazos processuais diante de problemas em seus sistemas, segundo o portal O Fator.

As interrupções ocorrem após a descoberta de duas vulnerabilidades críticas no PHP, linguagem de programação utilizada por grande parte dos sites da internet. Os problemas podem permitir que criminosos executem comandos maliciosos em servidores sem precisar de autenticação.

Por que a Anatel tirou o SEI do ar?

Em resposta ao Canaltech, a Anatel confirmou que a suspensão está diretamente relacionada às vulnerabilidades descobertas no PHP.

"O caso não se trata de uma falha ou vulnerabilidade inerente ao SEI. A indisponibilidade temporária do serviço está relacionada a uma vulnerabilidade recente identificada no próprio PHP", explicou a agência.

A Anatel acrescentou que outros sistemas executados em ambientes PHP também podem ser afetados, incluindo plataformas como Moodle e Joomla.

O SEI é utilizado por empresas, advogados e cidadãos para acompanhar processos administrativos, enviar documentos, apresentar petições e realizar assinaturas eletrônicas junto à agência reguladora.

Com a suspensão do acesso externo, essas atividades podem ficar temporariamente indisponíveis.

A medida não significa que as redes de telefonia e internet do Brasil tenham sido afetadas, já que o SEI é uma ferramenta administrativa da Anatel.

A agência também anunciou a suspensão de outros serviços digitais, mas não detalhou quais foram afetados nem informou uma previsão de restabelecimento.

mensagem anatel

Quais outros serviços foram suspensos no Brasil?

Além da Anatel, órgãos da Justiça Federal anunciaram interrupções preventivas nesta quarta-feira.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) confirmou que suspendeu temporariamente o acesso externo ao SEI em razão das vulnerabilidades do PHP.

Segundo o tribunal, a medida segue uma recomendação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e busca proteger os sistemas e as informações institucionais.

Não há previsão para o restabelecimento do serviço.

Já a Justiça Federal da 4ª Região, que atende Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, anunciou a interrupção temporária do acesso externo aos seus sistemas a partir das 11h desta quarta-feira. As ferramentas continuariam funcionando normalmente nas dependências do órgão.

Em Minas Gerais, o TRF6 foi além e suspendeu o expediente e os prazos processuais em toda a Justiça Federal do estado, segundo reportagem do portal O Fator.

Entre os sistemas com problemas estão:

  • eproc: utilizado para tramitação de processos judiciais;

  • SEI: responsável pela gestão de processos e documentos administrativos;

  • Moodle: plataforma utilizada para cursos e atividades de ensino;

  • Portal e intranet: páginas e ferramentas de acesso do tribunal.

Segundo a publicação, a decisão foi tomada diante da necessidade de medidas emergenciais de segurança relacionadas às vulnerabilidades do PHP.

Até o momento, não há confirmação de invasões aos sistemas desses órgãos. As suspensões anunciadas têm caráter preventivo.

Governo federal recomenda atualização urgente do PHP

O Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov), ligado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, também publicou um alerta oficial nesta quarta-feira (21).

O órgão recomenda que instituições identifiquem sistemas que utilizam PHP e instalem imediatamente as versões corrigidas da linguagem.

Caso não seja possível aplicar as atualizações, a orientação é avaliar a suspensão temporária do acesso externo às aplicações vulneráveis.

As falhas, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, receberam nota 9,2 de 10 em gravidade.

Os desenvolvedores do PHP já disponibilizaram quatro versões corrigidas: 8.2.35, 8.3.36, 8.4.27 e 8.5.12.

Entretanto, os administradores precisam instalar as atualizações para proteger seus servidores. Até que isso aconteça, aplicações vulneráveis podem continuar expostas a ataques.

As mesmas falhas já levaram governos e empresas de países como Alemanha, Países Baixos, Bélgica, França e Finlândia a retirar serviços digitais do ar por precaução.

Veja mais sobre o caso no Canaltech: Alerta mundial: falhas no PHP colocam milhões de sites em risco

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Falhas no PHP chegam ao Brasil e fazem Anatel e tribunais suspenderem sistemas

As falhas graves de segurança no PHP, que provocaram um alerta mundial nesta quarta-feira (21), também levaram órgãos públicos brasileiros a suspender serviços digitais. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou ao Canaltech que retirou temporariamente do ar seu Sistema Eletrônico de Informações (SEI) por causa das vulnerabilidades.

A medida também atingiu outros tribunais brasileiros. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu o acesso externo ao SEI, enquanto a Justiça Federal da 4ª Região interrompeu o acesso a sistemas digitais.

Em Minas Gerais, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) também suspendeu o expediente e os prazos processuais diante de problemas em seus sistemas, segundo o portal O Fator.

As interrupções ocorrem após a descoberta de duas vulnerabilidades críticas no PHP, linguagem de programação utilizada por grande parte dos sites da internet. Os problemas podem permitir que criminosos executem comandos maliciosos em servidores sem precisar de autenticação.

Por que a Anatel tirou o SEI do ar?

Em resposta ao Canaltech, a Anatel confirmou que a suspensão está diretamente relacionada às vulnerabilidades descobertas no PHP.

"O caso não se trata de uma falha ou vulnerabilidade inerente ao SEI. A indisponibilidade temporária do serviço está relacionada a uma vulnerabilidade recente identificada no próprio PHP", explicou a agência.

A Anatel acrescentou que outros sistemas executados em ambientes PHP também podem ser afetados, incluindo plataformas como Moodle e Joomla.

O SEI é utilizado por empresas, advogados e cidadãos para acompanhar processos administrativos, enviar documentos, apresentar petições e realizar assinaturas eletrônicas junto à agência reguladora.

Com a suspensão do acesso externo, essas atividades podem ficar temporariamente indisponíveis.

A medida não significa que as redes de telefonia e internet do Brasil tenham sido afetadas, já que o SEI é uma ferramenta administrativa da Anatel.

A agência também anunciou a suspensão de outros serviços digitais, mas não detalhou quais foram afetados nem informou uma previsão de restabelecimento.

mensagem anatel

Quais outros serviços foram suspensos no Brasil?

Além da Anatel, órgãos da Justiça Federal anunciaram interrupções preventivas nesta quarta-feira.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) confirmou que suspendeu temporariamente o acesso externo ao SEI em razão das vulnerabilidades do PHP.

Segundo o tribunal, a medida segue uma recomendação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e busca proteger os sistemas e as informações institucionais.

Não há previsão para o restabelecimento do serviço.

Já a Justiça Federal da 4ª Região, que atende Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, anunciou a interrupção temporária do acesso externo aos seus sistemas a partir das 11h desta quarta-feira. As ferramentas continuariam funcionando normalmente nas dependências do órgão.

Em Minas Gerais, o TRF6 foi além e suspendeu o expediente e os prazos processuais em toda a Justiça Federal do estado, segundo reportagem do portal O Fator.

Entre os sistemas com problemas estão:

  • eproc: utilizado para tramitação de processos judiciais;

  • SEI: responsável pela gestão de processos e documentos administrativos;

  • Moodle: plataforma utilizada para cursos e atividades de ensino;

  • Portal e intranet: páginas e ferramentas de acesso do tribunal.

Segundo a publicação, a decisão foi tomada diante da necessidade de medidas emergenciais de segurança relacionadas às vulnerabilidades do PHP.

Até o momento, não há confirmação de invasões aos sistemas desses órgãos. As suspensões anunciadas têm caráter preventivo.

Governo federal recomenda atualização urgente do PHP

O Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov), ligado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, também publicou um alerta oficial nesta quarta-feira (21).

O órgão recomenda que instituições identifiquem sistemas que utilizam PHP e instalem imediatamente as versões corrigidas da linguagem.

Caso não seja possível aplicar as atualizações, a orientação é avaliar a suspensão temporária do acesso externo às aplicações vulneráveis.

As falhas, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, receberam nota 9,2 de 10 em gravidade.

Os desenvolvedores do PHP já disponibilizaram quatro versões corrigidas: 8.2.35, 8.3.36, 8.4.27 e 8.5.12.

Entretanto, os administradores precisam instalar as atualizações para proteger seus servidores. Até que isso aconteça, aplicações vulneráveis podem continuar expostas a ataques.

As mesmas falhas já levaram governos e empresas de países como Alemanha, Países Baixos, Bélgica, França e Finlândia a retirar serviços digitais do ar por precaução.

Veja mais sobre o caso no Canaltech: Alerta mundial: falhas no PHP colocam milhões de sites em risco

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Fone barato chiando ou abafado? Truque no YouTube Music salva o som sem você gastar nada

Fones de ouvido baratos podem apresentar problemas como graves exagerados, vozes abafadas e agudos estridentes. Antes de investir em outro modelo, porém, vale testar uma ferramenta gratuita disponível no YouTube Music: o equalizador de áudio.

O recurso permite ajustar diferentes frequências sonoras para compensar algumas limitações dos fones. Assim, é possível destacar os vocais, reduzir graves excessivos ou suavizar sons agudos que incomodam durante a reprodução.

A ferramenta funciona por meio de um atalho para o equalizador do Android, e as opções disponíveis dependem do fabricante do celular. Não é necessário assinar o YouTube Music Premium para utilizá-la.

Como melhorar o som dos fones pelo YouTube Music?

Para encontrar o equalizador no aplicativo para Android, siga estes passos:

  1. Abra o YouTube Music;

  2. Toque na foto do seu perfil;

  3. Acesse Configurações;

  4. Entre em Reprodução ou Reprodução e restrições, dependendo da versão;

  5. Toque em Equalizador;

  6. Ative a ferramenta, caso necessário, e ajuste o som.

prints youtube music

O menu pode apresentar configurações prontas para gêneros como rock, pop e jazz, além de controles para personalizar as frequências.

Para quem está começando, vale fazer pequenos ajustes enquanto uma música toca. Algumas sugestões são:

  • Som abafado: diminua um pouco os graves e aumente moderadamente os médios e agudos para destacar vozes e instrumentos;

  • Agudos estridentes: reduza as frequências mais altas para suavizar o som;

  • Falta de graves: aumente discretamente as frequências baixas, evitando distorções.

O resultado depende das características de cada fone. Também é importante ressaltar que o equalizador não corrige defeitos físicos, como falhas de conexão, ruídos eletrônicos ou alto-falantes danificados.

Por enquanto, o YouTube Music não oferece um equalizador equivalente dentro do aplicativo para iPhone ou na versão web.

Confira também: Como obter a melhor qualidade de áudio no YouTube Music?

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Fone barato chiando ou abafado? Truque no YouTube Music salva o som sem você gastar nada

Fones de ouvido baratos podem apresentar problemas como graves exagerados, vozes abafadas e agudos estridentes. Antes de investir em outro modelo, porém, vale testar uma ferramenta gratuita disponível no YouTube Music: o equalizador de áudio.

O recurso permite ajustar diferentes frequências sonoras para compensar algumas limitações dos fones. Assim, é possível destacar os vocais, reduzir graves excessivos ou suavizar sons agudos que incomodam durante a reprodução.

A ferramenta funciona por meio de um atalho para o equalizador do Android, e as opções disponíveis dependem do fabricante do celular. Não é necessário assinar o YouTube Music Premium para utilizá-la.

Como melhorar o som dos fones pelo YouTube Music?

Para encontrar o equalizador no aplicativo para Android, siga estes passos:

  1. Abra o YouTube Music;

  2. Toque na foto do seu perfil;

  3. Acesse Configurações;

  4. Entre em Reprodução ou Reprodução e restrições, dependendo da versão;

  5. Toque em Equalizador;

  6. Ative a ferramenta, caso necessário, e ajuste o som.

prints youtube music

O menu pode apresentar configurações prontas para gêneros como rock, pop e jazz, além de controles para personalizar as frequências.

Para quem está começando, vale fazer pequenos ajustes enquanto uma música toca. Algumas sugestões são:

  • Som abafado: diminua um pouco os graves e aumente moderadamente os médios e agudos para destacar vozes e instrumentos;

  • Agudos estridentes: reduza as frequências mais altas para suavizar o som;

  • Falta de graves: aumente discretamente as frequências baixas, evitando distorções.

O resultado depende das características de cada fone. Também é importante ressaltar que o equalizador não corrige defeitos físicos, como falhas de conexão, ruídos eletrônicos ou alto-falantes danificados.

Por enquanto, o YouTube Music não oferece um equalizador equivalente dentro do aplicativo para iPhone ou na versão web.

Confira também: Como obter a melhor qualidade de áudio no YouTube Music?

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Duolingo fora do ar? App apresenta falhas e usuários temem perder ofensiva

O Duolingo apresenta instabilidade nesta quarta-feira (21), com problemas para carregar páginas, registrar pontos de experiência (XP) e atualizar a ofensiva dos usuários. As falhas atingem pessoas no Brasil e em outros países, e já foram reconhecidas oficialmente pela plataforma de ensino de idiomas.

Na página oficial de status, o Duolingo classificou o incidente como grave e informou, às 11h57 (horário de Brasília), que estava investigando um aumento de erros no serviço. A empresa ainda não explicou o que provocou a instabilidade.

Segundo o Downdetector, que reúne notificações de problemas em serviços digitais, o aplicativo chegou a registrar um pico de 78 reclamações no Brasil e mais de 400 nos Estados Unidos. Os números já apresentavam queda no momento da consulta realizada pelo Canaltech.

Quais problemas estão acontecendo no Duolingo?

Em um teste realizado pelo Canaltech, foi possível concluir uma lição normalmente. O aplicativo também confirmou a continuidade da ofensiva, mas a contagem exibida no widget do celular não foi atualizada.

Outros problemas identificados incluem:

  • Perfis de usuários que não carregam;

  • Indisponibilidade das páginas de Ligas e Central de Prática;

  • Ausência de anúncios após a conclusão das lições;

  • Falhas na atualização de informações do aplicativo.

Nas redes sociais, principalmente no X (antigo Twitter), usuários relatam dificuldades para receber XP e demonstram preocupação com a possibilidade de perder suas ofensivas, que representam os dias consecutivos de estudo.

Também há reclamações de pessoas que não conseguem entrar nas próprias contas ou iniciar lições. Os relatos aparecem principalmente em inglês, mas usuários brasileiros também identificaram problemas.

Ainda não está claro se os pontos e as lições realizados durante o período de instabilidade serão registrados posteriormente.

O Duolingo possui um mecanismo para proteger as ofensivas em caso de problemas técnicos, mas não informou se ele será utilizado neste incidente.

O Canaltech entrou em contato com a assessoria do Duolingo para entender as causas da instabilidade e se existe alguma relação com problemas de segurança divulgados nesta quarta-feira. A empresa enviou a seguinte nota:

“Estamos cientes de um problema que está afetando os logins e alguns serviços do Duolingo. Nossas equipes estão trabalhando para restabelecer o acesso o mais rápido possível.”

Instabilidade pode ter relação com falhas no PHP?

A queda do Duolingo acontece no mesmo dia em que duas falhas graves de segurança no PHP colocaram milhões de sites em alerta.

O PHP é uma das linguagens de programação mais utilizadas na internet e está presente em plataformas como WordPress, Drupal e Joomla.

As vulnerabilidades identificadas nesta quarta-feira podem permitir que criminosos invadam servidores e executem comandos maliciosos. O problema levou diferentes serviços governamentais europeus a sair do ar preventivamente.

Apesar da coincidência, não há evidências de que as falhas do PHP estejam relacionadas aos problemas do Duolingo.

Em publicações técnicas anteriores, a empresa informou utilizar linguagens como Python, Scala e Kotlin no desenvolvimento de seus sistemas. Isso, porém, não permite descartar a utilização de PHP em algum componente da infraestrutura.

Até o momento, a plataforma não revelou o motivo da instabilidade.

páginas Duolingo

Duolingo já ficou fora do ar antes?

Esta não é a primeira vez que o Duolingo enfrenta problemas de funcionamento.

Em 20 de outubro de 2025, o aplicativo foi afetado por uma grande interrupção nos serviços de computação em nuvem da Amazon Web Services (AWS), que também prejudicou plataformas como Snapchat, Fortnite e Zoom.

Na ocasião, usuários relataram dificuldades para acessar lições e manter suas ofensivas. A empresa informou que trabalhava para preservar as sequências de estudo afetadas pela queda.

Mais recentemente, em julho de 2026, o Duolingo registrou episódios de aumento de erros, reconhecidos em sua página oficial de status. Os incidentes foram resolvidos após períodos de aproximadamente 20 a 53 minutos.

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Duolingo fora do ar? App apresenta falhas e usuários temem perder ofensiva

O Duolingo apresenta instabilidade nesta quarta-feira (21), com problemas para carregar páginas, registrar pontos de experiência (XP) e atualizar a ofensiva dos usuários. As falhas atingem pessoas no Brasil e em outros países, e já foram reconhecidas oficialmente pela plataforma de ensino de idiomas.

Na página oficial de status, o Duolingo classificou o incidente como grave e informou, às 11h57 (horário de Brasília), que estava investigando um aumento de erros no serviço. A empresa ainda não explicou o que provocou a instabilidade.

Segundo o Downdetector, que reúne notificações de problemas em serviços digitais, o aplicativo chegou a registrar um pico de 78 reclamações no Brasil e mais de 400 nos Estados Unidos. Os números já apresentavam queda no momento da consulta realizada pelo Canaltech.

Quais problemas estão acontecendo no Duolingo?

Em um teste realizado pelo Canaltech, foi possível concluir uma lição normalmente. O aplicativo também confirmou a continuidade da ofensiva, mas a contagem exibida no widget do celular não foi atualizada.

Outros problemas identificados incluem:

  • Perfis de usuários que não carregam;

  • Indisponibilidade das páginas de Ligas e Central de Prática;

  • Ausência de anúncios após a conclusão das lições;

  • Falhas na atualização de informações do aplicativo.

Nas redes sociais, principalmente no X (antigo Twitter), usuários relatam dificuldades para receber XP e demonstram preocupação com a possibilidade de perder suas ofensivas, que representam os dias consecutivos de estudo.

Também há reclamações de pessoas que não conseguem entrar nas próprias contas ou iniciar lições. Os relatos aparecem principalmente em inglês, mas usuários brasileiros também identificaram problemas.

Ainda não está claro se os pontos e as lições realizados durante o período de instabilidade serão registrados posteriormente.

O Duolingo possui um mecanismo para proteger as ofensivas em caso de problemas técnicos, mas não informou se ele será utilizado neste incidente.

O Canaltech entrou em contato com a assessoria do Duolingo para entender as causas da instabilidade e se existe alguma relação com problemas de segurança divulgados nesta quarta-feira. A empresa enviou a seguinte nota:

“Estamos cientes de um problema que está afetando os logins e alguns serviços do Duolingo. Nossas equipes estão trabalhando para restabelecer o acesso o mais rápido possível.”

Instabilidade pode ter relação com falhas no PHP?

A queda do Duolingo acontece no mesmo dia em que duas falhas graves de segurança no PHP colocaram milhões de sites em alerta.

O PHP é uma das linguagens de programação mais utilizadas na internet e está presente em plataformas como WordPress, Drupal e Joomla.

As vulnerabilidades identificadas nesta quarta-feira podem permitir que criminosos invadam servidores e executem comandos maliciosos. O problema levou diferentes serviços governamentais europeus a sair do ar preventivamente.

Apesar da coincidência, não há evidências de que as falhas do PHP estejam relacionadas aos problemas do Duolingo.

Em publicações técnicas anteriores, a empresa informou utilizar linguagens como Python, Scala e Kotlin no desenvolvimento de seus sistemas. Isso, porém, não permite descartar a utilização de PHP em algum componente da infraestrutura.

Até o momento, a plataforma não revelou o motivo da instabilidade.

páginas Duolingo

Duolingo já ficou fora do ar antes?

Esta não é a primeira vez que o Duolingo enfrenta problemas de funcionamento.

Em 20 de outubro de 2025, o aplicativo foi afetado por uma grande interrupção nos serviços de computação em nuvem da Amazon Web Services (AWS), que também prejudicou plataformas como Snapchat, Fortnite e Zoom.

Na ocasião, usuários relataram dificuldades para acessar lições e manter suas ofensivas. A empresa informou que trabalhava para preservar as sequências de estudo afetadas pela queda.

Mais recentemente, em julho de 2026, o Duolingo registrou episódios de aumento de erros, reconhecidos em sua página oficial de status. Os incidentes foram resolvidos após períodos de aproximadamente 20 a 53 minutos.

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Google começa a ler o que usuário copia no Chrome; entenda o motivo

O Google Chrome ganhou um recurso de segurança que permite analisar comandos copiados pelo usuário e enviar seu conteúdo aos servidores da empresa. A novidade busca identificar golpes que utilizam a área de transferência do computador para instalar vírus e outros programas maliciosos.

Segundo um anúncio do Google desta terça-feira (20), a ferramenta já está disponível para usuários que ativaram a Proteção Reforçada do navegador. A empresa também anunciou novos alertas para sites suspeitos e melhorias na identificação de golpes com inteligência artificial (IA).

A análise da área de transferência acontece em situações específicas, quando o Chrome identifica que o usuário pode ter sido induzido a copiar um comando perigoso. Ou seja, o recurso não lê tudo que é copiado.

Por que o Chrome vai analisar o que você copia?

A medida busca combater um golpe conhecido como ClickFix, no qual criminosos induzem as vítimas a executar comandos maliciosos no próprio computador.

Nesse tipo de ataque, uma página pode exibir uma mensagem falsa informando que o navegador precisa de uma atualização ou que o usuário deve corrigir um suposto problema de segurança.

Para resolver a situação, a vítima é orientada a copiar um comando e executá-lo no terminal do sistema operacional, como o PowerShell ou Prompt de Comando, do Windows.

O conteúdo copiado pode ser diferente daquele apresentado na página. Ao executar as instruções, o usuário corre o risco de instalar programas maliciosos no computador.

Com a nova proteção, o Chrome identifica possíveis comandos suspeitos copiados de páginas e encaminha seu conteúdo ao serviço de Navegação Segura do Google. Caso a análise confirme o perigo, um alerta será exibido antes que o usuário execute as instruções.

A mudança também levanta questões sobre privacidade. Segundo o Google, informações capazes de identificar pessoalmente o usuário são removidas do conteúdo copiado antes do envio aos servidores.

exemplo google chrome segurança

Chrome ganha novas proteções com Gemini

Outra novidade é a ampliação do uso do Gemini para identificar páginas fraudulentas.

Anteriormente, o Chrome utilizava um modelo de IA executado diretamente em dispositivos compatíveis para detectar golpes de falso suporte técnico. Agora, a análise passa a utilizar um modelo mais potente, hospedado nos servidores do Google.

A mudança permite identificar outras ameaças, como falsos antivírus e páginas que simulam atualizações de navegadores.

Segundo a empresa, o conteúdo textual de uma página só é enviado para análise com Gemini quando o navegador identifica indícios considerados fortes de fraude. O Google afirma que esses dados são processados temporariamente, sem armazenamento ou utilização no treinamento de IA.

O Chrome também passa a diferenciar os alertas sobre páginas suspeitas e perigosas.

Sites que apresentam sinais de fraude, mas ainda não foram classificados como comprovadamente maliciosos, terão uma janela de aviso. O usuário poderá retornar à página anterior ou marcar o endereço como seguro.

Já páginas reconhecidas como perigosas continuarão exibindo o tradicional alerta vermelho, que ocupa praticamente toda a tela.

Como ativar a Proteção Reforçada do Chrome

As novidades estão disponíveis no modo de Proteção Reforçada, que oferece verificações adicionais de segurança e compartilha mais informações com os servidores do Google.

Para ativá-lo no computador, basta abrir o Chrome e acessar Configurações > Privacidade e segurança > Segurança > Proteção reforçada.

A opção é diferente da Proteção Padrão, habilitada por padrão no navegador, que continua oferecendo verificações contra sites, downloads e extensões maliciosas.

Ao ativar a proteção adicional, o usuário autoriza o compartilhamento de mais informações de navegação com o Google, incluindo endereços acessados e amostras de conteúdo das páginas, para identificar possíveis ameaças.

Veja também: Chrome testa mais mudanças que podem "quebrar" bloqueadores de anúncios

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Google começa a ler o que usuário copia no Chrome; entenda o motivo

O Google Chrome ganhou um recurso de segurança que permite analisar comandos copiados pelo usuário e enviar seu conteúdo aos servidores da empresa. A novidade busca identificar golpes que utilizam a área de transferência do computador para instalar vírus e outros programas maliciosos.

Segundo um anúncio do Google desta terça-feira (20), a ferramenta já está disponível para usuários que ativaram a Proteção Reforçada do navegador. A empresa também anunciou novos alertas para sites suspeitos e melhorias na identificação de golpes com inteligência artificial (IA).

A análise da área de transferência acontece em situações específicas, quando o Chrome identifica que o usuário pode ter sido induzido a copiar um comando perigoso. Ou seja, o recurso não lê tudo que é copiado.

Por que o Chrome vai analisar o que você copia?

A medida busca combater um golpe conhecido como ClickFix, no qual criminosos induzem as vítimas a executar comandos maliciosos no próprio computador.

Nesse tipo de ataque, uma página pode exibir uma mensagem falsa informando que o navegador precisa de uma atualização ou que o usuário deve corrigir um suposto problema de segurança.

Para resolver a situação, a vítima é orientada a copiar um comando e executá-lo no terminal do sistema operacional, como o PowerShell ou Prompt de Comando, do Windows.

O conteúdo copiado pode ser diferente daquele apresentado na página. Ao executar as instruções, o usuário corre o risco de instalar programas maliciosos no computador.

Com a nova proteção, o Chrome identifica possíveis comandos suspeitos copiados de páginas e encaminha seu conteúdo ao serviço de Navegação Segura do Google. Caso a análise confirme o perigo, um alerta será exibido antes que o usuário execute as instruções.

A mudança também levanta questões sobre privacidade. Segundo o Google, informações capazes de identificar pessoalmente o usuário são removidas do conteúdo copiado antes do envio aos servidores.

exemplo google chrome segurança

Chrome ganha novas proteções com Gemini

Outra novidade é a ampliação do uso do Gemini para identificar páginas fraudulentas.

Anteriormente, o Chrome utilizava um modelo de IA executado diretamente em dispositivos compatíveis para detectar golpes de falso suporte técnico. Agora, a análise passa a utilizar um modelo mais potente, hospedado nos servidores do Google.

A mudança permite identificar outras ameaças, como falsos antivírus e páginas que simulam atualizações de navegadores.

Segundo a empresa, o conteúdo textual de uma página só é enviado para análise com Gemini quando o navegador identifica indícios considerados fortes de fraude. O Google afirma que esses dados são processados temporariamente, sem armazenamento ou utilização no treinamento de IA.

O Chrome também passa a diferenciar os alertas sobre páginas suspeitas e perigosas.

Sites que apresentam sinais de fraude, mas ainda não foram classificados como comprovadamente maliciosos, terão uma janela de aviso. O usuário poderá retornar à página anterior ou marcar o endereço como seguro.

Já páginas reconhecidas como perigosas continuarão exibindo o tradicional alerta vermelho, que ocupa praticamente toda a tela.

Como ativar a Proteção Reforçada do Chrome

As novidades estão disponíveis no modo de Proteção Reforçada, que oferece verificações adicionais de segurança e compartilha mais informações com os servidores do Google.

Para ativá-lo no computador, basta abrir o Chrome e acessar Configurações > Privacidade e segurança > Segurança > Proteção reforçada.

A opção é diferente da Proteção Padrão, habilitada por padrão no navegador, que continua oferecendo verificações contra sites, downloads e extensões maliciosas.

Ao ativar a proteção adicional, o usuário autoriza o compartilhamento de mais informações de navegação com o Google, incluindo endereços acessados e amostras de conteúdo das páginas, para identificar possíveis ameaças.

Veja também: Chrome testa mais mudanças que podem "quebrar" bloqueadores de anúncios

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Alerta mundial: falhas no PHP colocam milhões de sites em risco

Duas falhas graves de segurança no PHP, uma das linguagens de programação mais utilizadas da internet, colocaram milhões de sites em alerta nesta quarta-feira (21). As vulnerabilidades podem permitir que criminosos invadam servidores sem precisar de senhas, roubem informações e comprometam o funcionamento de páginas.

A equipe responsável pelo PHP já disponibilizou correções de emergência e pede que os administradores atualizem seus servidores imediatamente.

As falhas receberam nota 9,2 de 10 em gravidade, uma das classificações mais altas para problemas de segurança.

O alerta provocou a retirada preventiva de sites governamentais em países europeus, como Países Baixos, Finlândia e França, segundo a Reuters.

A empresa de segurança Cloudflare também relatou tentativas iniciais de exploração das vulnerabilidades. Entretanto, ainda não há confirmação de ataques em massa que tenham comprometido milhões de sites.

O que é PHP e por que tantos sites estão ameaçados?

O PHP é uma linguagem de programação utilizada principalmente para desenvolver sites e aplicações. Ela funciona nos servidores, processando informações antes que o conteúdo seja apresentado no navegador.

Por exemplo, quando alguém acessa uma loja virtual, o PHP pode ser responsável por consultar produtos, atualizar o carrinho e interagir com o banco de dados.

A tecnologia também está por trás de plataformas populares de criação de sites, como WordPress, Drupal e Joomla.

Segundo dados da W3Techs, 69,3% dos sites cuja linguagem de programação do servidor é conhecida utilizam PHP. O WordPress, por sua vez, está presente em mais de 43% das páginas da internet.

Por isso, uma vulnerabilidade na própria linguagem pode afetar desde pequenos blogs e lojas virtuais até portais de notícias e serviços governamentais.

hacker cibersegurança

Quais são os riscos das falhas no PHP?

As duas vulnerabilidades, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, permitem a chamada execução remota de código.

Isso significa que um criminoso pode conseguir executar comandos maliciosos no servidor de um site sem precisar ter uma conta cadastrada ou acesso autorizado ao sistema.

Segundo Sergey Lozhkin, chefe do Centro de Pesquisa para as regiões APAC e META da Kaspersky GReAT, criminosos podem explorar as vulnerabilidades para instalar "web shells", ferramentas maliciosas que permitem executar comandos e controlar remotamente servidores comprometidos.

“Até que essa correção seja aplicada, qualquer servidor conectado à internet que utilize uma versão afetada do PHP pode estar exposto a ataques não autenticados”, alerta o especialista.

O risco levou diferentes organizações a retirar seus sites do ar preventivamente. Nos Países Baixos, a medida atingiu serviços do governo, o Porto de Roterdã e páginas de hospitais. Na Finlândia, serviços públicos também foram temporariamente interrompidos.

Essas interrupções foram adotadas como precaução e não significam, necessariamente, que os sistemas tenham sido invadidos.

Como proteger um site das falhas no PHP?

A equipe responsável pela linguagem disponibilizou nesta quarta-feira (21) quatro versões que corrigem as vulnerabilidades:

  • PHP 8.5.12;

  • PHP 8.4.27;

  • PHP 8.3.36;

  • PHP 8.2.35.

Segundo o comunicado oficial, todos os administradores devem atualizar suas instalações o mais rápido possível.

Quem utiliza versões antigas, como PHP 8.1 ou anteriores, precisa verificar a disponibilidade de correções com o fornecedor ou migrar para uma versão com suporte.

Vale destacar que atualizar apenas o WordPress, seus temas ou plugins não resolve o problema, já que as vulnerabilidades estão no próprio PHP.

Para quem administra um site, o primeiro passo é verificar a versão instalada no servidor e procurar a empresa responsável pela hospedagem. Em serviços gerenciados, a atualização pode depender diretamente do provedor.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) recomenda retirar temporariamente sistemas da internet caso não seja possível atualizar ou aplicar medidas de proteção suficientes.

Apesar da liberação dos patches, o risco continuará para os servidores que permanecerem vulneráveis. Os desenvolvedores do PHP alertam que medidas temporárias não oferecem proteção completa contra as duas falhas.

Países tiram sites do ar

As vulnerabilidades provocaram a suspensão preventiva de sites e serviços digitais em pelo menos sete países nesta quarta. Segundo a Reuters, governos e empresas decidiram interromper o acesso a sistemas enquanto preparavam as atualizações de segurança.

Nos Países Baixos, foram afetados portais do governo, sites de hospitais, o Porto de Roterdã e páginas dos cinco maiores partidos políticos do país. Até mesmo o Centro Nacional de Segurança Cibernética holandês retirou seu site do ar por precaução.

Na Finlândia, o governo suspendeu serviços públicos digitais. Já na França, o Ministério do Interior colocou sites de administrações regionais em manutenção preventiva.

A Alemanha também interrompeu o acesso a páginas de órgãos federais e governos estaduais. Na Bélgica, o Ministério das Relações Exteriores suspendeu temporariamente seus sites.

Na Dinamarca, uma empresa pública de tecnologia retirou do ar serviços utilizados por municípios, incluindo uma plataforma nacional de comunicação escolar. No Japão, a provedora Sakura Internet suspendeu uma funcionalidade de seus serviços de banco de dados.

A Fundação Wikimedia, responsável pela Wikipédia, também confirmou a suspensão de alguns sistemas de apoio enquanto aplica as correções.

As interrupções foram adotadas para reduzir o risco de invasões. Até o momento, não há confirmação de que esses serviços tenham sido comprometidos por criminosos.

Falhas no PHP foram descobertas com ajuda de IA

As vulnerabilidades foram identificadas em agosto de 2026 por pesquisadores das empresas Wiz e Calif, com auxílio de ferramentas de inteligência artificial do Google e da OpenAI. Os modelos ajudaram a analisar o código do PHP e demonstrar como criminosos poderiam explorar os problemas para invadir servidores.

Segundo a PHP Foundation, já existiam indícios de uma das falhas desde 2024, mas dificuldades técnicas e de organização atrasaram sua correção. Após as descobertas de agosto, os detalhes foram mantidos em sigilo para permitir que a equipe responsável pelo PHP desenvolvesse as atualizações, lançadas nesta quarta-feira.

Veja mais sobre o caso no Canaltech: Falhas no PHP chegam ao Brasil e fazem Anatel e tribunais suspenderem sistemas

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Alerta mundial: falhas no PHP colocam milhões de sites em risco

Duas falhas graves de segurança no PHP, uma das linguagens de programação mais utilizadas da internet, colocaram milhões de sites em alerta nesta quarta-feira (21). As vulnerabilidades podem permitir que criminosos invadam servidores sem precisar de senhas, roubem informações e comprometam o funcionamento de páginas.

A equipe responsável pelo PHP já disponibilizou correções de emergência e pede que os administradores atualizem seus servidores imediatamente.

As falhas receberam nota 9,2 de 10 em gravidade, uma das classificações mais altas para problemas de segurança.

O alerta provocou a retirada preventiva de sites governamentais em países europeus, como Países Baixos, Finlândia e França, segundo a Reuters.

A empresa de segurança Cloudflare também relatou tentativas iniciais de exploração das vulnerabilidades. Entretanto, ainda não há confirmação de ataques em massa que tenham comprometido milhões de sites.

O que é PHP e por que tantos sites estão ameaçados?

O PHP é uma linguagem de programação utilizada principalmente para desenvolver sites e aplicações. Ela funciona nos servidores, processando informações antes que o conteúdo seja apresentado no navegador.

Por exemplo, quando alguém acessa uma loja virtual, o PHP pode ser responsável por consultar produtos, atualizar o carrinho e interagir com o banco de dados.

A tecnologia também está por trás de plataformas populares de criação de sites, como WordPress, Drupal e Joomla.

Segundo dados da W3Techs, 69,3% dos sites cuja linguagem de programação do servidor é conhecida utilizam PHP. O WordPress, por sua vez, está presente em mais de 43% das páginas da internet.

Por isso, uma vulnerabilidade na própria linguagem pode afetar desde pequenos blogs e lojas virtuais até portais de notícias e serviços governamentais.

hacker cibersegurança

Quais são os riscos das falhas no PHP?

As duas vulnerabilidades, identificadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, permitem a chamada execução remota de código.

Isso significa que um criminoso pode conseguir executar comandos maliciosos no servidor de um site sem precisar ter uma conta cadastrada ou acesso autorizado ao sistema.

Segundo Sergey Lozhkin, chefe do Centro de Pesquisa para as regiões APAC e META da Kaspersky GReAT, criminosos podem explorar as vulnerabilidades para instalar "web shells", ferramentas maliciosas que permitem executar comandos e controlar remotamente servidores comprometidos.

“Até que essa correção seja aplicada, qualquer servidor conectado à internet que utilize uma versão afetada do PHP pode estar exposto a ataques não autenticados”, alerta o especialista.

O risco levou diferentes organizações a retirar seus sites do ar preventivamente. Nos Países Baixos, a medida atingiu serviços do governo, o Porto de Roterdã e páginas de hospitais. Na Finlândia, serviços públicos também foram temporariamente interrompidos.

Essas interrupções foram adotadas como precaução e não significam, necessariamente, que os sistemas tenham sido invadidos.

Como proteger um site das falhas no PHP?

A equipe responsável pela linguagem disponibilizou nesta quarta-feira (21) quatro versões que corrigem as vulnerabilidades:

  • PHP 8.5.12;

  • PHP 8.4.27;

  • PHP 8.3.36;

  • PHP 8.2.35.

Segundo o comunicado oficial, todos os administradores devem atualizar suas instalações o mais rápido possível.

Quem utiliza versões antigas, como PHP 8.1 ou anteriores, precisa verificar a disponibilidade de correções com o fornecedor ou migrar para uma versão com suporte.

Vale destacar que atualizar apenas o WordPress, seus temas ou plugins não resolve o problema, já que as vulnerabilidades estão no próprio PHP.

Para quem administra um site, o primeiro passo é verificar a versão instalada no servidor e procurar a empresa responsável pela hospedagem. Em serviços gerenciados, a atualização pode depender diretamente do provedor.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) recomenda retirar temporariamente sistemas da internet caso não seja possível atualizar ou aplicar medidas de proteção suficientes.

Apesar da liberação dos patches, o risco continuará para os servidores que permanecerem vulneráveis. Os desenvolvedores do PHP alertam que medidas temporárias não oferecem proteção completa contra as duas falhas.

Países tiram sites do ar

As vulnerabilidades provocaram a suspensão preventiva de sites e serviços digitais em pelo menos sete países nesta quarta. Segundo a Reuters, governos e empresas decidiram interromper o acesso a sistemas enquanto preparavam as atualizações de segurança.

Nos Países Baixos, foram afetados portais do governo, sites de hospitais, o Porto de Roterdã e páginas dos cinco maiores partidos políticos do país. Até mesmo o Centro Nacional de Segurança Cibernética holandês retirou seu site do ar por precaução.

Na Finlândia, o governo suspendeu serviços públicos digitais. Já na França, o Ministério do Interior colocou sites de administrações regionais em manutenção preventiva.

A Alemanha também interrompeu o acesso a páginas de órgãos federais e governos estaduais. Na Bélgica, o Ministério das Relações Exteriores suspendeu temporariamente seus sites.

Na Dinamarca, uma empresa pública de tecnologia retirou do ar serviços utilizados por municípios, incluindo uma plataforma nacional de comunicação escolar. No Japão, a provedora Sakura Internet suspendeu uma funcionalidade de seus serviços de banco de dados.

A Fundação Wikimedia, responsável pela Wikipédia, também confirmou a suspensão de alguns sistemas de apoio enquanto aplica as correções.

As interrupções foram adotadas para reduzir o risco de invasões. Até o momento, não há confirmação de que esses serviços tenham sido comprometidos por criminosos.

Falhas no PHP foram descobertas com ajuda de IA

As vulnerabilidades foram identificadas em agosto de 2026 por pesquisadores das empresas Wiz e Calif, com auxílio de ferramentas de inteligência artificial do Google e da OpenAI. Os modelos ajudaram a analisar o código do PHP e demonstrar como criminosos poderiam explorar os problemas para invadir servidores.

Segundo a PHP Foundation, já existiam indícios de uma das falhas desde 2024, mas dificuldades técnicas e de organização atrasaram sua correção. Após as descobertas de agosto, os detalhes foram mantidos em sigilo para permitir que a equipe responsável pelo PHP desenvolvesse as atualizações, lançadas nesta quarta-feira.

Veja mais sobre o caso no Canaltech: Falhas no PHP chegam ao Brasil e fazem Anatel e tribunais suspenderem sistemas

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Uber lança nova função que facilita embarque de idosos e pessoas com deficiência

A Uber anunciou nesta quarta-feira (21) um novo recurso para facilitar o embarque de idosos e pessoas com deficiência. O "Preferências de Partida" permite que passageiros informem antecipadamente aos motoristas como desejam ser identificados e avisados sobre a chegada do veículo.

A novidade começa a ser disponibilizada gradualmente nos próximos dias para usuários de todo o Brasil, segundo a empresa.

Com a ferramenta, passageiros podem solicitar, por exemplo, que o motorista buzine, pisque os faróis ou chame seu nome ao chegar ao ponto de encontro. Também é possível informar o uso de bengala, muletas, andador ou cadeira de rodas.

As orientações são enviadas automaticamente ao motorista, dispensando a necessidade de explicar essas preferências por mensagens a cada nova corrida.

Como funcionam as Preferências de Partida da Uber?

A ferramenta reúne dois tipos de informações que podem ser configuradas pelo passageiro.

O primeiro permite escolher como o motorista deve sinalizar sua chegada ao local de embarque. São quatro opções disponíveis:

  • Chamar o passageiro pelo nome;

  • Entrar em contato pelo aplicativo;

  • Piscar os faróis do veículo;

  • Buzinar ao chegar.

Já o segundo grupo ajuda o motorista a reconhecer o usuário no ponto de encontro, indicando se ele utiliza óculos escuros e/ou bengala branca, bengala convencional, muletas, andador ou cadeira de rodas manual.

As imagens divulgadas pela Uber mostram que, durante o atendimento, o motorista consegue visualizar a identificação do passageiro e acessar um botão chamado "Ver preferências".

Ao abrir a opção, o aplicativo apresenta as orientações selecionadas pelo usuário, incluindo as formas de identificação e de sinalização da chegada.

A função é voltada especificamente ao encontro entre motorista e passageiro. O comunicado da empresa não informa mudanças na disponibilidade de veículos adaptados.

prints uber idoso

Como ativar as Preferências de Partida na Uber?

A configuração pode ser feita diretamente pelo aplicativo, sem a necessidade de entrar em contato com o suporte. Confira o passo a passo:

  1. Abra o aplicativo da Uber;

  2. Toque em Conta;

  3. Acesse Configurações;

  4. Selecione Acessibilidade;

  5. Entre em Preferências de partida;

  6. Escolha como deseja ser avisado da chegada do veículo e, se necessário, informe como o motorista pode identificar você.

Após a configuração, as preferências serão compartilhadas automaticamente com os motoristas nas viagens seguintes.

Segundo a Uber, o lançamento acontecerá gradualmente nos próximos dias em todo o território nacional. Portanto, a ferramenta poderá demorar um pouco para aparecer em algumas contas.

Uber já oferece outros recursos de acessibilidade

A novidade se soma a funcionalidades já disponíveis na plataforma para pessoas com deficiência e idosos.

Uma delas permite informar a existência de deficiência visual ou auditiva, com uma indicação exibida ao motorista junto ao nome do passageiro.

Usuários com cão-guia também podem registrar essa condição. Caso o motorista tente cancelar a viagem, o aplicativo apresenta um alerta sobre as obrigações previstas na Lei Federal nº 11.126/2005, que garante o ingresso e a permanência de pessoas com deficiência visual acompanhadas de cão-guia em veículos de transporte.

Para o público idoso, a Uber oferece ainda a Conta Sênior, que possui uma interface simplificada, com textos e ícones maiores. Familiares também podem solicitar viagens, acompanhar os trajetos e gerenciar pagamentos.

A plataforma também é compatível com os leitores de tela TalkBack, do Android, e VoiceOver, do iPhone. Além disso, pessoas com deficiência podem solicitar isenção ou reembolso de taxas de espera quando precisam de mais tempo para embarcar.

Veja também: Quanto ganha um motorista de Uber em São Paulo e outras capitais?

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Uber lança nova função que facilita embarque de idosos e pessoas com deficiência

A Uber anunciou nesta quarta-feira (21) um novo recurso para facilitar o embarque de idosos e pessoas com deficiência. O "Preferências de Partida" permite que passageiros informem antecipadamente aos motoristas como desejam ser identificados e avisados sobre a chegada do veículo.

A novidade começa a ser disponibilizada gradualmente nos próximos dias para usuários de todo o Brasil, segundo a empresa.

Com a ferramenta, passageiros podem solicitar, por exemplo, que o motorista buzine, pisque os faróis ou chame seu nome ao chegar ao ponto de encontro. Também é possível informar o uso de bengala, muletas, andador ou cadeira de rodas.

As orientações são enviadas automaticamente ao motorista, dispensando a necessidade de explicar essas preferências por mensagens a cada nova corrida.

Como funcionam as Preferências de Partida da Uber?

A ferramenta reúne dois tipos de informações que podem ser configuradas pelo passageiro.

O primeiro permite escolher como o motorista deve sinalizar sua chegada ao local de embarque. São quatro opções disponíveis:

  • Chamar o passageiro pelo nome;

  • Entrar em contato pelo aplicativo;

  • Piscar os faróis do veículo;

  • Buzinar ao chegar.

Já o segundo grupo ajuda o motorista a reconhecer o usuário no ponto de encontro, indicando se ele utiliza óculos escuros e/ou bengala branca, bengala convencional, muletas, andador ou cadeira de rodas manual.

As imagens divulgadas pela Uber mostram que, durante o atendimento, o motorista consegue visualizar a identificação do passageiro e acessar um botão chamado "Ver preferências".

Ao abrir a opção, o aplicativo apresenta as orientações selecionadas pelo usuário, incluindo as formas de identificação e de sinalização da chegada.

A função é voltada especificamente ao encontro entre motorista e passageiro. O comunicado da empresa não informa mudanças na disponibilidade de veículos adaptados.

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Como ativar as Preferências de Partida na Uber?

A configuração pode ser feita diretamente pelo aplicativo, sem a necessidade de entrar em contato com o suporte. Confira o passo a passo:

  1. Abra o aplicativo da Uber;

  2. Toque em Conta;

  3. Acesse Configurações;

  4. Selecione Acessibilidade;

  5. Entre em Preferências de partida;

  6. Escolha como deseja ser avisado da chegada do veículo e, se necessário, informe como o motorista pode identificar você.

Após a configuração, as preferências serão compartilhadas automaticamente com os motoristas nas viagens seguintes.

Segundo a Uber, o lançamento acontecerá gradualmente nos próximos dias em todo o território nacional. Portanto, a ferramenta poderá demorar um pouco para aparecer em algumas contas.

Uber já oferece outros recursos de acessibilidade

A novidade se soma a funcionalidades já disponíveis na plataforma para pessoas com deficiência e idosos.

Uma delas permite informar a existência de deficiência visual ou auditiva, com uma indicação exibida ao motorista junto ao nome do passageiro.

Usuários com cão-guia também podem registrar essa condição. Caso o motorista tente cancelar a viagem, o aplicativo apresenta um alerta sobre as obrigações previstas na Lei Federal nº 11.126/2005, que garante o ingresso e a permanência de pessoas com deficiência visual acompanhadas de cão-guia em veículos de transporte.

Para o público idoso, a Uber oferece ainda a Conta Sênior, que possui uma interface simplificada, com textos e ícones maiores. Familiares também podem solicitar viagens, acompanhar os trajetos e gerenciar pagamentos.

A plataforma também é compatível com os leitores de tela TalkBack, do Android, e VoiceOver, do iPhone. Além disso, pessoas com deficiência podem solicitar isenção ou reembolso de taxas de espera quando precisam de mais tempo para embarcar.

Veja também: Quanto ganha um motorista de Uber em São Paulo e outras capitais?

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Documentos revelam que cúpula do TikTok ignorou alertas de exploração de crianças

Funcionários do TikTok alertaram repetidamente a direção da empresa sobre riscos de exploração sexual de crianças e adolescentes na plataforma, mas não receberam respostas consideradas suficientes para resolver os problemas. Documentos judiciais divulgados nesta terça-feira (20) também mostram que a rede social tinha conhecimento de falhas em ferramentas de proteção e de possíveis danos à saúde mental de jovens.

As informações foram reveladas pela rádio pública americana NPR. Os documentos incluem depoimentos de ex-funcionários apresentados à Justiça dos Estados Unidos em março de 2026, como parte de processos que acusam o TikTok e outras redes sociais de prejudicar menores de idade.

Um dos principais problemas envolve o TikTok Live, ferramenta de transmissões ao vivo da plataforma. Segundo os depoimentos, crianças e adolescentes apareciam em conteúdos de natureza sexual e recebiam pagamentos de espectadores por meio de presentes virtuais, que podem ser convertidos em dinheiro.

A empresa também ficava com uma parcela dos valores movimentados nessas transações, o que levantou questionamentos sobre um possível benefício financeiro decorrente da exploração de menores.

TikTok sabia que crianças apareciam em lives com conteúdo sexual

Reagen Maher, que ocupou cargos de liderança nas equipes de segurança e investigação do TikTok entre 2021 e 2024, afirmou ter passado meses tentando convencer executivos a tomar medidas contra a exploração sexual de menores.

Em uma conversa interna apresentada à Justiça, a ex-funcionária relatou que parte dos responsáveis pela plataforma não considerava os danos graves o suficiente para justificar novas ações.

"Estou lutando há meses para resolver isso com pessoas que não acham que os danos são graves o suficiente", escreveu Maher, em tradução livre.

Uma investigação interna identificou 112 mil transmissões ao vivo com a presença de crianças e adolescentes de 13 a 15 anos somente em janeiro de 2022.

O número considera lives com a participação de menores e não significa que todas as transmissões apresentavam conteúdo sexual. Ainda assim, o levantamento identificou riscos de aliciamento por adultos e produção de material de abuso sexual infantil.

Os documentos também apontam que o TikTok obteve receitas significativas de presentes virtuais enviados durante transmissões que violavam as regras da plataforma.

Maher afirmou que a direção já conhecia as denúncias antes de uma investigação da Forbes, publicada em 2022, revelar que menores utilizavam o TikTok Live para realizar apresentações sexualizadas em troca de presentes.

A ex-funcionária também disse esperar que a repercussão pública da reportagem pressionasse a empresa a acelerar as soluções.

TikTok logo

Falhas permitiam burlar proteção de menores

Os depoimentos revelaram outros problemas nas ferramentas criadas para proteger crianças e adolescentes.

Segundo Maher, menores conseguiam acessar funcionalidades destinadas a adultos ao criar contas usando credenciais do Google, Facebook ou Instagram. A brecha era conhecida pela liderança do TikTok, conforme seu relato.

Outra falha envolvia o Family Pairing, ferramenta lançada em 2020 para permitir que pais e responsáveis supervisionem contas de adolescentes.

Uma conversa interna de 2021 mostrava que existia um link oculto pelo qual os jovens conseguiam desvincular suas contas da supervisão parental. Um gerente da equipe de bem-estar digital chegou a questionar a utilidade da ferramenta diante dessa possibilidade.

O TikTok afirmou à NPR que os responsáveis recebem notificações quando um adolescente desativa o vínculo de supervisão.

Os documentos também indicam que a empresa evitou realizar pesquisas que poderiam revelar a quantidade de crianças com menos de 13 anos na plataforma.

Em uma conversa de 2018, executivos demonstraram preocupação de que os resultados de uma pesquisa sobre a idade dos usuários fossem solicitados pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC).

A preocupação envolvia a COPPA, lei americana que estabelece regras para a coleta de dados pessoais de crianças menores de 13 anos.

Além disso, Eric Han, ex-chefe de segurança do TikTok, relatou preocupações sobre o funcionamento do algoritmo de recomendações desde 2020.

Segundo ele, o sistema poderia levar usuários a consumir repetidamente vídeos sobre assuntos prejudiciais, incluindo automutilação e suicídio. Um relatório interno daquele ano apontava riscos relacionados à forma como esses conteúdos eram apresentados a menores.

Han afirmou que a empresa não alertou os pais sobre esses perigos, apesar de reconhecer internamente a gravidade do problema.

TikTok já enfrentava processos por segurança infantil

As novas revelações fazem parte de uma disputa judicial iniciada em 2022 nos Estados Unidos, que reúne centenas de ações contra TikTok, Meta, Google e Snap por supostos danos causados a crianças e adolescentes.

A exploração de menores por meio das transmissões ao vivo já havia motivado uma ação específica no estado americano de Utah, em junho de 2024.

O processo acusa o TikTok de permitir que adultos utilizassem presentes virtuais para solicitar conteúdos sexuais de menores, enquanto a empresa recebia parte dos pagamentos. Posteriormente, a Justiça rejeitou um pedido da plataforma para encerrar antecipadamente o caso.

Outras acusações também envolvem a eficácia das ferramentas de segurança.

Em setembro de 2026, um juiz do Texas decidiu que o TikTok havia violado uma lei estadual de proteção ao consumidor ao apresentar informações enganosas sobre mecanismos de segurança infantil. O processo envolve, entre outros pontos, a eficácia do Modo Restrito, que deveria limitar o acesso a conteúdos inadequados.

Já em outubro, o Canaltech revelou que o TikTok foi acusado de oferecer uma ferramenta de segurança falsa para jovens usuários.

Segundo documentos divulgados na ocasião, a plataforma realizou testes com uma versão inoperante do Algo Refresh, recurso que permite redefinir os vídeos recomendados. Parte dos participantes acreditava ter reiniciado as recomendações, mas continuava recebendo conteúdos selecionados pelo algoritmo anterior.

Os processos americanos também resultaram em acordos financeiros. Em maio deste ano, o TikTok concordou em pagar US$ 8 milhões para encerrar uma ação movida por um distrito escolar do Kentucky. Em setembro, a empresa fechou outro acordo com o estado do Alabama.

No Brasil, a empresa também enfrenta questionamentos sobre a proteção de menores.

Em agosto de 2026, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicou uma multa de R$ 153,7 milhões à ByteDance por irregularidades no tratamento de informações pessoais de crianças e adolescentes.

A sanção brasileira decorre de um procedimento administrativo diferente dos processos americanos e envolve principalmente o tratamento de dados e as medidas de proteção de usuários menores de idade.

O que diz o TikTok?

Procurado pela NPR, o TikTok inicialmente não apresentou respostas específicas aos questionamentos sobre as denúncias, limitando-se a indicar políticas de segurança publicadas pela empresa.

Após a divulgação da reportagem, porém, o porta-voz Nathaniel Brown contestou a interpretação dos documentos.

Segundo ele, as acusações foram selecionadas de maneira parcial por advogados envolvidos nos processos e apresentam uma versão distorcida do histórico da empresa e de seu compromisso com a segurança dos jovens.

O TikTok também afirmou possuir mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro alinhados a padrões internacionais.

A empresa, no entanto, não esclareceu à NPR se comunicou às autoridades americanas todos os casos identificados de material de abuso sexual infantil nas transmissões ao vivo. Também não respondeu se bloqueou as contas responsáveis pelos pagamentos ou qual foi o destino das receitas associadas aos conteúdos irregulares.

Os novos depoimentos ainda não foram apresentados a um júri nos processos em questão. Portanto, as acusações sobre a responsabilidade da empresa e de seus dirigentes continuam sujeitas à análise judicial.

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Documentos revelam que cúpula do TikTok ignorou alertas de exploração de crianças

Funcionários do TikTok alertaram repetidamente a direção da empresa sobre riscos de exploração sexual de crianças e adolescentes na plataforma, mas não receberam respostas consideradas suficientes para resolver os problemas. Documentos judiciais divulgados nesta terça-feira (20) também mostram que a rede social tinha conhecimento de falhas em ferramentas de proteção e de possíveis danos à saúde mental de jovens.

As informações foram reveladas pela rádio pública americana NPR. Os documentos incluem depoimentos de ex-funcionários apresentados à Justiça dos Estados Unidos em março de 2026, como parte de processos que acusam o TikTok e outras redes sociais de prejudicar menores de idade.

Um dos principais problemas envolve o TikTok Live, ferramenta de transmissões ao vivo da plataforma. Segundo os depoimentos, crianças e adolescentes apareciam em conteúdos de natureza sexual e recebiam pagamentos de espectadores por meio de presentes virtuais, que podem ser convertidos em dinheiro.

A empresa também ficava com uma parcela dos valores movimentados nessas transações, o que levantou questionamentos sobre um possível benefício financeiro decorrente da exploração de menores.

TikTok sabia que crianças apareciam em lives com conteúdo sexual

Reagen Maher, que ocupou cargos de liderança nas equipes de segurança e investigação do TikTok entre 2021 e 2024, afirmou ter passado meses tentando convencer executivos a tomar medidas contra a exploração sexual de menores.

Em uma conversa interna apresentada à Justiça, a ex-funcionária relatou que parte dos responsáveis pela plataforma não considerava os danos graves o suficiente para justificar novas ações.

"Estou lutando há meses para resolver isso com pessoas que não acham que os danos são graves o suficiente", escreveu Maher, em tradução livre.

Uma investigação interna identificou 112 mil transmissões ao vivo com a presença de crianças e adolescentes de 13 a 15 anos somente em janeiro de 2022.

O número considera lives com a participação de menores e não significa que todas as transmissões apresentavam conteúdo sexual. Ainda assim, o levantamento identificou riscos de aliciamento por adultos e produção de material de abuso sexual infantil.

Os documentos também apontam que o TikTok obteve receitas significativas de presentes virtuais enviados durante transmissões que violavam as regras da plataforma.

Maher afirmou que a direção já conhecia as denúncias antes de uma investigação da Forbes, publicada em 2022, revelar que menores utilizavam o TikTok Live para realizar apresentações sexualizadas em troca de presentes.

A ex-funcionária também disse esperar que a repercussão pública da reportagem pressionasse a empresa a acelerar as soluções.

TikTok logo

Falhas permitiam burlar proteção de menores

Os depoimentos revelaram outros problemas nas ferramentas criadas para proteger crianças e adolescentes.

Segundo Maher, menores conseguiam acessar funcionalidades destinadas a adultos ao criar contas usando credenciais do Google, Facebook ou Instagram. A brecha era conhecida pela liderança do TikTok, conforme seu relato.

Outra falha envolvia o Family Pairing, ferramenta lançada em 2020 para permitir que pais e responsáveis supervisionem contas de adolescentes.

Uma conversa interna de 2021 mostrava que existia um link oculto pelo qual os jovens conseguiam desvincular suas contas da supervisão parental. Um gerente da equipe de bem-estar digital chegou a questionar a utilidade da ferramenta diante dessa possibilidade.

O TikTok afirmou à NPR que os responsáveis recebem notificações quando um adolescente desativa o vínculo de supervisão.

Os documentos também indicam que a empresa evitou realizar pesquisas que poderiam revelar a quantidade de crianças com menos de 13 anos na plataforma.

Em uma conversa de 2018, executivos demonstraram preocupação de que os resultados de uma pesquisa sobre a idade dos usuários fossem solicitados pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC).

A preocupação envolvia a COPPA, lei americana que estabelece regras para a coleta de dados pessoais de crianças menores de 13 anos.

Além disso, Eric Han, ex-chefe de segurança do TikTok, relatou preocupações sobre o funcionamento do algoritmo de recomendações desde 2020.

Segundo ele, o sistema poderia levar usuários a consumir repetidamente vídeos sobre assuntos prejudiciais, incluindo automutilação e suicídio. Um relatório interno daquele ano apontava riscos relacionados à forma como esses conteúdos eram apresentados a menores.

Han afirmou que a empresa não alertou os pais sobre esses perigos, apesar de reconhecer internamente a gravidade do problema.

TikTok já enfrentava processos por segurança infantil

As novas revelações fazem parte de uma disputa judicial iniciada em 2022 nos Estados Unidos, que reúne centenas de ações contra TikTok, Meta, Google e Snap por supostos danos causados a crianças e adolescentes.

A exploração de menores por meio das transmissões ao vivo já havia motivado uma ação específica no estado americano de Utah, em junho de 2024.

O processo acusa o TikTok de permitir que adultos utilizassem presentes virtuais para solicitar conteúdos sexuais de menores, enquanto a empresa recebia parte dos pagamentos. Posteriormente, a Justiça rejeitou um pedido da plataforma para encerrar antecipadamente o caso.

Outras acusações também envolvem a eficácia das ferramentas de segurança.

Em setembro de 2026, um juiz do Texas decidiu que o TikTok havia violado uma lei estadual de proteção ao consumidor ao apresentar informações enganosas sobre mecanismos de segurança infantil. O processo envolve, entre outros pontos, a eficácia do Modo Restrito, que deveria limitar o acesso a conteúdos inadequados.

Já em outubro, o Canaltech revelou que o TikTok foi acusado de oferecer uma ferramenta de segurança falsa para jovens usuários.

Segundo documentos divulgados na ocasião, a plataforma realizou testes com uma versão inoperante do Algo Refresh, recurso que permite redefinir os vídeos recomendados. Parte dos participantes acreditava ter reiniciado as recomendações, mas continuava recebendo conteúdos selecionados pelo algoritmo anterior.

Os processos americanos também resultaram em acordos financeiros. Em maio deste ano, o TikTok concordou em pagar US$ 8 milhões para encerrar uma ação movida por um distrito escolar do Kentucky. Em setembro, a empresa fechou outro acordo com o estado do Alabama.

No Brasil, a empresa também enfrenta questionamentos sobre a proteção de menores.

Em agosto de 2026, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicou uma multa de R$ 153,7 milhões à ByteDance por irregularidades no tratamento de informações pessoais de crianças e adolescentes.

A sanção brasileira decorre de um procedimento administrativo diferente dos processos americanos e envolve principalmente o tratamento de dados e as medidas de proteção de usuários menores de idade.

O que diz o TikTok?

Procurado pela NPR, o TikTok inicialmente não apresentou respostas específicas aos questionamentos sobre as denúncias, limitando-se a indicar políticas de segurança publicadas pela empresa.

Após a divulgação da reportagem, porém, o porta-voz Nathaniel Brown contestou a interpretação dos documentos.

Segundo ele, as acusações foram selecionadas de maneira parcial por advogados envolvidos nos processos e apresentam uma versão distorcida do histórico da empresa e de seu compromisso com a segurança dos jovens.

O TikTok também afirmou possuir mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro alinhados a padrões internacionais.

A empresa, no entanto, não esclareceu à NPR se comunicou às autoridades americanas todos os casos identificados de material de abuso sexual infantil nas transmissões ao vivo. Também não respondeu se bloqueou as contas responsáveis pelos pagamentos ou qual foi o destino das receitas associadas aos conteúdos irregulares.

Os novos depoimentos ainda não foram apresentados a um júri nos processos em questão. Portanto, as acusações sobre a responsabilidade da empresa e de seus dirigentes continuam sujeitas à análise judicial.

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Golpe usa site oficial do ChatGPT para infectar PCs com Windows

Criminosos estão usando páginas hospedadas no próprio domínio do ChatGPT para levar usuários do Windows a instalar um malware capaz de assumir o controle do computador. A campanha foi identificada pela empresa de segurança Huntress e explora os GPTs personalizados, versões do chatbot que podem ser criadas por terceiros e publicadas dentro do “chatgpt.com”.

Um dos GPTs maliciosos recebeu o nome de “Plus 5.6”, em uma tentativa de fazê-lo parecer um produto oficial da OpenAI. A fraude fica mais convincente porque algumas vítimas chegaram à página por anúncios patrocinados exibidos em pesquisas no Google por “ChatGPT”, segundo os pesquisadores.

A Huntress investigou pelo menos 40 incidentes ligados à infraestrutura usada pelos criminosos. Em dois deles, a empresa conseguiu confirmar que a infecção começou diretamente pelo GPT malicioso hospedado no ChatGPT.

Como funciona o golpe?

O ataque começa quando a vítima acessa o “Plus 5.6”. Como os GPTs personalizados ficam hospedados no site oficial do ChatGPT, o endereço exibido no navegador começa com chatgpt.com, o que pode reduzir a desconfiança do usuário.

Há, porém, uma pista de que não se trata de um modelo oficial: a página identifica o responsável pelo GPT como um criador da comunidade.

Ao enviar qualquer mensagem ao chatbot, a vítima recebe um aviso falso de que o serviço está com disponibilidade limitada. A página oferece então a opção de continuar por um suposto “domínio de backup”.

O link leva para uma página hospedada no Google Sites e preparada para imitar uma verificação da Cloudflare. Nesse momento entra em ação uma técnica conhecida como ClickFix, na qual a vítima é instruída a copiar e executar um comando no próprio computador sob o pretexto de resolver um erro ou comprovar que é humana.

ChatGPT

Nesse caso, o comando executado no PowerShell do Windows inicia uma sequência de downloads e instala silenciosamente um arquivo MSI malicioso. Os criminosos também usam programas legítimos e assinados digitalmente para carregar componentes modificados e dificultar a identificação do ataque por ferramentas de segurança.

Ao final do processo, o computador recebe um trojan de acesso remoto, conhecido pela sigla RAT. Segundo a análise da Huntress, o malware permite visualizar a tela, procurar arquivos, acessar câmera e microfone, capturar áudio do sistema e executar novos programas no dispositivo infectado.

A OpenAI retirou do ar um dos GPTs denunciados pela Huntress em 25 de setembro. Dois dias depois, porém, os pesquisadores encontraram outra versão do “Plus 5.6” ligada à mesma campanha.

A empresa de segurança também identificou mudanças posteriores na cadeia de infecção, indicando que os responsáveis continuaram modificando a operação.

Há casos confirmados no Brasil?

Até o momento, não há confirmação pública de brasileiros infectados especificamente por essa campanha.

A Huntress afirma ter atendido pelo menos 40 incidentes associados ao endereço usado na falsa verificação, mas não publicou a localização das vítimas. Além disso, apenas dois desses casos tiveram o GPT personalizado do ChatGPT confirmado como ponto inicial da infecção.

Nas fontes consultadas pelo Canaltech, também não foram encontrados alertas de órgãos brasileiros de segurança digital ou de empresas de cibersegurança que confirmem vítimas do “Plus 5.6” no país.

Isso não impede que usuários brasileiros encontrem golpes semelhantes. A campanha depende principalmente de engenharia social e de anúncios em mecanismos de busca, e não de uma vulnerabilidade restrita a um país.

A principal recomendação é desconfiar de páginas que peçam para abrir o PowerShell, o Prompt de Comando ou a janela Executar do Windows e colar instruções durante verificações de segurança. CAPTCHAs e serviços legítimos normalmente não exigem que o usuário execute comandos no sistema operacional.

Veja também no Canaltech: https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/deepfakes-como-saber-se-um-video-de-candidato-e-verdadeiro/

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Deepfakes: como saber se um vídeo de candidato é verdadeiro

A poucos dias do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para domingo (4), vídeos e áudios de candidatos circulam com velocidade pelas redes sociais e aplicativos de mensagens. Com ferramentas de inteligência artificial capazes de reproduzir rostos e vozes, procurar apenas erros na imagem já não é suficiente para saber se uma gravação é verdadeira.

Movimentos estranhos da boca, deformações no rosto, sombras incoerentes ou problemas em mãos e acessórios ainda podem levantar suspeitas.

Esses sinais, porém, devem ser tratados como alertas e não como provas de manipulação, explica Paulo Baldin, especialista em cibersegurança, proteção de dados e governança digital da CLA Brasil.

Isso significa que um conteúdo falso pode passar sem apresentar defeitos evidentes. Ao mesmo tempo, compressão de vídeo, conexão ruim e problemas de sincronização podem fazer uma gravação verdadeira parecer manipulada.

A recomendação é olhar além da imagem: descobrir de onde o conteúdo veio, procurar a publicação original e verificar se aquela declaração aparece em outras fontes.

Mãos e boca podem dar pistas, mas não provam um deepfake

Durante os primeiros anos de popularização das imagens geradas por IA, características como mãos deformadas e movimentos pouco naturais eram indícios bastante conhecidos. Esses problemas continuam sendo úteis para despertar atenção.

Baldin recomenda observar, por exemplo, se a boca acompanha corretamente a fala, se os contornos do rosto mudam durante o vídeo e se sombras e reflexos combinam com a iluminação. Dentes, óculos, acessórios e a textura da pele também podem apresentar inconsistências.

O problema é transformar essas pistas em um “teste de deepfake”.

“Um conteúdo falso pode parecer perfeito, enquanto um vídeo verdadeiro pode apresentar falhas de sincronização ou perda de qualidade”, afirma o especialista. Por isso, a ausência de defeitos visuais não confirma a autenticidade de uma gravação.

O próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu em setembro critérios para caracterizar deepfakes no contexto eleitoral. Segundo a Corte, eles envolvem conteúdos sintéticos produzidos ou manipulados com IA ou tecnologia equivalente, com grau de realismo ou verossimilhança, capazes de criar, reproduzir ou alterar imagem, voz ou manifestação de uma pessoa.

pessoa usando computador

Reconhecer a voz também não confirma o áudio

A dificuldade aumenta quando o conteúdo é apenas um áudio. Sistemas de clonagem de voz conseguem usar gravações anteriores, como entrevistas, discursos e vídeos publicados na internet, para reproduzir características da fala de uma pessoa e gerar frases novas.

Um estudo publicado em 2025 na revista Scientific Reports, ajuda a dimensionar o problema. Participantes identificaram corretamente vozes geradas por IA em cerca de 60% das tentativas. Quando ouviram lado a lado uma voz verdadeira e seu clone, consideraram que ambas pertenciam à mesma pessoa em aproximadamente 80% dos casos.

Um caso recente ocorreu na própria campanha presidencial de 2026. Em setembro, o Projeto Comprova verificou um áudio falso atribuído ao candidato Renan Santos (Missão). Uma análise com a ferramenta Hive Moderation apontou 99,2% de probabilidade de a fala ter sido gerada artificialmente.

A publicação também usava elementos da identidade visual do The Intercept Brasil para parecer uma reportagem verdadeira. O veículo confirmou ao Comprova que não havia produzido nem publicado aquele material.

O episódio mostra por que a checagem não deve depender apenas da capacidade de perceber uma voz artificial: elementos reais, como logotipos, fotos e identidades visuais conhecidas, também podem ser usados para aumentar a aparência de autenticidade.

Como checar um vídeo ou áudio de candidato

Antes de compartilhar uma gravação suspeita, o primeiro passo é descobrir sua origem. Um vídeo recebido no WhatsApp ou recortado em uma rede social pode perder informações importantes sobre quem publicou o material e em qual contexto.

A partir daí, vale seguir algumas verificações:

  1. Procure a publicação original: busque o nome do candidato e palavras da declaração para localizar a gravação completa;

  2. Confira a data: vídeos antigos podem voltar a circular como se fossem atuais;

  3. Assista ao conteúdo completo: cortes podem retirar uma fala verdadeira do contexto;

  4. Procure confirmação independente: confira veículos jornalísticos, agências de checagem e canais oficiais;

  5. Verifique quem publicou: no caso de perfis de candidatos, confira o endereço exato da conta e os links divulgados, em vez de confiar apenas no nome, foto ou selo de verificação.

Segundo Baldin, até uma conta com poucos seguidores ou criada recentemente não pode ser considerada falsa apenas por essas características. O ideal é verificar o conjunto de informações e confirmar se há ligação com os canais oficiais da candidatura.

Os endereços eletrônicos utilizados pelas campanhas devem ser informados à Justiça Eleitoral no registro de candidatura ou, quando criados posteriormente, comunicados em até 24 horas. O TSE também mantém o sistema DivulgaCandContas, que reúne dados oficiais das candidaturas.

urna eletrônica TSE

Deepfakes têm regras específicas nas eleições

O uso de IA na propaganda eleitoral também é regulamentado pelo TSE. Conteúdos sintéticos utilizados em propaganda devem informar de forma explícita que houve fabricação ou manipulação e indicar a tecnologia empregada.

A Justiça Eleitoral proíbe ainda o uso de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidaturas. Além disso, nas 72 horas que antecedem o pleito e até 24 horas após o término da votação, ficam vedadas a publicação, republicação e o impulsionamento de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas.

Por isso, Baldin recomenda que um conteúdo cuja origem não possa ser confirmada seja tratado como informação não verificada, mesmo quando a imagem ou a voz pareçam convincentes.

Veja também: O que acontece se você perguntar às IAs em quem votar? Testamos 5 delas

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