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ChatGPT quer substituir o Google Docs com o Space; conheça o novo recurso

30 September 2026 at 21:09

A OpenAI anunciou o ChatGPT Space, um novo ambiente de trabalho compartilhado que permite criar e editar conteúdos com a participação de pessoas e inteligência artificial no mesmo espaço. Apresentado durante o OpenAI DevDay, o recurso leva a criação e a edição de conteúdos para dentro do ChatGPT, reduzindo a necessidade de alternar entre a plataforma e editores externos, como o Google Docs.

O Space funciona a partir das Pages (Páginas), documentos editáveis que podem incluir textos, imagens, gráficos, tabelas e ferramentas interativas. A partir de uma conversa, o usuário pode criar uma página, pedir alterações em trechos específicos ou convidar outras pessoas para editar o conteúdo em tempo real.

Cada colaborador trabalha com sua própria instância do ChatGPT dentro da página. Com isso, compartilhar uma página não dá acesso aos chats privados ou à memória pessoal de outros participantes. O conteúdo inserido na página, porém, fica visível para todos os membros e segue as configurações individuais de Memória e Treinamento de cada participante. 

ChatGPT

A proposta também diferencia o Space de integrações em que a inteligência artificial aparece como uma ferramenta complementar ao editor. Nesse ambiente, a IA e seus agentes, chamados de Dots, ficam dentro do próprio espaço de trabalho compartilhado e podem participar da criação e da edição dos materiais. O Codex também pode atuar nas páginas, e os comentários em trechos específicos servem para delegar revisões ou tarefas à IA ou a outros colaboradores. 

O Space também substitui a antiga funcionalidade Library (Biblioteca) para contas elegíveis e permite organizar conteúdos em pastas e subpáginas. As subpáginas herdam automaticamente as permissões da página principal. Se a página principal for enviada para a Lixeira, as subpáginas vinculadas também serão removidas, mesmo quando pertencem a outros colaboradores.

Além disso, o ambiente já oferece integração com serviços conectados, como Google Drive e Slack. Os links para arquivos armazenados nessas plataformas, porém, mantém as permissões definidas no serviço original. Assim, compartilhar uma página no Space não libera automaticamente o acesso aos arquivos usados como fonte. 

Inicialmente, o foco está nos documentos, mas a OpenAI afirma que apresentações e planilhas serão adicionadas em breve. A empresa também prepara recursos para atualizar páginas automaticamente.

ChatGPT

Quem pode usar o ChatGPT Space?

O ChatGPT Space está sendo liberado gradualmente e, neste momento, está disponível para assinantes Pro e usuários dos planos Business e Enterprise. 

A experiência também varia conforme a plataforma. Na web e no desktop, é possível criar e editar páginas, organizar espaços e colaborar em tempo real. No celular, dá para localizar, ler e compartilhar páginas, mas a criação e a edição ainda não estão disponíveis. 

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “ChatGPT grátis vale a pena? Veja o que dá e o que não dá para fazer”.

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Golpe quase perfeito do Amazon Prime rouba dados do cartão e seu RG; previna-se

30 September 2026 at 20:04

Uma campanha sofisticada de phishing usa falsos alertas sobre problemas no pagamento da assinatura Amazon Prime para roubar credenciais, dados pessoais e informações de cartões de crédito e débito. As páginas fraudulentas imitam com alto nível de fidelidade o visual da Amazon, incluindo logotipos, menus e botões que simulam um processo legítimo de recuperação de conta.

O golpe começa com um e-mail que costuma usar o assunto “Sua assinatura Prime está em espera” (Your Prime Membership On Hold). A mensagem afirma que a Amazon não conseguiu processar o pagamento mais recente e que o acesso ao Prime Video foi suspenso temporariamente.

Para aumentar a pressão sobre a vítima, o aviso estabelece um prazo de 48 horas para regularizar a situação antes de um suposto cancelamento permanente da conta. O e-mail traz um botão para retomar a assinatura, que direciona o usuário para uma página falsa.

A seguir, confira:

  • Golpe coleta login, dados pessoais e cartão
  • Como evitar o golpe que simula o Amazon Prime?
  • O que fazer se os dados já foram informados?
Amazon

Golpe coleta login, dados pessoais e cartão

O site fraudulento reproduz a aparência de uma página da Amazon e conduz a vítima por diferentes etapas de coleta de informações. Primeiro, são solicitados o e-mail ou telefone associado à conta e a senha. A página também apresenta links falsos de recuperação de senha e orienta o usuário a confirmar a identidade e “desconectar-se de todos os aplicativos, dispositivos e navegadores da web”, reforçando a impressão de que o procedimento faz parte da segurança da conta.

Na sequência, o formulário pede dados pessoais, como nome completo, endereço, CEP, telefone e data de nascimento. A justificativa apresentada é a necessidade de confirmar a identidade do titular da conta.

O formulário também adapta automaticamente o código de área do telefone e o país de acordo com a localização da vítima. Em testes realizados no Reino Unido, por exemplo, o campo já aparecia preenchido com o código +44 e a indicação de “United Kingdom”. 

Amazon

A etapa seguinte envolve informações financeiras. O site solicita nome impresso no cartão, número, data de validade e código de segurança (CVV). A página ainda exibe mensagens de erro quando os dados são preenchidos de forma incorreta, uma estratégia usada para dar aparência de autenticidade ao processo e aumentar a chance de os criminosos obterem informações válidas.

Depois do preenchimento, a vítima recebe uma suposta confirmação de que os dados foram recebidos. O site informa que as informações serão analisadas em até 24 horas, o que ajuda a encerrar o golpe sem levantar suspeitas imediatamente.

Como evitar o golpe que simula o Amazon Prime?

O principal cuidado é evitar o acesso a contas e serviços por meio de links recebidos em e-mails inesperados. Mesmo que a mensagem tenha o visual da Amazon e mencione informações aparentemente relacionadas à conta, o endereço acessado pode levar a uma página controlada por criminosos.

Antes de inserir qualquer dado, confira o domínio exibido na barra de endereços. Em testes relacionados à campanha, o endereço usado continha termos como primevideo-manage-account-payment, mas não pertencia ao domínio oficial da Amazon.

Amazon

Outra opção é verificar a situação da assinatura pelo site ou aplicativo oficial da Amazon. A empresa também oferece um Centro de Mensagens para consultar comunicações relacionadas à conta, sem depender dos links enviados por e-mail.

Mensagens que criam um prazo curto para resolver um suposto problema de pagamento também merecem atenção. A combinação de urgência, ameaça de suspensão da conta e pedido de informações pessoais ou financeiras é um sinal comum em campanhas de phishing.

A Amazon também orienta clientes a encaminhar mensagens suspeitas para verify@amazon.com para análise.

O que fazer se os dados já foram informados?

Quem digitou a senha em uma página falsa deve alterá-la imediatamente na conta oficial da Amazon. Se a mesma senha for usada em outros serviços, também é importante substituí-la nesses locais.

Caso informações do cartão tenham sido fornecidas, entre em contato com o banco ou a instituição financeira responsável pelo cartão e informe a situação. O acompanhamento de movimentações também ajuda a identificar eventuais tentativas de uso indevido dos dados.

O mais importante é não retornar ao link recebido no e-mail para tentar corrigir a situação. Qualquer alteração na conta ou no método de pagamento deve ser feita pelos canais oficiais da Amazon.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Compras online: 7 cuidados essenciais para não cair em golpes”. 

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Closet digital do Google Fotos ganhará recurso para corrigir erro irritante

30 September 2026 at 18:07

O Google Fotos está preparando uma atualização para o recurso de “guarda-roupa de IA” que vai permitir que os usuários corrijam representações geradas de forma incorreta. Segundo uma investigação do Android Authority, a plataforma deve ganhar a opção “Regenerar imagem” para roupas, sapatos, óculos e outros acessórios adicionados ao closet digital.

Atualmente, o aplicativo cria uma representação de cada peça quando o guarda-roupa é configurado pela primeira vez. O problema é que, caso o resultado não seja fiel ao produto real, não há uma opção para editá-lo ou gerar uma nova versão. Com a novidade, será possível abrir a página de detalhes de um item, tocar no menu de três pontos no canto superior direito e selecionar o comando para regenerar a imagem. A nova versão será criada em segundo plano, sem impedir que o usuário saia da tela durante o processo.

A inteligência artificial também poderá fazer ajustes na representação para aumentar a fidelidade ao item original. Em testes realizados pelo Android Authority, a ferramenta conseguiu corrigir cores, adicionar detalhes técnicos que não apareciam na primeira versão, como plaquetas de óculos, e reposicionar logotipos em camisetas.

A precisão é importante porque essas imagens são usadas pelo recurso de “experimentar roupas”, que permite visualizar virtualmente como diferentes peças do guarda-roupa ficam combinadas antes de escolher o que vestir.

Guarda-roupa Google Fotos

O recurso já está disponível?

Não. A funcionalidade ainda não foi liberada para o público. Ela foi identificada na versão 7.95 do Google Fotos durante uma análise do APK, técnica usada para encontrar recursos em desenvolvimento que ainda estão ocultos no aplicativo.

Esse tipo de análise pode revelar comandos e trechos de código relacionados a funções que ainda não foram ativadas para os usuários. A descoberta, porém, não garante que o recurso será lançado nem que ele manterá as mesmas características na versão final.

Se você gostou do conteúdo, talvez se interesse em conferir “5 coisas com IA que você pode fazer no Google Fotos”.

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Estreia da Anthropic na Bolsa vira aviso sobre o fim do mundo: “corremos risco de extinção”

30 September 2026 at 16:07

A Anthropic, empresa responsável pelo Claude, alertou potenciais investidores que sistemas avançados de inteligência artificial podem representar “riscos catastróficos ou existenciais para a humanidade”. A declaração aparece no prospecto preparado para a abertura de capital da companhia e foi revelada pela Reuters. O documento também descreve situações em que modelos poderiam resistir ao desligamento, manipular informações ou apresentar comportamentos semelhantes à chantagem. 

O alerta chama atenção pelo contexto em que foi apresentado. O prospecto tem 261 páginas, sendo cerca de 80 dedicadas aos fatores de risco, quase o dobro das 48 páginas usadas para explicar o negócio da Anthropic. Segundo a Reuters, são incomuns documentos de abertura de capital que indiquem a possibilidade de a própria tecnologia comercializada pela empresa contribuir para a extinção humana. 

A Anthropic reconhece que a IA pode ter impacto comparável ao da industrialização e da eletricidade, mas afirma que modelos avançados também podem aumentar a possibilidade de danos graves e irreversíveis. Entre as preocupações estão comportamentos difíceis de prever, limitações nos testes de segurança e a possibilidade de sistemas desenvolverem capacidades que não foram antecipadas pelos pesquisadores. 

Em uma publicação no X, Evan Hubinger, pesquisador de alinhamento da Anthropic, estimou em mais de 10% a chance de a IA causar a extinção humana nos próximos dez anos. Na mesma publicação, ele afirmou que a empresa ainda não tem um plano definitivo para alinhar sistemas de superinteligência.

Anthropic

A IA pode desenvolver comportamentos difíceis de prever

Um dos riscos descritos pela Anthropic envolve os chamados comportamentos de autopreservação. Segundo o prospecto, os modelos podem tentar resistir ao desligamento, esconder ou manipular informações e apresentar condutas semelhantes à chantagem. A empresa também considera a possibilidade de sistemas reconhecerem quando estão sendo submetidos a avaliações de segurança e modificarem o comportamento durante os testes.

Esse cenário cria uma dificuldade para os pesquisadores, pois um modelo pode aparentar ser seguro durante uma avaliação e apresentar comportamentos diferentes em outras circunstâncias. A Anthropic afirma que a capacidade de identificar quando está sendo testado representa uma limitação importante para avaliar a segurança dos sistemas antes da implementação.

Episódios recentes também ajudam a ilustrar que esses riscos não estão restritos a cenários teóricos. No mês passado, um agente OpenClaw, baseado no Claude, explorou um sistema de reservas de uma academia na Austrália e chegou a remover uma pessoa de uma lista de espera sem receber instruções para isso. 

Em outro caso, modelos da OpenAI escaparam de um ambiente de testes durante uma avaliação de segurança e realizaram um ataque autônomo contra a Hugging Face, com milhares de ações executadas sem comandos humanos adicionais. Já a OpenAI teria cancelado o lançamento do GPT-6.1 Astra após testes internos identificarem que o modelo poderia operar fora do escopo definido para ele. Além disso, a OpenAI teria cancelado o lançamento do GPT-6.1 Astra após testes internos identificarem que o modelo poderia operar fora do escopo definido para ele.

Claude

Outro ponto citado no documento é o autoaperfeiçoamento recursivo, hipótese na qual sistemas de IA participariam do desenvolvimento de versões mais avançadas de si mesmos. A preocupação está relacionada à possibilidade de uma evolução rápida das capacidades dos modelos, com menor participação ou supervisão humana.

A empresa também admite que não existe garantia de que os investimentos em segurança acompanhem o ritmo de desenvolvimento. Em uma semana analisada em julho, cerca de 6% do poder computacional usado pela Anthropic foi destinado a pesquisas de segurança, segundo informações do prospecto divulgadas pela Reuters.

Alerta acompanha pressão por lançamentos mais rápidos

O alerta aparece em meio à disputa entre empresas de IA pelo desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados. A própria Anthropic afirma no prospecto que permanecer na fronteira tecnológica depende de uma sequência contínua de novos modelos, plataformas e aplicações.

Ao mesmo tempo, a companhia reconhece que pesquisas de segurança disputam recursos com o desenvolvimento dos sistemas. A computação e os profissionais especializados precisam ser distribuídos entre a criação de novos modelos e a investigação de possíveis falhas e comportamentos inesperados.

claude app

A situação cria uma contradição no próprio negócio da Anthropic. Quanto mais avançados forem os modelos, maior pode ser o potencial comercial da tecnologia, mas também aumentam os riscos que a empresa precisa avaliar antes de ampliar seu uso.

O prospecto ainda trata de riscos jurídicos relacionados a agentes de IA que conseguem operar de forma autônoma por períodos prolongados. A Anthropic afirma que esses sistemas podem causar danos difíceis de reverter, como transações não autorizadas ou perda de dados.

Com a abertura de capital, essas preocupações ganham espaço também na documentação financeira apresentada aos investidores, além das pesquisas e debates sobre segurança de IA. A Anthropic reconhece no próprio documento usado para sustentar seu crescimento que o avanço da tecnologia pode trazer riscos ainda difíceis de prever. 

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “Por que as IAs continuam conduzindo ataques hackers?”. 

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Apps de carros enviam rotas e hábitos do motorista para rede de anúncios

30 September 2026 at 15:06

Uma pesquisa da Northeastern University em parceria com a Consumer Reports identificou o envio de informações sensíveis de motoristas para redes de publicidade por sete aplicativos de suporte para veículos. O estudo analisou 21 carros e 30 aplicativos e mostrou que as preocupações com privacidade no setor automotivo também chegam aos celulares por meio dos aplicativos complementares das montadoras.

Entre os aplicativos identificados estão HondaLink, Lincoln, MyNissan, myCadillac, myChevrolet, myBuick e myGMC. Nos testes, todos os veículos estabeleceram conexões com domínios de terceiros por Wi-Fi. Como os dados estavam criptografados, porém, os pesquisadores não conseguiram identificar exatamente quais informações foram transmitidas em cada conexão.

No entanto, os dados sobre frenagens, acelerações e outros hábitos de direção têm valor comercial. Uma investigação publicada pela Consumer Reports em março de 2025 analisou as políticas de privacidade de 15 montadoras e identificou o compartilhamento de informações de direção com outras empresas. Segundo a publicação, esses dados podem chegar a seguradoras e empresas de análise e influenciar preços de seguros e outras condições oferecidas aos consumidores.

IPVA carros trânsito

As fabricantes afirmam utilizar parte dessas informações para aprimorar serviços e recursos de segurança. Muitas também informam que compartilham dados de forma anonimizada ou mediante consentimento do usuário. Na investigação de 2025, porém, quase todas as 15 montadoras consultadas pela Consumer Reports se recusaram a informar quais empresas recebiam os dados de direção.

A pesquisa mais recente, conduzida pela Northeastern University em parceria com a Consumer Reports, identificou outro caminho para o compartilhamento dessas informações por meio de aplicativos conectados aos veículos. Entre os casos analisados está o HondaLink. Após o levantamento, a Honda interrompeu o envio de dados de localização pelo aplicativo e pediu à Amplitude, empresa de análise de dados, que excluísse as informações coletadas anteriormente. Não houve confirmação de que a exclusão dos registros tenha sido concluída. 

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Tem como limitar o envio de dados dos apps de carros?

É possível tentar restringir a coleta e o compartilhamento, mas as opções disponíveis variam de acordo com a montadora, o aplicativo e a região onde o motorista está. O primeiro passo é consultar o portal de privacidade da fabricante ou as configurações disponíveis no aplicativo conectado ao veículo. 

Também é importante diferenciar os tipos de solicitação. A interrupção da venda ou do compartilhamento pede que a empresa deixe de repassar os dados a terceiros no futuro. A restrição de uso limita determinadas formas de utilização de informações consideradas sensíveis. Já a exclusão de registros solicita que a empresa apague os dados que já foram coletados e armazenados. 

Antes de alterar as configurações, também vale verificar quais serviços podem ser afetados. Dependendo da montadora, restringir determinadas permissões pode interromper funções de conectividade, como o travamento remoto das portas ou sistemas de assistência rodoviária. 

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “5 carros vendidos no Brasil que já utilizam IA para ajudar o motorista”.

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